UC02759

Conceber e produzir suportes gráficos de comunicação física

Briefing, cor, tipografia, layout, vetores, pré-impressão e produção

Curso profissional · 50h · Marketing, Relações Públicas e Publicidade

Plano

  1. O que são suportes gráficos físicos
  2. História da comunicação gráfica
  3. Da estratégia ao briefing
  4. Tipos de suportes e formatos
  5. Cor — RGB, CMYK, Pantone
  6. Tipografia e hierarquia
  7. Layout, grelha e composição
  8. Imagem — raster, vetor, resolução
  9. Desenho vetorial na prática
  10. Pré-impressão e arte final
  11. Impressão, papel e acabamentos
  12. Branding e identidade corporativa
  13. Maquetas e apresentação
  14. Avaliar impacto e desvios

Bloco 1 · Suportes e estratégia

O que é um suporte gráfico físico

Peça de comunicação materializada num objeto tangível, normalmente impressa.

Elemento Pergunta Exemplo
Mensagem O que se diz? "Abrimos aos domingos"
Suporte Em que objeto vive? Cartaz A2, couché
Contexto Onde e quando é visto? Montra, 3 m, 2 segundos
  • O erro típico: pensar só na mensagem.
  • É o contexto que define corpo de letra, contraste e quantidade de texto.
  • Uma vez impresso, não se corrige. É esta a diferença que muda tudo.

Físico vs digital

Física Digital
Corrigir depois Impossível Imediato
Custo por contacto Alto, fixo Baixo, variável
Medição Indireta (cupão, QR) Direta (cliques)
Confiança percebida Alta, tangível Menor, efémera
Cor CMYK (tinta) RGB (luz)
Resolução 300 ppi 72–150 ppi

Não competem — complementam-se: flyer com QR code, campanha online + roll-up na feira.

História — o que fica de cada época

  • 1450 · Gutenberg — tipos móveis, reprodução em massa, nasce a tipografia.
  • Séc. XIX · litografia a cores — o cartaz barato; Chéret, Toulouse-Lautrec.
  • 1919 · Bauhaus — "a forma segue a função"; grelha, geometria, sem ornamento.
  • Anos 50 · Escola Suíça — grelha modular, alinhamento à esquerda, Helvetica.
  • Anos 60–80 · era das marcas — Paul Rand, Saul Bass; o logo como ativo.
  • 1984 · desktop publishing — Macintosh + PostScript põem a gráfica na secretária.
  • Hoje — design de sistemas: funcionar a 16 px e a 8 metros.

Lição: o que hoje é "boa prática" é um século de evidência acumulada, não gosto pessoal.

Da estratégia ao briefing

Estratégia de negócio      crescer 20% nas famílias
        ↓
Estratégia de comunicação  dar a conhecer o menu de fim-de-semana
        ↓
Objetivo do suporte        levar famílias do bairro ao domingo
        ↓
Peça gráfica               flyer A5 em 2 000 caixas de correio
  • Se não desces a escada de cima a baixo, a peça não tem justificação.
  • E sem objetivo mensurável não há avaliação de impacto possível.

O briefing em 9 perguntas

# Pergunta Exemplo
1 Quem é a empresa? Padaria, fermentação lenta
2 Objetivo? Vender mais ao domingo
3 Público-alvo? Famílias 30–45, raio 1 km
4 Mensagem principal? "Pão quente domingos às 9h"
5 Ação pretendida? Vir à loja
6 Suporte e local? Flyer A5, caixas de correio
7 Restrições de marca? Verde + creme (manual)
8 Orçamento / tiragem? 250 € / 2 000 un.
9 Prazo? Arte final dia 12

Nota: o aspeto ainda não se decidiu. Decide-se a partir daqui.

Tipos de suportes — escolher pelo contexto

Suporte Formato Distância Vida útil Serve para
Cartaz A2–A0 2–20 m Semanas Notoriedade, evento
Flyer A5/A6 30 cm Minutos Promoção com prazo
Desdobrável A4 dobrado 30 cm Dias Serviços, preços
Brochura A5–A4 30 cm Meses Catálogo
Cartão de visita 85×55 mm 30 cm Meses Contacto
Roll-up 850×2000 mm 1–5 m Anos Feiras
Embalagem Variável 30 cm Vida do produto Vender no linear
Outdoor 8×3 m 5–50 m Semanas Massa

Regra da distância: altura da letra (mm) ≈ distância (mm) ÷ 200. A 10 m → ≥ 50 mm.

Formatos — a série A

  • Parte do A0 = 1 m², proporção √2 (1:1,414).
  • Dobrar ao meio dá o formato seguinte mantendo a proporção → escala sem cortar.
mm mm
A0 841×1189 A4 210×297
A1 594×841 A5 148×210
A2 420×594 A6 105×148
A3 297×420 A7 74×105

Bloco 2 · Elementos de design

Cor — RGB vs CMYK

RGB CMYK
Natureza Aditivo — luz Subtrativo — tinta
Onde Ecrã Papel
Somar tudo Branco Castanho-escuro (daí o K)
Gama Grande Mais pequena
  • O verde-fluorescente do monitor não existe em CMYK — apaga-se ao converter.
  • Por isso: trabalhar em CMYK desde o início quando o destino é impressão.
  • Pantone (spot) — tinta já misturada, código universal. Para cor de marca exata ou peças a 1–2 cores (mais barato que 4/4).

Atributos e harmonias

Atributos: matiz (a cor), saturação (intensidade), luminosidade (é a que manda na legibilidade).

Harmonia Construção Efeito
Monocromática 1 matiz, várias luminosidades Sóbrio, coeso
Análoga 3 vizinhas no círculo Natural, harmonioso
Complementar Opostas Contraste máximo
Tríade 3 equidistantes Vibrante, exige equilíbrio

Psicologia da cor — e acessibilidade

Cor Associações Setores
Vermelho Urgência, apetite Saldos, restauração
Azul Confiança, competência Banca, saúde, tech
Verde Natureza, saúde Bio, farmácia
Amarelo Otimismo, atenção Low-cost, infância
Preto Luxo, autoridade Moda, premium

As associações são culturais (branco = luto no Japão). Verificar em campanhas internacionais.

  • ~8% dos homens têm daltonismo → nunca codificar informação só por cor.
  • Contraste WCAG: 4,5:1 (texto normal), 3:1 (texto grande).
  • Teste rápido: converter para escala de cinzentos. Se se perde, está mal.

Tipografia — classificação

Classe Traço Sensação Exemplos
Serifada Remates Tradicional, editorial Garamond, Georgia
Sem serifa Limpo Moderna, legível ao longe Helvetica, Inter
Slab Serifa pesada Robusta Rockwell
Script Manuscrita Pessoal, elegante Pacifico
Display Expressiva Só títulos curtos Bebas Neue
Mono Largura fixa Técnica Courier

Vocabulário: altura-x · ascendentes/descendentes · kerning (2 letras) · tracking (bloco) · entrelinha.

Regras de ouro da tipografia

  • Duas famílias por peça (3 no máximo): uma para títulos, outra para corpo.
  • Entrelinha 120–145% do corpo → corpo 10 pt, entrelinha 12–14 pt.
  • Linha de 45–75 caracteres — mais e o olho perde a linha seguinte.
  • Nunca esticar/comprimir a letra: usar uma versão condensada da família.
  • Corpo mínimo impresso: 8 pt (10–12 pt para público sénior).
  • Sem caixa alta em textos longos — a leitura cai ~15%.
  • Evitar viúvas e órfãs (palavra sozinha no fim, linha isolada no topo).

Hierarquia tipográfica

Quatro alavancas: tamanho · peso · cor/contraste · espaço.

Nível Papel Corpo (flyer A5)
H1 Mensagem principal 36–48 pt
H2 Subtítulo 18–24 pt
Corpo Detalhe 9–11 pt
Legal Letra pequena 6–7 pt

Um único H1 por peça. Se tudo grita, nada se ouve.

Layout — a grelha

┌─────────────────────────────┐  ← margem
│  ┌───┐ ┌───┐ ┌───┐ ┌───┐    │
│  │   │ │   │ │   │ │   │    │  4 colunas
│  │   │ │   │ │   │ │   │    │  goteira 4 mm
│  └───┘ └───┘ └───┘ └───┘    │
└─────────────────────────────┘
  • Esqueleto invisível: margens + colunas + goteiras.
  • Evita decidir "a olho" a cada elemento.
  • Num A5: margens de 8–10 mm e 2 a 4 colunas resolvem quase tudo.

Princípios de composição

  • Alinhamento — tudo alinha com alguma coisa; nada flutua.
  • Proximidade — o que se relaciona fica junto; o espaço agrupa melhor que caixas.
  • Repetição — cores, formas e estilos repetidos criam unidade.
  • Contraste — se são diferentes, que sejam claramente diferentes (diferenças tímidas parecem erro).
  • Equilíbrio — simétrico (formal) ou assimétrico (dinâmico), nunca acidental.
  • Hierarquia — 1.º isto, 2.º aquilo, 3.º a ação.

Espaço negativo não é desperdício: é foco, respiração e sensação de qualidade. Peças baratas reconhecem-se por estarem cheias até à margem.

Fluxo de leitura

  • Padrão Z — pouco texto (cartaz, flyer):
    superior esq. → superior dir. → diagonal → inferior esq. → inferior dir. = call to action.
  • Padrão F — muito texto: varrimento no topo, depois a descer pela esquerda.
  • Regra dos terços — grelha 3×3; elementos-chave nas linhas/interseções.
  • Secção áurea (1:1,618) — variante mais refinada da mesma ideia.

Corrigir um flyer sobrecarregado

Problema: 7 tipos de letra, 5 cores, texto até 2 mm da margem, sem título dominante.

  1. Hierarquia — uma mensagem-âncora ("1.º mês grátis") a 40 pt; o resto desce.
  2. Tipografia — reduzir a 2 famílias.
  3. Cor — 1 cor de marca + 1 neutro + 1 destaque só para a CTA.
  4. Margens — impor 10 mm e não pôr nada lá dentro.
  5. Cortar 40% do texto — o detalhe vai para o site via QR.
  6. Espaço — agrupar horários; afastar do bloco de contactos.

Mesma informação essencial, lida em 3 segundos em vez de 30 que ninguém dava.

Bloco 3 · Imagem e vetores

Raster vs vetor

Raster Vetor
Composição Grelha de píxeis Fórmulas (pontos, curvas)
Ampliar Perde qualidade Sem perda
Ideal para Fotografia, texturas Logos, ícones, ilustração
Formatos JPG, PNG, TIFF SVG, AI, EPS, PDF
Software Photoshop, GIMP, Photopea Illustrator, Inkscape

Um logótipo tem de ser vetorial. Se te derem um logo em JPG, o primeiro trabalho é redesenhá-lo — senão, no roll-up de 2 m sai serrilhado.

Resolução — a conta que evita desastres

píxeis = (mm ÷ 25,4) × 300
  • Impressão: 300 ppi ao tamanho final.
  • Grande formato visto de longe: 100–150 ppi chegam.
  • Ecrã: 72–150 ppi.

Exemplo: imagem para 100 mm de largura → (100 ÷ 25,4) × 300 ≈ 1181 px.

Ampliar não cria informação. Uma foto de 600 px esticada fica desfocada — parte sempre do maior original que tiveres.

Formatos de ficheiro

Formato Tipo Transp. Perda Quando
JPG Raster Não Sim Fotografia leve
PNG Raster Sim Não Logos em ecrã
TIFF Raster Sim Não Foto para impressão
SVG Vetor Sim Não Web, ícones
PDF/X-1a Misto Não Arte final para gráfica
AI / EPS Vetor Sim Não Trabalho de agência

Direitos: nada do Google Imagens. Unsplash/Pexels (ver licença), bancos pagos, Creative Commons (BY / NC / ND / SA) ou foto própria. Fotografar pessoas exige autorização escrita (RGPD).

Desenho vetorial — ferramentas

Formas descritas por nós e curvas de Bézier (pegas tangentes).

Ferramenta Inkscape Illustrator Para quê
Seleção S V Mover, escalar
Nós N A Editar ponto a ponto
Bézier/Caneta B P Desenhar traçados
Formas R / E M / L Retângulo, elipse
Texto T T Texto

Booleanas: União · Diferença (a de cima corta) · Interseção · Exclusão.
São a base de quase todos os logótipos geométricos.

Fluxo de trabalho vetorial

  1. Esboçar a lápis — poupa horas de rato.
  2. Documento no tamanho final, em mm, em CMYK.
  3. Ativar grelha e snapping.
  4. Camadas: fundo / imagens / texto / marcas.
  5. Nomear camadas e objetos (nada de "cópia de cópia de path3821").
  6. Converter texto em curvas só na versão final — guardar antes o editável.
  7. Versionar: cartaz_v01, v02, FINAL. Nunca sobrepor o único ficheiro.

Exemplo · monograma "HE" (selo de 20 mm)

  1. Documento 40×40 mm, CMYK.
  2. Círculo-guia de 36 mm.
  3. "HE" numa sem serifa geométrica pesada, centrado.
  4. Texto → curvas (Caminho → Objeto para caminho).
  5. Ligar haste do H à do E → União.
  6. Folha com Bézier (3 nós) sobre a barra do H.
  7. Diferença → recorte branco de 0,5 mm à volta da folha.
  8. Testar a 20 mm e a 8 mm — se a folha desaparece, engrossar.
  9. Exportar vetorial + positivo 1 cor + negativo.

O passo 8 é o que separa um logo utilizável de um logo bonito no ecrã.

Bloco 4 · Produção

Sangria, corte e zona segura

┌───────────────────────────────────┐ ← sangria +3 mm
│ ┌───────────────────────────────┐ │
│ │ ╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌ │ │ ← linha de corte
│ │ ╎     zona segura            ╎ │ │
│ │ ╎  (texto só aqui dentro)    ╎ │ │ ← margem −3 a −5 mm
│ │ ╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌ │ │
│ └───────────────────────────────┘ │
└───────────────────────────────────┘
  • Sangria 3 mm — a guilhotina tem tolerância de 1–2 mm; sem sangria saem filetes brancos.
  • Zona segura 3–5 mm — nada de importante fora dela.

Checklist de arte final

# Verificar # Verificar
1 Modo CMYK 6 Preto de texto = K 100
2 Imagens a 300 ppi 7 Grandes áreas = preto rico
3 Sangria 3 mm + marcas 8 Traços ≥ 0,25 pt
4 Texto na zona segura 9 Revisão por 2.ª pessoa
5 Fontes incorporadas/curvas 10 Exportar PDF/X-1a
  • Texto pequeno em CMYK → desalinhamento de chapas cria franjas coloridas. K 100 sempre.
  • Fontes não incorporadas → o RIP substitui-as e a peça sai diferente.
  • Prova de cor: digital (aproximada) ou certificada. Aprovar por ecrã é assumir o risco.

Métodos de impressão

Método Tiragem económica Qualidade Usos
Digital 1 – 1 000 Muito boa Flyers, provas, dados variáveis
Offset > 1 000 Excelente Revistas, catálogos
Serigrafia 20 – 5 000 Cor opaca T-shirts, sacos, vidro
Flexografia Muito alta Boa Embalagem, rótulos
Rotogravura Muito alta Excelente Grande consumo
Grande formato 1+ Boa a 1–3 m Lonas, roll-ups, vinis

Ponto de equilíbrio digital/offset ≈ 1 000 cópias (custo fixo das chapas).

Papel e acabamentos

Gramagem: 80–100 g (folha) · 115–170 g (flyer) · 250–350 g (cartão, capa).
Tipos: couché brilho, couché mate, offset/IOR, kraft/reciclado, cartolina.
Grão: dobrar contra o grão racha o papel.

Acabamento Efeito
Plastificação mate/brilho Protege, valoriza
Verniz UV localizado Destaca logo/título
Estampagem a quente (foil) Luxo
Relevo / baixo-relevo Tátil, premium
Die cut (faca) Formatos não retangulares
Vinco Dobra limpa em gramagens altas

Qualidade, segurança e ambiente

Controlo na receção: cor vs prova · corte e esquadria · registo das chapas · acabamentos · quantidade · riscos.

  • EPI: luvas de nitrilo, óculos, proteção auditiva, calçado de segurança, máscara em vapores.
  • SST: resguardos e paragem de emergência; nunca limpar cilindros em movimento; ventilação; pausas no trabalho ao ecrã (Lei n.º 102/2009).
  • Ambiente: aparas para reciclagem; solventes e tinteiros são resíduos perigosos (operador licenciado); papel FSC/PEFC; tintas vegetais.
  • Qualidade: procedimentos escritos, prova aprovada registada, versões rastreáveis (ISO 9001, ISO 12647).

Bloco 5 · Identidade e avaliação

Identidade corporativa

Marca = perceção na cabeça das pessoas. Identidade visual = os sinais que a empresa controla.

  • Logótipo — logótipo (só letras) · símbolo · isologo (fundidos) · imagotipo (separáveis).
  • Paleta — primárias, secundárias, neutros, em Pantone + CMYK + RGB + HEX.
  • Tipografia institucional — principal, secundária, alternativa de sistema.
  • Elementos de apoio — padrões, ícones, tratamento fotográfico.
  • Tom de voz — como a marca escreve.

Manual de identidade — conteúdo mínimo

  1. Construção do logótipo e grelha de proporções.
  2. Área de proteção (espaço livre mínimo à volta).
  3. Dimensão mínima de reprodução (ex.: 20 mm).
  4. Versões: positiva, negativa, mono, 1 cor.
  5. Usos incorretos ilustrados (distorcer, rodar, recolorir, sombras, fundos sem contraste).
  6. Paleta com todos os códigos.
  7. Tipografia e escala.
  8. Aplicações: estacionário, sinalética, viaturas, fardamento, embalagem.

É o que permite a uma gráfica em Braga reproduzir hoje o que uma agência fez há dois anos.

Maquetas e apresentação

  • Maqueta física — imprimir, cortar, vincar, dobrar. Obrigatória em embalagem e desdobráveis: só assim se vê se a dobra corta um texto.
  • Maqueta digital — a arte sobre foto de contexto real; convence muito mais que um retângulo branco.

Como apresentar:

  • 2 a 3 propostas, nunca dez.
  • Justificar a partir do briefing, não do gosto ("este contraste serve porque é visto a 10 m").
  • Feedback por escrito; fixar quantas rondas de alterações estão incluídas.

Avaliar o impacto

Peça Métrica Recolha
Flyer com cupão Taxa de resgate Contagem à caixa
Cartaz de evento Inscrições no período Bilheteira
Qualquer peça QR com URL exclusivo Encurtador
Embalagem nova Vendas vs homólogo Sistema de vendas
Roll-up Contactos recolhidos Lista de leads

Referência: flyer em caixas de correio → 0,5% a 2% de resposta. Abaixo disso, há desvio a investigar.

Análise de desvios — por camadas

  1. Distribuição — chegou ao público certo? Quantos chegaram mesmo?
  2. Atenção — foi vista? (contraste, local, tamanho)
  3. Compreensão — percebeu-se em 3 segundos?
  4. Motivação — a oferta era relevante?
  5. Ação — o caminho estava claro (morada, horário, prazo, QR)?

Pré-teste antes da tiragem: imprimir 20 e fazer o teste dos 5 segundoso que é? quem é? o que querem de mim? Se não respondem às três, a peça não está pronta.

Trocar as cores quando o problema é a oferta não resolve nada.

Erros a evitar

  • Desenhar em RGB e converter no fim.
  • Esquecer a sangria; encostar texto ao corte.
  • Imagens da web a 72 ppi ampliadas.
  • Texto pequeno em preto CMYK em vez de K 100.
  • Sete tipos de letra; encher todo o espaço branco.
  • Logo em JPG com fundo branco sobre fundo de cor.
  • Não guardar o editável antes de curvar o texto.
  • Aprovar cor por ecrã e reclamar depois da tiragem.
  • Produzir sem métrica definida — depois não há avaliação possível.

Síntese

  • Peça física é irreversível: o rigor de pré-impressão vale mais que o virtuosismo.
  • Tudo nasce da estratégia e de um briefing com objetivo, público, mensagem, ação e métrica.
  • O suporte escolhe-se pelo contexto de leitura.
  • Design = cor (CMYK, contraste 4,5:1) + tipografia (2 famílias, hierarquia) + layout (grelha, espaço negativo).
  • Logos em vetor; fotografia raster a 300 ppi.
  • Arte final: sangria 3 mm, zona segura, fontes incorporadas, K 100, PDF/X.
  • Tiragem decide o método: digital até ~1 000, offset acima.
  • Sem métrica prévia, não há avaliação de impacto nem análise de desvios.

Fim

UC02759 · Conceber e produzir suportes gráficos de comunicação física

Aulify · Materiais pedagógicos