NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: prospeção não é "vender já", é criar a lista de quem vale a pena abordar.
- Erro comum: alunos confundem prospeção com a venda em si. Distinguir claramente as duas fases.
- Exemplo: um agente imobiliário que só atende quem liga versus um que sai à procura de proprietários a vender por conta própria.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ligação entre prospeção e a política comercial da empresa (respeitar objetivos definidos superiormente).
- Pergunta à turma: o que acontece a uma empresa que só vende aos mesmos 5 clientes há anos?
- Analogia: a prospeção é a "sementeira"; sem ela não há colheita (vendas) daqui a alguns meses.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que esta UC foca sobretudo as duas primeiras fases: prospeção e preparação/planeamento da venda.
- Erro comum: tratar o processo como linear e rígido. Na prática há avanços e recuos (voltar a preparar depois de uma objeção).
- Exemplo: pedir à turma para identificar em que fase estaria um vendedor que "liga a apresentar preços sem saber quem é o cliente" (saltou a prospeção e a preparação).
NOTAS DO PROFESSOR
- Pedir à turma que mapeie um caso real (compra recente que fizeram) às seis fases.
- Erro comum: confundir "apresentação" com "fecho". A apresentação demonstra valor; o fecho formaliza.
- Ligar ao critério de desempenho "respeitando os objetivos e a política comercial da empresa": cada fase segue as regras da empresa, não improviso.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: isto liga diretamente à aptidão "aplicar instrumentos de organização do trabalho e gestão do tempo".
- Erro comum: dedicar o dia todo a "apagar fogos" e nunca reservar tempo para prospeção nova.
- Exemplo: a matriz de Eisenhower aplicada a tarefas comerciais (urgente/importante) para decidir o que fazer primeiro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Mostrar um exemplo simples de rotina semanal de um comercial (segunda: prospeção; terça a quinta: visitas; sexta: seguimento e relatórios).
- Erro comum: achar que "organização" é rígido e tira flexibilidade. Na prática, dá tempo livre para imprevistos.
- Ligar à atitude "sentido de organização" e "autonomia no âmbito das suas funções" do referencial.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que "meios físicos" não é sinónimo de ultrapassado: em B2B e em setores como imobiliário ou seguros continua a dar melhores resultados que o digital.
- Erro comum: achar que só o digital é "moderno" e desvalorizar o telefone/visita presencial.
- Exemplo/analogia: um agente imobiliário que conhece a zona a pé encontra oportunidades que nenhum anúncio online mostra.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: sair "a ver o que aparece" sem lista nem guião. Resultado: tempo perdido e sem dados para melhorar.
- Fazer a turma escrever em 2 minutos um guião de 3 frases para uma abordagem porta-a-porta.
- Ligar ao critério "recorrendo a ferramentas de preparação da negociação e argumentação".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: os meios digitais complementam os físicos, não os substituem por completo, sobretudo em vendas B2B complexas.
- Erro comum: pensar que "publicar nas redes sociais" já é prospeção. É só o primeiro passo; falta identificar e contactar quem interessa.
- Exemplo: procurar no LinkedIn diretores de compras de um setor específico antes de enviar uma mensagem personalizada.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: isto liga diretamente à atitude "respeito pelas normas e regulamento de proteção de dados e privacidade" do referencial.
- Erro comum: assumir que "encontrei o email no LinkedIn, logo posso enviar o que quiser". Há sempre limites e o direito de oposição tem de ser respeitado (ex.: link de anulação de subscrição).
- Discussão em turma: porque é que uma empresa que respeita o RGPD ganha confiança do cliente a longo prazo?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ligação direta ao critério de desempenho "recolhendo e analisando dados do histórico de clientes ativos, inativos e ex-ativos".
- Erro comum: tratar todos os contactos da mesma forma, gastando o mesmo esforço num desconhecido e num ex-cliente satisfeito.
- Exemplo: uma seguradora que liga primeiro aos clientes cuja apólice terminou há pouco tempo, antes de prospetar totalmente novos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar diretamente à aptidão "analisar o mercado".
- Erro comum: analisar só a concorrência e esquecer a procura (o que o cliente realmente precisa).
- Exercício rápido: pedir à turma para nomear 2 fontes de informação sobre concorrência no setor que escolherem.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a ficha de cliente é o instrumento central da fase de preparação e planeamento da venda.
- Erro comum: só preencher a ficha depois da venda. Deve começar a preencher-se logo na prospeção.
- Exemplo: mostrar como um CRM simples transforma esta tabela numa ficha digital pesquisável.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar ao critério "respeitando os objetivos e a política comercial da empresa": o objetivo do contacto tem de estar alinhado com a estratégia da empresa.
- Erro comum: contactar "só para dizer olá" sem objetivo definido. Perde-se credibilidade.
- Perguntar à turma: qual é a diferença entre o objetivo de uma primeira chamada e o de uma segunda reunião?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ligação direta ao critério "recorrendo a ferramentas de preparação da negociação e argumentação".
- Erro comum: listar características técnicas sem traduzir em benefício para o cliente concreto.
- Exercício: pedir a um aluno para transformar "este equipamento tem motor de 2 CV" em benefício ("processa o dobro em metade do tempo").
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: confundir "técnica de fecho" com pressão agressiva. O objetivo é facilitar a decisão, não forçá-la.
- Ligar às atitudes "assertividade" e "escuta ativa": fechar bem exige ouvir os sinais do cliente.
- Discussão: o que fazer quando o cliente diz "vou pensar"? (marcar já a próxima ação, o seguimento).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: recursos físicos bem preparados poupam tempo e reforçam a credibilidade do vendedor.
- Erro comum: levar uma apresentação genérica igual para todos os clientes, sem a adaptar ao interlocutor.
- Exemplo: um vendedor de equipamento industrial que leva sempre uma amostra ou vídeo curto de demonstração.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: achar que basta "ter um CRM" para vender mais. A ferramenta só ajuda se os dados forem introduzidos e usados.
- Ligar de novo ao RGPD: estes sistemas guardam dados pessoais e têm de cumprir as mesmas regras do Bloco 5.
- Perguntar à turma: que informação guardariam num CRM sobre um cliente que acabaram de conhecer?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: isto cobre diretamente o conhecimento "data base marketing" do referencial, com os seus seis elementos.
- Erro comum: confundir data base marketing com "ter uma lista de emails". É preciso segmentar e personalizar, não só armazenar.
- Exemplo: uma loja online que segmenta clientes por última compra para enviar ofertas de produtos complementares.
NOTAS DO PROFESSOR
- Erro comum: automatizar sem medir. Uma campanha automática mal calibrada pode irritar mais clientes do que converter.
- Ligar de novo ao RGPD: a análise de padrões usa dados pessoais e tem de respeitar consentimento e finalidade.
- Exercício mental: dado um padrão "cliente compra sempre em dezembro", que ação de marketing automatizariam?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ligação direta à aptidão "sistematizar a informação recolhida no processo de prospeção".
- Erro comum: cada vendedor ter o seu próprio sistema (caderno, ficheiro pessoal). Dificulta o trabalho em equipa e a continuidade se o vendedor sair.
- Exemplo: um funil de vendas simples (novo → contactado → qualificado → proposta → fechado) como forma visual de sistematizar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar às atitudes "iniciativa e proatividade", "autoconfiança" e "sentido crítico" do referencial.
- Erro comum: desistir de um contacto ao primeiro "não". Muitas vendas exigem 4 a 5 contactos de seguimento.
- Discussão: qual destes fatores críticos falha mais frequentemente em equipas comerciais reais?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que este conhecimento faz parte do referencial oficial da UC, mesmo sendo transversal a outras áreas.
- Erro comum: ignorar as regras de segurança do cliente numa visita (ex.: não usar equipamento de proteção pedido).
- Exemplo: um técnico comercial que visita uma fábrica e tem de seguir o percurso e o equipamento de segurança definidos pela empresa cliente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar à atitude "respeito pelas normas e regras definidas" do referencial.
- Recapitular o fluxo completo da UC: prospeção → organização → físico/digital → mercado → ficha de cliente → argumentação/fecho → recursos → data base marketing → sistematização → segurança e qualidade.
- Anunciar as fichas e o mini-projeto: planear uma prospeção e uma venda reais, físicas e digitais.