NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta UC é a "ponte" entre o mundo físico e o software de conteúdos interativos que os alunos já usam noutras UCs.
- Erro comum: achar que "configurar sensores" é só ligar fios. Envolve também ler, calibrar e interpretar o sinal.
- Analogia: o sensor é o "sentido" (visão, tato), o microcontrolador é o "cérebro" que decide, o atuador é o "músculo" que reage.
NOTAS DO PROFESSOR
- Desenhar o ciclo no quadro com um exemplo concreto escolhido pela turma (ex.: porta automática, torneira sem toque).
- Erro comum: esquecer que o ciclo é contínuo (loop), não uma execução única.
- Pedir à turma para identificar sensor/processamento/atuador em três objetos do dia a dia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar uma placa Arduino Uno física e apontar USB, pinos digitais, pinos analógicos, alimentação.
- Erro comum: confundir pino digital com analógico e tentar ler um sensor analógico num pino digital.
- Curiosidade: "Arduino" nasceu em Itália (Ivrea) para estudantes de design, não de engenharia; por isso é tão acessível.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao recurso "dispositivos tecnológicos com acesso à internet" do referencial: o ESP32 é a ponte entre sensor e IoT.
- Erro comum: pensar que o ESP32 é "outra linguagem"; é o mesmo código C/C++ do Arduino, só muda a placa selecionada.
- Exemplo: uma instalação com sensores em três salas, cada ESP32 a enviar dados para um painel central.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a instalação em conjunto na primeira aula; confirmar que todos veem a placa em Ferramentas → Porta.
- Erro comum: cabo USB só de carga, sem dados. Não aparece porta nenhuma.
- No Windows pode ser preciso instalar o driver CH340 (placas Nano/clones); referir se a turma tiver esse hardware.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este exemplo (pisca-pisca) é o "hello world" da computação física; correr em direto na primeira aula prática.
- Erro comum: esquecer o pinMode. Sem ele, o pino não responde como esperado.
- Pergunta: o que acontece se tirarmos o delay()? (o LED pisca tão depressa que parece sempre aceso).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença de vocabulário: digital = HIGH/LOW; analógico = um número numa escala.
- Erro comum: usar digitalRead num sensor que devolve uma gama de valores (ex.: LDR). O resultado nunca varia como esperado.
- Exercício rápido: a turma lista 3 sensores digitais e 3 analógicos do dia a dia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a conta 0-1023 = 10 bits (2^10 = 1024) no quadro; ligar a conceitos de eletrónica digital.
- Erro comum: esquecer que analogRead só funciona nos pinos A0-A5, não em qualquer pino.
- Exemplo prático: rodar um potenciómetro no Serial Monitor e ver o valor mudar em tempo real.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar fisicamente o divisor de tensão com LDR + resistência de 10 kΩ na protoboard.
- Erro comum: ligar o LDR sem a resistência em série; o circuito não varia como esperado ou satura.
- Analogia: o LDR é como uma pupila ao contrário, "estreita" (menos resistência) quando há mais luz.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este é o procedimento que se repete para QUALQUER sensor analógico: medir extremos reais, definir limiar a meio.
- Erro comum: copiar um valor de limiar de um tutorial online sem testar no espaço real.
- Ligar à atitude "rigor" do referencial: calibrar é um passo, não um extra.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar como instalar uma biblioteca: Ferramentas → Gerir Bibliotecas → procurar "DHT sensor library".
- Erro comum: esquecer o dht.begin() no setup(); as leituras vêm sempre como "nan" (not a number).
- Curiosidade: o DHT11 lê a cada ~1 segundo; ler mais depressa dá valores repetidos ou inválidos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à atitude "resolução de problemas": um sensor mau não deve travar toda a instalação.
- Erro comum: não tratar o caso de erro e deixar a aplicação "crashar" ou mostrar valores absurdos.
- Exercício: a turma propõe o que fazer quando 3 leituras seguidas falham (ex.: mostrar último valor válido).
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a analogia do eco numa sala vazia versus numa sala com móveis (o som "bate" e volta).
- Erro comum: esquecer de dividir por 2 (o tempo medido é ida E volta).
- Mostrar fisicamente os dois "olhos" do sensor (emissor e recetor de ultrassons).
NOTAS DO PROFESSOR
- Correr este exemplo ao vivo com o Serial Monitor aberto; pedir a alunos que se aproximem e afastem.
- Erro comum: trocar Trig por Echo na ligação física; o sensor não responde.
- Ligar ao ciclo do Bloco 1: sensor (HC-SR04) → processamento (distância + limiar) → atuador (animação).
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: colocar o PIR perto de fontes de calor (radiadores, luz direta do sol), que geram falsos positivos.
- Mostrar o potenciómetro de sensibilidade físico no módulo, se disponível.
- Exemplo: portas automáticas, iluminação de corredor, o início de uma experiência interativa ao entrar numa sala.
NOTAS DO PROFESSOR
- Não é preciso aprofundar I2C nesta UC; basta que a turma saiba que existe e que precisa de biblioteca.
- Erro comum: esperar valores absolutos sem calibrar o "zero" em repouso.
- Ligar à aplicação de modelação 3D: um objeto virtual pode seguir a inclinação do sensor físico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Testar ao vivo: bater palmas perto do sensor e ver o valor mudar no Serial Monitor.
- Erro comum: confundir "microfone" com sensor de reconhecimento de voz. Este módulo só mede intensidade, não interpreta fala.
- Exercício: calibrar o limiar para reagir a palmas mas não à conversa normal da sala.
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar que combinar sensores (condições "E") é uma técnica central em instalações interativas de qualidade.
- Erro comum: um único sensor de som a disparar tudo sozinho, gerando falsos positivos com o ruído da sala.
- Preparar a ponte para o Bloco 14 (integração com aplicações), onde este valor é enviado por Serial.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar o módulo TTP223 físico e comparar com um botão mecânico comum.
- Erro comum: montar um sensor capacitivo perto de metal ou de outros condutores, que geram falsos positivos.
- Ligar a exemplos reais: superfícies interativas em museus, botões escondidos em cenografia.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este problema (debounce) aparece em qualquer sensor digital com transições rápidas, não só no toque; vale a pena generalizar.
- Erro comum: usar delay() para "esperar" o debounce, o que bloqueia toda a leitura de outros sensores entretanto.
- Deixar claro: millis() não pára o programa, delay() pára. Por isso millis() é preferível em sistemas com vários sensores.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar a diferença física entre um LED simples e um servomotor a rodar em resposta a um valor.
- Erro comum: ligar um motor diretamente a um pino digital sem driver; pode queimar o pino ou a placa.
- Enfatizar o PWM como "simular" um valor analógico de saída através de pulsos rápidos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Desenhar no quadro um sinal PWM (onda quadrada) com diferentes larguras de impulso, para visualizar "duty cycle".
- Erro comum: tentar analogWrite() num pino sem o símbolo ~; o código compila mas não faz PWM real.
- Este exemplo (LDR → map → LED) fecha o ciclo completo do Bloco 1 num código só.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma identificar fisicamente as linhas de alimentação e as colunas de componentes numa protoboard real.
- Erro comum: assumir que todas as colunas estão ligadas entre si ao longo de toda a placa; só dentro do mesmo grupo de 5.
- Convenção a incentivar: fio vermelho para +, fio preto para GND, sempre.
NOTAS DO PROFESSOR
- Trazer um datasheet real (PDF do HC-SR04 ou do DHT11) e navegá-lo em conjunto na aula.
- Erro comum: inverter VCC e GND por não confirmar o pinout; pode danificar o componente.
- Ligar à atitude "rigor": ler o datasheet antes de ligar, não depois de o sensor falhar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Abrir o Plotter Série ao vivo com um LDR ou potenciómetro; a turma vê o gráfico a variar em tempo real.
- Erro comum: velocidades (bauds) diferentes entre o código e o Serial Monitor; aparecem só símbolos estranhos.
- Regra de ouro: quando um sensor "não funciona", o primeiro passo é sempre imprimir o valor no Serial Monitor.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este é o método a exigir sempre que um grupo disser "o sensor não funciona" nas aulas práticas.
- Erro comum: alterar o código todo de uma vez quando algo falha, em vez de isolar a causa passo a passo.
- Ligar à atitude "resolução de problemas" do referencial: depurar é uma competência, não sorte.
NOTAS DO PROFESSOR
- Escolher UMA aplicação (a que a turma já usa noutra UC) e fazer uma demonstração completa, sensor a mover algo no ecrã.
- Erro comum: enviar dados em formatos inconsistentes (às vezes só o número, às vezes com texto à volta); combinar um formato fixo.
- Esta ponte é o objetivo final da UC: o sensor deixa de ser um exercício isolado e passa a controlar conteúdo real.
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar que combinar sensores nesta fase é o que separa um exercício de sala de uma instalação interativa completa.
- Erro comum: mudar o formato de envio depois de já ter escrito o código do lado da aplicação; combinar o formato primeiro.
- Ligar diretamente ao mini-projeto: os alunos vão construir exatamente este tipo de ponte sensor → aplicação.
NOTAS DO PROFESSOR
- Recapitular os erros mais caros vistos nas aulas práticas (curto-circuito, componente ao contrário, tensão errada).
- Ligar às atitudes do referencial: rigor, sentido de organização, responsabilidade.
- Anunciar as fichas e o mini-projeto: configurar um conjunto de sensores para uma instalação interativa completa.