NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um SIG não é só um mapa bonito, é uma base de dados com geometria. O mapa é a saída, não o sistema.
- Erro comum: confundir SIG com "fazer um desenho no computador". Insistir na ligação entre forma e atributo.
- Analogia: uma folha de cálculo em que cada linha sabe também "onde fica no mundo".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: mudar um atributo na tabela não move o ponto, e mover o ponto no mapa não apaga os atributos. São a mesma entidade, vista de dois lados.
- Pergunta à turma: que atributos guardariam para um fragmento de cerâmica encontrado numa sondagem?
- Exemplo: abrir a tabela de atributos de uma camada de pontos e clicar numa linha, ver o ponto a ficar selecionado no mapa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o SIG não substitui o caderno de campo, integra-o. A informação de campo é o ponto de partida.
- Erro comum: achar que SIG é só para "o técnico de informática". É ferramenta de trabalho do próprio arqueólogo.
- Exemplo: um relatório de intervenção arqueológica entregue à tutela inclui sempre plantas georreferenciadas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o trabalho de campo e o de gabinete são o mesmo fluxo, não duas tarefas separadas. O SIG é a ponte entre os dois.
- Pergunta: que entidade licencia trabalhos arqueológicos em Portugal? (Património Cultural, I.P., sucessora da extinta DGPC).
- Exemplo/analogia: pensar no projeto SIG como o "dossiê vivo" da intervenção, que cresce a cada dia de trabalho.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: vetorial guarda geometria exata (coordenadas), raster guarda uma imagem em células com um valor cada.
- Erro comum: tentar "editar" um raster como se fosse vetorial. Um raster não tem entidades individuais a selecionar, só pixels.
- Analogia: vetorial é como desenhar com um lápis sobre pontos exatos, raster é como colar um autocolante quadriculado sobre o mapa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: raster ao fundo, vetorial em cima é o padrão de trabalho de quase todo o projeto SIG em arqueologia.
- Pergunta: um achado isolado é ponto, linha ou polígono? E um muro com 8 metros de comprimento?
- Exemplo: mostrar um ortofotomapa de um sítio com as sondagens já vectorizadas como polígonos por cima.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: em Portugal continental há um só fuso UTM, o 29N. Não confundir com outros países onde o território atravessa vários fusos.
- Erro comum: misturar coordenadas PT-TM06 com coordenadas UTM 29N no mesmo projeto sem reprojetar. Os valores não são intercambiáveis.
- Exemplo: abrir as propriedades de um projeto QGIS e mostrar o sistema de coordenadas de referência (SRC) escolhido.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: WGS84 (do GPS) e ETRS89 (oficial em Portugal) são muito próximos mas não são o mesmo sistema. Declarar sempre qual se usa.
- Erro comum: importar coordenadas de um GPS sem verificar o sistema de referência de origem, e assumir que "já estão certas".
- Pergunta: porque é que os arquipélagos dos Açores e da Madeira ficam fora do âmbito do fuso 29N usado no continente?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a escolha do software não muda a lógica do SIG, vetorial continua vetorial, atributos continuam atributos. Muda a interface.
- Erro comum: pensar que "software pago é sempre melhor". Muitas instituições públicas e empresas de arqueologia trabalham só em QGIS.
- Exemplo: mostrar o mesmo ficheiro (shapefile) aberto em QGIS e, se disponível, em ArcGIS, para comparar interfaces.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a competência que se avalia é operar o software SIG e selecionar as funcionalidades certas, não decorar menus de um só produto.
- Erro comum: recusar aprender outro software "porque só sei QGIS". As ferramentas mudam, a lógica de vetorização e análise mantém-se.
- Analogia: mudar de software de SIG é como mudar de carro, o volante muda de sítio, conduzir é a mesma coisa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a ordem das camadas no painel importa, as de cima tapam as de baixo. Pontos por cima de polígonos, por exemplo.
- Erro comum: começar a vectorizar sem ativar a "edição" da camada. Nada se grava sem esse passo.
- Exemplo: abrir um projeto QGIS já preparado e percorrer cada painel com a turma.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o SRC da camada tem de bater certo com o SRC do projeto, senão as entidades aparecem no sítio errado.
- Erro comum: criar campos de atributos "à medida que aparece a necessidade", sem planear a estrutura da tabela primeiro.
- Pergunta: que campos são obrigatórios numa camada de achados arqueológicos?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: planear os campos da base de dados antes de ir para o campo poupa horas de correção depois.
- Erro comum: repetir informação em texto livre com grafias diferentes ("Idade do Ferro" numa linha, "idade ferro" noutra). Usar listas fechadas quando possível.
- Analogia: a tabela de atributos é o "caderno de campo" transformado em base de dados estruturada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: categorizar dados é uma aptidão explícita do referencial, não é um extra. Ligar sempre a exercícios de classificação.
- Erro comum: só perceber que faltam campos importantes já no fim da escavação. Rever a estrutura da base de dados com a equipa antes de começar.
- Exemplo: mostrar uma tabela de atributos "suja" (grafias inconsistentes) e a mesma tabela normalizada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o campo de ligação (ID) tem de ser exatamente igual, carácter a carácter, nas duas tabelas, senão o join falha em silêncio.
- Erro comum: importar uma tabela de coordenadas sem indicar qual coluna é X e qual é Y. O resultado fica trocado ou fora do sítio.
- Exemplo: importar uma tabela CSV com colunas id, x, y, material e criar a camada de pontos correspondente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: quantos mais pontos de controlo bem distribuídos, melhor o ajuste. Três pontos no mesmo canto da imagem dão um mau resultado.
- Erro comum: aceitar uma georreferenciação sem olhar para o erro residual reportado pelo software.
- Pergunta: porque é útil georreferenciar uma planta de escavação antiga, feita antes de existir SIG no projeto?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um ponto no SIG não é só um sinal visual, é uma coordenada exata ligada a uma linha de dados.
- Erro comum: vectorizar o ponto "a olho" sobre a base, sem confirmar a coordenada real de campo quando ela existe.
- Analogia: cada ponto é um alfinete num mapa, com uma ficha completa por trás.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o rigor na posição do ponto tem impacto direto em qualquer análise espacial feita depois (distâncias, densidade).
- Erro comum: esquecer de guardar as edições e perder o trabalho ao fechar o projeto.
- Exercício em aula: vectorizar 5 pontos de achados fictícios sobre uma base fornecida, com atributos completos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: uma linha é uma sequência ordenada de vértices, a ordem em que se clica define a forma.
- Erro comum: fechar uma linha em vez de a deixar aberta (ou vice-versa) por engano no duplo clique final.
- Exemplo: vectorizar o limite de uma vala de sondagem sobre uma fotografia aérea.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: aproveitar o cálculo automático de comprimento para conferir se a linha bate certo com a medição de campo.
- Erro comum: colocar demasiados vértices próximos, tornando a linha pesada sem ganhar rigor real.
- Pergunta: que estrutura arqueológica se representa melhor como linha do que como polígono?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a área é calculada automaticamente pelo software a partir da geometria, não precisa de ser medida à parte.
- Erro comum: deixar o polígono "aberto" sem fechar corretamente o último vértice no primeiro.
- Analogia: um polígono é como fechar um cercado, o último ponto tem de voltar ao primeiro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta combinação de pontos, linhas e polígonos é exatamente a realização "efetuar a vectorização de entidades pontuais, lineares e áreas" do referencial.
- Erro comum: usar um polígono para representar algo sem área relevante (um achado pequeno), só porque "parece mais completo".
- Exercício: vectorizar a área de uma sondagem quadrangular e conferir a área calculada contra a medição de campo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: escolher a análise certa depende sempre da pergunta que se quer responder, não da ferramenta que se conhece melhor.
- Erro comum: correr uma análise sem verificar antes se as camadas estão no mesmo sistema de referência.
- Analogia: um buffer é como desenhar um círculo com compasso à volta de um ponto, só que em qualquer escala e com precisão exata.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o buffer é uma nova camada de polígono, gerada pelo software, que depois se cruza com outras camadas.
- Erro comum: ler a distância no ecrã "a olho" em vez de usar a ferramenta de medição ou a análise espacial correta.
- Pergunta: se o buffer fosse de 15 metros em vez de 10, o achado ficaria dentro ou fora?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a simbologia não é decoração, é a análise "traduzida" visualmente. Um mapa mal classificado transmite uma leitura errada.
- Erro comum: usar cores demasiado parecidas entre categorias distintas, tornando o mapa ilegível.
- Exemplo: classificar os achados por tipo de material (cerâmica, metal, lítico) com uma cor distinta por categoria.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: escolher as funcionalidades do software para o tipo de representação a realizar é um critério de desempenho explícito da UC.
- Erro comum: copiar a simbologia por omissão do software sem a adaptar ao que se quer comunicar.
- Pergunta: porque é que mais de 8 ou 9 classes numa classificação graduada dificulta a leitura do mapa?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: construir mapas temáticos de análise espacial é uma das três realizações centrais do referencial, e passa sempre por estes elementos.
- Erro comum: esquecer a escala ou o norte, tornando o mapa impossível de interpretar corretamente por outra pessoa.
- Exemplo: mostrar um layout completo de um relatório real, com todos os elementos assinalados.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a escala é sempre distância no mapa para distância real, ler o denominador com cuidado.
- Erro comum: esquecer a conversão final de centímetros para metros e ficar com um número 100 vezes maior.
- Pergunta: e se o mapa estivesse à escala 1:500, a que distância real corresponderiam os mesmos 5 centímetros?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este é o fluxo do mini-projeto da UC, ponta a ponta. Ligar cada passo a uma das fases do trabalho prático.
- Erro comum: saltar diretamente para o mapa final sem estruturar a base de dados primeiro. O retrabalho é sempre maior do que planear.
- Analogia: como uma escavação, o SIG constrói-se em camadas, cada passo assenta no anterior.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: estas atitudes vêm literalmente do referencial da UC, não são "conselhos genéricos". Nomeá-las explicitamente.
- Erro comum: tratar o SIG como um exercício individual isolado, quando é quase sempre trabalho de equipa.
- Exemplo/pergunta: o que acontece a um projeto SIG partilhado se cada técnico usar nomes de camadas diferentes para a mesma coisa?