NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: quem controla custos em obra usa o orçamento de execução (interno), nunca o de proposta.
- Erro comum: o aluno pensa que "orçamento" é só o preço ao cliente e ignora o orçamento interno.
- Pergunta à turma: porque é que uma empresa não pode controlar custos comparando com o preço que cobrou?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os quatro contextos vêm diretamente do referencial da UC; ajuda os alunos a perceberem onde vão aplicar isto no estágio.
- Erro comum: pensar que controlo de custos é só "trabalho de escritório". Nasce no estaleiro, é lá que os dados reais são recolhidos.
- Pergunta: qual destes quatro contextos achas que exige mais rapidez de decisão, e porquê?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este ciclo é mensal e cíclico, não uma tarefa de fim de obra.
- Erro comum: tratar o controlo de custos como uma auditoria final, em vez de rotina mensal.
- Exemplo: ligar este slide ao auto de medição mensal (Bloco 11), que é o instrumento deste ciclo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: estes quatro blocos aparecem em toda a sebenta e no projeto; é o mapa mental da UC inteira.
- Erro comum: misturar custos de estaleiro com custos indiretos. O estaleiro é físico e da própria obra; os indiretos são da estrutura da empresa.
- Exemplo: pedir à turma para classificar 5 despesas (aluguer de contentor, salário do gestor financeiro, aço, seguro da empresa, vedação) nos quatro blocos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este caso de estudo volta em todos os blocos seguintes; vale a pena escrevê-lo num canto do quadro e ir preenchendo.
- Erro comum: esquecer que custos diretos (mão de obra + materiais + equipamentos + subempreitadas) somam 76% do orçamento, é ali que se decide a maior parte da margem.
- Pergunta: qual destas rubricas achas mais fácil de desviar do previsto, e porquê?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o custo horário já inclui os encargos sociais, não é só o salário líquido.
- Erro comum: esquecer os encargos sociais e subestimar o custo real de mão de obra em 20 a 30%.
- Exemplo/analogia: pedir à turma para calcular o custo de outra equipa com rendimento e custo horário diferentes.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os encargos sociais não são um detalhe contabilístico, representam quase 30% do custo horário neste exemplo.
- Erro comum: pedir uma cotação de mão de obra "ao subempreiteiro" e esquecer de confirmar se já inclui encargos.
- Pergunta: se os encargos subissem para 35% do salário base, qual seria o novo custo horário?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: as perdas (5%, 8%, 10%) variam por material e por processo construtivo; não são um número fixo universal.
- Erro comum: esquecer o coeficiente de perdas e orçamentar pelo preço de tabela do fornecedor.
- Exercício rápido: calcular o custo de um material a 40 €/unidade com 10% de perdas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o coeficiente de perdas vem da experiência de obras anteriores da empresa, não de uma tabela universal.
- Erro comum: copiar o mesmo coeficiente de perdas para todos os materiais, sem distinguir a natureza de cada um.
- Exemplo: comparar o efeito de errar o coeficiente de perdas do betão (impacto pequeno) com errar o do aço (impacto maior, porque o aço é mais caro por unidade).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este valor (245,75 €/m³) volta no Bloco 9 (preço de venda) e no Bloco 11 (auto de medição); é o fio condutor da UC.
- Erro comum: somar valores em unidades diferentes (€/kg com €/m²) sem converter primeiro para €/m³.
- Exercício: fazer a turma somar a coluna e confirmar os 245,75 €/m³ com a calculadora.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um erro de 5% numa ficha usada em 40 m³ é um erro de centenas de euros, não um detalhe.
- Erro comum: copiar uma ficha antiga sem atualizar os preços dos materiais.
- Pergunta: se a ficha do betão estivesse 10% a menos, qual o impacto no preço de venda total de 40 m³?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o preço unitário é uma constante da ficha, não varia com a quantidade executada (salvo renegociação de contrato).
- Erro comum: pensar que quantidades maiores "baixam" automaticamente o preço unitário sem nenhuma renegociação.
- Exercício: calcular o preço total para 25 m³ com o mesmo preço unitário.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a depreciação anual = (valor de aquisição − valor residual) / vida útil; é a base de qualquer cálculo de compra.
- Erro comum: comparar só o custo/hora do aluguer com o custo/hora de compra sem incluir manutenção e combustível em ambos.
- Exercício: e se a empresa só usasse a máquina 300 h/ano, compensa comprar?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o custo de combustível e de operador não muda com a utilização mensal, só a parcela fixa do aluguer se dilui.
- Erro comum: negociar um aluguer sem planear a utilização real da máquina, deixando-a parada mas a pagar-se por inteiro.
- Pergunta: porque é que compensa mais planear bem a agenda do equipamento alugado do que negociar só o preço do aluguer?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este é o erro mais comum na seleção de equipamentos, escolher pelo preço à hora.
- Erro comum: ignorar a produtividade e escolher sempre o aluguer mais barato.
- Exercício: calcular o custo por m³ de um terceiro equipamento com 50 €/h e 45 m³/h de produção.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a direção e fiscalização é o maior peso (36,7%) porque é sobretudo tempo, não material; cresce com o prazo, não com a área.
- Erro comum: tratar o estaleiro como um valor fixo, ignorando que depende diretamente da duração da obra.
- Pergunta: se a obra durar 8 meses em vez de 5, o que acontece ao custo total de estaleiro?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: distinguir custos fixos (uma só vez) de custos variáveis com o prazo é essencial para prever o impacto de um atraso.
- Erro comum: assumir que o estaleiro cresce sempre na mesma proporção do prazo; os componentes fixos não crescem.
- Exercício: recalcular o estaleiro para uma obra de 6 meses, mantendo os mesmos valores mensais das rubricas variáveis.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: quem ignora os custos indiretos ao orçamentar está a subsidiar a obra com dinheiro da estrutura central.
- Erro comum: confundir custos indiretos (da empresa) com custos de estaleiro (da própria obra).
- Exemplo: pedir 3 despesas reais de uma empresa de construção e classificá-las nos dois grupos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a percentagem aplicada em cada ficha de preço e a percentagem que resulta do orçamento total devem ser coerentes entre si.
- Erro comum: aplicar 25% em todas as fichas mas depois descobrir, no fecho, que o total de indiretos e margem ficou muito abaixo disso.
- Pergunta: se uma empresa aplicasse sistematicamente 25% nas fichas mas o total da obra desse só 15%, o que estaria a correr mal?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: 307,19 €/m³ é o preço que vai para a proposta ao cliente; volta no Bloco 11 no auto de medição.
- Erro comum: aplicar a percentagem de indiretos sobre o preço de venda em vez de sobre o custo direto (dá um valor diferente e errado).
- Exercício: recalcular o preço de venda de uma rubrica com custo direto de 100 €/m² e percentagem de 20%.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a percentagem não é um número técnico fixo, é uma decisão da gestão que equilibra competitividade e margem.
- Erro comum: achar que "quanto mais baixo, melhor", esquecendo que a margem cobre risco e estrutura, não é só lucro puro.
- Pergunta: em que situação faria sentido uma empresa baixar a percentagem para ganhar um concurso?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: preço, prazo e garantia têm de se avaliar em conjunto, nunca só o número mais baixo.
- Erro comum: escolher automaticamente o preço mais baixo sem confirmar o mesmo âmbito de trabalho.
- Pergunta: se a obra atrasar 2 semanas por causa do subempreiteiro B, quanto custa isso em estaleiro (3.000 €/mês)?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: comparar propostas exige somar o custo do prazo (via estaleiro), não só o preço da fatura do subempreiteiro.
- Erro comum: aprovar a proposta mais barata sem calcular o impacto do prazo no custo total da obra.
- Exercício: refazer a conta assumindo um estaleiro de 4.000 €/mês em vez de 3.000 €/mês.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o preço unitário do auto é sempre o preço de venda contratual (307,19 €/m³), o mesmo calculado no Bloco 9.
- Erro comum: usar o custo direto em vez do preço de venda ao calcular o valor do auto.
- Exercício: somar as três linhas com a turma e confirmar os 23.372,60 €.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: as duas percentagens (retenção e amortização) constam sempre do contrato, não são fixas por lei.
- Erro comum: esquecer uma das duas deduções e faturar o valor bruto do auto.
- Pergunta: se o adiantamento já estivesse todo amortizado, qual seria o valor a pagar?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a retenção é dinheiro da empresa que fica "parado" até ao fim da obra, é um custo de tesouraria, não uma perda.
- Erro comum: esquecer de incluir a retenção acumulada no planeamento financeiro da empresa.
- Pergunta: se uma obra tiver 8 autos com retenção de 5% cada um, aproximadamente que percentagem do valor total da obra fica retida até à receção?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o previsto NUNCA é o orçamento total, é o orçamento multiplicado pelo avanço físico atingido (60%).
- Erro comum: comparar o custo real acumulado com o orçamento total da obra, o que exagera ou esconde o desvio real.
- Exercício: calcular o desvio % dos materiais passo a passo com a turma (54.000 → 61.000).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um desvio total moderado (+9,3%) pode esconder rubricas muito piores (+16,7% no estaleiro); nunca ficar só pelo total.
- Erro comum: tranquilizar-se com o desvio total sem abrir o detalhe por rubrica.
- Pergunta: se só corrigisses uma rubrica esta semana, qual escolherias primeiro, e porquê?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este é um dos raciocínios mais avançados da UC, distinguir desvio de execução de margem estrutural negativa.
- Erro comum: pressionar a equipa de obra a "poupar mais" quando o desvio já é 0%, o problema está no preço vendido, não na obra.
- Pergunta: quem deve corrigir este tipo de prejuízo, a equipa de obra ou quem faz as propostas?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: EV não é o custo real, é o VALOR do trabalho feito medido pelo orçamento. É a confusão mais comum do bloco.
- Erro comum: trocar EV por AC nas fórmulas de CV e SV, invertendo a conclusão.
- Exemplo/analogia: PV é onde devias estar, EV é onde realmente estás fisicamente, AC é quanto gastaste para lá chegar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os dois índices (CPI e SPI) abaixo de 1 apontam para dois problemas diferentes, custo e prazo, que exigem ações diferentes.
- Erro comum: olhar só para o SV/SPI e ignorar o CV/CPI, ou vice-versa.
- Exercício: recalcular o CPI e o SPI se o custo real tivesse sido 125.000 € em vez de 134.500 €.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: ter os 8 valores lado a lado numa só tabela ajuda a turma a ver a história completa de uma vez.
- Erro comum: calcular cada indicador isoladamente sem perceber a narrativa conjunta (obra cara e lenta).
- Pergunta: qual destes 8 valores mudarias primeiro, se pudesses corrigir só um?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a fórmula de revisão varia de contrato para contrato, não existe uma fórmula única de memória.
- Erro comum: tentar "decorar" uma fórmula de revisão de preços e aplicá-la a qualquer contrato.
- Pergunta: porque é que um contrato de 3 anos precisa de revisão de preços e um de 2 meses normalmente não?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a revisão pode ser negativa (se os índices descerem), não é sempre um acréscimo ao valor do auto.
- Erro comum: assumir que a revisão de preços só serve para a empresa "ganhar mais"; é uma correção em ambos os sentidos.
- Pergunta: em que tipo de contrato achas que a revisão de preços é mais relevante, obra pública ou obra particular de curta duração?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: rigor, autonomia e respeito pelas normas são atitudes avaliadas nesta UC, tal como os cálculos.
- Erro comum: tratar segurança e ambiente como burocracia à parte do "verdadeiro" controlo de custos.
- Exemplo: um acidente de trabalho pode custar mais à obra do que todos os desvios de materiais somados.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta tabela liga diretamente as atitudes do referencial a comportamentos concretos, não é teoria abstrata.
- Erro comum: pensar que "atitudes" são avaliadas à parte da técnica, quando na prática decidem a qualidade dos cálculos.
- Pergunta: qual destas atitudes achas que falha mais vezes num estaleiro real, e porquê?