O ponto de encomenda é o nível de stock que, quando atingido, dispara uma nova encomenda ao fornecedor, para que o produto chegue antes de haver rutura.
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Continuando o exemplo anterior (consumo médio 40 unidades/dia, prazo de entrega 5 dias, stock de segurança 100 unidades):
Ponto de encomenda = (40 × 5) + 100 = 200 + 100 = 300 unidades.
Ou seja: quando o stock descer para 300 unidades, encomenda-se de novo.
Bloco 10 · Indicadores logísticos: taxa de serviço e custos
Taxa de serviço
A taxa de serviço (ou nível de serviço) mede a percentagem de encomendas satisfeitas na quantidade e no prazo acordados.
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Num mês, uma empresa recebeu 250 encomendas e entregou 235 completas e dentro do prazo.
Taxa de serviço = 235 / 250 × 100 = 94,0%.
É um dos indicadores mais usados para avaliar a qualidade da operação logística e negociar com fornecedores e transportadores.
Custos logísticos: onde vai o dinheiro
O custo logístico total de uma empresa reparte-se por várias componentes, que convém medir separadamente para saber onde cortar:
Componente
Exemplo de custo
Transporte
fretes, combustível, portagens
Armazenagem
renda ou amortização do armazém, eletricidade
Posse de stock
capital imobilizado, seguros, obsolescência
Processamento de encomendas
pessoal, sistemas, embalagem
Custos mensais: transporte 4 200 €, armazenagem 1 800 €, posse de stock 950 €, processamento 600 €.
Total = 4 200 + 1 800 + 950 + 600 = 7 550 €. O transporte pesa 4200/7550 ≈ 55,6% do total, a maior fatia.
Bloco 11 · Logística 3.0: armazém, transporte e serviços
Serviços agregados: embalagem e acondicionamento
A logística 3.0 junta armazém e transporte a serviços de valor acrescentado, como a embalagem e o acondicionamento da mercadoria.
Embalagem primária: a que está em contacto direto com o produto (protege e informa o consumidor).
Embalagem secundária: agrupa unidades para transporte e exposição (caixa, tabuleiro).
Acondicionamento: proteção adicional para transporte (paletização, filme retrátil, calços).
Estes serviços podem ser prestados pelo próprio operador logístico, não só pelo produtor.
Uma embalagem mal feita transforma um transporte correto num produto danificado à chegada.
Operadores logísticos de serviço completo
Muitos operadores logísticos na fase 3.0 oferecem um pacote completo (3PL, third-party logistics):
Armazenagem em nome do cliente.
Transporte próprio ou subcontratado.
Embalagem e etiquetagem personalizadas.
Gestão de devoluções (ver Bloco 13).
Vantagem para a empresa contratante: foca-se no seu negócio principal (vender) e delega a logística em quem é especialista. Custo a considerar: perde controlo direto sobre o processo.
Bloco 12 · Logística digital 4.0: e-commerce e e-fulfillment
O impacto do e-commerce na logística
O comércio eletrónico (e-commerce) mudou radicalmente as exigências logísticas:
Encomendas unitárias e dispersas (um cliente, uma morada), em vez de grandes volumes para poucos pontos de venda.
Expectativa de entrega rápida (24-48h, ou no próprio dia em grandes cidades).
Necessidade de rastreabilidade em tempo real, visível ao próprio cliente.
Picos de procura sazonais muito acentuados (Black Friday, Natal) que exigem capacidade extra planeada com antecedência.
E-fulfillment: cumprir a encomenda online
O e-fulfillment é todo o processo entre o clique "comprar" e a entrega ao cliente:
Receção da encomenda no sistema de gestão.
Picking unitário (um artigo, uma morada).
Embalagem adequada ao envio individual.
Expedição com etiqueta e rastreio.
Entrega ao domicílio ou em ponto de recolha (locker, loja parceira).
Modelos de armazém dedicados a isto chamam-se centros de e-fulfillment, desenhados para picking rápido de unidades, não de paletes.
Bloco 13 · Logística inversa e devoluções
Logística inversa
A logística inversa trata do fluxo do cliente de volta à empresa: devoluções, trocas, reciclagem e reparação.
No e-commerce, a taxa de devolução é significativamente mais alta do que na loja física (o cliente não experimenta antes de comprar).
Um processo de devolução simples e rápido é hoje um fator de decisão de compra, não um detalhe pós-venda.
Etapas típicas: pedido de devolução → recolha ou entrega em ponto de recolha → inspeção → reembolso, troca ou reintegração no stock.
Uma devolução mal gerida (demorada, sem informação ao cliente) destrói a confiança construída na compra.
Reintegrar, reparar ou reciclar
Depois da inspeção, um produto devolvido segue um de vários caminhos:
Estado do produto
Destino
Perfeito, embalagem intacta
volta ao stock para nova venda
Danificado, mas reparável
reparação e depois venda como recondicionado
Fora de uso
reciclagem ou eliminação segundo as normas de gestão de resíduos
A logística inversa liga-se assim diretamente à sustentabilidade: uma boa gestão de devoluções reduz o desperdício e cumpre as normas ambientais (Bloco 15).
Bloco 14 · Tendências da logística
O que está a mudar no setor
Várias tendências pressionam a logística comercial a evoluir continuamente:
Sustentabilidade: transporte com menor pegada de carbono, embalagens recicláveis, otimização de rotas para poupar combustível.
Escassez de recursos naturais: matérias-primas e combustíveis mais caros ou instáveis obrigam a planear com mais margem.
Aumento da pressão regulamentar: mais legislação ambiental, laboral e de segurança a cumprir (ver Bloco 15).
Adoção rápida de tecnologias de informação: sistemas de gestão de armazém (WMS), rastreio em tempo real, automação de picking.
Impacto da geração futura: consumidores mais jovens exigem transparência, rapidez e responsabilidade ambiental das marcas.
Tecnologia como resposta às tendências
A tecnologia de informação é hoje a principal ferramenta para responder a estas pressões:
Sistemas de gestão de armazém (WMS): localizam stock, orientam o picking, alertam para rutura.
Rastreio em tempo real: dá visibilidade ao cliente e à empresa sobre onde está a mercadoria.
Análise de dados: previsões de procura mais precisas, que reduzem excesso e rutura de stock.
Automação: robôs de armazém, etiquetagem automática, otimização de rotas por software.
Quem não acompanha esta evolução tecnológica perde competitividade frente a quem entrega mais rápido, mais barato e com menos erros.
Bloco 15 · Resíduos, ambiente, segurança e qualidade
Normas de gestão de resíduos e proteção ambiental
A atividade logística gera resíduos (embalagens, paletes danificadas, produtos fora de prazo) que têm de ser geridos segundo normas específicas:
Separação na origem: papel/cartão, plástico, madeira (paletes) e resíduos indiferenciados em contentores próprios.
Destino certificado: encaminhar para operadores licenciados de gestão de resíduos, com guia de acompanhamento quando exigido.
Redução na fonte: menos embalagem, embalagem reutilizável, paletização otimizada.
As normas de proteção ambiental aplicam-se a emissões de transporte, gestão de derrames e substâncias perigosas em armazém.
Aplicar estas normas é uma atitude de conduta ética, não apenas uma obrigação legal.
Segurança, saúde no trabalho e equipamentos de proteção
Um armazém tem riscos próprios: quedas de altura, esmagamento por empilhadores, cargas mal acondicionadas. As normas de segurança e saúde no trabalho existem para os prevenir:
Equipamentos de proteção individual (EPI): calçado de biqueira de aço, colete de alta visibilidade, luvas, capacete conforme a zona.
Sinalização de zonas de circulação de empilhadores e de carga/descarga.
Formação obrigatória para operar equipamento de movimentação de cargas.
Procedimentos de emergência: rotas de evacuação, extintores, primeiros socorros.
Utilizar o EPI correto não é opcional: é uma obrigação legal e a primeira linha de defesa contra acidentes.
Normas da qualidade
As normas da qualidade (como a família ISO 9001) aplicam-se também à logística: procedimentos documentados, controlo de não conformidades e melhoria contínua.
Conferência sistemática: receção, picking e expedição seguem checklists, para reduzir erros.
Registo de não conformidades: cada erro (encomenda errada, mercadoria danificada) é registado e analisado, não apenas corrigido.
Melhoria contínua: rever processos regularmente com base nos indicadores (taxa de serviço, devoluções, custos).
Qualidade em logística mede-se em factos: menos erros, menos devoluções, mais taxa de serviço.
Bloco 16 · Analisar e colaborar: a estratégia logística da empresa
Analisar a estratégia de logística adotada pela empresa
A realização central desta UC é saber analisar a estratégia de logística de uma empresa real. Um roteiro de análise:
Identificar a fase de maturidade (1.0 a 4.0) em que a empresa se encontra.
Verificar a estratégia dominante: Push, Pull ou mista.
Analisar os meios de transporte usados e se os critérios (tempo, custo, segurança) são bem aplicados.
Rever os indicadores: taxa de serviço, stock de segurança e ponto de encomenda praticados, custos logísticos.
Verificar o cumprimento de normas (resíduos, ambiente, segurança, qualidade).
Esta análise é a base de qualquer proposta de melhoria séria.
Colaborar na aplicação dos procedimentos logísticos
A segunda realização da UC é colaborar na aplicação dos procedimentos já adotados pela empresa, no dia a dia:
Seguir os procedimentos de receção, arrumação, picking e expedição definidos.
Aplicar corretamente as normas de segurança, ambiente e qualidade.
Comunicar desvios e problemas (rutura, dano, atraso) à pessoa responsável, com responsabilidade e iniciativa.
Contribuir com sugestões de melhoria, fruto da experiência do dia a dia na operação.
Um bom colaborador logístico não se limita a "seguir ordens": participa ativamente na melhoria do processo.
Recapitulando
A cadeia de abastecimento evoluiu da logística 1.0 (transportes) à 4.0 (digital), com intervenientes que vão do produtor ao retalhista.
Push e Pull são as duas grandes estratégias de resposta à procura; o MRP/CRP planeia necessidades e capacidade.
Selecionar transporte pesa tempo, custo e segurança; o armazém organiza-se em receção, arrumação, picking e expedição.
Stock de segurança e ponto de encomenda evitam ruturas; taxa de serviço e custos logísticos medem o desempenho.
E-commerce, logística inversa e as normas de resíduos, ambiente, segurança e qualidade fecham o quadro completo.
Próximo: fichas e mini-projeto, analisar e propor melhorias na cadeia de abastecimento de uma empresa real.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre logística (uma função) e cadeia de abastecimento (a rede inteira, com vários intervenientes).
- Erro comum: os alunos confundem "logística" com "só transportes". É muito mais: armazém, stocks, embalagem, informação.
- Exemplo: pedir à turma para seguir mentalmente um pacote de arroz desde o campo até ao carrinho do supermercado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Esta tabela é o fio condutor de toda a UC: cada bloco seguinte aprofunda uma destas fases.
- Erro comum: pensar que a 4.0 substitui as anteriores. Não substitui, acrescenta-lhes camadas.
- Pergunta à turma: uma mercearia de bairro que passa a vender online, que fase(s) da logística está a viver?
NOTAS DO PROFESSOR
- Desenhar no quadro a cadeia linear: produtor → operador logístico → grossista → retalhista → consumidor.
- Erro comum: assumir que a cadeia é sempre esta ordem exata. Muitas empresas saltam o grossista (venda direta) ou o retalhista (D2C, direct-to-consumer).
- Exemplo: uma marca de roupa que vende só online ao consumidor elimina o retalhista físico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar o duplo fluxo: físico (produto) e de informação (encomendas, previsões). Uma falha no fluxo de informação também gera rutura.
- Erro comum: achar que só o transporte físico importa. Sem informação a tempo, o transporte certo chega tarde.
- Ligar à atitude "escuta ativa": um técnico de comércio que não repassa a informação do cliente ao fornecedor bloqueia a cadeia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a palavra-chave: previsão. O Push vive e morre da qualidade da previsão de vendas.
- Erro comum: achar que Push é "mau". Não é; é adequado a produtos de procura estável e previsível.
- Exemplo: um supermercado que reabastece prateleiras de arroz com base no histórico de vendas do mês anterior.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma classificar exemplos concretos: pão de padaria (push), fato à medida (pull), carro com opções à escolha do cliente (misto).
- Erro comum: achar que uma empresa escolhe só uma estratégia para sempre. A prática mistura as duas por linha de produto.
- Ligar ao critério de desempenho "distinguir as diferentes tipologias de logística": Push e Pull são uma dessas tipologias.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que o MRP responde a três perguntas: o quê, quanto e quando encomendar.
- Erro comum: confundir MRP com um simples "livro de encomendas". É um cálculo, não um registo.
- Exemplo: uma loja de mobiliário que usa o MRP para saber quantas dobradiças encomendar com base nos móveis vendidos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Analogia: o MRP faz a lista de compras; o CRP verifica se há "mãos" e "espaço" na cozinha para cozinhar tudo a tempo.
- Erro comum: tratar MRP e CRP como sistemas isolados. Na prática correm em ciclo, ajustando-se um ao outro.
- Ligar à aptidão "reportar informação sobre as necessidades logísticas identificadas": é o papel do comercial na cadeia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que não há "o melhor meio", só o mais adequado a cada envio.
- Erro comum: escolher sempre o mais barato sem olhar ao prazo exigido pelo cliente.
- Exemplo: uma encomenda urgente de peças para uma linha de produção parada justifica o custo do transporte aéreo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar este slide ao Bloco 8 (cross-docking), onde o transbordo entre modos volta a aparecer.
- Erro comum: pensar que multimodal é o mesmo que "vários transportes separados". É um único contrato integrado.
- Exemplo: mercadoria da China que chega de navio a Sines e segue de camião até um armazém em Lisboa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer um exercício rápido: dar 3 cenários (flores frescas para casamento amanhã; 20 toneladas de cimento; um documento urgente) e pedir o meio de transporte para cada.
- Erro comum: escolher só pelo custo, ignorando o prazo ou a fragilidade da mercadoria.
- Exemplo: enviar peixe fresco de barco demoraria demais; o avião ou o camião refrigerado são as opções corretas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Simular com a turma um pedido de cotação por telefone/email a um transportador, com todos os dados necessários.
- Erro comum: esquecer de perguntar pelo seguro. Sem seguro, um dano na carga é prejuízo total do vendedor.
- Ligar à atitude "sentido de organização": registar cotações e decisões de forma rastreável.
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer o fluxo físico do armazém como uma "linha de montagem": receção → arrumação → picking → expedição.
- Erro comum: achar que arrumar é só "pôr em qualquer prateleira vazia". A localização identificada é o que torna o picking rápido.
- Exemplo: um armazém que localiza os produtos mais vendidos perto da zona de expedição, para picking mais rápido.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que o inventário não é burocracia: é o que garante que os números do sistema são verdade.
- Erro comum: só fazer inventário uma vez por ano. Produtos de alta rotação merecem contagens mais frequentes.
- Perguntar à turma: o que acontece se o sistema disser que há 50 unidades e no armazém só houver 30?
NOTAS DO PROFESSOR
- Contrapor ao armazenamento tradicional do Bloco 7: aqui o objetivo é o produto NÃO parar.
- Erro comum: achar que cross-docking é "não ter armazém". Tem armazém, mas com rotação quase instantânea.
- Exemplo real: cadeias de supermercados que reagrupam mercadoria de vários fornecedores por loja num único ponto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao Bloco 5 (multimodal): aqui aplica-se à distribuição concreta.
- Erro comum: enviar um camião meio vazio por cliente em vez de consolidar várias entregas na mesma rota.
- Exercício mental: comparar o custo de 3 camiões meio cheios versus 1 camião cheio na mesma rota.
NOTAS DO PROFESSOR
- Antes das fórmulas, garantir que a turma entende os dois riscos opostos: rutura vs excesso.
- Erro comum: achar que "ter muito stock" é sempre seguro. É seguro contra rutura, mas caro e arriscado (produto pode ficar obsoleto).
- Exemplo: stock de árvores de Natal em fevereiro é excesso puro; falta de guarda-chuvas num dia de chuva é rutura.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o cálculo em conjunto no quadro, devagar: primeiro a diferença de consumos, depois multiplicar pelo prazo.
- Erro comum: multiplicar o consumo médio (em vez da diferença) pelo prazo de entrega. Isso dá o stock normal do ciclo, não a "almofada" de segurança.
- Perguntar: se o fornecedor passasse a entregar em 10 dias em vez de 5, o que acontecia ao stock de segurança? (duplicava).
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar a lógica: a primeira parcela cobre o consumo normal durante o prazo de entrega; a segunda é a almofada de segurança.
- Erro comum: confundir ponto de encomenda com stock de segurança. O ponto de encomenda é sempre maior, porque inclui o consumo normal do prazo de entrega.
- Exercício de fixação: e se o consumo médio fosse 50/dia com o mesmo prazo e stock de segurança? (250+100=350).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que "completas e a tempo" são as duas condições; uma entrega a tempo mas incompleta NÃO conta como sucesso.
- Erro comum: calcular só sobre encomendas entregues, esquecendo as que nunca chegaram a ser processadas.
- Perguntar: uma taxa de serviço de 94% é boa? Depende do setor; em farmácia ou saúde exige-se muito mais.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma calcular o peso percentual de cada componente e identificar a maior.
- Erro comum: olhar só para o custo de transporte e ignorar a posse de stock, que também é dinheiro parado.
- Ligar à realização "analisar a estratégia de logística adotada pela empresa": os custos são o ponto de partida dessa análise.
NOTAS DO PROFESSOR
- Trazer exemplos físicos (ou fotos) de embalagem primária vs secundária vs acondicionamento de transporte.
- Erro comum: confundir embalagem (marketing/proteção do produto) com acondicionamento (proteção para o transporte).
- Exemplo: garrafas de vidro que precisam de separadores de cartão dentro da caixa para não partirem em trânsito.
NOTAS DO PROFESSOR
- Perguntar à turma: que tipo de empresa beneficia mais de contratar um 3PL? (pequenas empresas sem armazém próprio, e-commerce em crescimento rápido).
- Erro comum: achar que outsourcing logístico é sempre mais barato. Depende do volume: para grandes volumes, ter operação própria pode compensar.
- Ligar à atitude "autonomia no âmbito das suas funções": mesmo com um 3PL, a empresa continua responsável perante o cliente final.
NOTAS DO PROFESSOR
- Contrapor ao modelo tradicional (Bloco 7-8): armazém que serve poucas lojas vs armazém que serve milhares de clientes individuais.
- Erro comum: achar que o e-commerce só muda a "loja", não o armazém. Muda profundamente o picking (unidade a unidade, não palete a palete).
- Exemplo: a Black Friday obriga a contratar pessoal e transporte extra semanas antes, não no dia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer o fluxo como uma checklist, ligando cada passo a um sistema ou pessoa concreta.
- Erro comum: usar o mesmo layout de armazém tradicional para e-fulfillment. O layout ótimo é diferente (produtos populares próximos, corredores estreitos para picking a pé).
- Perguntar: porque é que a rapidez de entrega se tornou um argumento de venda em si mesmo?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a logística inversa não é "o problema de outra pessoa": faz parte do custo e do desenho da operação desde o início.
- Erro comum: tratar a logística inversa como excecional. No e-commerce de moda, por exemplo, é rotina, não exceção.
- Exemplo: lojas que aceitam devolução em loja física de compras online, aproveitando a rede de pontos de venda.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar explicitamente ao Bloco 15 (resíduos e ambiente): mostrar que a logística inversa não é só um custo, é também uma responsabilidade ambiental.
- Erro comum: assumir que tudo o que é devolvido vai para o lixo. A maioria volta ao stock ou é recondicionada.
- Exercício mental: e se uma loja não separasse os devolvidos por estado? (risco de vender como novo algo danificado).
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma exemplos concretos que já viram (embalagens recicláveis, apps de rastreio de encomendas).
- Erro comum: tratar estas tendências como "moda passageira". São já critérios de compra para uma parte crescente dos consumidores.
- Perguntar: qual destas tendências tem mais impacto no setor do comércio em Portugal, na opinião da turma?
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar de volta ao Bloco 12 (e-commerce): estas tecnologias são o que torna possível a entrega em 24-48h.
- Erro comum: achar que tecnologia é só para grandes empresas. Hoje há soluções de baixo custo para pequenos retalhistas.
- Exemplo: uma app gratuita de gestão de stock já reduz erros de rutura numa loja pequena.
NOTAS DO PROFESSOR
- Trazer exemplos dos contentores de separação de um armazém real, se possível com fotos.
- Erro comum: tratar a gestão de resíduos como um detalhe. É objeto de fiscalização e de coimas quando incumprida.
- Ligar à atitude "respeito pelas normas e regras definidas".
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer os EPI típicos de um armazém e para que risco específico protege cada um.
- Erro comum: achar que EPI é "só para a indústria pesada". Um armazém comercial tem os mesmos riscos de movimentação de cargas.
- Exemplo: um acidente por não usar calçado de proteção ao deixar cair uma caixa pesada no pé.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao Bloco 10 (taxa de serviço): a qualidade mede-se pelos mesmos indicadores já estudados.
- Erro comum: achar que qualidade é só "trabalhar com cuidado". É um sistema com registo e análise de dados.
- Exercício mental: se uma empresa não regista os erros, como pode saber se está a melhorar?
NOTAS DO PROFESSOR
- Este slide funciona como checklist de auditoria; vai ser exatamente o guião usado nas fichas e no mini-projeto.
- Erro comum: analisar só uma dimensão (ex.: só o custo) e ignorar as restantes. Uma boa análise é sistémica.
- Exemplo: uma empresa pode ter transporte barato mas taxa de serviço baixa: o "barato" está a custar clientes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a ponte para as fichas e o mini-projeto: aqui aplicam tudo o que foi estudado a um caso concreto.
- Erro comum: achar que "colaborar" é passivo. O referencial pede iniciativa e proatividade, não só execução.
- Fechar com a pergunta: de tudo o que vimos, o que aplicarias primeiro numa empresa real? Recolher respostas da turma.