NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: a CMM não substitui o bom senso do metrologista, substitui a variabilidade da medição manual.
- erro comum: pensar que a CMM "mede sozinha" sem preparação. Há muito trabalho antes de tocar a peça.
- exemplo: comparar o tempo e a variabilidade de medir 20 furos com paquímetro versus com um programa de CMM.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar que estas duas realizações estruturam toda a UC e todos os blocos seguintes.
- pergunta: porque é que a repetibilidade sobe do manual para o DCC? (menos intervenção humana em cada toque).
- analogia: um GPS que segue sempre a mesma rota versus alguém a conduzir de memória.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: interpretar o desenho técnico é a primeira aptidão do referencial, não um extra.
- erro comum: ignorar a revisão do desenho e trabalhar com uma versão desatualizada.
- exemplo: trazer um desenho real com bloco de título completo e identificar cada campo com a turma.
NOTAS DO PROFESSOR
- fazer a turma consultar uma tabela ISO 286 real para outro diâmetro e classe.
- erro comum: trocar maiúscula por minúscula e assumir veio em vez de furo.
- exemplo: mostrar a mesma peça com `Ø25 h7` (veio) ao lado e comparar os limites.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: forma não precisa de datum; orientação, posição e batimento precisam sempre.
- erro comum: confundir tolerância dimensional com geométrica e aplicar o critério errado.
- exemplo: um furo pode estar dentro do diâmetro tolerado e ainda assim fora de posição.
NOTAS DO PROFESSOR
- desenhar no quadro um quadro de tolerância geométrica real e decompor símbolo, valor e datum.
- erro comum: alinhar por um datum diferente do indicado no quadro de tolerância.
- pergunta: o que muda no resultado se o alinhamento usar o datum errado?
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: conhecer a constituição ajuda a diagnosticar um resultado estranho (eixo, apalpador ou peça).
- erro comum: achar que o software "faz tudo"; a mecânica e as escalas são a base de toda a exatidão.
- exemplo: mostrar fotos ou um vídeo curto dos três tipos de estrutura (ponte, braço, pórtico).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar a sequência: fixar/alinhar antes de medir, nunca ao contrário.
- erro comum: pensar que um único toque já dá um "elemento"; um plano precisa de vários pontos.
- exemplo: contar quantos pontos mínimos definem um plano (3) e um círculo (3, idealmente mais).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: escolher apalpador é uma aptidão avaliada, não um detalhe técnico menor.
- erro comum: usar sempre touch-trigger mesmo em perfis de forma livre, perdendo detalhe.
- exemplo: mostrar uma peça com um perfil curvo e discutir porque exige varrimento.
NOTAS DO PROFESSOR
- perguntar à turma qual ponteira usariam para um canto muito apertado.
- erro comum: usar uma ponteira demasiado comprida, que fleta e introduz erro.
- exemplo: relacionar o diâmetro da esfera com o menor raio de canto que consegue tocar.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar o equilíbrio entre estabilidade e deformação: os dois erros opostos mais comuns.
- erro comum: apertar uma peça fina ou de plástico contra uma mesa magnética até a deformar.
- exemplo: peça em V para uma peça cilíndrica, mostrando como fixa sem esmagar.
NOTAS DO PROFESSOR
- ligar este bloco ao Bloco 8 (alinhamento): a fixação boa apoia os datums usados depois.
- erro comum: montar a peça e só depois perceber que uma zona ficou tapada pelo grampo.
- exemplo: simular a montagem de uma peça em papel antes de a apertar de verdade.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar a diferença: a máquina calibra-se de fora para dentro (laboratório); o apalpador qualifica-se por sessão.
- erro comum: assumir que a máquina calibrada dispensa qualificar o apalpador. Não dispensa.
- exemplo: mostrar o certificado de calibração de uma CMM e explicar a validade.
NOTAS DO PROFESSOR
- fazer a turma listar o que verificar antes de repetir uma qualificação falhada.
- erro comum: não requalificar depois de trocar de ponteira a meio da sessão.
- exemplo: relacionar o erro sistemático introduzido com o raio da ponteira não compensado.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar a ordem obrigatória: primário, secundário, terciário. Não se pode inverter.
- erro comum: alinhar pelo datum errado por ser "mais fácil de tocar" em vez do indicado no desenho.
- exemplo: relacionar cada passo com o quadro de tolerância geométrica do Bloco 3.
NOTAS DO PROFESSOR
- pedir à turma para prever o efeito de trocar a ordem dos passos 1 e 2.
- erro comum: confundir o erro de alinhamento com um erro de fabrico da peça.
- exemplo: repetir o mesmo alinhamento duas vezes e comparar os resultados obtidos.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar a regra prática: pontos para elementos simples, varrimento para forma real da superfície.
- erro comum: usar sempre pontos "porque é mais rápido", perdendo informação em superfícies complexas.
- exemplo: mostrar um relatório de varrimento com um mapa de desvios coloridos sobre uma superfície curva.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar que cada linha do programa corresponde a uma decisão já tomada nos blocos anteriores.
- erro comum: escrever a rotina de medição antes de definir o alinhamento.
- exemplo: mapear cada secção do programa a um bloco já dado (apalpador → Bloco 5, alinhamento → Bloco 8).
NOTAS DO PROFESSOR
- correr este exemplo linha a linha com a turma, ligando a cada bloco anterior.
- erro comum: esquecer o passo de qualificação no início do programa.
- exemplo: pedir à turma para acrescentar uma linha extra para medir a perpendicularidade de uma face.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar que o modo escolhido depende do volume de produção e da repetibilidade exigida.
- erro comum: usar sempre o modo manual mesmo em produção de série, perdendo repetibilidade.
- exemplo: comparar quantas peças por hora se medem em manual vs em DCC.
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar: simulação e teste lento não são opcionais em programas novos, são o critério "evitar erros imputáveis ao operador".
- erro comum: correr logo o programa à velocidade normal para "poupar tempo".
- exemplo: descrever o custo de uma colisão real (apalpador partido, paragem da linha).
NOTAS DO PROFESSOR
- enfatizar a diferença entre desvio e valor medido; é uma confusão frequente na leitura do relatório.
- erro comum: ler "10,145" e não perceber que ultrapassa o limite superior de 10,100.
- exemplo: pedir à turma para classificar mais uma linha de tabela como conforme ou não conforme.
NOTAS DO PROFESSOR
- ligar este slide ao critério "evitar erros imputáveis ao operador": o relatório é a prova do trabalho feito.
- erro comum: entregar um relatório sem as condições de medição, tornando-o não rastreável.
- exemplo: mostrar um relatório real (ou modelo) e identificar cada secção com a turma.