Técnico de Manutenção Industrial / Mecatrónica · 50h
Combinados criam automação electromecânica sem código.
Anos 1900-1980: indústria controlada por lógica de relés — milhares de relés ligados em armários enormes.
Anos 1980+: substituído por PLCs (Programmable Logic Controllers) — mais flexível, compacto.
Hoje: comando ainda usa contactores (motor real precisa de comutação física), mas lógica no PLC.
Bobina (10-24V) │ ─⏠─ │ Contactos: NO (Normally Open) NC (Normally Closed)
Quando bobina activa → contactos mudam estado.
Tipos:
Relé robusto para correntes elevadas (motores até 100s de kW):
Bobina A1-A2 (24/230V) │ ─────⏠───── │ │ │ 1-2 3-4 5-6 contactos principais (potência) │ │ │ contactos auxiliares 13-14 (NO), 21-22 (NC) para comando
Numeração padronizada IEC 60947.
Contactor Schneider LC1D09 = AC3 9A → motor 4 kW @ 400V.
Protege motor de sobrecarga (corrente acima nominal por muito tempo).
Bobinas no caminho do motor │ ─🜂─🜂─🜂─ │ contacto NC desliga contactor se sobrecarga
Configurável (95-105% de I nominal). Combinado com disjuntor + contactor = conjunto protecção motor.
Mais simples e mais comum:
Comando: S0 ── S1 ─┬─ KM1.A1 │ KM1.aux NO (auto-retenção) KM1.A2 ── 0V Potência: L1 ── F1 ── QF1 ── KM1.1 ── F_t.1 ── U L2 ── F2 ── QF2 ── KM1.2 ── F_t.2 ── V Motor L3 ── F3 ── QF3 ── KM1.3 ── F_t.3 ── W
Vantagens: simples, barato. Desvantagem: pico de corrente no arranque (5-7× nominal).
Motores maiores → outros métodos para reduzir pico.
Para motor 3F, trocar 2 das 3 fases inverte sentido:
Forward: L1→U, L2→V, L3→W Reverse: L1→V, L2→U, L3→W (trocou L1 e L2)
Usa-se 2 contactores (KM_F forward + KM_R reverse), cada um com cablagem própria.
Nunca os 2 contactores podem fechar em simultâneo (curto-circuito entre 2 fases).
Comando: KM_F.A1 alimentado via KM_R.NC (NC) KM_R.A1 alimentado via KM_F.NC Se KM_F está activo → KM_F.NC está aberto → KM_R não pode activar. Se KM_R está activo → KM_R.NC aberto → KM_F não pode activar.
Inter-bloqueio eléctrico (no comando) + mecânico (alavanca física entre os contactores) para máxima segurança.
Para inverter: parar primeiro (S0) → premir direcção desejada. Não direct switching (risco mecânico e eléctrico).
Motor arranca em estrela (tensão por bobina = 230V em rede 400V) → corrente arranque baixa. Após acelerar → comuta para triângulo (tensão por bobina = 400V) → potência nominal.
Reduz corrente arranque de 5-7× para 2-3× nominal.
KM1 — contactor principal (sempre ligado) KM_Y — contactor estrela (ligado nos primeiros segundos) KM_D — contactor triângulo (ligado depois) KT — temporizador (4-10s típico)
Sequência:
Conta tempo após activação/desactivação:
Configurável de 0,1s a horas. Standard industrial.
Tradicional: bobina que avança um dial a cada impulso.
Hoje: contador electrónico com display LED.
Aplicações: contagem de peças, ciclos de máquina, eventos.
Em automação moderna: substituídos por PLC.
Saídas:
Saída do sensor → entrada do PLC ou contacto em série/paralelo com comando.
Exemplo: paragem de emergência se peça passar de limite:
+24V ── S0 ── B_fim_curso(NC) ── ... ── KM1.A1 ↑ sensor que abre quando peça passa
Mostra sequência de funções numa máquina:
[Início] → [Carregar peça] → [Furação] → [Saída] → [Descarregar] → [Fim]
Cada passo dispara o seguinte com confirmação por sensor.
Padrão: GRAFCET (norma IEC 60848) — diagrama de estados sequencial.
1 estado inicial │ │ condição: peça presente │ 2 carregar │ │ confirmação: peça em posição │ 3 furar │ │ confirmação: fim-de-curso furação │ ...
Cada estado tem acções; transições têm condições. Pode ser implementado em PLC ou cablado.