NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: aro e folha têm funções diferentes; "caixilho" na linguagem corrente é muitas vezes a janela inteira, por isso na oficina diz-se folha.
- Erro comum: chamar "porta" ou "janela" ao conjunto sem distinguir o fixo do móvel.
- Analogia: o aro é a moldura, a folha é o quadro que se move dentro dela.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: usar o nome certo evita cortar a peça errada; couceira nunca é peça do aro.
- Erro comum: chamar couceira ao montante do aro ou ombreira à couceira.
- Exemplo: numa janela real, apontar cada peça e pedir à turma o nome e se é fixa ou móvel.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o desenho manda nas medidas e a segurança é avaliada em todas as operações.
- Pergunta: porque é que a segurança aparece como critério de desempenho e não só como regra geral da oficina?
- Exemplo: distinguir exterior (água, vento, sol) de interior (estabilidade, acabamento).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: fora a fora, luz e medida da folha são três medidas diferentes.
- Erro comum: começar a serrar antes de perceber todas as cotas; medir o papel em vez de ler a cota.
- Exemplo: o sentido de abertura no alçado (triângulo com o vértice no lado das dobradiças); confirmar a convenção na legenda de cada desenho.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: todas as cotas medem-se da mesma referência, nunca em cadeia.
- Erro comum: medir a segunda cota a partir da primeira marca, acumulando desvios.
- Pergunta: o que acontece se o montante for preparado com 40 mm em vez de 42 mm?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a lista de corte faz-se por escrito, peça a peça, antes de ligar a serra.
- Erro comum: esquecer que o peitoril é mais largo do que a travessa superior.
- Exemplo: pedir à turma a lista de corte completa do aro a partir destes dados.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: madeira trabalhada húmida retrai depois de montada e abre as juntas.
- Erro comum: dividir pela massa húmida (60 ÷ 520 = 11,5 %), que dá um valor mais baixo e engana.
- Exemplo: medir três tábuas da oficina com o higrómetro e decidir quais se podem usar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a espécie escolhe-se pelo uso (interior/exterior) e pelo acabamento (pintado ou à vista).
- Erro comum: usar uma resinosa sem tratamento nem acabamento adequado numa porta exterior.
- Exemplo: comparar amostras de pinho, carvalho e câmbala (peso, cor, dureza).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a face e o canto de referência marcam-se logo; todas as cotas partem deles.
- Erro comum: desengrossar a partir de uma face torta; a garlopa copia o empeno.
- Analogia: é construir sobre uma fundação torta, tudo o resto herda o defeito.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o movimento define o aro, a ferragem e a marcação.
- Erro comum: confundir basculante com oscilobatente; a basculante só bascula.
- Pergunta: qual destas escolherias para um vão largo onde a folha não pode ocupar espaço a abrir?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: é o tipo mais comum e a base para perceber os outros.
- Erro comum: esquecer a pingadeira na travessa inferior da folha e no peitoril; a água entra na junta.
- Exemplo: mostrar o corte vertical de um peitoril e seguir o caminho da água.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: na guilhotina, o sistema de equilíbrio define a secção do aro desde o desenho.
- Erro comum: calcular a altura da folha de correr sem folga para a montar na ranhura superior.
- Pergunta: porque é que uma janela de correr veda pior do que uma de batente?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: na pivotante, metade da folha abre para cada lado, por isso o batente troca de face.
- Erro comum: montar ferragem de basculante numa oscilobatente; não são intermutáveis.
- Exemplo: manobrar uma oscilobatente real e mostrar o que o bloqueio de falsa manobra impede.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o tipo de janela nasce da função do espaço, não só da estética.
- Erro comum: escolher uma batente que bate no lavatório quando abre.
- Pergunta: e numa sala virada para uma varanda, que tipo escolherias e porquê?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a mesma porta classifica-se pelas duas colunas (ex.: de batente e almofadada).
- Erro comum: colar a almofada na ranhura; ela racha porque não pode mexer.
- Exemplo: fotografias de várias portas e a turma classifica cada uma nas duas colunas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada folga tem uma razão funcional (montar a prumo, abrir sem roçar, passar o ar).
- Erro comum: confundir a folga de montagem com a de funcionamento.
- Pergunta: o que acontece a uma porta sem folga de funcionamento depois de pintada?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: soma-se o rebaixo (a folha entra nele) e tira-se a folga; em baixo, sem soleira, não há rebaixo.
- Erro comum: esquecer que a travessa inferior larga leva respiga dupla.
- Exemplo: refazer a conta com um aro de 800 × 2100 mm.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a conta faz-se sempre nesta ordem: luz, mais rebaixos, menos folgas.
- Erro comum: tirar a folga antes de somar os rebaixos e perder o fio à conta.
- Exemplo: dar um aro de 1000 × 1300 mm e pedir a medida da folha (900 × 1180 mm).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: com respiga passante, a travessa tem a largura da folha mais as sobras.
- Erro comum: marcar os dois ombros iguais; fica um buraco na junta do lado do vidro.
- Exemplo: mostrar uma junta com ombros desencontrados cortada ao meio.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o vidro duplo quase duplica a carga nas dobradiças.
- Erro comum: encomendar o vidro pelo desenho sem medir a folha já colada.
- Pergunta: porque é que a câmara de 16 mm não entra na conta do peso?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: uma cota, uma referência; medir sempre a partir do mesmo ponto.
- Erro comum: marcar cada couceira sozinha e sair com as travessas desalinhadas.
- Exemplo: marcar em conjunto as couceiras de uma folha de treino; os cruzamentos de pinázios levam meia-madeira.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um erro de marcação só aparece na furação ou na montagem, quando já é tarde.
- Erro comum: marcar a ferragem oscilobatente sem a ficha técnica, que depende das dimensões da folha.
- Pergunta: porque é que a guilhotina tem de prever o sistema de equilíbrio desde o desenho do aro?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a respiga tem de entrar justa, com a mão; nem a martelo nem a cair.
- Erro comum: cortar a respiga antes de ter a caixa aberta para a ajustar.
- Analogia: chave e fechadura, feitas uma para a outra.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a meia-madeira tira metade da espessura a cada peça na zona da ligação.
- Erro comum: chamar "malhete" à caixa; o malhete é a ligação em cauda de andorinha ou em dentes retos.
- Exemplo: mostrar lado a lado um canto de folha com respiga passante e um cruzamento de pinázios a meia-madeira.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada máquina tem a sua afinação e os seus resguardos; afinações com a máquina parada e isolada.
- Erro comum: usar a máquina errada para a peça e tirar o resguardo "porque atrapalha".
- Exemplo: visita guiada à oficina, máquina a máquina, com o aluno a dizer a operação e o risco.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a tupia é a máquina mais perigosa da oficina.
- Erro comum: empurrar uma peça estreita com os dedos junto da serra.
- Pergunta: porque é que o cutelo divisor tem de estar alinhado com a serra e não desviado?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: as sobras nos topos impedem a couceira de rachar ao abrir a caixa e ao encunhar.
- Erro comum: montar a ferramenta de moldar errada ou sem resguardo na tupia.
- Pergunta: porque é que a caixa passante se fura metade por cada face?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: não há uma única ordem certa, mas os ombros têm sempre de contar com o rebaixo e o perfil.
- Erro comum: cortar ombros direitos numa peça que vai levar perfil; a junta fica com um vazio.
- Exemplo: demonstração completa numa peça de treino, passo a passo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: nunca se cola um conjunto que não foi antes armado e verificado a seco.
- Erro comum: colar direto "para poupar tempo" e descobrir o erro depois de a cola secar.
- Pergunta: o que se perde quando um erro só é detetado depois da colagem?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a palmeta é uma cunha que trava a respiga, mesmo que a cola envelheça.
- Erro comum: chamar palmeta ao calço de proteção do sargento.
- Exemplo: fazer um jogo de palmetas na bancada e encunhar uma junta de treino.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: respeitar o tempo aberto da cola; num conjunto grande, tudo pronto antes da primeira junta.
- Erro comum: encunhar antes de medir as diagonais e travar o conjunto fora de esquadria.
- Pergunta: quando se cortam as pontas das respigas e das palmetas?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: uma folha empenada não encosta ao batente nos quatro cantos.
- Erro comum: colar sobre uma bancada torta, que passa a torção para a folha.
- Exemplo: demonstrar as réguas de empeno numa folha torcida de propósito.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: depois de seca a cola, quase não há correção sem desmontar.
- Erro comum: confiar num esquadro pequeno num quadro grande.
- Exemplo: medir as diagonais de uma folha de treino em conjunto com a turma.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os riscos atravessados ao fio aparecem todos quando se aplica o verniz.
- Erro comum: saltar da lixa grossa para a muito fina sem passar pelos grãos intermédios.
- Exemplo: lixar uma junta de treino contra o fio e mostrar o efeito depois de uma demão.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada tipo de janela do bloco 4 tem aqui a sua ferragem.
- Erro comum: montar ferragem de basculante numa oscilobatente.
- Pergunta: que ferragem falta se uma janela de correr desliza mas não fecha contra o aro?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o número e o tamanho das dobradiças dependem do peso e da altura da folha (ficha técnica).
- Erro comum: só duas dobradiças numa folha pesada, que acaba por descair.
- Exemplo: comparar as ferragens de uma porta interior leve com as de uma porta exterior maciça.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: uma dobradiça mal alinhada torce a folha e força a fechadura.
- Erro comum: parafusos maiores do que os previstos "para prender melhor", sem pré-furar, rachando a madeira.
- Pergunta: porque é que a dobradiça do meio fica mais perto da de cima?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o rebaixo tem de servir a espessura do vidro que o projeto escolheu.
- Erro comum: tentar meter vidro duplo num rebaixo desenhado para vidro simples.
- Pergunta: numa porta toda envidraçada, que vidro exigirias e porquê?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o calçamento bem feito transmite o peso do vidro à folha e ajuda-a a não descair.
- Erro comum: encomendar o vidro pelo desenho; exemplo: rebaixo medido 613 × 973 mm dá vidro de 607 × 967 mm, não 608 × 968.
- Pergunta: porque é que o vidro precisa de calços em vez de assentar direto na madeira?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a segurança é critério de desempenho desta UC, não um extra.
- Erro comum: usar luvas junto de ferramentas rotativas; podem ser agarradas.
- Pergunta: porque é que um aro pesado exige técnica de elevação e não só força?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: aspiração ligada antes de começar; limpar com aspirador, não com vassoura nem ar comprimido.
- Erro comum: tirar um resguardo "porque atrapalha"; se atrapalha, está mal afinado.
- Exemplo: verificar com a turma os resguardos e a captação de cada máquina da oficina.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a qualidade verifica-se em cada peça, não só no conjunto final.
- Erro comum: só verificar esquadrias e empenos no fim, quando corrigir já não é possível.
- Exemplo: construir com a turma a folha de registo de verificações do projeto.