NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um armazém não é um "sítio para guardar coisas", é uma peça do processo produtivo com regras próprias por tipo de material.
- Erro comum: os alunos tratam todos os armazéns da fábrica como se fossem iguais.
- Exemplo: perguntar à turma o que aconteceria se prancha e resina de tratamento ficassem no mesmo espaço (a cortiça absorve odores).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar explicitamente cada critério de desempenho a um capítulo desta apresentação, para a turma ver o mapa completo desde já.
- Pergunta: se o armazém tiver só 7 das 12 toneladas de granulado que o plano de produção da semana exige, o problema nasceu onde? (no armazém, antes mesmo de a linha parar).
- Exemplo/analogia: o armazém é como a "despensa" de um restaurante: se não estiver reposta a tempo, a cozinha para, mesmo com o melhor chef.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a guia do fornecedor diz o que foi enviado, não o que chegou. Nunca dar entrada só pela guia.
- Erro comum: saltar a amostragem de qualidade "porque já se está com pressa" e só descobrir o problema semanas depois na produção.
- Exemplo: pedir à turma para ordenar estes 7 passos de memória, sem consultar o slide.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o cálculo da diferença percentual com a turma no quadro (380/14500).
- Erro comum: aceitar o peso mas ignorar a qualidade (humidade), tratando a receção como "só" uma questão de quantidade.
- Pergunta: porque não se pode registar tudo como um único lote, se veio no mesmo camião? (por causa da diferença de humidade e da rastreabilidade).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a localização aleatória só funciona com um sistema informático fiável; sem ele, ninguém encontra nada.
- Erro comum: confundir "arrumado" com "bem organizado". Um armazém pode estar limpo e ainda assim ser impossível de localizar rapidamente.
- Exemplo: perguntar porque não se deve guardar prancha ao lado de colas e resinas (a cortiça absorve odores).
NOTAS DO PROFESSOR
- Decompor o código do exemplo em conjunto com a turma, elemento a elemento.
- Erro comum: usar o mesmo código para calibres ligeiramente diferentes (24x44 vs 24x45), o que destrói a rastreabilidade.
- Exercício rápido: pedir à turma para construir um código para "granulado, granulometria 2 a 3 mm, qualidade standard, lote da semana 12".
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar cada critério a um risco concreto já visto no bloco anterior (odor, humidade, peso).
- Erro comum: escolher o suporte errado para o material, como um big bag inadequado para granulado muito fino, que deixa passar material pelas costuras.
- Pergunta: porque cargas pesadas vão sempre nos níveis inferiores das estantes? (segurança e estabilidade).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que cada documento tem um momento certo; usar o errado (ex.: dar entrada pela guia de transporte de outro artigo) gera confusão.
- Erro comum: tratar a ficha de stock como opcional "porque já está tudo no sistema". A ficha é o histórico auditável, não um extra.
- Exercício: pedir à turma para associar cada documento a uma das quatro realizações da UC.
NOTAS DO PROFESSOR
- Percorrer a tabela linha a linha, pedindo à turma para calcular o saldo seguinte antes de o revelar.
- Erro comum: registar "saída de 2.400 kg" sem indicar a que ordem de fabrico ou requisição corresponde.
- Pergunta: sem esta ficha, como sabemos no dia seguinte se há material suficiente para uma nova ordem? (teríamos de ir verificar fisicamente, lento e sujeito a erro).
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: aplicar sempre FIFO, mesmo a produtos com validade curta, quando o correto seria FEFO.
- Enfatizar que a escolha do critério na cortiça tem impacto direto na qualidade física do produto, não é só uma questão contabilística.
- Exemplo/analogia: FEFO é como gerir o frigorífico de casa, usar primeiro o que se estraga mais cedo, não o que chegou mais tarde.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o cálculo em conjunto: 2.000 + 2.000 = 4.000 kg, exatamente a necessidade.
- Erro comum: escolher o lote mais fácil de alcançar fisicamente em vez do mais antigo. FIFO exige disciplina de arrumação, não só de registo.
- Pergunta: e se a ordem precisasse de 6.000 kg? (esgotava-se o L-210 e o L-224, e entrava-se no L-239).
NOTAS DO PROFESSOR
- Escrever a fórmula no quadro e explicar cada termo antes de aplicar números.
- Erro comum: calcular o stock mínimo uma vez e nunca o rever, mesmo quando o prazo de entrega do fornecedor muda.
- Analogia: é como o depósito de reserva de um carro, avisa antes de ficar a zero, não quando já está a zero.
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma para fazer o cálculo sozinha antes de mostrar o resultado.
- Erro comum: confundir stock de segurança com ponto de encomenda, são conceitos relacionados mas diferentes.
- Pergunta: o que acontece se a empresa ignorar o ponto de encomenda e só encomendar quando o stock chega a zero? (rotura garantida, porque o fornecedor ainda demora 6 dias).
NOTAS DO PROFESSOR
- Desenhar no quadro uma linha simples: matéria-prima → stock intermédio 1 → processo → stock intermédio 2 → produto acabado.
- Erro comum: tratar o stock intermédio como "desperdício a eliminar". Às vezes é necessário para absorver diferenças de ritmo entre fases.
- Pergunta: o que aconteceria se não existisse nenhum espaço para stock intermédio na fábrica? (a fase mais rápida teria de parar constantemente à espera da mais lenta).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que "mais stock" nem sempre é a resposta certa; excesso também é um problema de gestão.
- Erro comum: pensar que o objetivo do armazém é ter sempre o máximo possível de cada coisa.
- Exemplo: um cliente altera a especificação de calibre; o stock acabado do calibre antigo pode ficar sem saída.
NOTAS DO PROFESSOR
- Explicar porque nenhuma empresa faz só inventário periódico: um erro pode passar meses sem ser detetado.
- Erro comum: achar que inventário permanente elimina a necessidade de contagem física. Não elimina, só reduz a frequência.
- Pergunta: qual destes três tipos exige parar a operação do armazém? (o periódico, geralmente).
NOTAS DO PROFESSOR
- Insistir na ordem: primeiro investigar, só depois ajustar. Ajustar sem investigar esconde o problema real.
- Erro comum: aceitar a primeira explicação plausível sem confirmar (ex.: assumir "deve ter sido roubo" sem verificar registos em papel).
- Pergunta: que tipo de erro estava na origem desta divergência? (registo em atraso, não uma perda física real).
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma exemplos pessoais destes erros, em qualquer contexto de organização, não só industrial.
- Erro comum entre os próprios erros: pensar que só o primeiro (contar em movimento) é grave. Todos distorcem o resultado.
- Reforçar: um inventário que não investiga divergências não serve para melhorar o processo, só maquia o problema.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a arroba é tradição do setor e não desaparece só porque o sistema informático trabalha em kg.
- Erro comum: registar o número sem a unidade, ou converter depois do registo em vez de antes.
- Exercício: pedir à turma para explicar porque um sistema que trabalha só em kg precisa de saber converter arrobas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer as duas contas com a turma no quadro, uma de cada vez.
- Erro comum: arredondar milheiros para o número inteiro mais próximo e esconder a falta real ao cliente.
- Pergunta: se o armazém prometer 15 milheiros ao cliente sem fazer esta conta, o que acontece na expedição? (falta material, e descobre-se tarde demais).
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente ao critério de desempenho "manter o programa informático de gestão logística atualizado".
- Erro comum: achar que instalar o software resolve o problema por si só, sem disciplina de utilização.
- Exemplo: mostrar como um alerta automático de stock mínimo substitui a verificação manual diária de cada referência.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar este slide ao exemplo de divergência de inventário do Bloco 8 (a causa foi exatamente um registo em atraso).
- Erro comum: culpar o software quando o problema é disciplina humana de registo.
- Pergunta: que consequência teve, no exemplo anterior, o adiamento de um registo de 3 dias? (uma divergência de inventário que exigiu investigação).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o armazém é um dos locais de maior risco de acidente numa fábrica (cargas pesadas, empilhadores, estantes em altura).
- Erro comum: ignorar limites de estiva ou bloquear corredores "só por um dia", até acontecer um acidente.
- Pergunta: porque é que uma não conformidade "resolvida de boca" é um risco maior do que parece? (não fica registada, não se aprende com ela, repete-se).
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma para associar cada atitude a um momento concreto já visto nesta apresentação (ex.: sentido crítico na investigação de divergências).
- Erro comum: pensar que "atitudes" são só simpatia. Aqui significam responsabilidade pelos registos e persistência na resolução de problemas.
- Fechar com a ideia de que um bom técnico de armazém combina rigor técnico com estas atitudes, nenhuma delas basta por si só.