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Deteção de avarias em AVAC&R

Do sintoma à causa: ouvir, observar, medir, comparar, confirmar e só depois intervir

Curso profissional · 25h · Técnico/a de Refrigeração e Climatização

Plano

  1. A reparação e a relação com o cliente
  2. Multidisciplinaridade da reparação
  3. Segurança e ambiente na intervenção
  4. O método de diagnóstico
  5. Instrumentos de medição e o que cada leitura diz
  6. Pontos críticos e tipologia das avarias
  7. Quadros de diagnóstico
  8. Casos de leituras: causa e passo seguinte
  9. Reparar, verificar e kit de intervenção
  10. Relatório de intervenção

Bloco 1 · O cliente e a multidisciplinaridade

A avaria como momento da relação com o cliente

Para o cliente, a avaria é um problema, por vezes um prejuízo (produto estragado, loja sem climatização, casa sem aquecimento). O técnico é a cara da empresa nesse momento.

  • Antes de sair: confirmar morada, contacto, equipamento e sintoma; levar o kit completo.
  • Chegada: pontualidade, apresentação com nome e empresa, vestuário identificado.
  • No local: proteger piso e mobiliário, delimitar a zona, deixar tudo limpo.
  • Despedida: mostrar o equipamento a funcionar, explicar, entregar o relatório.

O cliente é também a primeira fonte de informação do diagnóstico.

Ouvir o utilizador: as seis perguntas

  1. Quando notou o problema? De repente ou aos poucos?
  2. Como se manifesta? Não arrefece, pinga, desliga, faz ruído?
  3. Em que condições? Só com calor, só à tarde, só depois do degelo?
  4. O que mudou? Obras, mercadoria nova, falha de luz, mudança de sítio.
  5. O que já foi tentado? Quem mexeu no termóstato ou nos filtros?
  6. Última manutenção: quando e por quem?
Resposta Hipótese que sugere
Piorou devagar em semanas sujidade, perda lenta de fluido, desgaste
Parou depois de falha de luz proteções, comando, arranque
Só no verão e à tarde condensação com pouca margem

Comunicar custos, opções e limites

  • Nem toda a avaria compensa reparar: apresentar opções (reparar, substituir, adiar com riscos).
  • Nunca iniciar uma reparação de valor relevante sem o cliente ser informado e concordar.
  • O orçamento diz o que está incluído (mão de obra, deslocação, materiais, fluido, resíduos) e o que não está.
  • Explicar em linguagem simples: o que se encontrou, a causa, o que se vai fazer, quanto tempo demora.
  • Dizer o que não se sabe é profissional; prometer o que não se controla não é.

Multidisciplinaridade: onde mora a causa

Área A avaria declara-se como... Mas a causa pode estar em...
Frigorífica falta de frio, pressões anormais elétrica, aeráulica, ambiente
Elétrica nada funciona, disjuntor dispara mecânica (rotor preso), frigorífica (pressão alta)
Comando e eletrónica liga e desliga, alarme sonda mal posicionada, parâmetros
Aeráulica pouco ar, gelo, ruído ventilador, filtro, correia
Hidráulica sem aquecimento, pingas ar no circuito, pressão baixa
Edifício e utilização equipamento nunca pára portas abertas, isolamento, ventilação do local

O técnico olha para o sistema inteiro, não só para o componente que falhou.

Trabalhar com outros profissionais e conhecer os limites

  • Eletricista da instalação: quadro e cablagem de potência do edifício; coordenar quando a causa está na alimentação.
  • Instalador de gás e técnico de aquecimento: o circuito de gás combustível exige habilitação própria.
  • Construção civil: infiltrações, isolamento, ventilação do local.
  • Fabricante e assistência: placas eletrónicas, códigos de erro, peças específicas.
  • Responsável do edifício: horários, consumos, acessos.

Limite da competência: perante o que exige outra habilitação, o técnico regista, informa o cliente e não improvisa.

Bloco 2 · Segurança, ambiente e método

Riscos específicos da intervenção em AVAC&R

Risco Onde Controlo
Elétrico quadro, compressor, condensadores de arranque consignar, verificar ausência de tensão, descarregar
Pressão circuito, garrafas de azoto e fluido mangueiras com classe adequada, regulador, nunca exceder a pressão máxima
Temperatura descarga, linha de líquido, circuitos de água quente; queimadura por frio se sair fluido líquido luvas, óculos, medir antes de tocar
Mecânico ventiladores, correias consignar antes de abrir proteções
Fluido fugas, mangueiras, abertura de ligações luvas isolantes e óculos antes de ligar ou desligar mangueiras e abrir ligações (o líquido que escapa causa queimaduras por frio); ventilação; atenção a fluidos inflamáveis
Altura unidades em cobertura acesso adequado, proteção contra queda
Químico óleo ácido de compressor queimado luvas, óculos, lavar mãos

Consignação elétrica em 6 passos

  1. Informar quem está no local.
  2. Cortar na proteção a montante.
  3. Bloquear com cadeado e etiqueta com o nome do técnico.
  4. Verificar a ausência de tensão com o multímetro (testado antes numa fonte conhecida).
  5. Descarregar os condensadores com resistência de descarga, nunca em curto-circuito com chave de fendas.
  6. Delimitar a zona e abrir.

Medições com tensão (corrente, tensão aos terminais) fazem-se com instrumentos de categoria adequada, uma mão no equipamento, sem joias metálicas, o tempo estritamente necessário.

Ambiente: recuperar, procurar fugas, registar

  • Os fluidos fluorados contribuem para o efeito de estufa: a libertação deliberada para a atmosfera é proibida.
  • A intervenção em circuitos que os contêm exige técnicos e empresas certificados, nos termos da legislação em vigor.
  • Abrir o circuito: recuperar primeiro para garrafa de recolha.
  • Nunca "atestar" sem procurar e reparar a fuga.
  • Registar fluido recuperado e adicionado; consultar as obrigações de controlo de fugas e de registo na legislação em vigor.
  • Óleo usado, filtros secadores e componentes retirados vão para recolha adequada.

Fluidos inflamáveis e fichas de segurança

  • Alguns fluidos são inflamáveis ou ligeiramente inflamáveis; outros têm toxicidade própria.
  • Antes de intervir: ler a chapa de características e a ficha de dados de segurança do fluido.
  • Confirmar se o equipamento exige procedimentos próprios: ventilação reforçada, ausência de fontes de ignição, ferramentas adequadas.
  • A classe de segurança de cada fluido consulta-se na documentação oficial do fluido e do equipamento.
  • Na dúvida, parar e perguntar: não improvisar.

O método: sete passos

Passo O que se faz Produto
1. Ouvir conversa e historial pistas
2. Observar ver, ouvir, cheirar, tocar (sem risco) factos
3. Medir pressões, temperaturas, correntes, tensões, caudais tabela de leituras
4. Comparar cada leitura contra o valor esperado desvios
5. Formular hipótese explicações que cubram todos os desvios lista curta
6. Confirmar prova que distingue as hipóteses causa provada
7. Intervir reparar, ensaiar, registar reparação verificada

Três regras que seguram o método

  1. Medir antes de tocar: não se muda carga, parâmetros nem componentes sem leituras que o justifiquem.
  2. Uma hipótese explica todos os desvios: se explica a pressão baixa mas não a corrente baixa, está incompleta.
  3. Confirmar antes de substituir: o passo 6 existe para evitar trocar peças por palpite.

Regime estável: só se mede com o equipamento a trabalhar há 10 a 15 minutos, sem degelo em curso, portas fechadas, carga térmica normal. Anotar sempre as condições do dia (temperatura exterior, temperatura de retorno ou da câmara).

Causa e sintoma

Sintoma Causa imediata Causa raiz
Compressor queimado bobinado em curto pouca refrigeração do motor, humidade, tensão fora de limites, ciclos curtos
Pressostato de alta dispara pressão de condensação excessiva ventilador parado, condensador sujo, excesso de fluido, ar
Evaporador com gelo superfície negativa ventilador, filtro, degelo, pouca carga
Contactor colado contactos queimados corrente alta, arranques frequentes, bobina com tensão fraca

Pergunta que fecha o diagnóstico: "Se eu reparar isto, a avaria volta?" Se a resposta é "talvez", ainda não se encontrou a causa.

Bloco 3 · Instrumentos e leituras

Manómetros de alta e de baixa

  • Baixa (azul): lado da aspiração, dá a temperatura de evaporação.
  • Alta (vermelho): descarga e líquido, dá a temperatura de condensação.
  • Pressão manométrica = absoluta menos cerca de 1 bar.
  • A escala de temperatura só vale para o fluido indicado.
  • Mangueiras e conjunto com classe de pressão adequada ao fluido.

Ligar e ler: confirmar o fluido; mangueiras inteiras; ligar com o equipamento parado e com as tomadas de serviço fechadas; purgar o ar das mangueiras sem descarregar fluido para o ar (evacuar as mangueiras pela bomba de vácuo, ou o procedimento do fabricante do manifold) e só então abrir as tomadas; ligar, esperar o regime estável; ler; converter em temperaturas de saturação; registar.

Relação pressão-temperatura (ordem de grandeza)

Saturação R134a (bar abs.) R410A (bar abs.)
-10 °C 2,0 5,8
0 °C 2,9 8,0
5 °C 3,5 9,3
40 °C 10,2 24,2
45 °C 11,6 27,3
50 °C 13,2 30,6

Valores arredondados, para exercício. Na oficina usa-se a tabela do fluido em causa, em pressão absoluta.

Termómetro de contacto e boas leituras

  • Tubo limpo, sem óxido nem fita entre sonda e metal.
  • Sonda em contacto firme, com isolamento por cima.
  • Posição lateral ou superior do tubo horizontal, longe do fundo (óleo).
  • Esperar cerca de um minuto pela estabilização.
  • Medir sempre no mesmo ponto para comparar leituras.

Uma sonda mal fixada dá SA e SR falsos, e um subarrefecimento negativo é sinal de erro de medição: o líquido não pode estar acima da saturação. O mínimo possível é zero (líquido saturado, com bolhas).

Sobreaquecimento e subarrefecimento

SA = T tubo de aspiração - T de evaporação (da baixa pressão)
SR = T de condensação (da alta pressão) - T tubo de líquido

Grandeza Referência indicativa Diz-nos
SA 5 a 10 K com válvula termostática alimentação do evaporador; só vapor ao compressor
SR 3 a 8 K líquido puro ao órgão de expansão; carga de fluido (só em circuitos sem depósito de líquido)

O valor de projeto (chapa, manual) é o que manda. Nas misturas com deslizamento, orvalho para o SA e bolha para o SR.

Exemplo: R134a, baixa 1,0 bar e alta 9,0 bar (manómetro), aspiração 4 °C, líquido 35 °C: saturações -10 °C e 40 °C, SA = 14 K, SR = 5 K.

Pinça amperimétrica e multímetro

Leitura do compressor Interpretação provável
Próxima da chapa, estável normal
Baixa com pressões baixas pouco fluido a circular
Baixa com alta baixa e baixa alta sem compressão
Alta com alta pressão alta condensação deficiente
Muito alta e zumbido rotor preso ou arranque deficiente
Zero circuito aberto a montante

Multímetro: tensão (±10 %), continuidade, resistência dos bobinados sem tensão, capacidade de condensadores fora do circuito e descarregados. Pinça: um só condutor.

Vacuómetro e detetor de fugas

Vácuo: evacuar, isolar a bomba e observar (teste de subida). Subida que estabiliza = humidade; subida contínua = fuga. Referência prática: abaixo de cerca de 1 mbar, ou o valor do fabricante.

Método Quando Limite
Detetor eletrónico juntas, soldaduras, válvulas correntes de ar, vapores
Solução de bolhas confirmar junta suspeita circuito sob pressão
Azoto e queda de pressão prova de estanquicidade nunca ar nem oxigénio; regulador; não exceder a pressão máxima admissível

Regra: uma fuga não se resolve com "mais gás".

Anemómetro: caudal e potência sensível

Caudal (m³/h) = velocidade (m/s) × área (m²) × 3600

P sensível (W) ≈ 0,34 × caudal (m³/h) × ΔT (K)

Exemplo: grelha 0,30 m × 0,40 m a 2,5 m/s, retorno 26 °C e insuflação 15 °C.

  • Área 0,12 m²; caudal 1080 m³/h; ΔT 11 K; potência ≈ 4,0 kW.
Leitura Sugere
ΔT do ar de 8 a 12 K, caudal normal funcionamento coerente
ΔT muito baixo, caudal normal pouca capacidade frigorífica
ΔT muito alto, caudal baixo pouco ar: filtro, ventilador, condutas

Bloco 4 · Pontos críticos e tipologia das avarias

Pontos críticos do circuito frigorífico

Ponto Causas de avaria mais prováveis 1.ª verificação
Compressor falta de refrigeração do motor, retorno de líquido, humidade, arranques repetidos corrente, pressões, SA
Condensador sujidade, ventilador, recirculação de ar quente ΔT condensação-ambiente
Órgão de expansão sujidade, humidade, bolbo mal fixado SA e SR
Filtro secador saturação, obstrução queda de temperatura
Evaporador gelo, sujidade, ventilador, degelo aspeto e caudal
Ligações e válvulas vibração e dilatação detetor de fugas
Pressostatos descalibrados, bloqueados continuidade e ponto de atuação
Alimentação e comando ligações soltas, contactores, sondas tensão e corrente

A probabilidade manda: por onde começar

  1. Elétrico e comando: alimentação, proteções, contactores, condensadores, termóstatos.
  2. Aeráulico: ventiladores, filtros, alhetas sujas.
  3. Frigorífico: fuga, restrição, compressor.

Inspeção por níveis num balcão que não arrefece:

  • 2 minutos: tensão, termóstato, porta, gelo visível.
  • 10 minutos: ventiladores, limpeza do condensador, arranque e corrente.
  • 30 minutos: manómetros, SA, SR, fugas.
  • Só depois: abrir o circuito.

Muitas avarias acabam nos dois primeiros níveis, sem abrir o circuito e sem gastar fluido.

Pouca carga ou restrição? Duas avarias, uma baixa pressão

Leitura Pouca carga (fuga) Restrição
Baixa pressão baixa baixa
Alta pressão baixa normal ou ligeiramente baixa
Sobreaquecimento alto alto
Subarrefecimento baixo ou nulo normal ou alto
Visor de líquido bolhas líquido limpo antes da restrição
Queda de temperatura num ponto da linha não sim

Memória: se falta fluido, não há líquido para subarrefecer. Se há fluido mas não passa, o líquido acumula-se a montante.

Atenção: vale para circuitos sem depósito de líquido. Com depósito (receiver), o SR é pequeno mesmo com a carga certa e o critério não serve sozinho: visor, queda de temperatura na linha e pesagem.

Pouca carga: o que se vê, mede e faz

  • Vê-se: pouco frio, funcionamento prolongado, bolhas no visor, óleo nas juntas.
  • Mede-se: baixa e alta baixas, SA alto, SR baixo ou zero (líquido saturado, com vapor misturado), corrente baixa.
  • Causas: fuga em junta, soldadura, válvula, núcleo de tomada, tubo corroído ou a roçar.
  • Confirma-se: detetor de fugas, visor, pesagem do fluido recuperado.
  • Causa raiz: a fuga. O fluido em falta é sintoma.

Passo seguinte: localizar, reparar, provar com azoto, evacuar, carregar a quantidade da chapa. Não carregar sem reparar.

Restrição: filtro secador e órgão de expansão

  • Vê-se: pouco frio, queda de temperatura abrupta, geada à saída do filtro ou antes da válvula.
  • Mede-se: baixa baixa, alta normal ou ligeiramente baixa, SA alto, SR normal ou alto, corrente baixa.
  • Causas: filtro saturado, válvula suja ou com gelo, capilar dobrado, bolbo sem carga.
  • Confirma-se: queda de temperatura medida no filtro; válvula que não abre; aquecer ligeiramente o corpo da válvula e ver o fluxo voltar (era gelo).
  • Causa raiz: humidade por falta de vácuo, sujidade de intervenção anterior, óleo degradado.

Trocar o filtro e não perguntar porque entupiu repete a avaria.

Condensador sujo e ventilador do condensador parado

Leitura Condensador sujo Ventilador parado
Alta pressão alta muito alta, a subir
Corrente do compressor alta alta, depois dispara
Corrente do ventilador normal nula
ΔT condensação-ambiente acima de cerca de 20 K muito acima
SR normal ou alto normal ou alto
  • Confirma-se: limpeza e nova medição; tensão aos terminais do ventilador.
  • Tensão presente e motor parado: motor ou condensador do motor. Sem tensão: comando ou cabo.
  • Causas do condensador sujo: pó, folhas, gordura, recirculação de ar quente, sol direto.

Compressor sem compressão e excesso de fluido

Compressor sem compressão: baixa alta, alta baixa, pressões quase iguais, corrente baixa; ao parar, igualam em menos de um minuto.

  • Confirma-se fechando a válvula de aspiração durante poucos segundos: se a baixa não desce a vácuo, o compressor não aspira. Parar o compressor logo que a baixa chegue perto do vácuo ou se veja que não desce.
  • Excluir primeiro causas externas: válvula de expansão aberta em excesso, degelo permanente, carga térmica.

Excesso de fluido: alta alta, SR muito alto, SA baixo ou normal, corrente alta.

Ar no circuito: alta alta com condensador limpo e ventilador bom; pressão com o equipamento parado acima da saturação à temperatura ambiente.

Evaporador com gelo

Causa Como se confirma
Ventilador parado ou lento corrente e rotação
Filtro ou bateria sujos caudal baixo no anemómetro; inspeção
Degelo avariado resistências, relógio, sonda, controlador
Pouca carga SA alto e SR baixo
Humidade ou portas abertas utilização, vedantes
  • Com falta de ar: SA baixo ou nulo, risco de retorno de líquido (na pouca carga o SA é alto).
  • Nunca raspar o gelo com ferramentas (risco de furar a bateria).
  • Primeiro degelar com o equipamento parado, depois procurar a causa.

Pressostato a disparar

Um pressostato protege; dispara por uma razão, e a razão é o que se procura.

Pressostato Causas a investigar
Alta ventilador parado, condensador sujo, excesso de fluido, ar, válvula fechada na descarga
Baixa fuga, restrição, ventilador do evaporador parado, filtro entupido, gelo, válvula de aspiração fechada
  • Só se conclui "pressostato avariado" depois de medir a pressão real e compará-la com o ponto de atuação.
  • Nunca fazer ponte nem subir o ponto de atuação para parar de disparar.

Climatização: avarias mais frequentes

Queixa Verificação imediata Causas frequentes
Não arrefece modo, filtro, unidade exterior filtro sujo, fluido, comunicação
Arrefece pouco caudal, grelhas, carga térmica evaporador ou condensador sujos
Pinga água dreno, inclinação dreno entupido, gelo a derreter
Gelo na unidade interior filtro, ventilador, fluido pouco ar, pouca carga
Liga e desliga proteções, sensor condensador sujo, falta de fluido
Em aquecimento não aquece válvula de inversão, degelo válvula presa, gelo exterior
Código de erro manual seguir a tabela e medir antes de trocar

Filtro, dreno e condutas explicam grande parte das chamadas.

Aquecimento: o caminho do calor

  1. Pedido de calor: o termóstato fecha.
  2. Fonte de calor: caldeira ou bomba de calor aquece a água.
  3. Circulação: circulador e válvulas de zona.
  4. Emissores: radiadores, piso radiante, ventiloconvectores.
Sintoma Causa provável Confirmação
Nenhum emissor aquece termóstato, fonte, circulador tensão e corrente do circulador; tubo de ida
Só alguns aquecem ar, válvulas, desequilíbrio purga; ΔT ida/retorno por ramal
Pressão baixa fuga de água, vaso descarregado pressão a frio (tipicamente 1 a 1,5 bar)
Pressão sobe e a segurança abre vaso de expansão avariado pré-pressão com o circuito despressurizado

Gás combustível: só profissional habilitado.

Falhas elétricas e de comando

Cadeia do compressor: alimentação, comando (termóstato, pressostatos, térmica), contactor, arranque (condensador e relé), motor. Segue-se a cadeia, medindo a tensão em cada ponto.

Sintoma Causa provável Passo seguinte
Nada liga disjuntor, fusível, cabo descobrir porque abriu antes de rearmar
Zumbido, não arranca condensador, relé, rotor preso medir capacidade, bobinados
Arranca e dispara a térmica sobrecarga, tensão baixa causa frigorífica ou de tensão
Dispara o diferencial fuga à terra desligar componentes e medir isolamento
Contactor fecha e compressor parado contactos, cabo tensão antes e depois do contactor

Nunca fazer ponte. Ligações soltas aquecem e imitam avaria de componente.

Bloco 5 · Quadros, casos, reparação e relatório

Quadro principal do circuito frigorífico

Legenda: ↓ baixo, = normal, ↑ alto. Regime estável.

Avaria Baixa Alta SA SR Corrente
Pouca carga ↓ ↓ ↑ ↓ ou 0 ↓
Restrição ↓ = ou ↓ ↑ = ou ↑ ↓
Condensador sujo = ou ↑ ↑ = ou ↑ = ou ↑ ↑
Ventilador condensador parado ↑ ↑↑ = ou ↑ = ou ↑ ↑
Excesso de fluido = ou ↑ ↑ ↓ ou = ↑ ↑
Compressor sem compressão ↑ ↓ variável ↓ ↓
Falta de ar no evaporador ↓ ↓ ↓ = ↓ ou =

Tendências, não números. Duas linhas parecidas pedem uma medição discriminante.

Pares difíceis e a medição que os separa

Parecem iguais Distingue
Pouca carga / restrição subarrefecimento e visor (com depósito de líquido, o SR não decide sozinho)
Restrição / falta de ar no evaporador sobreaquecimento (alto contra baixo)
Compressor fraco / válvula de expansão aberta em excesso corrente, igualação de pressões, SA próximo de zero
Condensador sujo / excesso de fluido SR e inspeção do condensador
Condensador sujo / ar no circuito pressão com o equipamento parado vs saturação à temperatura ambiente
Gelo por falta de ar / por pouca carga SA e caudal de ar

Ordem de decisão: condições externas, alimentação e proteções, ar, circuito frigorífico, hipótese que explica todos os valores, prova de confirmação.

Como resolver um caso de leituras

  1. Converter pressões em temperaturas de saturação (absolutas).
  2. Calcular SA e SR.
  3. Escrever os desvios com setas.
  4. Procurar a linha do quadro que explica todos.
  5. Escolher a medição discriminante.
  6. Dizer a causa raiz provável e o passo seguinte, e o que não fazer.

Resultado impossível (por exemplo, SR negativo com líquido no visor) é sinal de que a medição falhou: repetir com sonda bem fixada antes de concluir.

Caso 1 e caso 2: mesma baixa pressão, diagnósticos diferentes

R134a, circuito sem depósito de líquido, ambiente 26 °C, câmara pede 4 °C.

Caso 1 Caso 2
Baixa / alta (manómetro) 0,3 / 7,9 bar 0,3 / 8,5 bar
Aspiração / líquido 5 °C / 35 °C 4 °C / 27 °C
Saturações -20 °C / 35 °C -20 °C / 37,5 °C
SA / SR 25 K / 0 24 K / 10,5 K
Condensação acima do ambiente 9 K (alta baixa, só apoia) 11,5 K (não decide)
Outros bolhas (flash gas), corrente 65 % filtro: 28 °C entrada, 14 °C saída
Diagnóstico pouca carga restrição no filtro
Passo seguinte procurar a fuga, não carregar recuperar (luvas e óculos), trocar filtro, vácuo, carga; perguntar porque entupiu

Caso 3 e caso 4: alta pressão e compressor

Caso 3 · R410A split, 35 °C de ambiente. Baixa 8,5 e alta 33 bar (manómetro), aspiração 14 °C, líquido 49 °C, corrente 115 %.

  • Saturações: 6 °C e 55 °C. Condensação 20 K acima do ambiente. SA 8 K, SR 6 K.
  • Hipótese: condensador sujo ou ventilador lento. Não é excesso de fluido (SR normal).
  • Causa raiz a registar: falta de limpeza periódica, recirculação de ar quente ou sol direto; recomendar ao cliente.
  • Passo seguinte: inspecionar, medir ventilador, limpar, remedir.

Caso 4 · câmara negativa (R404A, câmara parada a -8 °C e devia estar a -20 °C). Baixa muito acima do regime de projeto (3,7 bar absoluto, evaporação a -14 °C, quando uma câmara a -20 °C pede -26 °C ou menos, cerca de 2,4 bar absoluto; os 6 K de salto face ao ar da câmara não acusam nada por si), alta baixa, corrente 50 %, pressões igualam em menos de 1 minuto.

  • Compressor sem compressão, depois de excluir válvula de expansão aberta, degelo permanente e carga térmica.
  • Passo seguinte: prova com a válvula de aspiração (poucos segundos); substituir compressor e filtro; investigar porque se desgastou.

Casos 5 a 7: gelo, térmica e circulador

Caso 5 · gelo num split. Baixa e alta baixas, SA 2 K, SR normal, ventilador interior parado, filtro limpo. Falta de ar, não de fluido: medir tensão e corrente do motor e a capacidade do seu condensador; degelar; reavaliar.

Caso 6 · compressor dispara a térmica. Tensão em arranque 205 V (nominal 230 V), corrente 20 % acima da chapa. Tensão fora de ±10 %: medir no quadro e no equipamento, procurar a queda (cabo, ligação ou rede). Trocar o compressor repetiria a avaria.

Caso 7 · radiadores frios com caldeira a trabalhar. Circulador quente, parado, corrente 110 %: rotor bloqueado. Desbloquear; se não, substituir; limpar filtro de lamas; tratar a causa (depósitos).

Reparar com segurança: a sequência

Fase Ações Verificação
1. Preparar consignar, isolar, proteger o local tensão zero
2. Recuperar luvas e óculos; fluido para garrafa de recolha; desligar mangueiras devagar pressão ao nível do procedimento
3. Substituir só com a pressão no nível do procedimento e luvas e óculos postos; componente novo; soldar com azoto a circular tubos limpos, cortes direitos
4. Provar estanquicidade azoto com regulador, bolhas e detetor pressão estável
5. Evacuar bomba e vacuómetro teste de subida
6. Carregar fluido e quantidade da chapa, por pesagem SA e SR esperados
7. Ensaiar regime estável, ler tudo valores dentro do esperado, proteções a atuar
8. Fechar e entregar painéis, tampas, relatório cliente informado

Pormenores que evitam reincidências

  • Queimadura por frio: luvas isolantes e óculos para ligar e desligar mangueiras e abrir ligações; nunca apontar uma ligação para pessoas.
  • Soldadura com azoto a circular: evita escamas de óxido que entopem o órgão de expansão. Proteção contra fogo e extintor à mão.
  • Azoto com regulador; nunca ar comprimido nem oxigénio; nunca exceder a pressão máxima admissível.
  • Vácuo fundo e mantido: o vácuo curto não tira humidade.
  • Carga: fluido da chapa; misturas carregam-se em fase líquida; confirmar por pesagem, SA e SR.
  • Compressor queimado: tratar o óleo e o circuito, trocar o filtro secador e procurar a causa da queima.
  • Não subir o ponto de atuação de um pressostato para deixar de disparar.
  • Motor trifásico: verificar o sentido de rotação.

O kit de intervenção

Grupo Itens
Pressão e temperatura manifold, mangueiras, termómetro de contacto
Elétrica multímetro, pinça, detetor de tensão, medidor de capacidade
Vácuo e fugas bomba, vacuómetro, detetor, solução de bolhas
Ar anemómetro, termo-higrómetro
Soldadura e tubo maçarico, cortador, alargador, abocardador, chave de torque
Segurança luvas isolantes, óculos, calçado, cadeado e etiquetas, primeiros socorros
Gases e fluidos azoto com regulador, garrafa de recolha
Reposição usual condensadores, contactores, sondas, filtros secadores, motores

Lista de verificação à saída e à chegada; instrumentos calibrados e em estojo.

Transporte do kit

  • Garrafas de azoto e fluido: fixas, com tampa de proteção, fora da cabina, em compartimento ventilado, longe do calor; a regulamentação de transporte de mercadorias perigosas consulta-se na redação em vigor.
  • Garrafas de recolha: identificadas, nunca acima do limite de enchimento, nunca misturar fluidos.
  • Maçarico e botijas: fixos, válvulas fechadas, longe do calor e de óleo.
  • Bomba de vácuo: entrada tapada, sem óleo a verter.
  • Instrumentos: estojo, longe de choques e vibração.
  • Peças retiradas e óleo usado: recipientes fechados, para recolha adequada.

O relatório de intervenção

Secção Conteúdo
Identificação data, horas, cliente, morada, técnico
Equipamento marca, modelo, série, fluido e quantidade da chapa
Queixa nas palavras do cliente
Medições antes pressões, temperaturas, SA, SR, correntes, tensões, ambiente
Diagnóstico sintoma, causa imediata, causa raiz
Intervenção ações por ordem, peças com referência
Fluido recuperado, adicionado, destino
Medições depois os mesmos valores
Resultado e recomendações estado final, pendências, manutenção
Assinaturas técnico e cliente

Verdadeiro, específico, claro, completo, rastreável e entregue na hora.

Relatório mau, relatório bom

Mau: "Compressor avariado, substituído."

Falta: o sintoma, as medições que o provaram, a causa raiz, o fluido, o óleo.

Bom: "Compressor sem compressão (corrente 50 % da chapa, pressões igualadas em menos de 1 minuto), confirmado por fecho da válvula de aspiração. Causa provável do desgaste: ciclos curtos por termóstato mal regulado, corrigido. Substituídos: compressor e filtro secador. Fluido recuperado: 1,2 kg; carregado: 1,2 kg."

O segundo permite verificar, repetir e perceber o que fazer para não voltar a acontecer.

Síntese

Método: ouvir, observar, medir, comparar, hipótese, confirmar, intervir.
Causa, não sintoma: "se eu reparar isto, a avaria volta?"
Instrumentos: SA e SR, corrente, tensão, vácuo, fugas, ar.
Quadros: pouca carga e restrição separam-se pelo subarrefecimento.
Reparação segura, ambiente cuidado e relatório completo.

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: honestidade, respeito pelo espaço do cliente e responsabilidade - erro comum: ir direto ao equipamento sem cumprimentar nem ouvir - exemplo: um restaurante em hora de serviço não pode ficar com a cozinha desarrumada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a primeira medição do diagnóstico é uma pergunta - erro comum: interromper o cliente e concluir antes de ouvir - exemplo: mercadoria encostada à grelha de retorno explica "deixou de fazer frio"

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: explicar a causa evita a repetição e cria confiança - erro comum: prometer prazo sem ter a peça - exemplo: compressor com reparação a metade do preço de um equipamento novo, apresentar as duas opções

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a avaria declara-se numa área e a causa está muitas vezes noutra - erro comum: ficar na área em que o técnico se sente mais à vontade - exemplo: gelo no evaporador por ventilador parado por motor bloqueado por caixas à frente do evaporador

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: conhecer o limite protege pessoas e evita responsabilidade que não é do técnico - erro comum: abrir o circuito de gás "só para ver" - pergunta: quem deve corrigir um disjuntor mal dimensionado no quadro do cliente?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a avaliação de risco faz-se antes de abrir a caixa, não depois - erro comum: medir "só uma coisinha" sem EPI, ou desligar uma mangueira sem luvas e óculos - exemplo: unidade em cobertura com disjuntor a disparar junta altura, tensão e pressão

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o passo 4 é o que salva vidas, confiar no disjuntor não basta - erro comum: descarregar o condensador com uma chave de fendas - exemplo: simular a consignação no quadro didático com o cadeado da turma

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: as obrigações concretas consultam-se na legislação em vigor, na redação atual - erro comum: achar que um pouco de fluido libertado "não faz mal" - exemplo: o registo de fluido do relatório é também prova de conformidade

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: procedimento diferente para fluido diferente - erro comum: usar o mesmo kit e o mesmo método em qualquer fluido - pergunta: onde se encontra a ficha de dados de segurança de um fluido?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a ordem é o método; saltar passos é o que gera diagnósticos errados - erro comum: ir do passo 2 diretamente ao passo 7 por intuição - analogia: o médico não opera antes de fazer análises

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: leituras ao arranque ou durante o degelo enganam - erro comum: tirar conclusões ao fim de dois minutos - exemplo: medir o SA no arranque dá valores absurdamente altos

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o erro clássico é trocar o componente sem achar porque falhou - erro comum: considerar o compressor queimado como causa e não como consequência - exemplo: o compressor novo queima ao fim de dias porque a restrição continua lá

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: pressão absoluta para consultar a tabela do fluido - erro comum: usar a escala de um fluido noutro - exemplo: R134a a 0 °C tem cerca de 2,9 bar absoluto, ou 1,9 bar no manómetro

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a pressão do R410A é bastante mais alta que a do R134a à mesma temperatura - erro comum: ler a tabela em pressão manométrica - exemplo: converter 1,0 bar manométrico de R134a em temperatura de saturação

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: muitas conclusões erradas nascem de sondas mal colocadas - erro comum: medir sobre a fita isoladora - exemplo: repetir a medida com a sonda isolada e ver o valor mudar 2 a 3 K

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: SA e SR são as duas grandezas que mais diagnosticam - erro comum: calcular com pressões manométricas na tabela - pergunta: o que diz um SA de 14 K para um valor de projeto de 6 K?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: corrente comparada com a chapa (RLA) - erro comum: abraçar fase e neutro juntos e ler zero - exemplo: bobinado monofásico, R-S = C-R + C-S

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o teste de subida distingue humidade de fuga - erro comum: dar o vácuo por bom sem isolar a bomba - exemplo: vácuo que sobe e para a 5 mbar é humidade; que não para é fuga

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o ar também diagnostica o circuito - erro comum: medir a velocidade num único ponto da grelha - exemplo: caudal metade e ΔT dobrado aponta para o filtro e não para o fluido

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: pontos críticos orientam a inspeção e a manutenção preventiva - erro comum: ir ao compressor primeiro - exemplo: uma ligação solta aquece e imita a avaria de um componente

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: começar pelo barato e provável - erro comum: ligar os manómetros antes de ver se o ventilador roda - exemplo: o balcão que arrefeceu depois de limpar o condensador

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a medição discriminante é o subarrefecimento - erro comum: carregar fluido numa restrição e subir a alta pressão - exemplo: filtro secador com 12 K de queda de temperatura entre a entrada e a saída - ressalva: perguntar aos alunos porque falha este critério num circuito com depósito de líquido

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: atestar sem procurar a fuga é erro técnico, económico e ambiental - erro comum: dar a fuga por encontrada à primeira junta com óleo - exemplo: junta abocardada a vibrar junto ao compressor

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: diferença de poucos K entre entrada e saída do filtro já é sinal - erro comum: confundir restrição com compressor fraco - exemplo: restrição por escamas de óxido de uma soldadura sem azoto

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a alta pressão é o aviso; a causa está no ar do condensador - erro comum: limpar com jato de alta pressão e deitar as alhetas abaixo - exemplo: unidade encaixada entre paredes a recircular ar quente

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o compressor é o último suspeito, só depois de excluir o resto - erro comum: concluir "compressor avariado" só por baixa alta e alta baixa - exemplo: pressões igualadas em segundos ao desligar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o gelo é sintoma de uma de várias causas, e o SA separa-as - erro comum: adicionar gás num evaporador com gelo por falta de ar - exemplo: ventilador do evaporador bloqueado pelas caixas à frente da bateria

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a ponte tira a proteção e arrisca o compressor - erro comum: culpar o pressostato por disparar - exemplo: pressostato de baixa a disparar de manhã com filtro de ar colmatado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o utilizador reclama de conforto; a causa é muitas vezes aeráulica - erro comum: recarregar fluido quando o filtro está entupido - exemplo: split com ΔT do ar de 14 K, caudal pequeno e filtro cheio de pó: falta de ar, não de fluido

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: localizar onde o calor deixa de passar - erro comum: purgar radiadores sem procurar porque entrou ar - exemplo: circulador quente e parado, corrente alta, rotor bloqueado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: medir a tensão onde o componente a deve receber - erro comum: substituir o contactor sem medir - exemplo: terminal queimado que fez o condensador falhar

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: ler o quadro pela física do ciclo, não de cor - erro comum: usar o quadro antes de medir - pergunta: qual a medição que separa a pouca carga da restrição?

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a prova de confirmação é a que evita trocar peças em vão - erro comum: parar na primeira hipótese plausível - exemplo: pedir aos alunos para escolher a prova antes de ver a solução

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o raciocínio vale mais que o resultado - erro comum: misturar pressão manométrica e absoluta - exemplo: usar o caso 1 da sebenta como modelo

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a única diferença decisiva é o SR - erro comum: tratar os dois casos com o mesmo "mais gás" - exemplo: pedir aos alunos que calculem as saturações antes de ver a tabela

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: excluir causas externas antes de condenar o compressor - erro comum: concluir pelo número isolado de uma pressão - exemplo: ciclos curtos por termóstato mal regulado como causa do desgaste

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: em cada caso há uma causa raiz que não é o componente que falhou - erro comum: substituir sem medir a tensão no caso 6 - exemplo: circulador calcificado após o verão parado

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: cada fase tem a sua verificação; sem ela, não se avança - erro comum: saltar a prova de estanquicidade ou o teste de subida - exemplo: troca de filtro secador percorre as oito fases

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: a reparação não pode criar um problema novo - erro comum: reutilizar o óleo ou o filtro depois de uma queima - exemplo: soldadura sem azoto que entope o capilar semanas depois

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: um kit bem organizado poupa deslocações e tempo ao cliente - erro comum: instrumentos soltos entre ferramentas pesadas - exemplo: acrescentar ao kit as peças prováveis para o sintoma da chamada

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: transporte seguro é parte do trabalho - erro comum: garrafas soltas na bagageira - exemplo: inspecionar a carrinha da escola com uma lista de verificação

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: o relatório é a prova do que foi feito e o histórico do equipamento - erro comum: escrever "tudo bem" em vez de valores - exemplo: o próximo técnico poupa meia hora porque tem as leituras anteriores

NOTAS DO PROFESSOR - enfatizar: separar sintoma, causa imediata e causa raiz no texto - erro comum: relatório que só lista peças trocadas - exemplo: pedir aos alunos que reescrevam relatórios maus