NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: em Casting, um erro de planeamento custa muito mais tempo do que noutras técnicas, porque o ciclo de forno demora horas.
- Erro comum: começar a construir o molde sem saber ainda que vidro e que quantidade vai usar.
- Exemplo: comparar com um projeto de marcenaria, em que também se desenha antes de cortar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma para identificar, nesta tabela, as quatro realizações da UC (executar molde, preparar e aplicar vidro, cozer e desmoldar, acabamento).
- Erro comum: saltar a fase 4 (calcular) e ir direto para a fase 5. Vai ser o tema do bloco 9.
- Analogia: é uma receita de cozinha, cada fase depende do resultado da anterior.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o porquê: pó de gesso na zona do vidro contamina a fusão; pó de gesso a seco na zona de acabamento é risco respiratório.
- Erro comum: usar a mesma bancada para o gesso e para pesar o vidro.
- Pergunta à turma: porque é que a fase do forno precisa de espaço de circulação livre? (segurança contra queimaduras ao circular com peças quentes).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença: barro reutiliza-se, cera perde-se no processo. Daí o nome "cera perdida".
- Erro comum: usar barro num molde e esquecer de o manter húmido, e ele fissura antes de se fazer o molde.
- Exemplo: mostrar um modelo de cera de detalhe fino ao lado de um modelo de barro mais simples.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que este é um passo separado, com a sua própria curva, antes de sequer se pensar em colocar vidro.
- Erro comum: apressar a eliminação da cera e rachar o molde ainda frágil.
- Pergunta: porque é que a ventilação importa aqui, além do calor? (vapores da cera a queimar).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: molde aberto não precisa sempre de modelo, pode ser esculpido diretamente na mistura ainda mole.
- Erro comum: tentar fazer uma peça com relevo nas duas faces num molde aberto. Não é possível.
- Exemplo: um prato decorativo com um desenho gravado apenas no fundo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar as chaves de encaixe: sem elas, as duas metades não voltam a encaixar na posição certa.
- Erro comum: esquecer o canal de enchimento e não ter por onde introduzir o vidro depois de fechado o molde.
- Perguntar: que outra peça do dia a dia precisaria de molde e contramolde? (uma figura tridimensional fechada).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: gesso sozinho não aguenta as temperaturas do forno de Casting, precisa da sílica.
- Erro comum: confundir o barro do modelo com material da mistura refratária. São usos diferentes.
- Exemplo: mostrar um saco de mistura de gesso e sílica e a respetiva ficha técnica.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ordem: água primeiro, pó depois. Ao contrário, a mistura fica com grumos.
- Erro comum: mexer a mistura enquanto ela ainda está a hidratar, incorporando ar que vira bolha na peça final.
- Ligar já aqui ao bloco 14 (segurança): o risco do pó começa nesta fase, não só na desmoldagem.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o passo 5: retirar os teques cedo de mais deforma o molde ainda mole.
- Erro comum: não vedar bem as juntas dos teques, e a mistura líquida verte antes de endurecer.
- Perguntar: porque é que a cavidade tem de estar seca antes de receber o vidro? (humidade vira vapor no forno e provoca defeitos).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao Bloco 2: cada ferramenta vive na bancada da sua fase.
- Erro comum: deixar o martelo e as facas na bancada limpa da preparação do vidro.
- Exercício rápido: pedir à turma para associar cada ferramenta à fase em que se usa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: blocos reduzem bolhas de ar entre peças; granulado dá texturas e transparências diferentes.
- Erro comum: usar só granulado fino num volume grande, criando muitas bolhas de ar entre grãos.
- Exemplo: passar à turma amostras reais de nuggets, frit e um bloco pequeno.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a peça pode sair perfeita do forno e rachar semanas depois. A compatibilidade é uma norma de qualidade.
- Erro comum: assumir que "é tudo vidro" e misturar sem verificar o COE.
- Perguntar: porque é que separar os stocks por COE evita erros? (evita misturas por engano na pressa).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a equivalência 1 ml = 1 cm³, é o que liga o método ao cálculo de massa a seguir.
- Erro comum: medir a água a olho em vez de usar um recipiente graduado.
- Fazer a conta no quadro com a turma, devagar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: sem a margem, o vidro pode assentar abaixo do plano do molde e a peça fica incompleta.
- Erro comum: esquecer as unidades e confundir gramas com quilogramas a meio do cálculo.
- Exercício: pedir para recalcular para uma cavidade de 550 cm³ (dá 1375 g, depois 1485 g com margem).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: "curva" não é um exagero, é literalmente um gráfico temperatura/tempo que o controlador segue.
- Erro comum: pensar que basta "meter no forno e esperar", sem programar a curva.
- Perguntar: porque razão a descida na zona de recozimento é mais lenta do que a subida inicial?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a regra prática "1 hora por centímetro de espessura" para o patamar de recozimento: quanto mais grossa, mais tempo a libertar tensões.
- Erro comum: encurtar o patamar de recozimento numa peça grossa para poupar tempo de forno.
- Fazer a turma recalcular a etapa "subida lenta" se o alvo fosse 750 °C em vez de 700 °C.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: Casting demora mais do que fusing de superfície porque o vidro tem de descer e preencher volume, não só espalhar-se.
- Erro comum: acertar a quantidade e a compatibilidade mas usar uma curva genérica, ignorando a espessura real.
- Analogia: o mel frio a escorrer devagar, para descrever a viscosidade do vidro fundido.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: "frio ao toque" não é um palpite, é esperar que a curva completa termine, incluindo o arrefecimento natural.
- Erro comum: impaciência, abrir o forno antes do tempo para "ver como ficou".
- Perguntar: o que acontece a uma peça de vidro sujeita a um choque térmico? (racha, pode mesmo estilhaçar).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar sem hesitar: este é o passo mais perigoso de toda a UC, não um pormenor.
- Erro comum: achar que, como a peça já arrefeceu, o risco desapareceu. O risco aqui é o pó, não o calor.
- Ligar diretamente ao bloco 14 e às fichas: este ponto volta a aparecer nos exercícios de segurança.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esmerilar a seco não é "mais rápido e sem problema", é um risco respiratório evitável.
- Erro comum: saltar diretamente para a lixa fina sem esmerilar as rebarbas maiores primeiro.
- Exemplo: mostrar uma base de peça antes e depois do esmerilar com água.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que cada defeito tem uma causa rastreável a uma fase concreta do processo, não é "azar".
- Erro comum: repetir o mesmo erro de curva em peças seguintes por não se ter registado o que correu mal.
- Pergunta à turma: qual destes defeitos está ligado ao bloco 8 (compatibilidade)? (as fissuras).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a linha da desmoldagem: é a que reúne mais medidas, porque é o passo de maior risco.
- Erro comum: usar EPI só na fase que "parece" perigosa (o forno) e relaxar nas outras.
- Reforçar: normas de segurança e saúde no trabalho são um critério de desempenho avaliado, não um extra.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar às atitudes do referencial: rigor, sentido de organização, responsabilidade.
- Erro comum: não registar nada e depender só da memória do formando para repetir um resultado bom.
- Anunciar as fichas e o projeto: aplicar tudo isto a uma peça de raiz.
NOTAS DO PROFESSOR
- Recapitular o fluxo completo, ligando cada etapa ao bloco correspondente.
- Sublinhar outra vez o passo de maior risco (desmoldagem), porque é a nota que fica.
- Anunciar que o mini-projeto usa exatamente os mesmos cálculos e a mesma curva vistos aqui.