NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: Lean não é "cortar pessoal", é eliminar desperdício do processo.
- Erro comum: confundir "trabalhar mais rápido" com "trabalhar sem desperdício". São coisas diferentes.
- Exemplo: pedir à turma para listar 3 tarefas do seu posto de trabalho que não acrescentam valor ao cliente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a cadeia causal: mura gera muri, que gera muda. Corrigir na raiz, não no fim da linha.
- Erro comum: os alunos só conhecem o muda (os 7 desperdícios clássicos) e esquecem mura e muri.
- Pergunta: numa secção de macharia com picos de produção seguidos de paragens, qual dos 3M está presente primeiro?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o VSM mapeia informação E material, não só o material.
- Erro comum: mapear só as máquinas e esquecer os stocks intermédios e as filas.
- Exemplo/analogia: comparar o VSM a uma "radiografia" ao processo, mostra o que está escondido.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o cálculo do Takt Time em conjunto com outro exemplo (ex.: 480 min, 240 peças) e pedir o resultado.
- Erro comum: confundir Takt Time (ritmo do cliente) com tempo de ciclo (ritmo real da máquina).
- Perguntar: se o tempo de ciclo real for maior que o Takt Time, o que acontece às entregas?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre "ter boas ideias de vez em quando" e "ter um sistema" que capta e implementa ideias sempre.
- Erro comum: pensar que melhoria contínua é um projeto com fim. É um processo permanente.
- Exemplo: uma empresa que fez um projeto Lean isolado e, um ano depois, voltou ao ponto de partida por falta de sistema.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o desdobramento: um objetivo geral (reduzir sucata 10%) tem de virar uma meta concreta por linha ou turno.
- Erro comum: definir objetivos ambiciosos sem diagnóstico prévio do estado atual.
- Exemplo/analogia: comparar ao GPS, sem saber onde se está (diagnóstico), não se traça a rota (iniciativas).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o conceito de gemba: ir ao local real onde o trabalho acontece, não decidir só na sala de reuniões.
- Erro comum: diagnosticar só com dados do sistema informático, sem observação direta.
- Pergunta: porque é que os dados de produção sozinhos podem esconder o problema real?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que os vetores de atuação organizam as dezenas de ferramentas Lean em famílias com um propósito claro.
- Erro comum: aplicar ferramentas soltas sem as ligar a uma finalidade e a um vetor concreto.
- Exemplo: numa fundição, um vetor pode ser "reduzir sucata de peças com inclusões" com metas e reuniões próprias.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: normalizar não é engessar, é fixar o "melhor conhecido hoje" para depois se melhorar com dados.
- Erro comum: achar que a norma impede a iniciativa do operador. Pelo contrário, dá-lhe uma base para propor melhorias.
- Exemplo: comparar duas formas de carregar um forno e decidir, com dados, qual normalizar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar um exemplo de matriz de polivalência com níveis (1 a 4, ou "em formação/autónomo/formador").
- Erro comum: confundir polivalência com sobrecarga, o objetivo é equilibrar, não acumular funções em poucas pessoas.
- Pergunta: como é que a matriz de polivalência ajuda a planear férias sem parar a produção?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que o TWI nasceu para formar rápido em contexto industrial, é a base histórica do trabalho normalizado.
- Erro comum: misturar os quatro programas. Cada um resolve um problema diferente (ensinar, relacionar, melhorar, prevenir acidentes).
- Exemplo: um operador novo na fundição aprende a carregar o forno com segurança pelo JI, já com a componente de segurança do JH.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que ergonomia e produtividade não são opostas, um posto mal desenhado também é mais lento.
- Erro comum: tratar a ergonomia como preocupação só do departamento de segurança, e não do próprio operador e equipa de melhoria.
- Exemplo: reposicionar um contentor de moldações para reduzir a distância de alcance repetitivo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar as três garantias como critério de desempenho explícito da UC: precisão, integridade e representatividade.
- Erro comum: recolher dados só quando "dá jeito" (só nos turnos bons), enviesando a amostra.
- Exemplo: registar as dimensões de todas as peças de um lote de fundição, não só das primeiras 5 saídas do molde.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o exercício de desenhar duas curvas: uma centrada com Cp=Cpk, outra descentrada com Cp>Cpk.
- Erro comum: olhar só ao Cp e ignorar a centragem, escondendo peças fora de especificação.
- Pergunta: que ação corrige um Cpk baixo com Cp alto? (recentrar o processo, não reduzir a variação).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre variação natural (aceitável) e especial (exige ação, tem causa identificável).
- Erro comum: reagir a cada oscilação dentro dos limites como se fosse um problema. Isso é "sobre-ajuste".
- Exemplo: mostrar uma carta de controlo real com uma tendência crescente e discutir quando intervir.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre benchmarking interno (mais fácil, dados já disponíveis) e externo (mais difícil, mais poder de mudança).
- Erro comum: copiar uma prática de outra empresa sem adaptar ao contexto e recursos próprios.
- Exemplo: comparar a taxa de sucata entre dois turnos da mesma fundição, e investigar a diferença.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o carácter de "evento": tempo limitado, foco único, equipa dedicada.
- Erro comum: fazer o evento Kaizen mas não normalizar a melhoria no final, o processo volta ao antigo em poucas semanas.
- Exemplo: um evento Kaizen de 3 dias para reduzir o tempo de troca de molde numa linha de fundição.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o carácter cíclico, sem fim, do PDCA. Não é um projeto com data de conclusão.
- Erro comum: saltar o "Check" e ir logo para o "Act", sem medir realmente o resultado.
- Exemplo: aplicar o PDCA a um problema real de sala de aula (ex.: atrasos na entrega de trabalhos).
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer a turma construir um Ishikawa em conjunto no quadro para um defeito real (ex.: rebarba excessiva).
- Erro comum: parar no primeiro "porquê" e não aprofundar até à causa raiz.
- Ligar ao critério de desempenho "mitigando desvios e erros dos processos".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que Pareto prioriza, não substitui a análise de causa raiz (que continua a ser feita com Ishikawa).
- Erro comum: tentar resolver todas as causas ao mesmo tempo, em vez de atacar as vitais primeiro.
- Exercício: dada uma tabela de defeitos e contagens, pedir à turma para identificar as causas vitais.
NOTAS DO PROFESSOR
- Comparar FMEA (preventivo, antes de o problema existir) com Ishikawa/Pareto (reativo, problema já ocorreu).
- Erro comum: confundir gravidade com ocorrência no FMEA, são dimensões independentes.
- Exemplo: aplicar a matriz GUT a três problemas do dia a dia de uma fundição e priorizar em conjunto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que os 5S não são "limpeza geral", é um sistema com sequência e manutenção contínua.
- Erro comum: fazer os 3 primeiros S numa ação pontual e nunca fazer auditorias de manutenção (4.º e 5.º S).
- Exemplo: mostrar fotos de "antes/depois" de um posto de trabalho de fundição organizado por 5S.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: Poka-Yoke não é "ter mais cuidado", é desenhar o processo para que o erro seja fisicamente difícil.
- Erro comum: confundir Poka-Yoke com um simples aviso ou etiqueta, que ainda depende da atenção do operador.
- Pergunta: dá um exemplo de Poka-Yoke do dia a dia (ex.: cartão de crédito que só entra numa orientação no leitor).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a lógica "puxar" do Kanban vs a lógica "empurrar" da produção tradicional por previsão.
- Erro comum: pensar que Kanban é só um cartão de papel, hoje é frequentemente eletrónico e integrado com o sistema de gestão.
- Exemplo: uma luz Andon acesa numa linha de fundição pára a linha até a causa ser resolvida, é intencional.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar as quatro ferramentas deste e do bloco anterior (5S, Poka-Yoke, Kanban, Andon, checklists) como a "caixa de ferramentas" de organização e disciplina.
- Erro comum: criar checklists longas demais, que ninguém preenche com rigor no terreno.
- Exercício: pedir à turma para esboçar uma checklist de arranque de um forno de fundição em 5 pontos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que fluxo unitário reduz lead time mesmo sem aumentar a velocidade de cada máquina.
- Erro comum: achar que produzir em lotes grandes é sempre mais eficiente, é mais eficiente por máquina, não para o fluxo total.
- Exemplo: comparar o lead time de produzir 10 peças em lote vs uma a uma entre dois postos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: adequar objetivos e indicadores de melhoria é um critério de desempenho explícito da UC.
- Erro comum: escolher indicadores fáceis de medir, mas irrelevantes para o objetivo real.
- Pergunta: que indicador escolherias para medir se o novo Poka-Yoke reduziu os erros de montagem de machos?
NOTAS DO PROFESSOR
- Recapitular o fluxo completo da UC: dados → diagnóstico → PDCA e ferramentas → indicadores → avaliação → novo ciclo.
- Erro comum: implementar a melhoria e nunca voltar a medir se o efeito se manteve ao longo do tempo.
- Anunciar as fichas e o mini-projeto: aplicar as ferramentas de melhoria contínua a um caso real da fundição.