NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a litogeoquímica trabalha sobre a rocha sólida (in situ ou de bloco), ao contrário da geoquímica de solos ou de sedimentos de linha de água.
- Erro comum: confundir prospeção (procurar indícios) com pesquisa (confirmar e avaliar o recurso). A litogeoquímica serve ambas as fases, com objetivos diferentes.
- Exemplo/analogia: é como testar o sangue para detetar um sinal de doença antes de avançar para exames mais caros e demorados.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a conta no quadro com os dez valores da sebenta (capítulo 2): 8, 12, 15, 10, 20, 25, 9, 14, 30, 18 ppm. Com valores brutos daria cerca de 30,5 ppm; mostrar porque diferem.
- Erro comum: calcular um único limiar para várias litologias juntas. A litologia mais rica aparece toda "anómala".
- Sublinhar que média + 2 desvios-padrão é uma primeira aproximação clássica, não uma regra absoluta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Treinar conversões rápidas: 0,85 % Cu = 8500 ppm; 1250 ppb Au = 1,25 g/t.
- Explicar porque o As serve de indicador do Au: a arsenopirite acompanha o ouro e o As mede-se facilmente em ppm, enquanto o Au é errático (efeito pepita).
- Erro comum: confundir ppm com ppb, errando por um fator de mil.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ler as quatro realizações do referencial em voz alta e escrevê-las no quadro; a turma vai vê-las reaparecer bloco a bloco.
- Erro comum: achar que "amostrar" é só recolher uma pedra. É um procedimento com critérios, riscos e registo.
- Pergunta: porque é que analisar os riscos vem antes de sair para o terreno, e não depois?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a alternância gabinete/terreno como o ritmo normal da profissão, não uma exceção.
- Erro comum: pensar que a prospeção é só trabalho de campo. O planeamento em gabinete é onde se evitam a maioria dos erros e riscos.
- Exemplo: mostrar uma carta geológica e perguntar que informação dela orienta a escolha de um local de amostragem.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: achar que a diferença entre mina e pedreira é a profundidade ou o tamanho. É legal: quem é dono do recurso.
- Lembrar que o título de prospeção não dispensa o acordo dos proprietários para aceder ao terreno.
- Pergunta: onde se consulta a cartografia geológica oficial antes de uma campanha? (LNEG)
NOTAS DO PROFESSOR
- Situar a UC no ciclo completo ajuda a turma a perceber o "antes" e o "depois" do que vão aprender.
- Erro comum: saltar etapas, por exemplo amostrar sem ter revisto os dados existentes da área.
- Pergunta: o que acontece se a etapa 3 (seleção de locais) for mal feita? (desperdiça-se tempo e dinheiro nas etapas seguintes).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que "escolher bem onde amostrar" é uma competência de análise, não sorte.
- Erro comum: amostrar apenas onde é fácil chegar, ignorando o local geologicamente mais relevante.
- Exemplo: um veio de quartzo com sulfuretos visíveis é um indício direto; uma zona de fratura sem mineralização visível pode ainda ser relevante pelo contexto estrutural.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar o valor do registo sistemático, mesmo dos locais rejeitados: poupa tempo a quem vier depois.
- Erro comum: confiar só na memória, sem notas de campo ou fotografias georreferenciadas.
- Exercício rápido: dado um mapa geológico simples com uma falha e um filão, pedir à turma para apontar onde amostrariam primeiro e porquê.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que "riscos e impactos" cobre pessoas, ambiente e o próprio projeto, não só segurança física.
- Erro comum: tratar a avaliação de riscos como uma formalidade a preencher depois da campanha.
- Exemplo: um talude com blocos soltos por cima do ponto de amostragem em canal é um risco a eliminar antes de começar, não a assumir durante o trabalho.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar este slide diretamente aos blocos 5 e 6 (EPI e normas de segurança), que detalham o último nível. A lei manda dar prioridade à proteção coletiva sobre a individual.
- Erro comum: saltar direto para "usar capacete" sem primeiro tentar eliminar ou reduzir o risco.
- Pergunta: dar um risco concreto (por exemplo, projeção de fragmentos ao usar o macete) e pedir uma medida de cada nível da tabela.
NOTAS DO PROFESSOR
- Trazer, se possível, exemplos reais de cada EPI para a aula e mostrar o que é um equipamento em mau estado.
- Erro comum: ter o EPI disponível mas não o vestir "porque só é um minuto".
- Exemplo: cada pancada do martelo pode soltar lascas de rocha e de aço do escopro a grande velocidade; os óculos são indispensáveis sempre que se percute rocha.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à atitude do referencial "responsabilidade pelas suas ações".
- Erro comum: usar um capacete com fissuras "porque ainda parece inteiro". Um impacto anterior compromete-o mesmo sem fratura visível.
- Exercício: inspecionar em pares o EPI disponível na sala e identificar um problema em cada peça (real ou simulado).
NOTAS DO PROFESSOR
- Aplicar a hierarquia de controlo a um caso concreto: a máscara vem no fim, depois da água.
- Erro comum: usar máscara de pó simples ou mal ajustada (uma barba impede a vedação).
- Lembrar os deveres do trabalhador: usar o EPI fornecido, cumprir as instruções e comunicar avarias e situações de perigo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o "trabalhar a par" como regra, não sugestão, em contexto de afloramento isolado.
- Erro comum: não reportar um quase-acidente por receio ou por "não ter sido nada". É precisamente essa informação que evita o acidente seguinte.
- Analogia: as normas de segurança são como o cinto de segurança, servem sempre, não só quando "achamos" que vai acontecer algo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar às atitudes do referencial: autonomia (agir bem sem supervisão direta) e sentido de organização (ter tudo preparado antes de sair).
- Erro comum: assumir que "vamos estar perto, não é preciso plano de emergência". Zonas rurais e de montanha têm tempos de resposta muito mais longos.
- Pergunta: que informação mínima deve constar de um plano do dia antes de sair para o terreno?
NOTAS DO PROFESSOR
- Trazer fotografias de afloramentos reais com dobras e falhas visíveis para a turma identificar.
- Erro comum: confundir uma fratura (sem deslocamento) com uma falha (com deslocamento relativo dos dois lados).
- Exemplo/analogia: uma falha é como um livro cortado e uma metade deslizada; uma dobra é o mesmo livro flectido sem se cortar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar que um esquema de campo simples, à mão, vale mais do que uma descrição só por palavras.
- Erro comum: fotografar sem escala nem indicação do norte, o que torna a imagem quase inútil para comparação posterior.
- Exercício: com uma fotografia de afloramento, pedir à turma para identificar o tipo de estrutura dominante.
NOTAS DO PROFESSOR
- Demonstrar com uma bússola de geólogo e um caderno inclinado a fazer de plano.
- Erro comum: trocar direção e inclinação, ou registar a inclinação sem o sentido do mergulho.
- Pergunta: um veio vertical com 1,20 m de largura aparente tem que espessura real? (1,20 m, porque sen 90° = 1).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o princípio da interseção (relações de corte): o que corta é mais recente do que o que é cortado. Não confundir com o princípio da sobreposição, que se aplica à ordem de deposição das camadas.
- Erro comum: descrever o afloramento como um conjunto de elementos soltos, sem relacionar uns com os outros.
- Analogia: ler um afloramento é como ler as camadas de tinta sobrepostas numa parede, a mais recente está sempre por cima ou a cortar as anteriores.
NOTAS DO PROFESSOR
- Este slide antecipa os blocos 13 e 14 (canal e painel); voltar a ele quando se chegar lá.
- Erro comum: escolher o método de amostragem antes de perceber a geometria do afloramento, em vez de ser a geometria a determinar o método.
- Pergunta: um veio estreito e muito irregular, canal ou painel? (depende, mas geralmente canal, perpendicular ao veio).
NOTAS DO PROFESSOR
- Trazer amostras de mão de cada grupo, se disponíveis, para a turma manusear e comparar textura e dureza.
- Erro comum: classificar pela cor apenas. A textura (grão, foliação, cristalização) é o critério mais fiável.
- Exemplo: um xisto (metamórfico) confunde-se facilmente com um argilito (sedimentar). O argilito parte pela estratificação e não mostra micas; o xisto parte pela xistosidade, com brilho sedoso de micas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao critério de "rocha fresca" que vai reaparecer nos blocos de amostragem em canal e painel.
- Erro comum: amostrar um bloco solto de tálus a pensar que representa a rocha do afloramento; pode ter rolado de outro local.
- Exercício: mostrar fotografias de um afloramento e pedir à turma para apontar onde amostraria e onde não amostraria.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que "alteração" não é sinónimo de "má qualidade da amostra"; a alteração hidrotermal é muitas vezes o próprio alvo da prospeção.
- Erro comum: descartar uma zona alterada por parecer "degradada", quando pode ser exatamente onde está a mineralização.
- Exemplo: rochas com coloração avermelhada (óxidos de ferro) ou esverdeada (minerais de alteração) chamam a atenção do prospetor treinado.
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma para distinguir, com amostras de mão, rocha fresca de rocha alterada do mesmo tipo litológico.
- Erro comum: descrever "alterado" sem qualificar o tipo nem a intensidade, o que torna o registo pouco útil.
- Pergunta: porque é que a alteração se concentra perto de fraturas e contactos? (são os caminhos preferenciais de circulação de fluidos).
NOTAS DO PROFESSOR
- Registar sempre tipo e intensidade: "cloritização forte", não só "alterada".
- Fazer a conta do índice com os valores da sebenta: rocha afastada ≈ 42, rocha junto ao contacto = 87,5.
- Avisar: um chapéu de ferro (alteração supergénica) não tem o teor da rocha fresca; os metais móveis foram lixiviados.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao Bloco 4 (riscos): um maciço muito fraturado é também um maciço de maior risco de queda de blocos.
- Erro comum: avaliar a resistência só "à vista", sem testar com o martelo de geólogo (som e marca deixada).
- Exemplo: bater com o martelo de geólogo e comparar o som "seco" de uma rocha sã com o som "surdo" de uma rocha muito alterada ou fraturada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o compromisso entre facilidade de recolha e integridade da amostra até chegar ao laboratório.
- Erro comum: escolher o ponto de amostragem mais fácil de partir, ignorando se representa bem a rocha do afloramento.
- Exercício: dadas duas descrições de rocha (uma dura e coerente, outra fraturada e friável), pedir à turma para prever dificuldades de cada uma.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar que a escala de Mohs é para minerais (unha ≈ 2,5; canivete e vidro ≈ 5,5; quartzo 7), não para rochas.
- Erro comum: medir a fraturação "por área" sem método. Mede-se ao longo de uma linha com fita métrica.
- Exercício: medir espaçamentos numa fotografia de talude com escala e classificar F1 a F5.
NOTAS DO PROFESSOR
- Sublinhar que estas propriedades físicas são complementares, não substitutas, da análise química laboratorial.
- Erro comum: confiar só na cor para classificar uma formação; a cor pode enganar por causa de alteração superficial.
- Exemplo: mostrar como um íman de bolso simples ajuda a distinguir rapidamente rochas com maior ou menor conteúdo em minerais magnéticos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Distribuir (ou projetar) um modelo simples de ficha de campo e preenchê-lo em conjunto com um exemplo fictício.
- Erro comum: registar as propriedades de forma subjetiva ("bonita", "estranha") em vez de critérios objetivos e comparáveis.
- Ligar à atitude "sentido de organização" do referencial: um registo consistente é o que torna o trabalho de campo útil depois.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença central: dentro de cada troço recolhe-se TODO o material do sulco, não se escolhe o "melhor" pedaço; mas o veio e a encaixante vão em sacos diferentes.
- Erro comum: juntar o canal inteiro numa só amostra. Dilui o teor do veio com encaixante estéril e perde-se a informação de onde está o metal.
- Analogia: é como cortar uma fatia de um bolo em camadas e analisar cada camada em separado; a média da fatia calcula-se depois, pesando cada camada pela sua espessura.
NOTAS DO PROFESSOR
- Se possível, demonstrar (ou simular) a abertura de um pequeno canal numa amostra de rocha em sala, marcando os troços com giz.
- Erro comum: etiquetar as amostras só no final do dia, "de memória". A troca de etiquetas invalida todo o resultado laboratorial.
- Exercício: dado um esquema de afloramento com um veio inclinado, pedir à turma para desenhar por onde passaria o canal.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer as contas com a turma, produto a produto (comprimento × teor).
- Se as densidades forem muito diferentes, pondera-se por comprimento × densidade.
- Pergunta: se o minério estiver no quartzo duro e o canal for aberto à mão, o teor sai por excesso ou por defeito? (por defeito).
NOTAS DO PROFESSOR
- Contrapor diretamente ao bloco anterior: canal segue uma linha, painel cobre uma área.
- Erro comum: concentrar a recolha só onde a rocha "parece" mais mineralizada dentro do painel, em vez de seguir a grelha regular definida.
- Pergunta: para um veio fino e contínuo, canal ou painel? E para uma zona de alteração dispersa numa grande face rochosa?
NOTAS DO PROFESSOR
- Reforçar a palavra "sistemático": a grelha regular é o que distingue amostragem em painel de uma recolha ao acaso.
- Erro comum: misturar fragmentos de painéis diferentes na mesma amostra composta, perdendo a rastreabilidade.
- Exercício: com um retângulo desenhado no quadro, pedir à turma para marcar uma grelha regular de 9 ou 12 pontos de recolha.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: confundir intervalos com nós. Nós = intervalos + 1 em cada direção.
- Escolher um espaçamento que divida os lados em partes inteiras; 45 cm num lado de 2 m deixa um bordo mal amostrado.
- Sublinhar que a amostra pontual nunca deve ser apresentada como teor.
NOTAS DO PROFESSOR
- Montar no quadro uma sequência de 1001 a 1025 com um CRM, um branco e um duplicado, como na sebenta.
- Duplicado 2,40 e 2,10 g/t: diferença relativa = 0,30 ÷ 2,25 ≈ 13 %; o critério de aceitação vem do protocolo.
- Erro comum: marcar os controlos de forma que o laboratório os reconheça (números fora da série, sacos diferentes).
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar um divisor de riffles, se houver, e explicar porque não se tira "uma mão-cheia" do saco (os minerais pesados assentam).
- Erro comum: pedir Sn ou W por água-régia e concluir que não há metal.
- Pergunta: porque é que o resultado do pXRF sobre a superfície do afloramento não substitui a análise de laboratório?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que esta análise não substitui o laboratório, mas evita enviar amostras claramente comprometidas.
- Erro comum: assumir que "se foi recolhida, está bem" sem rever criticamente o registo de campo.
- Ligar às atitudes do referencial: sentido crítico e sentido analítico aplicam-se diretamente a este momento do trabalho.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar explicitamente à atitude "respeito pelos princípios da sustentabilidade" do referencial.
- Erro comum: negligenciar a reposição do terreno, tratando-a como um detalhe sem importância.
- Anunciar as fichas e o mini-projecto: aplicar todo este processo, do planeamento à amostragem, a um caso concreto.