UC01172

Executar desenho técnico em CAD

Normas, projeção ortogonal, cotagem, tolerâncias, rugosidade, esquemas funcionais e exportação

Curso profissional · 50h · Técnico/a de Sistemas Eólicos e Fotovoltaicos

Plano

  1. Desenho técnico: tipos, legenda e lista de peças
  2. Normalização e convenções gerais
  3. Projeção ortogonal, vistas e perspetivas
  4. Cortes e convenções de representação
  5. Cotagem
  6. Ligações: roscas, engrenagens, chavetas, rebites, molas
  7. Tolerâncias e ajustamentos
  8. Acabamento superficial e rugosidade
  9. Desenho esquemático e circuitos
  10. CAD: unidades, coordenadas, camadas e comandos
  11. CAD: cotagem, bibliotecas e perspetivas
  12. Impressão, exportação e boas práticas

Bloco 1 · O desenho técnico e a sua organização

O que é e para que serve o desenho técnico

O desenho técnico é a representação gráfica normalizada de uma peça, de um conjunto ou de um sistema, com toda a informação para o fabricar, montar, inspecionar ou reparar.

  • Comunica a ideia do projetista ao fabricante, sem ambiguidade.
  • Define forma, dimensões, material, tolerâncias e acabamento.
  • Documenta: fica como registo contratual e histórico da peça.
  • Controla: a peça produzida compara-se com o desenho.

Duas pessoas, em países diferentes, devem ler o mesmo desenho e obter a mesma peça.

Tipos de desenho: conjunto, montagem e produção

Tipo Pergunta Exemplo em renováveis
Conjunto Como é e como funciona? Apoio de veio com rolamento, caixa e tampa, em corte
Montagem Como se monta? Estrutura de suporte de módulos, com perfis, grampos e parafusos
Produção (fabrico, definição) Como se fabrica esta peça? Flange com círculo de furação cotado

Outros: esquemático (função e ligações), implantação (posição dos equipamentos), detalhe (zona ampliada).

Uma fábrica recebe desenhos de produção; uma equipa em obra usa os de montagem; quem diagnostica avarias usa conjunto e esquemas.

A folha: formatos, moldura e legenda

  • Série A: A0 841 × 1189 mm (1 m²); A1 594 × 841; A2 420 × 594; A3 297 × 420; A4 210 × 297. A razão entre lados é √2.
  • Moldura com margem maior do lado esquerdo, para furação e arquivo (norma de formatos: ISO 5457).
  • Legenda no canto inferior direito (campos: ISO 7200): título, n.º do desenho, escala, material, autor, verificador, datas, formato, folha, símbolo de projeção, unidade, revisão, tolerâncias gerais.

A legenda lê-se primeiro: diz que peça é e se esta é a revisão em vigor.

Lista de peças e numeração de posições

Em conjuntos e montagens, cada peça tem um balão com o número de posição, ligado por linha fina com ponto dentro da peça.

Pos. Designação Qtd. Material / norma
1 Caixa 1 Alumínio fundido
2 Veio 1 Aço de construção
3 Rolamento de esferas 2 Normalizado
4 Parafuso M8 × 25, 8.8 4 Norma ISO
  • Peças iguais, o mesmo número; a quantidade vai na lista.
  • Linhas de chamada sem cruzamentos.
  • Elementos normalizados identificam-se pela designação, sem desenho próprio.

Bloco 2 · Normalização e convenções gerais

Normalização: organizações e tipos de normas

Sigla Origem
ISO Organização Internacional de Normalização
IEC Comissão Eletrotécnica Internacional
EN Normas europeias (CEN, CENELEC)
EN ISO Norma ISO adotada como europeia
NP Norma portuguesa
NP EN / NP EN ISO Norma europeia ou ISO transposta para Portugal

Vantagens: intercambialidade, comunicação sem ambiguidade, segurança, custos menores, comércio.

Cita-se a sigla completa e o ano; consulta-se sempre a versão em vigor.

Principais normas do desenho técnico

Assunto Norma de referência
Formatos de folha ISO 5457
Legendas ISO 7200
Escalas ISO 5455
Escrita ISO 3098
Linhas, vistas, cortes Série ISO 128
Cotagem Série ISO 129
Roscas e molas ISO 6410 e ISO 2162
Tolerâncias e ajustamentos ISO 286
Tolerâncias gerais e geométricas ISO 2768 e ISO 1101
Rugosidade ISO 21920 (substituiu a ISO 1302)
Símbolos de hidráulica e pneumática ISO 1219

Normas de desenho dizem como representar; normas de produto dizem como é o objeto.

Escalas

Escala = dimensão no desenho : dimensão real.

Tipo Escalas
Redução 1:2, 1:5, 1:10, 1:20, 1:50, 1:100, 1:200
Verdadeira grandeza 1:1
Ampliação 2:1, 5:1, 10:1, 20:1, 50:1
  • A cota escrita é sempre a dimensão real.
  • Nunca se mede o desenho com régua para obter uma dimensão.
  • Exemplo: peça de 80 mm a 1:2 mede 40 mm no papel e leva a cota 80.
  • Flange Ø360 em zona útil de 380 × 270: a 1:1 não cabe, 1:2 cabe.

Tipos e espessuras de linha

Linha Uso
Contínua grossa Contornos e arestas visíveis
Contínua fina Cotas, chamadas, hachuras, secções rebatidas
Tracejada Arestas ocultas
Traço e ponto fina Eixos, centros, círculos primitivos
Traço e ponto, grossa nos extremos Planos de corte
Traço e dois pontos fina Peças adjacentes, posições extremas, bruto
Fina ondulada ou em zigue-zague Limites de vistas e cortes parciais

Espessuras (razão √2): 0,13; 0,18; 0,25; 0,35; 0,5; 0,7; 1; 1,4; 2 mm. Grossa:fina = 2:1; por exemplo 0,5 e 0,25 mm em A3 e A4.

Bloco 3 · Projeção ortogonal, vistas e perspetivas

Projeção ortogonal e método europeu

A peça é representada por vistas perpendiculares às faces. No método europeu (1.º diedro), usado em Portugal:

Vista Posição relativamente à vista de frente
Frente Referência
Cima (planta) Por baixo
Esquerda À direita
Direita À esquerda

O método americano (3.º diedro) inverte estas posições. O símbolo na legenda diz qual foi usado.

As vistas mantêm alinhamentos: larguras na vertical, alturas na horizontal.

Escolher a vista de frente e o número de vistas

  1. A vista de frente mostra mais forma e pormenor e orienta a peça na posição de trabalho (um veio, com o eixo na horizontal).
  2. Usa-se o número mínimo de vistas que defina a peça: um veio basta com uma vista + cotas Ø.
  3. Evitam-se arestas ocultas em excesso: usa-se um corte.
  4. Os furos e pormenores devem ver-se em verdadeira grandeza.

Exemplo: cantoneira em L de 80 mm, abas de 50 e 40, espessura 4, dois furos Ø9 na aba horizontal: duas vistas (frente, com furos a tracejado, e cima, com furos visíveis).

Perspetivas: isométrica e cavaleira

  • Isométrica: eixos a 120°, os laterais a 30° da horizontal; medidas desenhadas em verdadeira grandeza; circunferências viram elipses.
  • Dimétrica: duas escalas iguais e uma diferente.
  • Cavaleira: face da frente em verdadeira grandeza; profundidade oblíqua (45°) reduzida a metade.

A perspetiva serve para ilustrar (manuais de montagem, explodidos, catálogos) e verificar a leitura das vistas. Não substitui as vistas cotadas para fabricar.

Exemplo: bloco 60 × 40 × 30: eixo vertical (30), um eixo a 30° à direita (60) e outro à esquerda (40).

Bloco 4 · Cortes e convenções de representação

Cortes, secções e hachuras

  • Corte: o que está no plano de corte e atrás dele. Secção: só o que está no plano.
  • Plano de corte: traço e ponto fina, grosso nas extremidades e mudanças, com setas e letras (Corte A-A).
  • Hachuras: linhas finas a 45°, espaçamento constante.
  • Peças adjacentes: hachuras em sentidos opostos ou espaçamentos diferentes.
  • Não se atravessam hachuras com cotas.
Tipo Quando
Total Interior complexo, sem simetria
Meio-corte Peças simétricas (de revolução)
Parcial Pormenor interior localizado
Planos paralelos Furos a alturas diferentes
Planos concorrentes Elementos radiais (furos em círculo)

Secções rebatidas e elementos que não se cortam

  • Secção rebatida: desenhada sobre a vista, contorno contínuo fino.
  • Secção deslocada: fora da vista, ligada por letras, contorno contínuo grosso.

Não se hachuram em corte longitudinal:

veios, parafusos, porcas, anilhas, chavetas, cavilhas, rebites, esferas, nervuras, dentes de rodas.

Em corte transversal, hachuram-se normalmente.

Num conjunto, o parafuso aparece inteiro entre duas peças hachuradas e o veio atravessa o corte sem hachuras.

Outras convenções: adjacentes, repetidos, ampliados, móveis

  • Peças adjacentes: traço e dois pontos fina (o módulo fotovoltaico fixado a um suporte).
  • Elementos repetidos: desenha-se um ou dois e indica-se o resto por eixos e notação: 12 × Ø14.
  • Elementos ampliados: círculo fino com letra e Pormenor A (5:1) noutro local.
  • Peças móveis: posição extrema a traço e dois pontos fina.
  • Bruto e acabado: contorno do bruto a traço e dois pontos sobre a peça acabada; a diferença é a sobre-espessura.
  • Interrupções em peças compridas, com cota do comprimento total.

Textura, direção das fibras e peças simétricas

  • Textura da superfície: direção das estrias de maquinagem (paralela, perpendicular, cruzada, circular, radial, multidirecional) junto ao símbolo de rugosidade.
  • Direção das fibras em forjados, laminados ou madeira: seta de duas pontas.
  • Peça simétrica: desenha-se metade, com dois pequenos traços finos nas extremidades do eixo de simetria.
  • Peças esquerda e direita (imagem uma da outra): um só desenho e a nota "simétrica da peça n.º ...".
  • Vistas idênticas: não se repetem.

Bloco 5 · Cotagem

Elementos de uma cota e regras de ouro

Elementos: linha de cota (fina, com setas), linhas de chamada (finas, ultrapassam a cota cerca de 2 mm), valor (acima e centrado, em mm sem unidade) e símbolos (Ø, R, □, SØ, SR, M, ×).

Regras de ouro

  1. Cada dimensão uma só vez.
  2. Todas as cotas necessárias, nenhuma a mais.
  3. Cotas fora da vista, agrupadas, sem cruzar linhas.
  4. Não cotar arestas ocultas.
  5. Referências funcionais (faces de apoio, eixos).
  6. Valor = dimensão real, qualquer que seja a escala.

Sistemas de cotagem e tipos de cotas

Sistema Vantagem Inconveniente
Em série Compacto Erros acumulam-se
Em paralelo Erros não acumulam Ocupa espaço
Por coordenadas (tabela) Claro com muitos furos Menos intuitivo
Combinada Flexível, mistura série e paralelo por função Exige critério
Acumulada Compacta, a partir de uma origem Exige referência clara
  • Funcionais (F): essenciais ao funcionamento, em geral com tolerância apertada.
  • Não funcionais (NF): só para fabricar.
  • Auxiliares: entre parênteses, sem tolerância, não se usam para inspecionar.

Cotagem de elementos particulares

  • Chanfro a 45°: 1 × 45°.
  • Furos iguais: 6 × Ø9 EQS (equidistantes) ou ângulo entre eles.
  • Furos roscados: M8, M10 × 1,25 e profundidade da rosca.
  • Raios com uma só seta tocando o arco; ângulos em arco centrado no vértice.
  • Tolerâncias: Ø25 H7 ou 25 +0,021/0.
  • Conjuntos: apenas cotas de ligação, gerais e de ajustamento (Ø25 H7/g6).

Veio escalonado (3 troços 40 + 60 + 30 = 130): cotas em paralelo 40, 100, 130 a partir da face de referência, ou em série, mas uma só por troço.

Bloco 6 · Formas de ligação

Ligações permanentes e desmontáveis; roscas

Característica Exemplos
Desmontáveis Desfazem-se sem destruir Parafusos, pernos, porcas, chavetas, cavilhas, cupilhas
Permanentes Só se desfazem destruindo Soldadura, rebites, colagem

Rosca métrica M: diâmetro nominal, passo (grosso se omitido; fino: M10 × 1,25).

Rosca M6 M8 M10 M12 M16 M20
Passo grosso 1 1,25 1,5 1,75 2 2,5
Broca (≈ d − P) 5 6,8 8,5 10,2 14 17,5

Classe 8.8: 800 MPa de resistência e relação 0,8 para o limite de elasticidade (640 MPa).

Representação convencional de roscas

  • Rosca exterior, vista lateral: crista (diâmetro maior) grossa; fundo (diâmetro menor) fina; limite útil grosso.
  • Rosca exterior, vista de topo: círculo grosso (maior) e fino (menor) aberto num quarto.
  • Rosca interior, em corte: diâmetro menor grosso, maior fino; a hachura vai até à linha grossa.
  • Em montagem, a rosca exterior prevalece sobre a interior.
  • Não se desenha o filete helicoidal.

Exemplo (duas chapas de 10 mm, M10): 20 + anilha 2 + porca 8 (valores correntes, confirmar na norma de produto) + saída 3 = 33, logo M10 × 35.

Rodas dentadas e engrenagens

Parâmetro Relação
Diâmetro primitivo d = m × z
Diâmetro de cabeça da = m × (z + 2)
Diâmetro de pé df = m × (z − 2,5)
Distância entre eixos a = m × (z₁ + z₂) / 2
  • Só engrenam rodas com o mesmo módulo.
  • Vista: cabeça grossa, primitivo traço e ponto, pé fina. Em corte, os dentes não se hachuram.
  • Os dados (módulo, z, ângulo de pressão) vão numa tabela.

Exemplo: m = 3, z₁ = 20, z₂ = 60: d₁ = 60, d₂ = 180, a = 120 mm, i = 3.

Anilhas, chavetas, cavilhas, troços, rebites e molas

  • Anilhas: planas (distribuem carga), de pressão e de retenção (circlips, em rasgo).
  • Chaveta paralela: liga cubo e veio e transmite binário; por exemplo, veio Ø22 a 30: 8 × 7; Ø30 a 38: 10 × 8. Não se hachura em corte longitudinal.
  • Cavilhas: posicionam peças; cotam-se por diâmetro e comprimento.
  • Troço (cupilha): trava porca de castelo; dimensões na norma de produto (ISO 1234).
  • Rebites: ligação permanente; representam-se com eixo e cruz nos símbolos.
  • Molas (ISO 2162): representação simplificada e quadro de características.
  • Soldadura: símbolos normalizados na linha de referência (tipo, dimensão do cordão).

Bloco 7 · Tolerâncias, ajustamentos e rugosidade

Tolerâncias dimensionais e ajustamentos

  • T = Dmáx − Dmín = ES − EI. Maiúsculas para furos, minúsculas para veios.
  • Folga (veio menor que o furo), aperto (veio maior), incerto (depende das peças reais).
  • Folga máx. = Dmáx furo − Dmín veio; folga mín. = Dmín furo − Dmáx veio.
  • Tolerância de ajustamento = T furo + T veio.
Exemplo Ø25 Furo Veio Resultado
H7/g6 25,000 a 25,021 24,980 a 24,993 Folga 0,007 a 0,041
H7/k6 25,000 a 25,021 25,002 a 25,015 Folga máx. 0,019, aperto máx. 0,015
H7/p6 25,000 a 25,021 25,022 a 25,035 Aperto 0,001 a 0,035

Sistema ISO: qualidade IT, furo normal e veio normal

  • IT01 a IT18: menor número, menor tolerância e custo maior.
  • H: desvio inferior zero (EI = 0); h: desvio superior zero (es = 0).
  • Furo normal (H): varia-se a letra do veio. É o mais usado.
  • Veio normal (h): varia-se a letra do furo, quando um veio calibrado leva várias peças.
Intervalo (mm) IT6 IT7 IT8
6 a 10 9 15 22
10 a 18 11 18 27
18 a 30 13 21 33
30 a 50 16 25 39

(valores em µm)

Recomendados: H11/c11, H9/d9, H8/f7, H7/g6, H7/h6, H7/k6, H7/n6, H7/p6, H7/s6.

Inscrição de tolerâncias, tolerâncias gerais e qualidade

  • Três formas: símbolo (Ø25 H7), desvios (Ø25 +0,021/0) ou símbolo com desvios entre parênteses.
  • No conjunto: Ø25 H7/g6; na peça: só H7 no furo e g6 no veio.
  • Tolerâncias gerais (ISO 2768): classes f, m, c, v. Na classe m: 6 a 30 mm ±0,2; 30 a 120 ±0,3; 120 a 400 ±0,5. Escreve-se "ISO 2768-m" na legenda.
  • Só se escreve tolerância individual nas cotas funcionais.
Qualidade Processos
IT5 a IT6 Retificação
IT7 a IT8 Torneamento e fresagem de acabamento
IT9 a IT11 Torneamento e fresagem correntes
IT12 a IT14 Corte de chapa, fundição

Tolerâncias de forma e de posição

Quadro retangular: símbolo | valor | referência; o elemento de referência leva triângulo e letra.

Grupo Características e símbolos
Forma Retilineidade ⏤ (traço), planeza ⏥ (paralelogramo), circularidade ○ (circunferência), cilindricidade ⌭ (circunferência com duas tangentes)
Orientação Paralelismo ∥ (dois traços oblíquos), perpendicularidade ⟂ (T invertido), inclinação ∠ (ângulo agudo)
Localização Posição ⌖ (circunferência com cruz), concentricidade ◎ (duas circunferências), simetria ⌯ (três traços)
Batimento Circular ↗︎ (uma seta oblíqua), total ⌰ (duas setas oblíquas)

No desenho vai o símbolo, nunca o nome escrito. Exemplo de quadro: [ ⟂ | 0,05 | A ].

Exemplo: perpendicularidade ⟂ 0,05 em relação ao eixo A: a face fica entre dois planos paralelos a 0,05 mm, perpendiculares ao eixo. Num conjunto, a flange encosta sem folga irregular.

Posição teórica: a posição define-se por dimensões teóricas exatas, escritas dentro de um retângulo, sem tolerância individual. A zona de tolerância (por exemplo, cilindro de Ø0,1) fica centrada nessa posição.

Acabamento superficial e rugosidade

  • Ra: média aritmética dos desvios do perfil, em µm. Rz: altura máxima do perfil, soma da maior altura de pico e da maior profundidade de vale num comprimento de amostragem.
  • Série de Ra: 0,025; 0,05; 0,1; 0,2; 0,4; 0,8; 1,6; 3,2; 6,3; 12,5; 25.
  • Símbolo: V com barra (com remoção de material), V com círculo (sem remoção), círculo na junção (todas as superfícies do contorno).
  • Inscrição: valor por baixo da linha horizontal do símbolo; símbolo sobre a superfície ou chamada, lê-se da base ou da direita, uma vez por superfície; valor geral junto da legenda, com o símbolo base entre parênteses para as exceções.
  • N8 = Ra 3,2; N7 = 1,6; N6 = 0,8; N5 = 0,4 (desenhos antigos).
Superfície Ra orientativo (ver norma de produto ou fabricante)
Sem função 12,5 a 25
Apoio comum 3,2 a 6,3
Ajustamento 0,8 a 1,6
Assento de rolamento 0,4 a 0,8
Vedação dinâmica 0,1 a 0,4

Valores orientativos, não normalizados: o valor a especificar vem da norma de produto, do catálogo do fabricante do componente ou da especificação da entidade.

Bloco 8 · Desenho esquemático e circuitos

Esquemas: regras gerais e canalizações

Um esquema mostra função e ligações, não a forma nem a posição real.

  1. Símbolos normalizados, sem inventar.
  2. Linhas retas, mínimo de cruzamentos; ligação com ponto.
  3. Fluxo em sentido consistente, da fonte aos atuadores.
  4. Referências únicas e lista de componentes.
  5. Componentes na posição de repouso.

Canalizações e condutas: tubagens (diâmetro, material), acessórios (válvulas, filtros, bombas, permutadores, manómetros), sentido do fluxo e identificação do fluido. Aparecem em circuitos de arrefecimento, lubrificação de multiplicadoras e sistemas térmicos.

Pneumática e hidráulica: símbolos e válvulas

Componente Símbolo
Bomba hidráulica Círculo com triângulo cheio para fora
Motor Triângulo para dentro
Cilindro simples efeito Uma entrada e mola
Cilindro duplo efeito Duas entradas
Válvula de alívio Limita a pressão máxima
Válvula de retenção Passa num só sentido
Filtro Losango com linha tracejada

Chave: triângulo cheio = hidráulica (líquido); vazio = pneumática (gás). Para fora = fornece caudal (bomba, compressor); para dentro = motor.

Válvula vias/posições: 3/2, 5/2, 4/3. Ligações: 1 alimentação, 2 e 4 utilizações, 3 e 5 escapes, 12 e 14 pilotagens. Linhas: contínua (trabalho), tracejada longa (pilotagem), tracejada curta (drenagem).

Exemplo: comando de um cilindro de duplo efeito

Cilindro 1.0 comandado por válvula 5/2 (1.1), com botão e retorno por mola, alimentada pelo grupo filtro-regulador 0.1.

  1. 1 (alimentação) ao grupo de tratamento de ar.
  2. 2 à câmara de recuo (é a que o repouso alimenta, porque a posição da mola liga 1 a 2) e 4 à câmara de avanço (pilotagem 14).
  3. 3 e 5 ao escape.
  4. Repouso: a mola mantém a válvula e o cilindro está recolhido.
  5. Premir o botão: a válvula muda, o ar vai à câmara de avanço e o cilindro estende-se.
  6. Largar: a mola repõe a válvula e o cilindro recolhe.

Numa turbina, circuitos semelhantes acionam o passo das pás e os travões; a posição central de uma 4/3 de centro fechado imobiliza o cilindro.

Outros esquemas funcionais: sistema fotovoltaico

  • Unifilar: uma linha por circuito, com símbolos elétricos normalizados.
  • Blocos: rotor, multiplicadora, gerador, conversor, transformador, rede.
  • Multifilar (princípio): condutores e comandos individuais.
  • Fluxo (P&ID simplificado): tubagens e instrumentos de um circuito térmico.

Unifilar fotovoltaico: módulos em fileiras (strings), proteção e seccionador em CC, descarregador de sobretensão, inversor (= entrada, ~ saída), quadro CA com disjuntor e proteção diferencial, contador e ligação à rede.

Análise: fonte, percurso, função de cada componente, repouso e acionamento, proteções e confronto com a lista.

Bloco 9 · Desenho assistido por computador

Ambiente, unidades e coordenadas

Procedimento de arranque: modelo (template), unidades em mm, camadas, ajudas ativas, guardar com nome e revisão.

  • Desenha-se sempre a 1:1; a escala só aparece na impressão.
  • Cuidado com unidades de importação (1 polegada = 25,4 mm).
Entrada Exemplo Significado
Absoluta 40,25 Da origem
Relativa @30,0 Do último ponto
Polar @50<30 50 a 30°
Direta cursor + 50 Com ortogonal ou polar

0° para a direita; positivo no sentido contrário aos ponteiros do relógio. Sistemas WCS (mundo, ou global) e UCS (utilizador, em português SCU).

Camadas (layers)

Cada camada tem cor, tipo de linha e espessura; liga-se, desliga-se, congela-se e bloqueia-se. Desenha-se com propriedades por camada.

Camada Tipo de linha Conteúdo
CONTORNO Contínua, 0,50 Arestas visíveis
OCULTAS Tracejada, 0,25 Arestas ocultas
EIXOS Traço e ponto, 0,25 Eixos e centros
COTAS Contínua, 0,25 Cotas e chamadas
HACHURAS Contínua, 0,25 Cortes
TEXTO Contínua, 0,25 Notas e texto corrido
FANTASMA Traço e dois pontos Adjacentes, posições extremas
LEGENDA Contínua, 0,35 Moldura e legenda
VISTAS Não imprimir Janelas do layout

Se o tracejado parece contínuo, ajusta-se a escala do tipo de linha.

Comandos de desenho e ajudas

Ajudas: ortogonal, rastreio polar, OSNAP (extremidade, ponto médio, centro, interseção, perpendicular, tangente, quadrante), rastreio de OSNAP, grelha.

Regra de ouro: nunca clicar "ao olho" num ponto que existe, agarrar com OSNAP.

Comando Uso
LINE, POLYLINE Segmentos; polilinha = um só objeto
CIRCLE, ARC Furos, concordâncias
RECTANGLE, POLYGON Placas, sextavados
ELLIPSE, SPLINE Isométricas, formas livres
HATCH Hachuras de região fechada
TEXT, MTEXT Notas
XLINE Linhas de projeção entre vistas

Comandos de edição

Comando O que faz
MOVE, COPY, ROTATE Deslocar, duplicar, rodar
MIRROR Espelhar: desenhar metade das peças simétricas
OFFSET Paralela a uma distância: paredes, rasgos
TRIM, EXTEND Cortar e prolongar até limites
FILLET, CHAMFER Concordâncias e chanfros
ARRAY Séries retangulares ou polares (12 furos num círculo)
SCALE, STRETCH Escalar e esticar
EXPLODE, PEDIT/JOIN Decompor e unir segmentos

Exemplo (flange Ø180, furo Ø60, 6 × Ø11 em círculo Ø140): eixos, dois círculos, círculo de furação, primeiro furo em (70,0) e ARRAY polar com 6 itens a 360°.

Bloco 10 · CAD: cotagem, bibliotecas, perspetivas e exportação

Projeção ortogonal e 3D em CAD

  • 2D: vista de frente na camada CONTORNO; linhas de construção (XLINE) para as larguras da vista de cima; alturas para a lateral; profundidades transferidas por cota ou reta a 45°; apagam-se as auxiliares; passam-se as ocultas para OCULTAS.
  • 3D: sólido por extrusão, revolução e operações booleanas (união, subtração, interseção); as vistas, cortes e perspetivas geram-se a partir do modelo e atualizam-se com ele.
  • O utilizador decide o que mostrar: tipo de corte, hachuras e linhas ocultas.
  • Verificar alinhamento e coerência entre vistas.

Cotagem em CAD

  • Estilo de cota (DIMSTYLE): texto, setas, afastamentos, unidades (mm, vírgula decimal), tolerâncias; na camada COTAS.
  • Escala das cotas: texto de 3,5 mm no papel; estilos anotativos ou fator global = inverso da escala (1:2, fator 2: texto de 7 mm no modelo).
  • Comandos: DIMLINEAR, DIMALIGNED, DIMRADIUS, DIMDIAMETER, DIMANGULAR, DIMBASELINE (paralelo), DIMCONTINUE (série), MLEADER.
  • Cotas associativas: nunca se escreve por cima o valor medido.

Bibliotecas e blocos; perspetivas em CAD

  • Bloco (BLOCK, INSERT, WBLOCK): objetos com nome, inseridos como uma entidade; atualização global; ficheiros leves; atributos (texto variável).
  • Criam-se na camada 0 com propriedades por camada (ByLayer), para herdarem a camada onde são inseridos; por bloco (ByBlock) assume as propriedades dadas à inserção.
  • Exemplos: símbolo de rugosidade RUG_RA, parafusos, rolamentos, símbolos elétricos e de fluidos, molduras e legendas.
  • Isométrica 2D: snap isométrico (30°, 90°, 150°), medidas reais, ELLIPSE com isocírculo.
  • 3D: vista isométrica predefinida e perspetiva cónica (ponto de fuga) para apresentações.

Layout, impressão e exportação

  1. Layout com o formato certo e a impressora ou "PDF".
  2. Moldura e legenda a 1:1 no papel.
  3. Viewports com a escala (1:2, 2:1, 5:1), bloqueada.
  4. Estilo de impressão (CTB ou STB): cor para espessura; monocromático.
  5. Imprimir a 1:1 a partir do layout, nunca "ajustar à folha".
  6. Teste: medir uma cota com régua.
Formato Para quê
DWG Editar (atenção à versão)
DXF Troca entre programas, CAM e corte
PDF Consulta, aprovação e arquivo
STEP, IGES Modelos 3D
STL Impressão 3D

Convenção de nome (código, revisão), purgar, empacotar referências, cópia de segurança.

Recapitulando

  • Tipos de desenho (conjunto, montagem, produção), legenda, lista de peças e normas (ISO, EN, NP).
  • Projeção ortogonal pelo método europeu, cortes e convenções de representação.
  • Cotagem sem repetições nem cadeias fechadas; ligações com representação convencional.
  • Tolerâncias (IT, ajustamentos, gerais, geométricas) e rugosidade (Ra).
  • Esquemas pneumáticos, hidráulicos e elétricos com símbolos normalizados.
  • CAD: 1:1, coordenadas, camadas, OSNAP, blocos, estilos de cota, layout, PDF e DXF.

Próximo: fichas e projeto, desenhar e cotar peças e esquemas reais em CAD.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o desenho técnico não admite interpretações livres; a norma é o que garante a leitura única. - erro comum/pergunta: confundir desenho técnico com desenho artístico. Perguntar: o que se perde se cada um usar as suas próprias convenções? - exemplo/analogia: é como uma partitura musical, qualquer músico a lê da mesma forma em qualquer país.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: cada tipo responde a uma pergunta diferente e tem público diferente. - erro comum/pergunta: dar cotas de cada peça num desenho de conjunto. Perguntar: que cotas se põem num conjunto? - exemplo/analogia: conjunto é a fotografia do móvel montado, montagem é o manual, produção é o plano de corte de cada tábua.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: dobrar o A0 ao meio dá o A1, e assim sucessivamente, sem desperdício. - erro comum/pergunta: fabricar com um desenho desatualizado. Perguntar: onde se vê a revisão? - exemplo/analogia: a legenda é o cartão de cidadão do desenho.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a lista é a ponte entre o desenho e a encomenda de material. - erro comum/pergunta: contar parafusos por apoio e esquecer a quantidade de apoios. Perguntar: 6 apoios com 4 parafusos, quantos parafusos? - exemplo/analogia: a lista de peças é a lista de compras de uma receita.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a mesma regra ISO chega a Portugal com prefixo NP EN, conteúdo igual. - erro comum/pergunta: citar "a norma" sem dizer qual. Perguntar: que informação falta? - exemplo/analogia: a norma é a gramática do desenho, sem ela cada um escreve a sua língua.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: importa saber o assunto de cada norma, não decorar números. - erro comum/pergunta: usar uma norma já substituída. Perguntar: como se confirma a edição em vigor? - exemplo/analogia: a rugosidade mudou de norma, desenhos antigos e novos mostram ligeiras diferenças.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a escala é para a proporção, a cota é para a dimensão. - erro comum/pergunta: medir no desenho impresso. Perguntar: e se a impressora reduziu a folha? - exemplo/analogia: um mapa a 1:50 000, o centímetro no mapa são 500 m no terreno.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a linha diz o que o elemento é; não se escolhe por estética. - erro comum/pergunta: eixos em linha contínua, que se confundem com arestas. Perguntar: que linha usar no círculo de furação? - exemplo/analogia: os tipos de linha são como a pontuação, mudam o sentido do texto.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: reconhecer o símbolo na legenda, sobretudo em desenhos de equipamento importado. - erro comum/pergunta: trocar a posição da planta. Perguntar: se a vista da esquerda aparece à esquerda, que método é? - exemplo/analogia: imaginar a peça dentro de uma caixa de vidro e depois abrir a caixa.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: mais vistas não é melhor desenho; é o suficiente para definir. - erro comum/pergunta: desenhar três vistas onde bastam duas. Perguntar: que informação nova traria a terceira? - exemplo/analogia: uma fotografia de frente e uma de cima de um objeto pequeno já descrevem tudo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: perspetiva ilustra, vistas definem. - erro comum/pergunta: cotar a perspetiva como vista ortogonal. Perguntar: porque não se fabrica a partir da isométrica? - exemplo/analogia: o manual de montagem de um móvel usa perspetiva, o carpinteiro corta pelo desenho cotado.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o corte substitui montes de tracejados por uma leitura limpa. - erro comum/pergunta: esquecer a marcação do plano de corte. Perguntar: quando se pode dispensar? - exemplo/analogia: cortar um pão ao meio para ver as bolhas por dentro.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a convenção protege a leitura, um parafuso hachurado parece um bloco maciço. - erro comum/pergunta: hachurar o veio do apoio. Perguntar: e se o corte for perpendicular ao veio? - exemplo/analogia: numa laranja cortada, a semente não se corta, vê-se inteira.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: estas convenções poupam tempo e evitam erros de cópia. - erro comum/pergunta: desenhar os 12 furos e cotar um a um. Perguntar: qual o ângulo entre 12 furos? - exemplo/analogia: numa escada desenha-se um degrau e diz-se "× 14".

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a direção das fibras e das estrias pode decidir a resistência e a vedação. - erro comum/pergunta: fazer dois desenhos para montantes esquerdo e direito. Perguntar: que nota resolve? - exemplo/analogia: um pedaço de madeira parte-se mais facilmente ao longo das fibras do que de través.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a peça tem de poder fabricar-se sem calcular nem medir no desenho. - erro comum/pergunta: cotar todas as partes e o total (cadeia fechada). Perguntar: qual deve passar a auxiliar? - exemplo/analogia: uma cota repetida é como duas moradas diferentes para a mesma casa.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a cotagem deve seguir a ordem em que a peça é maquinada e controlada. - erro comum/pergunta: usar sempre cadeia por comodidade. Perguntar: que cota perde precisão se a cadeia tiver 5 troços de ±0,1? - exemplo/analogia: medir uma sala em várias vezes com régua curta acumula erros, a fita de uma só vez não.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: num conjunto não se cotam peças individuais. - erro comum/pergunta: esquecer o símbolo Ø num furo. Perguntar: como se distingue um furo de um disco? - exemplo/analogia: "6 × Ø9" é como dizer "6 vezes isto", poupa-se repetir seis vezes.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: em ambientes de vibração (nacele) usam-se elementos contra o desaperto. - erro comum/pergunta: esquecer o passo quando é fino. Perguntar: qual o passo de M10 sozinho? - exemplo/analogia: o passo é a distância entre degraus de uma escada em caracol.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: linha grossa é o que se vê primeiro, na rosca exterior é a crista. - erro comum/pergunta: trocar finas e grossas na rosca interior. Perguntar: que diâmetro leva a hachura? - exemplo/analogia: numa porca, o furo "visto de dentro" é o fundo dos filetes, o menor diâmetro.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: numa multiplicadora eólica a roda grande recebe o rotor lento, a pequena roda depressa. - erro comum/pergunta: usar diâmetros de cabeça para a distância entre eixos. Perguntar: que diâmetro se usa? - exemplo/analogia: duas bicicletas, a coroa grande e o pinhão pequeno.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: saber ler o símbolo de soldadura, mesmo sem dimensionar o cordão. - erro comum/pergunta: hachurar a chaveta. Perguntar: porque não se cortam elementos maciços? - exemplo/analogia: a cupilha é o "alfinete de segurança" da porca de castelo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: calcular sempre com os limites e não com a dimensão nominal. - erro comum/pergunta: trocar maiúscula e minúscula. Perguntar: H é furo ou veio? - exemplo/analogia: um veio que roda no furo é como uma porta bem afinada, folga mínima mas existente.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: os valores de IT dependem do intervalo da dimensão nominal. - erro comum/pergunta: pedir IT6 em tudo. Perguntar: o que custa mais, IT6 ou IT9? - exemplo/analogia: a qualidade IT é como a resolução de uma fotografia, mais pixéis, mais custo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: tão larga quanto a função permitir. - erro comum/pergunta: esquecer as tolerâncias gerais na legenda. Perguntar: o que acontece a cotas sem tolerância? - exemplo/analogia: não se pede precisão de relojoeiro para cortar uma tábua de jardim.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a medida certa não garante a forma certa. - erro comum/pergunta: confundir tolerância dimensional com geométrica. Perguntar: duas peças com 25 mm, uma reta e outra curva? - exemplo/analogia: duas réguas com o mesmo comprimento, mas uma empenada.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: cada passo para um acabamento mais fino pode dobrar o custo. - erro comum/pergunta: escrever a rugosidade em mm. Perguntar: qual a unidade? - exemplo/analogia: uma estrada de terra batida e uma pista de aeroporto têm a mesma largura, mas rugosidades diferentes.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o esquema responde a "o que liga a quê e para quê". - erro comum/pergunta: desenhar componentes no estado acionado sem o dizer. Perguntar: em que posição se desenha uma válvula? - exemplo/analogia: o esquema é o mapa do metro, não mostra as curvas reais dos túneis.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: símbolos descrevem a função, não a forma; série ISO 1219. - erro comum/pergunta: ler "5/2" como cinco por dois. Perguntar: o que são as vias e as posições? - exemplo/analogia: uma válvula é como um agulheiro de comboios que direciona o fluxo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: seguir o fluxo da fonte ao atuador e dizer a função de cada componente. - erro comum/pergunta: esquecer a função da válvula de alívio. Perguntar: o que acontece sem ela? - exemplo/analogia: como um interruptor que liga e desliga, mas com retorno automático.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: seguir a energia da fonte à carga e identificar as proteções. - erro comum/pergunta: confundir esquema unifilar com multifilar. Perguntar: quantos condutores mostra cada um? - exemplo/analogia: o esquema de blocos é o índice do livro, o multifilar é o texto.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o computador não sabe de normas, o rigor é do utilizador. - erro comum/pergunta: desenhar à escala reduzida para caber. Perguntar: onde se aplica a escala? - exemplo/analogia: desenhar em CAD é como construir uma maqueta em tamanho real e fotografá-la depois.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: as camadas são o que garante a hierarquia de linhas da norma. - erro comum/pergunta: tudo na mesma camada. Perguntar: como mudar todas as cotas de uma vez? - exemplo/analogia: acetatos transparentes sobrepostos, cada um com um tipo de informação.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: precisão geométrica é a condição para cotas e hachuras corretas. - erro comum/pergunta: contornos com pontas que não se tocam. Perguntar: o que acontece ao hachurar? - exemplo/analogia: OSNAP é como um íman que cola o cursor ao ponto certo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: escolher o comando que cria o resultado exato, não o que se aproxima. - erro comum/pergunta: usar SCALE para acertar cotas. Perguntar: o que se deve corrigir em vez disso? - exemplo/analogia: OFFSET é uma paralela feita com régua e esquadro, mas instantânea.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o modelo 3D mantém as vistas coerentes, mas a norma continua a mandar. - erro comum/pergunta: aceitar a vista automática sem rever. Perguntar: que linhas ocultas devem sair? - exemplo/analogia: o modelo 3D é a peça real, as vistas são fotografias de cada lado.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a cota certa vem da geometria certa; a precisão do desenho garante a precisão das cotas. - erro comum/pergunta: escrever o valor à mão. Perguntar: o que acontece quando se altera a peça? - exemplo/analogia: a cota associativa é como uma fórmula de folha de cálculo, atualiza-se sozinha.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: bibliotecas dão coerência e poupam tempo; a norma da entidade define o conteúdo. - erro comum/pergunta: explodir blocos sem necessidade. Perguntar: o que se perde? - exemplo/analogia: um bloco é um carimbo, estampa sempre igual e, se o redesenhares, todas as estampas mudam.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a escala está nas janelas, a impressão faz-se a 1:1. - erro comum/pergunta: "ajustar à folha" destrói a escala. Perguntar: como confirmar a escala de um PDF? - exemplo/analogia: o layout é a moldura da fotografia, o viewport é a objetiva com o zoom bloqueado.