NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a diferença central é trabalhar com vidro sólido moído, não líquido soprado.
- erro comum: confundir Pâte de Verre com vitral (chapas coladas com chumbo) ou fusing simples de chapas.
- exemplo: mostrar fotos de peças de Décorchemont e comparar com uma peça soprada, para a turma ver a diferença de textura.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: esta sequência é o "mapa" da UC inteira; vamos percorrê-la bloco a bloco.
- pergunta: em que tipo de empresa gostariam de trabalhar com esta técnica?
- exemplo: um candeeiro de autor para um hotel é um encomenda típica de design de interiores.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as fases não são burocracia, evitam retrabalho caro em vidro e gesso.
- erro comum: começar a construir o molde sem ter fechado o desenho final.
- exemplo: pedir à turma um esboço de 3 variantes antes de escolherem a definitiva.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada fase tem o seu espaço próprio, não se misturam ferramentas de desenho com gesso molhado.
- erro comum: preparar a pasta de vidro na mesma bancada onde se desenhou, sujando o papel e o motivo.
- exemplo: percorrer a oficina real da escola e identificar cada uma destas zonas.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o corte é o que mais falta nos desenhos de principiante, e é o que define as camadas de cor.
- erro comum: desenhar só a vista de frente e descobrir só no molde que a espessura não estava definida.
- exemplo: desenhar as três vistas de uma peça simples (um losango com relevo central).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: esquecer a contração é a razão nº 1 de peças que saem mais pequenas do que o projeto.
- erro comum: usar sempre a mesma % de contração sem verificar a espessura e o vidro concretos.
- exemplo/analogia: é como encolher um tecido antes de coser, se não contares com o encolhimento, a peça final fica pequena.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o barro perdoa erros (pode-se corrigir), a cera é mais definitiva.
- erro comum: deixar marcas de dedos ou ferramentas no modelo, que aparecem depois na peça de vidro.
- exemplo: passar um pano húmido e uma espátula lisa no barro antes de fechar o modelo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: molde aberto = uma face só. Se a peça precisa de relevo dos dois lados, não chega.
- erro comum: escolher um molde aberto para uma peça oca ou com duas faces trabalhadas.
- exemplo: um prato decorativo é o exemplo clássico de molde aberto.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a chaveta é o detalhe técnico que garante que as duas metades encaixam sempre da mesma forma.
- erro comum: fazer chavetas simétricas, que permitem montar o molde ao contrário sem dar por isso.
- exemplo: mostrar um molde de duas peças real (ou fotografia) e apontar as chavetas.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a proporção água/pó não é ao critério do aluno, define a resistência final do molde.
- erro comum: despejar a água sobre o pó em vez do pó sobre a água, o que dá grumos.
- exemplo: fazer a pesagem em conjunto na bancada, com balança e proveta.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: este aviso volta no bloco da desmoldagem, é o momento de maior exposição de toda a UC.
- erro comum: dosear os pós secos sem máscara "só desta vez porque é rápido".
- exemplo: mostrar a ficha de segurança (FDS) da sílica cristalina, se disponível na oficina.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a compatibilidade é sobre física do material (expansão térmica), não sobre a cor visual.
- erro comum: assumir que dois vidros da mesma cor são automaticamente compatíveis.
- exemplo: mostrar duas fritas com etiquetas de COE diferente, lado a lado.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a granulometria é uma escolha estética E técnica, condiciona também o tempo de fusão.
- erro comum: usar só uma granulometria em toda a peça e obter uma superfície pouco interessante.
- exemplo: peneirar uma amostra de frita em conjunto e classificar os grãos pelas classes da tabela.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nem seca (não compacta) nem escorrida (desmorona ao preencher o molde), o ponto certo aprende-se ao toque.
- erro comum: adicionar todo o líquido de uma vez em vez de ir juntando aos poucos.
- exemplo: fazer duas amostras, uma seca e uma escorrida, para a turma sentir a diferença ao tato.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: compactar mal deixa bolhas que só se veem depois de cozido, já é tarde para corrigir.
- erro comum: aplicar todo o vidro de uma vez, sem respeitar a ordem das camadas.
- exemplo: fazer o exercício de repartição de pesos no quadro antes de ir à bancada.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: uma fissura por incompatibilidade pode só aparecer dias depois, dá a falsa sensação de que "correu bem".
- erro comum: misturar restos de vidro de origem desconhecida "porque a cor combina".
- exemplo: mostrar uma peça (foto) fissurada por incompatibilidade de COE.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estes quatro parâmetros ligam-se todos na curva térmica do bloco seguinte.
- erro comum: apressar a secagem do molde para ganhar tempo, e pagar isso na cozedura.
- exemplo: comparar o som de bater num molde seco e num molde ainda húmido (som mais "surdo").
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a subida é sempre mais lenta no início (choque térmico) e mais rápida depois.
- erro comum: pensar que "mais depressa é sempre melhor", quando é o oposto na fase de arrefecimento até ao recozimento (rápido) mas lento depois.
- exemplo: desenhar a curva num gráfico temperatura/tempo no quadro, com os alunos a indicar as fases.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: fazer a conta de cada fase com a turma, ex. (150−20)÷60=2,17h=2h10.
- erro comum: esquecer o arrefecimento livre no cálculo do tempo total do forno até se poder desmoldar.
- exemplo: comparar esta curva com a de uma UC de vitral/fusing, se a turma já viu, para ver as diferenças.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nem sempre "mais fundido" é melhor, a textura granulada pode ser o efeito pretendido.
- erro comum: prolongar o patamar "para garantir" e perder a textura que se queria manter.
- exemplo: comparar (fotografias) uma peça sinter fuse e uma full fuse do mesmo motivo.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: repetir este aviso sempre que a turma se aproxima da fase de desmoldagem, não basta dizer uma vez.
- erro comum: "só um bocadinho sem máscara" para acabar mais depresso.
- exemplo: demonstrar a técnica de desmoldar do exterior para o interior, sem bater no vidro.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o corte húmido não é opcional, reduz o pó de vidro e evita sobreaquecer a peça.
- erro comum: esmerilar a seco "porque é mais rápido".
- exemplo: mostrar a sequência de grãos de lixa (grosso a fino) numa peça real.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: "bonita" não é sinónimo de "conforme"; uma peça pode estar bonita e fora de escala.
- erro comum: pular o controlo formal e confiar só na impressão visual geral.
- exemplo: usar o desenho original como checklist ao lado da peça acabada.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: registar o processo é o que permite a um colega repetir uma peça com sucesso, semanas depois.
- erro comum: tratar o registo como papelada dispensável.
- exemplo: preencher em conjunto uma ficha de processo simples para a peça da turma.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: pedir à turma para recontar o fluxo completo de memória, do esboço ao controlo final.
- erro comum: memorizar os blocos separados sem perceber que formam um processo contínuo.
- exemplo/analogia: o fluxo é como uma receita de cozinha, cada fase mal feita compromete a seguinte.