UC02117

Executar e aplicar folheados de madeira

Folha de madeira, corte, união, colas, prensagem e acabamento

Curso profissional · 50h · Técnico de Marcenaria e Carpintaria

Plano

  1. Os folheados de madeira
  2. A madeira e a folha: características e obtenção
  3. Seleção e preparação da folha
  4. O padrão dos veios e os folheados em espinha
  5. Corte da folha
  6. Máquinas e técnicas de unir folha
  7. Tipos de cola e preparação
  8. Aplicar a cola e máquinas de prensar
  9. Painel equilibrado, folheamento manual, peças curvas e raiz
  10. Acabamento, manutenção, segurança e qualidade

Bloco 1 · Os folheados de madeira

O que é um folheado

Um folheado é uma folha fina de madeira natural colada sobre um suporte (MDF, aglomerado, contraplacado ou maciço).

  • Executar o folheado: selecionar, preparar, cortar e unir as folhas numa capa.
  • Aplicar o folheado: escolher e preparar a cola, encolar, prensar e acabar.
  • Vantagens: aproveitamento da madeira nobre, estabilidade do suporte, composições decorativas, uso de madeiras de figura (raízes).
  • Limitações: folha fina (não admite lixagens profundas), bordos a orlar, painel tem de ser equilibrado.

Onde se aplicam os folheados

Setor Exemplos
Mobiliário tampos, portas, frentes de gaveta
Carpintaria de interiores portas, painéis de parede, tetos
Hotelaria, lojas, escritórios balcões, receções, cabeceiras
Náutica, restauro interiores de barcos, mobiliário antigo

Ao longo da UC vais preparar máquinas e materiais, operar máquinas e ferramentas e colar folha em painel.

Bloco 2 · A madeira e a folha

A madeira é anisotrópica

  • Três direções: longitudinal (ao fio), radial e tangencial.
  • Retração tangencial ≈ dobro da radial; longitudinal desprezável.
  • Plano tangencial → desenho catedral; plano radial → desenho listado.
  • Teor de humidade em base seca: H = (massa húmida menos massa anidra) ÷ massa anidra × 100.
  • Exemplo: 12,4 g húmida, 11,2 g anidra → 1,2 ÷ 11,2 × 100 ≈ 10,7 %.

Características da folha

  • Espessura corrente inferior a 1 mm: os fornecedores indicam, em regra, 0,5 a 0,6 mm (há fabricantes com 0,6 a 0,8 mm). Confirmar na etiqueta.
  • Largura limitada pelo bloco: superfícies largas fazem-se unindo folhas.
  • Frágil: rasga ao longo do fio e parte nas pontas.
  • Porosa: a cola pode repassar até à face à vista.
  • A cor muda com a luz: guardar ao abrigo do sol.

Processos de obtenção

Processo Como funciona Desenho Uso
Faqueado ("laminada") bloco fixo, faca corta fatias planas em vaivém catedral, listado folha decorativa
Desenrolamento o toro roda num torno e a faca avança, folha contínua largo, irregular contraplacado, contra-faces
Meio-desenrolado bloco fora do eixo, corte em arco intermédio algumas decorativas

Antes do corte, os toros são amaciados (vapor ou água quente); depois, as folhas secam e são empilhadas pela ordem de corte.

Bloco 3 · Seleção e preparação da folha

Selecionar a folha

  • Bloco: folhas do mesmo toro pela ordem de corte; pacote: subdivisão com etiqueta.
  • Todas as folhas de uma face à vista vêm do mesmo bloco e nunca se baralham.
  • Critérios: espécie e corte do projeto, cor, desenho, largura útil, defeitos (nós, fendas, manchas, furos, rasgões, ondulação).
  • Folha com pequenos defeitos: contra-faces e zonas tapadas.
  • Prever a cor: humedecer com pano húmido ou álcool.

Preparar e calcular a folha

  • Aclimatar os pacotes na oficina; medir a humidade da folha e do suporte.
  • Aplanar folhas onduladas entre placas, depois de humedecidas.
  • Guardar na horizontal, ao abrigo da luz e do pó.

Exemplo: tampo 1200 × 600 mm, sobra de 10 mm a toda a volta → capa 1220 × 620 mm. Largura útil da folha 140 mm → 620 ÷ 140 = 4,4 → 5 folhas de 124 mm (livro aberto com folha ao centro) ou 6 de 103,3 mm (junta ao centro).

Bloco 4 · O padrão dos veios e os folheados em espinha

Padrões de junção

  • Livro aberto: folhas consecutivas viradas alternadamente → simetria em espelho (faixas claras e escuras pelo reflexo).
  • Deslizante: folhas consecutivas lado a lado, mesma face para cima → desenho repetido, cor uniforme.
  • Aleatório: sem ordem, aspeto de tábuas soltas.
  • Espelhado em quatro: livro aberto nos dois sentidos, típico em raízes.
  • Losango, estrela, xadrez: geometrias com fio em várias direções.

Folheados em espinha

  • Desenho em V (espinha de peixe, chevron): faixas de folha cortadas em diagonal ao fio e montadas em espelho.
  • Ângulo definido no projeto; o mais comum é 45 graus, que dá um V de 90 graus.
  • Folhas consecutivas e, de preferência, listadas.
  • Cortar as faixas em pilha, com gabarito: 1 ou 2 graus de diferença e as riscas deixam de se encontrar na junta.

Composição e ângulos

  • Número par de folhas: junta ao centro; ímpar: folha ao centro.
  • Portas seguidas de um roupeiro: folhas seguidas do mesmo bloco, para o desenho continuar.
  • Estrela de 8 raios: 360 ÷ 8 = 45 graus por setor; cada lado a 22,5 graus do fio.
  • Montar sempre a seco e conferir sequência, faces e orientação antes de unir.

Bloco 5 · Corte da folha

A guilhotina (máquina de corte de folha)

  • Mesa, calcador, lâmina longa, batentes; nas motorizadas, comando a duas mãos e proteções.
  • Cortar em pilha, com as folhas alinhadas pela ordem do bloco.
  • Apertar com o calcador, cortar num movimento contínuo, verificar a junta à contraluz.
  • Nunca pôr as mãos na zona da lâmina nem anular o comando a duas mãos.

Procedimentos de corte e ferramentas manuais

  • Cortar com margem; cortar primeiro os bordos longos (juntas), depois os topos.
  • Cortes em ângulo com gabarito; topos de fora para dentro para não lascar.
  • Ferramentas: serrote de folha, faca de folha ou x-ato, régua metálica, tesoura (só desperdício), base de corte.
  • Precauções: cortar para longe do corpo, dedos fora da linha de corte, várias passagens leves, lâmina afiada, lâminas usadas em recipiente próprio.

Bloco 6 · Máquinas e técnicas de unir folha

Unir com fita cola

  • Fita gomada (papel com cola ativada por água): ao secar, retrai e aperta a junta.
  • Fita adesiva de papel: pedaços atravessados à junta mais uma tira ao longo.
  • A fita vai sempre na face à vista, o lado que não leva cola.
  • Remove-se depois da prensagem: humedecer e raspar a gomada; tirar a de papel no sentido do fio.

Máquinas de unir folha

Máquina Princípio Onde fica a união
Fio termofusível (ziguezague) fio com cola fundida aplicado em ziguezague, rolos puxam as folhas no verso, incorporado na linha de cola
Cola nos bordos (longitudinal) cola nos bordos, pressão e calor na própria junta, topo a topo
Aplicadora de fita gomada dispensa e humedece a fita na face à vista

Características: comprimento e espessura de folha, velocidade, temperatura, pressão dos rolos, volume de produção.

Executar a união por cola termofusível

  1. Esperar a temperatura da cabeça; verificar fio, rolos e guia.
  2. União de ensaio em tiras de desperdício.
  3. Folhas com o verso para cima, bordos cortados encostados na guia.
  4. Avanço contínuo, mãos afastadas dos rolos e da cabeça quente.
  5. Verificar à contraluz: junta fechada, desenho alinhado.
  6. Limpar resíduos de cola com a máquina parada, segundo o manual.

Bloco 7 · Tipos de cola e preparação

Tipos de cola

Cola Cura Uso nesta UC
PVA (cola branca) perda de água, a frio prensa fria, membrana, folheamento manual
Ureia-formaldeído (UF) reação com endurecedor, a quente prensa de pratos aquecidos, produção
Termofusível arrefecimento (aplicada fundida) fio das máquinas de unir, orladoras
  • PVA e termofusível são termoplásticas (amolecem com o calor); UF é termoendurecível.
  • Classes de durabilidade à água das colas termoplásticas: D1 a D4 (EN 204).

Preparar a cola a frio (PVA)

  1. Ler a ficha técnica: temperatura mínima, gramagem, tempo aberto, tempo de prensagem, tempo de cura.
  2. Confirmar validade e que a cola não gelou.
  3. Mexer sem fazer bolhas; não diluir sem indicação do fabricante.
  4. Oficina, cola e suporte acima da temperatura mínima.
  5. Registar o tempo de secagem previsto: na prensa e depois dela.

Preparar a cola a quente (UF)

  1. Ficha técnica: proporções de resina, endurecedor e carga, tempo de vida da mistura, temperatura dos pratos, pressão e tempo.
  2. Pesar com balança e misturar até ficar homogénea.
  3. Preparar só o que se usa dentro do tempo de vida.
  4. Ligar a prensa com antecedência.
  5. Luvas de proteção química, óculos, ventilação: formaldeído.

Exemplo: 28,8 m² × 120 g/m² = 3,46 kg; + 10 % = 3,80 kg; 100:20 → 3,17 kg resina + 0,63 kg endurecedor.

Bloco 8 · Aplicar a cola e máquinas de prensar

Aplicar a cola no material de suporte

  • Suporte plano, calibrado, limpo e com humidade compatível.
  • A cola vai no suporte, não na folha (que ondularia).
  • Máquina de encolar (rolos): encola as duas faces, rolos doseadores regulam a gramagem.
  • Verificar: placa de 0,25 m² ganha 60 g (duas faces) → 60 ÷ 0,5 = 120 g/m² por face.
  • Cola a mais → repasse; cola a menos → bolhas e descolagens.

Prensa de pratos

  • Pratos planos e rígidos, frios (PVA) ou aquecidos (UF), um ou vários pisos: peças planas.
  • Sanduíche: separador, contra-face, painel encolado, face, separador; centrado.
  • Fechar dentro do tempo aberto; pressão e tempo da ficha técnica.
  • Força = pressão × área: 0,4 N/mm² × 720 000 mm² = 288 kN (≈ 29 t).
  • Painéis a arrefecer deitados sobre ripas, nunca empilhados quentes.

Prensa de membrana

  • Membrana flexível empurrada pela pressão atmosférica quando se faz vácuo.
  • Acompanha o contorno: peças curvas, perfis, relevos.
  • Pressão máxima ≈ 0,1 N/mm² (1 bar): colas e tempos adequados a pressões baixas.
  • Verificar membrana e vácuo no manómetro; rede de respiração; arestas protegidas.

Bloco 9 · Painel equilibrado, folheamento manual, peças curvas e raiz

Contra-face e sentido do fio

  • Folha só de um lado → o painel empena.
  • Contra-face: espessura e comportamento semelhantes, fio no mesmo sentido da face, mesma prensagem.
  • MDF e aglomerado: sem fio, direção livre.
  • Contraplacado: folha cruzada com as folhas exteriores.
  • Maciço: normalmente no sentido do fio do maciço; fio cruzado só com contrafolha intermédia.

Folheamento manual e peças curvas

  • Manual: PVA com sargentos e travessas curvas, PVA reativada com ferro, cola animal e martelo de folhear (restauro). Sempre do centro para fora.
  • Peças de sentido curvo: membrana ou saco de vácuo sobre moldes, ou moldes macho e fêmea.
  • Ensaiar o raio numa tira; folha flexível (com reforço) para raios apertados; contra-face do lado interior.

Folha de raiz

  • Vem de nodosidades do tronco ou da cepa: muito decorativa, ondulada e quebradiça.
  • Preparação do teor de humidade: amaciar (água ou amaciador) → aplanar entre placas e papel absorvente → secar trocando o papel → medir a humidade.
  • Guardar entre placas até colar; nunca colar húmida.
  • Exemplo: 8,70 g e 7,80 g anidra → H ≈ 11,5 %; suporte a 9 % → secar mais.

Bloco 10 · Acabamento, manutenção, segurança e qualidade

Acabamento de folheados

  • Estabilizar → aparar as sobras → inspecionar (luz rasante, unha) → retirar fita → reparar → lixar → acabar.
  • Lixagem: grão médio-fino para começar (por exemplo P120 ou P150), sem saltar grãos, ao fio, pressão leve, com aspiração.
  • Folha atravessada pela lixa não tem correção.
  • Repasse de cola não aceita tingimento: remover antes.

Manutenção e limpeza das máquinas

  • Sempre com a máquina parada e desligada (consignada quando aplicável), segundo o manual.
  • Guilhotina: lâmina, batentes, comando a duas mãos. Máquina de unir: cabeça, rolos, fio.
  • Máquina de encolar: lavar rolos antes de a cola endurecer. Prensas: pratos limpos, hidráulica, membrana, vácuo.
  • Resíduos: aparas e fitas em contentor, colas pela ficha de dados de segurança, pó aspirado, nunca soprado.
  • Ficha de manutenção por máquina.

Segurança, saúde e EPI

  • Lei 102/2009 (SST), DL 50/2005 (equipamentos de trabalho), DL 348/93 (EPI), DL 35/2020 (cancerígenos).
  • Pó de madeira dura: cancerígeno, VLE 2 mg/m³ desde 18/01/2023: aspiração na origem, FFP2 ou FFP3.
  • Formaldeído (UF): cancerígeno e irritante: ventilação e captação.
  • EPI: óculos, luvas anticorte, químicas e contra o calor, proteção auditiva, calçado de segurança; nada de roupa larga nem adornos.

Normas da qualidade

  • Trabalhar por especificação, verificar em cada etapa, registar.
  • Pontos de controlo: receção, preparação, corte, união, encolagem, prensagem, acabamento.
  • Registo: bloco e pacotes, humidades, cola e gramagem, temperatura, pressão e tempo, defeitos.
  • Sistemas de gestão da qualidade: NP EN ISO 9001.

Recapitulando

  • Folhear = executar a capa (selecionar, preparar, cortar, unir) e aplicar (colar, prensar, acabar).
  • Folha faqueada ou desenrolada, sempre pela ordem do bloco.
  • Padrões: livro aberto, deslizante, espinha, estrela; montar a seco.
  • Unir: fita na face à vista ou fio termofusível no verso.
  • Colar: PVA a frio ou UF a quente; prensa de pratos (plano) ou de membrana (curvo); contra-face sempre.
  • Acabar com lixa fina, controlar o pó, manter as máquinas e registar.

Próximo: fichas e projeto, executar e aplicar folheados na prática.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar os dois verbos do título: executar (preparar a capa) e aplicar (colar e prensar). Toda a UC se organiza assim. - Erro comum: confundir folheado com melamina ou papel decorativo. Mostrar amostras lado a lado: a folha tem poros reais e cada painel é diferente. - Exemplo: um tampo de MDF folheado a carvalho parece maciço, mas não empena como uma tábua larga.

NOTAS DO PROFESSOR - As três realizações do referencial (preparar, operar, colar) organizam os blocos. - Perguntar à turma onde já viram folheados (móveis de casa, portas interiores, escola). - Ligar à atitude de organização: posto arrumado é a primeira etapa de preparar máquinas e materiais.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: é a retração diferente entre folha e suporte que obriga à contra-face (bloco 9). - Erro comum: dividir pela massa húmida (dá 9,7 %, errado). Fazer a conta no quadro. - Mostrar o medidor de humidade e escolher a espécie certa no aparelho. Para interiores aponta-se para a ordem de 8 a 12 %.

NOTAS DO PROFESSOR - Passar uma folha pela turma: sentir a espessura e a fragilidade. - Erro comum: pegar numa folha pela ponta. Transporta-se apoiada numa placa ou enrolada com cuidado. - Pergunta: porque é que uma folha de 0,6 mm não admite a mesma lixagem que uma tábua?

NOTAS DO PROFESSOR - O referencial diz "laminada": na indústria chama-se folha faqueada (corte plano). - Rendimento: 100 mm de bloco dão 3 tábuas de 22 mm (com 4 mm de serradura por corte) ou cerca de 166 folhas de 0,6 mm. Fazer a conta com a turma. - Erro comum: escolher desenrolada para uma face de destaque que pede listado regular.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: numerar as folhas a giz num canto que vai ser aparado, antes de mexer no pacote. - Erro comum: juntar folhas de dois blocos na mesma face. A diferença de cor só aparece depois do verniz. - Mostrar a etiqueta de um pacote real: espécie, bloco, pacote, medidas, área.

NOTAS DO PROFESSOR - Resolver o exemplo no quadro e pedir a variante com 700 mm de largura. - Erro comum: esquecer a contra-face e as folhas de reserva para ensaios. - Ligar à atitude de organização e rigor: calcular antes de abrir o pacote.

NOTAS DO PROFESSOR - A escolha do padrão é decisão de projeto, tomada antes de cortar. - Explicar a face aberta (com microfissuras do lado da faca) e a face fechada. - Pergunta: porque é que no livro aberto as folhas vizinhas parecem de cor diferente? (a luz reflete nas fibras em sentidos opostos).

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar o gabarito fixo e o corte em pilha. - Erro comum: cortar faixa a faixa com a régua solta, cada uma com um ângulo ligeiramente diferente. - Distinguir do pavimento de tacos em espinha: aqui é composição de folha, não de peças maciças.

NOTAS DO PROFESSOR - Pedir a estrela de 6 e de 12 raios (60 e 30 graus por setor). - Erro comum: escolher estrela ou losango sem folha consecutiva suficiente no pacote. - Exercício: dar seis folhas numeradas e pedir o livro aberto com junta ao centro.

NOTAS DO PROFESSOR - Demonstrar: duas folhas cortadas em conjunto e viradas em livro aberto dão uma junta perfeita. - Erro comum: pilha mal apertada, as folhas de baixo deslocam-se. - Verificar a retidão encostando os bordos à contraluz: não deve passar luz.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar que as precauções no manuseamento de ferramenta de corte manual fazem parte do referencial. - Erro comum: uma passagem com força, a lâmina salta da régua para os dedos. - Luvas anticorte na mão da régua sim; junto de ferramentas em rotação nunca.

NOTAS DO PROFESSOR - Erro comum: pôr fita no verso. Fica presa entre a folha e o suporte e marca a superfície. - Usar fita de papel, nunca de plástico nem com cola agressiva. - Técnica ideal para estrelas, losangos e reparações.

NOTAS DO PROFESSOR - Mostrar a máquina da oficina ou um vídeo de uma máquina de fio em ziguezague. - Erro comum: forçar folhas fora da espessura admitida. - Pergunta: porque é que o fio vai no verso e a fita na face?

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar o ensaio antes de unir folha boa. - Erro comum: puxar ou travar a folha, abrindo a junta ou desalinhando o desenho. - Riscos: queimadura e arrastamento. Ligar ao critério de segurança.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: cola a quente (cura com calor na prensa) não é o mesmo que cola termofusível (aplicada fundida). - Erro comum: pensar que se cola a folha ao painel com termofusível na prensa de pratos. O termofusível serve para unir as folhas entre si. - Vocabulário: tempo aberto, tempo de prensagem, tempo de cura, tempo de vida da mistura, gramagem.

NOTAS DO PROFESSOR - O referencial pede "preparar a cola a frio (tempo de secagem)": os tempos vêm da ficha técnica, não de memória. - Erro comum: colar numa oficina fria; a cola fica esbranquiçada e sem força. - Ligar à responsabilidade: seguir a ficha técnica em vez de ir a olho.

NOTAS DO PROFESSOR - Os valores do exemplo são de exercício: cada produto tem os seus. - Erro comum: preparar mistura a mais, que endurece no balde. - Também se "prepara a quente" o fio termofusível: regular a temperatura da cabeça e fazer ensaio.

NOTAS DO PROFESSOR - Mostrar uma folha com repasse: manchas que não aceitam tinta nem verniz. - Erro comum: pouca cola nos bordos, descolagem junto às arestas. - Segurança: rolos com zona de arrastamento; limpar só com a máquina parada.

NOTAS DO PROFESSOR - Fazer a conta da força com a turma e comparar com a membrana (0,1 N/mm² no máximo). - Erro comum: painel descentrado, pressão desigual e descolagem num bordo. - Segurança: zona de esmagamento entre pratos, luvas contra o calor na prensa quente.

NOTAS DO PROFESSOR - Analogia: a membrana é uma mão que aperta a peça toda por igual. - Erro comum: prensar uma peça curva na prensa de pratos, com zonas sem contacto. - Versão simples: saco de vácuo com bomba.

NOTAS DO PROFESSOR - Mostrar uma amostra empenada por falta de contra-face. - Erro comum: poupar na contra-face "porque não se vê". - Regra da construção simétrica: o que está de um lado do centro do painel repete-se do outro.

NOTAS DO PROFESSOR - Demonstrar o folheamento com ferro numa amostra pequena. - Erro comum: pressionar só num sentido, empurrando ar e cola para um lado. - Confirmar bolhas batendo com a unha: soa a oco.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar que humedecer é temporário: serve para aplanar e cortar sem partir. - Erro comum: colar a folha ainda húmida; aparecem bolhas e fendas. - Pergunta: porque é que a humidade torna a folha mais flexível? (a água plastifica as fibras).

NOTAS DO PROFESSOR - Mostrar uma amostra com a folha atravessada junto ao bordo. - Erro comum: parar a lixadora num ponto. - Bolha com PVA: ferro quente sobre papel, ou corte fino ao fio e cola com seringa.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar à aptidão "efetuar a manutenção preventiva das máquinas". - Erro comum: limpar a máquina de encolar só no dia seguinte, com a cola já dura. - Criar com a turma a ficha de manutenção da oficina.

NOTAS DO PROFESSOR - Ordem da prevenção: eliminar, proteger coletivamente, organizar, e só depois EPI. - Erro comum: relaxar no acabamento; a lixagem é a etapa com mais pó. - Recapitular os EPI por etapa: corte, união, cola, prensagem, lixagem.

NOTAS DO PROFESSOR - O registo permite diagnosticar um defeito semanas depois e repetir um bom resultado. - Erro comum: não registar nada e ter de adivinhar a causa de uma bolha. - Atitudes: sentido crítico para rejeitar uma folha, cooperação com quem pega no trabalho a seguir.