NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: programar é primeiro pensar na sequência lógica, só depois escrever código.
- Erro comum: escrever o programa diretamente, sem planear a sequência no papel.
- Analogia: uma receita de cozinha é um algoritmo; o programa CNC é a receita escrita na língua da máquina.
NOTAS DO PROFESSOR
- Escrever primeiro o algoritmo em português no quadro, com a turma, e só depois traduzir para código.
- Erro comum: posicionar em XY sem antes subir a uma altura segura.
- Os valores de S e F são de exemplo: na prática vêm do catálogo da ferramenta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fixar este fluxo desde o início; todos os blocos seguintes encaixam numa destas etapas.
- Pergunta à turma: porque simular antes de maquinar? (evita desperdiçar material, ferramentas e riscos).
- Estas etapas correspondem às realizações e aos critérios de desempenho da UC.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a regra da mão direita com a turma, de pé, virados para a máquina.
- Erro comum: pensar que Z+ é "para dentro da peça". É ao contrário: Z+ afasta-se da peça.
- Exemplo: pedir as coordenadas de um canto da mesa em relação a um zero à escolha.
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir: o zero peça coloca-se onde começam as cotas do desenho e onde a peça encosta.
- Erro comum: montar a peça sem fazer coincidir o zero físico com o do programa.
- Pergunta: numa peça de 18 mm, o fundo de um furo de 12 mm fica em que Z, com Z0 em cima? E em baixo? (Z-12; Z6).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a vantagem principal: erros não se propagam de linha para linha.
- Erro comum: assumir que a coordenada é relativa à posição anterior quando se está em G90.
- Exemplo: desenhar um percurso de 3 pontos no quadro e pedir as coordenadas absolutas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro grave: esquecer de voltar a G90 depois de um troço em G91. Tudo o que vem a seguir sai errado.
- Mostrar que G91 Z-14 "desce 14 mm", não "vai para Z-14".
- Exercício: converter para incrementais o contorno de uma peça de 300 x 200 e verificar a soma zero.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a escolha do plano não é decorativa; um arco com o plano errado sai noutro plano.
- Erro comum: não escrever G17 no cabeçalho e confiar no plano "de arranque".
- Exemplo: lateral com furos na face (G17), furos no topo (G19) e rebaixo no bordo da frente (G18).
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar na máquina da escola as unidades horizontais ou um agregado, se existirem.
- Erro comum: programar uma operação de topo a pensar no plano XY.
- Pergunta: porque é que a compensação da ferramenta depende do plano selecionado?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a organização da informação como etapa própria: sem ela o programa sai desordenado.
- Erro comum: começar a escrever código antes de ter a tabela de pontos completa.
- Exemplo: pedir à turma que preencha uma folha de preparação para uma prateleira.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar às atitudes do referencial: responsabilidade, autonomia e sentido de organização.
- Erro comum: confiar num programa "que já correu antes" sem verificar ferramentas e fixação atuais.
- Pergunta: o que acontece se o zero peça físico estiver 10 mm deslocado do programado?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a conversão de unidades passo a passo: é onde os alunos se perdem.
- Erro comum: esquecer que é um valor teórico; fugas e superfícies porosas baixam a força real.
- O ar comprimido de rede anda tipicamente pelos 6 a 7 bar; manda o fabricante da máquina.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a ferramenta errada falha a operação e pode danificar a peça ou a máquina.
- Erro comum: escolher a ferramenta pelo nome sem confirmar diâmetro, comprimento útil e aplicação.
- Mostrar ferramentas reais da oficina e pedir à turma que as classifique.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar uma fresa de compressão e o ponto de transição da hélice.
- Erro comum: usar uma fresa de compressão com pouca profundidade e ficar só com a parte descendente a cortar.
- Segurança: explicar a força centrífuga e o que acontece a uma ferramenta acima da rotação máxima.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer as contas no quadro com a turma e pedir uma terceira com outros valores.
- Erro comum: baixar o avanço "por cuidado" e queimar a peça.
- Erro comum: esquecer de converter m/min em mm/min antes de dividir.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que um comprimento mal registado estraga todas as profundidades dessa ferramenta.
- Erro comum: trocar uma ferramenta e não medir a nova.
- Pergunta: numa peça de 18 mm, o que acontece a um furo de 12 mm se o comprimento estiver 7 mm a menos? (fica com 19 mm, atravessa).
NOTAS DO PROFESSOR
- Desenhar no quadro um contorno com setas e marcar de que lado fica a ferramenta.
- Erro comum: trocar G41 por G42 e cortar por dentro da peça.
- Erro comum: ativar a compensação num arco ou já dentro do material.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer desenhar o círculo da fresa real e o da fresa registada junto à aresta.
- Erro comum: achar que "fresa maior dá peça maior"; no contorno exterior é o contrário.
- Vantagem da compensação: fresa afiada com menos 0,1 mm corrige-se na tabela e o programa fica igual.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que um programa bem estruturado é meio caminho para um programa fácil de rever.
- Erro comum: deixar o programa sem M30 (o comando não o dá por terminado).
- Boa prática: M05 antes de M30, para a paragem da rotação ficar explícita.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma "ler" o bloco em voz alta, palavra a palavra.
- A maioria dos comandos aceita as palavras noutra ordem, mas a ordem habitual torna o programa legível para todos.
- Explicar porque se numera de 10 em 10: deixa espaço para acrescentar blocos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: perceber o que é modal evita código redundante e evita "esquecer" uma função ativa.
- Erro comum: pensar que N30 desce "com cuidado"; desce em rápido porque G00 é modal.
- Pergunta: se G01 não aparece nas 3 linhas seguintes, que movimento continua ativo? (G01).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a família de cada código: G é geometria e modo; M é máquina.
- Erro comum: trocar G00 (rápido, sem corte) por G01 e entrar no material em rápido.
- Os ciclos fixos existem em quase todos os comandos, mas os parâmetros mudam: manual sempre.
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar que M03, M05, M06 e M30 são praticamente universais; os restantes M dependem da máquina.
- Erro comum: assumir que M08 liga a aspiração em qualquer máquina de madeira.
- Pergunta: porque é que M06 vem antes de M03? (a troca faz-se com a árvore parada).
NOTAS DO PROFESSOR
- Desenhar o arco no quadro quadriculado e medir as duas distâncias ao centro.
- Erro comum: calcular I e J a partir do zero peça em vez do ponto inicial.
- Exercício: os outros três cantos de uma peça de 300 x 200 percorrida no sentido horário (todos G02).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o que se transfere entre máquinas é o raciocínio (zero, pontos, ferramentas, sequência).
- Erro comum: assumir que todos os comandos aceitam exatamente os mesmos códigos.
- Se a escola tiver software de fabricante, mostrar a mesma peça em ISO e no software.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar que o objetivo da UC é a lógica de programação, transferível entre ISO e software gráfico.
- Erro comum: depender do software sem perceber o programa que ele gera.
- Exemplo: abrir um programa gerado e identificar cabeçalho, trocas de ferramenta e contorno.
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar a sequência: trocar, rodar, subir, posicionar, aproximar, compensar, cortar.
- Erro comum: descer em G00 até dentro do material e partir a ferramenta.
- Confirmar no catálogo se a fresa permite mergulho vertical (corte ao centro).
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir na regra do rápido: fora do material e acima dos obstáculos.
- Erro comum: deslocar em XY sem subir e arrastar a ferramenta pela peça ou contra um batente.
- Pergunta: porque é que a ferramenta sobe em Z antes de se deslocar em XY?
NOTAS DO PROFESSOR
- O sistema 32 é uma convenção da indústria, não uma norma de um organismo; confirmar sempre no catálogo da ferragem.
- Erro comum: espaçar os furos de forma arbitrária em vez do passo de 32 mm.
- Verificação do exemplo: 200 - 64 = 136 e 400 - 264 = 136, simétrico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao critério de desempenho: elaborar a tabela de pontos, coordenadas e movimentos de ferramenta.
- Erro comum: esquecer os pontos de entrada e saída, ou os pontos de tangência dos arcos.
- Exercício: contar os pontos notáveis de uma peça em L com os cantos arredondados.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar como cada linha da tabela se transforma num bloco do programa.
- Verificar com a turma o raio de cada arco: distância do centro ao início e ao fim, sempre 20.
- Erro comum: trocar X com Y ao preencher a tabela.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à atitude de sentido de organização: uma tabela sem versão é fonte garantida de erros.
- Erro comum: mudar o desenho e esquecer a tabela.
- Pergunta: se o zero passar para o centro de uma peça de 300 x 200, onde fica o furo central? (X0 Y0).
NOTAS DO PROFESSOR
- Explicar porque o recorte vem depois da furação: a peça solta tem menos área de fixação.
- Erro comum: recortar primeiro e furar uma peça mal presa.
- Peças pequenas em nesting: recortar primeiro as pequenas, deixar pontes ou passagem final leve.
NOTAS DO PROFESSOR
- Peça de 400 x 300 x 18 a partir de um bruto de 410 x 310; o mergulho do recorte faz-se fora do bruto.
- Erro comum: descer a fresa do recorte em cima da peça em vez de fora.
- Mostrar que Z-18.5 atravessa a peça com 0,5 mm de folga: as ventosas não podem estar debaixo do percurso.
NOTAS DO PROFESSOR
- O programa completo está na sebenta, capítulo 14: percorrê-lo bloco a bloco com a turma.
- Erro comum: esquecer G90 depois do troço incremental; mostrar o que o Z20 seguinte faria em G91.
- Exercício: acrescentar uma terceira fila de furos e atualizar a tabela.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: simular faz parte do critério de desempenho da UC.
- Erro comum: simular só a geometria e não ver as colisões com a fixação.
- Mostrar no simulador da escola a diferença de cor entre rápidos e movimentos de corte.
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma para classificar um erro visto na simulação numa destas categorias.
- Erro comum: corrigir o sintoma na máquina em vez de corrigir o bloco errado.
- Exemplo: mostrar um programa com G00 Z-12 e pedir o erro e a correção (G00 Z2, depois G01 Z-12).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar às atitudes do referencial: responsabilidade, respeito pelas regras, sentido crítico.
- Erro comum: tratar o EPI como opcional em testes rápidos.
- Até 17/01/2023 o valor-limite do pó de madeira dura era de 3 mg/m³.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao critério de desempenho de verificar o funcionamento dos programas.
- Erro comum: medir só a primeira peça e nunca mais.
- Anunciar as fichas e o mini-projeto: elaborar, simular e verificar um programa completo.