UFCD 10970

Qualidade do ar interior, fatores, efeitos, medições e ações de melhoria

Poluentes, limiares, instrumentos, procedimento de medição, relatório e manutenção higiénica de sistemas de AVAC

Curso profissional · 25h · Técnico/a de Refrigeração e Climatização

Plano

  1. Contexto legal do controlo da QAI
  2. QAI e saúde humana
  3. Contaminantes físicos
  4. Contaminantes químicos
  5. Contaminantes biológicos
  6. O triângulo da QAI
  7. Metrologia e equipamentos
  8. Prática de medição
  9. Relatórios e estratégias de melhoria
  10. Manutenção higiénica de sistemas de AVAC
  11. Síntese e boas práticas

Bloco 1 · Contexto legal do controlo da QAI

Porque é que a QAI é regulada

O ar interior tem poluentes que não se veem nem se cheiram: CO2, monóxido de carbono, radão, partículas finas. Por isso a lei não deixa a qualidade do ar ao critério de cada um.

  • Fixa limiares de proteção para os poluentes.
  • Obriga a ventilar com caudais mínimos de ar novo.
  • Obriga a manter os sistemas e a avaliar o ar em edifícios de comércio e serviços.

O técnico de AVAC está no centro: o sistema que instala e mantém tanto melhora como estraga o ar.

Os diplomas essenciais

Diploma O que regula
Decreto-Lei n.º 101-D/2020 Desempenho energético e requisitos de QAI em edifícios de comércio e serviços
Portaria n.º 138-G/2021 Limiares de proteção, margens de tolerância, condições de referência, métodos
Portaria n.º 138-I/2021 Requisitos técnicos: ventilação, caudais de ar novo, filtragem, acessos
Despacho n.º 1618/2022 Metodologia oficial de avaliação e medição da QAI (DGS e DGEG)
Lei n.º 52/2018 Prevenção e controlo da doença dos legionários
Portaria n.º 25/2021 Classificação do risco de Legionella e medidas

Todos na redação em vigor: os valores confirmam-se sempre no Diário da República.

Quem fica obrigado e o que se avalia

  • Edifícios de comércio e serviços em funcionamento: requisitos de QAI.
  • Grandes edifícios e edifícios com creches, pré-escolar, 1.º ciclo ou estruturas residenciais para idosos: avaliação simplificada anual.
  • Avaliação simplificada: no mínimo CO2, PM10 e PM2,5.
  • Verificação completa: também COV, CO, formaldeído, radão, bactérias e fungos.
  • Avaliação simplificada anual: nova avaliação registada até 30 dias depois de decorrido um ano do último registo; registo guardado pelo proprietário durante pelo menos 5 anos (Despacho n.º 1618/2022).
  • Radão: a obrigação da portaria em zonas graníticas valia só até ao Plano Nacional para o Radão (artigo 150.º do Decreto-Lei n.º 108/2018), entretanto aprovado; hoje aplicam-se o Decreto-Lei n.º 108/2018 e as orientações da APA.

Quem mede e que valor tem a medição

  • Métodos CEN ou ISO; análises em laboratório acreditado ou com sistema de gestão da qualidade.
  • Metodologia oficial: Despacho n.º 1618/2022 (DGS e DGEG). A leitura direta é método equivalente se cumprir o erro máximo admissível e a calibração anual.
  • Medição de oficina: diagnóstico, triagem, verificação de eficácia.
  • Verificação legal de conformidade: metodologia oficial e laboratório qualificado.

Medir o CO2 antes e depois de ajustar o ar novo é engenharia de manutenção, não é relatório de conformidade legal.

Bloco 2 · QAI e saúde humana

Exposição, dose e efeito

Exposição = concentração × tempo, e o ar que se respira aumenta com o esforço.

Efeitos agudos Efeitos crónicos
Dor de cabeça, olhos e garganta irritados, tosse, cansaço, náuseas Asma e alergias agravadas, doenças respiratórias e cardiovasculares, cancro do pulmão (radão), doença dos legionários
Desaparecem ao sair do local Resultam de exposições prolongadas

Concentrações modestas durante horas contam mais do que um pico curto.

Síndrome do edifício doente e doença relacionada com o edifício

Síndrome do edifício doente Doença relacionada com o edifício
Sintomas Inespecíficos, melhoram ao sair Diagnóstico clínico específico
Causa Várias causas pequenas Fonte identificável
Exemplos Ventilação fraca, COV, humidade Legionários, asma por fungos, intoxicação por CO
Ação Ventilar, manter, melhorar conforto Eliminar a fonte e envolver a autoridade de saúde

Quem é mais suscetível e o que é conforto

  • Crianças, idosos, asmáticos, grávidas, imunodeprimidos: sofrem mais com o mesmo ar.
  • A lei é mais exigente em creches, escolas do 1.º ciclo e estruturas para idosos.
  • Conforto (temperatura, humidade, velocidade do ar, ruído, odores) e saúde (contaminantes) misturam-se nas queixas.
  • O CO2 é indicador de ocupação e de ventilação, não o agente tóxico das queixas.

O que o técnico faz e o que não faz

Faz Não faz
Mede, regista e compara Diagnostica doenças
Identifica fontes e falhas do AVAC Garante "ar saudável" sem dados
Propõe e executa correções Atribui sintomas a uma causa sem prova
Encaminha: autoridade de saúde, médico do trabalho, laboratório Esconde um resultado desfavorável

Bloco 3 · Principais contaminantes físicos

Partículas em suspensão: descrição

Fração Definição Onde chega
PM10 Diâmetro aerodinâmico < 10 µm Vias aéreas superiores
PM2,5 Diâmetro aerodinâmico < 2,5 µm Vias inferiores e alvéolos
  • Quanto mais pequena, mais fundo chega e mais tempo fica no ar.
  • A fração PM10 inclui as PM2,5.
  • Limiares (média de 8 h): PM10 50 µg/m³, PM2,5 25 µg/m³, com margem de tolerância de 100 % em edifícios existentes.

Partículas: origem e efeitos

  • Exterior: tráfego, indústria, combustão, pólen, incêndios; entram por frestas e por tomadas de ar novo com filtro fraco.
  • Interior: pessoas, cozinha, tabaco, papel e arquivo, impressoras, obras, alcatifas.
  • Do próprio AVAC: filtros saturados ou mal assentes, condutas com pó, isolamentos degradados.
  • Efeitos: irritação, tosse, agravamento de asma e de doenças cardiovasculares.

Compara-se sempre com o exterior medido ao mesmo tempo.

Radão: o gás que não se sente

  • Gás radioativo natural, incolor e inodoro, vem do solo (sobretudo graníticos).
  • Entra por fissuras, juntas e passagens de tubagens; acumula-se em espaços baixos e pouco ventilados.
  • Efeito crónico: cancro do pulmão.
  • Limiar de proteção: 300 Bq/m³, sem margem, média anual.
  • Medição integrada com detetores passivos durante meses, segundo as orientações da APA.
  • Papel do AVAC: ventilar pisos baixos, evitar depressões que aspirem o gás.

Fibras e fatores ambientais

  • Fibras de condutas isoladas interiormente degradadas ou tetos falsos: irritam pele e vias respiratórias; controlo por inspeção e reparação, com máscara e confinamento.
  • Temperatura: conforto e emissão de formaldeído e COV (mais calor, mais emissão).
  • Humidade relativa: valores elevados persistentes favorecem fungos e ácaros.
  • Velocidade do ar: correntes incomodam; mede-se junto aos difusores e à altura dos ocupantes.

Medem-se em todas as campanhas porque explicam as leituras dos poluentes.

Bloco 4 · Principais contaminantes químicos

CO2: indicador de ocupação e de ventilação

  • Gás incolor e inodoro; no exterior das cidades frequentemente acima de 400 ppm.
  • Dentro de edifícios vem sobretudo da respiração; sobe com ocupação e com pouca ventilação.
  • Limiar: 1250 ppmv (2250 mg/m³), média de 8 h, margem de 30 % em edifícios existentes (limite efetivo 1625 ppmv).
  • Medição: NDIR (infravermelho não dispersivo), em contínuo.
  • É o melhor indicador da taxa de ventilação por pessoa.

Monóxido de carbono

  • Gás incolor, inodoro, muito tóxico; combustão incompleta.
  • Fontes: caldeiras, esquentadores, fogões, aquecedores, garagens, geradores; tomada de ar novo junto a escapes.
  • Efeitos: dor de cabeça, tonturas, confusão, perda de consciência, morte.
  • Limiar: 10 mg/m³ (9 ppmv), média de 8 h, sem margem.
Média 15 min 1 h 8 h 24 h
Valor < 100 mg/m³ ≤ 35 mg/m³ ≤ 10 mg/m³ ≤ 7 mg/m³
Como publicado, em ppm 90 ppm 30 ppm 9 ppm 6 ppm

Compara-se a leitura com a coluna da unidade do instrumento: as duas não são conversões exatas.

COV totais e formaldeído

COV totais Formaldeído
Fontes Tintas, colas, solventes, limpeza, mobiliário novo, remodelações Madeiras prensadas, colas, espumas, tecidos, tintas
Efeitos Irritação, dor de cabeça, odor; alguns cancerígenos Irritação, alergias; cancerígeno
Limiar (8 h) 600 µg/m³, margem 100 % 100 µg/m³ (0,08 ppmv), sem margem
Medição Adsorvente e cromatografia gasosa; PID, FID ou PAS como equivalente, se cumprirem o erro máximo e a calibração anual Tubos com reagente e cromatografia líquida; difusores

Excedência de COV: identificar e quantificar os compostos de risco.

Converter ppm em mg/m³

A 20 °C e 1 atm, volume molar ≈ 24,04 L/mol:

mg/m³ = ppm × massa molar ÷ 24,04

Gás Massa molar Conversão Valor da portaria
CO 28,01 9 ppm ≈ 10,5 mg/m³ 10 mg/m³ ↔ 9 ppmv
CO2 44,01 1250 ppm ≈ 2288 mg/m³ 2250 mg/m³ ↔ 1250 ppmv
CH2O 30,03 0,08 ppm ≈ 100 µg/m³ 100 µg/m³ ↔ 0,08 ppmv

Compara-se sempre a unidade da tabela com a unidade do instrumento: a portaria publica os dois valores, e as colunas não se convertem exatamente.

Bloco 5 · Principais contaminantes biológicos

Bactérias e fungos

Bactérias Fungos
Origem Pessoas, exterior, superfícies húmidas do AVAC Humidade, condensação, fugas, filtros e isolamentos húmidos
Efeitos Infeções respiratórias Alergias, asma, toxinas, infeções em imunodeprimidos
Unidade UFC/m³ UFC/m³
Condição de referência Interior < exterior + 350 UFC/m³ Interior < exterior

Fungos em não conformidade: identificar espécies; nenhuma patogénica; sem crescimento visível em qualquer superfície.

Alergénios, vírus e bioaerossóis

  • Ácaros em alcatifas e estofos, com humidade alta; pólen do exterior; pelos de animais.
  • Sem limiar na portaria: controlo por limpeza, humidade, filtragem do ar novo e manutenção.
  • Vírus respiratórios transmitem-se por gotículas e aerossóis; em espaços pouco ventilados acumulam-se.
  • Contributo do AVAC: diluir e remover (mais ar novo, menos recirculação, melhor filtragem).
  • CO2 como indicador indireto de diluição.

Legionella: a bactéria da água

  • Cresce em água estagnada e morna, com biofilme e incrustações.
  • Causa a doença dos legionários ao inalar aerossóis (< 10 µm).
  • Fontes: torres de arrefecimento, condensadores evaporativos, humidificadores, lavadores de ar, tabuleiros, redes de água quente, aspersão e fontes (água entre 20 °C e 45 °C).
  • Responsável: quem tem o controlo do equipamento (Lei n.º 52/2018): registo, plano de prevenção e controlo, análise de risco, auditorias.

Legionella: classificação do risco (Portaria n.º 25/2021)

Risco Parte A: utilizadores de elevada suscetibilidade (por exemplo unidades de saúde e lares) Parte B: outras instalações
Muito baixo Não detetada Não detetada
Baixo < 100 UFC/L < 1000 UFC/L
Moderado 100 a 1000 UFC/L 1000 a 10 000 UFC/L
Elevado ≥ 1000 UFC/L ≥ 10 000 UFC/L

L. pneumophila detetada: risco elevado em qualquer concentração. Risco elevado: suspender, limpar e desinfetar, nova amostra em 48 a 72 h, informar a autoridade de saúde em 48 h.

Bloco 6 · O triângulo da QAI

Os três vértices

Vértice Pergunta Ferramenta
Exposição Quem respira o quê, quanto e durante quanto tempo? Medição, ocupação, queixas
Valores de referência Qual a concentração aceitável e em que condições se compara? Portaria 138-G/2021, OMS
Estratégias Como baixo a exposição abaixo do valor? Fonte, ventilação, filtragem, manutenção

Nenhum vértice vale sozinho: medir sem referência dá números sem sentido; estratégias sem exposição dão obras inúteis.

Exposição: a equação do equilíbrio

C = C ext + G ÷ Q

  • C: concentração no espaço; C ext: concentração do ar novo.
  • G: geração do poluente; Q: caudal de ar novo.
  • Mais ocupantes (G sobe) ou menos ar novo (Q desce): C sobe.

Exemplo, 24 pessoas, G = 0,005 L/s por pessoa, exterior 430 ppmv, objetivo 1250 ppmv:
Q = 0,12 ÷ 0,00082 ≈ 146 L/s ≈ 527 m³/h (22 m³/h por pessoa; verificação pelo CO2, não é caudal regulamentar).

Valores de referência: limiares e margens

Poluente Limiar de proteção (8 h) Margem Limite efetivo (existente)
PM10 50 µg/m³ 100 % 100 µg/m³
PM2,5 25 µg/m³ 100 % 50 µg/m³
COV totais 600 µg/m³ 100 % 1200 µg/m³
CO 10 mg/m³ (9 ppmv) (nenhuma) igual
Formaldeído 100 µg/m³ (nenhuma) igual
CO2 2250 mg/m³ (1250 ppmv) 30 % 1625 ppmv
Radão 300 Bq/m³ (média anual) (nenhuma) igual

Verificação de conformidade

Max ≤ LP × (1 + MT)

  • Max: maior das médias de 8 h obtidas em todos os pontos.
  • LP: limiar de proteção; MT: margem de tolerância.
  • A incerteza de medição não entra na decisão de conformidade, mas o técnico tem de a conhecer.
  • No relatório regulamentar, o edifício é «Regulamentar» (conforme em todos os pontos) ou «Não regulamentar» (não conforme em pelo menos um ponto), segundo o ponto 1.6 c) do despacho.
  • Para a verificação legal vale o Despacho n.º 1618/2022; a média de 8 h, com pelo menos 90 % e médias de 15 minutos, é boa prática de campanha.

Estratégias por ordem de eficácia

  1. Eliminar ou reduzir a fonte: muito eficaz e permanente.
  2. Ventilar mais e melhor: diluir e extrair.
  3. Filtrar e depurar: remove partículas; gases só com meios específicos.
  4. Manter: filtros, bandejas, condutas, torres e circuitos de água.

Ventilar para compensar uma fonte evitável é gastar energia a tratar o sintoma.

Ventilação e filtragem na prática

  • Natural, mecânica de extração, dupla (insuflação e extração), com recuperação de calor.
  • Regulamentação: natural sempre que possível; mecânica quando necessário; ar recirculado nunca de sanitários, cozinhas, parques ou zonas de fumadores.
  • Filtros: ISO Coarse, ePM10, ePM2,5, ePM1; alta eficiência (EN 1822).
  • Estágio de filtros a montante de baterias e recuperador; pressostato com alarme de colmatação; acesso para manutenção.
  • Caudais mínimos de ar novo: na regulamentação técnica em vigor.

Bloco 7 · Metrologia e equipamentos de medição

Metrologia aplicada à QAI

Termo Significado
Resolução Menor variação que o aparelho mostra
Exatidão Proximidade ao valor verdadeiro
Repetibilidade Concordância entre medições repetidas
Zero e span Ajuste sem poluente e com concentração conhecida
Deriva Desvio lento do sensor
Calibração e rastreabilidade Comparação com padrão, com certificado
Incerteza Dúvida associada ao resultado

Resolução não é exatidão: 1 ppm de resolução pode vir com 100 ppm de incerteza.

Princípio de medição por parâmetro

Parâmetro Princípio Tipo
CO2 e CO NDIR ou fotoacústico; eletroquímico (CO portátil) Contínua
PM10 e PM2,5 Gravimetria (referência); leitura direta (óptico, beta, TEOM) equivalente se cumprir erro máximo e calibração anual Integrada 8 h ou contínua
Formaldeído Tubo DNPH e cromatografia líquida; difusor; leitura direta (eletroquímico, fotometria) equivalente se cumprir erro máximo e calibração anual Integrada ou direta
COV totais Adsorvente e cromatografia gasosa; PID, FID ou PAS equivalentes se cumprirem erro máximo e calibração anual Integrada
Radão Detetor passivo ou ativo Meses, conforme a APA
Bactérias e fungos Impacto em meio de cultura Pontual, laboratório
Legionella Cultura (ISO 11731) Pontual, laboratório

Equipamentos de oficina

Instrumento Mede
Registador de CO2 (NDIR) CO2 em ppm
Medidor de CO CO em ppm, com alarme
Contador de partículas PM10, PM2,5
Termo-higrómetro T e HR
Anemómetro de fio quente ou hélice Velocidade do ar e caudal
Manómetro diferencial Perda de carga de filtros
Amostrador de microrganismos Bactérias e fungos
Câmara termográfica e boroscópio Pontes térmicas, humidade, interior de condutas

Medir o caudal de ar

Q = v × A

Travessia de uma conduta de 0,40 m × 0,25 m, 6 pontos: 3,2; 3,6; 3,9; 3,8; 3,5; 3,1 m/s.

  1. Média: 21,1 ÷ 6 ≈ 3,52 m/s.
  2. Área: 0,40 × 0,25 = 0,10 m².
  3. Q = 0,352 m³/s = 1267 m³/h.

Compara-se com o caudal de projeto. Se for muito menor: filtro, ventilador, registo, fugas.

Cuidados com os sensores

  • CO2: aquecer; não respirar sobre a sonda; zero ao ar livre; medir o exterior no mesmo dia.
  • Partículas: longe de plantas, janelas abertas e sprays; verificar o caudal de amostragem.
  • CO: testar com gás de calibração; sensor com vida útil limitada.
  • Termo-higrómetro: aguardar equilíbrio; sem sol nem dedos no sensor.
  • Anemómetro: cone adequado; vários pontos; média.
  • Todos: registar modelo, número de série e data de calibração.

Bloco 8 · Prática de medição da QAI

Planear: informação e áreas de medição

Recolher: memória descritiva do AVAC, plantas, esquemas, áreas de uso especial, ocupação, plano de manutenção, registo de queixas.

Áreas de medição:

  1. Espaços servidos pela mesma UTA ou UTAN.
  2. Atividades, cargas térmicas e fontes semelhantes.
  3. Áreas distintas: queixas semelhantes, ocupantes suscetíveis, ventilação natural.

Onde se coloca a sonda (despacho em vigor)

Regra Valor
Altura 0,5 a 1,5 m (vias respiratórias de ocupantes sentados)
Afastamento de paredes, janelas e divisórias 1 a 2 m
Em relação a difusores, ventoinhas, aquecedores nunca diretamente debaixo ou em frente
Afastamento de fontes (fotocopiadora, impressora) ≥ 1 m
Exterior Perto da tomada de ar novo, ≥ 1 m da entrada de ar e a 1 a 1,5 m do pavimento

Pontos: pelo menos uma amostragem por zona, N = 0,15 × √A (despacho em vigor). Em campanha de diagnóstico usa-se também F1, F2, F3, F4 e F ext, como boa prática.

Condições e duração

  • Funcionamento normal e estabilizado: pelo menos 1 h depois do arranque.
  • Duração mínima da amostragem dos poluentes físico-químicos: 30 minutos (Despacho n.º 1618/2022), o tempo que garante a estabilização do equipamento e a representatividade da amostra. É o mínimo legal.
  • Anotar modo do AVAC, caudais de ar novo, posição dos registos, ocupação e eventos.
  • Medir T, HR e velocidade do ar nos pontos.
  • Campanha de diagnóstico, CO2 e CO: 8 horas (pelo menos 90 %), médias de 15 minutos: boa prática, não obrigação.
  • Amostras integradas: um único dia; exterior começa antes e acaba depois.
  • Radão: período fixado pela APA (meses).

Bactérias, fungos e Legionella: colheita

  • Bactérias e fungos: placas em duplicado, branco de campo por cada 10 amostras, bomba calibrada.
  • Volume típico 200 a 300 L: t = V ÷ Q. Com 28,3 L/min e 250 L: 8,8 min.
  • Legionella: colheita e análise por laboratório acreditado (IPAC) ou colhedor qualificado; o técnico acompanha, com EPI, em tanques de torres, humidificadores e tabuleiros.
  • Frascos etiquetados seguem para o laboratório com registo.

Lista de verificação de campo

  1. Calibração e baterias em dia.
  2. Zero em ar exterior.
  3. Pontos marcados na planta (F1, F2, F3, F ext).
  4. Alturas e afastamentos respeitados.
  5. AVAC em funcionamento normal e estabilizado (1 h depois do arranque).
  6. Ocupação, janelas e eventos anotados.
  7. T, HR e velocidade registadas.
  8. Cada amostragem com pelo menos 30 min (mínimo do despacho); 8 h se for campanha de diagnóstico; dados guardados e amostras etiquetadas.

Bloco 9 · Relatórios de medição e estratégias de melhoria

Interpretar uma série de CO2

Médias horárias (ppmv): 780; 1020; 1210; 1330; 1090; 1260; 1380; 1250.

  • Média: 9320 ÷ 8 = 1165 ppmv: abaixo de 1250 e de 1625.
  • Mas o pico foi 1380 ppmv: a média esconde picos.
  • A curva diz a história: patamar alto (ventilação constante e insuficiente), subida contínua (quase sem ar novo), dentes de serra (aulas e intervalos), não desce à noite (sala vedada).

Ar novo e renovação pelo CO2

Equilíbrio: Q = N × G ÷ (C − C ext) → 24 pessoas, 430 e 1250 ppmv: 146 L/s.

Decaimento (após saída dos ocupantes): n = ln[(C0 − Cext) ÷ (C(t) − Cext)] ÷ t

Sala de 168 m³, 1900 → 1000 ppmv em 0,75 h, exterior 430:
n = ln(1470 ÷ 570) ÷ 0,75 ≈ 1,26 h⁻¹ → 212 m³/h → 8,8 m³/h por pessoa para 24 pessoas.

Subventilada. O regulamentar é o da regulamentação técnica; isto é verificação.

Estrutura do relatório de medição

  1. Identificação
  2. Objetivo e âmbito
  3. Descrição do edifício e do AVAC
  4. Estratégia de medição (áreas, pontos, duração, ocupação)
  5. Instrumentos e métodos (série, calibração, norma)
  6. Resultados (tabelas e gráficos)
  7. Comparação com valores de referência
  8. Análise e diagnóstico
  9. Ações propostas
  10. Limitações e anexos

Facto, comparação e hipótese escrevem-se separados.

Plano de melhoria e fecho do ciclo

Prioridade Ação Verificação
1 Eliminar a fonte Nova medição do poluente
2 Ventilar: ar novo e reequilíbrio Caudal medido; CO2 de equilíbrio
3 Filtrar: classe adequada Perda de carga; PM interior vs exterior
4 Manter: higiene do sistema Relatório; zaragatoas

Intervir, registar, voltar a medir em condições comparáveis, comparar antes e depois, informar.
Encaminhar: autoridade de saúde, médico do trabalho, laboratório acreditado.

Bloco 10 · Manutenção higiénica de sistemas de AVAC

Pontos críticos do sistema

Ponto Risco Ação
Tomada de ar novo Poluentes, pássaros, humidade Limpar, proteger, relocalizar
Filtros Perda de caudal, contaminação Substituir pela classe correta
Bateria de arrefecimento e tabuleiro Água parada, biofilme, Legionella Limpar, desinfetar, escoamento e sifão
Humidificadores e lavadores Legionella Tratamento da água e análises
Ventiladores e recuperador Depósitos, colmatação Limpar e verificar
Condutas Pó, fibras, microrganismos Inspecionar; limpar se necessário
Torres e condensadores evaporativos Legionella Lei 52/2018 e Portaria 25/2021

Procedimento geral de intervenção

  1. Preparar: histórico, EPI, produtos aprovados, aspirador de alta eficiência, boroscópio.
  2. Segurança: fora de serviço, bloqueio e etiquetagem, ausência de tensão, informar ocupantes.
  3. Inspecionar e fotografar o estado inicial.
  4. Medir perda de carga, caudais.
  5. Limpar de montante para jusante, do seco para o húmido.
  6. Desinfetar só onde há risco microbiológico, com produto aprovado e tempo de contacto.
  7. Substituir filtros e materiais degradados.
  8. Repor, vedar, ensaiar, registar.

Tabuleiro de condensados passo a passo

  1. Fora de serviço, bloqueado e etiquetado; fotografar.
  2. Retirar lamas com aspirador de líquidos, protegendo a bateria.
  3. Lavar com detergente aprovado; enxaguar sem molhar partes elétricas.
  4. Desinfetar o biofilme, respeitando o tempo de contacto; enxaguar.
  5. Encher o sifão e testar o escoamento: deve escoar rapidamente, sem retenção.
  6. Verificar inclinação, dreno e isolamento.
  7. Repor, ensaiar, registar.

Água parada e película escura = risco microbiológico a corrigir já.

Condutas, torres e humidificadores

  • Condutas: limpar quando a inspeção mostra necessidade, não por calendário; escovagem com aspiração sob depressão; isolamento interior degradado substitui-se. Referência: EN 15780.
  • Torres, condensadores evaporativos e humidificadores (Lei n.º 52/2018): registo, plano de prevenção e controlo, análise de risco, auditorias; o responsável não se exime ao contratar uma empresa.
  • Tarefas do técnico: inspeção do tanque, limpeza e desinfeção, pH, desinfetante e purgas, eliminadores de gotas, acompanhamento das colheitas do laboratório acreditado, registo.

Relatório de manutenção higiénica

Campo Conteúdo
Identificação Edifício, equipamento, data, técnico
Estado inicial Descrição e fotografias
Medições iniciais e finais Perda de carga, caudais, escoamento
Trabalhos Produtos (nome, concentração, tempo de contacto)
Substituições Classe e referência dos filtros
Não conformidades Peças degradadas, necessidades futuras
Resíduos Destino
Próxima intervenção Data prevista

Frequência: a do plano de manutenção e da regulamentação em vigor; não há intervalo universal.

Segurança e ambiente na intervenção

  • CO em casas de máquinas: medidor pessoal, não trabalhar sozinho.
  • Elétrico: bloqueio e etiquetagem; ventiladores parados por completo.
  • Altura: terraços e torres com proteção contra quedas.
  • Biológico e químico: luvas, óculos, máscara; ficha de dados de segurança; nunca misturar produtos.
  • Poeiras e fibras: confinar e aspirar com filtro de alta eficiência.
  • Resíduos: filtros, lamas e águas de lavagem com destino próprio, registado.

Bloco 11 · Síntese e boas práticas

Boas práticas finais

  • Valores do diploma em vigor, nunca de memória.
  • Fonte primeiro, depois ventilar, filtrar e manter.
  • Exterior sempre, ocupação sempre, condições sempre registadas.
  • Zero e calibração antes de cada campanha.
  • Máximo dos pontos para decidir; picos para explicar queixas.
  • Segurança antes de abrir qualquer equipamento.
  • Voltar a medir para provar que a ação funcionou.

Recapitulando

  • A QAI é regulada pelo Decreto-Lei n.º 101-D/2020 e pela Portaria n.º 138-G/2021, com a metodologia de medição do Despacho n.º 1618/2022; a Legionella pela Lei n.º 52/2018 e pela Portaria n.º 25/2021.
  • Contaminantes físicos, químicos e biológicos atuam pela exposição; o triângulo liga exposição, referência e estratégia.
  • Medir exige instrumento calibrado, pontos certos, registo das condições, médias de 8 horas para comparar com o limiar e amostragens de pelo menos 30 minutos; decide-se por Max ≤ LP × (1 + MT).
  • O CO2 dá o ar novo por pessoa e a taxa de renovação.
  • Fonte, ventilação, filtragem, manutenção, por esta ordem; e voltar a medir.

Próximo: fichas e mini-projeto, medir uma sala e propor melhorias.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o sistema de AVAC pode ser a solução ou a fonte do problema - erro comum: achar que "ar sem cheiro" é ar sem poluentes - exemplo: monóxido de carbono, incolor e inodoro, mata sem aviso

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o decreto-lei diz que há obrigação, as portarias dizem quanto e como - erro comum: citar valores de memória de uma versão antiga - pergunta: onde se confirma a redação em vigor de um diploma?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: três parâmetros mínimos anuais, CO2, PM10 e PM2,5 - erro comum: pensar que a obrigação é só de grandes superfícies - exemplo: uma escola do 1.º ciclo pequena também faz avaliação anual

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: distinguir diagnóstico de verificação legal - erro comum: assinar "conforme" com um medidor portátil - analogia: o termómetro de casa não substitui a análise clínica

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: tempo de permanência é metade da exposição - erro comum: avaliar só o valor instantâneo - exemplo: radão não se sente, o risco vem de anos de exposição

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o padrão das queixas orienta a intervenção - erro comum: tratar um caso de Legionella como "ar pesado" - pergunta: as queixas melhoram ao sair do edifício? isso diz o quê?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: CO2 alto = pouca diluição do ar expirado - erro comum: dizer que o CO2 "envenena" nos níveis de edifício - exemplo: sala de aula cheia e fechada, ar pesado ao fim de uma hora

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: honestidade com os dados e reconhecer os limites - erro comum: prometer ao cliente que a intervenção resolve as queixas - exemplo: queixas persistentes com padrão ocupacional vão para o médico do trabalho

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a unidade é µg/m³ e a média é de 8 horas - erro comum: achar que PM2,5 e PM10 são conjuntos separados - exemplo: pólen é sobretudo PM10, fumo de combustão é sobretudo PM2,5

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: filtro mal assentado deixa passar ar por fora - erro comum: culpar só as pessoas e esquecer o ar novo - pergunta: como saber se as partículas vêm de dentro ou de fora?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a comparação é com a média anual, daí medir meses - erro comum: medir radão uma tarde e concluir - exemplo: sala de arquivo numa cave granítica sem ventilação

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: T, HR e velocidade registam-se sempre - erro comum: medir CO2 e esquecer a temperatura e a humidade - exemplo: formaldeído mais alto em dias quentes e húmidos

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: CO2 alto diz "pouco ar novo para esta gente", não "veneno" - erro comum: respirar sobre a sonda e falsear o pico - exemplo: sala de formação com 24 pessoas e janelas fechadas

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: CO acima do limiar numa casa de máquinas é risco imediato; um medidor em ppm usa a linha de ppm da tabela - erro comum: desativar o alarme do medidor - exemplo: caldeira com evacuação de fumos obstruída

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o PID procura a fonte; só vale como medição legal se cumprir o erro máximo admissível (50 µg/m³ ou 10 %) e a calibração anual - erro comum: comparar a leitura de um PID de oficina, sem calibração anual nem erro máximo conhecido, com o limiar de 600 µg/m³ como se fosse legal - exemplo: escritório recém-remodelado com cheiro a tinta

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a portaria publica os dois valores; usar a unidade da tabela - erro comum: comparar ppm com mg/m³ sem converter - pergunta: o que muda a 25 °C em vez de 20 °C?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: compara-se com o exterior medido ao mesmo tempo - erro comum: contar fungos e ignorar a inspeção visual - exemplo: tabuleiro de condensados com película escura

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: ventilar e filtrar reduz o risco sem prometer eliminação - erro comum: instalar purificador e fechar o ar novo - exemplo: sala de aula com CO2 baixo e janelas abertas

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a bactéria está na água e o dano vem do aerossol - erro comum: achar que a empresa externa assume a responsabilidade legal - exemplo: torre de arrefecimento parada em agosto com água morna

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a coluna depende do tipo de edifício - erro comum: manter a torre em funcionamento em risco elevado - exemplo: lar de idosos com 1500 UFC/L, risco elevado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o triângulo organiza qualquer problema de QAI - erro comum: saltar para a solução sem medir - exemplo: queixas de ar pesado, medir CO2, comparar com 1250 ppmv, ajustar o ar novo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: unidades coerentes, concentração em fração - erro comum: misturar L/s com m³/h - exemplo: duplicar o ar novo baixa a diferença para metade

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a margem só vale para edifícios existentes e novos sem ventilação mecânica (Anexo II, n.º 2; o artigo 4.º, n.º 1, alínea c), fala de edifícios sem ventilação mecânica, mas o ponto 1.6 a) do Despacho n.º 1618/2022 manda aplicar as margens conforme o Anexo II, que é a leitura seguida aqui; na dúvida confirma-se com a entidade fiscalizadora) - erro comum: aplicar margem ao CO ou ao formaldeído - exemplo: CO2 de 1410 ppmv é conforme com margem, não conforme sem ela

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: decisão pelo máximo dos pontos, não pela média dos pontos - erro comum: fazer a média dos três pontos e dizer que está conforme - exemplo: F1 1180, F2 1410, F3 1275: o valor é 1410

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a ordem é de eficácia, não de custo - erro comum: começar por comprar um purificador - exemplo: mudar a impressora de sala em vez de aumentar o ar novo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a classe de filtro depende do ar exterior e do uso do espaço - erro comum: subir a classe do filtro sem verificar a perda de carga do ventilador - exemplo: filtro ePM1 num ventilador dimensionado para ePM10 baixa o caudal

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: certificado de calibração e data antes de cada campanha - erro comum: confiar num sensor barato de CO2 que estima em vez de medir - exemplo: dois medidores lado a lado a diferir 90 ppm

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o que se mede em oficina e o que vai a laboratório - erro comum: tentar medir formaldeído com um PID e declarar conformidade - exemplo: CO2 e temperatura em contínuo, formaldeído com tubo e laboratório

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: cada instrumento responde a uma pergunta - erro comum: usar a câmara termográfica como medidor de concentração - exemplo: boroscópio para ver depósitos no interior de uma conduta

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: travessia em vários pontos, nunca um só - erro comum: medir junto à parede da conduta onde a velocidade é menor - exemplo: filtro colmatado reduz o caudal sem alarme visível

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: aclimatar o instrumento ao local antes de registar - erro comum: ligar e anotar logo, sem esperar pela estabilização - exemplo: sensor trazido do carro frio para a sala quente

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sem planeamento os pontos escolhem-se mal - erro comum: medir só na sala onde o cliente aponta - exemplo: sala de impressão com queixas é área própria

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a sonda mede o ar que as pessoas respiram - erro comum: sonda no chão ou sob o difusor - exemplo: um difusor por cima dá leitura de ar acabado de tratar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sem registo de ocupação o gráfico não se interpreta - enfatizar: se perguntarem qual é o mínimo legal, a resposta é 30 minutos por amostragem; as 8 horas são a média a que o limiar se refere e a duração de uma campanha de diagnóstico - erro comum: medir uma hora e extrapolar - exemplo: dia de feriado ou obras não representa o funcionamento normal

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: EPI e etiquetagem fazem parte do procedimento - erro comum: colher sem branco de campo - exemplo: acompanhar a colheita do laboratório num tanque de torre pouco profundo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a lista é o que protege a medição de ser contestada - erro comum: esquecer o zero no fim da campanha - exemplo: verificar um padrão no fim e anotar o desvio

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: média decide conformidade, pico explica queixas - erro comum: apresentar só a média no relatório - exemplo: pico na hora da reunião, mostrar o gráfico

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o decaimento mede o que o espaço realmente renova - erro comum: usar o método com portas e janelas a mudar de posição - exemplo: fazer o ensaio ao fim do dia, com todos fora e o AVAC em modo normal

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: primeiro parágrafo com o resultado e a ação mais urgente - para avaliação regulamentar, o conteúdo mínimo do relatório é o do ponto 1.7 do Despacho n.º 1618/2022 (horário, coordenadas, entidade que mede, zonas e pontos, certificados de calibração); equipamentos com calibração anual - erro comum: escrever "ar bom" em vez de "conforme" com o critério - exemplo: tabela com Max, limite efetivo e estado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sem medir depois, não se sabe se a ação funcionou - erro comum: voltar a medir com ocupação diferente e comparar - exemplo: mesma sala, mesmos pontos, mesmo dia da semana

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o tabuleiro de condensados é o ponto mais negligenciado - erro comum: limpar o filtro e ignorar a bateria e o tabuleiro - exemplo: sifão seco que deixa subir cheiros

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: bloqueio e etiquetagem antes de abrir qualquer painel - erro comum: desinfetar sem limpar primeiro - exemplo: fotografias antes e depois valem como prova do trabalho

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: escoamento rápido e sifão com água - erro comum: desinfetar sem remover a lama - exemplo: tabuleiro com pouca inclinação a reter água

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: eficácia da limpeza vê-se com câmara antes e depois - erro comum: limpeza agressiva que destrói o isolamento - exemplo: troço isolado com fibras soltas, substituir

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o relatório prova o que foi feito e com que produtos - erro comum: registar "limpo" sem fotografias nem valores - exemplo: perda de carga do filtro antes e depois da troca

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a segurança faz parte do procedimento, não é um capítulo à parte - erro comum: abrir a UTA sem confirmar que parou - exemplo: ventilador ainda a rodar por inércia depois de desligado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: estas práticas resumem os dez blocos da unidade - erro comum: parar no relatório sem verificar a eficácia - analogia: como o médico que só dá a alta depois de repetir a análise