NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a escolha do suporte não é indiferente, condiciona a técnica e o resultado da cozedura.
- Erro comum: tratar todos os vidros da mesma forma. Um vidro texturado pinta-se pela face lisa, salvo intenção contrária.
- Exemplo: comparar ao tato uma amostra de float com uma de catedral e discutir onde a grisalha "pega" melhor.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à aptidão "analisar o suporte a pintar", que é avaliada em todos os projetos.
- Erro comum: só reparar numa fissura depois de pintar a peça toda. Verificar sempre à luz rasante antes.
- Perguntar à turma: porque é que a espessura irregular muda o tempo de cozedura? (massa térmica diferente).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o cartão à escala real evita surpresas de proporção na hora de pintar.
- Erro comum: começar a pintar sem cartão definitivo, "compondo" já sobre o vidro. Aumenta o desperdício.
- Exemplo: mostrar o percurso de um vitral simples, do esboço ao cartão final.
NOTAS DO PROFESSOR
- Analogia: a composição formal é o "esqueleto", a cromática é a "pele". Ambas têm de funcionar juntas.
- Erro comum: escolher cores só pelo efeito individual, sem testar a combinação na peça.
- Exercício rápido: dado um motivo simples, a turma propõe duas paletas de cor diferentes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar já aqui: as quatro famílias NUNCA se cozem à mesma temperatura nem pela mesma ordem à toa.
- Erro comum: tratar "tinta de vidro" como um produto único. São quatro materiais distintos.
- Exemplo: mostrar amostras cozidas das quatro famílias lado a lado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a regra do pincel exclusivo para o amarelo de prata; é a origem de muitas peças estragadas.
- Erro comum: aplicar amarelo de prata na mesma face da grisalha. Fica no verso.
- Pergunta: porque é que a cor final do amarelo de prata varia entre peças? (concentração e curva de cozedura).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: lustres por último não é convenção arbitrária, é porque fundem à temperatura mais baixa das quatro famílias.
- Erro comum: aplicar esmalte por cima de uma zona já com lustre. Muda a ordem e estraga o lustre.
- Exemplo: mostrar um lustre "queimado" por cozedura excessiva ao lado de um bem conseguido.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ordem: pó primeiro, depois aglutinante, diluir por último e aos poucos.
- Erro comum: juntar todo o diluente de uma vez. A pasta fica rala e perde-se controlo da textura.
- Exemplo: fazer a conta na aula com outra quantidade de pó, mantendo a mesma proporção 5:1.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: nunca testar a consistência diretamente na peça final.
- Erro comum: usar a mesma diluição para traço e para matização. São propositadamente diferentes.
- Exercício: pedir à turma que descreva, em palavras, a diferença de textura entre "espessa" e "fluida".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: nem todos os líquidos servem para todas as tintas. Grisalha usa água/vinagre; medium a óleo é típico de esmaltes.
- Erro comum: misturar diluente à base de água com um medium à base de óleo. Não emulsiona.
- Exemplo: mostrar uma pasta que "coalhou" por diluição errada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o registo das proporções: é o que permite reproduzir uma cor ou textura numa peça maior.
- Erro comum: reidratar uma pasta seca com água quando foi feita a óleo. Não volta a homogeneizar.
- Ligar à atitude "rigor": diluir sem medir é a origem de peças inconsistentes numa série.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: armazenar mal é desperdiçar material caro e comprometer a próxima peça.
- Erro comum: guardar a pasta diluída sem tapar. Seca ou contamina-se com poeira em poucas horas.
- Exemplo: comparar um pote de grisalha etiquetado e fechado com um sem etiqueta, "misterioso".
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à atitude "sentido de organização" do referencial.
- Erro comum: guardar tintas e alimentos/bebidas no mesmo espaço. Nunca.
- Perguntar: quem consulta a ficha de segurança de um material, e quando? (antes de o manusear pela primeira vez).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o pincel certo poupa retrabalho, o pincel errado obriga a corrigir depois.
- Erro comum: usar o mesmo pincel para traço e matização sem lavar entre técnicas.
- Exemplo: pedir à turma que trace a mesma linha com uma pena e com um pincel chato, e comparar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à atitude "destreza" do referencial: é treinável, não é dom.
- Erro comum: comprar pincéis caros e não lhes dar cuidado nenhum. O cuidado conta mais que o preço.
- Exercício: dedicar 10 minutos só a exercícios de linha fina antes de avançar para a peça.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a limpeza não é um pormenor, é a causa mais comum de tinta a "fugir" da superfície.
- Erro comum: pegar na peça pelo meio depois de limpa. Manusear sempre pelas bordas.
- Exemplo: mostrar uma zona onde a grisalha não pegou por causa de uma dedada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao critério de desempenho "cumprindo as especificações técnicas do projeto".
- Erro comum: começar a pintar com pressa, sem confirmar o alinhamento do cartão.
- Perguntar: o que se faz se, a meio do traço, se deteta um erro? (raspar enquanto fresco, nunca cozer o erro).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o traçado define a "estrutura" que tudo o resto respeita. Erro aqui propaga-se à peça toda.
- Erro comum: mão sem apoio, linha trémula. Praticar sempre com o pulso apoiado.
- Exemplo: fazer a turma treinar linhas retas e curvas em amostras antes de tocar na peça de projeto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esponjado não substitui traço, são efeitos diferentes na mesma peça.
- Erro comum: esponja demasiado húmida, a tinta escorre em pingos. Escorrer o excesso antes de aplicar.
- Exemplo: mostrar um céu de vitral feito só com esponjado, sem uma única linha traçada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: menos é mais, várias passagens finas dão melhor resultado que uma carregada.
- Erro comum: repassar sobre tinta já a secar. Cria marcas visíveis depois da cozedura.
- Exemplo: mostrar um enchimento com "linhas de junção" ao lado de um uniforme.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar explicitamente à composição formal do Bloco 2: friso e cercadura são decisões de composição, não só de técnica.
- Erro comum: espaçamento irregular no módulo repetido, salta à vista mesmo à distância.
- Exercício: desenhar no caderno um módulo de friso e repeti-lo cinco vezes com régua.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta tabela é o eixo da UC inteira, volta nas fichas e no projeto com os mesmos valores.
- Erro comum: cozer o amarelo de prata antes da grisalha de traço. A ordem inverte-se e a peça estraga-se.
- Exemplo: perguntar porque não se pode "recozer" a grisalha a 650°C depois de já ter esmalte aplicado (o esmalte funde e escorre).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a descida é tão crítica como a subida. Muitas peças partem no arrefecimento, não na subida.
- Erro comum: abrir o forno antes de atingir a temperatura ambiente. Choque térmico parte a peça.
- Exemplo: mostrar o gráfico de uma curva de forno típica (subida, patamar, descida) num software ou ficha técnica.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta tabela usa a MESMA taxa (150°C/h) e os MESMOS intervalos do Bloco 11. Coerência entre blocos.
- Erro comum: esquecer de subtrair a temperatura ambiente, calculando só temperatura-alvo/taxa.
- Exercício: refazer a conta para uma taxa de subida mais lenta (ex.: 100°C/h), para peças mais espessas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar de volta ao Bloco 1: espessura e planeza do suporte condicionam diretamente a curva de cozedura.
- Erro comum: usar sempre a mesma curva "que sempre funcionou", ignorando uma peça mais espessa.
- Pergunta: porque é que uma peça mais espessa precisa de subida mais lenta? (gradiente térmico interno maior, risco de choque).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: nem todo o defeito é recuperável. Saber distinguir poupa tempo e material.
- Erro comum: tentar corrigir tudo com mais uma cozedura, sem perceber se a causa é reversível.
- Exemplo: mostrar lado a lado uma peça com bolha (defeito de tinta mal misturada) e uma com lustre queimado (defeito de curva).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar às atitudes "responsabilidade" e "respeito pelas regras e normas definidas" do referencial.
- Erro comum: tratar o EPI como opcional em tarefas "rápidas". Aplica-se sempre, sem exceção.
- Perguntar à turma: em que ponto do processo, desde a preparação de tintas até à cozedura, é que o EPI muda? (máscara na preparação de pós, avental e luvas térmicas no forno).