Via: furo metalizado que conecta duas camadas.
| Tipo | Diâmetro | Uso |
|---|---|---|
| Standard via | 0,8 mm drill / 1,2 mm pad | Sinal geral |
| Mini via | 0,5 mm drill / 0,9 mm pad | Sinal compacto |
| Micro via (laser) | < 0,15 mm | HDI, BGA |
| Via em pad | — | BGA, evitar se possível |
Annular ring: largura da coroa de cobre ao redor do furo.
Design para fabricação (DFM):
O DRC verifica automaticamente violações de regras no PCB editor:
Erros comuns:
Procedimento:
Para prototipagem ou aprendizagem — placa sensível à luz UV:
1. PREPARAÇÃO
→ Imprimir o layout em transparência/papel vegetal (espelhado)
→ Usar placa FR4 com fotoresiste positivo já laminado
2. EXPOSIÇÃO UV (≈ 2–4 min)
→ Colocar máscara sobre a placa; expor a luz UV
→ Fotoresiste exposto torna-se solúvel no revelador
3. REVELAÇÃO (solução NaOH 1%)
→ Agitar em revelador; pistas ficam visíveis
→ Lavar com água
4. ATAQUE (FeCl₃ ou H₂O₂+HCl)
→ Cobre exposto é dissolvido; pistas ficam protegidas
→ Lavar bem com água + neutralizar
5. REMOÇÃO DO FOTORESISTE (acetona)
6. PERFURAÇÃO + ACABAMENTO
| Serviço | País | Preço (10 pçs 10×10cm) | Prazo | Qualidade mín. |
|---|---|---|---|---|
| JLCPCB | China | ~2 USD | 7–14 dias | 0,1 mm clearance |
| PCBWay | China | ~5 USD | 5–10 dias | 0,1 mm clearance |
| Eurocircuits | Bélgica | ~30–50 EUR | 3–5 dias | IPC-2 standard |
| Olimex | Bulgária | ~15 EUR | 7 dias | OHW friendly |
| PCBONLINE | China | ~2–5 USD | 10–14 dias | Standard |
Ficheiros necessários (Gerber set):
Material:
Técnica correcta:
Pasta de soldar: mistura de pó de estanho + fluxo em pasta.
Processo reflow (industrial e amador com oven):
Processo hot air (amador/rework):
Inspecção visual (lupa × 10 ou microscópio):
Multímetro — continuidade:
Sequência de verificação antes de ligar:
IPC (Association Connecting Electronics Industries):
| Norma | Conteúdo |
|---|---|
| IPC-2221 | Requisitos genéricos de design de PCB (largura de trilha, espaçamentos) |
| IPC-A-610 | Acceptability of Electronic Assemblies (soldadura — padrão visual) |
| IPC-7711/21 | Rework, Modification and Repair |
| J-STD-001 | Requirements for Soldering Electrical and Electronic Assemblies |
Classes de qualidade (IPC-A-610):
Para aprendizagem: atingir Classe 2 é o objectivo prático.
Do esquema ao Gerber
Layout e design rules
Fabricação e soldadura
NOTAS DO PROFESSOR 📖 O que é e de onde vem a PCB A placa de circuito impresso substituiu a fiação manual por pistas condutoras sobre um substrato isolante, tornando a eletrónica reproduzível e industrial. Conhecer a evolução, da face única ao multicamadas e ao SMD, ajuda os formandos a perceberem porque existem hoje placas tão diferentes. Esta perspetiva histórica dá sentido às tecnologias que vão estudar a seguir. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Mostrar exemplos físicos de placas de épocas diferentes • Explicar porque a miniaturização SMD foi uma rutura • Relacionar cada avanço com produtos do dia a dia
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Quantas camadas precisa o projeto O número de camadas é uma das primeiras decisões de design e equilibra custo com complexidade. As placas de dupla face cobrem a maioria dos projetos não críticos, enquanto o multicamadas só se justifica em circuitos de alta densidade, RF ou processadores. Convém destacar o papel das vias na ligação entre camadas, conceito que voltará no bloco de layout. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Justificar quando uma dupla face é suficiente e quando não chega • Explicar o papel dos planos de alimentação e massa no multicamadas • Relacionar o número de camadas com o custo de fabrico
NOTAS DO PROFESSOR 📖 O material certo para cada aplicação O substrato define propriedades térmicas, elétricas e mecânicas da placa, e o FR4 domina por ser um bom compromisso para eletrónica geral. Casos especiais exigem materiais próprios: alumínio para dissipar calor de LEDs de potência, Rogers para RF, poliimida para placas flexíveis. Saber especificar espessura e Tg ao encomendar evita surpresas no fabrico. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar o que é a Tg e porque importa na escolha do material • Dar um exemplo onde o FR4 não serve e é preciso alumínio ou Rogers • Sublinhar a importância de especificar bem a encomenda ao fabricante
NOTAS DO PROFESSOR 📖 THT versus SMD: dois mundos de montagem A escolha entre furação passante e montagem em superfície condiciona tamanho, robustez, custo e dificuldade de soldadura. O THT é mais fácil de soldar à mão e mecanicamente robusto, ideal para conectores; o SMD permite miniaturização e montagem automática, dominando os componentes modernos. Na prática, muitas placas combinam as duas tecnologias. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Mostrar componentes THT e SMD lado a lado para comparar tamanhos • Explicar porque conectores e relés continuam a ser THT • Discutir o desafio de soldar SMD em prototipagem amadora
NOTAS DO PROFESSOR 📖 As ferramentas EDA e a escolha do KiCad O software EDA é onde nasce qualquer PCB, do esquema elétrico ao layout físico. Existe um espectro que vai de ferramentas comerciais caras como o Altium a opções gratuitas e profissionais como o KiCad. A escolha do KiCad nesta UC justifica-se por ser gratuito, completo e exportar ficheiros Gerber padrão, eliminando barreiras de custo para os formandos continuarem em casa. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Situar o KiCad face a alternativas comerciais e online • Sublinhar a vantagem de ser gratuito e sem limitações • Mencionar o apoio da CERN e da comunidade como garantia de futuro
NOTAS DO PROFESSOR 📖 O fluxo do esquema ao Gerber O KiCad organiza o trabalho em etapas bem definidas: desenhar o esquema, associar footprints, fazer o layout e exportar os Gerbers para fabricação. Perceber esta sequência evita o erro comum de saltar passos, como atribuir footprints só no fim. Cada etapa tem uma ferramenta própria dentro do KiCad, e convém percorrê-las uma a uma. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar porque o footprint tem de ser atribuído antes do layout • Mostrar a passagem do Eeschema para o Pcbnew • Antecipar o conceito de DRC e de ficheiros Gerber
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Desenhar o esquema no Eeschema O esquema elétrico é a fonte de verdade do projeto: tudo o que estiver errado aqui propaga-se ao layout. As teclas de atalho aceleram muito o trabalho, mas o essencial é a disciplina de usar símbolos das bibliotecas oficiais e preencher sempre o footprint. Correr o ERC antes de avançar apanha erros elétricos cedo, quando ainda são baratos de corrigir. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Demonstrar os atalhos principais ao desenhar um esquema simples • Explicar o que o ERC verifica e porque deve ser corrido cedo • Sublinhar a importância de preencher o footprint de cada componente
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Clearance e largura de pista Duas regras governam a fiabilidade elétrica do layout: a folga mínima entre condutores, para evitar curtos, e a largura da pista, que determina a corrente máxima. A fórmula da norma IPC-2221 traduz isto em valores concretos, mostrando que pistas de potência têm de ser mais largas que as de sinal. Sem cálculo, é fácil sobreaquecer uma pista que conduz corrente significativa. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Mostrar com a fórmula porque mais corrente exige pista mais larga • Explicar o aumento de clearance em circuitos de alta tensão • Dar exemplos práticos de larguras para 1 A e para 3 A
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Vias e anel de cobre As vias são os furos metalizados que ligam camadas e existem em vários tipos conforme a densidade do projeto, das standard às micro vias laser. O conceito de annular ring, a coroa de cobre à volta do furo, é crítico para a fiabilidade: demasiado fina e o furo pode quebrar a ligação. Pensar no design para fabricação desde já evita placas que o fornecedor não consegue produzir. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar o que acontece se o annular ring for demasiado pequeno • Distinguir vias standard, mini e micro pela aplicação • Sublinhar as folgas mínimas exigidas para fabricação fiável
NOTAS DO PROFESSOR 📖 O DRC como rede de segurança O Design Rule Check verifica automaticamente se o layout respeita as regras definidas, apanhando curtos, pistas demasiado finas, furos pequenos e ligações em falta. A regra de ouro é não gerar Gerbers enquanto houver erros, porque um erro que passa para fabricação custa tempo e dinheiro. Configurar bem as net classes antes de correr o DRC é o que o torna útil. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Percorrer os erros típicos e o que cada um significa • Explicar como as net classes definem as regras a verificar • Reforçar a disciplina de zero erros antes da fabricação
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Fabricar uma placa em casa O processo fotoquímico artesanal permite produzir protótipos sem fornecedor, usando luz UV, revelador e ataque químico para esculpir as pistas no cobre. É excelente para compreender o que acontece fisicamente na fabricação, mas envolve produtos químicos que exigem cuidados de segurança. Convém enquadrá-lo como ferramenta de aprendizagem, não como método de produção em série. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Sublinhar os cuidados de segurança com NaOH e FeCl3 • Explicar porque o layout é impresso espelhado • Posicionar este método face aos serviços profissionais do slide seguinte
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Encomendar a fábricas profissionais Hoje é possível encomendar placas de qualidade profissional a custos muito baixos, sobretudo a fabricantes asiáticos como a JLCPCB. A decisão equilibra preço, prazo e qualidade mínima exigida, e a Europa oferece prazos mais curtos a custos mais altos. O essencial é saber que conjunto de ficheiros Gerber entregar, pois é o pacote que a fábrica precisa para produzir. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Comparar fornecedores em preço, prazo e qualidade • Explicar para que serve cada ficheiro do conjunto Gerber • Mostrar como gerar e exportar os Gerbers a partir do KiCad
NOTAS DO PROFESSOR 📖 A técnica correta de soldadura THT Soldar bem é uma competência manual que se aprende com prática e método. O erro mais comum dos iniciantes é aplicar o estanho ao ferro em vez de aquecer o pad e o terminal e deixar o estanho fundir no ponto de contacto. Uma junção de qualidade reconhece-se por ser brilhante, côncava e sem excessos, e esse critério visual deve ser interiorizado desde o início. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Demonstrar a sequência correta de aquecer pad e pino primeiro • Mostrar a diferença entre uma boa junção e uma soldadura fria • Reforçar a limpeza da ponta do ferro e o controlo de temperatura
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Soldar componentes SMD A soldadura SMD usa pasta de soldar e calor controlado, seja em forno reflow para produção, seja com hot air para prototipagem e reparação. Um fenómeno fascinante a destacar é o auto-centramento: a tensão superficial do estanho fundido puxa o componente para a posição correta. Compreender o perfil de temperatura do reflow ajuda a evitar soldaduras defeituosas. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Explicar as fases do perfil de temperatura do reflow • Demonstrar o auto-centramento de um componente com hot air • Contrastar o uso de forno reflow com o de hot air manual
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Verificar antes de ligar A inspeção visual e o teste de continuidade são a primeira linha de defesa contra defeitos, apanhando pontes de estanho, polaridades trocadas e soldaduras frias. A sequência de verificação antes de ligar é uma disciplina de segurança que protege a placa e quem a manuseia. Medir a resistência entre VCC e GND e alimentar com corrente limitada evita queimar componentes por um curto não detetado. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Percorrer a sequência de verificação passo a passo • Explicar porque se mede VCC contra GND antes de ligar • Mostrar o uso de uma fonte com limite de corrente para detetar curtos
NOTAS DO PROFESSOR 📖 As normas IPC e as classes de qualidade A indústria eletrónica rege-se por normas IPC que definem o que é uma placa e uma soldadura aceitáveis, dando uma linguagem comum entre projetistas e fabricantes. As três classes de qualidade refletem exigências crescentes, da eletrónica de consumo ao aeroespacial e médico. Para esta formação, atingir a Classe 2 é uma meta realista e profissional. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Distinguir o âmbito de cada classe com exemplos de produtos • Explicar porque um equipamento médico exige Classe 3 • Mostrar como a IPC-A-610 serve de referência visual de soldadura
NOTAS DO PROFESSOR 📖 Do esquema à placa testada Este resumo fecha o ciclo completo de produção de uma PCB: desenhar no KiCad, respeitar as regras de layout, fabricar e soldar, e por fim inspecionar e testar. A mensagem central é que cada etapa tem critérios objetivos, do DRC a zero erros às classes IPC de qualidade. Dominar este fluxo é o que distingue um amador de quem produz placas fiáveis. 🗣️ Pontos a desenvolver oralmente • Rever o fluxo completo pedindo aos formandos para o enumerarem • Reforçar os dois pontos de controlo críticos: DRC e inspeção final • Propor um pequeno projeto que percorra todas as etapas