Vin ──── V+
V– ──[R1]── GND
|
[Rf]
|
Vout
Ganho:
Impedância de entrada: Zin → ∞ (entrada V+ directa ao AOP)
Exemplo: R1 = 10 kΩ, Rf = 90 kΩ → Av = 10 (ganho 20 dB, sem inversão)
Seguidor de tensão (buffer): Rf = 0 (curto), R1 = ∞ (aberto) → Av = 1
Zin ≈ ∞, Zout ≈ 0 → perfeito para adaptação de impedâncias
V1 ──[R1]──┐
V2 ──[R2]──┤── V– ──── Vout
V3 ──[R3]──┘ |
[Rf]
Saída:
Caso especial (R1 = R2 = R3 = R):
Aplicação: misturador de áudio (mixer), conversor DAC ponderado
Com R1 = R2 = R3 = R4 = R (resistências emparelhadas):
Usos: medir diferença entre dois sinais; eliminar ruído de modo comum; ligar a pontes de Wheatstone
Limitação: CMRR real depende do emparelhamento das resistências (usar redes de resistências precisas: 0,1%)
Integrador (substitui Rf por condensador C):
Derivador (substitui R1 por condensador C):
Três AOPs em configuração padrão — rejeição de modo comum muito elevada:
V1 ──[AOP1]──┬──[R1]──[R_G]──[R2]──┬──[AOP3]── Vout
| |
V2 ──[AOP2]──┘ └
Ganho ajustável por RG:
(R = resistências internas fixas; RG = resistência externa de ganho)
O AOP sem realimentação opera em malha aberta — ganho ≈ 100 000:
Comparador com referência:
Vin ──── V+
Vref ─── V–
Vout = +Vsat se Vin > Vref
Vout = –Vsat se Vin < Vref
Problema: comutação rápida em torno de Vref com ruído → múltiplas comutações
Solução: Schmitt trigger (histerese)
Realimentação positiva → histerese (duas tensões de limiar diferentes):
Dimensionamento: para ΔV desejada:
Imune ao ruído: o sinal tem de mudar mais de ΔV/2 para provocar uma nova comutação
Schmitt trigger + condensador = oscilador astável:
+──[R]──┐
C ← carga/descarga
│
+──[Rf]──┬─┤V–
│ │AOP
+──[R1]──┘ │V+
Vout
Frequência de oscilação:
Para R1 = R_f:
Duty cycle: 50% com R1 = Rf (simétrico); ajustável com díodos assimétricos
Vin ──[R1]──┬── V– ──── Vout
C |
│ [Rf]
GND │
[R2]
│
GND
Configuração não-inversora com RC na entrada:
Ganho em passband: A₀ = 1 + Rf/R2
Frequência de corte: fc = 1 / (2π R1 C)
Atenuação: –20 dB/dec acima de fc
Topologia Sallen-Key (não-inversora, A₀ = 1):
Vin ──[R1]──[R2]──┬── V+ ── Vout
C2 │
┌──────────── │
C1 [feedback]
│
GND
Frequência de corte:
Para Butterworth (máxima planura na passband): Q = 1/√2 = 0,707
Procedimento simplificado (R1=R2=R, C1=C2=C):
Atenuação: –40 dB/dec acima de fc (muito mais eficaz que 1ª ordem)
Mesma topologia mas trocando R e C:
Acima de fc: ganho constante (na passband)
Abaixo de fc: atenuação de –40 dB/dec
Exemplo de cálculo (fc = 1 kHz):
NTC: resistência cai com temperatura (característica exponencial):
Circuito de condicionamento:
+VCC ──[Rref]──┬── Vin → AOP não-inversor (amplificar + linearizar)
NTC
│
GND
Linearização parcial: usar Rref = R_NTC(Tmédio) → tensão mais linear na gama de interesse
Ganho do AOP: ajustar para Vout = 0–5 V na gama de temperatura desejada (ex: 0–100°C)
Calibração: 2 pontos (gelo + água a ferver) → ajustar R de ganho e offset
Célula de carga (strain gauge): 4 resistências em ponte de Wheatstone
Circuito de medição:
Vexc ─── [Ponte Wheatstone] ──┬── V1
│
└── V2
V1, V2 → Amplificador de Instrumentação (INA128)
Cálculo de ganho (INA128):
Para ganho de 500: RG = 50k/(500–1) = 100 Ω
Tensão de saída máxima: Sinal = 2 mV/V × Vexc × (massa máxima/fundo de escala) × Av → 0–5 V
Oscilador sinusoidal estável usando rede RC de Wien:
Condição de oscilação: A₀ = 3 (ganho exacto de 3)
Circuito estabilizado (controlo de amplitude automático):
Exemplo: R = 10 kΩ, C = 16 nF → f = 1/(2π×10k×16n) = 1/(1005n) = 995 Hz ≈ 1 kHz
Configurações lineares — fórmulas rápidas
Não-lineares
Filtros activos
NOTAS DO PROFESSOR 📖 O amplificador operacional ideal As duas "regras de ouro" são a ferramenta mais poderosa de toda a disciplina: com elas, e desde que haja realimentação negativa, analisa-se qualquer montagem linear sem equações complicadas. Convém insistir que estas regras só valem em malha fechada e que partem das propriedades ideais (ganho e impedância de entrada infinitos). Dominar este slide é a chave para todos os cálculos que se seguem. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar porque o ganho infinito força V+ = V– quando há realimentação • Justificar I+ = I– = 0 a partir da impedância de entrada infinita • Antecipar que estas regras vão resolver inversor, não-inversor e somador
NOTAS DO PROFESSOR 📖 AOP real e escolha de componente O salto do ideal para o real é o que torna possível escolher o AOP certo para cada projeto. Importa que se perceba que parâmetros como offset, slew rate e GBW limitam o desempenho e variam muito entre famílias. O exemplo prático — LM358 para circuitos de 5 V de microcontrolador, TL071 para alta impedância — dá-lhes critérios de seleção utilizáveis já. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar o que cada parâmetro limita na prática (offset, slew rate, GBW) • Mostrar quando escolher um AOP single-supply como o LM358 • Relacionar a entrada JFET do TL071 com a corrente de polarização em pA
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Amplificador inversor O inversor é a montagem-base e o melhor sítio para mostrar as regras de ouro em ação, com o conceito de terra virtual no nó V–. O ganho depender apenas da razão de duas resistências é uma ideia poderosa: precisão fácil e previsível. Convém alertar para o sinal negativo, que significa inversão de fase, algo que importa em áudio e em controlo. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Demonstrar o conceito de terra virtual no nó inversor • Mostrar que a impedância de entrada é simplesmente R1 • Discutir o significado prático da inversão de fase (sinal negativo)
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Amplificador não-inversor e buffer O não-inversor mantém a fase e oferece impedância de entrada altíssima, o que o torna ideal para amplificar sinais de sensores frágeis. O caso particular do buffer (ganho 1) é mais útil do que parece: não amplifica, mas isola e adapta impedâncias, evitando que um andar "carregue" o anterior. Esta ideia de isolamento é um conceito de sistema que vale a pena sublinhar. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Contrastar Zin do não-inversor com a do inversor e dizer quando importa • Explicar o buffer como "isolador" entre andares de um circuito • Notar que o ganho nunca é inferior a 1 nesta configuração
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Somador inversor O somador mostra que o AOP não serve só para amplificar — combina sinais matematicamente. Como cada entrada vê a terra virtual, os canais não interferem entre si, o que explica porque funciona tão bem como mixer de áudio. O caso de resistências iguais simplifica a fórmula para uma soma direta, fácil de demonstrar no quadro. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar porque a terra virtual isola as entradas umas das outras • Ligar a aplicação ao mixer de áudio com vários canais • Mostrar como ponderar canais escolhendo resistências diferentes
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Amplificador diferencial O diferencial amplifica a diferença entre dois sinais e rejeita o que é comum a ambos — exatamente o que se quer para eliminar ruído captado igualmente nos dois fios. O ponto crítico a transmitir é que a rejeição real depende do emparelhamento das resistências; resistências mal casadas estragam o CMRR. Isto motiva o uso de redes de precisão e prepara o terreno para o amplificador de instrumentação. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar o que é sinal de modo comum com um exemplo de ruído de rede • Mostrar porque resistências a 0,1% melhoram drasticamente o CMRR • Antecipar a limitação que o In-Amp do próximo bloco vem resolver
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Integrador e derivador Estas duas montagens mostram que o AOP realiza operações de cálculo — integral e derivada — sobre sinais, ligando a eletrónica à matemática que os alunos conhecem. A conversão de onda quadrada em triangular (integrador) é uma demonstração visual muito eficaz. O aviso sobre o derivador é importante na prática: ele amplifica ruído e tende a ser instável, por isso quase nunca se usa puro. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Demonstrar entrada quadrada a dar saída triangular no integrador • Explicar o desfasamento de ±90° em sinais sinusoidais • Justificar porque o derivador puro é evitado e precisa de R em série
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Amplificador de instrumentação O In-Amp é a solução profissional para medir pequenos sinais diferenciais com ruído elevado, como os de sensores biomédicos. A grande vantagem é o ganho controlado por uma única resistência externa (RG) e o CMRR muito alto, sem depender de emparelhamento manual de resistências. Convém referir circuitos integrados reais (AD620, INA128) para que se perceba que não se constrói com AOPs avulsos no dia a dia. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Mostrar como uma só resistência RG ajusta todo o ganho • Explicar porque o CMRR elevado é essencial em ECG e células de carga • Apresentar CIs comerciais como o AD620 em vez de montagem discreta
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Comparador O comparador é o AOP usado deliberadamente sem realimentação, em malha aberta, onde o ganho enorme leva a saída a saturar num dos extremos. É a ponte entre o mundo analógico e o digital: transforma uma comparação de tensões num nível alto ou baixo. O problema do "chattering" com ruído motiva diretamente o Schmitt trigger do slide seguinte. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Sublinhar que aqui não há realimentação — é a exceção às regras de ouro • Mostrar a saída a saltar entre +Vsat e –Vsat conforme as entradas • Demonstrar o problema das comutações múltiplas com um sinal ruidoso
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Schmitt trigger (histerese) O Schmitt trigger resolve elegantemente o problema do comparador ao usar realimentação positiva para criar dois limiares distintos. A ideia de histerese — "a tensão de disparo depende do estado atual" — é nova para muitos alunos e merece uma demonstração gráfica. Saber dimensionar ΔV em função das resistências dá-lhes controlo direto sobre a imunidade ao ruído. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Desenhar o ciclo de histerese com os dois limiares VH e VL • Explicar como a largura da histerese determina a imunidade ao ruído • Resolver o dimensionamento de R1/Rf para uma ΔV pretendida
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Gerador de onda quadrada Juntar um Schmitt trigger a um condensador que carrega e descarrega produz um oscilador astável — um circuito que gera sinal sem qualquer entrada. É a demonstração de que realimentação positiva mais um elemento de memória (o condensador) bastam para oscilar. A fórmula da frequência e o controlo do duty cycle ligam-no a aplicações como clocks e geradores de teste. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Seguir o condensador a carregar e descarregar entre os limiares • Mostrar como R e C definem a frequência de oscilação • Explicar como obter duty cycle de 50% ou ajustá-lo com díodos
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Filtro passa-baixo activo de 1ª ordem O filtro ativo combina a seletividade de um RC com o ganho e a baixa impedância de saída do AOP — o "ativo" está precisamente no facto de poder amplificar enquanto filtra. O conceito central é a frequência de corte fc, onde o sinal começa a ser atenuado a –20 dB/dec. É o ponto de partida para perceber porque uma ordem superior atenua mais depressa. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar o que significa "passa-baixo" com um exemplo de áudio • Mostrar o cálculo de fc a partir de R1 e C • Introduzir a ideia de declive de atenuação em dB/dec
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Filtro Butterworth de 2ª ordem (Sallen-Key) A topologia Sallen-Key é a forma prática mais comum de construir filtros de 2ª ordem e duplica a atenuação para –40 dB/dec. O que distingue o Butterworth é o fator Q de 0,707, que dá a resposta mais plana possível na banda passante — sem ondulações. O procedimento simplificado com R1=R2 e C1=C2 é o que os alunos vão usar para dimensionar. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Comparar visualmente a atenuação de 1ª e 2ª ordem no mesmo gráfico • Explicar o significado do Q = 0,707 (máxima planura) • Demonstrar o procedimento simplificado de cálculo de R e C
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Filtro passa-alto activo de 2ª ordem O passa-alto é o espelho do passa-baixo: troca-se a posição de R e C e passa a atenuar as baixas frequências em vez das altas. Vale a pena fazer este paralelismo explícito para que se perceba que é a mesma topologia com componentes trocados. O exemplo de cálculo mostra o passo prático de escolher um C cómodo e calcular R, arredondando para valores comerciais em série. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Mostrar que basta trocar R e C para passar de passa-baixo a passa-alto • Dar exemplos de uso (cortar zumbido de rede, remover componente DC) • Resolver o cálculo escolhendo primeiro C e depois R
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Sensor de temperatura com NTC e AOP Esta aplicação mostra o papel do AOP como "condicionador de sinal": pega numa tensão pequena e não-linear da NTC e entrega uma saída amplificada e mais linear, pronta para um ADC. O conceito de calibração de dois pontos (gelo e água a ferver) é simples, memorável e diretamente reproduzível em laboratório. Liga a eletrónica analógica à aquisição de dados real. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar porque a NTC precisa de linearização e condicionamento • Demonstrar a calibração de dois pontos com gelo e água a ferver • Ligar a saída de 0–5 V à entrada de um microcontrolador
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Amplificador de célula de carga A célula de carga é a aplicação por excelência do In-Amp: um sinal diferencial minúsculo (milivolts) sobre um modo comum grande, exatamente o cenário que o amplificador de instrumentação foi feito para tratar. Convém percorrer o cálculo do ganho do INA128 e mostrar como se mapeia a gama de massa para uma saída de 0–5 V. É um exemplo profissional muito presente em balanças industriais. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar a ponte de Wheatstone e o sinal diferencial em mV/V • Calcular o RG do INA128 para um ganho pretendido • Discutir a importância do CMRR para rejeitar ruído sobre o sinal
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Oscilador de Wien O oscilador de Wien gera uma sinusoide limpa, ao contrário do oscilador quadrado, e introduz uma ideia subtil: a necessidade de controlo automático de amplitude. A condição de ganho exatamente 3 é teoricamente frágil, e é aí que entra o elemento não-linear (lâmpada ou NTC) que estabiliza a oscilação. É um bom exemplo de como a realimentação negativa e positiva coexistem no mesmo circuito. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar porque o ganho tem de ser exatamente 3 para oscilar de forma estável • Mostrar como o elemento não-linear estabiliza automaticamente a amplitude • Contrastar a saída sinusoidal de Wien com a quadrada do astável
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Síntese da unidade Este resumo organiza o AOP em três famílias — lineares, não-lineares e filtros — e funciona como folha de fórmulas para revisão. Vale a pena pedir aos alunos que, dada uma montagem, identifiquem a que família pertence e qual a fórmula de ganho ou frequência aplicável. O fio condutor a reforçar é que tudo nasce das duas regras de ouro mais a realimentação. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Mostrar uma montagem ao acaso e pedir que a classifiquem e calculem • Rever as fórmulas de ganho dos principais circuitos lineares • Relembrar o papel da realimentação negativa vs positiva em cada caso