NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: distinguir prospeção (procurar indícios) de pesquisa (comprovar e quantificar uma reserva).
- Erro comum: assumir que qualquer anomalia geoquímica corresponde a um depósito economicamente viável. Nem sempre.
- Exemplo: um halo de cobre disperso à volta de um corpo mineralizado do tipo pórfiro cuprífero.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada fase existe para reduzir o custo da seguinte, não se salta diretamente para a sondagem.
- Erro comum: confundir escala regional com escala de detalhe e aplicar a malha errada.
- Perguntar à turma: porque não se sonda logo a área toda? (custo e tempo).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o halo é sempre maior do que o depósito, e é por isso que a geoquímica compensa.
- Erro comum: procurar a anomalia de solo exatamente por cima do corpo, esquecendo a reptação vertente abaixo.
- Exemplo: os chapéus de ferro (gossans) da Faixa Piritosa são halos secundários visíveis a olho nu.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o técnico de campo não precisa de saber a lei de cor, mas tem de saber que não entra num terreno sem autorização.
- Erro comum: achar que uma mina é "funda" e uma pedreira "à superfície". A diferença é o recurso (depósito mineral vs massa mineral).
- Casos: Neves-Corvo e Aljustrel (Faixa Piritosa), Panasqueira (volfrâmio e estanho), Barroso (lítio).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: sem mapeamento geológico, a amostragem geoquímica é feita às cegas.
- Erro comum: ignorar o contexto geológico e amostrar apenas por conveniência de acesso.
- Exemplo: cruzar uma carta geológica com um mapa de anomalias geoquímicas antigas da mesma área.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o planeamento é uma atitude de organização e responsabilidade, não um passo burocrático.
- Erro comum: sair para o terreno sem fichas de campo preparadas e improvisar o registo.
- Pergunta: o que acontece à qualidade dos dados se a malha não for respeitada no terreno?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um ponto acessível mas não representativo invalida o resultado, por mais fácil que seja de amostrar.
- Erro comum: mover o ponto planeado só por conveniência de acesso, sem justificar tecnicamente a alteração.
- Exemplo/analogia: escolher os pontos é como escolher onde furar um poço, a localização decide o resultado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o registo é tão importante como a recolha em si. Um dado sem localização fiável não serve para nada.
- Erro comum: anotar as coordenadas de memória, depois de já ter avançado para o ponto seguinte.
- Exercício: preencher em conjunto uma ficha de campo completa a partir de uma fotografia de um ponto fictício.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esperar que a posição estabilize e anotar a precisão indicada pelo recetor.
- Erro comum: dizer que o GPS "triangula". Mede distâncias, por isso é trilateração.
- Exercício: deslocar no mapa um ponto que cai num caminho e escrever a nota da ficha.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a escolha do horizonte não é indiferente, muda completamente o resultado analítico.
- Erro comum: amostrar o horizonte A por estar mais acessível, quando o horizonte B é o indicado.
- Analogia: os horizontes são como as camadas de um bolo, cada uma conta uma parte diferente da história do solo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a expressão aparece nos dois sentidos nos relatórios; o técnico tem de dominar ambos.
- Erro comum: interpretar uma anomalia em coluvião de sopé como se viesse da rocha por baixo.
- Pergunta: numa vertente, para onde se desloca a anomalia de solo em relação ao filão?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: limpar a parede antes de amostrar evita que material do horizonte superior contamine a amostra do horizonte alvo.
- Erro comum: recolher material da superfície da parede, já em contacto com o ar e possivelmente alterado.
- Exemplo/analogia: é como raspar a primeira camada de tinta antes de amostrar a camada de baixo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: poucas amostras de orientação evitam uma campanha inteira no horizonte errado.
- Erro comum: escolher o horizonte pelo teor mais alto em vez do maior contraste.
- Exercício: refazer as três divisões no quadro (35 ÷ 25, 120 ÷ 30, 95 ÷ 28).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a densidade da malha é uma decisão técnica ligada ao objetivo da campanha, não é arbitrária.
- Erro comum: traçar as linhas paralelas ao filão, que assim correm ao lado do alvo sem o cortar.
- Pergunta à turma: o que acontece à resolução do mapa de anomalias se se espaçar demasiado a malha?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a comparabilidade entre pontos só existe se o método for igual em todos.
- Erro comum: mudar de horizonte a meio da malha porque um ponto tem terreno diferente, sem o assinalar.
- Exercício: dado um mapa simples, marcar os nós de uma malha regular sobre a área de interesse.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: pontos = intervalos + 1 em cada direção.
- Erro comum: fazer 8 × 24 = 192 e ficar com uma linha e uma coluna de amostras por colher.
- Pergunta: 225 ÷ 20 = 11,25; porque se arredonda para 12 grupos de controlos e não para 11?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a eficiência do método vem precisamente de "resumir" uma bacia inteira num só ponto.
- Erro comum: amostrar num troço estagnado ou artificial (uma barragem, um canal betonado), sem representatividade.
- Analogia: cada linha de água é como um coletor que junta tudo o que vem da bacia acima do ponto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a fração fina tem mais óxidos e argilas e dá amostras mais homogéneas; o que importa é que seja sempre a mesma.
- Erro comum: encher o saco com sedimento grosseiro e areia, diluindo o sinal geoquímico procurado.
- Exemplo: comparar visualmente sedimento de leito ativo com sedimento de uma margem seca contaminada por lixo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: é esta diluição que obriga a amostrar cada afluente antes da confluência.
- Erro comum: concluir que "não há nada" a partir de uma única amostra no rio principal.
- Ressalva: o modelo supõe erosão uniforme na bacia; a química da água também muda os teores.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: bateia = método físico (densidade); sedimento fino = análise química.
- Erro comum: crivar para a fração fina a amostra destinada à bateia e perder os grãos pesados.
- Contexto: regiões de volfrâmio e estanho da Beira Interior e do Norte (Panasqueira).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada tipo de amostra responde a uma pergunta diferente, nenhuma substitui completamente as outras.
- Erro comum: usar sempre o mesmo tipo de amostra em qualquer contexto geológico, por hábito.
- Exercício: dado um cenário de terreno, a turma escolhe qual o tipo de amostra mais adequado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a combinação de tipos de amostra é boa prática profissional, não é excesso de trabalho.
- Erro comum: interpretar uma anomalia de sedimento sem cruzar com o mapeamento geológico da bacia.
- Pergunta: porque é que um técnico experiente costuma pedir mais do que um tipo de amostra na mesma área?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o FRX portátil serve para triagem rápida, não substitui a confirmação em laboratório certificado.
- Erro comum: usar sempre o método mais barato, mesmo quando a precisão exigida é maior.
- Curiosidade: o ensaio ao fogo é uma técnica antiga, ainda hoje a referência para ouro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: pedir a digestão errada dá números "certos" do laboratório mas inúteis para o objetivo.
- Erro comum: comparar resultados de água-régia com resultados de quatro ácidos como se fossem iguais.
- Exercício: converter 0,12 % Zn em ppm (1200 ppm) e 80 ppb Au em g/t (0,08 g/t).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o QA/QC é o que separa um dado geoquímico credível de um número sem controlo.
- Erro comum: aceitar um resultado anómalo isolado sem verificar se o duplicado confirma o valor.
- Pergunta: o que significa um branco analítico "contaminado" no meio de um lote?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: uma etiqueta ambígua ou apagada pode invalidar semanas de trabalho de campo.
- Erro comum: fechar uma amostra molhada num saco de plástico, onde não seca e pode ganhar bolor.
- Exercício: preencher corretamente uma etiqueta de amostra a partir dos dados de uma ficha de campo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a cadeia de custódia protege a credibilidade dos dados perante um cliente ou uma auditoria.
- Erro comum: entregar amostras ao laboratório sem qualquer registo de transporte.
- Pergunta: porque é que se guarda uma amostra testemunha, se já foi enviada uma parte para análise?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: uma anomalia geoquímica "falsa", de origem antropogénica, pode desviar semanas de trabalho de campo.
- Erro comum: não registar a proximidade de uma estrada ou de uma mina antiga junto ao ponto amostrado.
- Exemplo: um valor alto de chumbo perto de uma estrada antiga, associado a combustíveis com chumbo do passado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: analisar potenciais fontes de contaminação é um critério de desempenho explícito desta UC.
- Erro comum: assumir logo que um resultado alto é uma descoberta, sem descartar contaminação.
- Pergunta: que perguntas fazer no terreno antes de aceitar uma anomalia como genuína? (coincide com algo humano? tem os elementos companheiros? como varia em profundidade?)
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o pH não é um dado isolado, é uma chave de leitura para os outros resultados.
- Erro comum: medir o pH sem calibrar previamente o equipamento.
- Analogia: o pH é como o "clima químico" do local, condiciona como os elementos se movem.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um elétrodo mal limpo transporta a leitura anterior para a amostra seguinte.
- Erro comum: comparar leituras de pH feitas a temperaturas muito diferentes sem o assinalar.
- Exercício: simular em conjunto os quatro passos; comparar uma leitura com tiras indicadoras (só triagem).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: cada EPI protege de um risco específico, não é intercambiável nem opcional.
- Erro comum: usar apenas parte do EPI exigido "porque incomoda" ou "só vai demorar um minuto".
- Exercício: associar cada EPI ao risco concreto de uma tarefa desta UC.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a segurança não é uma etapa à parte, faz parte do próprio procedimento de amostragem.
- Erro comum: deixar um poço aberto e sem sinalização "só até amanhã".
- Pergunta: quem responde por um acidente causado por um poço não sinalizado?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os riscos de campo são reais e variam com a geografia, não são hipotéticos.
- Erro comum: subestimar riscos "porque já se fez isto muitas vezes sem problemas".
- Exemplo: um poço aberto num dia de chuva forte tem risco de desmoronamento muito maior.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: "ter cuidado" não é uma medida; adiar, sinalizar ou trabalhar em pares são.
- Erro comum: pontuar tudo com o mesmo nível e não priorizar.
- Exercício: a turma pontua os riscos de uma campanha de 20 covas em época de chuvas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: rigor e sustentabilidade andam juntos, uma campanha bem planeada perturba menos o terreno.
- Erro comum: deixar os poços abertos e o terreno remexido depois de terminada a amostragem.
- Pergunta: como se decide o número mínimo de furos necessário sem comprometer a qualidade dos dados?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: uma anomalia geoquímica ganha muito mais sentido quando cruzada com a rocha que a originou.
- Erro comum: enviar amostras para análise sem descrever minimamente a rocha de origem.
- Exemplo: um veio de quartzo com sulfuretos visíveis reforça a leitura de um resultado anómalo de cobre; o canivete distingue a pirite (não risca) do ouro (mole).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a análise crítica das propriedades da rocha é um critério de desempenho explícito da UC.
- Erro comum: descrever a rocha de forma vaga ("rocha escura"), sem termos técnicos precisos.
- Exercício: descrever em conjunto uma amostra de rocha a partir de uma fotografia, com vocabulário técnico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: as atitudes do referencial não são "soft skills" decorativas, condicionam a qualidade dos dados.
- Erro comum: separar mentalmente "trabalho técnico" de "comportamento profissional", como se fossem coisas distintas.
- Anunciar: fichas e mini-projecto, planear e executar uma campanha de amostragem geoquímica.