NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: esta UC foca-se na gestão da informação, não na geologia de campo em si (tratada noutras UCs)
- erro comum: pensar que "prospeção" é só ir ao terreno; o gabinete técnico é metade do trabalho
- exemplo/analogia: um projeto de prospeção é como uma investigação policial, a prova só vale se estiver bem registada e guardada
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o ciclo recolher, registar, armazenar, processar, interpretar aparece em todas as fases, é o fio condutor da UC
- pergunta: porque é arriscado avançar de fase sem dados de qualidade? (decisões caras sobre informação fraca)
- exemplo: um furo de sondagem mal georreferenciado invalida todo o modelo construído a partir dele
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a diferença entre mina e pedreira NÃO é a profundidade nem o tamanho, é o regime jurídico do recurso
- erro comum: dizer que o LNEG licencia; quem licencia é a DGEG, o LNEG é o laboratório do Estado
- exercício: abrir o geoportal do LNEG e localizar as ocorrências minerais conhecidas perto da escola
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o tipo de depósito condiciona o método de prospeção e os dados a recolher
- erro comum: tratar todos os depósitos da mesma forma nas fichas de campo, ignorando o contexto geológico
- exemplo: um placer recolhe-se por poços ou sondagens rasas e bateia; um filão hidrotermal por amostragem de rocha e sondagem com coroa diamantada
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada tipo muda os elementos a analisar, a forma esperada do corpo e as unidades na base de dados
- erro comum: atribuir a Neves-Corvo ouro ou ferro; é um VMS de cobre, zinco e estanho
- exercício: dada uma lista de elementos analisados, adivinhar que tipo de depósito o projeto procura
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a categoria do recurso muda os campos relevantes da base de dados (ex.: % para metais base, g/t para ouro, % Li₂O para lítio)
- erro comum: confundir recurso (o que existe no terreno) com reserva (o que é economicamente extraível)
- pergunta: que tipo de recurso se explora numa pedreira de granito perto da escola? (rocha ornamental ou agregado, massa mineral)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nenhum método sozinho basta, a prospeção cruza vários tipos de dado (ver Bloco 12)
- erro comum: recolher a amostra mas esquecer metadados essenciais (coordenada, data, amostrador)
- exemplo/analogia: a sondagem é como uma "biópsia" do subsolo, um corte estreito que representa o que está à volta
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: metadados incompletos são o erro mais caro de corrigir, muitas vezes já não é possível voltar ao terreno
- erro comum: usar o mesmo código para duas amostras diferentes por pressa
- exercício: mostrar uma ficha de campo real (ou modelo) e identificar os campos obrigatórios
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: há sempre mais um nó do que intervalos em cada direção
- erro comum: amostrar na confluência, misturando duas bacias numa só amostra
- exercício: calcular os nós de uma malha de 1 200 m × 800 m a 50 m (25 × 17 = 425)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: esta estrutura (colar, desvios, litologia, amostras, ensaios) é a espinha de qualquer base de dados de sondagens
- erro comum: guardar tudo numa só folha, repetindo as coordenadas do furo em cada intervalo
- pergunta: porque é que uma recuperação baixa num troço mineralizado preocupa? (o teor pode não ser representativo)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: coordenada sem sistema de referência identificado não serve para cruzar com outros dados
- erro comum: chamar "datum" ao PT-TM06 (é a projeção); e misturar dados antigos (Datum 73, Datum Lisboa, ED50) com ETRS89 sem converter, com desvios que podem chegar a dezenas ou centenas de metros
- exemplo: um recetor GNSS de mão regista por defeito em WGS84 (latitude, longitude); para o projeto converte-se para PT-TM06/ETRS89
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o EGNOS melhora a precisão para a ordem de 1 a 3 m, não é "sub-métrico"; para colares de sondagem usa-se RTK ou topografia
- erro comum: dizer que o GPS "triangula"; o GNSS mede distâncias
- exercício: distância entre A (M = −18 250, P = −95 600) e B (M = −17 890, P = −95 120): √(360² + 480²) = 600 m
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: precisão e exatidão não são sinónimos, dar o exemplo clássico do alvo de tiro
- erro comum: assumir que "está no GNSS" chega, sem questionar a precisão do aparelho usado
- pergunta: que precisão é aceitável para posicionar um furo de sondagem? (normalmente muito maior do que para um ponto de reconhecimento geral)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a transcrição manual repetida é a principal causa de erros de dados em projetos de prospeção
- erro comum: copiar dados do caderno de campo para uma folha de cálculo e depois para a base de dados, triplicando o risco de erro
- exemplo: comparar o tempo e o risco de um formulário digital que grava direto na base de dados
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a organização de pastas e nomes liga-se à atitude "sentido de organização", um dos critérios avaliados
- erro comum: guardar tudo numa única pasta "dados" sem estrutura, impossível de navegar meses depois
- exercício: propor à turma uma convenção de nomes para amostras (ex.: projeto, ano, tipo, número)
- erro comum: enviar um shapefile sem o .prj, que chega sem sistema de coordenadas
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: zero diz "não tem", vazio diz "não sabemos", "<LD" diz "tem menos do que X"; são três informações diferentes
- erro comum: guardar Li e Li₂O, ou % e ppm, na mesma coluna
- exercício: dar um ficheiro de dois laboratórios com unidades diferentes e harmonizar antes de importar
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a base de dados não é só "mais uma folha de cálculo", impõe integridade que a folha de cálculo não garante
- erro comum: confundir tabela com base de dados; a base de dados é o conjunto organizado de várias tabelas relacionadas
- exemplo: mostrar a mesma informação numa folha de cálculo desorganizada e numa base de dados com tabelas relacionadas
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a relação um para muitos é a mais comum em projetos de prospeção (um furo, muitas amostras)
- erro comum: repetir os dados do furo em cada linha de amostra em vez de relacionar por um identificador
- erro comum: modelar "uma amostra, uma análise" (1:1) ou criar colunas Cu_1, Cu_2; uma amostra analisada para 3 elementos dá 3 linhas de ensaio
- exercício: desenhar no quadro as tabelas Furo, Amostra e Ensaio e ligar as relações
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: modelar é um investimento inicial que poupa muito tempo de correção mais tarde
- erro comum: começar a introduzir dados sem desenhar o modelo, "para ganhar tempo"
- exemplo: um projeto que esqueceu o campo da unidade do teor e teve dados em % e em g/t misturados na mesma coluna
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: normalizar liga-se diretamente à atitude "rigor" do referencial da UC
- erro comum: guardar o nome do geólogo em texto livre em cada registo, com grafias diferentes em cada linha
- pergunta: que problema dá se o nome do projeto estiver escrito de forma diferente em cada tabela? (impossível de cruzar automaticamente)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: modelar a informação tem dois sentidos, a estrutura da base de dados e a representação do depósito (secções, mapas, 3D)
- erro comum: média simples de amostras de comprimentos diferentes; e esquecer que o comprimento no furo não é a espessura real
- exercício: dar cinco intervalos com uma sobreposição, uma lacuna e um fim além do furo, e pedir para os encontrar
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a competência central é o fluxo de trabalho, não o software específico; a ferramenta muda, o método não
- erro comum: pensar que aprender "um programa" chega; o técnico tem de compreender os conceitos por trás de qualquer ferramenta
- exemplo: mostrar como a mesma tabela de furos poderia viver numa folha de cálculo, numa base de dados ou num software especializado
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: importar sem validar é a porta de entrada de erros na base de dados central
- erro comum: importar um ficheiro de laboratório sem verificar se as unidades correspondem às da base de dados
- exercício: dado um ficheiro de exemplo, identificar em conjunto que validações fazer antes de importar
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o SIG une base de dados e mapa, é o elo entre os Blocos 6 e 7 e a análise espacial
- erro comum: pensar no SIG só como "fazer mapas bonitos"; o valor está na análise, não só na representação
- exemplo: sobrepor num SIG os pontos de amostragem geoquímica com o mapa geológico e ver padrões
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: escolher vetor ou raster depende da natureza do fenómeno, não é uma questão de gosto; no QGIS, projeto em EPSG:3763
- erro comum: confundir o dado medido (os pontos de amostragem, vetoriais) com a superfície interpolada (raster derivado, que é uma estimativa)
- pergunta: um modelo de elevação do terreno é vetor ou raster? (raster, tipicamente)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada camada tem o seu sistema de coordenadas; para medir e cruzar, todas no sistema do projeto (PT-TM06/ETRS89)
- erro comum: sobrepor demasiadas camadas ao mesmo tempo e tornar o mapa ilegível
- exercício: dado um mapa com 5 camadas, decidir quais desligar para responder a uma pergunta concreta
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a interpolação é uma estimativa, não um dado medido, deve ser sempre apresentada como tal
- erro comum: apresentar um mapa interpolado como se fosse dado observado em todos os pontos
- exemplo: mostrar um mapa de teores interpolados entre furos e discutir onde a incerteza é maior, longe dos furos
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o IDW nunca dá um valor acima do máximo medido; um máximo longe de todas as amostras é sinal de erro
- erro comum: apresentar simbologia inventada como se fosse oficial; a simbologia do projeto é definida pela equipa e explicada na legenda
- exercício: repetir o IDW com p = 1 (dá 90 ppm) e discutir o efeito da potência
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: dados de má qualidade à entrada produzem sempre resultados de má qualidade à saída, por melhor que seja o método
- erro comum: avançar para a análise sem verificar sequer se as unidades batem certo entre ficheiros diferentes
- exercício: dar uma tabela com dois ou três erros propositados e pedir para os identificar antes de "analisar"
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um valor atípico não é sinónimo de erro, pode ser o dado mais importante do projeto; exige verificação, não descarte automático
- erro comum: remover valores atípicos sistematicamente "para limpar os dados" sem investigar a causa
- exemplo: um teor anómalo isolado pode indicar o centro de um depósito ainda não delimitado
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os valores anómalos inflacionam a média e o desvio-padrão e escondem-se a si mesmos
- erro comum: classes de amplitude igual para dados lognormais, que põem quase tudo na primeira classe
- exercício: refazer a média e a mediana do exemplo à mão (1 779 ÷ 20; (38 + 40) ÷ 2)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: este é um dos critérios de desempenho explícitos da UC, cruzar informação proveniente da prospeção
- erro comum: analisar cada fonte de dados isoladamente e nunca as sobrepor para procurar coincidências
- exemplo: um alvo de prospeção fica muito mais forte quando geoquímica, geofísica e geologia apontam para o mesmo local
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o cruzamento é um processo passo a passo, documentável, não uma intuição
- erro comum: decidir um alvo de sondagem só com base numa fonte, ignorando as outras disponíveis
- exercício: dado um mapa com duas camadas de dados, pedir à turma que identifique zonas de coincidência
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o controlo de qualidade não é burocracia, é o que dá credibilidade a um relatório de recursos minerais
- erro comum: só inserir amostras de controlo "quando sobra tempo", em vez de as planear desde o início da campanha
- pergunta: porque é uma amostra em branco contaminada tão grave como um resultado errado? (mascara a real ausência do elemento)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a rastreabilidade é o que permite defender os dados perante uma auditoria externa ou um investidor
- erro comum: corrigir um valor diretamente na base de dados sem deixar registo da alteração
- exemplo: comparar um projeto com registo de alterações completo com um sem qualquer histórico, e discutir a diferença de confiança
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: uma cópia de segurança sem teste de restauro é uma falsa sensação de segurança
- erro comum: guardar a única cópia de segurança no mesmo computador ou no mesmo local físico dos dados originais; ou confiar numa pasta sincronizada, que também copia os erros e os ficheiros apagados
- exemplo: um disco danificado sem cópia noutro local pode apagar meses de trabalho de campo
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: estas são as atitudes do referencial da UC, ligar explicitamente a cada uma um exemplo prático
- erro comum: achar que a atitude não se avalia; nesta UC é tão relevante como o domínio do software
- exercício: pedir à turma exemplos concretos de cada atitude no contexto de um gabinete técnico
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: este slide resume o fluxo completo da UC, ligar cada ponto ao bloco onde foi ensinado
- erro comum: tratar cada boa prática como isolada; são todas parte do mesmo ciclo de gestão de dados
- exemplo/analogia: um projeto de prospeção bem gerido é como um arquivo de investigação, tudo tem origem, data e responsável