NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o assistente nunca decide sozinho, trabalha sempre sob orientação científica.
- Erro comum: pensar que "assistente" é um cargo menor. É uma função técnica com responsabilidade própria.
- Pedir à turma exemplos de entidades da sua região que empregam arqueólogos e assistentes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: chamar DGPC à entidade atual. A designação mudou, hoje é Património Cultural, I.P.
- Pergunta à turma: porque é que os achados não pertencem a quem os encontra?
- Exemplo: um particular que encontra uma moeda romana no seu terreno tem de a reportar, não pode vendê-la.
NOTAS DO PROFESSOR
- Distinguir claramente prospeção de escavação: é o erro conceptual mais comum de início de curso.
- Analogia: prospetar é como fazer um raio-x antes de operar, não substitui a operação, orienta-a.
- Exemplo: antes de uma autoestrada, toda a faixa é prospetada primeiro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma justificar, para um caso dado, qual metodologia escolheria e porquê.
- Erro comum: aplicar sempre a mesma metodologia por rotina, sem avaliar o contexto.
- Ligar à aptidão do referencial: selecionar metodologias para identificação do subsolo arqueológico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: confundir seletiva com sistemática. Seletiva escolhe zonas, sistemática cobre tudo.
- Enfatizar que estas modalidades se combinam entre si num mesmo projeto.
- Pergunta: porque é que a prospeção seletiva pode deixar sítios por descobrir?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma desenhar um esquema de transecto no caderno, com espaçamento e norte.
- Erro comum: não registar a visibilidade, tornando a ausência de achados ambígua.
- Exemplo: campo arado depois da chuva mostra muito mais do que um prado com erva alta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a lógica: cada propriedade física do solo é sensível a um tipo de estrutura.
- Erro comum: achar que um só método geofísico "vê tudo". Nenhum vê.
- Exemplo: georadar (eletromagnético) revela o traçado de muros de uma villa romana antes de escavar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Segurança: um equipamento cravado no solo sem verificar infraestruturas é um risco grave.
- Perguntar à turma que profissão fora da arqueologia também usa geofísica (engenharia civil, geologia).
- Ligar ao critério de desempenho: selecionar metodologias para identificação do subsolo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar que esta UC dá só uma primeira abordagem; a especialização exige formação extra.
- Erro comum: achar que basta saber mergulhar para fazer arqueologia subaquática.
- Exemplo: naufrágios e portos antigos são localizados por sonar antes de qualquer mergulho.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: confundir as três etapas. Fazer a turma associar cada uma a um exemplo concreto.
- Exemplo: parque eólico com traçado desviado para poupar um sítio de sensibilidade alta.
- Aviso: um EIA mal feito na componente arqueológica pode parar uma obra a meio.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar fotografias aéreas com marcas de vegetação sobre estruturas enterradas, se disponíveis.
- Erro comum: só procurar objetos, ignorando indicadores indiretos como o microrrelevo.
- Exercício de observação: sair ao pátio e identificar, em conjunto, pistas de ocupação antiga do terreno.
NOTAS DO PROFESSOR
- Levar exemplos físicos de fichas de registo e material de medição para a aula, se possível.
- Erro comum: subestimar o EPI por conforto ou pressa.
- Perguntar: qual destas condicionantes está mais fora do controlo da equipa? (clima).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o erro mais grave é recolher antes de registar. É irreversível.
- Erro comum: misturar sacos de unidades diferentes por falta de etiquetas prontas.
- Exemplo: uma amostra de solo para datação contaminada com terra de outra camada perde o valor.
NOTAS DO PROFESSOR
- Se possível, simular este processo em sala com terra, sacos e etiquetas.
- Erro comum: esquecer a etiqueta dentro e fora do saco, o que causa trocas.
- Ligar à realização do referencial: recolher amostras do solo para análise laboratorial.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: registar coordenadas sem indicar o sistema de referência, tornando-as ambíguas.
- Explicar que PT-TM06/ETRS89 é o sistema oficial em Portugal continental, UTM só no fuso 29N.
- Enfatizar: preencher a ficha no momento, nunca "de memória" ao fim do dia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Distribuir modelos de fichas reais (se disponíveis) para exercício prático.
- Erro comum: usar a ficha errada para o tipo de registo (ex.: registar amostra na ficha de achado).
- Pergunta: porque é que a ficha fotográfica precisa de existir à parte?
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: escrever recomendações sem as basear nos dados apresentados antes.
- Sublinhar o papel de apoio: tratar dados, organizar anexos, preparar mapas.
- Ligar à realização do referencial: elaborar relatório com achados, análises e interpretações.
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer o exemplo com a turma, ligando cada resultado à recomendação que gera.
- Erro comum: recomendar sempre "escavação total", sem ponderar o custo e a proporcionalidade.
- Perguntar: que outra recomendação seria defensável com estes dados?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer um checklist de EPI antes de qualquer saída de campo simulada.
- Erro comum: ignorar o EPI por conforto, sobretudo com calor ou pressa de tempo.
- Aviso de segurança: geofísica junto de infraestruturas enterradas exige verificação prévia.