NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: sem contabilidade não há dados históricos, e sem histórico não há mapas previsionais credíveis.
- Erro comum: pensar que "contabilidade" é só para o contabilista externo; o técnico de comércio usa estes conceitos todos os dias.
- Exemplo: perguntar à turma que dados a loja onde compram teria de registar para saber quanto vendeu ontem.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: registar compras pessoais como despesa da empresa "para pagar menos impostos". É ilegal e distorce todos os mapas.
- Perguntar: se o dono tira 200 € da caixa para uso pessoal, isso é um custo da empresa? (não, é retirada de capital).
- Analogia: a empresa é como uma "pessoa jurídica" com a sua própria carteira, separada da carteira do dono.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar: o código de contas é o motivo por que "Mercadorias" significa a mesma coisa em qualquer empresa portuguesa.
- Erro comum: achar que o SNC é opcional. É de aplicação obrigatória à generalidade das empresas.
- Ligar ao recurso da UC: o próprio SNC é um dos recursos de referência desta unidade curricular.
NOTAS DO PROFESSOR
- Desenhar um "T" no quadro e pedir à turma para o preencher com um exemplo simples (venda a dinheiro).
- Erro comum: achar que débito significa sempre "saída de dinheiro". Depende do tipo de conta.
- Fixar o vocabulário: designação, código, débito, crédito, saldo.
NOTAS DO PROFESSOR
- O ponto crítico deste slide: no ativo o débito aumenta, no passivo o débito diminui. É o erro mais comum de quem começa.
- Exemplo: compra de mercadoria a pronto pagamento: debita Compras (gasto sobe), credita Caixa (ativo desce).
- Reforçar: o total debitado tem sempre de ser igual ao total creditado, senão há um erro de registo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: confundir "venda" com "recebimento". Uma venda a crédito já é rendimento, mesmo sem o cliente ter pago.
- Fazer a turma calcular o resultado se os gastos fossem 12.500 € (dá prejuízo de −500 €).
- Ligar à ideia: a contabilidade regista com rigor, a análise do resultado é o passo seguinte.
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir exemplos à turma de custos fixos e variáveis da loja onde compram habitualmente.
- Erro comum: classificar o salário de um vendedor à comissão como fixo. Se depende da venda, é variável (ou tem uma componente variável).
- Este par (fixo/variável) volta nos blocos de margem de contribuição e ponto crítico.
NOTAS DO PROFESSOR
- O erro mais comum aqui: achar que "direto" é sinónimo de "variável". Não é: a renda é fixa E indireta, mas um custo poderia ser fixo e direto (ex.: o aluguer de uma máquina usada só num produto).
- Fazer a turma classificar mais 2 ou 3 custos do dia a dia da loja nas duas dimensões.
- Pergunta: como se reparte um custo indireto (a renda) por dois produtos? (por um critério, ex.: área ocupada).
NOTAS DO PROFESSOR
- Este é o conceito mais confundido da UC. Repetir a regra: margem divide pelo preço, markup divide pelo custo.
- Perguntar: se o lucro absoluto é o mesmo, porque é que markup dá sempre um número maior? (o denominador, custo, é menor que o preço).
- Erro comum: usar a fórmula do markup para calcular "a margem de lucro" pedida num exercício. Ler sempre bem o enunciado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma calcular os dois preços no quadro, passo a passo, sem saltar o arredondamento ao cêntimo.
- Erro comum: aplicar 30% diretamente ao custo (isso dá o valor de markup 30%, não de margem 30%).
- Ligar à prática: em folhas de preços reais, confirmar sempre a coluna "margem" vs "markup" antes de confiar num valor.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar: uma margem bruta de 35% não garante um resultado líquido positivo, os restantes gastos e impostos "comem" margem pelo caminho.
- Erro comum: esquecer o imposto (IRC) no cálculo da margem líquida.
- Pergunta: o que aconteceria à margem líquida se os outros gastos operacionais fossem 25.000 € em vez de 15.000 €? (recalcular em conjunto).
NOTAS DO PROFESSOR
- Perguntar: porque usar 3 meses e não 1 mês? (o mês isolado pode ser uma exceção; a média suaviza).
- Erro comum: incluir o mês que se está a prever dentro da própria média. A média usa só meses já ocorridos.
- Este valor (896,67) volta no slide seguinte, para se ver porque não chega sozinho num produto sazonal.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este é o exemplo central da UC. Recalcular com a turma passo a passo (índice = média do mês ÷ média geral).
- Erro comum: aplicar o índice sazonal a um mês errado, ou esquecer de multiplicar (só somar) o ajuste sazonal.
- Consequência real do erro: ficar sem stock a meio do Verão, o pior cenário para um produto sazonal.
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir na ordem: primeiro os custos variáveis (dependem da receita), só depois se subtraem os custos fixos.
- Erro comum: subtrair os custos fixos à receita antes de calcular a margem de contribuição.
- Este mapa liga diretamente o de vendas (receita prevista) ao de custos (a % de custo variável e os custos fixos).
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar a leitura: o ponto crítico não é "quanto se vai vender", é "o mínimo que é preciso vender para não perder dinheiro".
- Erro comum: dividir os custos fixos pela receita prevista, em vez de pela taxa de margem de contribuição.
- Pergunta: se os custos fixos subissem para 33.000 €, o que acontece ao ponto crítico? (sobe: 33.000 ÷ 0,40 = 82.500 €).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ponto central: nunca ler um desvio isolado. Aqui os custos "melhoraram" mas o resultado piorou, porque a receita caiu mais.
- Erro comum: trocar o sinal do desvio (fazer Previsto − Real), o que inverte a leitura de "ficou abaixo" para "ficou acima".
- Preparar o slide seguinte: nem todo o desvio desfavorável é a causa de um resultado negativo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este é o slide mais importante para a interpretação correta de desvios. Fazer a turma verificar: 850 × 0,60 − 540 = −30.
- Erro comum: propor como medida corretiva só "vender mais 50 unidades". Isso não resolve, porque mesmo com as 850 previstas já havia prejuízo.
- A medida certa: rever preço, custo variável, ou custos fixos atribuídos, para baixar o ponto crítico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fixar a equação fundamental: Ativo = Passivo + Capital próprio. Tem de fechar sempre.
- Erro comum: esquecer que o capital próprio inclui não só o capital social, mas também resultados acumulados.
- Exercício rápido: dado o ativo e o passivo, a turma calcula o capital próprio de cabeça.
NOTAS DO PROFESSOR
- Distinguir bem: resultado líquido (contabilístico) não é o mesmo que dinheiro em caixa (fluxo real).
- Erro comum: confundir "lucro" com "ter dinheiro no banco". São coisas diferentes, e a DFC existe exatamente para mostrar essa diferença.
- Exercício rápido: para cada pergunta (o que deve a empresa? qual o resultado por função? quanto entrou de um empréstimo?), identificar o documento certo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Recapitular o fluxo completo do curso, ligando cada bloco a uma etapa da elaboração de um mapa previsional real.
- Ligar a atitude "responsabilidade" e "rigor" ao hábito de verificar sempre os cálculos antes de os apresentar.
- Anunciar as fichas e o projeto: construir mapas previsionais completos de uma empresa fictícia.