NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a recolha é sempre supervisionada; o assistente não decide sozinho o que é ou não é espólio.
- erro comum: misturar material de duas UEs no mesmo saco "para poupar tempo". Isto destrói a informação de contexto.
- exemplo: comparar com um arquivo de documentos, um papel sem data nem origem perde metade do valor.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o que se lava e o que não se lava é uma decisão técnica, nunca automática.
- erro comum: lavar um metal corroído no campo e acelerar a corrosão ativa.
- exemplo/analogia: a ficha de campo é como o registo de cadeia de custódia numa investigação, sem ela perde-se a rastreabilidade.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o tipo de depósito condiciona toda a leitura cronológica e funcional do achado.
- erro comum/pergunta: perguntar à turma, "se um fragmento de cerâmica romana aparece numa camada medieval, o que aconteceu?" Resposta: provável deposição secundária.
- exemplo: um rio que arrasta material de uma camada mais antiga para outra mais recente é um caso clássico de depósito secundário.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um depósito fechado dá cronologia coesa, um depósito aberto exige mais cautela na interpretação.
- erro comum: tratar todos os depósitos como fechados só porque estão bem definidos no terreno.
- exemplo/analogia: um poço entulhado de uma só vez é um depósito fechado clássico, um silo reutilizado durante séculos é um depósito aberto.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a matriz de Harris regista relações, não medidas, por isso funciona mesmo em sítios com estratigrafia irregular.
- erro comum: confundir profundidade absoluta com antiguidade relativa, num terreno inclinado isso engana.
- exemplo: desenhar no quadro uma matriz simples de três UEs sobrepostas e pedir à turma para a interpretar.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: este é um critério de desempenho avaliado, não um detalhe opcional.
- erro comum/pergunta: perguntar, "porque é que a cota Z é tão importante como as coordenadas X e Y?" Resposta: sem ela perde-se a posição estratigráfica.
- exemplo/analogia: é como registar a morada completa de uma casa, sem o número da porta a rua não chega.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o lítico não é "só pedra", é tecnologia com passos identificáveis.
- erro comum: confundir núcleo (o bloco de onde se retiram lascas) com lasca (o produto retirado).
- exemplo: mostrar imagens de um núcleo e das lascas correspondentes lado a lado.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a traceologia liga o objeto à sua função real, e não apenas à sua forma.
- erro comum: classificar uma peça só pela forma, sem registar as medições que permitem comparações futuras.
- exemplo/analogia: a traceologia é como ler o desgaste da sola de um sapato para adivinhar como o dono caminha.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a cor da pasta é um indicador direto do tipo de cozedura, não do tipo de argila.
- erro comum: misturar fragmentos de recipientes diferentes na mesma unidade de registo sem verificar colagens.
- exemplo: mostrar um fragmento de bordo, um de fundo e um de asa, e pedir à turma para identificar de que zona do recipiente vêm.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: irisação não é decoração original, é alteração do material ao longo do tempo.
- erro comum: manusear vidro irisado com força, o que faz a camada superficial descamar.
- exemplo/analogia: comparar a irisação a uma mancha de óleo na água, um fenómeno ótico de camadas finas.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: fundição e martelagem deixam marcas técnicas diferentes e reconhecíveis na peça.
- erro comum: presumir que toda a peça metálica antiga foi fundida, muitas foram forjadas.
- exemplo: mostrar uma peça fundida (com costura de molde visível) ao lado de uma martelada.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: metais com corrosão ativa não são o único grupo com condições próprias, vidro instável e orgânicos encharcados também as têm; mas os metais têm o intervalo mais baixo e mais exigente de controlar.
- erro comum: guardar metais com corrosão ativa na humidade geral da reserva, sem contentor estanque nem sílica gel condicionada.
- exemplo/analogia: a doença do bronze é como uma ferrugem que não para sozinha, precisa de condições controladas para estabilizar.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: osteologia é a base comum, antropologia biológica e arqueozoologia aplicam-na a humanos e a fauna, respetivamente.
- erro comum: contar cada fragmento de osso como um indivíduo, quando o correto é calcular o NMI por porção não repetível e por espécie.
- exemplo/analogia: o NMI é como contar sapatos esquerdos e concluir o número mínimo de pessoas, não o número de sapatos.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a decisão de lavar ou não um osso depende sempre do seu estado de conservação.
- erro comum: usar escova dura ou água a jato, que apaga marcas de corte finas.
- exemplo: mostrar fotografias de marcas de corte visíveis a olho nu e ao microscópio.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada tipo de resto botânico tem o seu método de recolha próprio, não se recolhe tudo da mesma forma.
- erro comum: ignorar amostras de sedimento por parecerem "só terra", quando escondem pólenes; ou tentar flutuar uma amostra destinada à análise polínica.
- exemplo/analogia: a flutuação é como peneirar areia à procura de pepitas de ouro, mas as pepitas são sementes e carvões carbonizados.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os fosfatos complementam a leitura do sítio quando o espólio material é escasso.
- erro comum: recolher amostras de forma aleatória em vez de seguir a grelha sistemática, o que impede comparações fiáveis.
- exemplo: mostrar um mapa de calor de fosfatos de um sítio, com uma zona clara de concentração.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: reversibilidade é o princípio de ouro da conservação; é a camada de base de Paraloid B-72 que a garante, não a tinta em si.
- erro comum: marcar diretamente sobre a superfície sem camada de base reversível, ou usar corretor ou verniz de unhas.
- exemplo/analogia: a sigla é o "número de identificação civil" da peça, tem de ser único e nunca reatribuído.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a dupla marcação é uma rede de segurança contra a perda de identidade da peça.
- erro comum: escrever a etiqueta com caneta comum, que desbota ou mancha o papel ao longo dos anos.
- exemplo: mostrar uma etiqueta antiga ilegível ao lado de uma escrita corretamente em papel neutro.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: todos os campos são igualmente obrigatórios, uma ficha só com "material" e "sigla" não serve.
- erro comum: preencher a ficha de memória, dias depois da recolha, em vez de no momento da inventariação.
- exemplo: preencher em conjunto uma ficha completa a partir de uma peça fictícia trazida pelo professor.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o digital é uma camada adicional de organização, a qualidade dos dados de partida é que decide tudo.
- erro comum: introduzir dados no software sem verificar a sigla e a proveniência da ficha original.
- exemplo/analogia: o software é como uma biblioteca digital, só é útil se os livros estiverem bem catalogados à entrada.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a tipologia compara sempre com sequências já publicadas, não se inventa do zero.
- erro comum: classificar uma peça isolada sem comparar com paralelos conhecidos.
- exemplo: mostrar duas peças de tipologia semelhante mas de sítios diferentes e discutir o que têm em comum.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nenhum método de datação funciona isoladamente, todos precisam de ser cruzados com o contexto estratigráfico.
- erro comum/pergunta: perguntar, "porque não datamos sempre por C14 e pronto?" Resposta: só serve para material orgânico, tem margem de erro e pode sofrer o efeito da idade da madeira.
- exemplo/analogia: a datação absoluta é como afinar um relógio, a estratigrafia diz a ordem dos acontecimentos, o C14 aproxima o ano.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a amostragem para análise laboratorial é uma decisão técnica ponderada, não se corta um pedaço de qualquer peça.
- erro comum: confundir análise química (composição) com análise morfológica (forma e tipologia).
- exemplo: mostrar como uma análise de resíduos num fragmento cerâmico pode revelar que tipo de alimento lá esteve guardado.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: esta tabela resume a aptidão mais transversal da UC, ligar sempre material a técnica.
- erro comum: aplicar traceologia a cerâmica ou metalografia a lítico, cada material tem o seu conjunto de métodos.
- exemplo/analogia: é como escolher a ferramenta certa numa caixa, a chave de fendas não substitui a chave inglesa.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o EPI muda consoante a tarefa, não é um kit único para todo o trabalho.
- erro comum: usar produtos químicos de conservação sem luvas nem ventilação, "porque é só um bocadinho".
- exemplo: percorrer com a turma os EPI necessários para três tarefas distintas, escavar, limpar cerâmica e aplicar um produto de conservação.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: segurança e proteção ambiental não são temas à parte, cruzam-se em quase todas as tarefas da UC.
- erro comum: descartar solventes ou produtos de limpeza no esgoto comum ou no próprio sítio.
- exemplo/analogia: um sítio arqueológico é uma cena a preservar, tal como uma cena de crime, contaminar o solo destrói prova para sempre.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o assistente circula entre entidades públicas e privadas ao longo da carreira, as competências são transversais.
- erro comum: pensar que o trabalho é só de campo, o gabinete (inventário, análise, catalogação) é metade da profissão.
- exemplo: pedir à turma para nomear museus ou empresas de arqueologia que conheçam na sua região.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estas atitudes são avaliadas ao longo da UC, não são um capítulo isolado no fim.
- erro comum/pergunta: perguntar, "porque é que sentido crítico e cooperação aparecem juntos?" Resposta: em equipa, discordar com rigor e respeito é essencial.
- exemplo/analogia: uma escavação é como uma orquestra, cada instrumento tem autonomia mas segue a mesma partitura.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: este fluxo é o fio condutor de toda a UC, vale a pena revê-lo antes das fichas e do projeto.
- erro comum: tratar cada etapa como independente, quando na prática formam uma cadeia contínua.
- exemplo/analogia: é como uma linha de montagem, uma peça mal identificada no início nunca "se acerta" sozinha mais à frente.