UC02629 · Instalar e configurar sistemas operativos para ambientes em rede
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Instalar e configurar sistemas operativos para ambientes em rede

Arquitectura, instalação, periféricos, perfis de utilizador e segurança
UC02629 · 50 horas · 4,5 pontos crédito Nível 4 · Transversal a 4 qualificações Ref. SNQ · 213RA104 · 481RA115 · 523RA128 · 523RA129
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Resultados de aprendizagem

No final desta unidade, o/a aluno/a será capaz de:

  1. Instalar sistemas operativos nos equipamentos informáticos
  2. Configurar funcionalidades do SO e a interação com periféricos
  3. Criar perfis de utilizador e definir privilégios de acesso
Critérios oficiais de desempenho Adequar o SO aos requisitos do equipamento · Cumprir orientações e procedimentos · Cumprir normas e regulamentos
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Plano e avaliação

Bloco Conteúdo Aulas
1 Arquitectura de SOs · tipos e características 4
2 BIOS/UEFI · particionamento · instalação 6
3 Drivers, periféricos, gestor de dispositivos 4
4 Utilizadores, grupos, privilégios 5
5 Redes, partilhas e segurança 4
6 Projecto · laboratório multi-SO 3

**Avaliação · ** Modelo CP: 80% Conhecimentos e Capacidades + 20% Atitudes e Valores

Componentes: 2 fichas escritas · 3 trabalhos práticos · 1 projecto integrador · observação contínua

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Bloco 1 · Fundamentos

O que é um sistema operativo

A camada de software que torna o hardware utilizável.

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Definição e funções

O sistema operativo é o software fundamental que gere os recursos do hardware (processador, memória, armazenamento, periféricos) e oferece serviços às aplicações que correm em cima dele.

Funções essenciais

  • Gestão de processos — quem corre, com que prioridade, durante quanto tempo
  • Gestão de memória — atribuir RAM às aplicações; gerir swap
  • Sistema de ficheiros — organizar dados em discos
  • Gestão de dispositivos — comunicar com teclado, rato, ecrã, USB, rede
  • Interface com o utilizador — gráfica (GUI) ou linha de comandos (CLI)
  • Segurança — controlar quem pode fazer o quê
Analogia útil O SO é como o maître de um restaurante: recebe os pedidos (das aplicações), atribui-os aos recursos disponíveis (hardware), garante que ninguém invade a mesa dos outros, e gere as filas. Sem ele, há cozinha e clientes mas tudo cai em caos.
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Arquitectura básica

Hardware (CPU · RAM · Discos · Periféricos · Rede) Kernel · núcleo do SO drivers · escalonador · gestão de memória Shell · sistema de ficheiros · serviços do sistema explorer · bash · daemons · redes Aplicações (espaço do utilizador) browser · word · jogos · IDEs · etc.
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Tipos de sistemas operativos

Tipo Exemplos Caso de uso
Cliente (desktop) Windows 10/11, macOS, Ubuntu, Mint, Fedora Computador pessoal · escritórios
Servidor Windows Server, Linux server (RHEL, Debian, Ubuntu Server) Servir múltiplos clientes em rede
Mobile Android, iOS, HarmonyOS Smartphones · tablets
Embebido / IoT FreeRTOS, embedded Linux Routers · IoT · electrodomésticos
Real-time (RTOS) QNX, VxWorks, RT Linux Aviação · industria · automação crítica
Virtualização VMware ESXi, Proxmox, Hyper-V Hospedar múltiplos SOs num só hardware
Cliente vs Servidor Não é só "Windows vs Linux". O mesmo SO base pode ter versões cliente (1 utilizador) e servidor (muitos utilizadores em rede). Windows 11 ≠ Windows Server 2022. Ubuntu Desktop ≠ Ubuntu Server.
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Cliente vs Servidor · diferenças

SO Cliente

  • Optimizado para 1 utilizador interactivo
  • Interface gráfica rica (animações, transparências)
  • Drivers para múltiplos periféricos (impressoras, webcams)
  • Software pré-instalado (browser, office, leitor multimédia)
  • Actualizações frequentes mas com mais janelas
  • Exemplos: Windows 11, macOS Sequoia, Ubuntu Desktop

SO Servidor

  • Optimizado para muitos utilizadores em rede
  • Frequentemente sem GUI (linha de comandos)
  • Serviços em segundo plano (web, ficheiros, BD, mail)
  • Maior estabilidade (uptime de meses ou anos)
  • Actualizações controladas (manutenção planeada)
  • Exemplos: Windows Server 2022, Ubuntu Server, Debian, CentOS Stream
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Bloco 2 · Instalação

Instalação de um sistema operativo

Do USB bootable à primeira janela.

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Pré-requisitos · hardware

Antes de instalar, verificar requisitos mínimos do SO:

SO CPU RAM Disco Outros
Windows 11 1GHz 64-bit dual-core 4 GB 64 GB TPM 2.0, Secure Boot
Windows 10 1GHz 32 ou 64-bit 1–2 GB 16–32 GB DirectX 9
Ubuntu 24.04 Desktop 2GHz dual-core 4 GB 25 GB
Ubuntu Server 1GHz 1 GB 2.5 GB sem GUI
macOS Sequoia Apple Silicon 8 GB 30 GB hardware Apple
Mínimo ≠ recomendado Os requisitos "mínimos" garantem que o SO arranca. Para uso fluido, multiplica RAM e disco por 2-3x. Para Windows 11 a sério: 8GB RAM, 256GB SSD.
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Boot e BIOS/UEFI

O firmware do computador (BIOS antigo, UEFI moderno) é o primeiro código a correr quando se liga a máquina. As suas responsabilidades:

  1. POST (Power-On Self-Test) — verificar hardware básico
  2. Detectar dispositivos — disco, teclado, rede
  3. Decidir de onde fazer boot — disco interno, USB, rede, CD
  4. Carregar o bootloader — o primeiro programa do SO

Como aceder ao BIOS/UEFI

Carregar uma tecla específica logo ao ligar o computador:

Fabricante Tecla(s)
ASUS, MSI Del
HP, Acer F2 ou F10
Dell F2 ou F12
Lenovo F1 ou F2
Apple (intel) Cmd+R (Recovery)
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Particionamento de discos

O disco é dividido em partições — áreas lógicas independentes. Cada partição pode ter o seu próprio sistema de ficheiros.

Estilos de partição

Estilo Limite Particionamento Boot
MBR (Master Boot Record) 2 TB · 4 partições primárias Antigo, anos 80 BIOS
GPT (GUID Partition Table) 18 EB · até 128 partições Moderno, com UEFI UEFI

Sistemas de ficheiros típicos

FS SO Características
NTFS Windows Permissões, journaling, ficheiros até 16 TB
ext4 Linux Robusto, performante, padrão Linux
APFS macOS Snapshots, encriptação nativa, optimizado SSD
FAT32 Universal Limite 4 GB/ficheiro, sem permissões — para pens
exFAT Universal moderno Sem limite 4 GB, ideal para discos externos
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Workflow · instalação passo-a-passo

1. Download ISO Microsoft / Ubuntu / Fedora 2. Criar bootable Rufus / Ventoy / dd 3. Configurar BIOS boot order: USB 4. Arrancar do USB F12 menu rápido 5. Particionar disco / · /home · swap 6. Configurar user · região · senha 7. Instalar & reiniciar remover USB! 8. Pós-instalação updates · drivers
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Bloco 3 · Periféricos

Drivers e gestão de dispositivos

Como o SO comunica com o hardware específico.

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O que é um driver

Um driver (controlador) é um pequeno programa que traduz entre o SO e um dispositivo específico (impressora, placa gráfica, webcam, etc.).

Sem driver:

  • O dispositivo não funciona, ou funciona em modo genérico (sem features avançadas)
  • O SO não consegue tirar partido total das capacidades

Onde estão os drivers?

Tipo Origem Quando
Genéricos (built-in) Já no SO Maioria dos dispositivos modernos · plug-and-play
Do fabricante Site do fabricante Placa gráfica, impressora multifuncional, scanners
Por Windows Update / package manager Repositórios oficiais Actualizações automáticas
Comunidade (Linux) Pacotes em repositórios DKMS, módulos do kernel
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Gestor de dispositivos

Ferramenta gráfica para ver e gerir o hardware:

SO Como aceder
Windows Win+X → "Device Manager" ou devmgmt.msc
Linux (GNOME) lshw -short (terminal) · gnome-control-center
macOS About this Mac → System Report

Estados típicos

  • Funcionando — verde, normal
  • ⚠ Aviso amarelo — driver desatualizado ou em conflito
  • Erro vermelho — driver em falta ou hardware com falha
  • Desconhecido — dispositivo sem driver instalado
Primeiro lugar a olhar quando algo não funciona Periférico não responde? Vai ao Gestor de Dispositivos. Procura por ⚠ ou ✗. 80% dos problemas são detectáveis aqui.
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Bloco 4 · Utilizadores

Utilizadores, grupos e privilégios

Quem pode fazer o quê.

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Modelo de segurança baseado em utilizadores

Cada acção num SO é feita por um utilizador. Cada ficheiro/recurso tem permissões que determinam quem pode aceder.

Tipos de conta

Tipo Privilégios Caso típico
Administrador / root Tudo (instalar SO, mudar configurações de sistema, ver todos os ficheiros) Conta de gestão · usar com moderação
Standard / utilizador normal Usar a máquina, instalar algumas aplicações no seu perfil Conta diária
Convidado / guest Acesso limitado · sem alterações permanentes Visitantes ocasionais
Serviço Para corrida de aplicações em background Servidores, daemons
Princípio de menor privilégio Use uma conta de Administrador apenas quando precisa de fazer alterações de sistema. Para uso diário, use Standard — protege contra malware e erros próprios.
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Grupos · gestão em escala

Em ambientes com muitos utilizadores, é impraticável gerir permissões um a um. Os grupos agregam utilizadores com privilégios comuns.

Exemplos típicos

Grupo Membros típicos Pode
Administradores TI, direcção Tudo
Professores Corpo docente Aceder a partilha de provas, lançar notas
Alunos Estudantes Aceder a recursos pedagógicos, espaço pessoal
Operadores Suporte técnico Reiniciar serviços, ver logs
Regra de ouro Atribuir permissões a grupos, não a indivíduos. Quando alguém muda de papel, basta mudar o grupo — todas as permissões mudam automaticamente.
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Permissões em ficheiros

Cada ficheiro/pasta tem 3 dimensões de permissões:

Linux · rwx

Três classes: dono, grupo, outros. Três permissões: read (r), write (w), execute (x).

-rwxr-xr--  prof  professores  ficheiro.txt

Lê-se: dono prof tem r+w+x; grupo professores tem r+x; outros têm só r.

Comando: chmod 754 ficheiro.txt

Windows · ACLs

Lista mais detalhada (Access Control List) com permissões granulares:

  • Read · ler
  • Write · escrever
  • Modify · modificar
  • Full Control · tudo

Acedido via clique-direito → Properties → Security.

Mais flexível mas mais complexo.

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Bloco 5 · Redes e segurança

Rede e ligações

Conectar a máquina ao mundo.

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Configurações de rede básicas

Cada máquina ligada a uma rede precisa de:

Configuração Para quê
Endereço IP Identificação única na rede (ex: 192.168.1.42)
Máscara de sub-rede Define quem está "perto" (ex: 255.255.255.0)
Gateway Porta de saída para outras redes (ex: 192.168.1.1)
DNS Tradutor: nome → IP (ex: 8.8.8.8 do Google)
Hostname Nome humano da máquina (ex: laptop-maria)
Workgroup / Domínio Grupo lógico de máquinas

DHCP vs estático

  • DHCP (automático): o router/servidor atribui IP. Mais simples. Default em casa/escola.
  • Estático: o admin define IP fixo. Necessário para servidores (precisam de IP previsível).
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Partilha de ficheiros em rede

Windows · SMB / CIFS

  • Botão direito numa pasta → Properties → Sharing
  • Mapear unidade de rede: \\servidor\partilha
  • Pode integrar com Active Directory

Linux · Samba (server) ou SSH/SFTP

  • Samba implementa SMB em Linux (compatível com Windows)
  • SSH/SFTP é nativo Linux, seguro, command-line

Universal · serviços em nuvem

  • OneDrive, Google Drive, Dropbox
  • Sincronização automática, acesso de qualquer lugar
  • Tornaram-se padrão em ambientes pequenos
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Segurança · ferramentas básicas

Camada Windows Linux
Firewall Windows Defender Firewall ufw, iptables, firewalld
Antivírus Defender (integrado) ou 3rd party ClamAV (raro precisar)
Updates Windows Update apt, dnf, pacman + tools gráficas
Backup File History, OneDrive rsync, Timeshift, Borgbackup
Encriptação disco BitLocker LUKS, dm-crypt
3 acções obrigatórias após instalar SO 1. Aplicar todas as actualizações disponíveis.
2. Activar firewall.
3. Criar conta standard (separada da admin) para uso diário.
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Consolidação

Mapa concetual da UC

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O que aprendemos

Instalar e configurar sistemas operativos Fundamentos SO · arquitectura cliente vs servidor Instalação BIOS/UEFI · USB boot particionamento Periféricos drivers · gestor diagnóstico Utilizadores contas · grupos · permissões Rede e segurança IP · DNS · partilhas firewall · updates
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Próximas UCs e recursos

Esta UC fornece a base para:

  • UC02817 · Instalar e interligar redes (TSCR)
  • UC00241 · Configurar protocolos e serviços de rede (TSCR)
  • UC00613 · Gerir políticas de segurança em sistemas informáticos (TSCR)
  • UC01990 · Instalar, configurar e atualizar software complementar

Recursos recomendados

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Aulify · UC02629 · Fim

Bons reboots.

Dúvidas? Bugs nos passos? Erros de instalação?
📧 geral@aulify.pt 🌐 aulify.pt Material de uso pedagógico · Adaptável pelo professor
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NOTAS DO PROFESSOR 📖 Apresentação inicial Esta unidade é transversal a múltiplos cursos: Técnico/a de Multimédia, Operador/a de Informática (nível 2), Técnico/a de Electrónica e Automação, Técnico/a de Electrónica e Comunicações. É também a UC mais "técnica de infraestrutura" dos cursos profissionais — todos os outros conteúdos dependem dela. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Enquadrar: sem SO funcional, nenhum outro software funciona • Mencionar que esta UC vai ser PRÁTICA — instalação real em máquinas virtuais (VirtualBox) ou em hardware da sala • Diagnóstico: quem aqui já instalou um sistema operativo do zero? Quem só conhece o que veio com o computador comprado? ❓ Perguntas • "Qual o sistema operativo que usam diariamente?" • "Sabem o que faz o sistema operativo quando o computador arranca?" • "Já alguma vez foram pelo BIOS / UEFI?" 💡 Pedagógica Trazer um pen USB com bootable Linux (Ubuntu) e demonstrar AO VIVO um boot e instalação. Funciona como ritual de abertura. ⏱️ 5-7 minutos

NOTAS DO PROFESSOR 📖 R1+R2+R3 cobrem o ciclo: instalar (Day 0), configurar (Day 1), gerir (todos os dias). 🗣️ Pontos orais • A UC tem foco prático — esperar ~70% do tempo a mexer em SO real (Windows + Linux) • A componente teórica é importante mas serve para entender o que se está a fazer ⏱️ 5 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 26 aulas de 90 min ≈ 39 horas + 11h trabalho autónomo = 50h. 🗣️ Pontos orais • Todo o trabalho prático com **máquinas virtuais** (VirtualBox gratuito) — segurança total, podem fazer asneiras à vontade • Mostrar a grelha de avaliação Aulify para esta UC ⏱️ 5 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Sem analogias suficientemente concretas, os alunos confundem SO com browser/aplicações. ⏱️ 2 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave Sem SO, o utilizador tinha de programar o hardware directamente — impraticável. O SO abstrai a complexidade. 🗣️ Pontos orais • Cada uma das 6 funções é um capítulo da UC • Os SOs evoluíram dos anos 50 (operadores humanos) para hoje (multi-utilizador, multi-tarefa, multi-rede) ❓ Perguntas • "Quando abrem 2 aplicações ao mesmo tempo, quem decide quem corre em que momento?" • "Quando puxam uma pen USB, quem reage primeiro?" ⏱️ 10 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave: camadas A arquitectura em camadas é universal — Windows, macOS, Linux, Android, iOS. Quanto mais perto do hardware, mais privilégios e mais responsabilidade. 🗣️ Pontos orais • Kernel é o coração: é o único que pode aceder directamente ao hardware • Aplicações nunca tocam directamente no hardware — pedem ao kernel via "system calls" • Isto é o que torna possível 1 aplicação travar sem matar o sistema todo ❓ Perguntas • "Quando uma aplicação trava (não responde), porque é que o resto do sistema continua a funcionar?" • "O que aconteceria se uma aplicação pudesse aceder directamente ao disco?" ⏱️ 10 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave: o destino define o SO A escolha depende do uso. Para um servidor de partilha de ficheiros numa escola, Ubuntu Server faz mais sentido que Windows 11 Pro. 🗣️ Pontos orais • Cliente: optimizado para 1 utilizador interactivo, interface gráfica completa • Servidor: optimizado para serviços em rede, muitas vezes sem GUI (linha de comandos) • Linux domina servidores web (>70% do mundo) ❓ Perguntas • "Sabem que SO corre no servidor da escola?" • "Em que SO acham que corre o YouTube?" • "E o vosso router doméstico?" ⏱️ 10 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave Servidores funcionam 24/7. Clientes desligam-se à noite. Esta é a diferença mais visível na prática. 🗣️ Pontos orais • Servidores são "headless" (sem ecrã) — gestão via SSH ou painel web • Servidores raramente são tocados depois da instalação — daí a obsessão com estabilidade • Muitos profissionais nunca instalaram um SO servidor — esta UC dá-vos vantagem competitiva ⏱️ 8 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 R1 do referencial. Aqui passamos da teoria à prática. ⏱️ 2 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave: capacity planning Subdimensionar é dos maiores erros em pequenas empresas. Comprar PC com 4GB RAM em 2026 é desperdício. 🗣️ Pontos orais • TPM 2.0 do Windows 11 deixou muitos PCs antigos para trás — verificar antes de comprar • Disco SSD vs HDD: SSD é 5-10× mais rápido a arrancar, vale o investimento • Verificar compatibilidade no site do fabricante antes ⏱️ 8 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave: firmware O firmware é software gravado no chip da motherboard. Não desaparece quando o disco é formatado. 🗣️ Pontos orais • BIOS é a versão antiga (antes 2010); UEFI substitui-o • UEFI permite: GUI com rato, discos > 2TB (via GPT), Secure Boot, boot mais rápido • Algumas máquinas têm "Fast Boot" — desativa para conseguir entrar no BIOS ❓ Perguntas • "Sabem qual a vossa motherboard? Conseguem ir ao BIOS?" • "Acham seguro deixar o boot do USB activo permanentemente?" 💡 Pedagógica Levar os alunos a explorar o BIOS de uma máquina da sala (sem alterar configurações destrutivas). Aprende-se muito a navegar. ⏱️ 12 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave: partição = caixa Cada partição é uma "caixa" no disco. Pode haver várias. Cada uma pode ter um sistema de ficheiros diferente — daí ser possível dual-boot (Windows + Linux no mesmo disco). 🗣️ Pontos orais • MBR está a ser substituído por GPT — instalações novas em UEFI usam GPT • Sistema de ficheiros não é igual ao SO: posso ter Linux a ler NTFS • Para pen USB de transporte universal: exFAT (sem limites práticos) ❓ Perguntas • "Porque é que uma pen USB FAT32 não consegue guardar um filme de 6 GB?" • "Como teriam Linux e Windows na mesma máquina?" ⏱️ 12 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 R1 do referencial · workflow operacional Os 8 passos são universais. Detalhes mudam conforme SO. 🗣️ Pontos orais • ISO = imagem de disco. Não se copia para o USB — escreve-se com Rufus, Ventoy ou dd. • Ventoy é uma maravilha: instalas uma vez no USB, depois copias .iso à vontade • Remover USB ANTES do primeiro reboot evita entrar de novo no instalador ⏱️ 12 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave Modernamente, plug-and-play funciona em 90% dos casos. Mas placas gráficas modernas (NVIDIA, AMD) precisam de drivers do fabricante para máxima performance. 🗣️ Pontos orais • Linux tem 90% dos drivers no próprio kernel — daí a maioria do hardware "simplesmente funcionar" • Windows: depois de instalar, executar Windows Update várias vezes garante drivers actualizados ⏱️ 8 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 R2 do referencial · gestão de dispositivos é literal aqui 🗣️ Pontos orais • Demonstrar AO VIVO: conectar uma pen USB, ir ao Device Manager, ver aparecer • Mostrar como desactivar/reactivar dispositivo (útil para diagnóstico) • Em Linux: `dmesg` mostra logs do kernel ao conectar dispositivos ⏱️ 10 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave: separation of duties Modelo herdado dos mainframes (anos 60-70). UNIX e Windows NT (1993) adoptaram-no. 🗣️ Pontos orais • Macs/iPhones forçam isto: aplicações pedem senha para alterações sensíveis • Linux: `sudo` é a forma controlada de elevar privilégios temporariamente • Windows: User Account Control (UAC) — janela amarela a pedir confirmação ❓ Perguntas • "A conta principal do vosso PC é administrador ou standard?" • "É boa prática? Porquê (ou porque não)?" ⏱️ 10 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave: gestão por papéis (RBAC — Role-Based Access Control) Princípio dominante em sistemas empresariais. 🗣️ Pontos orais • Active Directory (Windows) e LDAP (Linux/Unix) implementam isto em rede • Cada escola/empresa tem o seu próprio "directório" — quem é quem, em que grupos ⏱️ 8 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave: ACL vs UNIX permissions UNIX é simples (9 bits) mas suficiente para 80% dos casos. Windows é mais granular mas mais difícil de auditar. 🗣️ Pontos orais • Linux: `chmod 755` é equivalente a rwxr-xr-x (proprietário tudo, resto leitura+execução) • Convenções: pastas precisam de "execute" para abrir; ficheiros não • Windows: ACLs herdam de pastas-pai, mas podem ser sobrepostas ❓ Perguntas • "Que permissão deve ter o /etc/passwd no Linux?" • "Pode um ficheiro ser executável sem ser legível?" 💡 Pedagógica Exercício: criar dois utilizadores, transferir ficheiros entre eles, alterar permissões. Funciona melhor em VM. ⏱️ 12 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave: stack TCP/IP Estes 4 valores (IP, máscara, gateway, DNS) são o mínimo para uma máquina comunicar na rede. 🗣️ Pontos orais • Em casa: 99% das máquinas usam DHCP — o router atribui automaticamente • Em servidores: IP estático sempre, para que clientes encontrem • DNS pode ser do router, do ISP (operador), ou público (8.8.8.8 Google, 1.1.1.1 Cloudflare) ⏱️ 10 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave: file sharing protocols SMB (Windows) e NFS (Unix) são os protocolos clássicos de partilha. SSH/SFTP é mais moderno e seguro. 🗣️ Pontos orais • Em ambientes pequenos: nuvem é mais simples • Em ambientes médios/grandes: servidor local (NAS) com SMB ou SFTP • Nunca expor SMB directo à internet — sempre VPN ou firewall restrito ⏱️ 8 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Conceito-chave: security baseline Estes são os mínimos. Servidores expostos à internet precisam de muito mais (SSH com chaves, fail2ban, monitorização, etc.). 🗣️ Pontos orais • Windows: Defender é HOJE comparável a antivírus pagos • Linux: malware é raro mas não nulo — ClamAV ou rkhunter em servidores • Encriptação de disco protege em caso de roubo/perda do equipamento ⏱️ 10 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Síntese Os 5 nós cobrem as 3 realizações: Fundamentos+Instalação (R1), Periféricos+Utilizadores (R2), Rede+Segurança (R3). ⏱️ 8 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Continuação curricular Esta UC é o alicerce. Quem dominar bem aqui está preparado para Cisco CCNA, Microsoft 365, AWS, qualquer infraestrutura. 🗣️ Pontos orais • VirtualBox no PC de casa = laboratório pessoal para a vida toda • Próxima recomendação: tentar instalar 3 SOs diferentes em VMs até final do mês ⏱️ 8 min

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Q&A final · partilha de experiências de instalação. ⏱️ 5-10 min