NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: no Fusing a forma nasce dentro do forno, com temperatura e tempo, não com a mão a moldar vidro quente.
- Erro comum: confundir Fusing com vitral ou com vidro soprado só porque "também é vidro". São processos diferentes, com riscos diferentes.
- Exemplo: mostrar lado a lado um vitral (linhas de chumbo visíveis), uma peça soprada (assimetrias de sopro) e uma peça fundida (superfície contínua e lisa).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: rigor e organização não são "extras", são atitudes avaliadas tal como a técnica.
- Pergunta à turma: que acontece a uma peça se perdermos a ficha técnica que dizia o COE do vidro usado? (fica impossível garantir compatibilidade numa futura peça de conjunto).
- Exemplo/analogia: as quatro fases são como uma receita de cozinha: cada etapa depende da anterior estar bem feita.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: "vidro de arte" não é luxo, é garantia de compatibilidade certificada de fábrica.
- Erro comum: usar vidro float encontrado numa obra por ser "gratuito", sem saber o COE.
- Exemplo: mostrar uma amostra de frit fino, médio e grosso lado a lado, para a turma ver a diferença de textura final.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta é A regra que atravessa toda a UC: vai voltar na montagem, no forno e no controlo final.
- Erro comum: pensar que "se saiu bem do forno, está tudo bem". A quebra por COE é diferida, não imediata.
- Exemplo/analogia: é como duas ligas metálicas com dilatação diferente soldadas juntas: funcionam à temperatura de trabalho e partem-se ao arrefecer de forma desigual.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: interpretar informação técnica é uma aptidão avaliada, não um passo informal.
- Pergunta: porque é que uma peça pensada para ser vista de perto usa detalhe diferente de um painel de arquitetura visto a metros de distância?
- Exemplo: mostrar um esboço à escala real ao lado da peça acabada correspondente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: sem ficha técnica, quem corta e quem programa o forno têm de adivinhar. É a base de toda a rastreabilidade.
- Erro comum: começar a cortar vidro "de memória" sem registar o COE usado.
- Exemplo/analogia: é a "receita" que qualquer colega da equipa consegue seguir sem perguntar nada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: riscar mais do que uma vez na mesma linha enfraquece a fratura, não reforça.
- Erro comum: tentar recortar uma curva apertada de uma só vez em vez de por mordidas sucessivas.
- Exemplo: demonstrar ao vivo um corte reto e uma curva, comparando o resultado das duas técnicas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: verificar arestas é uma questão de segurança, não de estética.
- Erro comum: alunos que tocam com a polpa do dedo por hábito para "sentir se está afiado". Corrigir de imediato.
- Pergunta à turma: porque é que rebarbar antes da montagem também ajuda no resultado final da fusão, não só na segurança?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: é um critério de desempenho explícito da UC: minimizar bolhas de ar no empilhamento.
- Erro comum: empilhar duas formas idênticas exatamente sobrepostas, criando uma bolsa fechada.
- Exemplo/analogia: pensar no empilhamento como uma pirâmide de cartas: cada camada tem de deixar "portas" para o ar sair.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: "não compatível" para metais significa mesmo não incluir, não é uma questão de gosto estético.
- Erro comum: incluir um objeto metálico decorativo qualquer "porque fica bonito". Racha ao arrefecer.
- Exemplo: mostrar uma amostra com dicroico e explicar porque muda de cor ao rodar a peça na luz.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: refazer esta conta com a turma no quadro, unidade a unidade.
- Erro comum: esquecer de converter cm para m antes de multiplicar (dá um erro de ordem de grandeza).
- Pergunta: e se a peça tivesse 3 lâminas de 3 mm (9 mm)? Recalcular a massa por área e o total.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o forno de fusão não é um forno doméstico "ligado até estar pronto": é programado ao minuto e ao grau.
- Erro comum: assumir que todos os fornos de fusão funcionam da mesma forma que um forno de cerâmica comum.
- Exemplo: mostrar o interior de um forno real, apontando prateleira, prumos e resistências.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: associar cada segmento ao defeito que evita, não decorar a sequência às cegas.
- Pergunta: o que aconteceria se saltássemos diretamente da subida inicial para o full fuse, sem bubble squeeze?
- Exemplo/analogia: um programa de queima é como uma receita com tempos de forno diferentes por fase: não se "acelera" uma fase de levedura.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os intervalos são de referência do fabricante: sempre confirmar na ficha técnica do vidro em uso.
- Erro comum: confundir tack fuse com "fusão a menos", quando é uma escolha estética deliberada.
- Exemplo: mostrar duas peças iguais, uma em tack fuse (relevo visível) e outra em full fuse (lisa), lado a lado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a relação é com o QUADRADO da espessura, porque o calor demora um tempo proporcional ao quadrado da distância até sair do núcleo.
- Erro comum: usar o mesmo tempo de recozimento para todas as espessuras "porque já resultou antes" numa peça mais fina.
- Exemplo: refazer com a turma o cálculo para 9 mm (fator 1,5 → tempo ×2,25 → 67,5 min; rampa 110/2,25 ≈ 48,9°C/h).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada valor deste ciclo vem de uma regra explicada nos slides anteriores: nada é arbitrário.
- Erro comum: começar o patamar de recozimento mesmo à temperatura de fusão, sem passar pelo arrefecimento rápido primeiro.
- Pergunta: porque paramos o arrefecimento rápido a 50°C ACIMA do ponto de recozimento, e não exatamente nele?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o objetivo é a FORMA, não a fusão de camadas: a temperatura fica sempre abaixo do full fuse.
- Erro comum: usar temperatura de full fuse "para garantir" no slumping: deforma a peça e espalha a decoração.
- Exemplo: mostrar um molde côncavo (prato) e um convexo, explicando a diferença de resultado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: lixar sempre com água corrente, nunca a seco: a poeira fina de vidro é prejudicial se inalada.
- Erro comum: saltar grãos da sequência de lixa (ex.: ir de 120 direto a 600), o que deixa riscos visíveis.
- Exemplo: peças full fuse já saem com cantos brilhantes por tensão superficial; só arestas cortadas depois da fusão precisam de acabamento.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada defeito desta tabela liga-se diretamente a uma regra vista antes (COE, bubble squeeze, zona de devitrificação).
- Erro comum: tratar todos os defeitos como "má sorte" em vez de diagnosticar a causa concreta.
- Pergunta: uma peça com bolhas pequenas pode ser corrigida? E uma peça rachada?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: nem todo o defeito é recuperável: saber distinguir poupa tempo e material.
- Erro comum: tentar requeimar uma peça já rachada, na esperança de "colar".
- Exemplo: registar num caderno de não conformidades cada defeito e a sua causa, para não repetir.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: uma prateleira pode continuar acima dos 200°C horas depois do programa terminar.
- Erro comum: assumir que "já passou muito tempo" sem confirmar a temperatura real.
- Pergunta: porque é que abrir a porta cedo também é um risco para a PEÇA, não só para a pessoa (choque térmico)?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a proteção respiratória aplica-se às DUAS situações, aplicar e limpar, não só a uma delas.
- Erro comum: usar máscara só ao misturar o pó e tirá-la para "só raspar a prateleira", que é igualmente exposto.
- Exemplo/analogia: o pó separador comporta-se como farinha ao ser peneirada: mesmo parado no chão, ao ser tocado volta ao ar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: recapitular as duas regras-âncora da UC (COE e regra dos 6 mm) antes de avançar para a prática.
- Erro comum: os alunos tratarem fichas e projeto como "extra" em vez de aplicação direta destas duas regras.
- Exemplo/analogia: encerrar com a metáfora da receita: ingredientes certos (COE), tempos certos (rampas/patamares), acabamento à mesa (lixamento/polimento).