UFCD 10986

Montagem de sistemas de ar condicionado, split e multi-split

Guia de obra: do local da unidade ao relatório final, com os valores e os critérios de cada passo

Curso profissional · 25h · Técnico/a de Refrigeração e Climatização

Plano

  1. Planear e organizar a obra
  2. Ferramentas e equipamentos de trabalho
  3. Localização, suporte e fixação
  4. Tubagem, travessia e isolamento
  5. Porca cónica e brasagem
  6. Dreno de condensados
  7. Ligações elétricas e controlo
  8. Ensaio de pressão e vácuo
  9. Fluido frigorigéneo, carga adicional e recarga
  10. Arranque, regulação e eficiência
  11. Multi-split
  12. Registos, relatório e entrega

Bloco 1 · Planear e organizar o trabalho

A instalação split, de ponta a ponta

O split é a montagem mais comum do ofício. Uma instalação bem feita dura quinze anos; uma mal feita avaria em meses.

  1. Visita e ficha de obra
  2. Local da interior e da exterior
  3. Furar, fixar, passar tubagem, cabo e dreno
  4. Uniões por porca cónica
  5. Dreno e ensaio com água
  6. Elétrica e interligação
  7. Estanquidade, vácuo, prova de subida de pressão
  8. Válvulas, arranque, medições
  9. Registo e entrega

A sequência não se troca. Cada passo tem um critério de passagem; se não passa, pára-se.

A visita prévia e a ficha de obra

Dado Porquê
Divisão, área, orientação, ocupantes Coerência da potência escolhida
Parede da interior e o que há do outro lado Risco de cabos e tubos ao furar
Local da exterior e acessos Afastamentos, ruído, transporte
Distância e desnível entre unidades Limites do fabricante
Percurso do dreno e ponto de descarga Inclinação possível ou bomba
Quadro, proteção, secção do cabo Reforço ou circuito novo
Condomínio, horários, autorizações Evitar embargo ou queixa

Sem visita, a obra improvisa; improvisar dá fugas e água na parede.

Lista de material: medir o percurso real

Item Como se calcula
Tubo isolado (par) Percurso real + 1 m a 1,5 m de folga
Cabo de interligação Mesmo percurso, secção do manual
Dreno Da interior ao esgoto, sempre a descer
Suportes e amortecedores Peso da exterior e tipo de parede
Selante e espuma Vedar a travessia
Fluido extra Só se o comprimento exceder a pré-carga

Exemplo: 4,5 m na horizontal + 1,5 m na vertical + 1 m de curvas = 7 m de percurso, e não os 4,7 m da linha reta.

Para a carga adicional conta o comprimento instalado, medido depois de passar a tubagem.

Segurança e ambiente no planeamento

  • Altura: meio de acesso à fachada (andaime, plataforma), linha de vida; a exterior nunca se leva à mão por uma escada.
  • Eletricidade: circuito desligado, bloqueado e verificado sem tensão antes de ligar.
  • Fluido: ler a chapa, o tipo e a classe de segurança; os A2L (ligeiramente inflamáveis) são hoje correntes nos splits.
  • Resíduos: cobre, isolamento, embalagens e óleos têm destino; o fluido nunca vai para a atmosfera.
  • Ruído: a exterior respeita os limites da legislação geral do ruído em vigor.
  • Certificação: técnico e empresa com a certificação aplicável à intervenção com fluidos.

Bloco 2 · Ferramentas e equipamentos de trabalho

Corte, alargamento e conformação do tubo

Ferramenta Função Falha típica
Corta-tubos de rolete Corte perpendicular Apertar de uma vez e ovalizar
Escareador Tira a rebarba Deixar limalha no circuito
Alargador de cone a 45° Faz o cone da porca Esquecer a porca; matriz suja
Expansor Alarga a ponta para brasar Rasgar o cobre
Mola ou dobrador Curva sem esmagar Vinco que estrangula
Gabarito de cone Mede altura e diâmetro do cone Medir a olho

Tubo cortado: pontas para baixo ao rebarbar, tampadas até ligar.

Manómetros, vácuo e carga

Instrumento Notas de uso
Manifold com mangueiras de válvula Reduz a perda de fluido ao desligar
Bomba de vácuo de duas fases Óleo limpo; válvula de corte à entrada
Vacuómetro eletrónico Mede o vácuo a sério; o manómetro do manifold não
Balança de carga Precisão de gramas, em plano, com tara
Azoto seco com redutor Ensaio e proteção da brasagem; nunca direto ao circuito
Detetor de fugas e espuma Detetor verificado; espuma própria
Recuperador e garrafa de recuperação Aprovados para o fluido

Instrumento que ninguém verifica dá números sem valor.

Medida elétrica, térmica e fixação

  • Multímetro: tensão e continuidade.
  • Pinça amperimétrica: corrente da unidade, comparada com a nominal.
  • Megóhmetro 500 V: resistência de isolamento antes de energizar.
  • Sondas de temperatura (2 canais): ar de retorno e de insuflação, tubo de gás e de líquido.
  • Nível de bolha ou laser: bases, suportes e inclinação do dreno.
  • Detetor de cabos e tubagens, berbequim-martelo, carotador de 65 a 80 mm.
  • Chave dinamométrica com jogo de bocas e contra-chave.
  • EPI: óculos, luvas, calçado; capacete, proteção auditiva e máscara conforme a tarefa.

Cuidados com as ferramentas

  1. Limpeza das matrizes e dos escareadores com pano seco.
  2. Mangueiras e manifold com tampões nas ligações, contra humidade e pó.
  3. Balança e vacuómetro verificados com a periodicidade recomendada.
  4. Chave dinamométrica: guardada na posição de menor tensão; se caiu, verificar antes de usar.
  5. Óleo da bomba mudado com a frequência do fabricante; óleo sujo nunca dá vácuo.
  6. Garrafas: identificadas, dentro do prazo, em posição segura.

Óculos postos a partir do momento em que o manifold é ligado.

Bloco 3 · Localização, suporte e fixação

Local da unidade interior

Critério Regra
Distribuição do ar Jato percorre a divisão, sem soprar para as pessoas
Retorno livre Nada à frente da grelha
Afastamentos Os do manual (típico: cerca de 150 mm ao teto, 50 mm às laterais)
Altura A mínima do manual (valores típicos acima de 2,2 m)
Fontes de calor Longe de fogões, vapor e luz direta no sensor
Parede Aguenta o peso; gesso cartonado só com reforço
Acesso Espaço para retirar o filtro

Antes de furar: detetor de cabos e tubagens, material da parede, o que há do outro lado.

Fixar a placa e furar a travessia

  1. Placa ao nível; gabarito para marcar todos os furos do manual.
  2. Furar com a broca da bucha, aspirar o pó, buchas adequadas ao material.
  3. Aparafusar; prova de carga com a mão.
  4. Travessia: carotador de 65 a 80 mm, a descer 1 % a 2 % para o exterior.
  5. Manga de PVC cortada rente às faces; vedação com selante no fim.
Parede Descida da travessia a 1 %
250 mm 2,5 mm
300 mm 3 mm
400 mm 4 mm

A placa é o elemento de segurança da interior: nunca menos parafusos do que o manual pede.

Local da unidade exterior

Critério Regra Erro de oficina
Ar à entrada Lado da serpentina livre Encostar a uma parede
Ar à saída Distância do manual à frente Soprar para um obstáculo a 30 cm
Afastamentos Os quatro lados do manual Medir "mais ou menos"
Sol e calor Sombra, longe de extrações e caldeiras Ao lado da extração da cozinha
Ruído Longe de janelas de quartos Pátio estreito que amplifica
Neve, água, folhas Elevada do chão Ao rés do chão e sobre água
Acesso Espaço para ligar o manifold Local onde ninguém chega

Curto-circuito do ar: o ar quente que sai volta a entrar, a pressão de condensação sobe.

Suportes, bases e amortecedores

  • Consola de parede: betão ou alvenaria sólida, buchas químicas ou mecânicas adequadas ao peso.
  • Base no chão: plana, nivelada, acima do nível da água.
  • Cobertura: apoios distribuídos, com cuidado da impermeabilização.
  • Amortecedores de vibração em cada ponto de fixação.
  • Nivelar em duas direções.
  • Usar cerca de metade a dois terços da carga nominal do par de consolas.

Exemplo: unidade de 38 kg, par de 60 kg dá 63 %; par de 100 kg dá 38 %. Em caso de dúvida, a consola mais forte.

Válvulas de serviço fechadas até à abertura final.

Bloco 4 · Tubagem, travessia e isolamento

O par de tubos

Linha Diâmetro Leva
Líquido Fino (por exemplo 1/4" ou 3/8") Líquido de alta pressão para a interior
Gás (aspiração) Grosso (por exemplo 3/8", 1/2" ou 5/8") Vapor de baixa pressão para a exterior
  • Diâmetros do manual, nunca "o que há no carro".
  • Cobre de refrigeração, limpo por dentro, pontas tapadas.
  • Isolamento próprio, um por tubo, com a espessura do manual.
  • Cada tubo com o seu isolamento: o líquido, morno, encostado ao gás frio anularia parte do efeito.

Tubo grosso demais não arrasta o óleo; fino demais estrangula e baixa a capacidade.

Cortar, rebarbar e dobrar

  1. Medir o percurso real; cortar com cerca de 30 cm a mais.
  2. Corte perpendicular (esquadro); corta-tubos apertado pouco a pouco.
  3. Rebarbar com a ponta para baixo; limpar a ponta.
  4. Tapar logo as pontas.
  5. Dobrar com raio largo (cerca de 5 vezes o diâmetro), uma só vez por curva.
  6. Os dois tubos dobram-se juntos, curvas paralelas.
  7. Tubo com vinco ou enrugado: corta-se e refaz-se.

Cobre dobrado e desdobrado endurece e fissura.

Passar o feixe pela travessia

  • Feixe: tubo de líquido, tubo de gás (cada um isolado), cabo de interligação e dreno.
  • Dreno por baixo, com inclinação contínua.
  • Pontas dos tubos tapadas ao atravessar.
  • Sem forçar: se engasga, recua-se e vê-se o que prende.
  • Isolamento contínuo também dentro da manga.
  • Vedar as duas bocas com selante ou espuma: pára o ar, a água, os insetos e o ruído.

Erro clássico: passar o tubo sem isolamento "para ser mais fácil". O gás vai suar dentro da parede e a água aparece no reboco.

Bloco 5 · Porca cónica e brasagem

Porca cónica: sequência, passo a passo

  1. Cortar perpendicular; rebarbar com a ponta para baixo.
  2. Enfiar a porca antes de alargar.
  3. Tubo na matriz à altura do alargador; alargar até ao fim do curso.
  4. Inspecionar o cone à luz: liso, concêntrico, sem riscos, diâmetro do gabarito.
  5. Cone mau: corta-se e refaz-se.
  6. Limpar o cone e a mama; uma gota de óleo só no cone.
  7. Alinhar, apertar à mão duas a três voltas.
  8. Chave dinamométrica ao binário do manual, com contra-chave.
  9. Marcar a porca com marcador.

Ligação aberta, cone refeito.

Binários de aperto (ordens de grandeza de manual)

Tubo Binário típico Diâmetro do cone (A)
1/4" (6,35 mm) cerca de 14 a 18 N·m cerca de 9 mm
3/8" (9,52 mm) cerca de 33 a 42 N·m cerca de 13 mm
1/2" (12,7 mm) cerca de 50 a 62 N·m cerca de 16 mm
5/8" (15,88 mm) cerca de 63 a 77 N·m cerca de 19 mm

Vale sempre o valor do manual do equipamento. No 3/4" os valores publicados variam de fabricante para fabricante e não se dá aqui um número: lê-se no manual.

Binário = força × braço. A 36 N·m e 0,30 m: F = 120 N, cerca de 12 kgf. Ninguém tem essa noção "a olho".

Aperto a olho: de menos fuga em meses; de mais deforma o cone ou fende a mama.

Porque fuga uma porca cónica

Erro Efeito
Corte inclinado Cone assimétrico
Rebarba por retirar Risca o cone, limalha no circuito
Porca esquecida Tudo a repetir
Altura errada na matriz Cone pequeno ou grande demais
Cone riscado ou fissurado Fuga lenta
Aperto a olho Fuga ou cone deformado
Sem contra-chave Torção da válvula
Cone reutilizado Cobre encruado, não assenta
Óleo na rosca Binário mal lido
Tubo a vibrar contra a parede Fadiga e fuga

Fuga ao fim de três meses: o cobre assenta e o aperto relaxa.

Brasagem: quando e como

Quando: prolongamento de tubo, derivações de multi-split, ligações com pontas para brasar, reparações.

  1. Manta e extintor; retirar o isolamento; afastar combustíveis.
  2. Limpar e lixar as pontas; folga mínima na união.
  3. Azoto a correr suave por dentro (décimas de bar), outra ponta aberta.
  4. Aquecer o tubo e a união por igual; a chama não aquece a liga.
  5. Tocar a liga do lado oposto; capilaridade.
  6. Arrefecer com azoto a correr; limpar; inspecionar o cordão.

Cobre com cobre: liga de fósforo-cobre sem fluxo. Cobre com latão ou aço: liga de prata com fluxo.

Sem azoto, óxido por dentro, e entope capilares, válvulas e compressores.

Bloco 6 · Dreno de condensados

Os requisitos do dreno

Requisito Regra
Inclinação Sempre a descer; cerca de 1 % no mínimo (10 mm por metro); vale o manual
Diâmetro Não inferior ao da saída do tabuleiro
Contra-inclinação Nenhuma: um troço que sobe dá bolsa de água
Sifão a mais Evitar barrigas e voltas em U
Ligação Braçadeira, estanque, isolada
Destino Esgoto com sifão ou exterior sem causar problema; ponta fora de água
Bomba de condensados Quando a gravidade não chega; com alarme de nível
Fixação Braçadeiras a cada 0,8 m a 1,0 m

Um split pode produzir de décimos de litro a mais de um litro de água por hora em dias húmidos.

Montar e ensaiar o dreno

  1. Tabuleiro limpo, sem restos de obra.
  2. Lado da saída conforme o manual; o outro fica tapado.
  3. Ligar à saída, braçadeira, isolar a ligação.
  4. Guiar no feixe, por baixo, em linha descendente.
  5. Fixar medindo a inclinação com o nível.
  6. Ensaio com água: verter 1 a 2 litros devagar no tabuleiro.
  7. Observar a saída: tem de sair, contínua, no destino.
  8. Verificar ligações e tabuleiro: sem fugas, sem água retida.
  9. Registar o resultado.

Dreno da exterior em bomba de calor: escoar a água do degelo sem formar gelo onde se passa.

Bloco 7 · Ligações elétricas e controlo

Alimentação e cabo de interligação

  • Alimentação: circuito dedicado, disjuntor e diferencial do manual, corte omnipolar quando pedido.
  • Interligação: tipicamente 4 condutores (fase, neutro, terra, sinal); secção e tipo do manual, adequado ao exterior.
  • Terra mais comprida que os outros na caixa.
  • Regras técnicas de instalações elétricas de baixa tensão em vigor; alterações ao quadro por quem está habilitado.

Procedimento:

  1. Cortar, bloquear e verificar sem tensão.
  2. Etiquetar os condutores nas duas pontas.
  3. Terminal 1 com terminal 1, 2 com 2, 3 com 3, terra com terra.
  4. Apertar, puxar para testar, fixar o cabo no grampo de alívio.

Verificações elétricas e controlo

Verificação Critério
Continuidade de cada condutor Ponta a ponta, sem curto
Isolamento (megóhmetro 500 V) Critério do manual, em geral não inferior a 1 MΩ
Terra Ligada e com continuidade
Tensão disponível Dentro da tolerância (por exemplo, 230 V)
Aperto dos terminais Confirmado

Controlo: comando, sensores (retorno, serpentina, exterior), termóstato ou controlo centralizado com cabo de sinal separado da potência, bomba de condensados com alarme, pré-aquecimento do cárter se o manual o pede.

Corrente esperada: I = P ÷ (U × fp). 1 000 W a 230 V e 0,95: cerca de 4,6 A.

Bloco 8 · Ensaio de pressão e vácuo

Ensaio de estanquidade com azoto

Antes: cones apertados e marcados, brasagens inspecionadas, válvulas da exterior fechadas, uniões sem isolamento, dreno ensaiado, sem tensão.

  1. EPI; mangueira ao porto de serviço; central ao redutor fechado.
  2. Subir por escalões: baixa, intermédia, final do manual.
  3. Em cada escalão: fechar o azoto, espuma, ouvido, detetor.
  4. Pressão final: valor do manual; registar hora, pressão, temperatura.
  5. Esperar o tempo do manual (de 15 a 60 minutos, ou mais).
  6. Ler outra vez pressão e temperatura.

Nunca ar, oxigénio ou o próprio fluido. Nunca ultrapassar a pressão máxima de ensaio.

Critério de aceitação: corrigir pela temperatura

Pressão absoluta proporcional à temperatura absoluta:

p₂ = p₁ × T₂ ÷ T₁ (com p absoluta = relativa + 0,101 MPa e T em kelvin)

Exemplo: 2,5 MPa relativos a 22 °C; 24 h depois, 14 °C.

  • p₁ = 2,601 MPa abs.; T₁ = 295,15 K; T₂ = 287,15 K
  • p₂ = 2,601 × 0,9729 = 2,531 MPa abs. = 2,43 MPa relativos

Manómetro a 2,43 MPa: sem fuga. A 2,35 MPa: fuga.

Registam-se sempre a pressão e a temperatura, no início e no fim.

Os 2,5 MPa servem só para praticar a conta: os manuais de R-410A e R-32 pedem muitas vezes pressões de ensaio mais altas. Vale sempre a pressão de ensaio do manual do equipamento.

Fuga encontrada: libertar o azoto devagar, refazer o cone, repetir todo o ensaio.

Vácuo: porquê e com quê

No circuito Problema
Ar (gases não condensáveis) Sobe a pressão de condensação, baixa o rendimento
Humidade Ácidos, ataca o compressor, congela e entope a expansão

Montagem: bomba, válvula de corte, mangueira de grande diâmetro, vacuómetro longe da bomba, vácuo aos dois portos (líquido e gás).

Unidade Equivalência
1 Torr 133,3 Pa = 1 000 micron
500 micron 0,5 Torr, cerca de 67 Pa ou 0,67 mbar
Atmosfera 101,3 kPa = 760 Torr

O manómetro do manifold não mede vácuo profundo: fica a milhares de micron.

Procedimento de vácuo e prova de subida de pressão

  1. Bomba com óleo limpo; ligar ao manifold e ao vacuómetro.
  2. Arrancar e esperar o valor-alvo (tipicamente 500 micron ou menos, ou o do fabricante); o tempo depende do circuito.
  3. Fechar a válvula de corte e só depois pensar em parar a bomba.
  4. Observar o vacuómetro 10 a 30 minutos.
Comportamento Diagnóstico
Sobe pouco e estabiliza abaixo do limite Estanque e seco: aceite
Sobe e estabiliza num valor alto Humidade: prolongar o vácuo
Sobe sem parar Fuga: quebrar com azoto, localizar, corrigir

Quebrar o vácuo sempre com azoto seco, nunca com ar.

Purgar com fluido: o que não se faz

Prática antiga: abrir a válvula da exterior e deixar o fluido da pré-carga expulsar o ar.

  • Liberta fluido para a atmosfera: proibido e danoso.
  • Não tira a humidade: o vapor de água fica.
  • Deixa ar residual nunca medido.
  • Com A2L, cria uma nuvem inflamável junto do técnico.

O vácuo é o único método aceite.

Três erros de vácuo: vácuo curto, sem vacuómetro, sem prova de subida de pressão.

No fim do ensaio com azoto, "purgar" é libertar azoto devagar, em local ventilado: é o único sentido correto da palavra num split.

Bloco 9 · Fluido frigorigéneo, carga adicional e recarga

Manuseamento ecológico e regulamentação

Princípios: não libertar, recuperar, registar.

  • Emissões deliberadas de gases fluorados proibidas, salvo o inevitável na atividade permitida.
  • Prevenção e verificação de fugas; registos de quantidade, tipo e intervenções.
  • Recuperação do fluido removido, para reciclar, regenerar ou destruir.
  • Certificação de técnicos e empresas para a intervenção em causa.
  • Etiquetagem do equipamento; limites de carga por volume de local.

Números de diplomas, prazos e valores: consultar a redação em vigor, junto da autoridade competente.

Antes de abrir uma garrafa: tenho a certificação? Qual é o fluido e a classe? Onde registo?

Classes de segurança e A2L

Fluido Classe Nota
R-410A A1 Sem inflamabilidade; pressões altas
R-32 A2L Ligeiramente inflamável; corrente nos splits novos
R-290 A3 Altamente inflamável; cargas muito pequenas

Com A2L: seguir o fabricante e as normas quanto a

  • área mínima e volume do espaço (limites de carga por volume de local);
  • ventilação e sensores de fuga, se exigidos;
  • ausência de fontes de ignição ao abrir, carregar e recuperar;
  • ferramentas aprovadas para o fluido;
  • ligações mecânicas protegidas e refeitas ao abrir.

Nunca brasar com fluido dentro: recuperar, evacuar, purgar com azoto, só depois aquecer.

Carga adicional: contas e limites

Pré-carga para um comprimento de referência. Acima dele:

carga adicional (g) = (comprimento real − referência) × g/m

Dado do exemplo Valor
Pré-carga 5 m
Acima da referência 12 g/m (linha de líquido de 1/4")
Limites 15 m de comprimento, 10 m de desnível
Instalado 9 m, desnível 2,5 m

(9 − 5) × 12 = 48 g. Comprimento e desnível dentro dos limites.

Tubagem mais curta que a referência: carga adicional zero. Nunca se retira fluido da pré-carga.

Limite ultrapassado: não se resolve com mais fluido, revê-se o percurso.

Procedimento de carga e de recarga

Carga adicional (por massa):

  1. Vácuo aceite; seguir o manual quanto à fase.
  2. Garrafa do fluido da chapa sobre a balança; tara com a mangueira.
  3. Mangueira sem ar (evacuada com o circuito).
  4. Carregar a massa calculada; em fase líquida só como o manual indica, estrangulada e em pequenas quantidades.
  5. Recuperar o que ficou na mangueira; registar.

Recarga:

  • Nunca sem procurar e reparar a fuga.
  • Recuperar, reparar, ensaiar com azoto, vácuo, carregar a carga da chapa por pesagem.
  • Registar fluido recuperado, massa recarregada e causa.

Não se misturam fluidos; não se enche além do calculado.

Bloco 10 · Arranque, regulação e eficiência

Abrir as válvulas e arrancar

  1. Vácuo mantido; manifold ao porto de serviço do gás.
  2. Abrir a válvula do líquido com a chave Allen, até ao fim do curso.
  3. Verificar que o manómetro não desce.
  4. Abrir a do gás, até ao fim do curso.
  5. Soltar a mangueira com a válvula do porto fechada; tampão no porto.
  6. Tampas apertadas em todas as válvulas e portos.
  7. Detetor em volta das válvulas, dos portos e das uniões.
  8. Só então isolar as uniões e acabar o feixe.
  9. Alimentação (tempo de pré-aquecimento do cárter, se pedido); arrancar em arrefecimento, ventilador ao máximo.
  10. Estabilizar 10 a 15 minutos antes de medir.

O que medir no arranque

Medição Instrumento Critério
Ar de retorno e de insuflação 2 sondas ΔT típico de 8 a 12 K em arrefecimento estável
Temperatura da linha de gás Sonda de contacto, isolada Para o sobreaquecimento
Temperatura da linha de líquido Sonda de contacto Para o subarrefecimento (ou para a estimativa, sem porto de alta)
Pressão de baixa Manifold, porto da válvula de gás Sempre possível num split
Pressão de alta Manifold Só se houver porto de alta; a maioria dos splits não tem
Corrente Pinça Coerente com a nominal da chapa
Tensão em carga Multímetro Dentro da tolerância
Dreno, ruído, vibração Observação Sem fugas nem ruídos anormais

ΔT muito alto: pouco caudal de ar (filtro sujo, ventilador lento): o mesmo frio é entregue a menos ar, que sai mais frio. ΔT muito baixo: pouca capacidade (pouco fluido, compressor, condensação, expansão), e não filtro.

Sobreaquecimento e subarrefecimento

Sobreaquecimento = T da linha de gás − T de saturação à pressão de baixa (vapor saturado, orvalho).
Subarrefecimento = T de saturação à pressão de alta (líquido saturado, bolha) − T da linha de líquido.

A tabela lê-se em pressão absoluta. No R-410A o deslizamento é de cerca de 0,1 K e despreza-se; noutros fluidos conta.

Exemplo (R-410A): baixa 8,8 bar relativos (9,8 abs.), alta 26,3 bar relativos (27,3 abs.); gás 13 °C, líquido 40 °C.

  • Saturação: 9,8 bar abs. dá cerca de 6,6 °C; 27,3 bar abs. dá cerca de 45 °C.
  • Sobreaquecimento = 13 − 6,6 = 6,4 K; subarrefecimento = 45 − 40 = 5 K.
Sintoma Provável causa
SH alto, SC baixo Pouco fluido
SH baixo ou nulo, SC alto Excesso de fluido ou expansão mal regulada

Em splits inverter com válvula eletrónica, o equipamento controla o sobreaquecimento: mede-se para verificar; a carga fecha-se por massa.

Sem porto de alta: só sobreaquecimento; a carga fecha-se por massa. Sonda na serpentina a meio do condensador menos linha de líquido dá só uma estimativa do subarrefecimento.

Regulação, eficiência e fim de obra

Regulação: palhetas, modo, temperatura de conforto, velocidade, temporizador, rede, menu técnico (segundo o manual), filtros limpos.

Eficiência: ar livre na exterior, tubagem bem isolada, carga certa, vácuo bem feito, filtros limpos, comando bem programado. Conforto de verão a 24 °C a 26 °C e de inverno a 20 °C.

Verificação final Critério
Estanquidade Sem queda, corrigida pela temperatura
Vácuo Alvo atingido e mantido
Carga Massa igual ao cálculo
Fugas após abrir Zero
ΔT do ar, SH, SC, corrente Dentro dos critérios
Dreno e isolamento Livre, sem fugas, contínuo
Travessia e limpeza Vedada; obra limpa

Bloco 11 · Multi-split

O que muda num multi-split

Aspeto Split Multi-split
Unidades 1 + 1 1 exterior + 2 ou mais interiores
Tubagem 1 par 1 par por interior, desde a exterior ou de uma derivação
Uniões Poucas Muitas mais, uma saída por interior na exterior
Funcionamento Uma divisão Várias; em sistemas simples, todas no mesmo modo
Comprimentos Um e um desnível Por ramo, total, desníveis entre unidades
Carga adicional Pelo comprimento Pelo total de líquido
Combinações De fábrica Limites de potência e tabela de combinações

Mesma sequência de obra, repetida por ramo, com mais cuidado.

Derivações, comprimentos e carga

Derivações (Y, T, coletor): peças do fabricante; orientação e plano indicados; distâncias mínimas entre curvas e derivação; isolamento sem interrupções.

Limite (exemplo de manual) Valor
Comprimento por ramo 25 m
Comprimento total 50 m
Desnível exterior/interior 15 m
Desnível entre interiores 7,5 m
Combinação 50 % a 130 % da capacidade da exterior

Exemplo: ramos de 12, 15 e 18 m somam 45 m. Pré-carga para 30 m e 20 g/m: (45 − 30) × 20 = 300 g.

Combinação: exterior de 5,0 kW com 3 interiores de 2,5 kW dá 150 %, fora do limite de 130 %.

Sequência de obra e segurança no multi-split

  1. Etiquetar cada ramo (divisão, líquido, gás, cabo) nas duas pontas.
  2. Ligar cada interior à saída correspondente, com os diâmetros do manual.
  3. Estanquidade com todos os ramos, cada união verificada.
  4. Vácuo em todos os ramos, mais cuidado com a humidade em tubagem longa.
  5. Saídas não usadas tampadas e estanques.
  6. Carga adicional pelo comprimento total.
  7. Abrir as válvulas utilizadas; arrancar.
  8. Medir por divisão; endereços e configuração das interiores.

Teste das ligações cruzadas: ligar uma interior de cada vez e ver arrefecer a sua linha de gás.

Mais carga total: atenção aos limites por volume do local mais pequeno servido (A2L).

Bloco 12 · Registos, relatório e entrega

Registo e relatório da intervenção

Campo Conteúdo
Identificação Cliente, data, técnico, empresa
Equipamento Modelo, números de série, potência
Fluido Tipo, classe, pré-carga, carga adicional, carga total
Instalação Comprimento real, desnível, diâmetros, local da exterior
Ensaios Estanquidade (pressão, tempo, temperaturas); vácuo (alvo e subida); dreno
Elétrica Tensão, proteção, secção, isolamento
Arranque ΔT, pressões e temperaturas, SH, SC, corrente
Observações Anomalias e recomendações
Assinaturas Técnico e cliente

Registos obrigatórios de fluidos: legislação em vigor. O relatório é claro, rastreável, honesto e útil.

Entrega ao cliente

  1. Obra limpa, resíduos levados.
  2. Demonstração: comando, modos, temperatura, velocidade, palhetas.
  3. Filtros: como retirar, limpar e de quanto em quanto tempo.
  4. O que é normal: som de água e de gás, pausa antes do compressor, vapor da exterior em degelo, gotas do dreno em dias húmidos.
  5. O que se comunica: ruído metálico, cheiro, água a pingar da interior, gelo persistente, erro repetido.
  6. Segurança: não tapar as unidades; se o fluido é A2L, perante alarme ou cheiro anormal, ventilar e chamar o técnico.
  7. Manutenção e revisões periódicas, segundo a legislação e o manual.
  8. Documentos: manual, garantia, relatório e contacto; assinatura do cliente.

Guia de obra: o resumo em vinte passos

EPI e circuito identificado → manual lido → local da interior → local da exterior → furar com inclinação → fixar → cortar, rebarbar, dobrar, isolar → passar o feixe → cones e aperto ao binário → dreno ensaiado com água → elétrica etiquetada → estanquidade → vácuo → prova de subida de pressão → carga adicional por massa → válvulas e fugas → arranque e medições → isolar e acabar → registo → demonstração.

Regra de paragem: se o critério de um passo não passa, corrige-se antes de avançar. Os passos de estanquidade, vácuo e prova não se encurtam para recuperar tempo.

Boas práticas e erros que se pagam caro

  • Exterior com ar livre, nunca num recanto.
  • Dreno sempre a descer e ensaiado com água.
  • Isolamento contínuo, também na travessia.
  • Porca cónica com cone perfeito e chave dinamométrica.
  • Azoto para ensaiar e para brasar.
  • Vácuo medido com vacuómetro e provado; nunca purgar com fluido.
  • Carga por massa, registada.
  • Certificação e regulamentação consultadas na redação em vigor.
  • Relatório e demonstração ao cliente.

Um split bem instalado não dá notícias durante quinze anos.

Recapitulando

  • Local e fixação: ar livre na exterior, afastamentos cumpridos, travessia inclinada e vedada.
  • Uniões: cone perfeito, chave dinamométrica ao binário do manual, contra-chave; brasagem só com azoto.
  • Dreno a descer e ensaiado com água; elétrica etiquetada e verificada.
  • Estanquidade com azoto corrigida pela temperatura; vácuo medido, com prova de subida de pressão.
  • Carga por massa; fluido sem emissões, com certificação e registo.
  • Arranque: ΔT, sobreaquecimento, subarrefecimento e corrente; multi-split com etiquetagem e limites.

Próximo: fichas e mini-projeto, montar e ensaiar um split numa oficina escolar.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: quase todas as avarias precoces de um split novo nascem na instalação e não no fabrico - erro comum: saltar o vácuo ou o ensaio de pressão para recuperar tempo perdido - exemplo: fuga numa porca cónica mal feita que só aparece ao fim de três meses

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a informação para uma boa instalação recolhe-se antes de furar - pergunta: o que pode correr mal se não se vir o que está do outro lado da parede? - exemplo: carotar uma parede e atingir um tubo de água ou um cabo embebido

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: distância em linha reta nunca é o percurso real - erro comum: ficar sem 1 m de tubo à última hora e emendar sem material - exemplo: refazer a conta com uma planta de apartamento desenhada no quadro

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o EPI e a segurança são o primeiro passo de cada procedimento, não um capítulo à parte - erro comum: começar a trabalhar sem ler a classe de segurança do fluido - exemplo: pedir aos alunos que leiam a chapa de um split da oficina e digam o fluido e a carga

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a qualidade do cone começa na qualidade do corte - erro comum: usar um alargador com a matriz riscada ou com limalha - exemplo: mostrar um cone bom e um cone com sombra num lado, lado a lado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o manómetro de baixa do manifold só chega a perto de -1 bar e fica a milhares de micron do vácuo real - erro comum: confiar na bomba "a trabalhar bem" sem vacuómetro - exemplo: ligar o vacuómetro à bomba sozinha e ver o valor de que ela é capaz

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: duas sondas fazem a diferença entre "parece frio" e um número - erro comum: dispensar o EPI porque a tarefa é só ligar mangueiras - exemplo: medir o ΔT do ar da sala de aula com o split da oficina

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a ferramenta mal cuidada passa o defeito para a instalação - erro comum: chave dinamométrica atirada para o fundo da caixa - pergunta: como se sabe que o óleo da bomba já não presta?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o local decide o conforto do cliente e a durabilidade da instalação - erro comum: unidade à cabeceira da cama porque a parede é a mais fácil - exemplo: desenhar no quadro uma sala e discutir dois locais possíveis para a interior

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a inclinação da travessia leva a água para fora - erro comum: furo horizontal ou a subir, que leva chuva e condensados para dentro - exemplo: medir com uma haste de madeira a descida de um furo feito na bancada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a exterior deita fora o calor da sala mais a energia do compressor; precisa de ar livre - erro comum: dizer que "cabe" quando o que importa é "cumpre" os afastamentos - exemplo: recanto de varanda com 80 mm atrás e 1 200 mm à frente quando o manual pede 100 e 1 500

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: se a mão sente a vibração na parede, faltam amortecedores - erro comum: fixar a exterior rigidamente a uma parede que transmite o ruído para o quarto - exemplo: calcular a percentagem de carga de uma unidade de 45 kg em duas consolas diferentes

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a linha de gás está fria em arrefecimento e quente em aquecimento; a de líquido está morna nos dois casos - erro comum: pôr os dois tubos na mesma manga de isolamento - pergunta: porque é que a linha de gás sua e a de líquido não?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: cobre cortado a menos não se estica - erro comum: dobrar com o joelho e deixar um vinco que estrangula o fluxo - exemplo: fazer uma curva de 90° com mola num tubo de 1/4" e outra num de 1/2" e comparar o raio

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o isolamento interrompido na travessia é a falha mais comum - erro comum: arrancar o isolamento ao puxar o feixe e deixar o cobre à vista - exemplo: montar o feixe na bancada e passá-lo por uma manga de teste

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a estanquidade é metal com metal entre o cone e a mama - erro comum: esquecer a porca antes de alargar, todos o fazem uma vez - exemplo: pedir a cada aluno que faça três cones e que o colega os avalie à luz

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a chave dinamométrica é obrigatória e o binário é o do manual - erro comum: apertar sem contra-chave e torcer a tubagem - exemplo: comparar o aperto "à mão" de três alunos medido numa chave dinamométrica de bancada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a maior parte destes erros resolve-se com método e não com habilidade - erro comum: apertar mais uma porca que fuga em vez de refazer o cone - pergunta: porque é que a fuga só aparece meses depois?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: nunca se braseja com fluido no circuito - erro comum: brasar sem azoto e achar que o interior "fica limpo" - exemplo: cortar uma junta brasada sem azoto e mostrar a escama preta por dentro

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: dois defeitos opostos, a contra-inclinação e o sifão a mais - erro comum: ponta do dreno mergulhada num balde de água, que cria vácuo e não escoa - exemplo: 4 m a 2 % dá 80 mm de descida; verificar se o ralo está pelo menos 80 mm abaixo da saída

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o ensaio com água é obrigatório antes de fechar a obra - erro comum: confiar na inclinação "a olho" e não verter água - exemplo: montar um dreno de 3 m na bancada com contra-inclinação propositada e ver a água parar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: trocar fase com neutro ou com o sinal danifica as placas eletrónicas - erro comum: dois condutores da mesma cor sem etiqueta e ligados ao contrário - exemplo: mostrar uma placa queimada por troca de condutores e como a etiqueta o evitava

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a corrente medida compara-se com a nominal da chapa e mostra logo uma instalação com problemas - erro comum: ligar a tensão sem verificar o isolamento e a terra - exemplo: corrente de 9 A numa unidade que devia consumir 4,6 A, que causas procurar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: azoto seco isento de oxigénio, o oxigénio com óleo é explosivo - erro comum: ensaiar com o próprio fluido para "ver se fuga" e libertá-lo se houver fuga - exemplo: porca cónica por apertar que a espuma faz aparecer logo no primeiro escalão

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: uma queda de pressão só é fuga depois de descontar a temperatura - erro comum: tomar o arrefecimento da noite por fuga, ou uma fuga lenta por variação térmica - exemplo: refazer a conta com 3,0 MPa a 24 °C e 12 °C (resultado cerca de 2,875 MPa)

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a humidade só sai com vácuo profundo, porque a água tem de ferver à temperatura ambiente - erro comum: parar o vácuo quando o manómetro do manifold marca "zero" - exemplo: a água ferve a 20 °C a cerca de 2,3 kPa; para secar tudo é preciso descer muito mais

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a forma da curva decide, não só o valor final - erro comum: abrir as válvulas logo que a bomba chega ao alvo, sem prova de subida de pressão - exemplo: leituras 380, 430, 450, 455 micron (estabiliza) contra 380, 600, 850, 1100 (fuga)

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: prática errada e proibida, por razões ambientais e técnicas - erro comum: dizer que "sempre se fez assim e funciona"; funciona até à avaria - pergunta: o que sobra no circuito depois de uma purga com fluido que o vácuo teria retirado?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a regulamentação muda, o hábito de a consultar é que fica - erro comum: decorar valores de um diploma que entretanto foi alterado - exemplo: pedir aos alunos que localizem a legislação em vigor sobre gases fluorados e identifiquem as obrigações do instalador

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: A2L é difícil de inflamar mas inflama; a regra é cumprir o fabricante - erro comum: tratar o R-32 como se fosse R-410A em ferramentas e cuidados - exemplo: ler a chapa de um equipamento e identificar fluido, classe e carga

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: primeiro verificam-se os limites, depois calcula-se a carga - erro comum: fazer a conta com número negativo para tubagem curta - exemplo: refazer com 11 m e 15 g/m (resultado 90 g)

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: carregar por massa e não pelas pressões - erro comum: acrescentar fluido a um circuito que fuga, o que é libertá-lo para a atmosfera - exemplo: excesso de fluido, pressão de condensação alta e corrente alta numa unidade bem instalada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: muitas fugas lentas vêm de tampões e tampas em falta - erro comum: isolar as uniões antes de excluir fugas - exemplo: sequência demonstrada com a unidade da oficina e o manifold ligado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: medir em regime estável, nunca nos primeiros minutos - erro comum: medir a corrente nos primeiros segundos, com o pico de arranque - exemplo: retorno 26,0 °C e insuflação 14,5 °C dão ΔT de 11,5 K, aceitável - erro comum: mandar verificar o filtro quando o ΔT é baixo; menos ar faz o ΔT subir, porque cada metro cúbico cede mais calor, e um ΔT baixo é pouco frio produzido

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: usar a tabela de pressão e temperatura do fluido em causa - erro comum: usar a tabela do R-410A com R-32, cujas pressões são ligeiramente superiores - exemplo: com a baixa a 10,0 bar abs. a saturação é cerca de 7,3 °C; gás a 14 °C dá 6,7 K

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a eficiência é consequência de uma boa instalação, e não de um ajuste final - erro comum: programar temperaturas extremas "para arrefecer mais depressa" - exemplo: comparar o consumo em kWh de uma semana a 22 °C e outra a 25 °C

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: os erros multiplicam-se com o número de ligações - erro comum: tratar o multi-split como vários splits independentes - exemplo: desenhar no quadro uma exterior com três interiores e contar as uniões

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: limites medem-se antes de comprar a tubagem; mais fluido não resolve um limite ultrapassado - erro comum: ultrapassar o comprimento por ramo e compensar com fluido - exemplo: o ramo de 18 m passar a 27 m torna a instalação inadmissível como desenhada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a etiquetagem poupa um dia de trabalho - erro comum: deixar ramos sem etiqueta e descobrir a troca depois do acabamento - exemplo: unidade da sala a ser servida pelo circuito do quarto e o que se vê no arranque

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: valores medidos com unidade, nunca "está bem" - erro comum: não registar o desvio que se aceitou com justificação - exemplo: um técnico que visita a instalação daqui a três anos e compara com este relatório

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: quase todas as chamadas de assistência de uma instalação nova são de uso e não de avaria - erro comum: sair sem mostrar como se limpa o filtro - exemplo: simular a entrega a um cliente, com um aluno no papel de técnico e outro de cliente

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a ordem é parte da qualidade - erro comum: trocar a ordem para adiantar tempo, por exemplo isolar antes de ensaiar - exemplo: pedir aos alunos que ordenem vinte cartões com os passos da instalação

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: estas boas práticas resumem os doze blocos da UFCD - erro comum: achar que a instalação termina quando o aparelho arranca - analogia: como a fundação de uma casa, o que não se vê é o que garante que dura