UFCD 10971

Inspeções em refrigeração, climatização e aquecimento

Da preparação da visita ao relatório: documentos, inspeção visual, ensaios, fugas, consumos e recomendações

Curso profissional · 25h · Técnico/a de Refrigeração e Climatização

Plano

  1. Inspeção e manutenção
  2. Classes de inspeção
  3. Enquadramento regulamentar
  4. Documentação e chapas de características
  5. Manuais, catálogos e plano de manutenção
  6. Preparar a visita e segurança
  7. Instrumentos de medição e a sua verificação
  8. Inspeção visual
  9. Controlo de fugas e registos
  10. Ensaios de funcionamento: frio, ar e calor
  11. Consumos e eficiência
  12. Não conformidades e metodologia
  13. Relatório e recomendações
  14. Relatórios de terceiros e ações corretivas

Bloco 1 · Inspeção, manutenção e classes de inspeção

Inspeção ou manutenção?

Inspeção é um exame independente e documentado que verifica a conformidade e avalia o desempenho. Termina num relatório. Manutenção mantém ou repõe o bom estado e termina num equipamento intervencionado.

Aspeto Inspeção Manutenção
Postura observa, mede, compara atua, repara, substitui
Resultado relatório com classificação registo de intervenção
Referência lei, projeto, fabricante, plano plano e manual
  • Quem inspeciona regista o estado como o encontrou, antes de afinar.
  • As duas alimentam-se: a inspeção avalia a manutenção, a manutenção resolve o que a inspeção encontrou.

Porquê inspecionar

  • Segurança: fugas de combustível, terra em falta, válvula de segurança errada.
  • Ambiente: menos emissões de fluidos frigorigéneos e de gases de combustão.
  • Energia: sistemas mal regulados gastam mais para o mesmo serviço.
  • Lei: parte das inspeções é obrigatória.
  • Vida útil: um problema pequeno apanhado cedo evita uma substituição cara.

O resultado de uma inspeção é sempre uma decisão informada do dono: reparar já, programar, ou vigiar.

Classes de inspeção: três eixos

Eixo Classes
Tipo de sistema refrigeração, climatização, aquecimento
Finalidade periódica regulamentar, receção, manutenção, fugas, a pedido, pós-ocorrência
Profundidade documental e visual, funcional, com medição de desempenho
  • Uma bomba de calor é ao mesmo tempo ciclo frigorífico, gerador de calor e produtor de frio.
  • A inspeção percorre todas as partes que o sistema tem.
  • A inspeção periódica regulamentar usa os três níveis de profundidade.

Refrigeração, climatização, aquecimento

Classe Componentes Preocupação dominante
Refrigeração câmaras, vitrinas, centrais, compressores temperatura de conservação, degelo, fugas
Climatização splits, VRF, chillers, UTA, condutas, torres caudais, filtragem, condensados, controlo
Aquecimento caldeiras, bombas de calor, circuitos, solar combustão, segurança hidráulica, rendimento

Cada classe tem riscos próprios: fluido em refrigeração, higiene do ar em climatização, combustão em aquecimento.

Bloco 2 · Enquadramento regulamentar e documentação

Inspeções periódicas aos sistemas técnicos

  • Base: Decreto-Lei n.º 101-D/2020, na redação em vigor, artigo 15.º; regras de execução no anexo II do Despacho n.º 6476-C/2021.
  • Entidade gestora do SCE: ADENE, Agência para a Energia.
  • Quem inspeciona: Técnico de Inspeção de Sistemas Técnicos (TIS); relatório submetido no Portal SCE.
  • Âmbito: sistemas de aquecimento, de ar condicionado, combinados com ventilação e de produção de água quente, com potência nominal superior a 70 kW.
  • Edifícios de habitação ou de comércio e serviços em funcionamento.

Consulta sempre a redação em vigor antes de decidir um prazo.

Periodicidade e primeira inspeção

Potência nominal Periodicidade
maior que 70 kW e menor que 250 kW 4 anos
igual ou superior a 250 kW 2 anos
Sistema de automatização e controlo (SACE) 4 anos
  • Primeira inspeção: 3 anos após a instalação (edifícios novos ou renovados nesse sistema).
  • Edifícios existentes: o prazo fixado terminou em 1 de julho de 2024.
  • Basta um gerador acima do limiar para a inspeção abranger todo o sistema técnico.
  • Instrumentos portáteis com calibração não superior a 12 meses.

Deveres do proprietário

Para a inspeção se fazer, o proprietário deve:

  • facultar a informação e a documentação necessárias;
  • garantir acesso aos sistemas e aos espaços servidos;
  • assegurar a presença dos técnicos que o TIS indicar;
  • garantir condições de segurança;
  • garantir que a inspeção decorre em condições típicas de funcionamento;
  • promover o contacto com os demais técnicos do edifício.

O que não for facultado fica registado no relatório, porque condiciona as conclusões.

Gases fluorados e outros regimes

  • Regulamento (UE) 2024/573: gases fluorados com efeito de estufa; autoridade competente e diploma nacional de execução: os da legislação em vigor.
  • Três blocos: verificação de fugas (periodicidade pela carga), registos, certificação de quem intervém.
  • Substâncias que empobrecem a camada de ozono: Regulamento (UE) 2024/590.
  • Outros regimes que se cruzam: gás e combustão, equipamentos sob pressão, legionelose, segurança elétrica, qualidade do ar interior.

O inspetor assinala e recomenda a intervenção de quem tem habilitação própria.

Documentação exigível

Documento Para que serve
Projeto atualizado e esquemas de princípio o que devia existir
Instruções de instalação, operação e manutenção como operar e manter
Relatórios de arranque e ajustamento ponto de partida
Catálogos e fichas técnicas valores nominais e curvas
Relatórios de inspeções anteriores comparar e ver pendentes
Plano e registo de manutenção cumprimento
Registo de fugas e intervenções em fluidos controlo de fugas
Faturas e contagens de energia consumos reais

Chapa de características

Fotografa sempre, com data, e transcreve para a ficha.

Campo Utilidade
Fabricante, modelo, n.º de série pedir manual e peças
Ano de fabrico idade e tabelas por idade
Fluido e carga verificação de fugas
Pressões máximas admissíveis verificar segurança
Alimentação, corrente, potência quadro, proteções, comparação
Capacidades de arrefecimento e aquecimento desempenho e dimensionamento
  • Chapa ilegível ou ausente é não conformidade de identificação.
  • Procura rótulos do fluido, etiqueta da última intervenção e sinalética.

Manuais, catálogos e outros elementos

  • Manual: critério de aceitação do fabricante; valores de arranque, tarefas de manutenção, códigos de avaria.
  • Catálogo: desempenho em condições normalizadas; compara só depois de corrigir a condição.
  • Outros: esquemas, certificados de estanquidade, livro de registo, certificados dos técnicos, fichas de dados de segurança, planos de emergência.

Exemplo: caudal medido 6 400 m³/h contra 8 000 m³/h de ficha, 20 % abaixo. Antes de concluir: filtros, registos, sentido de rotação, velocidade.

Bloco 3 · Plano de manutenção, preparação e segurança

Qualidade do plano de manutenção

Um bom plano responde a cinco perguntas: o quê, quando, quem, como, como se prova.

Critério Sinal de alerta
Cobertura equipamentos fora do plano
Tarefas "revisão geral" sem pormenor
Periodicidades a mesma para tudo
Registo em branco ou preenchido de uma só vez
Controlo de fugas ausente em equipamentos com fluidos fluorados
Revisão igual desde a instalação

Ler a qualidade da manutenção no equipamento

Observação Sugere
Etiqueta de intervenção legível e recente manutenção identificável
Filtros limpos, bem encaixados manutenção na parte do ar em dia
Baterias cobertas de pó ou folhas limpeza em falta
Tabuleiro com lodo e mau cheiro risco de contaminação
Nódoas de óleo em ligações fuga de fluido
Isolamento rasgado ou molhado perdas e condensação
Fita adesiva, cabos emendados, ponte no fusível intervenções sem critério

Indícios, não provas: cruza com os registos.

Preparar a visita

Passo Pergunta
1 Que sistema, potência, fluido, combustível?
2 Que documentos tenho e quais faltam?
3 Que acessos e que técnicos presentes?
4 Em que condições medir (estação, hora, carga)?
5 Os instrumentos estão verificados e calibrados?
6 Que riscos e que EPI?
7 Que impacto na atividade do local?

Condições típicas: medir quando há necessidade real; função dupla, na de maior consumo anual; funções simultâneas, com todas ativas; 30 minutos de estabilização.

Segurança integrada na inspeção

Risco Medida
Elétrico EPI isolante, instrumentos de categoria adequada, não abrir equipamentos sob tensão sem competência
Mecânico nunca tocar em partes móveis; parar e bloquear
Pressão mangueiras adequadas; não desapertar ligações sob pressão
Combustão medir CO antes de permanecer; ventilar; não trabalhar sozinho
Fluido ventilação, deteção, atenção a inflamabilidade e asfixia
Biológico máscara, evitar aerossóis, plano de legionelose
Altura e espaço confinado proteção coletiva, vigilância exterior

Ambiente na inspeção

  • Fluidos: nunca libertar para a atmosfera; ligar manómetros só com técnico certificado e mangueiras de baixa perda.
  • Óleos, filtros e resíduos: encaminhamento de resíduos, não lixo comum.
  • Água tratada ou com anticongelante: drenar segundo os procedimentos do local.
  • Orifícios de medição: vedar no fim com material resistente à temperatura.
  • Ruído e poeiras: reduzir e proteger quem está no espaço.

Deixa o local como o encontraste, exceto o que o relatório recomenda alterar.

Bloco 4 · Instrumentos de medição e controlo

Instrumentos e o que medem

Instrumento Grandeza Uso
Multímetro tensão, continuidade alimentação, bobinas, terra
Pinça amperimétrica corrente compressor, ventilador, resistência
Analisador de energia potência, energia período de medição
Termómetro de contacto temperatura de tubagem sobreaquecimento, subarrefecimento
Câmara termográfica distribuição de temperatura pontos quentes, isolamento
Termo-higrómetro temperatura e humidade do ar retorno e insuflação
Anemómetro e balómetro velocidade e caudal do ar grelhas, difusores, condutas
Manifold pressões baixa e alta
Detetor de fugas fluido ligações e juntas
Analisador de combustão O2, CO2, CO, temperatura caldeiras
Caudalímetro de ultrassons caudal de água balanço térmico

Fórmulas de campo

  • Potência elétrica trifásica: P (kW) = √3 × U × I × cos φ ÷ 1 000. Sem informação do fator de potência, as orientações do SCE admitem 0,8.
  • Caudal de ar: Q (m³/h) = v (m/s) × A (m²) × 3 600.
  • Potência térmica da água: P (kW) = Q (m³/h) × 1 000 × 4,187 × ΔT ÷ 3 600.
Exemplo Resultado
400 V, 20 A, cos φ 0,8 11,1 kW
Conduta 0,60 × 0,50 m, 3,5 m/s 3 780 m³/h
12 m³/h e ΔT 5 K 69,8 kW

Ler um manifold

  1. Confirma o fluido pela chapa e escolhe a escala certa.
  2. Lê as pressões de baixa e de alta com o sistema estabilizado.
  3. Converte cada pressão em temperatura de saturação.
  4. Mede as temperaturas reais nas linhas de aspiração e de líquido.
  5. Calcula sobreaquecimento e subarrefecimento.
  • A ligação dos manómetros é feita por técnico com a certificação exigida, com mangueiras de baixa perda.
  • Confirma se a tabela dá pressão relativa ou absoluta.

Verificação e calibração

  • Verificação: rápida, feita por ti, antes de usar.
  • Calibração: formal, por entidade qualificada, com certificado.
  • Portáteis: calibração com periodicidade não superior a 12 meses; os certificados fazem parte do relatório.
Instrumento Verificação de bancada
Termómetro de contacto gelo fundente (cerca de 0 °C), registar desvio
Pinça zero sem corrente; comparar com outra
Manifold zero ao ar livre
Detetor de fugas fonte de teste, bateria
Analisador de combustão zero em ar limpo

Bloco 5 · Inspeção visual e controlo de fugas

Método da inspeção visual

  1. Percurso lógico, seguindo o fluido ou o ar.
  2. Do geral ao particular: local, equipamento, pormenor.
  3. Fotografia de cada anomalia (geral e pormenor).
  4. Lista de verificação sempre.
  5. Classificação de cada equipamento.
Classificação Critério
Mau não funciona ou funciona mal; risco para o sistema, a segurança ou a saúde; instalação fora da boa arte
Suficiente otimizável (desempenho, operação, manutenção, vida útil)
Bom sem situações Mau ou Suficiente

Visual: circuito frigorífico

Componente Verificar
Compressor óleo, ruído, vibração, fixação, antivibráticos
Visor de líquido estado do fluido, indicador de humidade
Condensador sujidade, alhetas, ventilador, obstruções
Evaporador gelo, sujidade, tabuleiro, degelo, escoamento
Tubagem isolamento contínuo, suportes, pontos de óleo
Válvula de expansão bolbo fixo e isolado
Segurança pressostatos presentes e com setpoints coerentes
Quadro elétrico terminais, descoloração, terra

Visual: climatização

  • UTA, rooftops e termoventilação: secções de mistura, filtragem, permuta e ventilação; filtros (colmatação, posição, fixação); baterias de humidificação; tabuleiro de condensados; limpeza interior; pressostatos diferenciais; zonas de contaminação junto do ar novo; ruídos.
  • Condutas: estado, fugas, corrosão, isolamento.
  • Torres e condensadores evaporativos: tratamento da água, fugas, corrosão, obstruções, pulverizadores entupidos.
  • Chiller, bomba de calor, VRF: óleo, isolamento, visor, permuta, antivibráticos, ruídos.
  • Controlo: sondas, localização, setpoints, horários, ligações de comando.

Visual: aquecimento

  • Caldeiras: estado, fugas de combustível, isolamento, fuligem, fugas na conduta de gases, ruídos, ligação à terra.
  • Vaso de expansão: estado, fugas de gás, rotura de membrana.
  • Tubagem: fugas, corrosão, isolamento, proteção mecânica.
  • Segurança hidráulica: pressão da válvula de segurança, posição da válvula antirretorno.
  • Tratamento de água, depósitos (isolamento, temperatura), permutadores, biomassa (humidade).
  • Solar térmico: coletores, sombreamento, fixação, pressão, fluido, prioridade no depósito.

Sinais de risco de gás ou combustão: comunicar de imediato e recomendar entidade habilitada.

Controlo de fugas: a carga em t CO2 eq

Carga (t CO2 eq) = massa de fluido (kg) × GWP ÷ 1 000

O GWP lê-se do rótulo ou da ficha do fluido, nunca de memória. Os valores de GWP dos exemplos são hipotéticos.

Carga (anexo I) Sem deteção de fugas Com deteção de fugas
5 a menos de 50 t de 12 em 12 meses de 24 em 24 meses
50 a menos de 500 t de 6 em 6 meses de 12 em 12 meses
500 t ou mais de 3 em 3 meses de 6 em 6 meses
  • Equipamento hermeticamente fechado e rotulado: dispensa abaixo de 10 t (abaixo de 3 kg em edifícios residenciais).
  • Confirma os valores no regulamento na redação em vigor.

Fugas: reparação, verificação e registos

  • Fuga detetada: reparar sem demora injustificada.
  • Reparação em equipamento sujeito a verificação: verificação de eficácia por pessoa certificada, depois de 24 horas de funcionamento e no máximo um mês após a reparação.
  • Intervenções e verificações por técnicos e empresas com a certificação exigida.
  • Registos: tipo e quantidade de fluido, adições, recuperações, empresa e técnico, datas e resultados das verificações, medidas de reparação; conservação de pelo menos cinco anos.
  • Taxa de fuga (%) = fluido adicionado no ano ÷ carga × 100.

Como se deteta uma fuga

Método Tipo Nota
Detetor eletrónico direto sonda a 5 a 10 mm, lenta; correntes de ar perturbam
Solução espumante direto ligações acessíveis, sem gelo
Corante e luz UV direto exige intervenção prévia
Balanço de carga indireto indica perda, não localiza
Sobreaquecimento, subarrefecimento, visor indireto sintomas partilhados com outras causas
Sistema fixo de deteção indireto depende de manutenção e posição

Pontos críticos: ligações roscadas e abocardadas, válvulas de serviço, soldaduras, núcleos Schrader, vedantes, evaporadores corroídos, tubos em atrito.

Bloco 6 · Ensaios de funcionamento, consumos e eficiência

Ensaio de funcionamento em refrigeração

  1. Fotografa a chapa e anota o fluido.
  2. Arranca e estabiliza 30 minutos.
  3. Liga manómetros (técnico certificado), sem libertar fluido.
  4. Lê pressões; converte em saturações.
  5. Mede temperaturas de aspiração e de líquido.
  6. Calcula sobreaquecimento e subarrefecimento.
  7. Mede corrente e tensão.
  8. Mede temperatura do espaço e observa o degelo.
  9. Confirma que as proteções existem e estão ativas.
  10. Verifica com detetor as ligações dos manómetros.

Sobreaquecimento = T aspiração menos T saturação de baixa. Subarrefecimento = T saturação de alta menos T do líquido.

Diagnóstico por leituras

Observação Sintoma provável Causas
SH alto, SC baixo pouco fluido fuga, carga insuficiente
SH alto, SC alto restrição filtro obstruído, válvula subalimentada
SH baixo, SC alto excesso de fluido sobrecarga, válvula sobrealimentada
Pressão de alta elevada condensação deficiente condensador sujo, ventilador parado, incondensáveis
Pressão de baixa baixa evaporação deficiente falta de fluido, gelo, pouco ar
Corrente acima da chapa sobrecarga alta pressão, tensão baixa, defeito mecânico

Os valores aceitáveis são os do fabricante; os dos exemplos são didáticos.

Ensaio em climatização

Grandeza Instrumento Interpretação
Temperatura e humidade de retorno e insuflação termo-higrómetro ΔT através da bateria
Caudal de ar anemómetro, balómetro comparar com projeto
Queda de pressão em filtros manómetro diferencial colmatação
Temperaturas e caudal de água sondas, caudalímetro potência transportada
Corrente de ventiladores e compressores pinça comparar com a chapa
  • Desvio de caudal = (projeto menos medido) ÷ projeto. Ex.: 410 contra 500 m³/h, 18 % abaixo.
  • Chiller com 36 m³/h e ΔT de 5 K: 209,4 kW.
  • Confirma sentido de rotação, correias, registos e servomotores.

Ensaio de combustão

Analisador de gases: rendimento de combustão e O2, CO2, CO, excesso de ar, temperatura dos gases, O2 e CO ambiente.

  1. Antes de permanecer no local: ventilar e medir o CO ambiente à entrada.
  2. Verificar o analisador e fazer o zero em ar limpo.
  3. Estabilizar a caldeira (mínimo 30 minutos).
  4. Orifício de medição: se não existir, quem o abre na conduta é quem tem habilitação para intervir na instalação de queima, nos termos da legislação aplicável, nunca o aluno por iniciativa própria; fica a 15 cm de qualquer união ou curva e veda-se com material resistente a pelo menos 200 °C. Se não és essa pessoa, assinala a falta e recomenda a sua execução.
  5. Com recuperador de calor, medir depois dele.
  6. Registar e medir de novo o CO ambiente, com a caldeira em regime.

CO ambiente elevado (subida sustentada acima do valor de fundo, alarme do analisador ou valor fixado pelas regras do local): evacuar, parar o equipamento se for seguro, ventilar a partir do exterior, levar para o ar livre quem tenha sintomas e ligar 112 se persistirem.

Consumos ao longo do tempo

Fonte Cuidado
Faturas de eletricidade, gás, gasóleo separar o consumo do sistema
Contadores parciais verificar se estão em serviço
Registos do sistema de automatização validar com medições
Horas de funcionamento cruzar com horários

Exemplo: março com 18 400 kWh contra 13 900 kWh no ano anterior: +32 % sem mais produto armazenado.

Hipóteses: condensador sujo, degelo mal regulado, portas abertas, juntas degradadas, fuga de fluido, controlo desajustado.

Eficiência real do sistema

Ar condicionado e bombas de calor: eficiência = potência térmica ÷ potência elétrica absorvida.

  • Método direto: a partir do circuito frigorífico (pressões, temperaturas, diagrama pressão-entalpia).
  • Método indireto: pelo fluido secundário, água ou ar.
  • Potência elétrica medida em contínuo; registos em intervalos não superiores a 15 minutos.
  • Ligação ao circuito frigorífico: técnico credenciado para gases fluorados.

Combustão: η_sist = η_comb menos (1/FC menos 1) × P_ch menos (1/FC) × P_env.

Afastamento de 30 % sem justificação face à referência ou à inspeção anterior: recomendação.

Exemplo: chiller e caldeira

Chiller: 400 V, 105 A, cos φ 0,85 dão 61,8 kW. Potência térmica 209,4 kW. Eficiência 3,39. Referência 4,6, desvio 26,3 %, abaixo de 30 %: registar e acompanhar.

Caldeira a gasóleo, queimador de 300 kW: 7 570 kg em 1 000 h, PCI 42,8 MJ/kg.

Passo Resultado
FC = 7 570 × 42,8 ÷ (300 × 1 000 × 3,6) 0,300
η_sist = 0,92 menos 2,333 × 0,010 menos 3,333 × 0,02 0,830

O baixo fator de carga revela sobredimensionamento: recomendar avaliação do dimensionamento.

Bloco 7 · Não conformidades e metodologia

Famílias de anomalias

Família Exemplos
Documental sem manual, plano ou registos; chapa ilegível
Segurança sem terra, válvula errada, CO no local
Funcionamento não arranca, ciclos curtos, não atinge temperatura
Fugas óleo nas ligações, bolhas no visor, perdas repetidas
Conservação corrosão, isolamento rasgado
Eficiência rendimento baixo, consumo anormal
Controlo sondas mal colocadas, setpoints extremos
Higiene filtros inadequados, tabuleiros sujos
Dimensionamento equipamento sobre ou subdimensionado

Fatores críticos de uma inspeção

  1. Condições de medição (carga, estabilização, estação).
  2. Estado dos instrumentos.
  3. Carga de fluido avaliada pela massa e não só pelas pressões.
  4. Limpeza das superfícies de permuta.
  5. Caudais de ar e de água.
  6. Controlo: sondas e setpoints.
  7. Estanquidade de fluido, combustível e gases.
  8. Segurança elétrica.
  9. Qualidade da manutenção.
  10. Alterações de uso do edifício.

Classificar: estado, prazo, tipo

Anomalia Estado Prazo Tipo
Caldeira sem ligação à terra Mau imediato II
Filtros colmatados Suficiente (ou Mau se o caudal está comprometido) curto I
Setpoint de verão a 18 °C Suficiente curto I
Isolamento rasgado em 3 m de tubagem Suficiente médio II
Sem registo da última verificação de fugas Mau se sujeito a verificação e esta não foi feita no prazo; Suficiente se só falta o registo; Bom se abaixo do limiar curto, nos dois primeiros casos I
  • Tipo I: ajustes, limpeza ou adaptações. Tipo II: reparações ou substituições.
  • O prazo (imediato, curto, médio, acompanhamento) é critério do inspetor e deve ser declarado como tal.

Metodologia em oito fases

Fase O que se faz
1. Pedido e âmbito o que, para quê, limites
2. Documentação pedir e analisar
3. Preparação acessos, instrumentos, segurança
4. Reunião inicial condições típicas, riscos
5. Inspeção visual volta, fotos, listas
6. Ensaio e medições estabilizar, medir, registar
7. Análise calcular, comparar, classificar
8. Relatório e reunião final redigir, entregar, explicar

Regras de ouro: registar antes de corrigir, medir em condições típicas, uma anomalia, uma prova, cruzar duas fontes.

Os seis elementos a aferir

  1. Existência de todos os equipamentos e dispositivos necessários.
  2. Estado de conservação e de funcionamento.
  3. Parametrização dos sistemas de controlo.
  4. Eficiência energética real.
  5. Dimensionamento adequado face às necessidades atuais.
  6. Ajustamento adequado da operação e da manutenção.
  • Dimensionamento: projeto, simulação, consumo à carga máxima ou inquérito aos utilizadores.
  • Após a primeira inspeção, a avaliação pode ser dispensada se não houve renovações no sistema nem mudanças nas necessidades (ocupação, uso, envolvente, iluminação, equipamentos, setpoints).
  • SACE que cumpra os requisitos pode dispensar a inspeção do sistema, passando a ser ele o inspecionado.

Bloco 8 · Relatório, recomendações e relatórios de terceiros

O relatório de inspeção

Bloco Conteúdo
Identificação morada, coordenadas, técnico, data da inspeção, data limite da seguinte
Caracterização componentes, localização, potência nominal, funções, espaços servidos, setpoints
Resultados fotos, medições e cálculos, certificados de calibração, ocorrências, análise da operação e manutenção, dimensionamento
Recomendações agrupadas em tipo I e tipo II
Notas segurança e qualidade do ar, acessos, informação não disponibilizada
  • Um relatório por sistema técnico; submissão no Portal SCE e entrega ao proprietário.
  • Fora do regime periódico, usa a mesma estrutura.

Como se escreve um relatório

Regra Porquê
Frases curtas, verbos concretos o dono não é técnico
Um facto por frase evita ambiguidade
Valor com unidade e condição de medição repetível e comparável
Localização exata quem repara tem de encontrar
Uma foto por anomalia prova
Linguagem neutra técnico, não punitivo
Siglas explicadas o leitor pode não conhecer

Conclusões: estado geral numa frase, principais problemas por urgência, ações e ordem, o que ficou por avaliar, quando reinspecionar.

Recomendação útil

Seis ingredientes: o quê, onde, porquê, quem, quando, ganho.

Má Boa
"Melhorar a manutenção." "Incluir no plano a limpeza trimestral do condensador do chiller 1 e registar a pressão de condensação antes e depois."
"Corrigir fugas." "Localizar e reparar a fuga na ligação do compressor 2, fazer verificação de eficácia após 24 horas de funcionamento e atualizar o livro de registo."
  • Tecnicamente viável, linguagem acessível, quantificada quando possível.
  • Indica a ordem e as dependências entre ações.
  • Estimativa de ganho: (P1 menos P2) × horas por ano. Ex.: (18,8 menos 17,0) × 3 000 = 5 400 kWh/ano.

Quando é obrigatório recomendar

O inspetor redige recomendações quando:

  • a eficiência medida se afasta 30 % da referência ou da inspeção anterior, sem justificação aparente;
  • a inspeção visual dá Mau ou Suficiente;
  • o sistema parece desajustado às necessidades do edifício;
  • há situações que podem comprometer a segurança e a qualidade do ar interior;
  • há outras ações que melhoram a eficiência.

Ordem no relatório: tipo I (ajuste, limpeza, adaptação) e tipo II (reparação, substituição).

Ler o relatório de outros

  1. Quem, quando, para quê.
  2. O que foi e não foi inspecionado; limites de acesso.
  3. Condições da medição, instrumentos e calibrações.
  4. Resultados, classificações, fotos.
  5. Recomendações: tipo, prazo, quantificação.
  6. Notas: informação em falta, riscos.
  7. Data da próxima inspeção.
Pergunta crítica Se "não"
Instrumentos com certificado em prazo? confirmar os valores
Condições típicas? eficiência não comparável
Cada recomendação tem anomalia e prova? pedir esclarecimento
Há prazo e responsável? não é acionável

De relatório a plano de ações corretivas

Passo Ação
1 Extrair todas as recomendações para uma tabela
2 Ordenar por prazo e tipo; primeiro risco e imediato
3 Identificar dependências
4 Atribuir responsável, custo e data
5 Executar e registar com evidência
6 Verificar a eficácia com nova medição
7 Atualizar plano de manutenção e livro de registo
8 Arquivar relatório e comprovativos

Se o dono não executa ações de risco: registar por escrito que foi informado, quando e como.

Boas práticas finais

  • Documentos primeiro, depois o local.
  • Registar antes de corrigir; uma anomalia, uma prova.
  • Medir em condições típicas, com instrumentos verificados e calibrados.
  • Segurança e ambiente dentro do procedimento.
  • Valores regulamentares: sempre na redação em vigor; o GWP lê-se do rótulo.
  • Relatório claro, classificado, com recomendações úteis e quantificadas.
  • Competência: indica quem deve intervir quando a habilitação não é tua.

Um inspetor bom deixa ao dono uma decisão simples de tomar.

Recapitulando

  • Inspeção verifica e avalia; manutenção mantém e repara.
  • Classes por sistema, finalidade e profundidade.
  • Sistemas técnicos acima de 70 kW: 4 anos (abaixo de 250 kW) ou 2 anos (a partir de 250 kW).
  • Fugas: periodicidade pela carga em t CO2 eq; verificação de eficácia entre 24 horas e um mês; registos por, pelo menos, cinco anos.
  • Estado Bom, Suficiente, Mau; recomendações tipo I e tipo II.
  • Relatório com identificação, caracterização, resultados, recomendações e notas.

Próximo: fichas e mini-projeto, preencher listas de verificação, classificar não conformidades e redigir conclusões.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: registar antes de corrigir, senão a prova da anomalia desaparece - erro comum: afinar o termóstato e só depois escrever o relatório - exemplo: medir a corrente é inspeção, apertar os bornes soltos é manutenção

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a inspeção serve decisões, não é burocracia - pergunta: que custo tem uma fuga de fluido não detetada durante um ano? - exemplo: condensador sujo que faz subir a corrente do compressor e acaba em avaria

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: os eixos cruzam-se; classificar uma inspeção é responder aos três - erro comum: tratar a bomba de calor só como "aquecimento" - exemplo: inspeção a pedido do dono, a vitrinas, nível documental, visual e funcional

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o que muda de classe para classe é o que se mede e o que se teme - erro comum: esquecer que as torres de arrefecimento pedem atenção à higiene da água - analogia: três especialidades de médicos, mesma metodologia de consulta

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o limiar de 70 kW aplica-se a cada gerador, não à soma - erro comum: achar que um split pequeno está dentro deste regime - exemplo: um edifício de escritórios com um chiller de potência elevada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a NT aplica o limiar a cada gerador, mas não diz como escolher o escalão quando há vários; em caso de dúvida, confirmar com a ADENE - erro comum: somar as potências dos geradores para decidir o limiar - pergunta: um centro de saúde com uma bomba de calor de 120 kW e duas caldeiras de 20 kW, que periodicidade? (o maior gerador e a soma dão o mesmo escalão)

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sem acessos, pessoas e documentos a inspeção não arranca - erro comum: o técnico improvisar acessos perigosos para "despachar" o trabalho - exemplo: casa das máquinas fechada e o responsável sem chave

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o técnico de inspeção não substitui o profissional habilitado de gás, pressão ou eletricidade - erro comum: citar de memória números de diplomas - exemplo: cheiro a gás na casa da caldeira, comunicar e recomendar entidade habilitada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: pedir os documentos antes da visita, com acessos e pessoas - erro comum: aceitar "não temos nada" sem registar o que foi pedido e a quem - exemplo: pedido escrito ao proprietário a listar documentos, acessos e técnico presente

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a chapa é o documento mais fiável que está no próprio equipamento - erro comum: disjuntor de 20 A para um equipamento com 24 A nominais - exemplo: obter o número de série na carcaça do compressor quando a chapa foi pintada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: comparar medição com catálogo exige as mesmas condições - erro comum: concluir que o ventilador está mau antes de ver os filtros - exemplo: encontrar filtros colmatados, registar o valor, pedir a troca ao mantenedor, repetir a medição e registar o antes e o depois

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: existir plano não basta, tem de ser específico e cumprido - erro comum: confundir plano de manutenção com contrato de manutenção - exemplo: filtros mais frequentes numa cozinha com gordura do que num escritório

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o equipamento fala; registos e estado visível têm de bater certo - erro comum: acusar o mantenedor em vez de registar o facto - exemplo: registo de limpeza do condensador há três semanas e condensador coberto de pó

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a inspeção decide-se antes de chegar ao local - erro comum: medir uma bomba de calor num dia ameno, em quase vazio - exemplo: aviso prévio ao restaurante antes de observar a câmara durante uma hora

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: segurança faz-se antes, durante e depois da visita - erro comum: entrar numa casa de caldeiras sem medir o monóxido de carbono ambiente - exemplo: plano de visita a cave com um só acesso: avisar, ventilar, medir CO, EPI, não ir sozinho

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a inspeção não pode criar uma emissão nem um risco novo - erro comum: deixar o orifício da chaminé aberto depois de medir - exemplo: verificar com o detetor as ligações dos manómetros no fim

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: cada instrumento serve uma pergunta; saber qual é a pergunta - erro comum: abraçar o cabo todo com a pinça - exemplo: medir a corrente numa fase e comparar com a chapa

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: unidades coerentes; tensão composta nos trifásicos - erro comum: usar tensão simples de 230 V na fórmula trifásica - exemplo: refazer os três cálculos com os dados de uma máquina da oficina

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a conversão em saturação é o que dá significado à pressão - erro comum: ler a pressão numa escala de outro fluido - exemplo: pressão de baixa que corresponde a saturação de -9 °C numa câmara de conservação

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sem controlo, os números parecem rigorosos e não são - erro comum: usar um instrumento com calibração fora de prazo numa inspeção regulamentar - exemplo: sonda a ler 0,8 °C no gelo, com incerteza de 0,3 K, está fora da especificação

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a avaliação é sensorial: ver, ouvir, cheirar, tocar com segurança - erro comum: classificar "Bom" só porque o equipamento está a trabalhar - exemplo: óleo na ligação do compressor com bolhas no visor: Mau

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: óleo fora do circuito é sinal de fuga de fluido - erro comum: ignorar o isolamento rasgado por "não ser grave" - exemplo: câmara termográfica a revelar terminal quente num quadro

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: tabuleiros e torres são pontos críticos de higiene - erro comum: admissão de ar novo ao lado de um escape - exemplo: sonda de temperatura atrás de uma cortina e junto de um aquecedor

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o inspetor observa e comunica, não substitui o profissional de gás - erro comum: não olhar para a válvula de segurança e para o terra - exemplo: caldeira sem ligação à terra: Mau, prazo imediato, tipo II

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a periodicidade vem da carga em t CO2 eq, não dos quilos - erro comum: usar os quilos de fluido em vez de os converter com o GWP - exemplo: 52 kg com GWP de 2 000 dão 104 t, logo de 6 em 6 meses sem deteção

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: repor fluido sem localizar e reparar a fuga é má prática - erro comum: duas adições no ano sem verificação registada - exemplo: 4,5 kg em 14 kg de carga: taxa de 32 %, classificar o controlo de fugas como Mau

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: verificar o detetor com uma fonte de teste antes de usar - erro comum: passar a sonda depressa e concluir "sem fuga" - exemplo: percorrer todas as ligações e anotar cada ponto verificado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a ordem importa; estabilizar antes de medir - erro comum: ler os valores logo após o arranque - exemplo: câmara com SH de 11 K e SC de 1 K: pouco fluido

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: cruzar mais de uma leitura antes de concluir - erro comum: culpar o compressor sem ver a pressão de condensação - exemplo: 15,5 A contra 12 A de chapa: +29 %; limpar o condensador e medir de novo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: um difusor abaixo do projeto exige medir os vizinhos antes de concluir - enfatizar: menos caudal de ar faz o ΔT retorno/insuflação SUBIR; um ΔT baixo é pouca capacidade (fluido, restrição, compressor) - erro comum: medir caudal junto de curvas e registos - exemplo: todos os difusores do ramal abaixo: a causa está a montante

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: os limites de CO e rendimento são os da norma e do manual aplicáveis - erro comum: esquecer de medir o CO do local, só o da chaminé - exemplo: O2 de 8,5 % e gases a 240 °C: excesso de ar, afinar o queimador

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: subida sem explicação é indício de degradação - erro comum: atribuir tudo ao clima sem verificar a utilização - exemplo: plano de verificação: degelos, pressão de condensação, juntas, registo de fugas

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: validar o resultado com bom senso (ordem de grandeza) - erro comum: medir a corrente só de uma parte do equipamento - exemplo: chiller com 209,4 kW e 61,8 kW elétricos: eficiência de 3,39

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: rendimento do sistema é menor que o de combustão por causa das perdas em paragem - erro comum: confundir rendimento de combustão com rendimento do sistema - exemplo: refazer os cálculos com outros consumos e ver o efeito do fator de carga

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: regista-se tudo, separa-se depois anomalia de não conformidade - erro comum: tratar todas as anomalias como igualmente graves - exemplo: manual rasgado é anomalia documental; válvula de segurança acima da pressão máxima é grave

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: se um destes falha, o resultado muda - erro comum: concluir o diagnóstico com condições de medição não típicas - pergunta: quais destes fatores mudam entre verão e inverno?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: fundamentar cada classificação com o critério - erro comum: classificar "Mau" por desagrado e não por critério - exemplo: CO ambiente elevado exige prazo imediato

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: as fases são a espinha dorsal de qualquer inspeção - erro comum: saltar a reunião final e entregar o relatório por email sem explicação - exemplo: percorrer as oito fases numa câmara frigorífica de restaurante

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: limpeza e conservação decorrentes de manutenção não contam como renovação - erro comum: avaliar eficiência sem avaliar se o sistema ainda serve o edifício - exemplo: escritório que passou a ter o dobro dos ocupantes e o mesmo chiller

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o que não está no relatório não aconteceu - erro comum: esquecer de anexar os certificados de calibração - exemplo: preencher a linha de ocorrência com local, equipamento, prova, estado, prazo e recomendação

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o dono lê primeiro as conclusões - erro comum: misturar factos e opiniões no mesmo parágrafo - exemplo: reescrever "o sistema está mal" como estado Suficiente com duas ações imediatas

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: recomendação útil é a que o dono consegue decidir - erro comum: recomendar a troca de equipamento sem ver antes limpeza e ajuste - exemplo: limpar o condensador antes de equacionar trocar o compressor

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a regra dos 30 % é gatilho para recomendar, não limite de aceitação - erro comum: ignorar um desvio de 26 % que vem a piorar de inspeção para inspeção - exemplo: bomba de calor com 2,9 contra 4,3 de referência, desvio de 32,6 %

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: ler com sentido crítico, sem aceitar nem rejeitar à partida - erro comum: aplicar todas as recomendações sem ver se já foram cumpridas - exemplo: relatório sem certificado de calibração anexado: pedir esclarecimento

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sem verificação de eficácia a ação não está fechada - erro comum: dar a ação por feita sem repetir a medição - exemplo: limpeza do condensador e nova leitura da pressão de condensação e da corrente

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: estas práticas resumem os oito blocos da UFCD - erro comum: achar que inspecionar é só preencher uma lista - analogia: uma consulta médica: história, exame, análises, diagnóstico, receita