NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: consumidor não é um conceito abstrato, é a pessoa concreta que entra na loja ou no site.
- Erro comum: confundir "conhecer o consumidor" com "ter uma opinião sobre o consumidor". A UC exige observação e instrumentos, não achismo.
- Exemplo: um cliente que compra pão todos os dias às 8h tem um comportamento previsível que a loja pode explorar (ter o pão quente pronto a essa hora).
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir exemplos à turma: um comportamento de compra por impulso (doces na caixa) e um de compra planeada (lista de mercado).
- Erro comum: assumir que atitude positiva implica sempre comportamento de compra. Uma pessoa pode gostar da marca e não comprar por preço.
- Analogia: a atitude é o "gostar", o comportamento é o "fazer". Nem sempre andam juntos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: são variáveis de caraterização, não de julgamento. Servem para adaptar o serviço, não para estereotipar.
- Erro comum: reduzir o cliente a uma única variável (ex.: "é jovem, logo só compra online"). Na prática cruzam-se várias.
- Exemplo: um estudante com baixo rendimento mas grande sensibilidade a promoções é um segmento concreto de uma loja de roupa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Distinguir claramente de individuais: aqui o efeito vem do grupo, não só da pessoa.
- Erro comum: ignorar o grupo de referência digital (influenciadores, comunidades online) por ser "menos visível" que a família.
- Exemplo: duas pessoas com o mesmo salário, uma prioriza produtos biológicos (estilo de vida saudável), outra prioriza o preço mais baixo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: mesmo uma compra "por impulso" passa por estas etapas, só que muito comprimidas no tempo.
- Erro comum: achar que o processo termina na compra. A avaliação pós-compra decide se há repetição.
- Pergunta à turma: pensem na última compra que fizeram, que etapas reconhecem?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: quanto maior o envolvimento, mais etapas o consumidor percorre conscientemente antes de decidir.
- Erro comum: tratar todas as compras com o mesmo discurso de venda. Uma compra de alto envolvimento exige mais informação e confiança.
- Exemplo: comprar um telemóvel novo (alto envolvimento, muita pesquisa) versus comprar um chocolate na caixa (baixo envolvimento, decisão no local).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente à realização "analisar a jornada do cliente ao longo do processo de decisão de compra".
- Erro comum: a equipa comercial só se preocupar com a fase 4 (fechar a venda) e ignorar as fases 2, 3 e 5.
- Exemplo: um cliente que pesquisa preços no telemóvel dentro da loja física (fase 3) está a comparar com a concorrência em tempo real.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar quais fatores a equipa comercial consegue realmente influenciar (atendimento, informação, disponibilidade) versus os que não controla (opinião da família).
- Erro comum: culpar sempre fatores externos por uma venda perdida, sem rever o que estava sob controlo da loja.
- Exemplo: um cliente que desiste da compra porque o vendedor não sabia responder a uma dúvida técnica simples.
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir na distinção consumidor/shopper: sai muitas vezes em exame e é a base de decisões de merchandising (a embalagem tem de convencer o shopper, não só o consumidor final).
- Erro comum: tratar todos os clientes da mesma forma independentemente da tipologia. Um cliente fiel merece reconhecimento diferente de um cliente ocasional.
- Exemplo: uma loja de brinquedos negoceia com o shopper (adulto) mas pensa no consumidor (criança) na escolha do produto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o risco é percebido, não necessariamente real. Um produto seguro pode ser percebido como arriscado por falta de informação.
- Erro comum: ignorar o risco de tempo, muito relevante no comércio (filas, entregas atrasadas, processos de troca lentos).
- Exemplo: comprar um eletrodoméstico caro sem garantia alargada aumenta o risco financeiro percebido; ter garantia reduz-o.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar às atitudes da UC: escuta ativa e empatia ajudam a identificar qual risco está a travar aquele cliente específico.
- Erro comum: insistir na venda sem perceber que o cliente hesita por um risco concreto (ex.: "não sei se me vai servir").
- Exercício rápido: pedir à turma um exemplo de política de devolução que já usaram para reduzir o risco de uma compra.
NOTAS DO PROFESSOR
- Esta é a primeira realização da UC: "analisar a jornada do cliente em todos os pontos de contacto". Dar tempo a este bloco.
- Erro comum: mapear só os pontos de contacto "bons" (loja, atendimento) e esquecer os menos visíveis (entrega, pós-venda, apoio ao cliente).
- Exercício: pedir à turma para desenhar a jornada da última compra que fizeram, ponto a ponto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente à aptidão "identificar pontos fortes e fracos da jornada do cliente e propor estratégias de melhoria".
- Erro comum: tratar cada ponto de fricção isoladamente sem perceber que um problema no início (site confuso) pode gerar frustração que se acumula até ao fim.
- Exemplo: uma loja que resolve o atraso na entrega mas não avisa o cliente perde a confiança na mesma, mesmo entregando a tempo na compra seguinte.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença multicanal vs omnicanal: ter vários canais não chega, têm de estar ligados entre si.
- Erro comum: confundir "ter uma app" com "ser omnicanal". A app tem de partilhar dados (stock, histórico, pontos de fidelização) com a loja física.
- Exemplo: um cliente que adiciona um produto ao carrinho no telemóvel e o encontra ainda no carrinho ao abrir o site no computador.
NOTAS DO PROFESSOR
- Esta é a segunda realização da UC: "analisar a experiência do cliente em ambiente omnicanal". Pedir exemplos concretos à turma.
- Erro comum: a loja física ignorar reclamações feitas nas redes sociais, tratando-as como um canal "à parte".
- Exercício: perguntar se algum aluno já viu um preço diferente para o mesmo produto na loja e no site da mesma marca.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que estes critérios vêm diretamente do referencial da UC (conhecimento sobre critérios de avaliação do serviço).
- Erro comum: avaliar o serviço só pela cortesia, ignorando critérios operacionais como o tempo de espera ou o nível de erros.
- Exemplo: uma loja simpática mas com filas de 20 minutos tem um problema de serviço que a cortesia não resolve.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a escala fixa: promotores são 9-10, passivos 7-8, detratores 0-6. É a definição que tem de ser usada sempre, sem variações.
- Erro comum: dizer que o NPS é uma percentagem. É um número entre -100 e +100, não tem símbolo de percentagem.
- Exemplo rápido: se 100 clientes responderem e 50 forem promotores, 30 passivos e 20 detratores, o NPS é 50% − 20% = 30.
NOTAS DO PROFESSOR
- Refazer o cálculo no quadro com a turma: 100/200=50%, 40/200=20%, 30-... na verdade 50-20=30. Confirmar sempre a conta em conjunto.
- Erro comum: usar o número de clientes em vez da percentagem na fórmula (fazer 100-40=60 está errado).
- Pergunta: o que aconteceria ao NPS se 20 passivos passassem a promotores? (melhoraria, pois %promotores subiria sem mexer nos detratores).
NOTAS DO PROFESSOR
- Distinguir claramente do NPS: CSAT avalia um momento específico, NPS avalia a relação global com a marca.
- Erro comum: dividir 56 por 100 em vez de por 80 (o total de respondentes, não um número redondo arbitrário).
- Exemplo: uma loja pode ter CSAT alto no pagamento e CSAT baixo na entrega, porque são interações diferentes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Refazer a soma ponderada linha a linha no quadro; é o erro de cálculo mais comum desta UC.
- Erro comum: dividir a soma das pontuações (1+2+3+4+5=15) pelo número de categorias, em vez de pesar cada pontuação pelo número de clientes que a deram.
- Nesta UC o CES usa sempre a escala 1 (muito baixo esforço) a 5 (muito alto esforço): quanto mais baixo o valor médio, melhor.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: representatividade não é o mesmo que tamanho. Uma amostra grande mas mal distribuída pode não representar bem a população.
- Erro comum: inquirir só os clientes mais fáceis de contactar (os mais fiéis), o que enviesa os resultados para o lado positivo.
- Exemplo: se uma loja pequena responde muito e uma loja grande responde pouco, o resultado final não reflete a cadeia toda.
NOTAS DO PROFESSOR
- Confirmar sempre no fim que a soma das amostras por estrato bate certo com o total pretendido.
- Erro comum: dar o mesmo número de inquéritos a cada loja (ex.: 83 a cada uma), ignorando que têm tamanhos diferentes.
- Pergunta: porque é que uma loja com mais clientes deve ter mais peso na amostra? (para não sobre-representar as lojas pequenas).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ordem dos passos: ordenar primeiro, acumular depois, classificar por último.
- Erro comum: classificar pela percentagem individual de cada produto, e não pela percentagem acumulada.
- Ligar ao conhecimento da UC "análise ABC dos clientes e dos produtos", que é explicitamente pedida no referencial.
NOTAS DO PROFESSOR
- Refazer a soma acumulada linha a linha com a turma; é fácil trocar o acumulado pelo valor individual.
- Erro comum: esquecer que a classificação usa o acumulado, por isso P3 (só 15 000€) entra na classe A porque o seu acumulado ainda está nos 80%.
- Pergunta: se a loja só puder garantir stock permanente de 3 produtos, quais deve escolher? (os da classe A).
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o cálculo passo a passo: unidades por dia × margem por unidade × dias em rutura.
- Erro comum: esquecer de multiplicar pelos dias, calculando só o prejuízo de um único dia.
- Ligar à análise ABC do bloco anterior: um produto de classe A em rutura é muito mais grave do que um de classe C.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a auditoria usa os mesmos instrumentos já vistos (NPS, CSAT, CES, critérios de serviço), não é algo à parte.
- Erro comum: fazer a auditoria e não a fechar com ações concretas, deixando o diagnóstico sem seguimento.
- Exemplo: uma auditoria que descobre tempos de espera de 15 minutos ao balcão deve gerar uma ação concreta (mais um posto de atendimento nas horas de pico).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao critério de desempenho "avaliar a satisfação do cliente a partir da observação direta, repetição de compra, de clientes recomendados por outros".
- Erro comum: confiar só nos inquéritos e ignorar sinais comportamentais mais difíceis de fingir, como a repetição de compra.
- Exercício: perguntar à turma como saberiam, sem inquérito nenhum, se um cliente ficou satisfeito.
NOTAS DO PROFESSOR
- Esta é a terceira realização da UC: "avaliar e otimizar a experiência do cliente". Fechar o ciclo com esta ideia de repetição.
- Erro comum: medir uma vez e nunca mais voltar a medir, perdendo a capacidade de saber se a ação resultou.
- Exemplo: uma loja que reduz o tempo de espera ao balcão e, três meses depois, confirma a melhoria com um novo CSAT mais alto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar explicitamente aos critérios de desempenho da UC sobre merchandising e promoções.
- Erro comum: aplicar a mesma promoção a todos os clientes sem olhar aos dados de satisfação e tipologia já recolhidos.
- Exemplo: uma promoção de "traz um amigo" funciona melhor com clientes fiéis (embaixadores) do que com clientes ocasionais.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar segurança do trabalho à satisfação do cliente: um colaborador esgotado ou em risco atende pior.
- Erro comum: tratar segurança e saúde no trabalho como um tema à parte, sem ligação ao atendimento ao cliente.
- Exemplo: uma loja com corredores obstruídos por caixas é um risco tanto para o colaborador como para o cliente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fechar ligando qualidade, segurança e satisfação como partes do mesmo sistema, não temas isolados.
- Erro comum: achar que "normas de qualidade" é um tema só para indústria, não para uma loja de comércio.
- Anunciar as fichas e o projeto: aplicar NPS, CSAT, CES e análise ABC a um caso real de comércio.