NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: custo de produção não é só o preço da madeira. É materiais + mão de obra + máquina + custos gerais.
- Erro comum: alunos de marcenaria pensam só em técnica de corte e montagem e ignoram a componente financeira. Perguntar: "quem paga o salário no fim do mês, se a oficina vender a perder?"
- Exemplo: duas oficinas fazem a mesma mesa, uma sabe o custo real e cobra com margem, a outra "adivinha" o preço e acaba a perder dinheiro sem perceber.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o referencial só tem duas realizações, mas cada uma desdobra-se em muitos conhecimentos e aptidões. Vale a pena voltar a este slide no fim da UC.
- Pergunta: "porque é que calcular vem sempre antes de minimizar?" (não se reduz o que não se mede).
- Exemplo/analogia: como uma dieta, primeiro pesa-se e regista-se o que se come, só depois se ajusta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: previsão e controlo são as duas metades do mesmo processo, não etapas isoladas.
- Erro comum: só calcular o custo depois de a peça estar pronta, quando já não se pode mudar nada.
- Exemplo: uma oficina que recebe uma encomenda de 6 cadeiras deve estimar, no próprio dia da encomenda, quantas tábuas, quantas horas de serra e quantas horas de montagem vai precisar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o plano diretor não é só um documento no início, acompanha a produção do princípio ao fim.
- Pergunta: "se a serra gastar 25 horas em vez das 20 previstas, o que aconteceu ao custo?" (subiu, e é preciso perceber porquê).
- Exemplo/analogia: é como um mapa de viagem com o combustível previsto, e depois vai-se verificando o depósito ao longo do caminho.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: margem não é lucro final, é lucro antes de descontar custos gerais da empresa.
- Erro comum: confundir "preço de venda" com "custo de produção" e vender ao preço a que se comprou a madeira.
- Exemplo: se uma mesa custa 180 euros a produzir e é vendida por 260 euros, a margem é 80 euros.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um custo calculado sem consultar documentos reais é uma adivinhação, não um cálculo.
- Pergunta: "onde é que a tua oficina guarda os preços dos fornecedores?" (ligar à realidade dos alunos, se tiverem experiência de estágio).
- Exemplo/analogia: como cozinhar sem pesar os ingredientes, o prato pode até sair bem uma vez, mas nunca se repete o custo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o custo total é a soma dos custos de cada etapa, nunca um número único "adivinhado" no fim.
- Erro comum: esquecer etapas "pequenas" como a lixagem ou o transporte interno, que também consomem tempo.
- Exemplo: numa porta de madeira maciça, a etapa de acabamento (lixar, aplicar verniz em três demãos) pode pesar tanto no custo como o corte.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: conhecer o peso de cada etapa orienta as decisões de melhoria, ligando já ao bloco de "minimizar custos".
- Pergunta: "se quiséssemos reduzir 10% do tempo total, em que etapa começarias?" (na maior fatia, o acabamento).
- Exemplo/analogia: como um orçamento familiar, primeiro identifica-se a maior despesa antes de tentar poupar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: preços de madeira variam com o mercado e a espécie, os valores aqui são exemplos de trabalho, não tabelas fixas.
- Erro comum: calcular só o preço da madeira principal e esquecer ferragens, cola e produtos de acabamento.
- Exemplo: numa mesa de carvalho, a madeira pode pesar 60% do custo de materiais, mas ferragens e acabamento somam o resto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o cálculo de volume (comprimento × largura × espessura) é a competência técnica que sustenta todo o bloco de materiais.
- Erro comum: trocar unidades, usar centímetros sem converter para metros, o que dá resultados absurdos.
- Exemplo/analogia: como calcular quanto pão comprar para uma festa, primeiro sabe-se quantas pessoas (a peça), depois multiplica-se pelo preço unitário.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o desperdício de corte não é um erro, é uma realidade física da madeira, mas tem de ser contabilizado.
- Erro comum: orçamentar só o volume da peça final, sem somar a percentagem de desperdício.
- Exemplo: se a peça final precisa de 0,50 m³ e a taxa de desperdício é 12%, divide-se por (1 − 0,12): 0,50 ÷ 0,88 ≈ 0,57 m³ é o que é preciso comprar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: dividir por (1 − taxa) é a forma correta de "voltar atrás" do volume útil para o volume a comprar.
- Erro comum: multiplicar pela taxa em vez de dividir, o que subestima sempre a madeira necessária.
- Exemplo/analogia: como calcular quanto tecido comprar sabendo que se vai perder 12% em aparas, tem de se comprar mais do que a peça final precisa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o "custo à empresa" de uma hora de trabalho é sempre superior ao salário líquido do trabalhador.
- Erro comum: usar o salário bruto sem somar encargos sociais, o que subestima o custo de produção.
- Exemplo: se a folha de horas mostrar 48 horas na mesa Alentejo, o custo de mão de obra é 48 × custo-hora efetivo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: tempo de produção é custo, mesmo quando nenhum material extra é gasto.
- Pergunta: "porque é que duas oficinas com os mesmos materiais podem ter custos de mão de obra muito diferentes?" (experiência, organização, ferramentas).
- Exemplo/analogia: como pagar a um canalizador por hora, quanto mais horas, mais caro, independentemente dos materiais usados.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: máquina e mão de obra são custos distintos que se somam, um oficial e uma máquina cobram-se em separado.
- Erro comum: esquecer a amortização e a manutenção, olhando só para a fatura da eletricidade.
- Exemplo: 20 horas de serra a 6 €/hora custam 120 €, independentemente de quem esteja a operá-la.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: custos indiretos como armazenamento são reais, mesmo sem uma fatura visível a cada peça.
- Erro comum: ignorar estes custos por serem "difíceis de ver", o que distorce o custo total.
- Exemplo/analogia: como o preço de um supermercado incluir o aluguer da loja, mesmo que não venha discriminado em cada produto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: acabamento é etapa de produção como qualquer outra, com material e mão de obra próprios.
- Erro comum: tratar o acabamento como "retoque final" gratuito, sem lhe atribuir horas nem material.
- Exemplo: se o Bloco 4 mostrou que o acabamento pesa 30% do tempo total, é aqui que esse peso se traduz em euros.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o custo não termina quando a peça sai da máquina, continua até à entrega ao cliente.
- Pergunta: "porque é que um stock parado custa dinheiro, se ninguém está a trabalhar nele?" (espaço, seguros, capital imobilizado).
- Exemplo/analogia: como um carro parado numa garagem que continua a gastar seguro e IUC.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a mesma despesa pode ser fixa numa oficina e variável noutra, depende de como a empresa está organizada.
- Erro comum: classificar todos os custos como variáveis, ignorando que a estrutura da oficina existe independentemente da produção.
- Exemplo: o salário de um oficial contratado a tempo inteiro é fixo no curto prazo, mesmo que produza mais ou menos peças.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: esta classificação prepara diretamente o cálculo do custo total e do custo unitário, nos blocos seguintes.
- Erro comum: classificar a eletricidade toda como fixa, sem separar a parte de iluminação (fixa) da parte de máquinas em produção (variável).
- Exemplo/analogia: como uma mensalidade de telemóvel fixa mais o consumo extra de dados, que varia com o uso.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o custo total não é uma fórmula nova, é a soma organizada de tudo o que já se calculou.
- Erro comum: esquecer a parte proporcional dos custos fixos e calcular só materiais mais mão de obra.
- Exemplo: sem imputar os custos fixos, a oficina pode pensar que tem lucro numa peça que, na realidade, está a perder dinheiro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este exemplo resolvido fecha os blocos de materiais, mão de obra e máquina numa só soma, revê-lo devagar.
- Pergunta: "se o preço de mercado for 850 euros, esta mesa dá lucro?" (não, está abaixo do custo).
- Exemplo/analogia: como somar a conta final de um restaurante, cada prato (parcela) já foi calculado, agora só falta somar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: produzir em lote reduz o custo unitário, porque os custos fixos se dividem por mais peças.
- Erro comum: aplicar o custo total de uma peça isolada a um lote inteiro, sem ajustar os custos fixos.
- Exemplo: se os custos fixos de preparação forem 200 euros para o lote todo, cada mesa "herda" 20 euros se forem 10 mesas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: custo unitário refere-se a um lote concreto, custo médio compara vários lotes ao longo do tempo.
- Erro comum: confundir custo médio com custo unitário, usando os termos como sinónimos.
- Exemplo/analogia: como o consumo de combustível de um carro numa viagem (unitário) versus o consumo médio ao longo do ano (médio).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: registar dados sem os analisar não serve de nada, a análise é o que gera decisão.
- Erro comum: olhar só para o custo total sem perceber qual parcela disparou face ao previsto.
- Exemplo: se o custo real de mão de obra for muito superior ao previsto, vale a pena perceber se foi um problema de planeamento ou de execução.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o software não substitui o raciocínio dos blocos anteriores, só o torna mais rápido e menos sujeito a erro de cálculo.
- Pergunta: "que vantagem tem uma folha de cálculo sobre um caderno de contas?" (recalcula automaticamente quando um preço muda).
- Exemplo/analogia: como uma calculadora que ajuda a somar mais depressa, mas não decide o que somar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: reduzir custos não é reduzir qualidade, é eliminar desperdício e ineficiência.
- Erro comum: cortar em materiais mais baratos sem avaliar o impacto na qualidade final e na satisfação do cliente.
- Exemplo: otimizar o plano de corte de 12% para 8% de desperdício pode poupar dezenas de euros por lote, sem tocar na qualidade da peça.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: pequenas melhorias percentuais no desperdício têm impacto real quando multiplicadas por muitas peças.
- Pergunta: "que ações concretas reduzem o desperdício de corte?" (melhor plano de corte, lâminas mais finas, formação dos oficiais).
- Exemplo/analogia: como poupar combustível conduzindo de forma mais eficiente, pequenas mudanças de hábito somam-se ao longo do tempo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: segurança e qualidade não são opostos à eficiência de custos, são condições para que a poupança seja sustentável.
- Erro comum: tentar poupar tempo saltando etapas de segurança nas máquinas de corte.
- Exemplo: um acidente numa serra de disco custa muito mais à oficina, em tempo parado e em indemnizações, do que qualquer poupança de desperdício.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: atitudes não são um extra, são condição para que os cálculos técnicos sejam fiáveis e usados corretamente.
- Pergunta: "porque é que rigor é uma atitude e não só uma técnica?" (porque depende de escolher registar tudo, mesmo quando dá trabalho).
- Exemplo/analogia: como um enfermeiro que regista sinais vitais com rigor, mesmo cansado no fim do turno, porque o registo tem de ser fiável.