NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a prospeção gera a informação de base de todo o investimento mineiro seguinte. Um dado mau aqui contamina anos de decisões.
- Contar o caso Bre-X em dois minutos: é a melhor motivação para cadeia de custódia, amostras de controlo e verificação independente.
- Erro comum: alunos pensam que "qualidade" é só do produto final industrial. Aqui a qualidade aplica-se a dados, amostras e relatórios.
NOTAS DO PROFESSOR
- Desenhar os quatro alvos de tiro no quadro: preciso e exato, preciso e inexato, impreciso e exato, impreciso e inexato.
- Erro comum: achar que duplicados que batem certo provam que o teor está certo. Provam precisão, não exatidão.
- Pergunta: um laboratório que dá sempre 5% acima do valor verdadeiro é preciso? É exato?
NOTAS DO PROFESSOR
- Estas duas realizações e dois critérios organizam toda a UC; vale a pena escrevê-los no quadro e voltar a eles no fecho.
- Erro comum: confundir "procedimento do produto" com "procedimento do processo". O produto é o resultado (amostra, relatório); o processo é o caminho para lá chegar.
- Perguntar à turma: dá um exemplo de um procedimento de produto e um de processo na tua área.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar que "voluntária" não significa "opcional na prática": o mercado e os clientes exigem-nas por contrato.
- Erro comum: pensar que normas técnicas e legislação são a mesma coisa. A lei é obrigatória por si; a norma é um referencial técnico.
- Exercício: pesquisar, num dispositivo com internet, o catálogo do IPQ e encontrar a designação portuguesa da ISO 9001.
NOTAS DO PROFESSOR
- Desenhar o PDCA como círculo e mostrar que as cláusulas 4 a 10 se arrumam nele: 4-6 planear, 7-8 executar, 9 verificar, 10 atuar.
- Erro comum: achar que a ISO 9001 dita como fazer o trabalho técnico. Não dita: dita como se organiza e verifica a gestão da qualidade desse trabalho.
- A nova edição de 2026 é um bom exemplo real de "adaptar-se a novas normas": voltar a ela no Bloco 12.
NOTAS DO PROFESSOR
- É uma das confusões mais frequentes, também entre profissionais. Insistir na diferença sistema de gestão versus competência técnica.
- Exercício: consultar no site do IPAC o anexo técnico de um laboratório acreditado e ver que ensaios cobre.
- Pergunta: porque é que uma empresa mineira prefere um laboratório acreditado para o método que vai pedir?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o "porquê integrar": três auditorias separadas repetem o mesmo trabalho de base.
- Erro comum: pensar que integrar é só juntar os manuais num ficheiro. É alinhar processos e responsabilidades.
- Exemplo: uma sondagem com recuperação de tarolo tem requisitos de qualidade (recuperação, caixas identificadas), de ambiente (lamas, derrames) e de SST (partes móveis, ruído).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente às atitudes do referencial: responsabilidade pelas próprias ações e autonomia no âmbito das funções.
- Erro comum: achar que o sistema de gestão é "trabalho do responsável da qualidade" e não de cada técnico.
- Exercício: listar um procedimento do dia a dia que a turma já segue, mesmo sem lhe chamar "sistema de gestão".
NOTAS DO PROFESSOR
- Se possível, mostrar o índice de um manual da qualidade real, mesmo que de outro setor.
- Erro comum: afirmar que a ISO 9001 "obriga a ter manual". Obrigava até à edição de 2008; desde 2015 não.
- Erro comum: confundir manual (visão geral) com instrução de trabalho (passo a passo de uma tarefa concreta).
NOTAS DO PROFESSOR
- A EOTA é relevante nas unidades de extração e construção: quando um produto mineral é vendido como produto de construção.
- Erro comum: pensar que a EOTA faz normas de amostragem ou de prospeção. Não faz: trata da avaliação de produtos de construção.
- Pedir à turma que encontre, no site da EOTA, um EAD relacionado com um produto mineral ou de pedra.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este slide trabalha a aptidão "analisar documentos técnicos relativamente à qualidade do produto".
- Levar um certificado de análise real (anonimizado) e fazer a verificação com a turma.
- Erro comum: copiar resultados para a base de dados sem verificar controlos nem método.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este mapa de processos trabalha o conhecimento "processos da qualidade na prospeção" e a aptidão "identificar processos de trabalho".
- Mostrar que cada processo tem um ponto de controlo: um erro que escapa num deve ser apanhado no seguinte.
- Erro comum: achar que a qualidade "é do laboratório". O erro de amostragem é, muitas vezes, maior do que o analítico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir na cadeia de custódia: depois do caso Bre-X, é um dos pontos mais verificados em auditorias do setor.
- Exercício rápido: o laboratório diz que recebeu 118 de 120 amostras. O que fazes? (não aceitar, comparar listas, verificar selos, ficha de NC, ação corretiva).
- Erro comum: amostrar na própria confluência de duas linhas de água, misturando as duas bacias.
NOTAS DO PROFESSOR
- Cálculo para fazer no quadro: 1 200 amostras, 1 MRC por 20, 1 branco por 25, 1 duplicado por 20 dá 60 + 48 + 60 = 168 controlos, cerca de 12,3% do total enviado (1 368).
- Erro comum: inserir o MRC sempre na mesma posição do lote, o que o torna reconhecível.
- Pergunta: se os duplicados de campo variam muito e os de polpa pouco, onde está o problema?
NOTAS DO PROFESSOR
- Desenhar a carta no quadro com as cinco linhas (centro, dois avisos, duas ações) e marcar os dez pontos.
- Duplicados: explicar o HARD = |a − b| ÷ (a + b) × 100 com o par 480/520 ppm Zn (4%) e 150/250 ppm (25%).
- Erro comum: reanalisar só o MRC que falhou. Reanalisa-se o lote, porque o MRC representa todas as amostras que viajaram com ele.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ajudar os alunos a "traduzir" produto para os objetos concretos desta área: amostra, dado, relatório, concentrado.
- Erro comum: esquecer que o relatório também é produto e tem especificação (conteúdo mínimo exigido pelo código de relato).
- Pergunta: se o teor reportado estiver errado mas a amostra for boa, o problema é do produto ou do processo?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer as contas da base seca com a turma: quem compara 22,5% com 24,0% rejeita um lote conforme.
- Ligar à atitude "sentido crítico": nunca aceitar nem rejeitar um número sem saber a base e o método.
- Erro comum: "corrigir" o valor reportado sem registar o desvio. Isso destrói a rastreabilidade.
NOTAS DO PROFESSOR
- Distinguir claramente de produto: aqui o foco é o "como se faz", não o "resultado final".
- Erro comum: cada técnico "ter o seu método" sem seguir a instrução de trabalho comum.
- Analogia: uma receita de cozinha seguida sempre da mesma forma dá sempre o mesmo prato.
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma que proponha uma meta para cada indicador e a justifique.
- Erro comum: medir tudo e não decidir nada. Um indicador tem de levar a uma ação quando sai da meta.
- Ligar à aptidão "identificar processos de trabalho" e ao princípio "decisões baseadas em evidências".
NOTAS DO PROFESSOR
- Retomar o PDCA do Bloco 2 e mostrar como cada ferramenta se encaixa numa fase.
- Erro comum: usar as ferramentas "para preencher um relatório" sem as ligar a uma ação corretiva concreta.
- No setor mineral, antes de uma estimativa de recursos, é comum uma auditoria independente aos dados (armazém de tarolos, segundo laboratório, base de dados).
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer as percentagens acumuladas com a turma (18/50, 30/50, 38/50...).
- O "80/20" é uma ideia empírica, não uma lei: aqui 3 causas em 6 explicam 76%.
- Seguir com um Ishikawa de 6 ramos para "etiquetas trocadas" e depois com os 5 porquês.
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir: só corrigir, sem ação corretiva, garante que o problema volta.
- Erro comum: parar no primeiro porquê e culpar a pessoa ("o técnico distraiu-se"). A causa-raiz costuma estar no sistema.
- Ligar à atitude "empenho e persistência na resolução de problemas".
NOTAS DO PROFESSOR
- O critério físico/químico é o que se mede: propriedades físicas (massa, volume, tamanho, água) ou composição.
- Erro comum: mudar de método ou de laboratório a meio de um projeto sem dupla análise de comparação.
- Pergunta: porque é que a humidade pode alterar o teor reportado de um elemento?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer as contas no quadro. Mostra aos alunos que "ensaio físico" não é secundário.
- Erro comum: pedir "análise química" sem especificar método, digestão e limite de deteção.
- Ligar à atitude "assertividade na comunicação": recusar atalhos de laboratório sob pressão de prazo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Distinguir calibração de manutenção e de ajuste: a calibração compara com um padrão rastreável.
- Erro comum: "mandei calibrar, portanto ficou certo". Se o erro for grande, é preciso ajustar e voltar a calibrar.
- Analogia: um relógio pode continuar a andar mas estar atrasado; só comparando com a hora certa se sabe quanto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o "silenciosamente": o equipamento continua a dar números, só que errados. Não há aviso automático.
- Erro comum: usar um equipamento cuja etiqueta de calibração já expirou, por não haver outro disponível.
- Exercício: desenhar um plano de calibração para os equipamentos de uma campanha de solos.
NOTAS DO PROFESSOR
- No modelo PAF clássico a calibração conta como avaliação (serve para medir). Algumas empresas põem-na em prevenção; o importante é o critério ser escrito e constante.
- Erro comum: achar que "qualidade" só custa dinheiro (prevenção e avaliação) e esquecer o custo das falhas.
- Ligar à aptidão "identificar processos de trabalho, analisar custos da qualidade".
NOTAS DO PROFESSOR
- Valores ilustrativos: dizer à turma que são inventados, mas que o raciocínio é o que se usa para convencer uma direção.
- Calcular o peso das falhas: 72% do total na campanha 1, 36% na campanha 2.
- Pergunta: dá um exemplo de uma poupança de curto prazo que criou um custo maior mais tarde.
NOTAS DO PROFESSOR
- Distinguir legislação (obrigatória), normas técnicas (voluntárias salvo imposição) e códigos de relato (obrigatórios para quem está cotado nas bolsas que os exigem).
- Erro comum: aplicar só a norma internacional e esquecer a legislação nacional do setor.
- Ligar aos casos portugueses: Neves-Corvo (cobre), Panasqueira (volfrâmio), Barroso (lítio).
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro muito comum (até em notícias): "reservas inferidas". Não existem.
- Ligar ao caso Bre-X: o NI 43-101 nasceu para obrigar a verificação independente por uma pessoa qualificada.
- Pergunta: porque é que uma Pessoa Competente não classifica como "medido" um recurso sem QA/QC documentado?
NOTAS DO PROFESSOR
- Usar a transição para a ISO 9001:2026 como exemplo: três anos para rever o sistema.
- Erro comum: continuar a aplicar um procedimento baseado numa versão de norma já revogada.
- Discutir: como equilibrar estabilidade dos procedimentos com a necessidade de os atualizar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ligação segurança-qualidade: um técnico apressado ou em risco comete mais erros de procedimento.
- Erro comum: usar um reagente sem ler a ficha de dados de segurança.
- Pergunta: dá um exemplo de um risco específico de uma unidade de extração e da instrução que o controla.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar que qualidade e segurança estão no mesmo documento: é isso que um sistema de gestão integrado (Bloco 3) organiza.
- Erro comum: só reportar incidentes graves e ignorar os quase-acidentes, que são a melhor fonte de prevenção.
- Atitude central: responsabilidade pelas próprias ações.
NOTAS DO PROFESSOR
- Explicar "significativo" como o oposto de uma consulta simbólica: tem de haver efeito real nas decisões.
- Erro comum: pensar que o envolvimento só interessa à fase de extração. Começa antes da prospeção.
- Curiosidade: a OCDE é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico; Portugal é membro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar às atitudes "sentido crítico" e "respeito pelos princípios da sustentabilidade".
- Referir que os projetos de lítio no Norte do país mostraram como a aceitação pública condiciona um projeto.
- Pergunta: como reagirias a uma preocupação levantada por uma comunidade sobre uma campanha de sondagens?
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a conta com a turma: soma 47, média 47 ÷ 12 ≈ 3,9.
- Erro comum: só recolher a opinião do cliente no final, sem pontos de verificação intermédios.
- Exercício: desenhar 3 perguntas simples para um inquérito a um cliente de um relatório de prospeção.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar este slide aos Blocos 2, 5 e 12: tudo converge na credibilidade dos dados perante o mercado.
- Erro comum: ver a qualidade só como custo interno, sem perceber o seu papel comercial e reputacional.
- Pergunta final do bloco: porque é que dois relatórios com o mesmo teor reportado podem valer preços diferentes?
NOTAS DO PROFESSOR
- Slide de síntese: pedir à turma para ligar cada bloco da UC a uma das atitudes listadas.
- Erro comum: tratar a qualidade como uma lista de tarefas isoladas, e não como uma cultura de trabalho.
- Anunciar as fichas e o mini-projeto: aplicar estas práticas a uma campanha concreta.