NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: gerir stocks é um equilíbrio entre dois custos opostos, nunca "quanto mais melhor".
- Erro comum: pensar que ter muito stock é sempre bom sinal. É capital parado e risco de quebra.
- Exemplo: um atraso de um fornecedor asiático a chegar a uma loja em Portugal, semanas depois.
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma exemplos das três dimensões na loja onde já tenham feito estágio ou trabalhado.
- Erro comum: confundir gestão administrativa com gestão económica; a primeira é registo, a segunda é dinheiro.
- Ligar a gestão económica ao capítulo dos custos de stocks, mais à frente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o cálculo passo a passo no quadro: primeiro o stock médio, só depois a rotação.
- Erro comum: usar o stock final em vez do stock médio, distorce o indicador em artigos sazonais.
- Perguntar: um artigo com rotação 1 (renova-se só uma vez por ano), é bom ou mau sinal? Depende do setor.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao critério de desempenho "utilizar o sistema para retirar relatórios de indicadores".
- Erro comum: esquecer o stock de segurança e calcular o ponto de encomenda só com consumo×prazo.
- Exercício rápido: se o prazo do fornecedor duplicasse, o que acontece ao ponto de encomenda? (duplica a parte do consumo×prazo).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar às aptidões "utilizar as funcionalidades do sistema" e "analisar mapas retirados do software de gestão de stocks".
- Erro comum: achar que os indicadores "aparecem sozinhos". Vêm sempre de dados bem registados na ficha de artigo.
- Perguntar: qual destes mapas consultarias primeiro para decidir o que encomendar hoje? (o mapa de artigos abaixo do ponto de encomenda).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a regra de corte: 80/95, sempre sobre o acumulado, nunca sobre a contagem de artigos.
- Erro comum: achar que classe A tem sempre "poucos artigos". Pode ser 1 artigo ou 20, depende só do acumulado.
- Analogia: é a mesma lógica da regra 80/20 de Pareto, aplicada ao valor do stock.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer notar o salto de 70% (A2) para 82% (B1): a fronteira dos 80% cai entre os dois, não em cima de nenhum.
- Erro comum: classificar o artigo que "fecha os 82%" como A porque está perto de 80%. Não; passou o corte, é B.
- Ligar à política de controlo: A = contagem frequente, C = controlo simples.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o trade-off: encomendar mais vezes baixa o stock médio (menos custo de posse) mas sobe o custo de encomenda.
- Erro comum: esquecer a taxa de posse e comparar só o preço de compra do artigo.
- Pergunta: se a empresa passasse de 12 para 24 encomendas/ano, o que acontece a cada custo? (encomenda sobe, posse desce, se o stock médio baixar).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à aptidão "elaborar orçamentos previsionais de custos de transportes de mercadorias".
- Erro comum: orçamentar só pelo peso real, ignorando o peso volumétrico em cargas leves e volumosas.
- Fazer o cálculo passo a passo: primeiro o peso volumétrico por caixa, depois o total, só depois comparar com o peso real.
NOTAS DO PROFESSOR
- Contrapor compra reativa ("encomendar o que falta") a compra estratégica (baseada em indicadores).
- Erro comum: tratar a função compras como puramente administrativa. Tem impacto direto na margem.
- Perguntar: qual método de compra usarias para um artigo classe A com procura estável? (contrato-quadro).
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar que o mais barato nem sempre é o escolhido, se o prazo ou a qualidade forem críticos.
- Erro comum: parar a avaliação depois de escolher o fornecedor. É um processo contínuo.
- Exemplo: um fornecedor mais caro mas com entrega garantida em 24h pode compensar para um artigo classe A.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao capítulo anterior: o ponto de encomenda é o gatilho, a gestão de encomendas é a execução.
- Erro comum: encomendar por telefone sem registo, o que multiplica erros face a um canal estruturado.
- Perguntar: porque é que o sortido não deve ser "o máximo de artigos possível"? (espaço e capital limitados).
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma para desenhar, em traços largos, as zonas de um armazém que conheçam.
- Erro comum: não ter zona de quarentena, misturando produto com problema com o vendável.
- Ligar à atitude "sentido de organização" do referencial.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar imagens ou vídeo curto de cada tipo de equipamento, muitos alunos nunca os viram.
- Erro comum: usar um empilhador sem formação. É risco de acidente grave e infração à lei.
- Perguntar: que equipamento usarias num corredor muito estreito? (empilhador retrátil ou tridirecional).
NOTAS DO PROFESSOR
- Este é o critério de desempenho central: "aplicar os procedimentos de receção e conferência".
- Erro comum: dar entrada em stock antes de confirmar as quantidades e o estado da mercadoria.
- Insistir na ordem: primeiro confere-se, só depois se arruma e se dá entrada no sistema.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fechar o ciclo aberto no Bloco 2: os indicadores só funcionam se as entradas/saídas forem bem registadas.
- Erro comum: atrasar o registo de entradas "para mais tarde", criando um desfasamento entre sistema e realidade.
- Perguntar: o que acontece ao ponto de encomenda se o registo de entradas atrasar sistematicamente? (dispara tarde, risco de rutura).
NOTAS DO PROFESSOR
- Escrever a tabela de movimentos no quadro antes de calcular, para a turma ver a origem dos números.
- Erro comum: dividir o valor total pelo número de entradas (3) em vez de pela quantidade total (500 unidades).
- Sublinhar: os dois métodos partem sempre do mesmo valor total disponível.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer os dois cálculos lado a lado no quadro, para a turma ver a diferença de repartição.
- Erro comum: aplicar o FIFO só ao preço da última entrada, esquecendo consumir os lotes anteriores primeiro.
- Perguntar: em época de preços a subir, qual método dá um stock final mais valorizado? (FIFO, aproxima-se do custo mais recente).
NOTAS DO PROFESSOR
- Perguntar: porque é que os artigos classe A merecem inventário rotativo mais frequente? (maior valor, maior risco financeiro).
- Erro comum: achar que o inventário geral "chega" e dispensar contagens ao longo do ano.
- Ligar à atitude "responsabilidade": contar bem é uma responsabilidade individual com impacto coletivo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma calcular cada linha antes de mostrar o total, é aritmética simples mas treina o raciocínio.
- Erro comum: tratar uma sobra de inventário como ganho puro, sem investigar erro de registo anterior.
- Ligar ao Bloco 13: as faltas de inventário entram no cálculo da quebra total.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este é o segundo critério de desempenho central: "expedir os produtos".
- Erro comum: saltar a conferência final antes de fechar a caixa, é o ponto de controlo mais barato do processo.
- Perguntar: quem confere, deve ser a mesma pessoa que fez o picking? (idealmente não, dupla verificação reduz erro).
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar que uma devolução aceite sem inspeção pode voltar a stock vendável sem estar em condições.
- Erro comum: repor automaticamente qualquer devolução no stock, sem verificar o estado do produto.
- Ligar ao Bloco 13: devoluções mal tratadas são uma das causas operacionais de quebra.
NOTAS DO PROFESSOR
- A quebra desconhecida é a que mais preocupa a gestão, porque pode esconder furto ou erro de processo.
- Erro comum: assumir que toda a quebra é roubo. A maioria tem causas operacionais banais.
- Fazer o cálculo da percentagem no quadro, comparando com uma referência do setor.
NOTAS DO PROFESSOR
- Contrapor as duas categorias: raras e cobertas por seguro vs frequentes e evitáveis com processo.
- Erro comum: dar mais atenção às causas extraordinárias (mais visíveis) do que às operacionais (mais frequentes).
- Pergunta: qual das duas categorias é mais fácil de reduzir com procedimentos internos? (a operacional).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que prevenção é sistemática, não uma reação a um incidente isolado.
- Erro comum: só agir depois de uma quebra grande, em vez de manter controlo contínuo.
- Ligar cada procedimento a uma causa concreta do Bloco 13.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este ciclo é o mesmo de qualquer sistema de melhoria contínua: definir, medir, corrigir.
- Erro comum: definir um objetivo sem metodologia concreta para o atingir.
- Perguntar: porque focar a auditoria nos artigos classe A? (maior valor, maior impacto financeiro do erro).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar o controlo de acessos à investigação de quebra desconhecida do Bloco 13.
- Erro comum: achar que sinalização e delimitação são "decoração". Previnem atropelamentos reais.
- Mostrar exemplo de corredor mal delimitado vs bem delimitado, se possível com fotos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a maioria dos acidentes graves envolve equipamentos de movimentação e falta de EPI.
- Erro comum: usar EPI só quando "há fiscalização". Tem de ser rotina, não exceção.
- Ligar à atitude "responsabilidade pelas suas ações" do referencial.
NOTAS DO PROFESSOR
- Exemplo prático: numa loja de eletrodomésticos, os artigos classe A ficam perto da expedição.
- Erro comum: arrumar por ordem de chegada em vez de por rotação, aumenta o percurso de picking.
- Ligar de volta à classificação ABC do Bloco 4: a localização física devia seguir a classe do artigo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este é o erro comum mais citado na sebenta: confundir o FIFO de valorização com o FIFO de arrumação física.
- Erro comum: achar que FEFO e FIFO físico são a mesma coisa. FEFO olha à validade, FIFO físico olha à ordem de entrada.
- Perguntar: um lote que chegou depois mas tem validade mais curta, sai primeiro em FIFO físico ou em FEFO? (em FEFO).
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar que qualidade, ambiente e segurança não são "extra", são o mesmo rigor aplicado a frentes diferentes.
- Erro comum: tratar a separação de resíduos como irrelevante para o "trabalho a sério" do armazém.
- Fazer a ponte para as fichas e o mini-projeto: aplicar tudo isto a um caso concreto.