UC01874

Adotar práticas da qualidade nas operações de prospeção de recursos minerais

Normas ISO, sistemas de gestão integrados, QA/QC, qualidade do produto e do processo, ensaios, calibração, custos, legislação e partes interessadas

Curso técnico · 25h · Técnico de Prospeção e Pesquisa de Recursos Minerais

Plano

  1. Qualidade na prospeção mineral
  2. Normas da qualidade e ISO 9001
  3. Sistemas de gestão integrados
  4. Manual da qualidade e documentação técnica
  5. Processos da qualidade e controlo analítico (QA/QC)
  6. Qualidade do produto
  7. Qualidade do processo
  8. Instrumentos de gestão da qualidade
  9. Ensaios físicos e químicos
  10. Calibração de equipamentos
  11. Custos da qualidade
  12. Legislação, normas e códigos de relato
  13. Segurança nas operações
  14. Partes interessadas e Guia da OCDE
  15. Satisfação do cliente e mercado global
  16. Fecho e cultura da qualidade

Bloco 1 · Qualidade na prospeção mineral

Porque a qualidade importa na prospeção mineral

A prospeção e pesquisa de recursos minerais é a fase inicial da cadeia extrativa: descobrir, delimitar e caracterizar depósitos antes de qualquer decisão de extração. Os seus "produtos" são amostras, dados (coordenadas, teores, densidades) e relatórios.

  • Erros nesta fase propagam-se a todas as seguintes: modelo geológico, estimativa de recursos, decisão de investir.
  • Caso Bre-X (1997): amostras de ouro "salgadas" em Busang, na Indonésia; milhares de milhões perdidos; em resposta, o Canadá criou a norma NI 43-101 (2001).
  • Contexto de trabalho: unidades de extração, processamento, transformação, armazém e logística, e construção.

Conceitos de base: QA/QC, exatidão e precisão

  • Garantia da qualidade (QA): o que se faz antes, para prevenir erros (procedimentos, formação, planeamento).
  • Controlo da qualidade (QC): o que se faz durante e depois, para detetar erros (amostras de controlo, verificações).
  • Exatidão: proximidade ao valor verdadeiro. Controla-se com materiais de referência certificados.
  • Precisão: proximidade entre resultados repetidos. Controla-se com duplicados.
  • Enviesamento: desvio sistemático, sempre no mesmo sentido.

O que significa "adotar práticas da qualidade"

As duas realizações centrais desta UC:

  • Implementar os procedimentos da qualidade do produto e do processo.
  • Adaptar as operações à legislação e normas nacionais e internacionais.

Critérios de desempenho a cumprir em qualquer tarefa:

  • Cumprir as normas e os requisitos da qualidade para o setor, os referenciais e as orientações internas.
  • Avaliar a qualidade e o grau de satisfação do cliente.

Bloco 2 · Normas da qualidade e ISO 9001

O que é uma norma e quem a faz

Uma norma é um documento aprovado por um organismo reconhecido, elaborado por consenso, que estabelece regras ou características para atividades ou produtos. É voluntária, salvo se a lei ou um contrato a impuser.

  • ISO (internacional), cujos membros são os organismos nacionais de normalização; CEN (europeu, normas EN); IPQ (Portugal, normas NP).
  • Daí designações como NP EN ISO 9001:2015: o ano da edição faz parte do nome.
  • Atenção: recursos e reservas minerais não se declaram segundo normas ISO, mas segundo códigos de relato (PERC, JORC, NI 43-101), no Bloco 12.

A norma ISO 9001: sistema de gestão da qualidade

A ISO 9001 · Sistemas de Gestão da Qualidade · Requisitos é a única norma certificável da família ISO 9000.

  • Assenta em sete princípios: foco no cliente, liderança, comprometimento das pessoas, abordagem por processos, melhoria, decisões baseadas em evidências, gestão das relações.
  • Estrutura harmonizada de dez cláusulas; os requisitos estão nas cláusulas 4 a 10 (contexto, liderança, planeamento, suporte, operacionalização, avaliação do desempenho, melhoria).
  • Motor: o ciclo PDCA (planear, executar, verificar, atuar) e o pensamento baseado no risco.
  • Edições: 2015; em setembro de 2026 saiu a ISO 9001:2026, com transição de três anos.

Certificação e acreditação

  • Certificação: um organismo independente declara que o sistema de gestão de uma organização cumpre uma norma (ex.: ISO 9001).
  • Acreditação: o organismo nacional de acreditação (em Portugal, o IPAC) reconhece a competência técnica de uma entidade para ensaios, calibrações ou certificações concretas.
  • Um laboratório "certificado ISO 9001" tem o sistema organizado, mas isso não prova que os seus resultados são tecnicamente válidos: para isso interessa a acreditação ISO/IEC 17025 para os ensaios pedidos.

Bloco 3 · Sistemas de gestão integrados

O que é um sistema de gestão integrado

Um sistema de gestão integrado combina, numa só estrutura, a Qualidade (ISO 9001), o Ambiente (ISO 14001, nova edição de abril de 2026) e a Segurança e Saúde no Trabalho (ISO 45001:2018).

  • As três seguem a mesma estrutura de dez cláusulas: contexto, liderança, auditoria interna, revisão pela gestão e ações corretivas tratam-se uma só vez.
  • Evita duplicar procedimentos, registos e auditorias; permite auditorias combinadas.
  • Na prospeção, a mesma operação de campo tem, em simultâneo, requisitos de qualidade, impactes ambientais e riscos de segurança.

Implementar um sistema integrado

Etapas: diagnóstico (análise de lacunas), política e objetivos, planeamento, implementação e formação, auditoria interna (ISO 19011), revisão pela gestão e, se se quiser, certificação.

  • Documentação comum: política, procedimentos, instruções de trabalho, registos.
  • Cada técnico tem um papel ativo: os sistemas só funcionam se forem aplicados no terreno, não só escritos no papel.
  • Atitude chave: responsabilidade e autonomia na aplicação diária dos procedimentos.

Bloco 4 · Manual da qualidade e documentação técnica

A pirâmide documental e o manual da qualidade

Nível Documento Responde a
1 Manual, política da qualidade porquê e o quê
2 Procedimentos quem, o quê, quando
3 Instruções de trabalho como, passo a passo
4 Registos prova de que foi feito

O manual da qualidade descreve a política, o âmbito, a organização e os processos. Desde 2015 a ISO 9001 já não o exige com esse nome: fala em informação documentada. Continua a ser uma ferramenta útil.

Documentação técnica e a EOTA

  • Todo o documento controlado tem código, versão, data, quem elaborou e aprovou, distribuição controlada e histórico de alterações.
  • Documentação técnica de apoio: procedimentos, especificações, protocolo de QA/QC, normas, certificados de calibração e de análise, fichas de dados de segurança.
  • EOTA (Organização Europeia de Avaliação Técnica; o nome antigo era "de aprovação técnica"): elabora os Documentos de Avaliação Europeus (EAD), base das Avaliações Técnicas Europeias (ETA) que permitem a marcação CE de produtos de construção sem norma harmonizada. Enquadramento: Regulamento (UE) 2024/3110, que substituiu o 305/2011.

Analisar um documento técnico: o certificado de análise

Antes de aceitar um certificado do laboratório, verifica:

  1. Identificação: os códigos batem com a requisição? Faltam ou sobram amostras?
  2. Método: é o pedido? Está acreditado?
  3. Limites de deteção: adequados aos teores esperados?
  4. Controlos: brancos, duplicados e MRC passaram nos critérios?
  5. Validação: está assinado e datado pelo responsável técnico?

Só depois os resultados entram na base de dados como validados.

Bloco 5 · Processos da qualidade e controlo analítico (QA/QC)

O percurso da amostra e os seus controlos

Processo Controlo da qualidade
Planeamento plano de campanha e protocolo de QA/QC aprovados
Amostragem duplicados de campo, fotografias, coordenadas PT-TM06/ETRS89
Expedição contagem, selos, cadeia de custódia
Preparação granulometria, brancos e duplicados de preparação
Análise MRC, duplicados de polpa, brancos
Base de dados importação direta, lotes validados
Relatório revisão por segundo técnico ou Pessoa Competente

Amostra representativa e cadeia de custódia

  • Representatividade: massa suficiente, redução com quarteador de riffles, mesma regra em todos os pontos.
  • Sedimentos de corrente: amostrar cada afluente um pouco a montante da confluência e a montante de pontes, estradas e povoações.
  • Cadeia de custódia: código único pré-impresso, ficha de campo, fotografia, sacos selados, lista de expedição assinada, confirmação de receção, armazenamento das contra-amostras.
  • O código não deve revelar ao laboratório se a amostra é de rotina ou de controlo.

Amostras de controlo: brancos, duplicados e MRC

Tipo Controla
Branco (material estéril) contaminação na preparação e na análise
Duplicado de campo, de preparação ou de polpa precisão de cada etapa
Material de referência certificado (MRC) exatidão e enviesamento
  • Inseridos às cegas, com códigos iguais aos de rotina.
  • Não há taxa universal: o protocolo fixa-a. Na prática, cada tipo anda por alguns por cento das amostras e o total pode chegar a cerca de 20%; pelo menos um MRC por lote.
  • Os controlos internos do laboratório não substituem os do cliente.

Cartas de controlo: ler um MRC

MRC com 1,25% Cu e σ = 0,03%. Limites de aviso (±2σ): 1,19% a 1,31%. Limites de ação (±3σ): 1,16% a 1,34%.

Lotes 1 a 10: 1,24 · 1,27 · 1,22 · 1,26 · 1,29 · 1,23 · 1,35 · 1,25 · 1,32 · 1,33

  • Lote 7: acima do limite de ação, falha.
  • Lotes 9 e 10: dois consecutivos acima do limite de aviso, falha.
  • Média 1,276%: enviesamento ≈ +2,1%, com deriva para cima a vigiar.

Lote que falha: resultados em quarentena, verificar erros simples, reanalisar, registar.

Bloco 6 · Qualidade do produto

Qualidade do produto: especificação e conformidade

O "produto" são as amostras, os dados e os relatórios; nas unidades de extração e processamento, também concentrados, agregados e rocha.

  • Implementar: definir a especificação, verificar a conformidade antes de entregar, registar desvios, decidir o destino do não conforme, guardar a evidência.
  • Exemplos de especificação: massa mínima da amostra, granulometria da polpa, método e limite de deteção, teor e humidade de um concentrado.
  • Agregados: normas de produto como a EN 12620, com ensaios normalizados (granulometria EN 933-1, Los Angeles EN 1097-2).

Analisar a qualidade do produto: dois casos

Base seca e base húmida. Concentrado com especificação de 24,0% Cu (base seca). Amostra: 2 000 g húmida, 1 840 g seca, 22,5% Cu tal como recebida.

  • Humidade = 160 ÷ 2 000 = 8,0%. Teor seco = 22,5 ÷ 0,92 ≈ 24,5%: conforme.

Polpa fora de especificação. Contrato: 85% a passar num peneiro fino; medido: 70%.

  1. Registar a não conformidade. 2. Confirmar com novo teste. 3. Escalar ao laboratório. 4. Repulverizar e reanalisar. 5. Ação corretiva se se repetir.

Bloco 7 · Qualidade do processo

Qualidade do processo: estável e comparável

O processo cobre todas as etapas, do planeamento ao relatório. Implementar procedimentos da qualidade do processo é definir instruções de trabalho normalizadas, pontos de controlo, responsáveis e indicadores.

Produto Processo
Pergunta cumpre a especificação? o caminho é o definido e estável?
Instrumento ensaio, inspeção instrução, auditoria, carta de controlo

Indicadores do processo

  • Taxa de falhas de MRC = lotes com MRC fora de ±3σ ÷ total de lotes.
  • Não conformidades por mil amostras.
  • Tempo de resposta do laboratório, recuperação média do tarolo.

Exemplo: 45 lotes, 3 com MRC a falhar: 3 ÷ 45 ≈ 6,7%. 11 fichas de NC em 1 368 amostras: ≈ 8,0 por mil.

Um indicador só diz algo comparado com uma meta ou com a campanha anterior.

Bloco 8 · Instrumentos de gestão da qualidade

As ferramentas da qualidade

  • Fluxograma, folha de verificação, histograma, diagrama de dispersão (original contra duplicado), carta de controlo.
  • Diagrama de Pareto: ordena problemas por frequência ou custo.
  • Diagrama de Ishikawa com os 6M: método, máquina, mão de obra, material, medição, meio ambiente.
  • 5 porquês: perguntar "porquê?" até chegar à causa-raiz.
  • Auditorias (ISO 19011): de primeira parte (interna), de segunda (cliente ao fornecedor), de terceira (certificação).

Pareto num caso real de campanha

Não conformidade N.º % acumulada
Etiquetas trocadas ou ilegíveis 18 36%
Contaminação na preparação 12 60%
Massa insuficiente 8 76%
Amostras perdidas 5 86%
Coordenadas erradas 4 94%
Outras 3 100%

Dois tipos explicam 60% dos casos: é por aí que se começa.

Da não conformidade à ação corretiva

  • Não conformidade: não cumprimento de um requisito.
  • Correção: elimina a não conformidade detetada (reetiquetar, reanalisar).
  • Ação corretiva: elimina a causa, para não se repetir; e verifica-se a sua eficácia.

5 porquês para etiquetas trocadas: escritas à mão no fim do dia → sem etiquetas no terreno → feitas uma a uma no escritório → não havia sacos pré-numerados → o procedimento não o exigia. Causa-raiz: procedimento. Ação: etiquetas pré-numeradas.

Bloco 9 · Ensaios físicos e químicos

Ensaios de laboratório do produto

  • Preparação: receção, secagem, britagem, divisão, pulverização (ex. corrente: 85% a passar nos 75 µm).
  • Químicos: ensaio pela via seca (fire assay) para ouro; ICP-OES e ICP-MS multielementares; absorção atómica; fluorescência de raios X (também portátil).
  • A digestão conta: água-régia (parcial) e quatro ácidos (quase total) não dão resultados comparáveis.
  • Físicos: massa volúmica, humidade, granulometria, resistência mecânica, recuperação do tarolo.
  • Limite de deteção: "< LD" nunca é tratado como zero sem regra escrita.

Um ensaio físico que muda toneladas

Massa volúmica por imersão (princípio de Arquimedes):

  • Massa no ar 1 250 g; massa aparente em água 780 g.
  • Volume = 470 cm³; massa volúmica = 1 250 ÷ 470 ≈ 2,66 g/cm³.

Usar 2,80 t/m³ em vez de 2,66 t/m³ num volume de 2 000 000 m³ dá 5,60 Mt em vez de 5,32 Mt: +5,3% de tonelagem que não existe.

Laboratório: acreditado pelo IPAC segundo a ISO/IEC 17025, para os ensaios concretos pedidos; reenvio de uma parte das polpas a um segundo laboratório.

Bloco 10 · Calibração de equipamentos

Calibração, verificação e ajuste

Definições do Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM):

  • Calibração: estabelece a relação entre as indicações do instrumento e os valores de padrões, com incerteza. Diz qual é o erro, não o corrige.
  • Ajuste: atuar sobre o instrumento para corrigir as indicações.
  • Verificação: confirmar que o instrumento cumpre um requisito (ex.: erro máximo admissível).
  • Rastreabilidade: cadeia ininterrupta e documentada de calibrações até aos padrões nacionais (IPQ) e ao SI.

Gerir a calibração no dia a dia

  • Inventário, plano de calibração (periodicidade conforme fabricante, uso e histórico), etiqueta de estado, registos.
  • Verificações de rotina: balança com massas-padrão; pH com soluções-tampão antes de usar; GNSS num ponto conhecido; pXRF com MRC ao longo do dia; magnetómetro com estação base.
  • Ler o certificado: erro + incerteza ≤ critério. Ex.: 0,15 + 0,05 = 0,20 g ≤ 0,5 g, conforme; 0,48 + 0,08 = 0,56 g > 0,5 g, não conforme.
  • Equipamento fora de calibração: retirar de serviço e avaliar o efeito nos resultados anteriores.

Bloco 11 · Custos da qualidade

O modelo PAF: prevenção, avaliação, falhas

  • Prevenção: formação, procedimentos, planeamento da campanha e do protocolo de QA/QC, qualificação de fornecedores.
  • Avaliação: amostras de controlo, ensaios, calibração e verificação de equipamentos, auditorias, revisões.
  • Falhas internas (antes da entrega): reanálises, repetição de amostragem, amostras perdidas.
  • Falhas externas (depois da entrega): reclamações, relatórios corrigidos, contratos e reputação perdidos.

Investir em prevenção compensa: um exemplo

Categoria Campanha 1 Campanha 2
Prevenção 6 000 € 10 000 €
Avaliação 14 000 € 15 000 €
Falhas internas 22 000 € 9 000 €
Falhas externas 30 000 € 5 000 €
Total 72 000 € 39 000 €

+5 000 € em prevenção e avaliação; −38 000 € em falhas; poupança de 33 000 €.

Bloco 12 · Legislação, normas e códigos de relato

Legislação nacional e entidades

  • Lei n.º 54/2015: bases do regime da revelação e aproveitamento dos recursos geológicos.
  • Decreto-Lei n.º 30/2021: regulamenta os depósitos minerais (domínio público do Estado).
  • Massas minerais (pedreiras): propriedade privada, regime do Decreto-Lei n.º 270/2001. A diferença mina/pedreira é legal, não de profundidade.
  • Ambiente: avaliação de impacte ambiental; resíduos da indústria extrativa (Decreto-Lei n.º 10/2010).
  • Entidades: DGEG (licencia e fiscaliza), LNEG (laboratório do Estado para a geologia), APA, ACT, IPQ, IPAC.
  • UE: Regulamento das Matérias-Primas Críticas (2024/1252): cobre, tungsténio e lítio entre as estratégicas.

Códigos de relato: recursos e reservas

  • Família CRIRSCO: PERC (Europa), JORC (Austrália, em revisão), NI 43-101 (Canadá), SAMREC (África do Sul).
  • Recursos: inferido → indicado → medido (confiança crescente).
  • Reservas: provável e provada, depois dos fatores modificadores. Um recurso inferido nunca é reserva.
  • Pessoa Competente: pelo menos cinco anos de experiência relevante e membro de organização profissional reconhecida (PERC, JORC); no NI 43-101, Qualified Person.
  • Os códigos pedem que se descreva a amostragem, o QA/QC, a verificação das análises e a massa volúmica: é aqui que a qualidade dos dados vale dinheiro.

Adaptar-se a novas normas e leis

Mudanças reais recentes: "lei das minas" (2021), Regulamento dos Produtos de Construção (2024/3110), ISO 14001:2026, ISO 9001:2026, revisão do JORC.

  1. Consultar fontes oficiais (Diário da República, EUR-Lex, IPQ, ISO, DGEG).
  2. Manter uma lista de requisitos legais e normativos, com data de verificação.
  3. Quando algo muda: análise de lacunas, plano, formação, revisão dos procedimentos, auditoria interna, registo.

Atitude central: flexibilidade e adaptação.

Bloco 13 · Segurança nas operações

Instruções e informações de segurança

Enquadramento: Lei n.º 102/2009 (regime da SST), Decreto-Lei n.º 162/90 (segurança e higiene nas minas e pedreiras), Decreto-Lei n.º 324/95 (indústrias extrativas), REACH e CLP (fichas de dados de segurança e pictogramas), ISO 45001.

  • Campo: quedas, calor, isolamento, estradas de terra. Sondagem: partes móveis, cargas suspensas, ruído.
  • Preparação: poeiras com sílica, ruído. Laboratório: ácidos, fumos.
  • Unidades de extração: explosivos, veículos pesados, taludes.

Segurança dentro da instrução de trabalho

Instrução "Preparação no britador de maxilas" (extrato):

  • EPI: óculos, proteção auditiva, luvas, proteção respiratória para poeiras.
  • Antes: aspiração ligada, proteções colocadas.
  • Qualidade: limpar com material estéril entre amostras; registar a ordem de processamento; controlo granulométrico periódico.
  • Nunca abrir a máquina em movimento.
  • Incidente: parar, isolar energia, comunicar, registar. Os quase-acidentes também se registam.

Bloco 14 · Partes interessadas e Guia da OCDE

O Guia da OCDE para o envolvimento significativo

OECD Due Diligence Guidance for Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractive Sector (2017): orientação para empresas mineiras e de petróleo e gás, no quadro do dever de diligência das Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais.

  • Partes interessadas: afetadas ou potencialmente afetadas (comunidades, proprietários, trabalhadores) e outras interessadas (autoridades, sociedade civil, investidores).
  • Envolvimento significativo é bidirecional, de boa-fé, com capacidade de resposta e contínuo.
  • Orientações específicas para povos indígenas, mulheres, trabalhadores e mineiros artesanais.

Aplicar o Guia na prospeção

  1. Identificar e mapear as partes interessadas: proprietários, juntas e câmaras, associações locais.
  2. Planear o envolvimento; informar antes de cada fase de trabalho.
  3. Criar um mecanismo de reclamações simples, com registo e prazo de resposta.
  4. Registar preocupações e o seguimento dado; rever o plano.

Uma parte interessada informada e ouvida reporta cedo problemas no terreno (um furo mal selado, um caminho danificado).

Bloco 15 · Satisfação do cliente e mercado global

Avaliar a qualidade e a satisfação do cliente

Critério de desempenho: avaliando a qualidade e o grau de satisfação do cliente. A ISO 9001 pede que se monitorize a perceção do cliente; ISO 10004 e ISO 10002 orientam a medição e o tratamento de reclamações.

  • Instrumentos: inquéritos curtos, reuniões de revisão, análise de reclamações, indicadores indiretos (repetição de contratos, prazos).
  • Exemplo: 12 respostas à "clareza do relatório" (1 a 5): média ≈ 3,9; 75% com 4 ou 5. Os insatisfeitos queixam-se de tabelas sem unidades: rever o modelo de relatório.
  • Conformidade não é satisfação: um relatório conforme pode chegar tarde ou não responder à pergunta do cliente.

A qualidade como marca e fator de diferenciação

  • Aptidões: interpretar a qualidade do produto como marca de relevância e reconhecer as práticas de qualidade como fator de diferenciação no mercado global.
  • Investidores internacionais exigem códigos CRIRSCO, laboratórios acreditados e QA/QC documentado.
  • Dados com qualidade demonstrada: aceites numa auditoria sem repetir a campanha, recursos em categorias de maior confiança, acesso a financiamento e reputação.

Dois conjuntos de dados com teores semelhantes podem valer muito diferente.

Bloco 16 · Fecho e cultura da qualidade

Do procedimento à cultura da qualidade

Os dois eixos da UC: implementar procedimentos da qualidade do produto e do processo; adaptar as operações à legislação e normas nacionais e internacionais.

  • QA/QC, instrumentos, ensaios, calibração e custos sustentam as decisões diárias.
  • Legislação, códigos de relato, partes interessadas e cliente dão-lhes sentido no mercado.
  • Atitudes: responsabilidade, autonomia, sentido crítico, flexibilidade, sustentabilidade, persistência, assertividade e respeito pelas normas.

Recapitulando

  • A ISO 9001 e os sistemas de gestão integrados organizam a gestão da qualidade; a acreditação (IPAC, ISO/IEC 17025) prova a competência técnica.
  • QA/QC (brancos, duplicados, MRC, cartas de controlo) mede a precisão e a exatidão dos dados.
  • Produto e processo têm procedimentos próprios; ensaios, calibração e custos sustentam as decisões.
  • Legislação, códigos de relato, segurança, partes interessadas e cliente ligam a qualidade à sociedade e ao mercado.

Próximo: fichas e mini-projeto, aplicar estas práticas a uma campanha real de prospeção.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar: a prospeção gera a informação de base de todo o investimento mineiro seguinte. Um dado mau aqui contamina anos de decisões. - Contar o caso Bre-X em dois minutos: é a melhor motivação para cadeia de custódia, amostras de controlo e verificação independente. - Erro comum: alunos pensam que "qualidade" é só do produto final industrial. Aqui a qualidade aplica-se a dados, amostras e relatórios.

NOTAS DO PROFESSOR - Desenhar os quatro alvos de tiro no quadro: preciso e exato, preciso e inexato, impreciso e exato, impreciso e inexato. - Erro comum: achar que duplicados que batem certo provam que o teor está certo. Provam precisão, não exatidão. - Pergunta: um laboratório que dá sempre 5% acima do valor verdadeiro é preciso? É exato?

NOTAS DO PROFESSOR - Estas duas realizações e dois critérios organizam toda a UC; vale a pena escrevê-los no quadro e voltar a eles no fecho. - Erro comum: confundir "procedimento do produto" com "procedimento do processo". O produto é o resultado (amostra, relatório); o processo é o caminho para lá chegar. - Perguntar à turma: dá um exemplo de um procedimento de produto e um de processo na tua área.

NOTAS DO PROFESSOR - Sublinhar que "voluntária" não significa "opcional na prática": o mercado e os clientes exigem-nas por contrato. - Erro comum: pensar que normas técnicas e legislação são a mesma coisa. A lei é obrigatória por si; a norma é um referencial técnico. - Exercício: pesquisar, num dispositivo com internet, o catálogo do IPQ e encontrar a designação portuguesa da ISO 9001.

NOTAS DO PROFESSOR - Desenhar o PDCA como círculo e mostrar que as cláusulas 4 a 10 se arrumam nele: 4-6 planear, 7-8 executar, 9 verificar, 10 atuar. - Erro comum: achar que a ISO 9001 dita como fazer o trabalho técnico. Não dita: dita como se organiza e verifica a gestão da qualidade desse trabalho. - A nova edição de 2026 é um bom exemplo real de "adaptar-se a novas normas": voltar a ela no Bloco 12.

NOTAS DO PROFESSOR - É uma das confusões mais frequentes, também entre profissionais. Insistir na diferença sistema de gestão versus competência técnica. - Exercício: consultar no site do IPAC o anexo técnico de um laboratório acreditado e ver que ensaios cobre. - Pergunta: porque é que uma empresa mineira prefere um laboratório acreditado para o método que vai pedir?

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar o "porquê integrar": três auditorias separadas repetem o mesmo trabalho de base. - Erro comum: pensar que integrar é só juntar os manuais num ficheiro. É alinhar processos e responsabilidades. - Exemplo: uma sondagem com recuperação de tarolo tem requisitos de qualidade (recuperação, caixas identificadas), de ambiente (lamas, derrames) e de SST (partes móveis, ruído).

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar diretamente às atitudes do referencial: responsabilidade pelas próprias ações e autonomia no âmbito das funções. - Erro comum: achar que o sistema de gestão é "trabalho do responsável da qualidade" e não de cada técnico. - Exercício: listar um procedimento do dia a dia que a turma já segue, mesmo sem lhe chamar "sistema de gestão".

NOTAS DO PROFESSOR - Se possível, mostrar o índice de um manual da qualidade real, mesmo que de outro setor. - Erro comum: afirmar que a ISO 9001 "obriga a ter manual". Obrigava até à edição de 2008; desde 2015 não. - Erro comum: confundir manual (visão geral) com instrução de trabalho (passo a passo de uma tarefa concreta).

NOTAS DO PROFESSOR - A EOTA é relevante nas unidades de extração e construção: quando um produto mineral é vendido como produto de construção. - Erro comum: pensar que a EOTA faz normas de amostragem ou de prospeção. Não faz: trata da avaliação de produtos de construção. - Pedir à turma que encontre, no site da EOTA, um EAD relacionado com um produto mineral ou de pedra.

NOTAS DO PROFESSOR - Este slide trabalha a aptidão "analisar documentos técnicos relativamente à qualidade do produto". - Levar um certificado de análise real (anonimizado) e fazer a verificação com a turma. - Erro comum: copiar resultados para a base de dados sem verificar controlos nem método.

NOTAS DO PROFESSOR - Este mapa de processos trabalha o conhecimento "processos da qualidade na prospeção" e a aptidão "identificar processos de trabalho". - Mostrar que cada processo tem um ponto de controlo: um erro que escapa num deve ser apanhado no seguinte. - Erro comum: achar que a qualidade "é do laboratório". O erro de amostragem é, muitas vezes, maior do que o analítico.

NOTAS DO PROFESSOR - Insistir na cadeia de custódia: depois do caso Bre-X, é um dos pontos mais verificados em auditorias do setor. - Exercício rápido: o laboratório diz que recebeu 118 de 120 amostras. O que fazes? (não aceitar, comparar listas, verificar selos, ficha de NC, ação corretiva). - Erro comum: amostrar na própria confluência de duas linhas de água, misturando as duas bacias.

NOTAS DO PROFESSOR - Cálculo para fazer no quadro: 1 200 amostras, 1 MRC por 20, 1 branco por 25, 1 duplicado por 20 dá 60 + 48 + 60 = 168 controlos, cerca de 12,3% do total enviado (1 368). - Erro comum: inserir o MRC sempre na mesma posição do lote, o que o torna reconhecível. - Pergunta: se os duplicados de campo variam muito e os de polpa pouco, onde está o problema?

NOTAS DO PROFESSOR - Desenhar a carta no quadro com as cinco linhas (centro, dois avisos, duas ações) e marcar os dez pontos. - Duplicados: explicar o HARD = |a − b| ÷ (a + b) × 100 com o par 480/520 ppm Zn (4%) e 150/250 ppm (25%). - Erro comum: reanalisar só o MRC que falhou. Reanalisa-se o lote, porque o MRC representa todas as amostras que viajaram com ele.

NOTAS DO PROFESSOR - Ajudar os alunos a "traduzir" produto para os objetos concretos desta área: amostra, dado, relatório, concentrado. - Erro comum: esquecer que o relatório também é produto e tem especificação (conteúdo mínimo exigido pelo código de relato). - Pergunta: se o teor reportado estiver errado mas a amostra for boa, o problema é do produto ou do processo?

NOTAS DO PROFESSOR - Fazer as contas da base seca com a turma: quem compara 22,5% com 24,0% rejeita um lote conforme. - Ligar à atitude "sentido crítico": nunca aceitar nem rejeitar um número sem saber a base e o método. - Erro comum: "corrigir" o valor reportado sem registar o desvio. Isso destrói a rastreabilidade.

NOTAS DO PROFESSOR - Distinguir claramente de produto: aqui o foco é o "como se faz", não o "resultado final". - Erro comum: cada técnico "ter o seu método" sem seguir a instrução de trabalho comum. - Analogia: uma receita de cozinha seguida sempre da mesma forma dá sempre o mesmo prato.

NOTAS DO PROFESSOR - Pedir à turma que proponha uma meta para cada indicador e a justifique. - Erro comum: medir tudo e não decidir nada. Um indicador tem de levar a uma ação quando sai da meta. - Ligar à aptidão "identificar processos de trabalho" e ao princípio "decisões baseadas em evidências".

NOTAS DO PROFESSOR - Retomar o PDCA do Bloco 2 e mostrar como cada ferramenta se encaixa numa fase. - Erro comum: usar as ferramentas "para preencher um relatório" sem as ligar a uma ação corretiva concreta. - No setor mineral, antes de uma estimativa de recursos, é comum uma auditoria independente aos dados (armazém de tarolos, segundo laboratório, base de dados).

NOTAS DO PROFESSOR - Fazer as percentagens acumuladas com a turma (18/50, 30/50, 38/50...). - O "80/20" é uma ideia empírica, não uma lei: aqui 3 causas em 6 explicam 76%. - Seguir com um Ishikawa de 6 ramos para "etiquetas trocadas" e depois com os 5 porquês.

NOTAS DO PROFESSOR - Insistir: só corrigir, sem ação corretiva, garante que o problema volta. - Erro comum: parar no primeiro porquê e culpar a pessoa ("o técnico distraiu-se"). A causa-raiz costuma estar no sistema. - Ligar à atitude "empenho e persistência na resolução de problemas".

NOTAS DO PROFESSOR - O critério físico/químico é o que se mede: propriedades físicas (massa, volume, tamanho, água) ou composição. - Erro comum: mudar de método ou de laboratório a meio de um projeto sem dupla análise de comparação. - Pergunta: porque é que a humidade pode alterar o teor reportado de um elemento?

NOTAS DO PROFESSOR - Fazer as contas no quadro. Mostra aos alunos que "ensaio físico" não é secundário. - Erro comum: pedir "análise química" sem especificar método, digestão e limite de deteção. - Ligar à atitude "assertividade na comunicação": recusar atalhos de laboratório sob pressão de prazo.

NOTAS DO PROFESSOR - Distinguir calibração de manutenção e de ajuste: a calibração compara com um padrão rastreável. - Erro comum: "mandei calibrar, portanto ficou certo". Se o erro for grande, é preciso ajustar e voltar a calibrar. - Analogia: um relógio pode continuar a andar mas estar atrasado; só comparando com a hora certa se sabe quanto.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar o "silenciosamente": o equipamento continua a dar números, só que errados. Não há aviso automático. - Erro comum: usar um equipamento cuja etiqueta de calibração já expirou, por não haver outro disponível. - Exercício: desenhar um plano de calibração para os equipamentos de uma campanha de solos.

NOTAS DO PROFESSOR - No modelo PAF clássico a calibração conta como avaliação (serve para medir). Algumas empresas põem-na em prevenção; o importante é o critério ser escrito e constante. - Erro comum: achar que "qualidade" só custa dinheiro (prevenção e avaliação) e esquecer o custo das falhas. - Ligar à aptidão "identificar processos de trabalho, analisar custos da qualidade".

NOTAS DO PROFESSOR - Valores ilustrativos: dizer à turma que são inventados, mas que o raciocínio é o que se usa para convencer uma direção. - Calcular o peso das falhas: 72% do total na campanha 1, 36% na campanha 2. - Pergunta: dá um exemplo de uma poupança de curto prazo que criou um custo maior mais tarde.

NOTAS DO PROFESSOR - Distinguir legislação (obrigatória), normas técnicas (voluntárias salvo imposição) e códigos de relato (obrigatórios para quem está cotado nas bolsas que os exigem). - Erro comum: aplicar só a norma internacional e esquecer a legislação nacional do setor. - Ligar aos casos portugueses: Neves-Corvo (cobre), Panasqueira (volfrâmio), Barroso (lítio).

NOTAS DO PROFESSOR - Erro muito comum (até em notícias): "reservas inferidas". Não existem. - Ligar ao caso Bre-X: o NI 43-101 nasceu para obrigar a verificação independente por uma pessoa qualificada. - Pergunta: porque é que uma Pessoa Competente não classifica como "medido" um recurso sem QA/QC documentado?

NOTAS DO PROFESSOR - Usar a transição para a ISO 9001:2026 como exemplo: três anos para rever o sistema. - Erro comum: continuar a aplicar um procedimento baseado numa versão de norma já revogada. - Discutir: como equilibrar estabilidade dos procedimentos com a necessidade de os atualizar.

NOTAS DO PROFESSOR - Enfatizar a ligação segurança-qualidade: um técnico apressado ou em risco comete mais erros de procedimento. - Erro comum: usar um reagente sem ler a ficha de dados de segurança. - Pergunta: dá um exemplo de um risco específico de uma unidade de extração e da instrução que o controla.

NOTAS DO PROFESSOR - Mostrar que qualidade e segurança estão no mesmo documento: é isso que um sistema de gestão integrado (Bloco 3) organiza. - Erro comum: só reportar incidentes graves e ignorar os quase-acidentes, que são a melhor fonte de prevenção. - Atitude central: responsabilidade pelas próprias ações.

NOTAS DO PROFESSOR - Explicar "significativo" como o oposto de uma consulta simbólica: tem de haver efeito real nas decisões. - Erro comum: pensar que o envolvimento só interessa à fase de extração. Começa antes da prospeção. - Curiosidade: a OCDE é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico; Portugal é membro.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar às atitudes "sentido crítico" e "respeito pelos princípios da sustentabilidade". - Referir que os projetos de lítio no Norte do país mostraram como a aceitação pública condiciona um projeto. - Pergunta: como reagirias a uma preocupação levantada por uma comunidade sobre uma campanha de sondagens?

NOTAS DO PROFESSOR - Fazer a conta com a turma: soma 47, média 47 ÷ 12 ≈ 3,9. - Erro comum: só recolher a opinião do cliente no final, sem pontos de verificação intermédios. - Exercício: desenhar 3 perguntas simples para um inquérito a um cliente de um relatório de prospeção.

NOTAS DO PROFESSOR - Ligar este slide aos Blocos 2, 5 e 12: tudo converge na credibilidade dos dados perante o mercado. - Erro comum: ver a qualidade só como custo interno, sem perceber o seu papel comercial e reputacional. - Pergunta final do bloco: porque é que dois relatórios com o mesmo teor reportado podem valer preços diferentes?

NOTAS DO PROFESSOR - Slide de síntese: pedir à turma para ligar cada bloco da UC a uma das atitudes listadas. - Erro comum: tratar a qualidade como uma lista de tarefas isoladas, e não como uma cultura de trabalho. - Anunciar as fichas e o mini-projeto: aplicar estas práticas a uma campanha concreta.