NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: escolher o acabamento começa pela função da superfície, não pelo gosto do desenhador.
- Erro comum: achar que "mais polido é sempre melhor". Uma superfície texturizada não deve ser polida a espelho.
- Exemplo: uma zona de ajustamento com casquilho pede retificação; uma cavidade tipo couro pede texturização.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente às duas realizações do referencial desta UC: analisar e depois desenhar.
- Perguntar à turma: porque não se pode desenhar sem primeiro perceber a função da peça?
- Exemplo/analogia: um médico não prescreve sem examinar primeiro; o desenhador não cota sem analisar primeiro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: primeiro diedro é a convenção europeia; distinguir do terceiro diedro (americano) se surgir a dúvida.
- Erro comum: alinhar mal as vistas, quebrando a correspondência entre elas.
- Exemplo: mostrar uma peça real e as suas três vistas lado a lado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Exemplo/analogia: um corte é como abrir a peça ao meio para ver o interior.
- Erro comum: esquecer a hachura ou desenhá-la sem os 45°.
- Exemplo real: uma bucha de macho com furo de refrigeração interno, ilegível sem corte longitudinal.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a fórmula: é a ideia mais importante do bloco, vai reaparecer nas fichas.
- Erro comum: enviar a cota nominal para a folha de processo do torneador, sem somar a sobre-espessura.
- Perguntar: porque sai a peça do torno maior do que a cota final?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o cálculo com a turma no quadro; este exemplo volta no bloco das tolerâncias.
- Erro comum: inverter a soma e subtrair a sobre-espessura em vez de somar.
- Ligar à realização "preparar a conceção gráfica dos componentes a obter".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a classe escolhe-se uma vez para todo o desenho, não cota a cota.
- Erro comum: esquecer de indicar a classe na legenda, deixando as cotas sem tolerância nenhuma.
- Perguntar: qual classe faz mais sentido para uma peça de molde de precisão? (fino ou médio, não grosseiro).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: quanto maior o número IT, mais larga a tolerância, não mais apertada.
- Erro comum: trocar h por H, ou esquecer que o sinal do desvio depende de ser veio ou furo.
- Exemplo: escrever no quadro os dois campos de tolerância lado a lado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Refazer o cálculo com a turma, insistindo no sinal negativo do veio h.
- Erro comum: somar o IT em vez de subtrair, obtendo um limite superior a mais.
- Deixar desafio: calcular o mesmo para um furo Ø25,00 H7 (IT7 = 0,021 mm).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar com força: NÃO existe um fator fixo tipo "Rz é sempre 4x Ra". Depende do perfil e do processo.
- Erro comum grave: converter Ra em Rz por uma fórmula inventada. Cada parâmetro mede-se e especifica-se à parte.
- Analogia: Ra é a "média" de uma turma; Rz é a "distância entre o melhor e o pior aluno". Não se deduz uma da outra sem os dados todos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao bom senso económico: não se pede Ra 0,05 numa superfície sem função crítica, custa tempo e dinheiro.
- Erro comum: pedir sempre o Ra mais baixo "por garantia", sem justificação funcional.
- Pergunta: que Ra pede uma cavidade que vai ser texturizada depois? (muito baixo, quase espelhado, ver bloco 9-10).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: não misturar as duas normas no mesmo desenho, mesmo que os símbolos pareçam iguais.
- Erro comum: citar ISO 1302 na legenda de um desenho novo, por hábito de desenhos antigos.
- Curiosidade: desenhos de peças mais antigas ainda em produção referenciam a ISO 1302; não se corrige um desenho antigo só por isso.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma desenhar os três símbolos de memória e trocar entre pares para corrigir.
- Erro comum e grave: usar "com círculo" numa superfície que precisa mesmo de ser retificada, ou "com barra" numa já texturizada.
- Exemplo: superfície retificada → com barra; cavidade já texturizada → com círculo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a posição não é arbitrária: cada letra tem um lugar fixo, para ser lida sempre da mesma forma.
- Erro comum: escrever o valor de Ra na posição errada, tornando o desenho ambíguo.
- Exemplo: mostrar o símbolo completo da cavilha guia (posição a: Ra 0,4; posição b: Rectificado).
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer as três superfícies e pedir à turma para justificar cada escolha de símbolo.
- Erro comum: pôr um valor de Ra na cavidade texturizada; a rugosidade deixa de ser o critério ali.
- Ligar à realização "inserir as anotações e simbologia referentes a rugosidades e acabamento superficial".
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar imagens ou vídeo curto de uma retificadora cilíndrica em funcionamento, se disponível.
- Erro comum: subestimar o papel da refrigeração; sem ela a peça e a mó aquecem e a precisão perde-se.
- Perguntar: o que acontece à peça se a refrigeração falhar a meio da retificação?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: escolher a mó errada para o material estraga a peça e desgasta a mó em excesso.
- Erro comum: usar carboneto de silício em aço (desgaste rápido da mó); é mais indicado para ferro fundido e não ferrosos.
- Exemplo: mostrar (ou descrever) o código de uma mó real e decompor cada parte.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar cada técnica ao exemplo certo: cilíndrica exterior (cavilha), cilíndrica interior (furo do casquilho), plana (face de apoio).
- Erro comum: confundir cilíndrica interior com plana; a diferença é a peça rodar ou não.
- Perguntar: que técnica usarias para uma placa base plana de um molde?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o cálculo passo a passo com a turma; confirmar que 28,27 m/s cai na gama de referência.
- Erro comum: esquecer de converter rpm para rotações por segundo antes de aplicar a fórmula.
- Deixar desafio: recalcular vc se a mó rodar a 2400 rpm.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a regra de não saltar grãos: é o erro mais comum de quem tem pressa.
- Erro comum: passar de lixa 400 direto para pasta de 1 µm, deixando marcas escondidas.
- Exemplo/analogia: lixar madeira antes de envernizar segue a mesma lógica de grão decrescente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao bloco seguinte de texturização; é a ponte pedagógica do dia.
- Erro comum e caro: texturizar uma cavidade mal polida e só ver o defeito depois de a peça injetada sair marcada.
- Perguntar: porque é que a textura "revela" e não "esconde" defeitos?
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar exemplos de peças do dia a dia com cada tipo de textura (comando, tablier de automóvel, pega antiderrapante).
- Erro comum: escolher a textura só por estética, ignorando a função (por exemplo, esconder marcas de fluxo de injeção).
- Perguntar: que tipo de textura esconde melhor pequenas imperfeições visuais da peça injetada?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o desenhador não inventa a profundidade da textura, cita a norma e o grau/código.
- Erro comum: escrever "textura fina" sem grau nem código, deixando a especificação ambígua.
- Exemplo: anotação real no desenho, "Cavidade: VDI 3400 · grau 24, ver legenda".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a vantagem central: repetibilidade entre cavidades e entre moldes de reposição.
- Erro comum: achar que o ataque químico manual desapareceu; ainda se usa, mas com menos controlo de repetição.
- Perguntar: porque interessa a um cliente que várias cavidades do mesmo molde saiam com a textura idêntica?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma esboçar em 5 minutos o croqui de uma peça simples com uma superfície a retificar.
- Erro comum: um croqui "solto" sem qualquer respeito pela simbologia, que depois ninguém sabe interpretar.
- Analogia: um croqui é uma nota de voz técnica, rápida mas ainda assim compreensível por outro profissional.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar um cartucho real preenchido e percorrer cada campo com a turma.
- Erro comum: esquecer de indicar a norma de rugosidade em vigor na legenda, deixando o desenho ambíguo.
- Exemplo de anotação: "Retificar depois de têmpera".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar com um exemplo negativo: texturizar antes de retificar obriga a repetir a textura do zero.
- Erro comum: saltar o tratamento térmico da sequência mental, esquecendo que pode alterar a cota.
- Perguntar: porque é que a retificação vem normalmente depois do tratamento térmico e não antes?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o "em simultâneo": uma peça com a cota certa mas a rugosidade errada continua rejeitada.
- Erro comum: verificar só a cota e esquecer de medir a rugosidade antes de dar a peça por concluída.
- Exercício rápido: descrever como comparar uma textura aplicada com a amostra de referência aprovada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: manutenção não é opcional, afeta diretamente o resultado, mesmo com parâmetros certos.
- Erro comum: culpar os parâmetros de corte quando o problema real é uma mó por diamantar.
- Perguntar: com que sinais o operador percebe que a mó precisa de ser diamantada de novo?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar com firmeza: a mó pode fraturar acima da velocidade máxima; nunca se ultrapassa esse limite.
- Erro comum e perigoso: limpar a máquina com ar comprimido apontado ao corpo, espalhando pó fino no ar.
- Ligar às atitudes avaliadas: rigor, autocontrolo e respeito pelas regras e normas definidas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o bloqueio e etiquetagem como passo obrigatório, não opcional, antes de limpar.
- Erro comum grave: limpar "só um bocadinho" com a máquina ainda ligada, por pressa.
- Pergunta final à turma: que EPI usarias para cada uma das três operações desta UC (retificar, polir, texturizar)?