NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o pensamento computacional existe antes e sem qualquer linguagem de programação. É um raciocínio, não uma sintaxe.
- Erro comum: os alunos associam logo pensamento computacional a "saber código". Desfazer esta ideia já na primeira aula.
- Analogia: uma receita de cozinha bem escrita já é pensamento computacional aplicado, sem uma única linha de código.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: definir inputs, outputs e restrições é um passo formal, não uma perda de tempo. Fazer os alunos escrevê-lo sempre antes de codificar.
- Erro comum: saltar direto para o pseudocódigo sem perceber o que é pedido. Corrigir pedindo sempre "o que entra, o que sai, que regras tens de respeitar?"
- Exemplo: "calcular a média de um aluno" está mal definido; "ler 3 notas entre 0 e 20 e calcular a média aritmética" já está bem definido.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: quase nenhum problema real se resolve de um só passo. Decompor é sempre o primeiro movimento.
- Erro comum: tentar escrever o algoritmo completo de uma vez. Ensinar a parar e a listar os subproblemas primeiro, no papel.
- Exercício rápido: pedir à turma que decomponha "preparar o pequeno-almoço" em pelo menos 4 subproblemas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o planeamento é uma etapa registada, com valor próprio, e não um "rascunho que se deita fora".
- Erro comum: inverter a ordem das etapas (por exemplo, validar dados depois de os usar). Rever sempre a ordem lógica.
- Analogia: o plano é a lista de compras antes de ir ao supermercado; sem ela, esquece-se sempre alguma coisa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar as quatro propriedades: finito, definido, determinístico, eficaz. Vão voltar na ficha de avaliação integrada.
- Erro comum: confundir "algoritmo" com "programa". O algoritmo é a ideia; o programa é a sua tradução para uma linguagem.
- Exemplo: uma receita de bolo é um algoritmo: ações ordenadas, cada uma muda o "estado" da massa.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: este ciclo é o "mapa" de toda a UC. Voltar a ele no início de cada aula para situar a matéria.
- Erro comum: tratar o teste como um extra opcional no fim. Reforçar que testar faz parte do desenvolvimento, não é um bónus.
- Pergunta à turma: porque é mais barato corrigir um erro na definição do problema do que já no teste final?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a atribuição substitui o valor anterior de forma irreversível, e a ordem das ações faz parte do significado do algoritmo.
- Erro comum: escrever `a ← b` e `b ← a` e achar que trocou. Pedir aos alunos para fazerem a tabela de estado desta versão errada.
- Analogia: trocar o conteúdo de dois copos exige um terceiro copo vazio.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a diferença entre constante e variável é se o valor muda ao longo da execução, não se "parece" fixo.
- Erro comum: usar uma variável não inicializada (ex.: um acumulador sem `← 0` antes do ciclo). Vai reaparecer nos contadores e totalizadores.
- Exemplo: numa fatura, `IVA` é constante durante o cálculo; `total` é variável, muda a cada artigo.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre `DIV` (divisão inteira) e `/` (divisão real): é fonte de muitos erros mais à frente.
- Erro comum: tentar somar texto com número sem conversão explícita. Reforçar que o tipo importa.
- Exemplo: `7 DIV 2 = 3` mas `7 / 2 = 3.5`. Pedir à turma para calcular os dois à mão.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um vetor guarda os valores para os consultar mais tarde; cinco variáveis soltas não se percorrem com um ciclo.
- Erro comum: usar um índice fora do vetor (`notas[6]`) ou esquecer que aqui o primeiro índice é 1.
- O ciclo PARA só é estudado no bloco 8; neste ponto, ler «repete para i de 1 a 5».
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: pedir sempre uma mensagem antes de LER. Um algoritmo que só faz "LER x" sem explicação confunde quem o usa.
- Erro comum: esquecer a mensagem de pedido, ou trocar a ordem de LER e ESCREVER.
- Exemplo/analogia: é como perguntar antes de esperar resposta; ninguém responde a uma pergunta que não ouviu.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a comunicação com o utilizador faz parte da qualidade do algoritmo, não é um "extra".
- Erro comum: misturar leitura e processamento numa única linha confusa. Separar sempre em passos.
- Pergunta à turma: porque é que "45.50" sozinho é pior saída do que "Total: 45.50 €"?
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: mesmo os algoritmos mais complexos são, no fundo, sequências, com alternativas e repetições encaixadas lá dentro.
- Erro comum: usar `area` antes de `base` e `altura` estarem lidas. Reforçar a ordem lógica das dependências.
- Exercício: pedir à turma que escreva a sequência de um algoritmo simples (ex.: calcular o perímetro de um retângulo).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que a condição é binária: ou é verdadeira, ou é falsa, nunca "mais ou menos".
- Erro comum: esquecer o `FIM SE`, ou escrever a condição ao contrário (ex.: `nota <= 10` em vez de `>= 10`).
- Exemplo: perguntar à turma o que aconteceria se a condição fosse `nota > 10` em vez de `nota >= 10` (a nota 10 seria mal classificada).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a ordem de avaliação: a primeira condição verdadeira "ganha", as seguintes nem chegam a ser testadas.
- Erro comum: pôr as condições pela ordem errada (ex.: testar `>= 10` antes de `>= 18` nunca deixaria "Excelente" aparecer).
- Analogia: é como um funil de perguntas de triagem, a primeira resposta que encaixa decide o caminho.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: num SE encadeado, a primeira condição verdadeira decide tudo e as restantes deixam de ser testadas.
- Erro comum: ordenar as condições pela ordem em que o enunciado as menciona, sem pensar no que cada uma apanha.
- Pedir aos alunos que prevejam o resultado para 19 antes de revelar a versão correta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: uma tabela com uma coluna por cada parte da condição é a melhor forma de testar condições compostas.
- Erro comum: esquecer os parênteses à volta do E, o que muda o significado da condição.
- Exemplo: perguntar porque é que 1900 não foi bissexto e 2000 foi.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a condição de escolha: número de iterações conhecido de antemão implica ciclo `PARA`.
- Erro comum: alterar manualmente a variável de controlo dentro do ciclo `PARA`, o que confunde a contagem. Não é boa prática.
- Exemplo: imprimir a tabuada de um número é o exemplo clássico de `PARA`, porque são sempre 10 linhas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Fazer o trace no quadro com a turma, iteração a iteração, para fixar o comportamento da variável de controlo.
- Erro comum: confundir `n` (o número escolhido) com `i` (o contador do ciclo). São papéis diferentes.
- Pergunta: o que mudaria no código se a tabuada fosse só até 5? (mudar o `ATÉ 10` para `ATÉ 5`).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o pré-teste: se a condição já começa falsa, o corpo nunca corre, ao contrário do REPETIR-ATÉ.
- Erro comum clássico: esquecer de atualizar a variável testada dentro do ciclo, criando um ciclo infinito.
- Exemplo: ler números até aparecer o 0 (sentinela) é o caso típico de `ENQUANTO`; um menu que tem de aparecer pelo menos uma vez usa `REPETIR ATÉ`.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a tabela comparativa: é a pergunta mais recorrente na avaliação sobre ciclos.
- Erro comum: usar `ENQUANTO` para validação de entrada, o que obriga a duplicar a leitura antes e dentro do ciclo.
- Exercício: pedir para reescrever o exemplo de validação com `ENQUANTO` e comparar o número de linhas com o `REPETIR ATÉ`.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: `MOD 10` isola o último algarismo e `DIV 10` retira-o.
- Erro comum: esquecer a instrução `n ← n DIV 10`, que provoca um ciclo infinito.
- Pedir aos alunos que façam a trace table para 507.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a bandeira lógica memoriza um acontecimento e permite sair do ciclo mais cedo.
- Erro comum: tratar 1 como número primo; o algoritmo tem de prever `n < 2` antes do ciclo.
- Perguntar quantas vezes corre o corpo interior se o exterior repetir 4 vezes e o interior 5.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que o pseudocódigo não tem uma norma única; o importante é a consistência dentro da turma e do exercício.
- Erro comum: misturar sintaxe de uma linguagem real (`if`, `for`, `;`) com pseudocódigo em português. Manter a coerência.
- Exemplo: mostrar o mesmo algoritmo em pseudocódigo e depois em Python, lado a lado, para mostrar a tradução direta.
NOTAS DO PROFESSOR
- Ligar a este slide as atitudes do referencial: rigor e sentido de organização.
- Erro comum: pseudocódigo sem indentação, onde não se percebe o que está dentro de quê.
- Exercício: dar um pseudocódigo mal indentado e pedir à turma para o reescrever corretamente.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que fluxograma e pseudocódigo são equivalentes, não é preciso escolher só um: usam-se conforme o contexto.
- Erro comum: usar o losango para um cálculo, ou o retângulo para uma decisão. Rever os símbolos até serem automáticos.
- Exercício: mostrar 5 símbolos soltos e pedir à turma para os nomear de memória.
NOTAS DO PROFESSOR
- Demonstrar, numa aplicação de desenho de fluxogramas, como inserir e ligar os símbolos.
- Erro comum: losangos com só uma saída, ou setas que "morrem" sem chegar a lado nenhum.
- Ligar ao critério de desempenho: "utilizando aplicações de representação diagramática".
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a inicialização a 0 antes do ciclo: esquecê-la é o erro mais comum deste padrão.
- Erro comum: incrementar o contador fora da condição, contando tudo em vez de só o que interessa.
- Exemplo/pergunta: o que aconteceria se `contador` começasse a 1 em vez de 0? (o resultado final estaria sempre errado por excesso).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a diferença entre contador (soma fixa) e totalizador (soma variável): é a confusão mais frequente nesta matéria.
- Erro comum: inicializar um acumulador-produto a 0 em vez de 1, o que faz o resultado ser sempre 0.
- Exemplo: para calcular uma média, é preciso um totalizador (soma das notas) e um contador (quantas notas), a dividir no fim.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: inicializar o máximo e o mínimo com o primeiro valor lido, não com 0.
- Erro comum: ler o sentinela no início do corpo do ciclo, o que o processa como se fosse um dado.
- Fazer a trace table com as cinco notas em conjunto, linha a linha.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: funções simples combinam-se para dar funções mais úteis.
- Erro comum: esquecer os parênteses, como em `a + b + c / 3` para a média.
- Perguntar quanto vale `2 + 3 * 4` e quanto vale `(2 + 3) * 4`.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar `DIV` versus `MOD`: são a base do teste de paridade (`n MOD 2 = 0`) usado em vários exercícios.
- Erro comum: esquecer parêntesis em expressões compostas, alterando a ordem de avaliação pretendida.
- Exercício rápido: calcular `10 DIV 3` e `10 MOD 3` à mão com a turma.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que reinventar uma função já existente é desperdício de esforço e fonte de erros.
- Erro comum: escrever manualmente uma raiz quadrada por tentativa e erro, quando existe `RAIZ()`.
- Pergunta: que função usarias para saber quantos carateres tem uma palavra lida? (COMPRIMENTO).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar a atitude de rigor: validar não é excesso de zelo, é parte do algoritmo correto.
- Erro comum: validar só "porque sim" sem escolher o intervalo certo para o problema em causa.
- Exemplo: pedir à turma um caso em que a falta de validação causaria um problema real (idade negativa numa inscrição).
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar o conceito de "fronteira de confiança": depois de validado, o valor pode ser usado sem mais verificações.
- Erro comum: validar dentro do `PARA`/`ENQUANTO` principal em vez de isolar a validação no seu próprio ciclo.
- Ligar às atitudes do referencial: rigor e sentido analítico ao definir os limites válidos.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: um algoritmo robusto prevê o que fazer quando o utilizador insiste em dados inválidos.
- Erro comum: validar com `OU` onde devia ser `E`, ou vice-versa, nas condições de intervalo.
- Pedir o resultado para as leituras 25, -3 e 40.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o esperado calcula-se antes, e a fronteira é onde os erros se escondem.
- Erro comum: testar só com um caso típico e dar o algoritmo por correto.
- Pedir à turma que proponha os casos de teste para o algoritmo do ano bissexto.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: corrigir a causa, não o sintoma, e voltar a testar depois da correção.
- Erro comum: ajustar o resultado final com um número em vez de corrigir a expressão.
- Ligar às atitudes do referencial: rigor e sentido analítico.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar os casos-limite: são os que mais frequentemente revelam erros escondidos (n=0, listas vazias, valores negativos).
- Erro comum: testar só com um caso "que corre bem" e nunca com casos-limite.
- Exercício: construir a trace table de um ciclo simples em conjunto, linha a linha, no quadro.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: estes quatro erros cobrem a maioria dos casos que os alunos vão encontrar nas fichas e no projeto.
- Erro comum: corrigir "por tentativa" sem perceber a causa. Insistir em identificar a causa antes de mudar o código.
- Ligar às atitudes do referencial: empenho e persistência na resolução de problemas.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar que otimizar vem sempre depois de correto: nunca otimizar um algoritmo que ainda não funciona.
- Erro comum: otimizar prematuramente e introduzir um novo erro no processo.
- Anunciar as fichas e o projeto: construir, testar e depurar algoritmos de raiz.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: o ciclo completo definir, planear, estruturar e testar está presente neste exemplo.
- Erro comum: usar `>=` quando o enunciado diz «ultrapassar».
- Pedir aos alunos que escrevam o pseudocódigo antes de o mostrar.
NOTAS DO PROFESSOR
- Enfatizar: a escolha da estrutura deriva da pergunta que o problema faz, não da preferência de cada um.
- Erro comum: usar sempre o mesmo ciclo para tudo.
- Dar três enunciados curtos e pedir à turma que escolha a estrutura de cada um.