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Manutenção de sistemas de AVAC e refrigeração

Tipos de manutenção, plano de manutenção preventiva, rotinas de oficina, registos, riscos e emergência

Curso profissional · 50h · Técnico/a de Refrigeração e Climatização

Plano

  1. Manutenção: conceito, tipos e importância
  2. Plano de manutenção preventiva: enquadramento, auditoria e elaboração
  3. Rotinas de cada visita: filtros, baterias, pressões, estanquidade, drenagens, elétrico, correias, desinfeção, leituras
  4. Ferramentas de gestão: ficha, ordem de trabalho, relatório, histórico, indicadores
  5. Gases fluorados: controlo de fugas, registos e certificação
  6. Riscos do trabalho em AVAC&R e prevenção
  7. Riscos, prevenção e atuação de emergência
  8. Executar o PMP em refrigeração, climatização e aquecimento

Bloco 1 · Manutenção: conceito, tipos e importância

O que é manter um equipamento

Manutenção: conjunto de ações técnicas, administrativas e de gestão que mantêm ou repõem um equipamento em estado de cumprir a função para que foi instalado.

  • Função: o que conta é arrefecer, aquecer, ventilar ou conservar, e não apenas "estar ligado".
  • Ciclo de vida: começa na colocação em serviço e acaba na desativação.
  • Gestão: planear, programar, registar e analisar o histórico fazem parte da manutenção.

Instalar, manter e reparar são atividades diferentes; reparar é uma das formas de manter.

Conceitos de base

  • Avaria: perda da capacidade de cumprir a função (total ou parcial).
  • Falha: o acontecimento que provoca a avaria (rolamento gripado, junta com fuga).
  • Disponibilidade: percentagem do tempo em que o equipamento está apto a funcionar quando é preciso.
  • Fiabilidade: probabilidade de funcionar sem falhar durante um período.
  • Manutibilidade: facilidade de manter e reparar (acessos, válvulas de serviço).
  • Ordem de trabalho (OT) e histórico: o registo que permite aprender com cada intervenção.

Os equipamentos que se mantêm

Família Exemplos
Refrigeração câmaras, móveis de frio, unidades de condensação
Climatização splits, ventilo-convetores, UTA, chillers
Aquecimento bombas de calor, caldeiras, circuitos de água quente

Subsistemas que se repetem em todas as visitas: circuito frigorífico, circuito de ar, circuito de água, circuito elétrico e regulação.

Tipos de manutenção

Tipo Quem decide quando intervir
Corretiva a avaria
Preventiva sistemática o calendário ou as horas de funcionamento
Preventiva condicionada o estado medido
Preditiva a tendência das medições

Há ainda a manutenção de melhoria, a autónoma (tarefas simples feitas pelo utilizador formado) e a proativa.

Manutenção corretiva

  • De emergência: a avaria já parou o serviço; é a mais cara (urgência, produto perdido, fora de horas).
  • Planeada ou diferida: avaria detetada que não pára o serviço; reparação agendada.

Faz sentido: equipamentos baratos, sem risco, fáceis de substituir.
Não faz sentido: câmaras de conservação, salas técnicas, blocos operatórios, centros de dados.

Manutenção preventiva: sistemática e condicionada

Sistemática: intervalos fixos (filtros trimestrais, aperto elétrico anual).
Condicionada: intervém-se quando um parâmetro medido atinge o limite (perda de carga do filtro, temperatura de condensação).

Vantagem Desvantagem
Sistemática simples de planear pode intervir cedo ou tarde demais
Condicionada aproveita a vida do componente exige instrumentos e leituras

Na prática, mistura-se: calendário de visitas com leituras que decidem trabalho extra.

Manutenção preditiva

Analisa a tendência de grandezas medidas ao longo do tempo para antecipar a falha.

  • corrente do compressor a subir lentamente ao longo de meses;
  • vibração e temperatura dos mancais de ventiladores e bombas de grande porte;
  • análise do óleo de compressores de maior dimensão;
  • termografia de quadros elétricos em carga;
  • horas de funcionamento diário do compressor a aumentar.

Compensa em equipamentos críticos; em pequenos, a instrumentação custa mais do que o benefício.

Como escolher o tipo de manutenção

Quatro perguntas por equipamento:

  1. Qual a consequência da avaria (segurança, produto, conforto, lei)?
  2. Qual o custo de parar por hora?
  3. Quão previsível é a falha (desgaste lento ou falha brusca)?
  4. Quanto custa vigiar?
Equipamento Escolha razoável
Split de gabinete preventiva sistemática semestral
Câmara de conservação preventiva apertada com leituras e alarme
Chiller de grande potência preventiva e preditiva
Extração de arrumos corretiva

Importância energética

Um equipamento mal mantido gasta mais para entregar o mesmo serviço.

  • filtro sujo: menos caudal, menos troca de calor;
  • condensador sujo: temperatura de condensação sobe, o compressor consome mais;
  • evaporador sujo ou com gelo: funciona horas a fio;
  • carga incorreta: menos capacidade;
  • regulação desajustada: sondas descalibradas, horários esquecidos.

A eficiência perde-se devagar; a manutenção é o que a mantém.

Importância económica e ambiental

Sem preventiva Com preventiva
Energia cresce estável
Avarias frequentes, urgentes menos, planeadas
Vida útil encurtada prevista ou superior
Perdas indiretas altas baixas

Ambiente: menos fugas de gases fluorados (GWP elevado), menos eletricidade, menos resíduos e melhor qualidade do ar interior.

Bloco 2 · Plano de manutenção preventiva: enquadramento, auditoria e elaboração

O que é um PMP

Documento que define, por equipamento, o quê, quando, quem, com quê, como e onde se regista.

  1. Tarefas
  2. Periodicidade ou critério
  3. Competência exigida
  4. Ferramentas, instrumentos e consumíveis
  5. Procedimento e critério de aceitação
  6. Registo

É um documento vivo: auditoria, elaboração, execução, avaliação, revisão.

  • O regime do SCE (Decreto-Lei n.º 101-D/2020, na redação em vigor) prevê o plano de manutenção dos sistemas técnicos dos edifícios.
  • As regras de elaboração, execução e acompanhamento, e os níveis de qualificação, constam da legislação do desempenho energético dos edifícios, na redação em vigor, incluindo o regime dos técnicos do SCE.
  • No regime atual (DL 102/2021), o plano de manutenção é elaborado pelo TGE; o TRM acompanha a instalação e a substituição dos sistemas técnicos. A sigla antiga TIM ainda aparece em contratos.
  • O plano e os resultados da execução são registados no portal do SCE, quando exigido.
  • Os limiares de potência e as categorias de técnico consultam-se no diploma atual.

Outras regras que tocam a manutenção

Matéria Implicação
Gases fluorados (Regulamento (UE) 2024/573, na redação em vigor) controlo de fugas, registos, recuperação, certificação
Substâncias que empobrecem a camada de ozono não libertar; regras para fluidos antigos
Equipamentos sob pressão inspeções conforme a categoria
Segurança e saúde no trabalho avaliação de riscos, EPI
Qualidade do ar e Legionella limpeza e desinfeção de redes e tratamento de ar

Auditoria: o ponto de partida

  1. Inventariar (tag, marca, modelo, série, ano, potência, fluido e carga, localização).
  2. Reunir documentação (esquemas, manuais, registos).
  3. Avaliar o estado (visual, medições, ruídos).
  4. Identificar riscos (acessos, altura, eletricidade).
  5. Classificar a criticidade.
  6. Registar a conformidade legal.
  7. Relatório com anomalias e recomendações por prioridade.

A chapa de características é a fonte de verdade: fotografar sempre.

Ficha de inventário

Campo Exemplo
Tag UE-03
Equipamento unidade exterior de split multi
Localização cobertura, lado nascente
Fluido e carga (da chapa), em kg
Tensão/corrente (da chapa)
Acessos e riscos escada fixa, sem guarda-corpos no lado norte
Criticidade média
Observações sujidade vegetal, corrosão ligeira na base

Elaborar o PMP em cinco passos

  1. Agrupar os equipamentos por família e criticidade.
  2. Listar tarefas (manual do fabricante, boas práticas, obrigações legais).
  3. Atribuir periodicidade (ambiente, horas de funcionamento, criticidade).
  4. Definir responsáveis e competências (quem tem certificação para o circuito frigorífico).
  5. Definir registos e indicadores.

Características de um PMP bom

  • Específico: equipamentos com tag, e não "o ar condicionado".
  • Mensurável: critérios de aceitação com valores.
  • Realista: cabe nos recursos.
  • Rastreável: tudo registado e ligado ao equipamento.
  • Revisto com o histórico.
  • Seguro: risco e EPI por tarefa.
  • Conforme com a lei aplicável.

Periodicidades usuais de partida

Tarefa Periodicidade de partida
Inspeção visual e ruídos cada visita
Filtros de ar mensal a trimestral
Bateria do evaporador semestral a anual
Condensador trimestral a semestral
Bandeja e dreno cada visita; desinfeção semestral
Aperto elétrico anual
Correias e rolamentos trimestral a semestral
Estanquidade segundo o regulamento aplicável

São hipóteses a ajustar ao manual, ao ambiente e ao histórico.

Formato prático do plano

Tag Tarefa Periodicidade Responsável Critério Registo
UC-01 limpar condensador trimestral técnico de manutenção alhetas livres, T. condensação no valor de referência OT + leituras
UC-01 verificar estanquidade segundo o regulamento técnico certificado sem fugas registo de fugas + OT
CF-01 ventiladores e degelo cada visita técnico de manutenção corrente na chapa, degelo completo OT

Consequências do PMP

Cumprido Não cumprido
menos avarias de emergência avarias frequentes
consumo estável consumos crescentes
vida útil prolongada substituição antecipada
qualidade do ar controlada risco microbiano
legalidade demonstrável coimas e responsabilidade
histórico para decidir decisões às cegas

Bloco 3 · Rotinas de cada visita

Sequência-tipo de uma visita

  1. Ler a OT e o histórico.
  2. Preparar EPI, ferramentas, instrumentos e consumíveis.
  3. Avisar o cliente e delimitar a zona.
  4. Inspeção visual e auditiva com o equipamento a funcionar.
  5. Leituras em funcionamento.
  6. Parar, bloquear, etiquetar, verificar ausência de tensão.
  7. Rotinas de limpeza e verificação.
  8. Repor e arrancar.
  9. Leituras finais e comparação.
  10. Registar e comunicar.

Rotina 1 · Filtros de ar

Split: desligar no comando, abrir o disjuntor, bloquear e etiquetar, retirar, aspirar, lavar com água morna e detergente neutro, secar à sombra, repor.
UTA: parar, abrir o seccionador, bloquear e etiquetar antes de abrir a secção de filtros; medir a perda de carga com manómetro diferencial; substituir ao atingir o limite do fabricante ou do projeto; verificar os vedantes laterais.

Critério: filtro íntegro e bem encaixado; perda de carga abaixo do limite.

Ar que contorna o filtro não é filtrado.

Rotina 2 · Baterias (evaporador e condensador)

  1. Parar e bloquear; verificar ausência de tensão.
  2. Proteger quadro, motor e terminais com plástico.
  3. Aspirar e escovar no sentido contrário ao do ar.
  4. Detergente próprio, respeitando o tempo de contacto.
  5. Enxaguar a baixa pressão, também contra o ar.
  6. Endireitar alhetas com o pente.
  7. Secar, montar, arrancar e comparar pressão de descarga e corrente.

Critério: alhetas livres; descarga e corrente iguais ou menores do que antes.

Rotina 3 · Pressões e cargas: medir em ordem

  1. Estabilizar o funcionamento; fixar condições (ar exterior, retorno).
  2. Técnico certificado: ligar o manifold, purgando as mangueiras. Sem certificação: sondas de braçadeira, pinça e termómetro de ar, sem tocar no circuito.
  3. Aspiração → temperatura de evaporação.
  4. Sobreaquecimento = T. tubagem de aspiração − T. evaporação.
  5. Descarga → temperatura de condensação.
  6. Subarrefecimento = T. condensação − T. linha de líquido.
  7. ΔT do ar no evaporador.
  8. Corrente do compressor vs chapa.

Valores usuais e como os ler

Parâmetro Ordem de grandeza (confirmar no manual)
Sobreaquecimento (válvula termostática) 5 a 10 K
Subarrefecimento 3 a 8 K
ΔT do ar no evaporador 8 a 12 K
O ΔT do ar lê-se sempre com o caudal ΔT alto com caudal baixo é pouco ar (filtro, bateria, ventilador, condutas); ΔT baixo com caudal normal é pouca capacidade entregue (carga de fluido, compressor)
T. condensação (a ar) 10 a 20 K acima do ar exterior

O critério de aceitação é sempre o do fabricante; estes valores servem para desconfiar de leituras absurdas.

Interpretar as leituras

Sintoma Causa provável
Aspiração baixa, sobreaquecimento alto, subarrefecimento baixo falta de fluido
Aspiração baixa, sobreaquecimento alto, subarrefecimento normal ou alto restrição no líquido (filtro desidratador, válvula)
Aspiração baixa, sobreaquecimento baixo pouco ar no evaporador ou gelo
Descarga alta, subarrefecimento alto excesso de carga ou condensador com pouco ar
Descarga alta, subarrefecimento normal condensador sujo, ventilador fraco, incondensáveis
Aspiração e descarga próximas compressor com perda de compressão

Este quadro serve para decidir o que fazer na visita; o diagnóstico completo de avarias é matéria da unidade de deteção de avarias.

Rotina 4 · Controlo de estanquidade

  1. Indireto: registo, pressões (já lidas, ou lidas por técnico certificado), subarrefecimento, consumo de óleo.
  2. Direto: juntas, uniões, válvulas, flanges, tomadas de serviço, soldaduras, zonas de vibração.
  3. Detetor a 3 a 5 mm da superfície, por baixo das juntas; espuma de apoio.
  4. Vestígio de óleo = pista de fuga.
  5. Fuga: marcar, registar, reparar sem demora (prazos do regulamento em vigor).
  6. Repetir o controlo depois da reparação.

O controlo de fugas é feito por técnico com a certificação aplicável.

Rotina 5 · Drenagens e sifões

  • Bandeja: água parada, lodo, bolor, cheiro.
  • Sifão: o selo de água impede a entrada de ar; a sua altura tem de vencer a depressão na bandeja (dado do fabricante).
  • Teste do copo de água no dreno: escoa sem refluxo?
  • Desentupir com aspirador de líquidos ou ar a baixa pressão.
  • Lavar o sifão e enchê-lo.
  • Bomba de condensados: boia e ligação de segurança.
  • Inclinação e fixações do dreno.

Rotina 6 · Apertos e verificação elétrica

  1. Cortar, bloquear, etiquetar, verificar ausência de tensão.
  2. Descarregar condensadores de arranque e marcha.
  3. Inspeção: cor, cheiro, isolamento, fios partidos.
  4. Reapertar com o binário do fabricante.
  5. Contactos, relés e condensadores (inchados, a verter).
  6. Terra e continuidade.
  7. Resistência de isolamento de compressor e motores (sem tensão, desligados da eletrónica).
  8. Em carga: tensão, corrente e equilíbrio entre fases; termografia, se houver câmara.

Rotina 7 · Correias e rolamentos

  1. Bloquear e verificar ausência de tensão antes de abrir resguardos.
  2. Correias: fendas, brilho, desgaste lateral.
  3. Alinhamento das polias com régua.
  4. Tensão com tensiómetro, contra a tabela do fabricante.
  5. Substituir o conjunto completo.
  6. Rodar o veio à mão: folga, aspereza, ruído.
  7. Lubrificar só o que o prevê, com a massa e a quantidade certas.
  8. Repor o resguardo, arrancar, escutar, medir corrente e temperatura do mancal.

Rotina 8 · Desinfeção de bandejas e superfícies húmidas

  1. Ler a ficha de dados de segurança do produto.
  2. Remover água, lodo e depósitos (limpeza mecânica antes da química).
  3. Aplicar desinfetante compatível com alumínio e cobre.
  4. Respeitar o tempo de contacto.
  5. Enxaguar se for exigido; recolher águas de lavagem.
  6. Secar e verificar o dreno.
  7. Resíduos para destino adequado; registar produto, concentração e hora.

Nunca misturar produtos; nunca pulverizar componentes elétricos.

Rotina 9 · Registo de leituras

Campo Exemplo
Equipamento (tag) UC-01
Condições exteriores T. ar exterior
Pressões de aspiração e descarga bar, com a escala do fluido
T. evaporação e condensação °C
Sobreaquecimento e subarrefecimento K
ΔT do ar K
Corrente e tensão por fase A, V
Observações ruídos, óleo, gelo

Registar antes e depois da intervenção.

Bloco 4 · Ferramentas de gestão

Ficha de equipamento

O "bilhete de identidade" do equipamento. Dados fixos, atualizados quando algo muda.

  • identificação, tag, localização, cliente;
  • dados da chapa (marca, modelo, série, ano, tensão, corrente, potência);
  • fluido, carga de origem, óleo, número de circuitos;
  • componentes principais;
  • documentação (manual, esquemas, certificados);
  • acessos e segurança;
  • criticidade e tipo de manutenção.

Ordem de trabalho (OT)

Campo O que se escreve
Número, data, equipamento (tag) identificação única
Tipo preventiva (sistemática ou condicionada), preditiva, corretiva
Pedido ou tarefas o que foi pedido ou o que o plano prevê
Riscos e EPI medidas aplicadas
Leituras antes e depois valores com unidade
Trabalho executado passo a passo
Material, fluido recuperado e adicionado quantidades
Tempo e paragem início, fim, paragem
Pendentes e validação o que ficou e quem aceitou

Relatório de intervenção e histórico

Relatório (para o cliente): situação encontrada, trabalho feito, resultados finais, pendentes e recomendações, próxima visita, assinaturas.

Histórico (para a empresa): soma das OT e relatórios, em ordem cronológica. Serve para:

  • rever periodicidades;
  • decidir entre reparar e substituir;
  • justificar investimentos;
  • demonstrar o cumprimento legal numa inspeção.

Indicadores simples

Disponibilidade = (tempo programado − tempo de paragem) ÷ tempo programado × 100

MTBF = tempo de funcionamento ÷ número de avarias

MTTR = tempo total de reparação ÷ número de reparações

Cumprimento do plano = OT preventivas concluídas no prazo ÷ previstas × 100

Complementares: percentagem de corretiva e custo por equipamento.

Auditar o plano uma vez por ano

  1. As tarefas previstas foram todas executadas?
  2. As anomalias foram resolvidas ou arrastam-se?
  3. A periodicidade continua adequada?
  4. As leituras indicam degradação em algum equipamento?
  5. Os requisitos legais mudaram?

A resposta alimenta a revisão do plano.

Supervisionar o PMP durante o ano

  1. Distribuir por competência: circuito frigorífico para o técnico certificado, gás combustível para quem tem habilitação, o resto para o técnico de manutenção.
  2. Acompanhar o calendário: OT previstas, concluídas e atrasadas; razão de cada atraso; reprogramar.
  3. Verificar registos: amostra de OT fechadas (tag, leituras antes e depois, critério, quantidades de fluido).
  4. Acompanhar visitas: sequência, bloqueio de energia, EPI; dar retorno à equipa.
  5. Gerir pendentes e alterações: dono e data para cada pendente; inventário e plano atualizados.

Quem supervisiona assina o plano e as revisões e guarda a prova de que acompanhou.

Bloco 5 · Gases fluorados: fugas, registos e certificação

Quadro regulador e quem pode intervir

  • Regulamento (UE) 2024/573, relativo aos gases fluorados com efeito de estufa, na redação em vigor, e legislação nacional que o executa.
  • A intervenção no circuito (instalação, manutenção, reparação, controlo de fugas, recuperação) exige técnicos e empresas com a certificação aplicável.
  • Exigem certificação todas as operações que implicam intervir no circuito: ligar o manifold e ler pressões, recuperar, abrir, brasar, ensaio de estanquidade, vácuo, carga e controlo de fugas.
  • Sem certificação: filtros, drenos, limpeza de baterias, apertos elétricos e leituras que não tocam no circuito (sondas de braçadeira, pinça, termómetro de ar); não se toca no circuito nem se manuseia o fluido.
  • Em formação: com o formador certificado ou sob a sua supervisão direta, dentro do que o regime em vigor permitir.
  • Certificados e atestados têm prazo e condições de renovação definidos no regime em vigor.

Controlo de fugas: o princípio

  1. A periodicidade depende da carga em toneladas de CO2 equivalente e, para certos gases do anexo do regulamento, existe ainda um critério próprio em massa (a verificar no regulamento, na redação em vigor).
  2. Mais carga, verificações mais frequentes e, a partir de certos limiares, sistemas de deteção.
  3. Um sistema de deteção de fugas instalado pode alargar o intervalo.
  4. Existem exceções (equipamento hermeticamente fechado rotulado como tal).

t CO2 eq = massa (kg) × GWP ÷ 1 000

Limiares e intervalos: ler no regulamento em vigor antes de fixar o plano.

Fazer uma verificação de fugas

  1. Consultar o registo e as intervenções anteriores.
  2. Controlo indireto (pressões, carga, óleo, comportamento).
  3. Controlo direto com instrumento adequado.
  4. Registar resultado, ponto de fuga, instrumentos.
  5. Reparar sem demora nos prazos aplicáveis.
  6. Nova verificação após a reparação.

Recuperação, registos e etiquetagem

  • Recuperar o fluido para garrafa própria; nunca libertar para a atmosfera.
  • Garrafa de recuperação: no máximo 80 % da capacidade, e nunca acima do enchimento máximo marcado pelo fabricante; controlar por pesagem.
  • Pesar o fluido recuperado e o reposto.
  • Registo por equipamento: identificação, fluido, quantidades, datas, técnico e empresa, resultados, destino do fluido.
  • Prazo de conservação e comunicação anual: os do regime em vigor.
  • Etiqueta do equipamento legível e atualizada.

Fluidos antigos e fluidos inflamáveis

  • Equipamentos antigos podem conter fluidos que empobrecem a camada de ozono: não se recarregam nem se libertam; regista-se e remete-se para as regras em vigor.
  • Alguns fluidos de utilização crescente são inflamáveis: a classe de segurança consta da etiqueta e da ficha de dados de segurança.
  • Define ventilação, eliminação de fontes de ignição, ferramentas e detetores adequados, e limites de carga por espaço.
  • Nunca se trabalha sem saber a classe do fluido.

Bloco 6 · Riscos do trabalho em AVAC&R e prevenção

Síntese dos principais riscos

Risco Consequência Barreira principal
Peças móveis esmagamento, amputação bloqueio de energia, resguardos
Explosivos e inflamáveis explosão, incêndio ventilação, eliminar ignição
Quedas lesões graves proteção coletiva, arnês
Ferramentas cortes, projeções ferramenta certa e em bom estado
Queda de materiais traumatismos delimitação, capacete, amarrar
Temperaturas queimaduras de calor e frio luvas, tempo de espera
Eletricidade choque, arco bloqueio, ausência de tensão
Gás asfixia, intoxicação ventilação, recuperação
Tóxicos intoxicação ficha de segurança, EPI
Brasagem fogo, queimaduras, fumos licença, manta, extintor

Avaliação de risco simples e EPI de base

Cinco perguntas antes de cada intervenção: o que pode correr mal? quem pode ser atingido? com que probabilidade e gravidade? que medidas reduzem o risco? o que faço se acontecer?

EPI Para quê
Calçado de segurança quedas de objetos, perfurações
Luvas (mecânicas, isolantes, térmicas, químicas) cortes, choque, calor e frio, produtos
Óculos ou viseira projeções, fluido
Capacete impactos
Proteção auditiva ruído
Máscara adequada poeiras, produtos, fumos
Arnês e linha de vida altura

Contacto com peças móveis

Onde: ventiladores, correias, polias, compressores abertos, bombas, portas automáticas.

  1. Cortar e bloquear antes de retirar resguardos; desligar no telecomando não basta.
  2. Etiquetar o ponto de corte.
  3. Esperar a paragem total do rotor.
  4. Roupa justa, cabelo preso, sem anéis nem fios soltos.
  5. Nunca introduzir mãos nem ferramentas num ventilador a rodar.
  6. Repor todos os resguardos e confirmar que nada ficou dentro.
  7. Teste de arranque com todos fora da zona de risco.

Materiais explosivos e inflamáveis

  • Nunca usar oxigénio para pressurizar ou limpar um circuito (óleo + oxigénio inflama-se violentamente).
  • Para ensaios e purgas, azoto seco com regulador e válvula de alívio, abaixo da pressão máxima admissível do componente mais fraco.
  • Garrafas presas na vertical, longe do calor, com proteção de válvula em transporte.
  • Fluidos inflamáveis: ventilar, eliminar ignição, equipamento adequado.
  • Gás combustível: só quem tem habilitação legal intervém; em caso de fuga, não acionar interruptores, ventilar, sair e ligar 112.
  • Garrafa de recuperação: no máximo 80 % da capacidade (e nunca acima da marca do fabricante), controlado por pesagem; o líquido expande-se com o calor e rebenta a garrafa.

Quedas em altura e ao mesmo nível

  1. Proteção coletiva primeiro (guarda-corpos, plataformas); só depois arnês e linha de vida.
  2. Escada portátil: tarefa curta e de baixo risco, base firme, ultrapassar o ponto de apoio, três pontos de contacto.
  3. Cobertura: avaliar a resistência (telhas e claraboias não suportam pessoas), passadiços, evitar chuva e vento.
  4. Plataforma elevatória: operador habilitado.
  5. Tetos falsos: pisar só estrutura segura.
  6. Ao mesmo nível: cabos recolhidos, derrames limpos, boa iluminação.

Uso de ferramentas

  1. A ferramenta certa para cada trabalho.
  2. Verificar antes de usar: cabos, fichas, discos, resguardos.
  3. Ferramentas elétricas com proteção diferencial; desligar para trocar acessórios.
  4. Cortador de tubo, alargador e escareador com o tubo bem preso; remover rebarbas.
  5. Rebarbadora com viseira, luvas e resguardo.
  6. Instrumentos de medida de categoria adequada, pontas em bom estado, escala correta.
  7. Manifold e mangueiras sem fugas e adequados ao fluido (ligá-los ao circuito exige certificação).
  8. Ferramenta danificada sai de serviço.

Queda de materiais

  1. Delimitar e sinalizar a zona inferior.
  2. Amarrar ferramentas ao punho ou usar sacos; nada nos bordos.
  3. Içar com equipamento certificado, carga amarrada, nunca por baixo da carga.
  4. Capacete em zonas de risco.
  5. Verificar suportes e buchas antes de pendurar unidades.
  6. Cargas pesadas: equipamento de elevação ou duas pessoas; técnica correta (costas retas, joelhos fletidos, carga junto ao corpo).

Exemplo · Abrir o resguardo de um ventilador

  1. Ler o risco: peças móveis, arranque automático, eletricidade.
  2. Parar pelo comando e abrir o seccionador.
  3. Bloquear com cadeado pessoal e etiquetar.
  4. Verificar ausência de tensão nos bornes (instrumento testado antes e depois).
  5. Esperar a paragem do rotor; confirmar rodando à mão.
  6. Retirar o resguardo e verificar a correia.
  7. Repor o resguardo, confirmar que nada ficou dentro, retirar o cadeado, avisar, arrancar.
  8. Registar o bloqueio na OT.

Bloco 7 · Riscos, prevenção e atuação de emergência

Altas e baixas temperaturas

Quente: descarga do compressor, resistências de degelo, caldeiras, tubos recém-brasados.
Frio: aspiração e líquido de baixa temperatura, evaporadores com gelo, câmaras de congelados, fluido líquido em libertação (queimadura por frio).

  • Esperar que as peças arrefeçam ou aqueçam; testar com a mão aberta e a distância.
  • Luvas térmicas, óculos, manga comprida ao abrir ligações.
  • Nunca desapertar uniões com pressão: recuperar primeiro.
  • Câmara de congelados: nunca sozinho; trinco interior testado; avisar a entrada e a saída.

Emergência: arrefecer queimaduras com água corrente; queimadura por frio, aquecer devagar com água morna; hipotermia, agasalhar e 112.

Peças eletrificadas: as cinco regras

  1. Seccionar a alimentação.
  2. Impedir a religação (cadeado e etiqueta).
  3. Verificar a ausência de tensão com instrumento testado antes e depois.
  4. Ligar à terra e em curto-circuito onde o procedimento do local exigir.
  5. Proteger os elementos vizinhos que se mantêm sob tensão.

Cuidados: condensadores e variadores mantêm carga; trabalho com tensão só se imprescindível; nunca lavar com água um equipamento com tensão; o quadro geral do edifício é de profissional habilitado.

Choque elétrico: atuação de emergência

  1. Não tocar na vítima enquanto estiver em contacto com a corrente.
  2. Cortar a alimentação; se não for possível, afastar a vítima com material isolante seco.
  3. Chamar o 112.
  4. Verificar se responde e respira; se não respira, suporte básico de vida e desfibrilhador automático externo se houver.
  5. Cobrir queimaduras com compressa limpa.
  6. Avaliação hospitalar mesmo que pareça bem.

Manuseamento de gás

Fluidos frigorigéneos: mais pesados do que o ar; acumulam-se em caves e salas técnicas; deslocam o oxigénio; em líquido provocam queimaduras por frio; alguns são inflamáveis.
Azoto: não é tóxico, mas desloca o oxigénio; garrafa presa, regulador, válvula fechada no fim.
Gás combustível: só com habilitação legal.

Prevenção: ventilação, deteção em salas técnicas, ficha de segurança à mão, recuperar sempre, não entrar em espaços confinados sem avaliação da atmosfera e sem alguém no exterior.

Emergência por inalação: se a vítima está em espaço confinado, cave ou sala técnica, não entrar; dar o alarme, chamar o 112, ventilar a partir do exterior e esperar socorro com proteção respiratória. Só entra quem tem equipamento respiratório autónomo e vigilância do exterior. Ao ar livre ou em zona ventilada: ar fresco, repouso e 112 se tonturas ou dificuldade respiratória.
Pele e olhos: lavar com água abundante; dizer ao 112 o nome do produto.

Materiais tóxicos ou perigosos

Produtos de limpeza de baterias, desinfetantes, biocidas, óleos, fluxos, isolamentos antigos, baterias de comandos.

  1. Ler o rótulo e a ficha de dados de segurança.
  2. Não misturar produtos.
  3. Ventilar; EPI da ficha.
  4. Embalagens originais, fechadas e etiquetadas.
  5. Resíduos (óleo usado, filtros, esponjas, águas de lavagem) para destino adequado, com registo.
  6. Higiene: mãos lavadas, não comer nem fumar.
  7. Edifícios antigos com suspeita de amianto: parar e comunicar.

Emergência: lavar pele e olhos com água abundante, retirar roupa contaminada, não provocar vómito, ligar ao CIAV ou 112 com o rótulo à mão.

Soldadura e brasagem · antes

  1. Licença de trabalho a quente se o local exigir; avaliar combustíveis por perto.
  2. Proteger ou retirar combustíveis; manta ignífuga e escudo térmico.
  3. Extintor à mão; vigilante de fogo em locais sensíveis.
  4. Ventilação e extração de fumos.
  5. Circuito sem fluido e sem pressão: recuperado por técnico certificado e purgado com azoto.
  6. Equipamento: maçarico, mangueiras, válvulas antirretorno nas duas linhas, reguladores, garrafas presas.
  7. EPI: óculos com filtro, luvas de soldador, roupa não inflamável, calçado de segurança.

Soldadura e brasagem · durante e depois

Durante

  • Azoto de passagem a baixo caudal para evitar óxidos no interior.
  • Aquecer a peça e deixar o calor puxar a liga.
  • Proteger válvulas, sensores e vedantes.
  • Nunca brasar com pressão nem com fluido a evaporar.

Depois

  • Fechar primeiro o gás combustível, depois o oxigénio; purgar mangueiras.
  • Fechar as válvulas das garrafas.
  • Vigiar a zona o tempo indicado pelo procedimento do local.
  • Ensaio de estanquidade com azoto, por técnico certificado, antes do vácuo e da carga.

Emergência: incêndio pequeno, extintor adequado se treinado e com saída livre; caso contrário, sair e 112. Queimadura, água corrente e assistência. Alguém ficou em local fechado com fumos: não voltar a entrar, dar o alarme e chamar o 112.

Bloco 8 · Executar o PMP em refrigeração, climatização e aquecimento

Refrigeração · câmara com unidade de condensação

A funcionar: temperatura da câmara e do produto; ruídos; pressões (técnico certificado), sobreaquecimento, subarrefecimento; visor de líquido; nível de óleo; correntes.
Parado e protegido: condensador, evaporador e bandeja com resistência; ciclo de degelo completo; porta e vedantes (teste da folha de papel, resistência anticongelamento, trinco interior); iluminação e alarmes; quadro elétrico; estanquidade, por técnico certificado; reposição e leituras finais.

Aceitação: temperatura de regulação, degelo sem gelo residual, correntes na chapa, sem fugas, alarme a funcionar.

Climatização · split e ventilo-convetor

  1. Leituras em funcionamento (ΔT do ar, corrente; pressões quando acessíveis, lidas por técnico certificado).
  2. Filtros: limpar ou substituir.
  3. Bateria e turbina: limpar; bandeja e dreno: limpar e desinfetar; sifão e bomba de condensados.
  4. Unidade exterior: condensador, fixação, vibrações, corrosão, ligações.
  5. Comandos e sondas: sensor, telecomando, programação.
  6. Estanquidade e carga segundo o plano, por técnico certificado.
  7. Leituras finais e registo.

Climatização · UTA e chiller

UTA: filtros por etapas (perda de carga, vedantes), ventiladores (correias, rolamentos, corrente, sentido de rotação), baterias e válvulas, bandeja e sifão, registos e comportas, recuperador de calor, humidificação, quadro e regulação, caudais e temperaturas contra o projeto.
Chiller e circuito de água: temperaturas de entrada e saída, pressões (técnico certificado), circuito de água (pressão, vaso de expansão, purgadores, válvulas de segurança, bombas, filtros Y), qualidade da água, condensador, quadro e controlador, estanquidade por técnico certificado.
Sistemas de água com risco microbiológico: tratamento e controlo segundo a legislação em vigor.

Aquecimento · bomba de calor e caldeira

Bomba de calor: lista do circuito frigorífico; ciclo de degelo da unidade exterior; válvula de inversão de ciclo; circuito hidráulico (pressão, purga, filtros, fluxo); resistência de apoio.
Caldeira e água quente: queimador, câmara de combustão e gás apenas por técnico com habilitação legal. Qualquer técnico verifica, com a caldeira parada e fria: pressão do circuito e do vaso de expansão, válvula de segurança, purgadores, circuladoras, filtros, válvulas misturadoras, radiadores e pavimento radiante, fugas de água, sondas; exaustão dos produtos de combustão e ventilação do local.
Acumuladores e solar térmico: ânodo, válvula de segurança, isolamento, pressão do circuito solar.

Exemplo · Preencher uma OT a partir de um relato

Relato: câmara CF-01 a 8 °C; UC-01 com condensador sujo e corrente +14 % da chapa; chegada às 9h00, paragem às 9h40, bloqueio, limpeza do condensador em cerca de 45 minutos, verificação de ventiladores, isolamento do compressor sem problema, reaperto de bornes, arranque às 10h45; corrente +4 %, câmara a 4 °C duas horas depois; nenhum fluido recuperado nem adicionado; recomendação de limpeza trimestral.

OT: tipo corretiva com componente preventiva; paragem 65 minutos; riscos e EPI (eletricidade, alhetas, projeções); leituras antes (+14 %, 8 °C) e depois (+4 %, 4 °C); fluido 0 kg; pendente: nenhum; recomendação: rever periodicidade no PMP; validação do cliente.

Exemplo · Visita completa a um split

Queixa: "arrefece menos e pinga".

  1. Histórico: última visita há oito meses.
  2. Funcionamento: caudal de ar baixo e ΔT do ar de 14 K (acima do usual de 8 a 12 K: menos ar, mais salto de temperatura), aspiração baixa e sobreaquecimento baixo (pressão lida por técnico certificado), corrente 10 % abaixo da chapa, bandeja cheia.
  3. Interpretação: pouco ar (filtro e bateria sujos) e dreno obstruído, não falta de fluido: a falta de fluido daria sobreaquecimento alto.
  4. Bloquear; filtros; bateria e turbina; dreno e sifão; desinfeção; bornes.
  5. Leituras finais: ΔT 10 K com o caudal restabelecido, aspiração normal, corrente na chapa.
  6. OT com antes e depois; recomendação de limpeza mensal dos filtros.

Síntese final

  • Manter é manter a função; escolher o tipo de manutenção pela criticidade.
  • O PMP nasce da auditoria, tem critérios de aceitação e revê-se com o histórico.
  • Cada visita: medir, parar, bloquear, executar, repor, medir, registar.
  • Nove rotinas: filtros, baterias, pressões, estanquidade, drenagens, elétrico, correias, desinfeção, leituras.
  • OT, relatório, histórico e indicadores tornam a manutenção demonstrável.
  • Gases fluorados: certificação, controlo de fugas, recuperação e registo, nos termos do regime em vigor.
  • Segurança em cada passo: cortar, bloquear, verificar, proteger.

Obrigado

Bom trabalho na oficina, e sempre em segurança.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a manutenção mede-se pela função cumprida e não por o equipamento "ligar". - erro comum/pergunta: "manter é só reparar quando avaria". Perguntar à turma o que se faz a um carro antes de ele avariar. - exemplo/analogia: o split que arranca mas não arrefece está operacional e não funcional.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: avaria é o efeito, falha é a causa imediata. Pedir exemplos de pares falha/avaria. - erro comum/pergunta: confundir fiabilidade com disponibilidade. Um equipamento fiável que demora uma semana a reparar tem baixa disponibilidade. - exemplo/analogia: unidade exterior sem acesso seguro tem má manutibilidade, mesmo sendo boa.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: cinco subsistemas formam a grelha mental da visita; a lista de verificação percorre-os sempre. - erro comum/pergunta: esquecer a regulação (sondas, setpoints) por parecer "só eletrónica". - exemplo/analogia: levar à oficina um split e pedir que os alunos apontem os cinco subsistemas no equipamento.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o que distingue os tipos é o critério que desencadeia a intervenção. - erro comum/pergunta: achar que a condicionada e a preditiva são a mesma. A condicionada compara com um limite; a preditiva analisa a evolução. - exemplo/analogia: trocar o óleo do carro aos 15 000 km (sistemática) ou quando o óleo aparece escuro (condicionada).

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a corretiva existe sempre; o objetivo é reduzir a de emergência. - erro comum/pergunta: "corretiva é mais barata porque não se gasta nada antes". Pedir para somar o custo de uma câmara parada um fim de semana. - exemplo/analogia: ventilador de extração de arrumos em corretiva, câmara de laticínios nunca.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: um bom plano tem calendário e leituras; as leituras corrigem o calendário. - erro comum/pergunta: planear tudo em sistemática sem nunca rever a periodicidade. - exemplo/analogia: filtro de uma cozinha com gordura entope em metade do tempo do filtro de um escritório.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a preditiva olha para a curva e não para o ponto. - erro comum/pergunta: perguntar se faz sentido pôr análise de vibração num split doméstico (não faz). - exemplo/analogia: o médico que acompanha a tensão arterial ao longo dos anos, e não só no dia da consulta.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a escolha é por equipamento e não por instalação. - erro comum/pergunta: aplicar o mesmo plano a tudo. Pedir à turma que justifique uma exceção. - exemplo/analogia: pastelaria com câmara, split e exaustor: três equipamentos, três escolhas.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a degradação é lenta e invisível; só as leituras a revelam. - erro comum/pergunta: "se arrefece, está bem". Mostrar corrente e pressão antes e depois de uma limpeza. - exemplo/analogia: correr com um saco pesado às costas: chega-se ao mesmo sítio, gasta-se mais.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o ganho ambiental começa em não deixar escapar fluido e em gastar menos energia. - erro comum/pergunta: separar "ambiente" de "custos". Em manutenção, andam juntos. - exemplo/analogia: condensador sujo com +12 % de corrente numa unidade de 6 kW: milhares de kWh por ano.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: um plano sem critério de aceitação não permite dizer se a tarefa foi bem feita. - erro comum/pergunta: "plano é uma lista de tarefas". Falta quem, com quê e como se regista. - exemplo/analogia: receita de cozinha: ingredientes, quantidades, tempos e critério de "está pronto".

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: princípio estável (existe plano, é feito por quem tem qualificação, é executado e registado); números lêem-se no diploma em vigor. - erro comum/pergunta: decorar limiares de potência. Mudam; consulta-se o diploma. - exemplo/analogia: pedir aos alunos que encontrem o diploma no Diário da República em versão consolidada.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o PMP integra as obrigações de cada equipamento, e não só a boa prática. - erro comum/pergunta: perguntar quem verifica se a empresa cumpre (entidades fiscalizadoras e cliente). - exemplo/analogia: um equipamento com 20 anos pode ter fluido cuja utilização é regulada de forma específica.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sem inventário não há plano; a foto da chapa evita erros de transcrição. - erro comum/pergunta: auditar "à vista" sem registar. O que não está escrito não existiu. - exemplo/analogia: levar os alunos a inventariar 3 equipamentos da escola e a fotografar a chapa.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: os acessos e os riscos entram na ficha, porque determinam como se trabalha. - erro comum/pergunta: omitir a carga de fluido; sem ela não se sabe que regras de fugas se aplicam. - exemplo/analogia: pedir aos alunos que preencham a ficha de um equipamento real da oficina.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: as periodicidades do manual são o ponto de partida, e não o ponto de chegada. - erro comum/pergunta: esquecer o passo 4. Uma tarefa sem responsável não se faz. - exemplo/analogia: split de gabinete a 5 km da costa com sala de espera poeirenta: corrosão e filtros mais vezes.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: "revisto" é a característica que mais falha. - erro comum/pergunta: manter a periodicidade mesmo quando o histórico mostra que está errada. - exemplo/analogia: filtro que entope todos os meses num plano trimestral: a periodicidade tem de mudar.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a periodicidade da estanquidade vem do regulamento, e não do hábito. - erro comum/pergunta: copiar esta tabela para um contrato como se fosse regra. - exemplo/analogia: restaurante com cozinha a gordura: baixar a periodicidade dos filtros e do condensador.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: cada linha é uma tarefa verificável; sem critério não é uma linha de plano. - erro comum/pergunta: usar "verificar" sem dizer o que se mede nem contra quê. - exemplo/analogia: pedir aos alunos que passem "limpeza geral" a uma linha de plano mensurável.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o incumprimento tem consequências legais, técnicas e económicas. - erro comum/pergunta: "se ninguém fiscaliza, não faz mal". Um sinistro revela o que não foi feito. - exemplo/analogia: seguro que não cobre um incêndio de quadro com bornes nunca reapertados.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: medir antes de parar; o que só se mede em carga perde-se depois. - erro comum/pergunta: limpar primeiro e medir depois: perde-se a prova do benefício. - exemplo/analogia: cirurgião que faz análises antes de operar e depois para ver o resultado.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: não secar com secador nem ao sol direto; deforma a malha. - erro comum/pergunta: repor o filtro ainda húmido. Cheiro e bolor. - exemplo/analogia: máscara com folga ao lado do nariz: filtra bem, mas deixa passar por fora.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: lavar contra o sentido do ar empurra a sujidade para fora. - erro comum/pergunta: jato forte que dobra as alhetas. Resolve um problema e cria outro. - exemplo/analogia: limpar um coador pelo lado de dentro para fora.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: nunca interpretar uma pressão isolada; é o conjunto que diagnostica. - erro comum/pergunta: usar a escala de pressão de um fluido diferente do do circuito. - exemplo/analogia: um médico não diagnostica pela temperatura apenas; cruza com pulso e tensão.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: ordem de grandeza não é critério de aceitação. - erro comum/pergunta: aceitar uma leitura fora do esperado como "normal para este equipamento" sem consultar o manual. - exemplo/analogia: temperatura de condensação de 55 °C com ar exterior de 25 °C: 30 K, sujidade ou ventilador fraco.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a regra de ouro é não acrescentar fluido sem encontrar a causa. - erro comum/pergunta: "a aspiração está baixa, vou carregar". Pode ser filtro sujo e carregar piora tudo. - exemplo/analogia: pedir aos alunos que, em grupo, interpretem três conjuntos de leituras dadas pelo professor.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o detetor tem de ser verificado com fuga de referência e usado sem correntes de ar. - erro comum/pergunta: passar o detetor depressa demais ou só em cima das juntas. - exemplo/analogia: detetar fugas num pneu com água e sabão: devagar e a toda a volta.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sifão vazio ou ausente impede a saída da água em equipamentos com ventilador de aspiração. - erro comum/pergunta: montar o dreno sem inclinação, ou com contrainclinação. - exemplo/analogia: o sifão do lava-loiça, que também retém um bocado de água.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: ligação frouxa aquece, aquecimento degrada isolamento: ciclo vicioso. - erro comum/pergunta: medir isolamento com a eletrónica ligada; pode destruí-la. - exemplo/analogia: ficha mal encaixada que aquece: o mesmo princípio, num contactor de compressor.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: tensão a mais destrói rolamentos; a menos, patina e aquece. - erro comum/pergunta: lubrificar em excesso: expulsa vedantes e atrai sujidade. - exemplo/analogia: corrente de bicicleta: nem frouxa, nem esticada.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a desinfeção sem limpeza prévia não funciona. - erro comum/pergunta: usar lixívia em alumínio: corrói. Verificar compatibilidade. - exemplo/analogia: lavar uma panela com restos agarrados: primeiro raspar, depois detergente.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sem tendência não há manutenção condicionada nem preditiva. - erro comum/pergunta: anotar números sem unidade nem condições exteriores. - exemplo/analogia: diário de bordo de um barco: sem registo não se sabe de onde se vem.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: se mudar um compressor, a ficha muda no mesmo dia. - erro comum/pergunta: ficha só com nome do cliente e "ar condicionado". - exemplo/analogia: cartão de cidadão do equipamento.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: factos e valores, não opiniões ("filtro obstruído a 80 %", e não "estava sujo"). - erro comum/pergunta: escrever "tudo ok" sem leituras. - exemplo/analogia: pedir aos alunos que reescrevam uma OT vaga com valores e tags.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o histórico é a ferramenta de decisão mais valiosa da manutenção. - erro comum/pergunta: relatório técnico demais para o cliente. Linguagem simples, prioridades claras. - exemplo/analogia: processo clínico de um doente crónico.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: um plano saudável tem a corretiva a baixar e o cumprimento a subir. - erro comum/pergunta: 98 % de disponibilidade "é ótimo": depende de quantas horas seguidas parou a câmara. - exemplo/analogia: câmara 720 h/mês, 9 h parada: 98,75 %, MTBF 355,5 h, MTTR 4,5 h.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o ciclo fecha na revisão; sem revisão o plano envelhece. - erro comum/pergunta: rever só quando há avaria grave. - exemplo/analogia: balanço anual de uma empresa: números do ano a decidir o próximo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: auditar uma vez por ano não substitui acompanhar durante o ano; os alertas (por exemplo, cumprimento abaixo da meta) são decididos pelo responsável com o cliente e escritos no plano. - erro comum/pergunta: atribuir ao técnico de manutenção uma tarefa que toca no circuito. É erro do plano, não de quem a recebeu. - exemplo/analogia: um treinador que vê os treinos durante a época e não só o jogo final.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a regra de oficina é simples: sem certificação, não se abre o circuito. - erro comum/pergunta: "só vou ligar o manifold". Já é intervir no circuito e exige certificação. - exemplo/analogia: eletricista sem habilitação a mexer no quadro geral.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: kg não é o critério; é a carga em CO2 equivalente. - erro comum/pergunta: usar o GWP "de memória". O GWP de um fluido real lê-se no regulamento e na ficha do fluido. - erro comum/pergunta: dar um equipamento como isento só porque a conta em CO2 equivalente deu menos de 5 t. Há um critério próprio em massa para certos gases. - exemplo/analogia: 12 kg de um fluido fictício com GWP fictício de 2 000 (valor inventado para o exercício, sem correspondência com nenhum fluido real) = 24 t CO2 eq; consultar o quadro em vigor.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a reparação só fecha com uma segunda verificação. - erro comum/pergunta: recarregar e dar por terminado, sem localizar a fuga. - exemplo/analogia: furo no pneu: encher sem tapar o furo só adia.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sem pesagem não há registo credível. - erro comum/pergunta: "o fluido era pouco, deixei sair". É emissão e é ilegal. - exemplo/analogia: pesar o fluido é como contar o troco: confirma que não faltou nada.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a etiqueta do equipamento diz o fluido; ler antes de abrir a mala. - erro comum/pergunta: usar o mesmo detetor e o mesmo procedimento para todos os fluidos. - exemplo/analogia: gasolina e gasóleo: as bombas têm pistolas diferentes por um motivo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a hierarquia: eliminar, substituir, proteção coletiva, formação, EPI por último. - erro comum/pergunta: tratar o EPI como primeira medida. É a última barreira. - exemplo/analogia: capacete dentro de um andaime bem montado: a proteção coletiva reduz a necessidade do EPI.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o EPI escolhe-se pelo risco da tarefa; o mesmo par de luvas não serve para tudo. - erro comum/pergunta: luvas de tecido para manusear produtos químicos. - exemplo/analogia: calçado de verão para subir a uma cobertura: errado na origem.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: arranque automático por termóstato ou relógio é a causa típica de acidente. - erro comum/pergunta: contar com o telecomando como corte de energia. - exemplo/analogia: o cadeado pessoal: a chave fica no bolso de quem está a trabalhar.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: oxigénio com óleo é a combinação mais perigosa da oficina. - erro comum/pergunta: usar ar comprimido de oficina para ensaiar tubagem: humidade e óleo. - exemplo/analogia: ensaiar com azoto é como encher um balão com ar seco e limpo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: se não há ponto de ancoragem certificado, a tarefa em cobertura não se inicia. - erro comum/pergunta: subir à cobertura com as duas mãos ocupadas. - exemplo/analogia: avaliar o acesso na auditoria: o risco decide como se trabalha.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a escala errada do multímetro é causa de acidentes e de instrumentos destruídos. - erro comum/pergunta: improvisar (chave de fendas como formão). - exemplo/analogia: facas de cozinha: a que corta mal é a que mais fere.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: uma chave inglesa caída de uma cobertura é um projétil. - erro comum/pergunta: deixar a ferramenta em cima de uma escada. - exemplo/analogia: obra com zona de exclusão por baixo: igual na cobertura da escola.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o cadeado é retirado por quem o pôs. - erro comum/pergunta: saltar o passo 4 por "já ter visto o disjuntor aberto". - exemplo/analogia: repetir o procedimento na oficina com a UTA didática.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o frio também queima, e depressa. - erro comum/pergunta: esfregar uma zona queimada pelo frio. - exemplo/analogia: pegar numa tubagem de baixa temperatura com a mão molhada: cola.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a ordem é sempre a mesma; trocar a ordem é a causa de acidentes. - erro comum/pergunta: descarregar um condensador com uma chave de fendas em curto-circuito. - exemplo/analogia: testar o testador num ponto com tensão: como verificar que uma lanterna acende antes de entrar na cave.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o primeiro passo é proteger o socorrista. - erro comum/pergunta: agarrar a vítima com as mãos nuas. - exemplo/analogia: simulacro na oficina: quem corta, quem liga, quem fica com a vítima.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: asfixia por deslocamento de oxigénio não dá aviso. - erro comum/pergunta: entrar numa sala técnica fechada a "ver se há fuga", ou para tirar de lá um colega caído. O socorrista que entra sem proteção é a segunda vítima. - exemplo/analogia: poço sem ar: a primeira pessoa que desce desmaia, a segunda também; ninguém desce sem avaliação.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a ficha de dados de segurança é a fonte para EPI e primeiros socorros. - erro comum/pergunta: despejar águas de lavagem no esgoto. - exemplo/analogia: pedir aos alunos que leiam a secção 4 (primeiros socorros) da ficha de um desinfetante da oficina.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a maior parte dos incêndios por brasagem começa depois de acabar o trabalho. - erro comum/pergunta: brasar ao lado de isolamento ou de pladur sem proteção. - exemplo/analogia: verificar a zona 30 minutos depois, como quem confirma que a ponta de cigarro está apagada.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o ensaio de pressão só depois de a junta arrefecer. - erro comum/pergunta: esquecer o azoto de passagem: óxidos que depois entopem o filtro e a válvula de expansão. - exemplo/analogia: demonstrar um tubo brasado sem azoto cortado ao meio: óxido escuro no interior.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o trinco de segurança interior testa-se em cada visita. - erro comum/pergunta: esquecer vedantes da porta, causa de gelo e de consumo. - exemplo/analogia: teste da folha: se a folha sai sem resistência, o vedante não veda.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: leituras antes e depois documentam o ganho da visita. - erro comum/pergunta: limpar sem medir antes. - exemplo/analogia: caso do split que "pinga": dreno entupido e filtro sujo, não falta de fluido.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: sentido de rotação do ventilador: um ventilador ao contrário parece funcionar mas dá caudal fraco. - erro comum/pergunta: esquecer filtros de água do circuito (filtro Y). - exemplo/analogia: diferença de temperatura da água como "pulso" do chiller.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: saber até onde se pode ir sem habilitação é parte da competência. - erro comum/pergunta: mexer no queimador "só um bocadinho". - exemplo/analogia: eletricista que só mexe na parte da instalação para que está habilitado.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: cada campo da OT sai de uma frase do relato; o que não vem no relato fica por apurar. - erro comum/pergunta: omitir leituras depois e riscos. - exemplo/analogia: os alunos preenchem a OT em branco e comparam em pares.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: acrescentar fluido teria piorado o problema. - erro comum/pergunta: "pressão baixa = carregar". Voltar ao quadro de interpretação. - exemplo/analogia: o mesmo sintoma, duas causas: pedir à turma que diga como distinguir.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a sequência de segurança precede qualquer tarefa técnica. - erro comum/pergunta: perguntar a cada aluno que rotina falhou mais na sua prática. - exemplo/analogia: voltar à pastelaria do início: que plano propõem agora para os três equipamentos?