NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: série soma tensões, paralelo soma correntes, é a lógica de todo o dimensionamento
- pergunta: o que acontece ao sistema quando a rede falha e o inversor não tem saída de emergência?
- analogia: o campo é uma bateria de muitas pilhas ligadas em série e em paralelo
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: Wp é a potência de placa nas condições de ensaio, nunca a que se obtém num telhado real
- erro comum: confundir potência do campo (kWp) com potência do inversor (kW AC)
- exemplo: campo de 6,16 kWp com inversor de 5 kW, relação de 1,23, normal em projeto
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: instala-se o que o projeto e o título de controlo prévio dizem, nem mais potência nem outro tipo de ligação
- erro comum: citar de memória limites de potência que mudam com as alterações ao diploma
- exemplo: o cliente quer acrescentar mais dois módulos, o que implica rever o enquadramento do controlo prévio
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: um módulo pesa 20 a 30 kg e o vidro parte-se com facilidade
- erro comum: empilhar módulos deitados na obra e depois descobrir células partidas
- exemplo: módulo apoiado numa aresta de calha durante a pausa e depois com linhas escuras na imagem térmica
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o valor eficaz é o que o voltímetro mede e o que está nos rótulos
- erro comum: dizer que a amplitude é 230 V
- exemplo: 230 × 1,414 = 325 V; f = 1 ÷ 0,020 = 50 Hz
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as medições de tensão simples e composta confirmam as fases antes de ligar um inversor trifásico
- erro comum: ligar um inversor monofásico grande a uma só fase de uma instalação trifásica
- exemplo: 10 kW trifásico dá 10000 ÷ (1,732 × 400) = 14,4 A por fase
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a mesma lógica serve para resistências, módulos e baterias
- erro comum: somar as resistências em paralelo como se fossem em série
- analogia: o paralelo é abrir mais faixas numa autoestrada, a resistência total desce
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a corrente aparece ao quadrado, daí o peso da secção do cabo
- pergunta: porque é que se prefere fileiras com muitos módulos em série?
- exemplo: 6 kWp a produzir 4 kW médios durante 5 h dão 20 kWh
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o esquema afixado no quadro tem de ser o que está montado
- erro comum: deixar o esquema do projeto no quadro depois de alterar circuitos em obra
- exemplo: trocar o calibre de um disjuntor e atualizar logo o esquema e as etiquetas
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ler um esquema é reconhecer o símbolo e dizer a função de cada aparelho
- erro comum: confundir o símbolo do disjuntor com o do interruptor-seccionador
- exemplo: pedir aos formandos que desenhem o unifilar do campo de 14 módulos com estes símbolos
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o dimensionamento usa os dados da ficha técnica do módulo concreto e não valores de memória
- erro comum: dimensionar com a Voc de 25 °C e esquecer o frio do inverno
- exemplo: o mesmo módulo que mede 49,5 V a 25 °C mede 53,4 V a -5 °C
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: não há solução melhor em absoluto, escolhe-se pelo telhado, pelas sombras e pelo orçamento
- erro comum: recomendar microinversores sem sombras nem orientações mistas só por serem "mais modernos"
- exemplo: telhado com chaminé a sombrear dois módulos de manhã é bom candidato a microinversores
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: conectores de marcas diferentes que encaixam são uma causa clássica de aquecimento e incêndio
- erro comum: usar um interruptor de AC como interruptor-seccionador DC
- exemplo: a saída de emergência alimenta só as cargas essenciais, não a casa toda
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a avaliação faz-se antes de pegar na ferramenta e fica registada
- erro comum: começar a montar e deixar o arnês "para mais tarde"
- exemplo: cobertura de 6 m ao beiral exige andaime com guarda-corpos antes de qualquer módulo subir
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a melhor proteção é não estar exposto; só depois vem o arnês
- erro comum: ancorar o arnês a algo que não suporta a queda
- exemplo: plano de resgate: quem faz o quê se um colega ficar suspenso no arnês
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as luvas dielétricas inspecionam-se antes de cada uso e têm prazo de reensaio
- erro comum: usar luvas de proteção mecânica para trabalho elétrico
- viseira: o conjunto vale pela marcação mais baixa, uma viseira com 8 num suporte sem 8 não protege do arco
- exemplo: encher a luva com ar e apertar o punho para ver se perde pressão; o campo de 14 módulos mede 747 V a -5 °C, logo abaixo dos 750 V DC da classe 00 e sem margem, e 756 V a -10 °C, já acima; por isso usa-se a classe 0
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o arco elétrico em corrente contínua é persistente e causa queimaduras graves e incêndios
- porquê a ordem: com o AC aberto o inversor deixa de injetar e a corrente DC cai a quase zero, por isso o interruptor-seccionador DC abre sem carga; esta é a ordem de paragem de todos os fabricantes e é a que tem consequência física
- no arranque fecham-se aparelhos feitos para fechar, não há arco a evitar: ensina-se AC e depois DC (o inversor já vê a rede), mas há modelos cujo manual manda fechar primeiro o DC, e aí segue-se o manual; na paragem, nunca
- cobrir os módulos baixa a tensão mas não a anula: uma fileira parcialmente coberta pode ficar com centenas de volt, por isso mede-se sempre antes de tocar
- erro comum: assumir que abrir o disjuntor AC deixa o campo sem tensão
- exemplo: fileira de 14 módulos com 580 V DC aos terminais ao meio-dia
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada fase tem um registo que a fecha
- erro comum: saltar da fixação para o arranque sem ensaiar
- exemplo: obra de uma manhã de fixação e uma tarde de ligações e ensaios
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o ideal teórico cede ao que a cobertura permite, e documenta-se a perda
- erro comum: escolher a água mais virada a sul sem ver se tem sombra de manhã
- exemplo: vertente sul com árvore a sombrear às 16 h contra vertente poente sem sombra
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: pequenos desvios de orientação custam pouco; a sombra custa muito mais
- erro comum: inclinar demais em cobertura plana e criar sombras entre filas
- exemplo: sistema este-oeste produz menos por módulo mas serve a manhã e o fim da tarde
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: num inversor central uma sombra num módulo limita a fileira inteira
- erro comum: avaliar sombras só ao meio-dia de verão
- exemplo: Lisboa, α = 90 - 38,7 - 23,45 = 27,85°
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: refazer a conta com a calculadora em graus, não em radianos
- erro comum: calcular a sombra com a inclinação do módulo em vez da elevação do sol
- exemplo: com 15° de inclinação o passo desce para cerca de 1,6 m (0,54 m de sombra mais 1,06 m de projeção)
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a fixação vai sempre para a parte resistente da cobertura
- erro comum: furar fibrocimento sem avaliar o risco
- exemplo: gancho que passa por baixo da telha sem a partir e prende à madre
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o vento é a carga que mais derruba instalações mal fixadas
- erro comum: apertar sem binário, ou fixar só à telha
- exemplo: 14 módulos de 27,5 kg com estrutura sobre 29,4 m² dão 13,1 kg/m²
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: grampos fora da zona permitida podem anular a garantia
- erro comum: subir módulos às costas pela escada
- exemplo: fila torta como indício de fixação mal feita
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a lista de ferramentas faz-se antes da obra, para não subir ao telhado duas vezes
- erro comum: usar alicate de cravar genérico ou deixar ferramentas soltas na cobertura
- exemplo: pedir aos formandos a lista de ferramentas e instrumentos da obra do exemplo de 14 módulos
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: os dois condutores da fileira seguem juntos pelo mesmo percurso
- erro comum: deixar cabo a pender, a roçar em arestas e a levar sol direto
- exemplo: cabo mal fixado que, com o vento, desgasta o isolamento numa aresta de calha
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: L é o comprimento de ida; o fator 2 conta a volta
- erro comum: usar o comprimento total no lugar de L e duplicar duas vezes
- exemplo: refazer com 6 mm² e 45 m de percurso
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: ferramenta genérica dá cravação fraca e resistência alta
- erro comum: mistura de marcas de conectores porque "encaixam"
- exemplo: fio solto fora do barril, que depois aquece e derrete o isolamento
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o inversor reduz potência com calor, o local conta para a produção
- erro comum: ligar os conectores DC antes da terra e da saída AC
- exemplo: inversor numa varanda ao sol que reduz potência todas as tardes
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: quatro limites do inversor: tensão máxima, fundo da janela MPPT, topo da janela MPPT (com o frio) e corrente máxima
- erro comum: arredondar o máximo para cima e passar a tensão máxima de entrada
- exemplo: com 19 módulos a Voc a -5 °C seria 1014 V, acima dos 1000 V
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a corrente do circuito AC limita o número de microinversores por disjuntor
- erro comum: ultrapassar o máximo do fabricante por circuito para poupar um disjuntor
- exemplo: quadro com barramento de 63 A e circuito de produção que se soma a esse limite
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o diferencial comum não protege contra defeitos na corrente contínua
- erro comum: instalar o tipo de diferencial por hábito, sem ler o manual do inversor
- exemplo: moldura de módulo que fica com tensão por isolamento danificado, sem terra
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: equipotencialidade é critério de desempenho da UC e verifica-se em ensaio
- erro comum: ligar à terra só o inversor e esquecer as molduras e as calhas
- exemplo: cadeia moldura, estrutura, condutor de terra, barramento, elétrodo
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o valor máximo teórico não é objetivo, a boa prática pede valores bem mais baixos
- erro comum: aceitar um valor só porque "tem terra"
- exemplo: solo seco de verão que dá o dobro da resistência medida no inverno
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: medir sem desligar o elétrodo mede caminhos em paralelo e não o elétrodo; com o elétrodo aberto as massas ficam sem terra, por isso a instalação não tem tensão e ninguém toca nas estruturas durante a medição
- erro comum: cravar as picas demasiado perto, dentro da zona de influência do elétrodo
- exemplo: três leituras com a pica P deslocada, valores iguais confirmam a medição
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: cada aparelho tem de estar classificado para a tensão e corrente que lhe cabem
- erro comum: apertar bornes sem binário, ou ligar fio flexível sem ponteira
- exemplo: quadro AC simples para uma moradia e quadro com vários inversores na indústria
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a corrente admissível depende do modo de instalação, não só da secção
- erro comum: escolher o disjuntor pelo cabo e esquecer a corrente do inversor
- exemplo: 3680 W a 230 V dão 16 A
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: verificar a ausência de tensão com instrumento, nunca presumir
- erro comum: esquecer de bloquear o corte geral durante o trabalho
- exemplo: os dados de consumo do cliente são pessoais, acesso só ao cliente e ao instalador
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: procedimento definido, baseado na norma de ensaio e no manual, com registo
- erro comum: ligar o inversor e medir só a produção, sem ensaios prévios
- exemplo: a polaridade invertida de uma fileira danifica a entrada do inversor
- enfatizar também: os ensaios 7 a 9 só se fazem com o inversor ligado, depois de 1 a 6 conformes
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: comparar fileiras iguais entre si é o teste mais rápido
- erro comum: usar a temperatura do ar, que difere da das células em dia de sol
- exemplo: duas fileiras iguais com 5 V de diferença são aceitáveis, 50 V não
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o ensaio de isolamento protege pessoas e evita incêndios
- erro comum: ignorar um valor baixo "porque o inversor liga"
- exemplo: conector dentro de poça, no telhado plano, depois da chuva
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a energia útil de uma bateria é menor do que a nominal
- erro comum: prometer ao cliente que, com bateria, não fica sem luz num apagão
- exemplo: só alimenta cargas essenciais se houver saída de emergência
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: nenhum despiste justifica trabalhar com tensão presente sem meios e autorização
- erro comum: substituir o inversor sem ter medido nada
- exemplo: fileira 1 com 5,6 A contra 10,4 A na fileira 2, iguais e à mesma irradiância
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a plataforma indica a posição do microinversor, poupa subidas ao telhado
- erro comum: trocar equipamentos sem confirmar se a avaria segue o equipamento
- exemplo: tronco com ligação solta que derruba três microinversores de uma vez
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o cliente sai da obra a saber o que não deve fazer
- erro comum: dar a obra por concluída sem formar o cliente
- exemplo: pedir ao cliente que repita como se desliga o sistema em emergência
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: assertivo não é agressivo nem submisso, é claro e respeitoso
- erro comum: prometer uma poupança em euros que depende do preço da energia
- exemplo: encenar a conversa do cliente com pressa em pares
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: o ambiente e a segurança no trabalho fazem parte da qualidade da obra
- erro comum: deixar restos de cabo e embalagens na cobertura
- exemplo: bateria de lítio amolgada no transporte, guardada longe de materiais inflamáveis
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: quase todos estes erros nascem da pressa, a vítima é a segurança ou a durabilidade
- pergunta: qual destes erros só aparece anos depois, e como se previne?
- exemplo: uma cravação fraca que só aquece ao fim de dois verões
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: as cinco realizações da UC seguem a ordem da obra
- pergunta: que ensaio apanharia cada um dos erros comuns do slide anterior?
- exemplo: percorrer uma obra real do início à entrega, com as cinco realizações