| Material | Contração usada (s) |
|---|---|
| PP | 2,0% (0,020) |
| PEAD | 2,5% (0,025) |
| POM | 2,0% (0,020) |
| ABS | 0,5% (0,005) |
| PA66 | 2,0% (0,020) |
| PA66 + 30% fibra de vidro | 0,4% (0,004) |
| PC | 0,6% (0,006) |
| PS | 0,5% (0,005) |
Estes valores são os que vamos usar de forma consistente em todos os exemplos e exercícios desta UC. Num projeto real, confirma-se sempre na ficha técnica do material (Bloco 3).
Peça: tampa retangular em PP, cota crítica de comprimento 120,00 mm (medida na peça acabada). Contração do PP usada nesta UC: s = 2,0% = 0,020.
Passo 1. Escrever a fórmula:
Passo 2. Substituir os valores:
Passo 3. Calcular:
A cavidade e o macho têm de ser maquinados a 122,40 mm, para que a peça, depois de arrefecer e encolher 2,0%, saia com 120,00 mm.
O sistema de alimentação conduz o material fundido desde o bico da máquina até cada cavidade:
O ataque é o ponto exato onde o material entra na cavidade. Os tipos mais usados:
| Tipo de ataque | Característica | Uso típico |
|---|---|---|
| Direto | liga o gito diretamente à peça | peças simples, uma cavidade |
| Submarino | atravessa o molde por baixo da linha de junta | corte automático na abertura |
| Em leque | entrada larga e fina | peças planas, grande largura |
| Anelar | envolve toda a peça (peças cilíndricas) | tubos, casquilhos |
| Capilar | orifício muito pequeno | canal quente, marca mínima |
A escolha do ataque afeta o enchimento, a marca visível na peça e a facilidade de desmoldagem do gito.
O sistema de extração empurra a peça solidificada para fora do macho, depois da abertura do molde, sem a deformar nem a marcar de forma inaceitável.
Componentes principais:
Ao posicionar os extratores, o técnico deve garantir:
Um bom sistema de extração é invisível ao utilizador final e não deixa marcas onde a peça é vista ou tocada.
O sistema de refrigeração retira o calor do material fundido, para que a peça solidifique o mais depressa e uniformemente possível.
O desenho do circuito de refrigeração segue as zonas mais espessas da peça, que retêm mais calor.
A área projetada é a área da sombra da peça (mais o sistema de alimentação) no plano de abertura do molde. É a área sobre a qual a pressão de injeção empurra o molde para o abrir.
A pressão específica de fecho é a pressão necessária por unidade de área, e depende do material:
| Material | Pressão específica usada nesta UC |
|---|---|
| PP | 35 MPa |
| PEAD | 35 MPa |
| POM | 45 MPa |
| ABS | 30 MPa |
| PA66 | 45 MPa |
| PA66 + 30% fibra de vidro | 50 MPa |
| PC | 40 MPa |
| PS | 30 MPa |
Fórmula usada de forma consistente nesta UC:
Exemplo resolvido: a tampa em PP do Bloco 6, área projetada de 120 mm × 80 mm = 9600 mm², pressão específica do PP = 35 MPa.
Passo 1.
Passo 2.
Passo 3. Converter para toneladas-força (÷ 9,81 e ÷ 1000):
Esta é a força de fecho necessária por cavidade.
Pela procura de produção:
Exemplo: encomenda de
Pela capacidade da máquina: com 5 cavidades, soma-se a área dos canais de distribuição (5% da área das cavidades) antes de calcular a força:
O referencial pede que se considerem as características físicas e mecânicas da máquina injetora no seu conjunto, não só a força de fecho:
| Critério | O que verifica |
|---|---|
| Força de fecho | cobre a pressão de injeção sobre a área projetada, com margem de segurança |
| Capacidade de injeção (g) | a unidade de injeção consegue disparar o peso de todas as cavidades, incluindo a alimentação |
| Dimensões do prato / distância entre colunas | o molde (com todas as cavidades) cabe fisicamente na máquina |
| Curso de abertura | é suficiente para a peça sair sem obstrução (≥ 2× a profundidade da peça, mais folga) |
O mini-projeto aplica os quatro critérios em conjunto: a máquina só está certa se passar em todos.
O tempo de ciclo é a soma do tempo de todas as fases de um ciclo completo de moldação:
Para a tampa em PP das secções anteriores, as fases medidas foram:
| Fase | Tempo (s) |
|---|---|
| Fecho | 1,5 |
| Injeção (enchimento) | 2,0 |
| Compactação (recalque) | 3,0 |
| Arrefecimento | 15,0 |
| Abertura | 1,5 |
| Extração | 1,0 |
| Total | 24,0 |
Verificação: 1,5 + 2,0 + 3,0 + 15,0 + 1,5 + 1,0 = 24,0 s, o valor usado no Bloco 10 para calcular o número de cavidades.
Com 5 cavidades e um ciclo de 24 s, a máquina produz
Antes de o molde ser fabricado, um software de simulação de enchimento reproduz o preenchimento da cavidade e antecipa defeitos que, sem simular, só apareceriam depois de o aço já estar cortado.
| Achado | Sistema | Correção |
|---|---|---|
| Enchimento desequilibrado | Alimentação | Reequilibrar o canal de distribuição ou mudar de ataque |
| Linha de soldadura em zona crítica | Alimentação | Deslocar o ataque ou acrescentar um segundo ponto de injeção |
| Gás aprisionado num canto | Extração | Acrescentar um respiro junto ao extrator mais próximo |
| Ponto quente (arrefece devagar) | Refrigeração | Aproximar o canal de refrigeração ou acrescentar um defletor |
| Empeno previsto | Refrigeração | Equilibrar os circuitos entre macho e cavidade |
A simulação repete-se depois de cada correção, até o resultado ficar dentro dos limites aceitáveis para a peça.
Os elementos moldantes (macho e cavidade) são maquinados em aços especiais para moldes, escolhidos pela sua capacidade de receber tratamento térmico.
Um aço sem tratamento térmico:
O tratamento térmico ajusta a dureza e a resistência ao desgaste do aço, sem comprometer a maquinabilidade nas fases anteriores do fabrico do molde.
| Tratamento | Efeito | Influência no molde |
|---|---|---|
| Têmpera e revenido | aumenta dureza em profundidade | resistência geral ao desgaste |
| Cementação | endurece só a superfície | boa dureza superficial, núcleo dúctil |
| Nitruração | endurece a superfície a baixa temperatura | pouca distorção dimensional |
| Revestimentos superficiais (ex.: cromagem) | reduz atrito e melhora acabamento | facilita a desmoldagem, protege contra corrosão |
A escolha do tratamento depende do material a injetar (mais ou menos abrasivo), da série de produção e da precisão dimensional exigida.
Antes de propor a constituição do molde, elabora-se a lista de componentes: todos os elementos que o compõem, normalizados ou de fabrico próprio.
| Categoria | Exemplos |
|---|---|
| Normalizados (catálogo) | placas, colunas de guia, buchas, anel de centragem, parafusos |
| Fabrico próprio | elementos moldantes (macho, cavidade), extratores especiais |
| Sistemas | alimentação, extração, refrigeração |
Esta lista é uma das entregas obrigatórias do estudo do molde: garante que nada fica esquecido antes de avançar para o desenho de fabrico.
Um estudo de molde entrega-se com documentação completa e legível por qualquer oficina:
A documentação é o que permite fabricar, montar e manter o molde mesmo sem o autor do projeto presente.
A máquina injetora e a bancada de trabalho têm riscos reais que têm de ser geridos:
A segurança não é opcional nem depende da experiência do técnico: é uma condição de todos os procedimentos junto da máquina.
A seguir: fichas de exercícios e o mini-projeto, para aplicar todo este cálculo a uma peça nova.
Próximo: fichas e mini-projeto, estudar a constituição de um molde de raiz.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o molde é uma ferramenta de precisão feita à medida de uma peça; não se compra "de catálogo" como um parafuso. - Erro comum: confundir o molde com a máquina injetora. O molde é montado dentro da máquina, mas são objetos de engenharia distintos. - Exemplo: mostrar uma peça do dia a dia (tampa, caixa) e perguntar quantas peças iguais existem no mundo, para introduzir a escala de produção.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: este ciclo repete-se centenas de vezes por turno; qualquer segundo poupado em cada fase multiplica-se pela produção. - Erro comum: pensar que a peça está pronta assim que a cavidade enche. Falta compactar e arrefecer antes de abrir. - Pergunta à turma: em qual das quatro fases achas que se perde mais tempo? (normalmente o arrefecimento).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a reversibilidade dos termoplásticos é o que permite reciclar gitos e rebarbas, moendo-os e voltando a injetar (regranulado). - Erro comum: achar que todos os plásticos derretem outra vez. Os termoendurecíveis não derretem, degradam-se. - Analogia: termoplástico é como chocolate (derrete e volta a solidificar); termoendurecível é como um ovo cozido (não volta atrás).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a escolha do material não é do técnico de moldes sozinho, mas o molde tem de ser adequado ao material escolhido pelo projetista da peça. - Erro comum: escolher o material só pelo preço, ignorando a função (ex.: usar PS num componente sujeito a impacto). - Exemplo: um para-choques automóvel usa PP com carga; uma lente de farol usa PC transparente.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a fibra de vidro aumenta a rigidez mas também torna o material mais abrasivo para o aço do molde. - Erro comum: escolher o material só pela cor ou pelo aspeto, esquecendo a resistência mecânica e térmica exigida em serviço. - Exemplo/analogia: comparar um copo de PS (rígido, quebra fácil) com um de PP (mais flexível, resiste a quedas).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: os valores de contração e temperatura usados nos exemplos desta UC são valores de tabela típicos; num projeto real, consulta-se sempre a ficha técnica do lote de material. - Erro comum: usar o valor de contração de um material "parecido" em vez do material efetivamente especificado. - Pergunta à turma: porque é que dois PP de fabricantes diferentes podem ter contrações ligeiramente diferentes? (aditivos, grau, processo de fabrico do granulado).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o molde encaixa entre os dois pratos da unidade de fecho; o bico injetor da máquina liga-se à bucha de injeção do molde. - Erro comum: confundir a força que funde o material (unidade de injeção) com a força que mantém o molde fechado (unidade de fecho). - Exemplo: comparar com uma seringa (injeção) montada numa prensa (fecho) que segura o molde.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a pressão de compactação (recalque) é a que evita rechupes, porque continua a "empurrar" material enquanto a peça arrefece e encolhe. - Erro comum: subir sempre a temperatura para resolver um defeito de enchimento, sem verificar primeiro a pressão e a velocidade. - Exemplo: um rechupe numa zona espessa da peça aponta primeiro para pressão/tempo de compactação insuficientes.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: canal quente custa mais a construir, mas poupa material e tempo de ciclo em produções grandes; é uma decisão de engenharia e de custo. - Erro comum: escolher três placas ou canal quente "porque é mais moderno", sem justificar pela peça e pela série de produção. - Pergunta à turma: para uma série pequena e um orçamento apertado, qual tipologia escolherias? (duas placas, é a mais simples e barata).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: usar sempre a terminologia normalizada dos componentes (a mesma dos catálogos de normalizados, ex.: HASCO, DME, Meusburger), para que o desenho seja lido por qualquer oficina. - Erro comum: chamar "tampa" ou nomes informais a placas que têm designação técnica própria. - Exemplo: mostrar um catálogo de componentes normalizados e localizar uma coluna de guia e um anel de centragem.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: é na cavidade e no macho que se aplica a compensação da contração calculada no Bloco 6, não na peça desenhada. - Erro comum: posicionar a linha de junta sem pensar na desmoldagem, criando contra-saídas que impedem a abertura do molde. - Analogia: a cavidade e o macho são como as duas metades de uma forma de gelo, uma dá o exterior, outra o interior/relevo.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a fórmula aplica-se sempre sobre a cota da peça para obter a cota do moldante, nunca se divide a cota do moldante para "voltar" à peça nesta UC. - Erro comum: esquecer de converter a percentagem para fração decimal (usar 2 em vez de 0,020). - Pergunta à turma: se a contração fosse 0%, que relação haveria entre a cota do moldante e a da peça? (seriam iguais).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: materiais com carga de fibra de vidro contraem muito menos do que o material puro, porque a fibra não encolhe. - Erro comum: usar a contração do PP puro para um PP reforçado, ou vice-versa. - Exemplo: comparar PA66 (2,0%) com PA66+30%FV (0,4%), cinco vezes menos contração, por causa da fibra.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: fazer o cálculo devagar no quadro, mostrando que 120,00 × 1,020 = 122,40, sem saltar o passo intermédio. - Erro comum: multiplicar por 0,020 em vez de por 1,020, obtendo a contração isolada (2,40 mm) e esquecendo de somar à cota original. - Exemplo/analogia: é como calcular um preço com IVA, o preço final é o valor base vezes (1 + taxa), nunca só a taxa.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: em moldes multicavidade, o canal de distribuição deve ser equilibrado (mesmo comprimento/secção a cada cavidade), para que todas encham ao mesmo tempo. - Erro comum: dimensionar o sistema de alimentação sem pensar no equilíbrio entre cavidades, o que causa peças mal enchidas nalgumas posições. - Exemplo: um molde de 4 cavidades em cruz, com o mesmo comprimento de canal a cada uma, é a solução mais equilibrada.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o ataque submarino é muito usado porque separa o gito da peça automaticamente ao abrir o molde, sem operação manual. - Erro comum: colocar o ataque numa face visível e crítica da peça, deixando uma marca inaceitável. - Pergunta à turma: para um casquilho cilíndrico, que tipo de ataque garante enchimento uniforme à volta de toda a peça? (anelar).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: os extratores atuam sempre do lado do macho, porque é aí que a peça tende a "agarrar" por contração. - Erro comum: posicionar extratores em zonas visíveis ou de encaixe funcional da peça, deixando marcas onde não podem estar. - Exemplo: uma caixa com nervuras finas usa extratores lâmina nas nervuras, para não as deformar com um pino redondo.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: ligar este critério à atitude de "rigor" e "responsabilidade" avaliada na UC, um extrator mal colocado obriga a refazer o molde. - Erro comum: usar poucos extratores numa peça grande, concentrando toda a força em poucos pontos e deformando-a. - Pergunta à turma: numa caixa retangular grande, onde colocarias os extratores para a força ficar bem distribuída? (nos cantos e nas nervuras internas).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: cada segundo poupado no arrefecimento, multiplicado por milhares de ciclos, tem impacto direto no custo de produção. - Erro comum: pensar na refrigeração só como "canais que passam água", ignorando o efeito no empeno e na qualidade da peça. - Exemplo: uma peça com zonas espessas e finas arrefece a ritmos diferentes; sem refrigeração adequada, empena.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: defletores e tubos existem porque nem sempre é possível furar um canal reto até ao ponto que precisa de arrefecer. - Erro comum: desenhar canais de refrigeração muito perto da cavidade ou do macho, fragilizando o aço. - Analogia: os canais de refrigeração são como o sistema de radiador de um motor, sem eles o "motor" (o molde) sobreaquece e para de produzir bem.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: 1 MPa = 1 N/mm², o que permite calcular a força diretamente em newton multiplicando pela área em mm². - Erro comum: misturar unidades (área em cm² com pressão em MPa) sem converter primeiro. - Pergunta à turma: porque é que a poliamida reforçada com fibra de vidro precisa de mais pressão específica do que o PP? (material mais viscoso e mais rígido a fluir).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a "tonelagem" de uma injetora, tal como é vendida comercialmente, é esta força de fecho, em toneladas-força ou em kN. - Erro comum: esquecer de multiplicar pelo número de cavidades quando o molde tem mais do que uma (ver slide seguinte). - Exemplo: comparar com uma prensa hidráulica, a força de fecho é a força que "aperta" o molde para a pressão de injeção não o abrir.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: são duas perguntas diferentes, quantas cavidades preciso para produzir a quantidade pedida, e quantas cavidades a máquina disponível aguenta; o número final de cavidades tem de satisfazer as duas. - Erro comum: calcular só o número de cavidades pela procura e esquecer de verificar se a máquina tem força de fecho suficiente para esse número, ou comparar a força bruta com o catálogo sem somar os canais nem aplicar o coeficiente de segurança. - Exemplo: sem o coeficiente de segurança, a máquina de 1800 kN pareceria suficiente para os 1680 kN "sem margem" da força bruta simples; com os canais e a margem de 10%, exige-se afinal 1940,4 kN, e é preciso subir para os 2500 kN.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: uma máquina pode ter força de fecho suficiente e mesmo assim não servir, se não tiver capacidade de injeção para a dose total ou se o molde não couber entre as colunas. - Erro comum: escolher a máquina só pela "tonelagem" (força de fecho), ignorando os outros três critérios que o referencial também pede. - Pergunta à turma: porque é que o curso de abertura tem de ser pelo menos o dobro da profundidade da peça, e não só igual? (para a peça sair completamente livre do macho, com folga extra para a pinça ou o robô de extração).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o tempo de ciclo entra diretamente no cálculo do número de cavidades (Bloco 10), os dois cálculos estão ligados. - Erro comum: esquecer alguma fase na soma (ex.: não contar a abertura e a extração como tempo separado). - Pergunta à turma: se conseguíssemos reduzir o arrefecimento em 3 segundos, o que aconteceria ao número de peças produzidas por dia? (aumentaria, porque o ciclo fica mais curto).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: fazer a soma linha a linha no quadro, mostrando que os parciais batem certo com o total antes de o usar noutro cálculo. - Erro comum: usar um tempo de ciclo "redondo" diferente do que resulta da soma das fases, desligando os dois cálculos. - Exemplo: fechar o ciclo mostrando que 6000 peças/turno é exatamente a encomenda do Bloco 10, prova de que as contas encaixam.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a simulação não substitui o cálculo, complementa-o, verifica-se depois de todos os sistemas já estarem dimensionados. - Erro comum: só simular no fim, depois do molde estar cortado, quando corrigir já implica soldar e voltar a maquinar aço. - Pergunta à turma: porque é que uma linha de soldadura é mais fraca do que o resto da peça? (o material já arrefeceu um pouco em cada frente antes de se juntarem, a fusão entre as duas é imperfeita).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a simulação aponta o defeito, mas é o técnico que decide a correção; o software não escolhe sozinho onde mudar o ataque ou o canal. - Erro comum: corrigir sempre pela refrigeração "porque é mais fácil", quando o defeito é de alimentação (ex.: enchimento desequilibrado não se resolve só a arrefecer melhor). - Exemplo: ligar este bloco ao mini-projeto, onde os alunos recebem um relatório de simulação e têm de indicar a correção em três sistemas diferentes.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: o tratamento térmico é feito depois da maquinagem principal, e antes só do polimento e dos últimos ajustes finos. - Erro comum: escolher o aço só pelo preço, sem considerar a série de produção prevista e o material a injetar. - Pergunta à turma: um molde para produzir 100 peças de protótipo precisa do mesmo aço tratado que um molde para 1 milhão de peças em série? (não, a exigência de durabilidade é muito diferente).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a nitruração é preferida quando a distorção dimensional do tratamento tem de ser mínima, por exemplo em cavidades já com o rigor final maquinado. - Erro comum: aplicar um tratamento de alta temperatura depois de o molde já estar com as cotas finais rigorosas, distorcendo-o. - Exemplo: um molde para PA66+30%FV, muito abrasivo, beneficia de um revestimento superficial resistente ao desgaste.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: usar sempre componentes normalizados sempre que possível, reduz custo e prazo de fabrico face a fazer tudo por medida. - Erro comum: entregar a lista sem indicar quais componentes são normalizados (catálogo) e quais são de fabrico específico para este molde. - Pergunta à turma: porque é que uma coluna de guia deve ser normalizada e não feita de propósito? (custo, prazo, substituição fácil em caso de avaria).
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: ligar este slide à aptidão "elaborar documentação técnica para projetos" e à atitude "sentido de organização" do referencial. - Erro comum: entregar desenhos sem as cotas de contração já aplicadas, obrigando a oficina a refazer o cálculo. - Exemplo: mostrar como um erro de rigor na documentação de um molde de outra UC obrigou a retrabalho caro.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: nunca inibir ou "enganar" um sensor de segurança da máquina, mesmo que pareça poupar tempo. É a causa mais comum de acidentes graves em injeção. - Erro comum: subestimar o risco de queimadura por se tratar de "plástico" e não de metal fundido; o polímero fundido também causa queimaduras graves. - Exemplo: descrever o procedimento correto de lockout-tagout antes de destravar e abrir manualmente um molde encravado.
NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: pedir aos alunos que recapitulem, sem consultar os slides, a ordem lógica destes cálculos (material → moldante → área/força/cavidades → ciclo). - Erro comum: tratar cada cálculo desta UC como independente, quando na realidade um alimenta o seguinte. - Exemplo: recordar o caso da tampa em PP que percorreu toda a apresentação, do valor de contração até às 6000 peças/turno.