NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a cor é um sistema de três partes, luz, superfície e observador
- erro comum: achar que uma cor é "a mesma" em qualquer ecrã e em qualquer papel
- exemplo: o mesmo cartaz visto à luz do dia e sob luz amarelada de uma loja
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a perceção é relativa, o contexto altera a cor aparente
- erro comum: aprovar uma cor de impressão ao candeeiro da secretária
- analogia: o mesmo fato escuro parece preto na rua e azul-marinho junto a uma janela
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as primárias dependem do modelo, RYB, RGB ou CMY
- erro comum: dizer que as primárias são "as de sempre" sem indicar o sistema
- exemplo: desenhar o círculo de doze matizes e marcar três pares de complementares
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: complementar depende do círculo usado, não é um valor universal
- erro comum: misturar o círculo RYB com valores RGB sem avisar
- exemplo: mostrar que o complementar de #FF0000 em RGB é #00FFFF (ciano)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: mais luz, mais claro; a soma tende ao branco
- erro comum: achar que o ecrã mistura tintas
- exemplo: lupa num ecrã mostra pequenos pontos vermelhos, verdes e azuis
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: mais tinta, mais escuro; a subtração tende ao preto
- erro comum: dizer que o K é a "cor preta" de cmyk e esquecer que significa "key" (chave)
- analogia: filtros de vidro colorido sobrepostos retêm cada vez mais luz
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a gama do ecrã é maior do que a da impressão em CMYK
- erro comum: aprovar no ecrã uma cor vibrante que a impressão vai apagar
- exemplo: um azul elétrico de ecrã que sai mais cinzento em papel
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: matiz, saturação e luminosidade são independentes, podem variar um de cada vez
- erro comum: confundir saturação com luminosidade (uma cor escura não é uma cor pouco saturada)
- exemplo: partir de um azul e fazer três variações, só em luminosidade, só em saturação
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: quente e frio em design são sensação, e em fotografia são kelvin; os dois conceitos relacionam-se mas não se confundem
- erro comum: achar que kelvin alto é "mais quente"; na luz, é mais azulado
- exemplo: o cartaz de um restaurante em tons quentes versus o de uma clínica em tons frios
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o modelo volumétrico explica porque o amarelo saturado é sempre claro e o azul saturado é escuro
- erro comum: tratar o círculo como a representação completa da cor
- exemplo: mostrar o seletor HSB de um programa e identificar os três eixos
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: contraste de luminosidade é o que garante a leitura, o de matiz é só apoio
- erro comum: achar que cores muito diferentes em matiz têm sempre bom contraste (vermelho e verde de igual luminosidade vibram e não se leem)
- exemplo: converter um cartaz para escala de cinzentos e ver se ainda se lê
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a harmonia vem da proporção e não só da escolha dos matizes
- erro comum: usar as cores de um esquema triádico em áreas iguais
- exemplo: reconhecer o esquema de três peças reais (logótipo, cartaz, página web)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: analisar é medir e classificar, não só dizer que "gosto" ou "não gosto"
- erro comum: classificar o esquema pelas cores de uma fotografia, que tem milhares de matizes; devem analisar-se as cores de design
- exemplo: analisar o logótipo e a embalagem de uma marca portuguesa conhecida
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as associações são hipóteses de trabalho, não regras
- erro comum: dizer que "o azul transmite confiança" como se fosse sempre verdade
- exemplo: comparar bancos, onde o azul é muito comum, e perceber o risco de parecer igual aos concorrentes
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: pesquisar o público-alvo antes de escolher a paleta
- erro comum: copiar para outro país uma campanha cuja cor principal tem outra leitura
- exemplo: o verde de uma marca de saúde e o verde de um partido, na mesma cidade
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a cor decide-se com um briefing, não com o gosto do momento
- erro comum: escolher a paleta antes de perceber o público e o suporte
- exemplo: um cartaz de festival de verão e um relatório de sustentabilidade, mesma marca, paletas de uso diferentes
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a cor é um recurso escasso, quanto menos se usa no acento, mais pesa
- erro comum: colorir tudo "para ficar vivo" e perder a hierarquia
- exemplo: o mapa do metropolitano, em que cada linha tem a sua cor e o nome da linha
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: hexadecimal é só outra forma de escrever RGB, não é outro sistema de cor
- erro comum: ler #1F3A5F como cinco ou sete dígitos, ou trocar a ordem dos pares
- exemplo: converter à mão o par 5F para decimal (5 × 16 + 15 = 95)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: perguntar sempre à gráfica o limite de tinta e o perfil de cor
- erro comum: compor texto fino a quatro cores, com risco de contornos coloridos se o registo falhar
- exemplo: ampliar uma amostra de impressão e ver os quatro pontos de cor
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: menos tintas, mais barato; o rigor está em escolher bem as duas
- erro comum: achar que uma peça a uma cor é "pobre" visualmente
- exemplo: um cartaz de teatro em preto e uma cor fluorescente
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: aprovar a cor Pantone no catálogo físico, nunca no ecrã
- erro comum: ignorar a diferença entre C e U e aprovar a cor num papel diferente do final
- exemplo: o logótipo a uma cor direta e o equivalente CMYK em folhetos baratos
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a trama é o que permite imprimir meios-tons com poucas tintas
- erro comum: reduzir uma imagem digitalizada de um impresso e ver moiré, por sobrepor duas tramas
- exemplo: ampliar um jornal com uma lupa
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: perfil errado, cor errada; a gráfica fornece o perfil
- erro comum: abrir um ficheiro sem perfil e atribuir um qualquer
- exemplo: o mesmo JPG em dois monitores diferentes, um calibrado e outro não
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: logótipos em vetor, fotografia em bitmap
- erro comum: ampliar uma imagem de píxeis para um cartaz e perder nitidez
- exemplo: ampliar um logótipo em PNG e outro em SVG
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: não destrutivo significa poder voltar atrás
- erro comum: aplicar o ajuste diretamente nos píxeis e perder o original
- exemplo: mudar a cor de um casaco numa fotografia com camada de matiz e máscara
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: procurar a função, não a posição do menu, porque os nomes mudam entre aplicações e versões
- erro comum: escrever os valores de cor à mão em cada forma, e depois não conseguir mudar a cor em todo o documento
- exemplo: numa aplicação de vetores, mudar o acento de um cartaz editando uma só amostra global
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o efeito serve a mensagem, e a legibilidade está primeiro
- erro comum: colocar texto sobre um gradiente que cruza de claro para escuro e deixar partes ilegíveis
- exemplo: duotone numa fotografia de capa com título branco legível
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a paleta é um documento, e não só uma lista de cores bonitas
- erro comum: criar paletas com doze cores sem funções definidas
- exemplo: mostrar a paleta de uma marca com principal, acento e neutras
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a ferramenta gera sugestões, mas o designer decide pelo briefing
- erro comum: aceitar a primeira paleta que o gerador devolve
- exemplo: partir da terracota #E07A5F e gerar um esquema complementar e outro análogo
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: legibilidade é mensurável, não é opinião
- regra a ditar: a cor clara fica para áreas decorativas, a variante escura é que leva texto, botões e ícones
- erro comum: confiar no olho e usar cinzentos claros em texto pequeno
- exemplo: medir o contraste do botão principal de um site conhecido
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: legibilidade é o primeiro critério de uma paleta funcional
- erro comum: texto claro sobre fotografia, perdido em partes claras
- exemplo: cartaz com título amarelo sobre fundo branco, ilegível, versus amarelo sobre azul-marinho
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: acessível para uns costuma ser melhor para todos
- erro comum: tratar a acessibilidade como um extra opcional
- exemplo: contraste elevado ajuda o utilizador com baixa visão e quem lê ao sol
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o contraste de luminosidade funciona para todos
- erro comum: gráfico de barras com verde e vermelho sem legenda direta nem padrão
- exemplo: o semáforo tem posição, além de cor
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a sensibilidade cultural previne erros caros e ofensas
- erro comum: reproduzir a ideia de que cor-de-rosa é "de menina" e azul "de menino" em qualquer produto
- exemplo: embalagem para vários mercados com paleta adaptada a cada um
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: pesquisar com método e registar a fonte
- erro comum: copiar uma peça existente e chamar-lhe "referência"
- exemplo: montar um moodboard com 12 imagens e a fonte de cada uma
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: tendência é matéria-prima, e o filtro é a marca
- erro comum: seguir a tendência da estação num logótipo que se quer manter dez anos
- exemplo: duas marcas do mesmo setor com leituras diferentes da mesma tendência
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um ficheiro bem nomeado encontra-se daqui a dois anos
- erro comum: "final", "final2", "final_mesmo" como nomes de versão
- exemplo: reconstruir a árvore de pastas de um projeto da turma
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: boas práticas de segurança e ambiente fazem parte da profissão
- erro comum: ver a ergonomia como algo "para depois", quando já há dor
- exemplo: reduzir o número de provas impressas num projeto da turma
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o fluxo é o fio condutor, e cada passo gera um documento
- erro comum: saltar da inspiração para a aplicação sem verificar contraste nem suporte
- exemplo: percorrer o fluxo com um projeto fictício da turma
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a maior parte dos erros resolve-se com um passo de verificação
- erro comum: achar que a revisão é perda de tempo
- exemplo: pedir aos alunos que encontrem três destes erros numa peça real
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estas práticas resumem os treze blocos da UC
- erro comum: achar que a cor é só talento, quando é sobretudo método
- analogia: um cozinheiro prova antes de servir, o designer prova antes de imprimir