UC00535

Efetuar o diagnóstico capilar

Do couro cabeludo à fibra capilar: observar, testar, interpretar, aconselhar e registar com segurança

Curso profissional · 25h · Cabeleireiro

Plano

  1. O diagnóstico capilar
  2. Pele e couro cabeludo
  3. O fio e os ciclos
  4. Tipos de cabelo e causas
  5. Aspetos a observar
  6. Técnicas e testes
  7. Avaliação tricológica
  8. Interpretar e tratar
  9. Comunicar e registar
  10. Segurança, saúde e síntese

Bloco 1 · O diagnóstico capilar

O que é o diagnóstico capilar

O diagnóstico capilar é o conjunto organizado de perguntas, observações e testes que revela o estado do cabelo e do couro cabeludo antes de qualquer serviço ou tratamento.

  • Tem um objetivo, um protocolo e um resultado comunicado ao cliente.
  • Decide se o serviço avança, é adaptado, é adiado ou se o cliente é encaminhado.
  • Não é um olhar rápido ao espelho: é um processo com passos e registo.

Quem diagnostica bem evita danos, reclamações e serviços errados.

As quatro realizações da UC

Realização O que o profissional faz
Analisar o cabelo e o couro cabeludo observa, toca, testa, amplia, fotografa
Avaliar alterações, anomalias ou doenças do couro cabeludo reconhece sinais e distingue o que é do salão e o que é médico
Aconselhar o cliente após o diagnóstico explica, sugere tratamento, define a rotina de casa
Registar na ficha de cliente escreve dados objetivos, datados e confidenciais

Os três critérios de desempenho: cumprir o protocolo, sinalizar riscos e comunicar com clareza.

Onde acaba a competência do cabeleireiro

O cabeleireiro observa, regista, sinaliza e encaminha.

Pode e deve Não deve
descrever o que vê com vocabulário rigoroso afirmar que o cliente tem uma doença
fazer testes simples e não invasivos prescrever ou desaconselhar medicamentos
sugerir cuidados cosméticos prometer cura ou crescimento de cabelo
encaminhar para o médico tocar em lesões abertas ou fazer químicos em pele lesionada

Frase certa: descreve e encaminha. Frase errada: diagnostica e promete.

As fases do diagnóstico

  1. Acolhimento e conversa (anamnese).
  2. Observação visual do cabelo e do couro cabeludo.
  3. Avaliação táctil.
  4. Testes específicos: tração, porosidade, elasticidade.
  5. Observação ampliada e fotografia.
  6. Interpretação e sinalização de riscos.
  7. Comunicação do resultado e conselho.
  8. Registo na ficha de cliente.

Seguir sempre a mesma ordem garante que nada se esquece e que o registo é comparável.

Bloco 2 · Pele e couro cabeludo

As três camadas da pele

Camada Constituição Funções
Epiderme queratinócitos e melanócitos, renova-se continuamente barreira, impermeabilização, pigmentação
Derme colagénio, elastina, vasos, nervos, raízes dos pelos sustentação, nutrição, sensibilidade
Hipoderme células de gordura isolamento, reserva, amortecimento
  • Na base da epiderme, a camada basal produz células novas.
  • À superfície, a camada córnea é formada por células mortas que descamam.

Manto hidrolipídico e anexos cutâneos

  • Manto hidrolipídico: película de sebo e suor, ligeiramente ácida, que retém água e dificulta a instalação de microrganismos.
  • Folículo piloso: onde nasce e cresce o pelo.
  • Glândula sebácea: produz o sebo que lubrifica o fio.
  • Glândula sudorípara: produz suor e ajuda a regular a temperatura.
  • Músculo eretor do pelo: eriça o pelo.

Produtos de limpeza demasiado agressivos desequilibram o manto hidrolipídico.

O couro cabeludo e as suas funções

O couro cabeludo é a pele que cobre o crânio. Distingue-se por ser:

  • muito rico em folículos e glândulas sebáceas;
  • muito vascularizado e inervado;
  • muito exposto a sol, vento e produtos.

Funções: proteção, sustentação do cabelo, regulação térmica, produção de sebo, perceção sensorial e renovação celular.

Um couro cabeludo saudável é a primeira condição para um cabelo saudável.

Couro cabeludo normal e alterado

Aspeto Saudável Sinal de alteração
Cor uniforme vermelhidão difusa ou em placa
Superfície lisa escamas finas, grosseiras ou gordurosas
Sebo equilibrado brilho excessivo ou secura repuxada
Sensação confortável prurido, ardor, dor
Lesões ausentes crostas, feridas, pústulas
Folículos cada um com fios zonas vazias ou fios muito finos

Bloco 3 · O fio e os ciclos

Raiz e haste

Parte Onde está Estado
Raiz (bolbo e folículo) dentro do couro cabeludo viva
Haste o fio visível morta, queratinizada

No bolbo: papila dérmica (nutre), matriz (produz o fio), melanócitos (dão cor).

A haste está morta: nenhum produto a regenera. Hidrata, protege e melhora o aspeto; o que cresce acontece na raiz.

Cutícula, córtex e medula

Camada Descrição Função
Cutícula escamas sobrepostas, como telhas proteger, dar brilho e suavidade
Córtex massa fibrosa de queratina e pigmento força, elasticidade, cor, forma
Medula núcleo central, nem sempre presente sem relevância prática para o serviço

Cutícula fechada: brilho, suavidade. Cutícula levantada ou partida: aspereza, porosidade, emaranhado.

Queratina e ligações

O cabelo é feito sobretudo de queratina, com água, lípidos e melanina.

Ligação Carácter Quando se altera
Pontes de dissulfeto fortes, dão a forma permanente alisamentos e permanentes
Pontes de hidrogénio fracas, quebram com água molhar e secar, brushing
Ligações salinas sensíveis ao pH produtos ácidos ou alcalinos

Cor: eumelanina (escura) e feomelanina (avermelhada); fios brancos não têm melanina.

Ciclo de renovação da pele

As células da camada basal dividem-se, sobem, enchem-se de queratina, morrem e descamam. O percurso demora algumas semanas.

Situação Renovação Aspeto
Normal regular descamação invisível
Acelerada mais depressa escamas visíveis
Muito acelerada psoríase placas espessas

A caspa e a dermatite seborreica associam-se a renovação acelerada.

Ciclo de crescimento do cabelo

Fase Nome O que acontece
Crescimento anágena o bolbo produz o fio, a fase mais longa
Transição catágena o crescimento pára, fase muito curta
Repouso telógena fio preso e inativo, até ser empurrado por um novo
  • Cada folículo tem o seu relógio (mosaico).
  • A maior parte está em anágena; a queda diária de alguns fios é normal.

Bloco 4 · Tipos de cabelo e causas

Classificar os tipos de cabelo

Descreve-se por vários critérios ao mesmo tempo:

Critério Categorias
Forma liso, ondulado, encaracolado, crespo
Espessura fino, médio, grosso
Oleosidade normal, oleoso, seco, misto, sensibilizado
Estado da fibra natural ou sensibilizado
Cor natural, atual, proporção de brancos

Não confundir espessura (cada fio), densidade (quantos fios) e volume (efeito visual).

Características por forma do fio

Tipo Características habituais
Liso sebo desce com facilidade, bom brilho, raiz tende a oleosidade
Ondulado volume médio, raiz mais lisa e pontas mais onduladas
Encaracolado sebo desce com dificuldade, pontas mais secas
Crespo mais frágil nas curvas, secura e quebra, encolhe muito

Um sistema de 1 a 4 com letras A, B e C é usado como linguagem comum, mas é uma convenção. Há cabeças com texturas mistas.

Causas externas I: clima, UV e poluição

Fator Efeito
Calor e sol desidrata, desbota a cor
Frio e vento secura, estática, emaranhado
Humidade elevada cabelo incha e perde forma
Água do mar e piscina sal e cloro ressecam
Raios UV degradam melanina e queratina; queimam o couro cabeludo
Poluição cabelo baço e pesado, couro cabeludo irritado

Conselho: proteger, hidratar e lavar com regularidade suave.

Causas externas II: lavagem e cosméticos

Lavagem: água muito quente, champô inadequado, excesso de produto, enxaguamento incompleto, esfregar com as unhas, pentear com força, secar a esfregar.

Cosméticos mal usados: produto errado para o tipo de cabelo, excesso de styling, condicionador na raiz, tempos de atuação desrespeitados, misturar muitos produtos.

  • Pergunta-se como o cliente lava em vez de assumir.
  • Um bom produto mal usado também causa problemas.

Causas externas III: acessórios e químicos

Fonte Risco
Elásticos e penteados apertados quebra, alopecia por tração
Calor do secador e das placas desidratação, cutícula danificada
Coloração sensibilização, reação alérgica
Descoloração porosidade elevada, fragilidade
Alisamento e permanente enfraquecimento, queimadura química

A combinação de técnicas é o cenário mais perigoso. Pergunta-se sempre o historial de químicos.

Causas internas: o stress

O stress intenso ou prolongado pode causar:

  • eflúvio telógeno: queda difusa semanas ou meses depois;
  • agravamento da dermatite seborreica, da psoríase e do prurido;
  • alterações da oleosidade;
  • hábitos nocivos: arrancar, torcer ou roer cabelo (tricotilomania).

Outros fatores internos: alimentação, hormonas, doenças gerais, medicamentos, hereditariedade, idade.

Perguntas abertas e neutras; nunca atribuir a queda ao stress como certeza.

Bloco 5 · Aspetos a observar

Os treze aspetos fundamentais

Densidade Cor Textura
Hidratação Oleosidade Brilho
Resistência Diâmetro Elasticidade
pH Porosidade Extremidades
Eletricidade estática

Para cada um: o que é, como se observa e o que significa.

Densidade, cor, textura e hidratação

  • Densidade: separar em zonas (frontal, topo, laterais, nuca) e ver quanto couro cabeludo se vê. Registar por zona: boa, média, diminuída.
  • Cor: raiz e comprimentos, brancos. Diferenças entre raiz e pontas indicam cor aplicada ou desgaste.
  • Textura: passar o fio entre os dedos nos dois sentidos. Ressalto indica cutícula levantada.
  • Hidratação: fio flexível, macio e com brilho natural indica boa hidratação; baço e quebradiço indica secura.

Oleosidade, brilho, resistência e diâmetro

  • Oleosidade: brilho e peso da raiz; distinguir sebo de acumulação de produto.
  • Brilho: vem da cutícula alinhada; cabelo baço tem cutícula levantada ou resíduos.
  • Resistência: capacidade de aguentar tração sem partir.
  • Diâmetro: comparar fios de zonas diferentes. Fios finos misturados com grossos podem indicar miniaturização folicular, que se vê melhor com ampliação.

Elasticidade, pH, porosidade, extremidades e estática

Aspeto Ideia-chave
Elasticidade esticar e regressar ao tamanho inicial
pH cabelo e couro cabeludo ligeiramente ácidos; alcalino levanta a cutícula; ler a ficha técnica
Porosidade baixa, média ou alta; depende da cutícula
Extremidades pontas duplas, nós, pontas finas
Estática sinal de secura e cutícula danificada

Bloco 6 · Técnicas e testes

A anamnese

Anamnese: perguntas que reconstroem o historial do cliente.

Tema Pergunta-tipo
Motivo O que gostaria de melhorar?
Queixas Comichão, queda, descamação? Desde quando?
Lavagem Frequência, produtos, temperatura?
Químicos Que serviços e quando? Houve reação?
Alergias A produtos, corantes, perfumes?
Mudanças Algo importante nos últimos meses?

Escutar mais do que falar; o cliente decide o que partilha.

Observação visual e avaliação táctil

Visual: boa luz, cabelo sem styling, visão de conjunto, separar em zonas e riscas, observar o couro cabeludo, comparar zonas.

Táctil:

  • passar o fio da raiz às pontas e ao contrário;
  • sentir uma mecha entre os dedos;
  • esticar suavemente um fio;
  • pressionar levemente o couro cabeludo.

Mãos limpas antes e depois. Perante lesões abertas, não tocar sem proteção.

Teste de tração

Avalia a firmeza com que os fios estão presos e a resistência do fio.

  1. Pegar numa pequena mecha entre polegar e indicador, junto à raiz.
  2. Deslizar até às pontas com tração suave e firme.
  3. Observar quantos fios ficam na mão e como são (com bolbo ou partidos).
  4. Repetir em várias zonas e registar.
Observação Leitura
Nenhum ou poucos fios normal
Vários fios com bolbo possível queda aumentada, encaminhar
Fios partidos a meio fragilidade da haste

Teste de porosidade

Método O que se vê
Toque (deslizar da ponta para a raiz) rugosidade indica cutícula levantada
Água (molhar uma mecha) gotas à superfície (baixa) ou absorção rápida (alta)
Copo (fio num copo de água) menos fiável; só como indicação adicional
Porosidade Implicação
Baixa produtos pesados ficam à superfície, usar texturas leves
Média resposta previsível
Alta absorve e perde depressa, reparar antes de químicos

Teste de elasticidade

  1. Escolher um fio (molhado, de preferência).
  2. Segurá-lo pelas duas extremidades.
  3. Esticar devagar até sentir resistência.
  4. Soltar e ver se regressa ao comprimento inicial.
Resultado Leitura
Estica e regressa fibra saudável
Estica pouco e parte seco e frágil
Estica e não regressa córtex enfraquecido
Estica demais, mole dano químico importante

Ferramentas de aumento

Equipamento Para que serve
Lupa observar de perto pontas e escamas
Micro câmara de diagnóstico ver couro cabeludo e fio ampliados e mostrar ao cliente
Dermatoscópio observação ampliada e iluminada da pele (tricoscopia)
Microscópio capilar cutícula e estrutura do fio
Software de análise medir, comparar, guardar a evolução

São apoio à observação, não servem para dar diagnósticos médicos.

O que se vê com ampliação

Observar Normal Sinal a registar
Cutícula escamas fechadas e alinhadas levantadas, partidas
Haste superfície regular nós, fissuras, quebras
Pontas regulares abertas, bifurcadas
Orifícios dos folículos com fio vazios, fios de diâmetros muito diferentes
Couro cabeludo pele limpa escamas, crostas, vermelhidão

Higiene: desinfetar o aparelho e usar protetores descartáveis entre clientes.

Fotografia capilar repetível

Boa prática Razão
Consentimento informado as imagens são dados pessoais
Mesma luz, fundo e distância comparação fiável
Mesmas posições (frente, topo, laterais, nuca) repetibilidade
Cabelo seco, sem styling consistência
Sem filtros nem edições não alterar a realidade
Ficheiro com cliente, zona e data; acesso restrito organização e confidencialidade

Bloco 7 · Avaliação tricológica

Alopecias: visão geral

Alopecia: diminuição ou ausência de cabelo onde normalmente existe.

Tipo Apresentação Causa principal
Androgenética diminuição progressiva com padrão típico hereditariedade e hormonas
Areata placas redondas, pele normal mecanismo autoimune
Cicatricial zonas lisas, perda permanente inflamação que destrói o folículo
Por tração recuo da linha do cabelo penteados apertados
Eflúvio telógeno queda difusa stress, doença, parto, dieta

Androgenética e areata

Androgenética: a mais frequente. Os folículos miniaturizam de forma progressiva.

  • Homens: recuo frontal e rarefação na coroa.
  • Mulheres: rarefação difusa no topo, risca alargada.

Areata: placas redondas ou ovais, bem delimitadas, pele de aspeto normal, por vezes fios curtos na orla.

Em ambas: registar, fotografar e recomendar consulta; quanto mais cedo, melhor.

Os nomes das doenças são raciocínio interno do profissional, nunca o que se diz ao cliente nem o que se escreve na ficha.

Cicatricial, tração e hábitos

  • Cicatricial: zona lisa e brilhante, sem aberturas de folículos; vermelhidão, dor ou ardor. Perda permanente: consulta sem demora.
  • Tração: recuo nas têmporas e na testa, tranças, rabos de cavalo e extensões apertados. Reversível no início.
  • Tricotilomania: fios partidos de comprimentos diferentes; abordar com tato, sem acusar, sugerindo apoio.

Nestes casos: não fazer tração nem químicos na zona.

Eflúvio telógeno

Queda difusa e aumentada por entrada simultânea de muitos folículos na fase de repouso.

  • Desencadeantes: stress intenso, doença com febre, cirurgia, parto, dietas restritivas, alterações hormonais, certos medicamentos.
  • Surge semanas ou meses depois do desencadeante.
  • Sem placas; teste de tração com fios de bolbo claro.

O profissional regista a cronologia, recomenda consulta e transmite que, resolvida a causa, a recuperação é habitual, sem prometer.

Caspa, dermatite seborreica e psoríase

Caspa Dermatite seborreica Psoríase capilar
Escamas finas, brancas, secas amareladas, oleosas prateadas, espessas
Vermelhidão ausente ou ligeira presente placas vermelhas
Extensão couro cabeludo testa, sobrancelhas, atrás das orelhas pode passar a linha do cabelo
Contagiosa não não não

A distinção final cabe ao médico. O profissional descreve, evita fricção e produtos irritantes e encaminha. Estes nomes são raciocínio interno: ao cliente diz-se «há um sinal que um médico deve ver».

Tricoptilose e alterações da haste

Tricoptilose (pontas duplas): divisão da ponta por desgaste da cutícula e do córtex. Causas: calor, atrito, químicos, falta de corte.

  • O fio aberto não se cola: produtos dão proteção temporária, a solução é cortar.
  • Tricorrexe nodosa: nós na haste onde o fio parte.
  • Acumulação de produto: cabelo pesado e baço.

Conselho honesto: corte de manutenção e rotina menos agressiva.

Situações em que não se faz o serviço

Situação Atitude
Tinha (infeção por fungos) não realizar o serviço, higienizar, encaminhar
Pediculose (piolhos, lêndeas) não realizar o serviço, desinfetar o material, encaminhar para o farmacêutico ou o médico
Foliculite não esfregar, encaminhar
Dermatite de contacto retirar o produto, registar, encaminhar
Lesões, feridas, queimaduras nenhum químico, encaminhar
Pintas que mudam, feridas que não cicatrizam recomendar dermatologia

Quando encaminhar para o médico

Sinal Urgência
Perda súbita e em placas consulta em breve
Perda difusa persistente consulta
Zona lisa, brilhante, com dor consulta sem demora
Feridas, crostas, pus, dor intensa consulta rápida
Suspeita de infeção ou parasitas não fazer o serviço, encaminhar
Reação a produto com inchaço do rosto ou dificuldade em respirar emergência: ligar o 112

Bloco 8 · Interpretar e tratar

Da recolha à decisão

  1. Reunir anamnese, observação, tacto, testes, ampliação e fotografias.
  2. Procurar padrões: o que se repete, o que se contradiz.
  3. Distinguir fibra (haste) de pele (couro cabeludo).
  4. Identificar riscos para cada serviço pretendido.
  5. Decidir: avançar, adaptar, adiar, recusar ou encaminhar.
  6. Comunicar e registar.

Conclusão curta: forma, espessura, oleosidade, estado da fibra, porosidade, elasticidade, couro cabeludo, riscos, decisão, conselho.

Matriz de risco dos serviços

Achado Coloração Descoloração Alisamento Hidratação
Cabelo e couro cabeludo saudáveis possível com cuidado com cuidado possível
Cabelo muito poroso e frágil com cautela desaconselhar desaconselhar indicada
Couro cabeludo irritado ou com lesões não não não adiar ou adaptar
Reação anterior a um produto não não adiar produto seguro
Suspeita de infeção ou parasitas não não não não

Riscos e teste de sensibilidade

Risco Prevenção
Reação alérgica historial, teste de sensibilidade, luvas
Irritação ou queimadura química avaliar o couro cabeludo, respeitar tempos
Quebra do cabelo avaliar porosidade e elasticidade
Cor imprevisível historial, teste de mecha
Contágio higiene rigorosa, recusar o serviço

Teste de sensibilidade: segundo as instruções do fabricante; se houver reação, não se faz o serviço e regista-se.

Aviso do rótulo das colorações: risco de reações alérgicas graves, por isso ler e seguir as instruções; não se destinam a menores de 16 anos; não pintar com erupção cutânea na face nem com couro cabeludo sensível, irritado ou danificado, nem após reação a coloração ou a tatuagem temporária de «hena negra», que pode aumentar o risco de alergias. Nestes casos, não se faz o serviço.

Tipos de tratamento e objetivos

Tratamento Objetivo
Limpeza e equilíbrio do couro cabeludo remover sebo e resíduos
Hidratação repor água na fibra
Nutrição repor lípidos, suavidade, brilho
Reconstrução reforçar a fibra com proteínas
Proteção das pontas efeito temporário
Tratamentos de couro cabeludo anticaspa, seborregulador, calmante
Proteção térmica e solar defender do calor e dos UV

Zonas diferentes podem pedir tratamentos diferentes.

Produtos e ingredientes ativos

Produto Função
Champô, condicionador, máscara limpar, fechar a cutícula, tratar
Leave-in, óleo, protetor térmico proteger e selar
Esfoliante de couro cabeludo remover escamas, uso moderado
Ingrediente Função geral
Humectantes reter água
Emolientes e óleos amaciar e proteger
Proteínas hidrolisadas e aminoácidos reforçar a fibra
Agentes anticaspa e seborreguladores controlar descamação e sebo

Um cosmético não trata doenças; ler rótulo e ficha técnica.

Aplicação e precauções

  • Champô: pouco produto, massajar com a polpa dos dedos, água morna, enxaguar bem.
  • Condicionador e máscara: nos comprimentos, evitando a raiz; respeitar o tempo do fabricante.
  • Tratamentos de couro cabeludo: só em pele sem lesões.
  • Protetor térmico: em cabelo molhado, antes do calor.

Precauções: ler as instruções, verificar o couro cabeludo, perguntar por alergias, usar luvas quando indicado, evitar olhos e mucosas, não misturar produtos, registar o que foi usado.

Bloco 9 · Comunicar e registar

Comunicar o resultado com clareza

  1. Resumir o que se observou, em linguagem simples.
  2. Explicar o que isso significa.
  3. Indicar riscos e a decisão.
  4. Propor o plano e a rotina de casa.
  5. Confirmar a compreensão.
  6. Combinar o seguimento.

Mostrar com imagens é mais convincente do que dizer. Prometer menos e cumprir.

Palavras que ajudam e que complicam

Evitar Usar
"Tem uma doença." "Há um sinal que um médico deve ver."
"Este champô cura." "Ajuda a controlar a descamação; se não melhorar, convém ver um médico."
"O cabelo está arruinado." "Está bastante sensibilizado, há um plano gradual."
"Isso é do stress." "Mudanças importantes podem influenciar o cabelo. Houve alguma?"

Recusar um serviço e encaminhar

Recusar: calma e empatia, razão curta, alternativa concreta, firmeza gentil. A segurança não é negociável; regista-se a recusa.

Encaminhar:

  • dizer o porquê, sem alarmar;
  • indicar a especialidade (dermatologia) ou o médico assistente;
  • sugerir levar notas e fotografias, com autorização;
  • não adiantar diagnósticos nem tratamentos;
  • registar a recomendação.

A ficha de cliente

Secção Conteúdo
Identificação e motivo nome, data, profissional, pedido
Anamnese queixas, hábitos, químicos, alergias
Couro cabeludo e cabelo estado, aspetos observados
Testes tração, porosidade, elasticidade
Imagens fotografias com zona e data
Riscos e decisão interpretação, serviço adaptado, recusado ou encaminhamento
Conselho e seguimento plano, produtos, próxima visita
Consentimentos dados, imagens, teste de sensibilidade

Regras de um bom registo

  1. Objetivo: factos, não opiniões.
  2. Completo e datado, com autoria.
  3. Legível, sem abreviaturas que ninguém entenda.
  4. Atualizado: acrescenta-se, não se apaga.
  5. Sem juízos de valor sobre o cliente.
  6. Registar recusas e encaminhamentos com o motivo.

Dados pessoais: recolher só o necessário, informar a finalidade, guardar com segurança, respeitar a proteção de dados na redação em vigor.

Bloco 10 · Segurança, saúde e síntese

Segurança e saúde no trabalho

Risco Prevenção
Biológico mãos limpas, material desinfetado, recusar o serviço se há suspeita
Químico luvas, ventilação, fichas técnicas e de segurança
Alergénico historial, teste, retirar o produto
Ergonómico altura da cadeira, alternar posturas
Elétrico e de tropeção cabos arrumados, equipamento em bom estado
Cortes e picadas arrumar pentes de cauda e tesouras

A legislação de segurança e saúde no trabalho aplica-se na redação em vigor.

Higiene, EPI e atitudes avaliadas

  • Lavar as mãos antes e depois de cada cliente.
  • Desinfetar pentes, pinças, câmaras e superfícies entre clientes.
  • Capas e toalhas limpas; protetores descartáveis de ponta.
  • Luvas, avental, calçado antiderrapante, ventilação.
  • Em emergência, 112.

Atitudes: responsabilidade, autonomia, organização, empenho, autodisciplina, conduta ética, flexibilidade, persistência, respeito pelas normas de segurança e proteção ambiental.

Do olhar à decisão

Conversa -> observação -> tacto -> testes -> ampliação -> interpretação -> decisão -> conselho -> registo
  • Cada passo depende do anterior.
  • Descreve-se o que se vê, encaminha-se o que é médico, aconselha-se o que é cosmético.
  • Rigor, ética e segurança são atitudes avaliadas, não um extra.

Boas práticas finais

  • Perguntar antes de tocar e antes de tratar.
  • Descrever, não diagnosticar.
  • Testar com suavidade e em várias zonas.
  • Fotografar com consentimento e método.
  • Aconselhar com honestidade, sem prometer curas.
  • Registar sempre, de forma objetiva e confidencial.
  • Higiene e segurança primeiro.

Um profissional que diagnostica bem escolhe o serviço certo, evita danos e fideliza o cliente.

Recapitulando

  • O diagnóstico capilar segue um protocolo: conversa, observação, tacto, testes, ampliação, interpretação, decisão, conselho e registo.
  • Conhecer a pele, o couro cabeludo, o fio e os ciclos explica o que se observa.
  • Os testes de tração, porosidade e elasticidade e as ferramentas de aumento dão dados objetivos.
  • O profissional descreve, sinaliza e encaminha: não diagnostica doenças nem promete curas.
  • Registar, comunicar com clareza e cumprir as normas de segurança fecham o ciclo.

Próximo: fichas e mini-projeto, diagnosticar casos e preencher a ficha de cliente.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o diagnóstico vem sempre antes do serviço, nunca depois - erro comum: começar a coloração sem perguntar pelo historial de químicos - exemplo: dois clientes de cabelo liso com necessidades opostas, um oleoso e fino, outro seco e grosso

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: as quatro realizações formam um ciclo, do olhar ao registo - pergunta: qual das quatro realizações é a que mais falha na prática do salão? - exemplo: percorrer uma visita real e marcar em que ponto está cada realização

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o limite protege o cliente e protege o profissional - erro comum: dizer 'isso é psoríase' em vez de 'há um sinal que o médico deve ver' - exemplo: placa sem cabelo de pele normal, a resposta é recomendar consulta de dermatologia

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o protocolo é a garantia de que dois profissionais recolhem a mesma informação - erro comum: saltar a anamnese porque o cliente tem pressa - analogia: uma checklist de piloto, repetitiva de propósito, evita o esquecimento

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o folículo nasce na derme, a epiderme é a barreira - erro comum: achar que as escamas vêm de dentro do folículo, quando são células da camada córnea - exemplo: a descamação normal é invisível, só se nota quando aumenta

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o sebo não é inimigo, é lubrificante e proteção; só o excesso ou a falta incomodam - erro comum: lavar com produtos muito decapantes para 'acabar com a oleosidade' - exemplo: couro cabeludo que fica ainda mais oleoso depois de lavagens agressivas

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o couro cabeludo é pele, e como pele pode ter alterações próprias - pergunta: porque é que o prurido e o ardor são informação útil e não só desconforto? - exemplo: a zona da risca e da testa queima ao sol, como qualquer outra pele

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: descrever o que se vê com palavras objetivas - erro comum: confundir produto acumulado com escama ou com sebo - exemplo: afastar o cabelo em risca com pente de cauda e observar com boa luz

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a frase 'a haste está morta' desfaz muitas promessas de marketing - erro comum: prometer que uma ampola regenera o cabelo - analogia: a haste é como um fio de lã, só se pode cuidar, não fazer crescer de novo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a cutícula é a camada que mais interessa ao diagnóstico - erro comum: pensar que a medula é a camada mais importante - exemplo: telhado com telhas levantadas deixa entrar a chuva, tal como a cutícula deixa sair a água

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: perceber as ligações explica o que cada serviço faz ao fio - erro comum: achar que o brushing altera a forma de modo permanente - exemplo: o cabelo molhado molda-se e volta ao natural na próxima lavagem

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a escama é uma célula que subiu depressa de mais - pergunta: o que muda no couro cabeludo quando a renovação acelera? - exemplo: comparar com uma escada rolante que anda mais depressa do que devia

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: nem toda a queda é patológica, parte é renovação normal - erro comum: alarmar o cliente com uma queda que é fisiológica - exemplo: perguntar desde quando e o que aconteceu nos meses anteriores à queda

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: 'cabelo liso' é uma descrição incompleta - erro comum: dizer que fio fino significa pouco cabelo - exemplo: caracterizar um cabelo encaracolado, fino, misto e sensibilizado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a forma do fio condiciona a rotina e o tipo de produto - erro comum: aplicar o mesmo tratamento a todos os tipos - exemplo: o sebo escorre num fio liso e fica retido nas curvas de um fio crespo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o couro cabeludo também apanha sol, sobretudo na risca - erro comum: ignorar o chapéu e o protetor capilar no verão - exemplo: enxaguar com água doce depois da praia

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: muitos problemas desaparecem quando se corrige o hábito - pergunta: que perguntas permitem descobrir os hábitos reais de lavagem? - exemplo: máscara nutritiva em cabelo fino e oleoso, o resultado é pesado e oleoso

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o historial de químicos decide o que é seguro fazer hoje - erro comum: descolorar um cabelo já alisado sem avaliar - exemplo: três descolorações num ano deixam um fio com porosidade muito alta

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o intervalo entre o acontecimento e a queda é uma pista valiosa - erro comum: dizer 'isso é do stress' como diagnóstico - exemplo: 'Houve alguma mudança importante nos últimos meses?'

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: treze aspetos, nenhum se omite na ficha - erro comum: observar só a oleosidade e a cor, que são as mais óbvias - exemplo: percorrer a lista com um cabelo real, aspeto a aspeto

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a densidade avalia-se por zonas, nunca com um só olhar - erro comum: avaliar só uma zona da cabeça - exemplo: densidade diminuída só na frente é um sinal a registar e a acompanhar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: brilho é consequência do estado da cutícula - erro comum: confundir cabelo oleoso com cabelo cheio de produto - exemplo: lavar com champô de limpeza profunda para separar sebo de resíduo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: porosidade pode diferir entre raiz e pontas - erro comum: tratar o pH do fio como se fosse medido com uma fita no cabelo - exemplo: a raiz recente costuma ter menos dano do que as pontas antigas

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a anamnese poupa mais problemas do que qualquer teste - erro comum: fazer perguntas que sugerem a resposta - exemplo: 'Já teve alguma reação a uma coloração?' antes de preparar o produto

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: descrever com palavras objetivas, 'placa vermelha com escamas', não 'psoríase' - erro comum: observar com luz fraca ou com cabelo cheio de produto - exemplo: usar pente de cauda para abrir a risca e ver o couro cabeludo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: tração suave, o teste não deve arrancar fios saudáveis - erro comum: dar um número como diagnóstico em vez de registar e encaminhar - exemplo: fios com bolbo claro em várias zonas, a anotar com precisão

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: combinar métodos e testar zonas diferentes - erro comum: confiar só no teste do copo - exemplo: raiz com porosidade média e pontas com porosidade alta na mesma cliente

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: um fio isolado, nunca uma mecha, e sempre devagar - erro comum: esticar depressa e partir o fio por causa do próprio teste - exemplo: cabelo descolorado várias vezes que estica e não volta

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: ampliar mostra o que o olho nu não vê, cutícula, diâmetros, orifícios - erro comum: pressionar a ponta contra o couro cabeludo - exemplo: mostrar ao cliente a cutícula levantada no ecrã para justificar um conselho

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: observar vários fios e várias zonas, nunca um ponto só - erro comum: tirar conclusões de uma única imagem - exemplo: diâmetros muito diferentes na mesma zona sugerem miniaturização, a acompanhar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: uma fotografia só vale se for repetível - erro comum: fotografar sem pedir autorização - exemplo: acompanhar a largura da risca ao longo de meses com a mesma posição e luz

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: perda difusa ou em placas, reversível ou permanente, a primeira pergunta - erro comum: dar nome a uma alopecia como se fosse diagnóstico médico - exemplo: 'compatível com' é raciocínio interno do profissional, nunca a frase dita ao cliente nem escrita na ficha

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: diâmetros de fio variados e risca alargada são pistas da androgenética - erro comum: aplicar produtos irritantes numa placa de areata - exemplo: mulher com risca cada vez mais larga há dois anos e antecedente familiar; ao cliente diz-se o que se vê, não o nome da doença

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: rapidez no encaminhamento quando há sinais de inflamação - erro comum: confrontar o cliente com o hábito de arrancar cabelo - exemplo: aconselhar a alternar penteados e reduzir a tensão

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a cronologia é metade da pista - erro comum: prometer que o cabelo volta 'em dois meses' - exemplo: queda difusa dois meses depois de uma doença com febre

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: que a psoríase não é contagiosa é conhecimento do profissional, não uma frase para o cliente; ao cliente não se confirma nem se desmente doença nenhuma - erro comum: arrancar escamas ou esfregar placas - exemplo: dois clientes que dizem ter caspa e quadros muito diferentes

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o corte é a única solução definitiva para a ponta aberta - erro comum: prometer reparar pontas duplas com um sérum - exemplo: mostrar a ponta aberta na câmara antes de propor o corte

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: na dúvida não se faz o serviço e pede-se opinião a quem sabe mais - erro comum: avançar com o serviço para não desiludir o cliente - exemplo: lêndeas visíveis no fio, serviço recusado, material desinfetado e cliente encaminhado ao farmacêutico ou ao médico para o tratamento

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: dizer o porquê da consulta sem alarmar - erro comum: adiantar um diagnóstico ao recomendar a consulta - exemplo: sugerir levar notas e fotografias, com autorização do cliente

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o diagnóstico só vale se terminar numa decisão - erro comum: recolher dados e não os transformar em decisão - exemplo: escrever a conclusão de um caso em duas frases

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o protocolo do estabelecimento e a ficha do fabricante prevalecem sobre a matriz - erro comum: juntar serviços químicos incompatíveis - exemplo: teste de mecha antes de um serviço químico em cabelo sensibilizado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o teste de sensibilidade segue sempre a ficha do fabricante e não dispensa a leitura do aviso do rótulo - erro comum: ignorar uma reação anterior referida pelo cliente - exemplo: registar data, produto e resultado do teste na ficha

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sugerir é propor cuidados cosméticos, não prescrever - erro comum: o mesmo tratamento para raiz e pontas - exemplo: cabelo misto, equilíbrio na raiz e hidratação nos comprimentos

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o rótulo e a ficha técnica são a fonte de informação - erro comum: atribuir a um cosmético efeitos medicinais - exemplo: ler a ficha de um champô antes de o sugerir

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o tempo de atuação é do fabricante, não do profissional - erro comum: deixar a máscara 'mais tempo para resultar melhor' - exemplo: contacto com os olhos, enxaguar com água em abundância e procurar ajuda se persistir

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: clareza, honestidade, empatia, respeito e confidencialidade - erro comum: usar termos técnicos sem os explicar - exemplo: mostrar a cutícula levantada no ecrã antes de propor adiar uma coloração

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a linguagem descreve e propõe, nunca sentencia - erro comum: tranquilizar com promessas que não dependem do profissional - exemplo: treinar as quatro frases da tabela em pares

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: oferecer sempre uma alternativa segura quando se recusa - erro comum: ceder à insistência do cliente - exemplo: propor um tom que não exija descoloração a quem tem o cabelo muito sensibilizado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a ficha é a memória do estabelecimento - erro comum: deixar campos por preencher sem escrever 'nada a referir' - exemplo: outro profissional atende o cliente e percebe tudo pela ficha

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: 'vermelhidão em placa no topo' é facto, 'parece psoríase' é opinião - erro comum: escrever 'cabelo horrível' na ficha - exemplo: corrigir em conjunto um registo mal escrito

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a segurança do posto de diagnóstico faz parte do diagnóstico - erro comum: esquecer a desinfeção dos aparelhos de ampliação entre clientes - exemplo: cabo da câmara no chão, prender e afastar da passagem

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: conduta ética é não fingir saber o que não se sabe - erro comum: ver a higiene como burocracia e não como proteção do cliente - exemplo: material sujo separado do limpo e resíduos químicos tratados com cuidado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o fluxo completo é o fio condutor da UC - erro comum: tratar cada teste isoladamente - exemplo: percorrer o fluxo completo com um caso trazido pela turma

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: estas práticas resumem os dez blocos da UC - erro comum: achar que o diagnóstico é perda de tempo face ao serviço - analogia: um mecânico não repara sem diagnosticar, o cabelo exige o mesmo rigor