NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a samblagem não é decoração, é o que garante a resistência do móvel.
- Erro comum: tratar todas as ligações como equivalentes. Cada família serve esforços e produções diferentes.
- Exemplo: pedir à turma que diga onde falhou a última cadeira ou mesa que se estragou lá em casa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: usar sempre os mesmos nomes em todos os documentos do projeto.
- Erro comum: chamar "malhete" à cavidade da respiga e depois aos dentes de uma gaveta, confundindo a oficina.
- Pergunta: numa peça física, qual é a peça que entra e qual é a que recebe? Mostrar com uma ligação desmontada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: as duas realizações da UC são analisar e depois executar. A análise vem sempre primeiro.
- Erro comum: saltar direto para o CAD sem perceber o contexto da peça.
- Atividade: dar um desenho de conjunto de uma mesa e pedir o inventário de encontros (quatro pés, quatro travessas: oito encontros).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: quase todos os defeitos que aparecem meses depois (juntas abertas, tampos rachados) vêm de ignorar este quadro.
- Erro comum: pensar que a madeira mexe sobretudo ao comprido. É o contrário.
- Exemplo de conta (sebenta, capítulo 2): 600 mm × 4 pontos de teor de água × 0,3 %/ponto (valor de exemplo) = 7,2 mm.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a regra da cola: faces de fio sim, topos não. Explica metade das decisões da UC.
- Erro comum: aparafusar um tampo maciço em furos redondos a toda a volta.
- Mostrar um botão de fixação de tampo e perguntar porque é que tem folga na ranhura.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o conhecimento "projetos de produtos de mobiliário e carpintaria" é saber ler este conjunto de documentos.
- Erro comum: mudar uma cota no pormenor e esquecer a lista de corte.
- Atividade: mostrar um projeto real (ou do arquivo da escola) e identificar cada documento.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este critério de desempenho (respeitar as normas) é avaliado em todos os trabalhos da UC.
- Erro comum: escrever na cota a medida lida no papel num pormenor a 2:1 (16 em vez de 8).
- Pergunta: uma respiga de 8 × 30 desenhada a 2:1 mede quanto no papel? E que cotas se escrevem?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cotar a partir das faces de referência que a oficina marca ao desempenar.
- Erro comum: cotar só o exterior e esquecer profundidades e folgas.
- Exemplo: comparar um desenho de respiga com e sem corte e contar quantas cotas o corte permite pôr.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a atitude "rigor" do referencial se traduz diretamente em segurança na oficina.
- Erro comum: pensar que segurança é só um capítulo à parte e não algo que o próprio desenho condiciona.
- Pergunta: que acontece a um operador que tem de "adivinhar" uma cota em máquina?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a repetibilidade como medida da qualidade de um desenho.
- Erro comum: corrigir a peça na bancada e deixar o desenho errado para a série seguinte.
- Ligação: sistemas de gestão da qualidade (ISO 9001) exigem controlo de documentos e alterações.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o vocabulário: respiga, faces, testa, ombros, furo, talão voltam em todas as variantes.
- Erro comum: respiga demasiado fina (parte) ou demasiado grossa (as paredes do furo racham). O terço equilibra as três partes.
- Conta rápida: travessa de 22 mm, respiga de 22/3 = 7,3, adota-se 8 mm.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o passo 4: é um erro clássico que só se vê em CAD ou na oficina.
- Erro comum: furo com a mesma profundidade do comprimento da respiga; a testa bate no fundo e os ombros não encostam.
- Pedir à turma que refaça o exemplo para uma travessa de 24 × 70 num pé de 50 × 50 (resultado: 8 mm, 33 mm, furo de 34 mm).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o critério de escolha: largura e espessura da peça, não preferência.
- Erro comum: desenhar as duas respigas com profundidades diferentes, o que impede o encaixe simultâneo.
- Exemplo: a travessa de baixo de uma porta de almofada, larga, usa respiga dupla lado a lado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o talão resolve um problema concreto (a ranhura e a torção), não é decoração.
- Erro comum: esquecer o talão e deixar um buraco à vista no topo do montante.
- Mostrar também o sobrecomprimento do montante: 20 mm a mais, cortados depois de colar, para o furo não rachar a ponta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a dupla função: estrutural (trava sem depender só da cola) e estética.
- Erro comum: orientar as cunhas contra as paredes de fio da peça do furo e rachá-la.
- Pergunta: em que tipo de móvel faria sentido mostrar a respiga e as cunhas?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença face à respiga em T: aqui o furo está junto à ponta.
- Erro comum: desenhar a respiga em L sem sobrecomprimento; o montante racha ao abrir o furo ou ao apertar.
- Exemplo: o canto superior de um caixilho de porta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: numa gaveta, caudas nas ilhargas e pinos na frente, porque o esforço é puxar a frente.
- Erro comum: chamar "espiga reta" aos pinos, como se fossem retangulares; são o negativo das caudas.
- Analogia: peça de puzzle com a ponta mais larga do que a entrada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: numa gaveta de cozinha, a frente leva meio-escondido (a face da frente fica limpa) e a traseira à vista.
- Erro comum: dimensionar a profundidade igual à espessura da peça e atravessar a pestana.
- Pergunta: porque é que a frente de uma gaveta raramente leva malhete à vista?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a verificação: a divisão tem de fechar na largura total nas duas linhas (topo e base).
- Erro comum: começar e acabar em cauda; as arestas levam meios-pinos.
- Exercício: repetir para 120 mm com meios-pinos e pinos de 8 e caudas de 16 (não fecha; 4 caudas de 20).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre cruzada à meia-madeira e cruzada ao cutelo: muda a orientação das peças E a dimensão que se corta a meio.
- Erro comum: desenhar a grelha de uma garrafeira com rebaixos a meia espessura; as divisórias estão de pé, as ranhuras vão a meia largura.
- Exemplo: divisórias de 18 × 120 mm de cutelo, ranhuras de 18,2 × 60 mm, entre-eixos de 118 mm para vãos de 100 mm.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: na meia-madeira as duas peças perdem espessura; na esvaziada é sobretudo uma que é trabalhada.
- Erro comum: cotar a posição dos canais das duas ilhargas a partir de referências diferentes; as prateleiras ficam desniveladas.
- Pergunta: qual destas escolherias para uma travessa fina a meio de um painel?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a meia-esquadria é uma solução estética (esconde os topos), não estrutural por si só.
- Erro comum: cotar o ângulo sem dizer a referência (em relação à aresta ou à perpendicular), e a máquina corta o complementar.
- Exemplo: moldura de 40 mm de largura: junta de 40 × √2 = 56,6 mm; a lamela n.º 20 (56 mm) não cabe.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a vantagem prática: a língua alinha as peças ao colar.
- Erro comum: língua com a mesma espessura da ranhura, sem folga, e o canto não fecha.
- Exemplo: caixas de qualidade com cantos em meia-esquadria usam este encaixe ou uma língua postiça.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: meia-esquadria é sempre um corte em ângulo, nos topos ou nas arestas.
- Erro comum: chamar meia-esquadria a um rebaixo de sobreposição.
- Exemplo: tampo de 5 tábuas em macho e fêmea com 120 mm à vista e língua de 8 mm: quatro tábuas de 128 e uma de 120 (4 × 128 + 120 - 4 × 8 = 600).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a simulação em CAD para apanhar desencontros de furos antes de furar.
- Erro comum: cotar os furos das duas peças a partir de extremidades diferentes, gerando desencontro sistemático.
- Pergunta: porque se deixa a soma das profundidades maior do que a cavilha?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: confirmar sempre as medidas no catálogo do fornecedor em vigor.
- Erro comum: tratar lamela e dominó como equivalentes; o dominó aguenta ligações mais solicitadas.
- Pergunta: numa moldura de 40 mm de largura, cabe uma lamela n.º 20? (Não: a junta tem 56,6 mm e a ranhura é mais comprida do que a lamela.)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ligação ao mobiliário de série em painéis, onde as samblagens talhadas quase não existem.
- Erro comum: desenhar o furo do excêntrico "a olho" sem consultar o catálogo.
- Atividade: dar um catálogo de ferragens e pedir que tirem as cotas de furação de um excêntrico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ordem de grandeza: a madeira mexe mais do que um micrómetro de um dia para o outro, e a cola não enche um milímetro.
- Erro comum: aplicar a mesma folga a tudo. Painéis maciços em ranhura levam folga no fundo e não se colam.
- Conta: furo 10 (+0,1/0), respiga 9,8 ± 0,05 → folga mínima 0,15 mm, máxima 0,35 mm: ajuste com folga.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que este é um critério de desempenho central: simular ajustes e tolerâncias de acordo com as especificações técnicas.
- Erro comum: modelar a respiga e o furo com a mesma cota nominal; a verificação não mostra nada e a folga fica por definir.
- Exemplo: a segunda travessa a 90° colide com a primeira dentro do pé; só a deteção de interferências o apanha antes da oficina.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este slide fecha o ciclo das duas realizações da UC, analisar e depois executar.
- Erro comum: entregar um conjunto bonito sem os cortes e furos de pormenor que a oficina precisa.
- Exercício de fecho: listar, de memória, as vistas e cotas mínimas de uma respiga com talão.