Técnico de Multimédia · 50h
Transmedia storytelling = uma história contada em vários meios, em que cada meio acrescenta algo único e o conjunto é maior que a soma.
Não é "o mesmo conteúdo em vários sítios" — é conteúdo diferente em cada meio, complementar.
Termo popularizado por Henry Jenkins (MIT) a propósito de The Matrix (filmes + anime + jogos + comics).
Ex.: filme dá história principal; série explora personagem secundária; jogo permite viver o universo; AR/app traz objectos do mundo.
Numa UC de 50h, não se faz transmedia AAA. O exercício é:
Pegar 1 universo / mundo e distribuí-lo em 3+ meios complementares: ex. vídeo + site + experiência imersiva (360° ou VR simples).
foto fixa → vídeo 360° → scene VR simples → VR de jogo → MR Quest 3 Vision Pro
Mais imersão = mais custo, mais conforto a perder, mais audiência a perder.
Escolher o mínimo necessário para a história.
Para escola/curso: 360° + WebXR chegam.
Custo baixo; ideal para reportagem, viagem, documentário, eventos.
Ideal para formação, simulação, jogos, museus interactivos.
Híbrido: vídeo 360° + áreas clicáveis que disparam outros vídeos/info.
Ferramentas:
Ótimo para virtual tours, formação, museus.
Em 360°, não há câmara fora do plano — espectador é a câmara. Regras tradicionais (corte, contraplano) não se aplicam.
Em VR, som mau quebra a imersão mais rápido que vídeo médio.
Ambisonic = formato de som que codifica som em 3D. Reproduz-se em headphones de qualquer headset/dispositivo, com a rotação da cabeça aplicada.
YouTube VR aceita ambisonic 1st order junto com vídeo 360°.
Quando o ouvido interno diz "estás parado" mas os olhos dizem "moves-te" → enjoo.
Cuidados:
Sem 1 — Mundo / brief / transmedia map (que meios) Sem 2 — Conteúdo 360° (filmar ou modelar A-Frame) Sem 3 — Áudio espacial + UI + interacções Sem 4 — Testar / polir / publicar / QR
50h de UC ≈ 4 semanas a 12h/semana.
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