UC02345

Representar graficamente a localização do sítio arqueológico

Cartografia, coordenadas, GPS e CAD ao serviço do registo arqueológico

Curso profissional · 50h · Assistente de Arqueólogo/a

Plano

  1. Arqueologia e representação gráfica
  2. Cartografia, ontem e hoje
  3. Mapas e cartas
  4. Referenciação cartográfica
  5. Meridianos e paralelos
  6. Projeção e geometria
  7. Simbologia e escalas
  8. Registo cartográfico com GPS
  9. Desenho cartográfico em CAD
  10. Do sítio ao mapa
  11. Rigor, normas e fecho

Bloco 1 · Arqueologia e representação gráfica

Porque representar graficamente um sítio

Todo o sítio arqueológico tem de ficar localizado com rigor, num mapa ou numa carta, para que qualquer profissional o encontre de novo, o proteja e o cruze com outros achados.

  • A localização gráfica é a prova de onde o sítio está, não uma descrição vaga.
  • Serve entidades públicas, empresas de arqueologia, museus e o próprio processo de licenciamento de obras.
  • Sem um registo gráfico correto, um sítio pode perder-se para a investigação e para a proteção legal.

Esta UC prepara para essa tarefa: da leitura de um mapa até ao desenho final em CAD.

O assistente de arqueólogo no terreno e no gabinete

O trabalho divide-se em duas fases complementares:

  • Trabalho de campo: reconhecimento do terreno, registo de coordenadas com GPS, fotografia e croquis.
  • Trabalho de gabinete: análise da documentação existente, desenho em CAD e registo em mapas ou cartas.

Este ciclo, campo e gabinete, repete-se ao longo de toda a UC e é a estrutura que vamos seguir bloco a bloco.

Bloco 2 · Cartografia, ontem e hoje

Evolução da representação gráfica cartográfica

A cartografia é a ciência e a técnica de representar a superfície terrestre em papel ou em suporte digital.

  • Mapas antigos: desenhados à mão, com escalas e orientações pouco rigorosas.
  • Séculos XVIII e XIX: triangulação geodésica, início da cartografia rigorosa em Portugal.
  • Século XX: fotografia aérea e restituição fotogramétrica.
  • Hoje: satélites, GPS e sistemas de informação geográfica.

Cada avanço tornou a localização de um sítio arqueológico mais precisa e mais fácil de partilhar.

Cartografia moderna

A cartografia moderna assenta em três pilares:

  • Rigor geodésico: coordenadas ligadas a um sistema de referência internacional.
  • Digitalização: cartas e ortofotomapas em formato digital, sobrepostos em camadas.
  • Atualização contínua: satélites e drones atualizam o terreno com regularidade.

Em Portugal, o organismo responsável pela cartografia oficial é a Direção-Geral do Território (DGT), e a cartografia arqueológica nacional é organizada pelo Património Cultural, I.P. (que sucedeu à DGPC em 2024).

Bloco 3 · Mapas e cartas

Tipologias de mapas e cartas

Nem todo o documento cartográfico serve o mesmo propósito.

Tipo O que mostra Exemplo de uso
Carta topográfica relevo, altitude, curvas de nível localizar um sítio em relação ao terreno
Carta militar topografia rigorosa, escala 1:25 000 referência oficial em Portugal
Ortofotomapa fotografia aérea georreferenciada comparar o terreno atual com o histórico
Mapa temático um tema específico sobre uma base carta arqueológica de um concelho

Escolher o documento certo é o primeiro passo de qualquer análise cartográfica.

Cartografia de base e cartografia temática

  • Cartografia de base: o suporte neutro, com relevo, rede viária, hidrografia e povoações. É o "fundo" sobre o qual tudo se desenha.
  • Cartografia temática: usa a base para representar um tema específico, como a distribuição de sítios arqueológicos de um concelho.

A Carta Arqueológica é o exemplo central desta UC: uma cartografia temática construída sobre uma base topográfica ou um ortofotomapa, onde cada sítio é assinalado com simbologia própria.

Bloco 4 · Referenciação cartográfica

Referenciação: dar um endereço único ao sítio

Referenciar um ponto no espaço é atribuir-lhe coordenadas que o identificam de forma única e inequívoca, em qualquer carta ou sistema.

  • Sem referenciação, dois arqueólogos podiam descrever o mesmo sítio de formas diferentes e não perceber que é o mesmo local.
  • A referenciação cartográfica liga o sítio a um sistema de coordenadas reconhecido internacionalmente.
  • Em Portugal usa-se hoje o sistema de referência ETRS89, que substituiu o antigo Datum 73.

Um sítio bem referenciado pode ser encontrado por qualquer pessoa, em qualquer altura.

Coordenadas relativas e coordenadas absolutas

  • Coordenadas relativas: a posição de um ponto em relação a outro ponto conhecido (por exemplo, "10 metros a norte do marco geodésico"). Úteis no desenho de pormenor, dentro de uma sondagem.
  • Coordenadas absolutas: a posição de um ponto num sistema de referência global, com latitude e longitude ou coordenadas retangulares (x, y). Permitem colocar o sítio em qualquer carta do mundo.

O trabalho de campo regista quase sempre as duas: a posição absoluta do sítio e as posições relativas dos elementos dentro dele.

Bloco 5 · Meridianos e paralelos

O sistema de referência geográfico

A superfície da Terra é dividida por uma rede de linhas imaginárias:

  • Meridianos: linhas que unem o Polo Norte ao Polo Sul; definem a longitude, medida a partir do meridiano de Greenwich (0°).
  • Paralelos: linhas paralelas ao equador; definem a latitude, medida a partir do equador (0°).
  • Cada ponto na Terra tem uma latitude e uma longitude únicas, expressas em graus, minutos e segundos.

Portugal Continental situa-se aproximadamente entre os 37° e os 42° de latitude norte.

Ler coordenadas num mapa

Para determinar as coordenadas geográficas de um ponto:

  1. Identificar os meridianos e paralelos mais próximos, marcados na moldura da carta.
  2. Interpolar a posição do ponto entre essas linhas.
  3. Anotar a latitude e a longitude, com o número correto de casas decimais.
  4. Confirmar o sistema de referência da carta (indicado na legenda).

Este procedimento de leitura é a base de qualquer registo de coordenadas, seja em carta de papel, seja no ecrã do software CAD.

Bloco 6 · Projeção e geometria

Noções de projeção e geometria

A Terra é uma esfera (na prática, um elipsoide); um mapa é plano. Projetar é o processo geométrico que transforma a superfície curva num plano, sempre com alguma deformação.

  • Nenhuma projeção é perfeita: deforma-se a área, a forma, a distância ou o ângulo.
  • A geometria de base (paralelas, ângulos, escalas) mantém-se, mas os valores mudam consoante a projeção escolhida.
  • Escolher a projeção certa depende do uso: navegação, cadastro, cartografia nacional.

Compreender a projeção evita erros de leitura ao comparar cartas de origens diferentes.

Sistemas de projeção usados em Portugal

  • Projeção UTM (Universal Transversa de Mercator): divide o globo em 60 fusos de 6°. Portugal Continental fica inteiro no fuso 29N; a Madeira fica no fuso 28N e os Açores nos fusos 25N e 26N.
  • PT-TM06/ETRS89: projeção transversa de Mercator adaptada a Portugal Continental, usada na cartografia oficial da DGT.
  • Cada sistema de projeção define como as coordenadas geográficas (latitude, longitude) se convertem em coordenadas retangulares (x, y), mais fáceis de usar em CAD.

Escolher o sistema de projeção certo é tão importante como escolher o sistema de referência.

Bloco 7 · Simbologia e escalas

Simbologia cartográfica

A simbologia é o conjunto de sinais convencionais que representam elementos do terreno num mapa: sem eles, seria preciso escrever tudo por extenso.

  • Pontuais: um ponto ou ícone (sítio arqueológico, marco geodésico, igreja).
  • Lineares: uma linha (estrada, curso de água, limite administrativo).
  • Zonais: uma área preenchida ou tramada (mancha florestal, zona urbana).
  • Cada carta tem uma legenda que explica os símbolos usados.

Na Carta Arqueológica, cada tipo de sítio (povoado, necrópole, achado isolado) tem um símbolo próprio.

Escalas de medida

A escala é a relação entre a distância no mapa e a distância real no terreno, escrita como 1:N (por exemplo, 1:25 000).

  • Escala numérica: 1:25 000 significa que 1 cm no mapa equivale a 25 000 cm (250 m) no terreno.
  • Escala gráfica: uma régua desenhada no mapa, útil mesmo se o documento for reduzido ou ampliado.
  • Escalas grandes (1:500) mostram pormenor; escalas pequenas (1:100 000) mostram uma área vasta com menos detalhe.

Escolher a escala certa depende do que se quer mostrar: um sítio isolado ou toda uma bacia hidrográfica.

Bloco 8 · Registo cartográfico com GPS

O equipamento GPS no terreno

O GPS (Global Positioning System) determina a posição de um ponto na Terra através de sinais de satélite.

  • O recetor calcula a posição em latitude, longitude e altitude, com uma margem de erro que depende do equipamento e das condições do terreno.
  • Antes de usar, o equipamento deve ser configurado com o sistema de referência correto (ETRS89, ainda que o recetor trabalhe nativamente em WGS84) e o formato de coordenadas definido pela equipa.
  • A cobertura de satélites pode falhar sob vegetação densa, em vales fechados ou perto de estruturas metálicas.

O respeito rigoroso pelos procedimentos de utilização do GPS é um critério de desempenho desta UC.

Registar coordenadas com rigor

Procedimento de registo de um ponto no terreno:

  1. Ligar o recetor e aguardar que fixe um número suficiente de satélites.
  2. Confirmar o sistema de referência (ETRS89) e as unidades (graus decimais, ou metros em PT-TM06).
  3. Posicionar a antena sobre o ponto exato a registar.
  4. Aguardar a estabilização da leitura antes de gravar.
  5. Anotar a posição, a hora, a margem de erro e uma referência fotográfica do ponto.

Cada coordenada registada deve poder ser justificada e repetida por outro técnico.

Bloco 9 · Desenho cartográfico em CAD

Noções básicas de desenho e sistema CAD

O CAD (Computer-Aided Design) é o software de desenho técnico assistido por computador. Em arqueologia, serve para transformar coordenadas e croquis de campo num desenho rigoroso.

  • Trabalha por coordenadas exatas (x, y), não por traço livre.
  • Permite escalas reais: o desenho é feito à escala 1:1 e só a impressão é reduzida.
  • Usa camadas (layers) para separar elementos: base topográfica, sítio, cotas, anotações.

Dominar o sistema de coordenadas do CAD é o primeiro passo antes de qualquer comando de desenho.

Comandos básicos e avançados de construção e edição

  • Comandos de desenho: linha, polilinha, círculo, retângulo.
  • Comandos de edição: cópia, rotação, espelho, deslocamento, trim/extend, escala, matriz, offset.
  • Camadas: criar uma camada por tipo de informação e controlar a sua visibilidade e cor.

Aplicar técnicas avançadas em 2D permite construir a planta de localização de forma limpa e reutilizável.

Bloco 10 · Do sítio ao mapa

Analisar a documentação gráfica e cartográfica existente

Antes de qualquer desenho novo, analisa-se o que já existe sobre a área:

  • Cartas topográficas e militares anteriores, para o relevo e a rede viária.
  • Ortofotomapas de diferentes datas, para comparar o uso do solo ao longo do tempo.
  • Relatórios e cartas arqueológicas anteriores, para verificar se o sítio já é conhecido.
  • Registos fotográficos de intervenções anteriores na área.

Esta análise evita repetir trabalho e identifica logo eventuais sítios vizinhos já referenciados.

Efetuar o desenho e registar a informação

Com a análise feita e as coordenadas recolhidas, seguem-se os dois passos finais:

  • Efetuar os desenhos da localização: planta em CAD, à escala, com simbologia normalizada, orientação (norte) e legenda.
  • Registar a informação em mapas, cartas ou outra forma de representação gráfica: reportar o sítio na Carta Arqueológica, com a simbologia oficial e as coordenadas absolutas.

O produto final liga sempre três elementos: as coordenadas GPS, o desenho CAD e o registo na carta.

Bloco 11 · Rigor, normas e fecho

Contexto profissional e atitudes

Este trabalho realiza-se em contextos muito diversos:

  • Entidades públicas (administração central, autarquias, universidades, museus).
  • Empresas de arqueologia, de conservação e restauro, e de recuperação do património.
  • Empresas de turismo cultural e organizações sem fins lucrativos.
  • Sempre entre o trabalho de campo e o trabalho de gabinete.

As atitudes avaliadas nesta UC são responsabilidade, autonomia, sentido crítico, cooperação, organização, rigor e respeito pelas regras e normas definidas.

Síntese do percurso

  • A cartografia evoluiu da triangulação em papel para os sistemas digitais de hoje.
  • Mapas e cartas têm tipologias diferentes; a Carta Arqueológica é uma cartografia temática.
  • Coordenadas, meridianos e paralelos, projeção e escalas dão rigor à localização.
  • O GPS regista a posição no terreno; o CAD transforma-a em desenho técnico.
  • O ciclo fecha-se ao registar a informação na carta ou no mapa oficial.

Localizar um sítio com rigor é protegê-lo e torná-lo parte do conhecimento arqueológico do país.

Recapitulando

  • A localização gráfica de um sítio arqueológico assenta em cartografia, coordenadas e projeção rigorosas.
  • Meridianos, paralelos, escalas e simbologia dão a linguagem comum a qualquer carta ou mapa.
  • O GPS regista a posição no terreno com procedimentos definidos.
  • O CAD transforma essa posição em desenho técnico, com camadas e comandos de construção e edição.
  • O trabalho fecha com o registo na carta ou no mapa, ligando campo e gabinete.

Próximo: fichas de trabalho e mini-projeto, da documentação ao registo final.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que a localização gráfica é um documento com valor legal e científico, não um esboço - erro comum: achar que basta descrever o local por palavras ("perto da estrada, atrás da igreja") - exemplo: um sítio destruído por obras só é defendido se estiver bem localizado na Carta Arqueológica

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar o ciclo campo-gabinete como fio condutor de toda a UC - pergunta à turma: o que acontece se se perder a ligação entre o que se viu no terreno e o que se desenhou depois? - analogia: o campo recolhe os dados em bruto, o gabinete transforma-os em documento

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que a precisão cartográfica evoluiu de metros para centímetros ao longo de dois séculos - erro comum: achar que "cartografia" é sinónimo apenas de mapas em papel antigos - exemplo: a Carta Militar de Portugal do Centro de Informação Geoespacial do Exército (CIGeoE, antigo IGeoE) nasceu deste percurso de triangulação geodésica

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a diferença entre organismo de cartografia geral (DGT) e organismo do património (Património Cultural, I.P.) - pergunta: porque precisa um arqueólogo de cartografia rigorosa e não apenas de um esboço? - exemplo/analogia: um GPS de telemóvel dá uma posição aproximada, a cartografia oficial dá uma posição certificada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que a Carta Militar de Portugal (série M888) do CIGeoE é a referência mais usada em trabalho de campo - erro comum: confundir um mapa turístico (sem rigor de escala) com uma carta topográfica oficial - exemplo: um ortofotomapa recente permite ver se uma zona já foi urbanizada desde o último levantamento

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que sem uma boa base topográfica, a carta temática arqueológica perde rigor - pergunta: que outros temas poderiam ser representados sobre a mesma base topográfica? (geologia, uso do solo, riscos) - exemplo: a base de dados nacional do património arqueológico, o Endovélico, gerido pelo Património Cultural, I.P., organiza estes dados

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que trocar de sistema de referência sem converter as coordenadas desloca o ponto no mapa, por vezes centenas de metros - erro comum: misturar coordenadas ETRS89 com coordenadas do antigo Datum 73 no mesmo desenho - exemplo: dois relatórios do mesmo sítio, um de 1995 e outro de 2020, podem usar sistemas diferentes; é preciso converter antes de comparar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que a coordenada absoluta é a que entra na Carta Arqueológica; a relativa serve o desenho de pormenor no local - pergunta: porque é mais fácil medir com fita métrica entre dois pontos do sítio do que apontar o GPS a cada um deles? - exemplo: uma sondagem de escavação usa uma grelha local (coordenadas relativas) amarrada a um ponto GPS absoluto

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que latitude conta a partir do equador (norte/sul) e longitude a partir de Greenwich (este/oeste) - erro comum: trocar latitude com longitude ao ler ou escrever coordenadas - exemplo: fazer a turma localizar Lisboa nas coordenadas 38°43'N, 9°08'O num mapa mudo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar o passo 4: nunca ler coordenadas sem confirmar o sistema de referência da carta - erro comum: interpolar mal e arredondar a coordenada, perdendo precisão - exemplo/exercício: dar à turma um extrato de carta com grelha e pedir as coordenadas de três pontos marcados

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a analogia da casca de laranja: não há forma de a espalmar sem rasgar ou esticar - erro comum: achar que todas as projeções dão a mesma forma e área a um país - exemplo: a Gronelândia parece do tamanho de África nalguns mapas de projeção Mercator, mas é muito menor

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que projeção e sistema de referência são conceitos distintos, mas trabalham sempre em conjunto - erro comum: confundir "sistema de referência" (ETRS89) com "sistema de projeção" (PT-TM06) - exemplo: verificar no software CAD se o desenho está configurado para PT-TM06/ETRS89 antes de importar coordenadas GPS

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que a legenda é de leitura obrigatória antes de interpretar qualquer carta - erro comum: assumir que o mesmo símbolo significa sempre a mesma coisa em cartas diferentes - exemplo: mostrar a legenda oficial da Carta Arqueológica e identificar o símbolo de povoado fortificado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar o cálculo direto: distância no mapa × N = distância real - erro comum: confundir escala grande com "mapa grande"; escala grande é a que mostra mais pormenor, com número pequeno - exemplo/exercício: medir 4 cm entre dois pontos numa carta 1:25 000 e calcular a distância real (1 km)

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que este é um critério de desempenho avaliado: respeitar os procedimentos para a utilização do equipamento GPS - erro comum: não confirmar o sistema de referência do aparelho, obtendo coordenadas incompatíveis com a carta - exemplo: um sítio sob um carvalhal denso pode obrigar a repetir a leitura em vários pontos até estabilizar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar o passo 4: registar uma leitura instável introduz erro que se propaga a toda a carta - pergunta: o que fazer se a margem de erro indicada pelo aparelho for muito alta? - exemplo: comparar duas leituras do mesmo ponto feitas em dias diferentes e discutir a diferença

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que desenhar "à escala real" no CAD é diferente de desenhar no papel, onde já se reduz manualmente - erro comum: desenhar um croqui aproximado em vez de introduzir as coordenadas exatas do GPS - exemplo: importar as coordenadas registadas no bloco anterior diretamente para o CAD

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar a diferença entre comandos de construção (criar) e de edição (alterar o que já existe) - erro comum: desenhar tudo na mesma camada, tornando impossível esconder ou imprimir só uma parte - exemplo: usar offset para criar a curva de nível seguinte a partir da anterior, mantendo o espaçamento

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que esta é a primeira realização do referencial: analisar a documentação existente antes de ir ao terreno - erro comum: ir diretamente para o GPS e o CAD sem verificar o que já está documentado sobre a área - exemplo: cruzar um ortofotomapa antigo com um atual para ver se a zona foi lavrada ou construída recentemente

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que estas duas ações são, em conjunto, o objetivo final da UC e devem sempre aparecer juntas num trabalho - erro comum: entregar o desenho CAD sem o registar depois na carta ou mapa correspondente - exemplo: mostrar um caso completo, da coordenada GPS ao ponto marcado na Carta Arqueológica

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar que estas atitudes não são acessórias: são critérios de avaliação tão importantes como o desenho em si - pergunta: em que momento do trabalho de campo se testa mais a autonomia do assistente? - exemplo: uma equipa de arqueologia de conservação e restauro que trabalha sob orientação de um arqueólogo responsável

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar o ciclo completo: documentação existente, GPS, CAD, registo final - erro comum: tratar os blocos desta UC como matérias isoladas, quando formam um único procedimento - exemplo: recapitular com a turma o caso do bloco anterior, do terreno até à carta