UC01992

Implementar circuitos com componentes eletrónicos passivos

Resistências, condensadores, bobinas, díodos e análise de circuitos em corrente contínua

Técnico de Sistemas de Computação e Redes · 25h · 2,25 pontos

Plano

  1. Componentes, normas e datasheets
  2. Resistências: código de cores e parâmetros
  3. Associação de resistências
  4. Condensadores
  5. Bobinas e díodos
  6. Lei de Ohm generalizada e divisores
  7. Leis de Kirchhoff
  8. Simplificação, Thevenin e sobreposição
  9. Dimensionar um circuito
  10. Multímetro, protoboard, segurança e diagnóstico

Bloco 1 · Componentes, normas e datasheets

Passivos e ativos

Passivos Ativos
Não amplificam nem geram energia Controlam ou amplificam (precisam de alimentação)
Resistência, condensador, bobina Transístor, CI, amplificador operacional
Díodo (caso especial, sem ganho) Microcontrolador

Esta UC foca passivos e o díodo. Símbolos segundo a IEC 60617: R retângulo, C duas linhas, L enrolamento, díodo triângulo e barra.

Prefixos e unidades

Prefixo Fator Exemplo
M 10⁶ 2,2 MΩ
k 10³ 4,7 kΩ
m 10⁻³ 15 mA = 0,015 A
µ 10⁻⁶ 100 µF
n 10⁻⁹ 10 nF
p 10⁻¹² 22 pF

Regra de ouro: converter tudo para unidades base antes de calcular.

Ler um datasheet

Quatro zonas: descrição, valores máximos absolutos, características elétricas, curvas e pinout.

LED vermelho (exemplo): Vf típica 2,0 V (máx. 2,4 V) a 20 mA; If máx. 30 mA; Vr máx. 5 V.

Com 5 V e R = 150 Ω: 20 mA (típico), 17,3 mA (Vf = 2,4 V), 21,3 mA (Vf = 1,8 V). Sempre abaixo de 30 mA: seguro.

Bloco 2 · Resistências

Código de cores de 4 bandas

2 dígitos + multiplicador + tolerância.

Preto 0   Castanho 1  Vermelho 2  Laranja 3  Amarelo 4
Verde 5   Azul 6      Violeta 7   Cinzento 8 Branco 9
Multiplicadores: ... Ouro ×0,1   Prata ×0,01
Tolerância: Ouro ±5%  Prata ±10%  Castanho ±1%  Vermelho ±2%

Vermelho, Violeta, Castanho, Ouro = 27 × 10 = 270 Ω ±5% (256,5 a 283,5 Ω).

Mais exemplos: 4 e 5 bandas

  • Amarelo, Violeta, Laranja, Prata: 47 × 1 k = 47 kΩ ±10% (42,3 a 51,7 kΩ).
  • Laranja, Laranja, Ouro, Ouro: 33 × 0,1 = 3,3 Ω ±5%.
  • 5 bandas (3 dígitos): Verde, Azul, Preto, Castanho, Castanho = 560 × 10 = 5,6 kΩ ±1%.

Séries E12 e E24 e resistências SMD

  • E12 (±10%): 10, 12, 15, 18, 22, 27, 33, 39, 47, 56, 68, 82. E24 (±5%) acrescenta 11, 13, 16, 20, 24, 30, 36, 43, 51, 62, 75, 91.
  • Não existe 200 Ω em E12: arredonda-se para o valor da série.
  • SMD: "472" = 47 × 10² = 4,7 kΩ; "103" = 10 kΩ; "100" = 10 Ω; "4R7" = 4,7 Ω.

Tipos, tolerância e potência

  • Fixas: carbono (±5%), filme metálico (±1%). Variáveis: potenciómetro (3 terminais), reóstato, trimmer. Dependentes: LDR, NTC, PTC.
  • Potência: P = V·I = R·I² = V²/R; escolher pelo menos o dobro.

330 Ω a 12 V: P = 144/330 = 0,436 W. ¼ W queima, ½ W no limite, 1 W dá folga.

1 kΩ ±5% a 5 V: corrente entre 4,76 e 5,26 mA.

Bloco 3 · Associação de resistências

Série e paralelo

  • Série: mesma corrente, R_eq = R1 + R2 + ... (aumenta).
  • Paralelo: mesma tensão, 1/R_eq = 1/R1 + 1/R2 + ... (diminui; menor do que a menor). Duas: R1·R2/(R1+R2). n iguais: R/n.

Série: 100 + 220 + 330 = 650 Ω; a 13 V, I = 20 mA; quedas 2 V, 4,4 V, 6,6 V (soma 13 V).

Paralelo: 330 || 470 = 193,9 Ω; 3 × 1 kΩ em paralelo = 333,3 Ω.

Associação mista, passo a passo

Fonte 12 V; R1 = 1 kΩ em série com (R2 = 2 kΩ || R3 = 3 kΩ) e com R4 = 800 Ω.

  1. R23 = 2000·3000/5000 = 1200 Ω
  2. R_eq = 1000 + 1200 + 800 = 3000 Ω; I = 4 mA
  3. V_R1 = 4 V, V_23 = 4,8 V, V_R4 = 3,2 V (soma 12 V)
  4. I2 = 2,4 mA, I3 = 1,6 mA (soma 4 mA)

Bloco 4 · Condensadores

O condensador em corrente contínua

  • Armazena energia num campo elétrico; farad (F): µF, nF, pF. Q = C·V, E = ½·C·V².
  • No arranque é um curto-circuito; carregado, é um circuito aberto: bloqueia DC, deixa passar AC.

1 000 µF a 12 V: Q = 12 mC, E = 0,072 J.

Constante de tempo RC

τ = R × C        (R em Ω, C em F, τ em s)
Tempo Carga Descarga
1 τ 63,2% 36,8%
2 τ 86,5% 13,5%
3 τ 95,0% 5,0%
5 τ 99,3% 0,7%

t = τ · ln( V_fonte / (V_fonte − V_C) )

Exemplos resolvidos de RC

Carga: R = 10 kΩ, C = 100 µF, 9 V. τ = 1 s; I0 = 0,9 mA; em 1 s V_C = 5,69 V; em 5 s V_C = 8,94 V.

Temporizador: 47 kΩ, 100 µF, 5 V. τ = 4,7 s; para 3 V: t = 4,7·ln 2,5 = 4,31 s.

Descarga segura: 1 000 µF a 12 V por 1 kΩ: τ = 1 s; em 5 s, menos de 0,1 V.

Tipos, marcação e associação

Tipo Polarizado Usos
Cerâmico Não Desacoplamento
Eletrolítico Sim Filtragem de fontes
Tântalo Sim Compacto, estável
Filme Não Áudio, precisão

Marcação: "104" = 100 nF; "473" = 47 nF; "102" = 1 nF. Tensão nominal 1,5 a 2 vezes a do circuito.

Paralelo: soma (4,7 + 10 = 14,7 µF). Série: 10 µF e 22 µF = 6,875 µF.

Bloco 5 · Bobinas e díodos

Bobina (indutor)

  • Campo magnético; henry (H). E = ½·L·I². Opõe-se à variação de corrente.
  • DC: no arranque é circuito aberto; em regime permanente é um fio. τ = L/R (100 mH e 100 Ω: 1 ms).
  • Série L1 + L2 (2 + 3 = 5 mH); paralelo 2·3/5 = 1,2 mH.
  • Díodo de roda livre protege contra o pico no corte (relés).

Díodo e LED

  • Conduz do ânodo para o cátodo (faixa no corpo). Queda: 0,7 V (Si), 0,3 V (Ge), 1,8 a 3 V (LED), 0,2 a 0,4 V (Schottky).
  • Modelo de cálculo: em condução, fonte de 0,7 V.

5 V, 1N4007 e 430 Ω: I = (5 − 0,7)/430 = 10 mA. Invertido: bloqueia.

Zener e retificação

Zener 5,1 V: carga 10 mA, fonte 9 V, Iz mín. 5 mA. Rs = 3,9/0,015 = 260 Ω → 270 Ω; I = 14,4 mA, Iz = 4,4 mA.

Retificação: meia onda (1 díodo, 50 Hz), ponte (4 díodos, 100 Hz).

Fonte linear: 12 V eficaz → pico 17 V → 15,6 V após a ponte; ondulação ΔV ≈ I/(f·C) = 0,91 V (200 mA, 2 200 µF).

Bloco 6 · Lei de Ohm generalizada e divisores

Lei de Ohm generalizada

V = R·I aplica-se a qualquer troço com a sua resistência equivalente.

Quero Fórmula
V R × I
I V / R
R V / I
P V × I

470 Ω com 12 mA: 5,64 V. 3,3 V e 6,6 mA: R = 500 Ω (510 Ω em E24).

Divisor de tensão

V_R2 = V · R2/(R1+R2) (proporção direta).

9 V, 1 kΩ e 2 kΩ: 3 V e 6 V; I = 3 mA.

Com carga: R1 = R2 = 10 kΩ. Sem carga 4,5 V; com 10 kΩ de carga R2 || RL = 5 kΩ e a saída cai para 3 V. Regra: corrente do divisor ≥ 10 × a da carga.

Divisor de corrente

I_R1 = I · R2/(R1+R2) (proporção inversa: entra a outra resistência).

6 mA em 1 kΩ || 2 kΩ: I_R1 = 4 mA, I_R2 = 2 mA; tensão comum 4 V.

Bloco 7 · Leis de Kirchhoff

Lei dos nós e lei das malhas

  • Nós: soma das correntes que entram = soma das que saem.
  • Malhas: soma algébrica das tensões numa malha fechada = 0.

Nós: 5 mA + 3 mA entram; saem I3 e 2 mA: I3 = 6 mA.

Malha: 12 V com 1 k, 2 k, 3 k em série: 12 − 6000·I = 0, I = 2 mA; quedas 2, 4, 6 V.

Dois ramos com fontes (1/2)

Ponto A com três ramos para a massa: V1 = 12 V + R1 = 200 Ω; V2 = 6 V + R2 = 100 Ω; R3 = 300 Ω.

Nó em A: (12−VA)/200 + (6−VA)/100 = VA/300

Multiplicar por 600: 36 − 3VA + 36 − 6VA = 2VA, logo 72 = 11·VA.

V_A = 6,55 V

Dois ramos com fontes (2/2)

  • I1 = (12 − 6,545)/200 = 27,3 mA
  • I2 = (6 − 6,545)/100 = −5,45 mA
  • I3 = 6,545/300 = 21,8 mA

O sinal negativo de I2 indica sentido contrário ao suposto: V2 recebe energia. Verificação: 27,3 − 5,45 = 21,8 mA.

Bloco 8 · Simplificação, Thevenin e sobreposição

Simplificar antes de calcular

  1. Redesenhar com a massa em baixo.
  2. Juntar nós ligados por fio.
  3. Reduzir séries e paralelos, do mais afastado para a fonte.
  4. Eliminar resistências em curto-circuito (0 V) e ramos abertos (0 A).
  5. Substituir fonte e resistência por equivalente (Thevenin).

Teorema de Thevenin

Circuito linear visto de dois terminais = V_th em série com R_th.

  1. Retirar a carga. 2. V_th = tensão em aberto. 3. R_th = resistência vista, fontes de tensão em curto. 4. I = V_th/(R_th + R_L).

12 V, 4 kΩ, ponto A, 4 kΩ à massa: V_th = 6 V, R_th = 2 kΩ. Carga 2 kΩ: 1,5 mA e 3 V. Carga 6 kΩ: 0,75 mA e 4,5 V.

Thevenin no circuito de dois ramos

R3 como carga. Sem R3: I = (12−6)/300 = 20 mA.

  • V_th = 12 − 0,02·200 = 8 V
  • R_th = 200 || 100 = 66,7 Ω
  • R3 = 300 Ω: I3 = 8/366,7 = 21,8 mA, V_A = 6,55 V
  • R3 = 100 Ω: I3 = 48 mA, V_A = 4,8 V

Teorema da sobreposição

Várias fontes: somar o efeito de cada uma sozinha (outras de tensão em curto-circuito). Só para V e I, nunca para potência.

  • Só V1: R2||R3 = 75 Ω, I = 12/275 = 43,6 mA, V_A' = 3,27 V
  • Só V2: R1||R3 = 120 Ω, I = 6/220 = 27,3 mA, V_A'' = 3,27 V
  • Soma: V_A = 6,55 V

Exemplo simples: 2 V + 1,5 V = 3,5 V.

Procedimento de análise e circuito completo

Identificar, reduzir, calcular a corrente principal, voltar ao original, verificar (nós, malhas, potências), confirmar em simulação e por medição.

6 V, 1 kΩ em série com (2 kΩ || 2 kΩ): R_eq = 2 kΩ, I = 3 mA, V_23 = 3 V, 1,5 mA por ramo. Potências: 9 + 4,5 + 4,5 = 18 mW.

Bloco 9 · Dimensionar um circuito

O método de dimensionamento

  1. Ler a especificação. 2. Escolher a topologia. 3. Calcular. 4. Normalizar (E12/E24, sentido seguro). 5. Verificar com o valor real. 6. Margem de potência e tensão. 7. Simular.

Para limitar corrente, arredonda-se a resistência para cima.

LED: dimensionar e verificar

Vermelho 2 V / 15 mA a 5 V: R = 3/0,015 = 200 Ω → 220 Ω; I = 13,6 mA; P ≈ 0,041 W (¼ W chega).

Branco 3 V / 20 mA a 9 V: R = 300 Ω → 330 Ω; I = 18,2 mA; P = 0,109 W.

Verde 2,1 V a 12 V, 10 mA: R = 990 Ω → 1 kΩ; I = 9,9 mA.

Dimensionar divisores

3,3 V de 9 V, máx. 1 mA: R2 = 33 kΩ, R1 = 57 kΩ → 56 kΩ; I = 0,10 mA; V = 3,34 V.

5 V de 12 V, carga 10 kΩ: corrente do divisor 10× a da carga (5 mA): R1 = 1,2 kΩ, R2 = 1 kΩ. Sem carga 5,45 V; com carga 5,17 V (+3,4%).

Dimensionar um temporizador RC

Atraso de ~2 s com 100 µF: R = τ/C = 20 kΩ → 22 kΩ (E12 acima); τ = 2,2 s.

Tolerâncias (R ±5%, C ±20%): τ entre ~1,65 s e ~2,75 s. Para maior rigor: C de filme ou potenciómetro.

Verificar em simulação

Tinkercad Circuits ou Falstad antes de montar.

Grandeza Calculado Simulado Medido
V na resistência 3,0 V 2,98 V 3,05 V
Corrente no LED 13,6 mA 13,5 mA 13,3 mA
τ do RC 2,2 s 2,2 s 2,0 s

Desvios de poucos por cento: tolerâncias e instrumento. Desvios grandes: erro de cálculo ou de montagem.

Bloco 10 · Medir, montar e diagnosticar

Multímetro

  • V: em paralelo. A: em série, interrompendo o circuito. Ω: sem tensão e fora do circuito. Continuidade e teste de díodos (~0,6 a 0,7 V).
  • Corrente com as pontas em paralelo com a fonte = curto-circuito e fusível fundido.

Efeito de carga: divisor 1 MΩ + 1 MΩ a 9 V; esperado 4,5 V, lido 4,29 V com 10 MΩ de entrada (erro ~5%).

Protoboard

 +  · · · · · · · · · ·   calha +
    a b c d e | f g h i j
 1  ○ ○ ○ ○ ○ | ○ ○ ○ ○ ○
 -  · · · · · · · · · ·   calha −

a-e ligados entre si; f-j ligados entre si; sulco central separa (CIs DIP). Calhas por vezes interrompidas a meio: testar com continuidade.

Montar o LED passo a passo

  1. 5 V à calha + e GND à calha −.
  2. Resistência de 220 Ω nas linhas 10 e 14.
  3. LED: ânodo na linha 14, cátodo na linha 18.
  4. Fio da linha 10 ao + e da linha 18 ao −.
  5. Verificar curto + / − antes de ligar.
  6. Medir: ~3 V na resistência, ~2 V no LED, ~13,6 mA.

Boas práticas e segurança

Esquema primeiro; polaridade; resistência em cada LED; verificar antes de ligar; fios de cores; registar leituras.

Segurança: fonte desligada ao montar; descarregar condensadores por resistência; rede de 230 V só com cuidado; óculos nos ensaios.

Ambiente: componentes danificados e eletrónica vão para recolha de REEE, nunca para o lixo comum.

Diagnóstico de circuitos

Sintoma Causas prováveis
LED não acende Polaridade, resistência, ligação solta
Nada funciona Alimentação ou GND, curto
Aquece muito Resistor subdimensionado, curto
Intermitente Mau contacto na protoboard
Tensão errada Divisor mal calculado, componente trocado

Método: alimentação primeiro, sinal ponto a ponto, comparar com o cálculo.

Erros comuns a evitar

  • Prefixos esquecidos (µF, kΩ).
  • Série e paralelo trocados; condensadores com a regra das resistências.
  • Potência nominal ignorada.
  • LED sem resistência; polaridade trocada.
  • Divisor sem considerar a carga.
  • Sobreposição aplicada à potência.
  • Corrente medida em paralelo.

Recapitulando

  • Passivos (R, C, L) e díodo: código, parâmetros e comportamento próprios.
  • Tensões e correntes: Ohm generalizada, divisores, Kirchhoff, Thevenin e sobreposição.
  • Dimensionar: valores normalizados, margem de segurança e simulação.
  • Montar e medir: polaridade, verificar antes de ligar, multímetro.
  • Diagnóstico: alimentação, sinal, comparar com o cálculo.

Próximo: fichas e projeto, aplicar o cálculo e a montagem a circuitos reais.

NOTAS DO PROFESSOR - Passivo não quer dizer sem importância: está ao lado de cada pino de um circuito integrado. - Erro comum: confundir o díodo com um componente ativo só por ser semicondutor. - Mostrar um esquema real e pedir aos alunos que identifiquem as referências R, C, L e D.

NOTAS DO PROFESSOR - A maior parte dos erros de cálculo vem de prefixos, não da fórmula. - Erro comum: tratar µF como mF ou kΩ como Ω. - Exercício rápido: converter 4,7 kΩ, 220 nF e 15 mA para unidades base.

NOTAS DO PROFESSOR - Os valores máximos absolutos nunca se excedem, nem por instantes. - Erro comum: dimensionar só com o valor típico e esquecer o pior caso. - Pedir aos alunos que procurem um datasheet real de um 1N4007 e localizem a corrente máxima.

NOTAS DO PROFESSOR - Ler do lado onde as bandas estão mais juntas; ouro ou prata ficam do lado da tolerância. - Erro comum: tomar a tolerância por dígito ou esquecer que o multiplicador é a 3.ª banda. - Pedir a um aluno que leia em voz alta uma resistência real e confirmar com o multímetro.

NOTAS DO PROFESSOR - As de 5 bandas são de maior precisão, tipicamente filme metálico. - Erro comum: ler o multiplicador fracionário (ouro) como tolerância. - Distribuir 5 resistências e pedir a leitura antes de medir.

NOTAS DO PROFESSOR - Os valores das séries são escolhidos para as tolerâncias se sobreporem. - Erro comum: ler 103 como 103 Ω; o último dígito é o expoente. - Perguntar: que valor da série E12 fica logo acima de 200 Ω? (220 Ω)

NOTAS DO PROFESSOR - A potência não é opcional: valor em ohms certo e watts errados queima na mesma. - Erro comum: usar sempre ¼ W sem calcular. - Mostrar uma resistência de 1 W ao lado de uma de ¼ W para comparar o tamanho.

NOTAS DO PROFESSOR - Pista: mesma corrente é série; mesmos dois nós é paralelo. - Erro comum: usar a fórmula do paralelo em série ou o contrário. - Fazer o paralelo de 330 e 470 ao quadro e verificar que 193,9 é menor do que 330.

NOTAS DO PROFESSOR - Reduzir de dentro para fora e voltar atrás para obter cada grandeza. - Erro comum: parar no equivalente e esquecer de voltar ao circuito original. - Balanço de potências: 16 + 19,2 + 12,8 = 48 mW = 12 V × 4 mA.

NOTAS DO PROFESSOR - Analogia com um reservatório de água que enche e esvazia. - Erro comum: pensar que o condensador deixa passar corrente contínua em regime permanente. - Perguntar por que razão um condensador grande é perigoso com a fonte desligada.

NOTAS DO PROFESSOR - Em 5τ considera-se completo: falta menos de 1%. - Erro comum: usar C em µF sem converter para farad. - Pedir o cálculo de τ para 10 kΩ e 100 µF (1 s).

NOTAS DO PROFESSOR - Verificar o sentido: 3 V é 60% de 5 V, logo o tempo fica um pouco antes de 1τ. - Erro comum: dizer que a corrente de descarga é constante; ela decresce exponencialmente. - Montar o RC na simulação e medir a tensão em 1τ e 3τ.

NOTAS DO PROFESSOR - O oposto das resistências: em série diminui, em paralelo soma. - Erro comum: ligar um eletrolítico ao contrário. - Mostrar um eletrolítico e identificar a faixa do negativo.

NOTAS DO PROFESSOR - Comparar com o condensador: ele opõe-se à variação de tensão, a bobina à de corrente. - Erro comum: trocar os comportamentos de bobina e condensador em DC. - Perguntar por que razão um relé precisa de um díodo em antiparalelo.

NOTAS DO PROFESSOR - O díodo não obedece à lei de Ohm: precisa de resistência série. - Erro comum: ligar o LED sem resistência ou com a polaridade trocada. - Pedir que localizem o cátodo num LED real (perna curta, lado achatado).

NOTAS DO PROFESSOR - Dois díodos conduzem em cada semiciclo: duas quedas de 0,7 V. - Erro comum: esperar DC liso à saída da ponte sem condensador. - Esquema: transformador, ponte, filtro, regulador.

NOTAS DO PROFESSOR - Marcar os sentidos no esquema antes de calcular evita erros de sinal. - Erro comum: aplicar Ohm só a resistências isoladas e não ao troço equivalente. - Resolver dois exemplos ao quadro com valores diferentes.

NOTAS DO PROFESSOR - O divisor só vale se a carga for desprezável. - Erro comum: ignorar que o multímetro e a carga alteram a tensão de saída. - Pedir a medição do divisor sem carga e com carga.

NOTAS DO PROFESSOR - A resistência menor leva mais corrente. - Erro comum: aplicar a fórmula do divisor de tensão a ramos em paralelo. - Confirmar sempre que a soma das correntes dá a total.

NOTAS DO PROFESSOR - Funcionam sempre, mesmo quando série e paralelo já não chegam. - Erro comum: esquecer uma corrente no nó ou o sinal de uma tensão. - Um nó é como um cruzamento: tudo o que entra tem de sair.

NOTAS DO PROFESSOR - Escolher uma incógnita só (a tensão no nó) reduz o sistema a uma equação. - Erro comum: errar na eliminação dos denominadores. - Pedir aos alunos que resolvam a equação sozinhos antes de ver a solução.

NOTAS DO PROFESSOR - Corrente negativa não é erro, é só o sentido suposto trocado. - Erro comum: tirar o sinal e esquecer que a fonte está a ser carregada. - Esta solução será confirmada por Thevenin e por sobreposição.

NOTAS DO PROFESSOR - Menos incógnitas, menos hipótese de erro. - Erro comum: reduzir ramos que ainda dependem do nó em estudo. - Dar um circuito desordenado e pedir que o redesenhem.

NOTAS DO PROFESSOR - Poupa trabalho quando se testam várias cargas no mesmo ponto. - Erro comum: esquecer o curto-circuito nas fontes ao calcular R_th. - Variar a carga e mostrar que só a última linha muda.

NOTAS DO PROFESSOR - Coincide com Kirchhoff, o que valida os dois métodos. - Erro comum: usar a corrente errada ao calcular V_th. - Pedir a comparação com o resultado do slide de Kirchhoff.

NOTAS DO PROFESSOR - Três métodos, mesmo resultado: se diferirem, há um erro. - Erro comum: aplicar sobreposição à potência ou esquecer os sinais. - Perguntar: o que se faz a uma fonte de corrente anulada? (circuito aberto)

NOTAS DO PROFESSOR - O balanço de potências é a verificação mais rápida. - Erro comum: dar o resultado sem verificar com Kirchhoff. - Resolver ao quadro e deixar um aluno conduzir a verificação.

NOTAS DO PROFESSOR - Pensar qual é o erro perigoso e afastar-se dele. - Erro comum: escolher o valor mais próximo sem verificar o sentido. - Comparar com a escolha de um fusível: mais vale proteger com folga.

NOTAS DO PROFESSOR - Recalcular sempre com o valor normalizado. - Erro comum: arredondar para baixo e ultrapassar o máximo do LED. - Pedir uma variante: LED azul a 3,3 V (verificar a margem).

NOTAS DO PROFESSOR - Se a tolerância exigida for menor, usar um regulador em vez de divisor. - Erro comum: dimensionar o divisor sem contar com a carga. - Pedir o cálculo de R1 se R2 = 1 kΩ e a saída pretendida for 3,3 V de 9 V.

NOTAS DO PROFESSOR - Os eletrolíticos têm tolerância larga, o que domina o desvio. - Erro comum: ignorar a tolerância do condensador ao comparar com a medição. - Ligar com o projeto: o RC a medir na Fase 3.

NOTAS DO PROFESSOR - O critério de desempenho pede a verificação em simulação face às especificações. - Erro comum: ajustar o cálculo para coincidir com a medição, em vez de explicar o desvio. - Pedir que preencham a tabela na prática.

NOTAS DO PROFESSOR - Antes de cada medição: função, gama e terminais. - Erro comum: deixar as pontas na ficha de corrente e medir tensão. - Pedir a medição do mesmo divisor com e sem a segunda resistência de 1 MΩ.

NOTAS DO PROFESSOR - Cada linha tem dois grupos independentes. - Erro comum: assumir que a linha atravessa o sulco central. - Testar continuidade entre furos com o multímetro.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar e medir só depois de verificar tudo. - Erro comum: LED invertido ou resistência em falta. - Fazer a montagem em palco e deixar a turma encontrar o erro introduzido de propósito.

NOTAS DO PROFESSOR - Verificar antes de ligar evita a maioria dos componentes queimados. - Erro comum: descarregar um condensador em curto com uma chave de fendas. - Perguntar onde se entregam resíduos eletrónicos na escola.

NOTAS DO PROFESSOR - Seguir sempre a mesma ordem, como um protocolo clínico. - Erro comum: trocar componentes ao acaso sem medir. - Introduzir uma avaria na montagem e pedir o diagnóstico.

NOTAS DO PROFESSOR - Rever a lista no fim da aula e pedir um exemplo concreto de cada. - Erro comum: achar que o calculado e o medido têm de coincidir exatamente. - Ligar à ficha 01 e à ficha 02.