UC01996 · Implementar circuitos com amplificadores operacionais
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Implementar circuitos com amplificadores operacionais

AOP ideal e real, configurações lineares/não-lineares, filtros activos, aplicações
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Índice

Bloco Tema
1 AOP ideal vs real — parâmetros, LM741, TL071, LM358
2 Configurações lineares — inversor, não-inversor, buffer, somador
3 Configurações lineares avançadas — diferencial, integrador, derivador, amp. instrumentação
4 Configurações não-lineares — comparador, Schmitt trigger, oscilador quadrado
5 Filtros activos — Butterworth 1ª e 2ª ordem, passa-baixo, passa-alto
6 Aplicações — sensor NTC, amp. de célula de carga, oscilador Wien
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Bloco 1 · AOP Ideal vs Real

Parâmetros, modelos e componentes reais

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O amplificador operacional ideal

O AOP ideal tem as seguintes propriedades:

  • Ganho em malha aberta: A₀ → ∞
  • Impedância de entrada: Zin → ∞ (não absorve corrente)
  • Impedância de saída: Zout = 0 (fonte de tensão ideal)
  • Largura de banda: infinita (amplifica todas as frequências)
  • CMRR: infinito (rejeita completamente o sinal de modo comum)
  • Tensão de offset: 0 V (Vout = 0 quando V+ = V–)

Regras de ouro (para análise com realimentação negativa):

  1. V+ = V– (tensão diferencial = 0)
  2. I+ = I– = 0 (corrente nas entradas = 0)
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AOP real — parâmetros importantes

Parâmetro Definição LM741 TL071 LM358
VIO (offset) Vtensão quando Vout=0 1–6 mV 3–15 mV 2–7 mV
IB (bias) Corrente nas entradas 80–500 nA 30–200 pA 20–250 nA
CMRR Rejeição modo comum 70–90 dB 80–100 dB 65–85 dB
GBW Produto ganho×banda 1 MHz 3 MHz 1 MHz
Slew rate Velocidade de subida da saída 0,5 V/µs 13 V/µs 0,6 V/µs
Supply Alimentação ±15V ±15V ±1,5–16V
TL071: JFET input → IB muito baixa (pA). LM358: single-supply, ideal para 5V de microcontrolador.
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Bloco 2 · Configurações Lineares

Inversor, não-inversor, buffer, somador

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Amplificador inversor

Vin ──[R1]── V– ──── Vout
              |
             [Rf]
              |
             Vout (realimentação)
V+ ── GND

Ganho:

Impedância de entrada: Zin = R1 (pois V– ≈ virtual ground)

Exemplo: R1 = 1 kΩ, Rf = 10 kΩ → Av = –10 (ganho 20 dB, inversão de fase)

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Amplificador não-inversor

Vin ──── V+
         V– ──[R1]── GND
          |
         [Rf]
          |
         Vout

Ganho:

Impedância de entrada: Zin → ∞ (entrada V+ directa ao AOP)

Exemplo: R1 = 10 kΩ, Rf = 90 kΩ → Av = 10 (ganho 20 dB, sem inversão)

Seguidor de tensão (buffer): Rf = 0 (curto), R1 = ∞ (aberto) → Av = 1
Zin ≈ ∞, Zout ≈ 0 → perfeito para adaptação de impedâncias

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Somador inversor

V1 ──[R1]──┐
V2 ──[R2]──┤── V– ──── Vout
V3 ──[R3]──┘  |
              [Rf]

Saída:

Caso especial (R1 = R2 = R3 = R):

Aplicação: misturador de áudio (mixer), conversor DAC ponderado

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Bloco 3 · Lineares Avançadas

Diferencial, integrador, derivador, amp. instrumentação

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Amplificador diferencial (subtractor)

Com R1 = R2 = R3 = R4 = R (resistências emparelhadas):

Usos: medir diferença entre dois sinais; eliminar ruído de modo comum; ligar a pontes de Wheatstone

Limitação: CMRR real depende do emparelhamento das resistências (usar redes de resistências precisas: 0,1%)

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Integrador e Derivador

Integrador (substitui Rf por condensador C):

  • Entrada quadrada → saída triangular
  • Entrada sinusoide → saída sinusoide desfasada –90°
  • Aplicação: integração de sinal, filtro passa-baixo, gerador de rampa

Derivador (substitui R1 por condensador C):

  • Entrada rampa → saída DC
  • Entrada sinusoide → saída sinusoide desfasada +90°
  • Cuidado: amplifica ruído de alta frequência → instável em prática; adicionar R em série com C
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Amplificador de instrumentação (In-Amp)

Três AOPs em configuração padrão — rejeição de modo comum muito elevada:

V1 ──[AOP1]──┬──[R1]──[R_G]──[R2]──┬──[AOP3]── Vout
              |                      |
V2 ──[AOP2]──┘                      └

Ganho ajustável por RG:

(R = resistências internas fixas; RG = resistência externa de ganho)

  • CMRR elevado (100–120 dB): ideal para sinais bioeléctricos (ECG, EMG)
  • Circuitos integrados: INA128, AD620, INA333
  • Aplicação: amplificar sinal de ponte de Wheatstone (célula de carga, strain gauge)
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Bloco 4 · Não-Lineares

Comparador, Schmitt trigger, oscilador quadrado

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Comparador

O AOP sem realimentação opera em malha aberta — ganho ≈ 100 000:

  • V+ > V–: Vout = +Vsat (≈ +13 V para alimentação ±15 V)
  • V+ < V–: Vout = –Vsat (≈ –13 V)

Comparador com referência:

Vin ──── V+
Vref ─── V–
Vout = +Vsat se Vin > Vref
Vout = –Vsat se Vin < Vref

Problema: comutação rápida em torno de Vref com ruído → múltiplas comutações

Solução: Schmitt trigger (histerese)

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Schmitt trigger (comparador com histerese)

Realimentação positiva → histerese (duas tensões de limiar diferentes):

Dimensionamento: para ΔV desejada:

Imune ao ruído: o sinal tem de mudar mais de ΔV/2 para provocar uma nova comutação

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Gerador de onda quadrada com AOP

Schmitt trigger + condensador = oscilador astável:

      +──[R]──┐
              C ← carga/descarga
              │
   +──[Rf]──┬─┤V–
            │  │AOP
   +──[R1]──┘  │V+
              Vout

Frequência de oscilação:

Para R1 = R_f:

Duty cycle: 50% com R1 = Rf (simétrico); ajustável com díodos assimétricos

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Bloco 5 · Filtros Activos

Butterworth 1ª e 2ª ordem, passa-baixo, passa-alto

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Filtro passa-baixo activo — 1ª ordem

Vin ──[R1]──┬── V– ──── Vout
            C           |
            │          [Rf]
           GND           │
                        [R2]
                         │
                        GND

Configuração não-inversora com RC na entrada:

Ganho em passband: A₀ = 1 + Rf/R2

Frequência de corte: fc = 1 / (2π R1 C)

Atenuação: –20 dB/dec acima de fc

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Filtro Butterworth 2ª ordem — Sallen-Key

Topologia Sallen-Key (não-inversora, A₀ = 1):

Vin ──[R1]──[R2]──┬── V+ ── Vout
                  C2        │
              ┌──────────── │
              C1          [feedback]
              │
             GND

Frequência de corte:

Para Butterworth (máxima planura na passband): Q = 1/√2 = 0,707

Procedimento simplificado (R1=R2=R, C1=C2=C):

Atenuação: –40 dB/dec acima de fc (muito mais eficaz que 1ª ordem)

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Filtro passa-alto activo — 2ª ordem Sallen-Key

Mesma topologia mas trocando R e C:

Acima de fc: ganho constante (na passband)
Abaixo de fc: atenuação de –40 dB/dec

Exemplo de cálculo (fc = 1 kHz):

  1. Escolher C = 10 nF
  2. R = 1/(2π × 1000 × 10n) = 1/62832n = 15,9 kΩ → usar 15 kΩ + 1 kΩ em série
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Bloco 6 · Aplicações

Sensor NTC, célula de carga, oscilador Wien

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Sensor de temperatura — NTC + AOP

NTC: resistência cai com temperatura (característica exponencial):

Circuito de condicionamento:

+VCC ──[Rref]──┬── Vin → AOP não-inversor (amplificar + linearizar)
               NTC
               │
              GND

Linearização parcial: usar Rref = R_NTC(Tmédio) → tensão mais linear na gama de interesse

Ganho do AOP: ajustar para Vout = 0–5 V na gama de temperatura desejada (ex: 0–100°C)

Calibração: 2 pontos (gelo + água a ferver) → ajustar R de ganho e offset

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Amplificador de célula de carga

Célula de carga (strain gauge): 4 resistências em ponte de Wheatstone

  • Sinal diferencial: 1–10 mV/V de excitação, modo comum ≈ Vexcitação/2

Circuito de medição:

Vexc ─── [Ponte Wheatstone] ──┬── V1
                               │
                               └── V2
V1, V2 → Amplificador de Instrumentação (INA128)

Cálculo de ganho (INA128):

Para ganho de 500: RG = 50k/(500–1) = 100 Ω

Tensão de saída máxima: Sinal = 2 mV/V × Vexc × (massa máxima/fundo de escala) × Av → 0–5 V

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Oscilador Wien — AOP com realimentação positiva e negativa

Oscilador sinusoidal estável usando rede RC de Wien:

Condição de oscilação: A₀ = 3 (ganho exacto de 3)

Circuito estabilizado (controlo de amplitude automático):

  • R_f substituído por par NTC+R ou lâmpada de incandescência (resistência não-linear)
  • Quando amplitude cresce: resistência aumenta → ganho reduz → amplitude estabiliza

Exemplo: R = 10 kΩ, C = 16 nF → f = 1/(2π×10k×16n) = 1/(1005n) = 995 Hz ≈ 1 kHz

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Resumo UC01996

Configurações lineares — fórmulas rápidas

  • Inversor: Av = –Rf/R1; Não-inversor: Av = 1 + Rf/R1; Buffer: Av = 1
  • Somador: Vout = –Rf(V1/R1 + V2/R2); In-Amp: Av = 1 + 2R/RG

Não-lineares

  • Comparador: Vout = ±Vsat consoante V+ vs V–
  • Schmitt trigger: histerese ΔV = 2Vsat × R1/(R1+Rf) — imune ao ruído
  • Oscilador quadrado: f = 1/(2,2RC) com R1 = Rf

Filtros activos

  • Butterworth 1ª ordem: –20 dB/dec; 2ª ordem Sallen-Key: –40 dB/dec
  • fc = 1/(2πRC) com R1=R2=R, C1=C2=C
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NOTAS DO PROFESSOR 📖 O amplificador operacional ideal As duas "regras de ouro" são a ferramenta mais poderosa de toda a disciplina: com elas, e desde que haja realimentação negativa, analisa-se qualquer montagem linear sem equações complicadas. Convém insistir que estas regras só valem em malha fechada e que partem das propriedades ideais (ganho e impedância de entrada infinitos). Dominar este slide é a chave para todos os cálculos que se seguem. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar porque o ganho infinito força V+ = V– quando há realimentação • Justificar I+ = I– = 0 a partir da impedância de entrada infinita • Antecipar que estas regras vão resolver inversor, não-inversor e somador

NOTAS DO PROFESSOR 📖 AOP real e escolha de componente O salto do ideal para o real é o que torna possível escolher o AOP certo para cada projeto. Importa que se perceba que parâmetros como offset, slew rate e GBW limitam o desempenho e variam muito entre famílias. O exemplo prático — LM358 para circuitos de 5 V de microcontrolador, TL071 para alta impedância — dá-lhes critérios de seleção utilizáveis já. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar o que cada parâmetro limita na prática (offset, slew rate, GBW) • Mostrar quando escolher um AOP single-supply como o LM358 • Relacionar a entrada JFET do TL071 com a corrente de polarização em pA

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Amplificador inversor O inversor é a montagem-base e o melhor sítio para mostrar as regras de ouro em ação, com o conceito de terra virtual no nó V–. O ganho depender apenas da razão de duas resistências é uma ideia poderosa: precisão fácil e previsível. Convém alertar para o sinal negativo, que significa inversão de fase, algo que importa em áudio e em controlo. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Demonstrar o conceito de terra virtual no nó inversor • Mostrar que a impedância de entrada é simplesmente R1 • Discutir o significado prático da inversão de fase (sinal negativo)

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Amplificador não-inversor e buffer O não-inversor mantém a fase e oferece impedância de entrada altíssima, o que o torna ideal para amplificar sinais de sensores frágeis. O caso particular do buffer (ganho 1) é mais útil do que parece: não amplifica, mas isola e adapta impedâncias, evitando que um andar "carregue" o anterior. Esta ideia de isolamento é um conceito de sistema que vale a pena sublinhar. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Contrastar Zin do não-inversor com a do inversor e dizer quando importa • Explicar o buffer como "isolador" entre andares de um circuito • Notar que o ganho nunca é inferior a 1 nesta configuração

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Somador inversor O somador mostra que o AOP não serve só para amplificar — combina sinais matematicamente. Como cada entrada vê a terra virtual, os canais não interferem entre si, o que explica porque funciona tão bem como mixer de áudio. O caso de resistências iguais simplifica a fórmula para uma soma direta, fácil de demonstrar no quadro. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar porque a terra virtual isola as entradas umas das outras • Ligar a aplicação ao mixer de áudio com vários canais • Mostrar como ponderar canais escolhendo resistências diferentes

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Amplificador diferencial O diferencial amplifica a diferença entre dois sinais e rejeita o que é comum a ambos — exatamente o que se quer para eliminar ruído captado igualmente nos dois fios. O ponto crítico a transmitir é que a rejeição real depende do emparelhamento das resistências; resistências mal casadas estragam o CMRR. Isto motiva o uso de redes de precisão e prepara o terreno para o amplificador de instrumentação. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar o que é sinal de modo comum com um exemplo de ruído de rede • Mostrar porque resistências a 0,1% melhoram drasticamente o CMRR • Antecipar a limitação que o In-Amp do próximo bloco vem resolver

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Integrador e derivador Estas duas montagens mostram que o AOP realiza operações de cálculo — integral e derivada — sobre sinais, ligando a eletrónica à matemática que os alunos conhecem. A conversão de onda quadrada em triangular (integrador) é uma demonstração visual muito eficaz. O aviso sobre o derivador é importante na prática: ele amplifica ruído e tende a ser instável, por isso quase nunca se usa puro. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Demonstrar entrada quadrada a dar saída triangular no integrador • Explicar o desfasamento de ±90° em sinais sinusoidais • Justificar porque o derivador puro é evitado e precisa de R em série

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Amplificador de instrumentação O In-Amp é a solução profissional para medir pequenos sinais diferenciais com ruído elevado, como os de sensores biomédicos. A grande vantagem é o ganho controlado por uma única resistência externa (RG) e o CMRR muito alto, sem depender de emparelhamento manual de resistências. Convém referir circuitos integrados reais (AD620, INA128) para que se perceba que não se constrói com AOPs avulsos no dia a dia. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Mostrar como uma só resistência RG ajusta todo o ganho • Explicar porque o CMRR elevado é essencial em ECG e células de carga • Apresentar CIs comerciais como o AD620 em vez de montagem discreta

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Comparador O comparador é o AOP usado deliberadamente sem realimentação, em malha aberta, onde o ganho enorme leva a saída a saturar num dos extremos. É a ponte entre o mundo analógico e o digital: transforma uma comparação de tensões num nível alto ou baixo. O problema do "chattering" com ruído motiva diretamente o Schmitt trigger do slide seguinte. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Sublinhar que aqui não há realimentação — é a exceção às regras de ouro • Mostrar a saída a saltar entre +Vsat e –Vsat conforme as entradas • Demonstrar o problema das comutações múltiplas com um sinal ruidoso

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Schmitt trigger (histerese) O Schmitt trigger resolve elegantemente o problema do comparador ao usar realimentação positiva para criar dois limiares distintos. A ideia de histerese — "a tensão de disparo depende do estado atual" — é nova para muitos alunos e merece uma demonstração gráfica. Saber dimensionar ΔV em função das resistências dá-lhes controlo direto sobre a imunidade ao ruído. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Desenhar o ciclo de histerese com os dois limiares VH e VL • Explicar como a largura da histerese determina a imunidade ao ruído • Resolver o dimensionamento de R1/Rf para uma ΔV pretendida

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Gerador de onda quadrada Juntar um Schmitt trigger a um condensador que carrega e descarrega produz um oscilador astável — um circuito que gera sinal sem qualquer entrada. É a demonstração de que realimentação positiva mais um elemento de memória (o condensador) bastam para oscilar. A fórmula da frequência e o controlo do duty cycle ligam-no a aplicações como clocks e geradores de teste. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Seguir o condensador a carregar e descarregar entre os limiares • Mostrar como R e C definem a frequência de oscilação • Explicar como obter duty cycle de 50% ou ajustá-lo com díodos

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Filtro passa-baixo activo de 1ª ordem O filtro ativo combina a seletividade de um RC com o ganho e a baixa impedância de saída do AOP — o "ativo" está precisamente no facto de poder amplificar enquanto filtra. O conceito central é a frequência de corte fc, onde o sinal começa a ser atenuado a –20 dB/dec. É o ponto de partida para perceber porque uma ordem superior atenua mais depressa. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar o que significa "passa-baixo" com um exemplo de áudio • Mostrar o cálculo de fc a partir de R1 e C • Introduzir a ideia de declive de atenuação em dB/dec

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Filtro Butterworth de 2ª ordem (Sallen-Key) A topologia Sallen-Key é a forma prática mais comum de construir filtros de 2ª ordem e duplica a atenuação para –40 dB/dec. O que distingue o Butterworth é o fator Q de 0,707, que dá a resposta mais plana possível na banda passante — sem ondulações. O procedimento simplificado com R1=R2 e C1=C2 é o que os alunos vão usar para dimensionar. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Comparar visualmente a atenuação de 1ª e 2ª ordem no mesmo gráfico • Explicar o significado do Q = 0,707 (máxima planura) • Demonstrar o procedimento simplificado de cálculo de R e C

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Filtro passa-alto activo de 2ª ordem O passa-alto é o espelho do passa-baixo: troca-se a posição de R e C e passa a atenuar as baixas frequências em vez das altas. Vale a pena fazer este paralelismo explícito para que se perceba que é a mesma topologia com componentes trocados. O exemplo de cálculo mostra o passo prático de escolher um C cómodo e calcular R, arredondando para valores comerciais em série. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Mostrar que basta trocar R e C para passar de passa-baixo a passa-alto • Dar exemplos de uso (cortar zumbido de rede, remover componente DC) • Resolver o cálculo escolhendo primeiro C e depois R

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Sensor de temperatura com NTC e AOP Esta aplicação mostra o papel do AOP como "condicionador de sinal": pega numa tensão pequena e não-linear da NTC e entrega uma saída amplificada e mais linear, pronta para um ADC. O conceito de calibração de dois pontos (gelo e água a ferver) é simples, memorável e diretamente reproduzível em laboratório. Liga a eletrónica analógica à aquisição de dados real. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar porque a NTC precisa de linearização e condicionamento • Demonstrar a calibração de dois pontos com gelo e água a ferver • Ligar a saída de 0–5 V à entrada de um microcontrolador

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Amplificador de célula de carga A célula de carga é a aplicação por excelência do In-Amp: um sinal diferencial minúsculo (milivolts) sobre um modo comum grande, exatamente o cenário que o amplificador de instrumentação foi feito para tratar. Convém percorrer o cálculo do ganho do INA128 e mostrar como se mapeia a gama de massa para uma saída de 0–5 V. É um exemplo profissional muito presente em balanças industriais. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar a ponte de Wheatstone e o sinal diferencial em mV/V • Calcular o RG do INA128 para um ganho pretendido • Discutir a importância do CMRR para rejeitar ruído sobre o sinal

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Oscilador de Wien O oscilador de Wien gera uma sinusoide limpa, ao contrário do oscilador quadrado, e introduz uma ideia subtil: a necessidade de controlo automático de amplitude. A condição de ganho exatamente 3 é teoricamente frágil, e é aí que entra o elemento não-linear (lâmpada ou NTC) que estabiliza a oscilação. É um bom exemplo de como a realimentação negativa e positiva coexistem no mesmo circuito. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar porque o ganho tem de ser exatamente 3 para oscilar de forma estável • Mostrar como o elemento não-linear estabiliza automaticamente a amplitude • Contrastar a saída sinusoidal de Wien com a quadrada do astável

NOTAS DO PROFESSOR 📖 Síntese da unidade Este resumo organiza o AOP em três famílias — lineares, não-lineares e filtros — e funciona como folha de fórmulas para revisão. Vale a pena pedir aos alunos que, dada uma montagem, identifiquem a que família pertence e qual a fórmula de ganho ou frequência aplicável. O fio condutor a reforçar é que tudo nasce das duas regras de ouro mais a realimentação. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Mostrar uma montagem ao acaso e pedir que a classifiquem e calculem • Rever as fórmulas de ganho dos principais circuitos lineares • Relembrar o papel da realimentação negativa vs positiva em cada caso