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UC · Unidade de Competência · UC03898

Sebenta · Instalar e reparar fontes de alimentação (UC03898)

Da rede à tensão contínua estável, retificação, filtragem, estabilização, reguladores integrados e deteção de avarias
50h · 4.5 pontos crédito Curso: T. Eletrónica, T. Eletrónica e Comunicaçõ ↗ Referencial oficial SNQ
Índice

Introdução

Esta sebenta ensina a instalar e a reparar fontes de alimentação, o bloco que está por trás de qualquer equipamento eletrónico: converter a corrente alternada (C.A.) da rede numa tensão contínua (C.C.) estável, dentro dos limites que o circuito a jusante exige.

Percorremos o percurso completo do sinal, da entrada à saída: retificação (converter C.A. em C.C. pulsante), filtragem (reduzir a ondulação, o ripple), estabilização (manter a saída constante com o díodo Zener, transístores, amplificadores operacionais e circuitos integrados), multiplicação de tensão, proteções contra sobrecargas e curto-circuitos, e por fim os instrumentos e procedimentos para instalar e detetar anomalias: multímetro, osciloscópio e software de simulação.

Objetivos de aprendizagem (referencial): determinar o nível de filtragem de uma fonte; instalar fontes de alimentação estabilizadas e não estabilizadas; dimensionar e instalar proteções contra sobrecargas e curto-circuitos; identificar tipos de retificação; analisar os circuitos constituintes de uma fonte; calcular o nível de filtragem em função das correntes e do ripple; utilizar osciloscópio, multímetro e software de simulação; montar estabilizadores com transístores, com amplificadores operacionais e integrados; montar reguladores de tensão; detetar anomalias em fontes de alimentação e nas suas proteções.

1. A fonte de alimentação: do C.A. ao C.C.

Uma fonte de alimentação é o circuito que converte a energia disponível numa forma utilizável pelo resto do equipamento: normalmente, 230 V C.A. a 50 Hz da rede para uma tensão C.C. de valor menor e estável.

A cadeia de blocos da fonte linear

[Rede 230V AC]  [Transformador]  [Retificador]  [Filtro]  [Estabilizador]  [Saída C.C.]
Bloco Função
Transformador adapta a tensão e isola galvanicamente a saída da rede
Retificador converte C.A. em C.C. pulsante (com díodos)
Filtro reduz a ondulação (ripple) da tensão retificada
Estabilizador/regulador entrega uma tensão constante, independente da carga e da rede

Uma fonte pode ficar-se pelo filtro (fonte não estabilizada, mais simples e barata, mas com saída variável) ou incluir o bloco estabilizador (fonte estabilizada, com saída praticamente constante). A UC ensina a instalar e a reparar ambas.

Fonte linear vs fonte comutada

A fonte linear, descrita acima, é simples e de baixo ruído, mas volumosa e pouco eficiente (dissipa o excedente em calor). A fonte comutada (switching) converte a energia por comutação a alta frequência, é muito mais eficiente e compacta, mas de desenho mais complexo. Esta UC foca-se sobretudo nos princípios da fonte linear, que são também a base dos blocos de regulação usados dentro de qualquer fonte comutada.

2. Retificação

Retificar é converter uma tensão alternada, que inverte o sentido periodicamente, numa tensão que só tem um sentido, usando díodos.

Tipos de retificação

Tipo Díodos Semiciclos aproveitados Frequência do ripple (a 50 Hz)
Meia onda 1 apenas um 50 Hz
Onda completa, ponto médio 2 os dois, com transformador de derivação central 100 Hz
Onda completa em ponte (Graetz) 4 os dois, sem derivação central 100 Hz

A ponte de Graetz é a solução mais comum em fontes profissionais: aproveita toda a onda de entrada e não exige um transformador especial com ponto médio. Vem frequentemente encapsulada num único componente de quatro pinos (por exemplo, referências KBU ou W005).

Exemplo resolvido: verificar uma ponte retificadora

Uma placa antiga tem uma ponte retificadora de quatro pinos sem marcação legível. Com o multímetro em modo díodo, cada um dos quatro braços internos deve conduzir (mostrar uma queda entre 0,4 V e 0,7 V) num sentido e bloquear (mostrar "OL" ou infinito) no sentido oposto. Se algum braço conduzir nos dois sentidos, está em curto-circuito; se não conduzir em nenhum, está aberto. Este teste, feito fora de circuito, é o primeiro passo antes de substituir a peça.

A tensão de saída de uma ponte é sempre inferior ao pico do secundário em cerca de 1,4 V (duas quedas de díodo de silício em série, porque a corrente atravessa sempre dois díodos por semiciclo).

3. Filtragem e ripple

À saída do retificador, a tensão é C.C. pulsante: nunca é negativa, mas varia entre um valor mínimo e o pico, com uma cadência regular. Essa variação residual chama-se ripple (ondulação).

Filtrar não elimina o ripple, reduz a sua amplitude a um nível aceitável para o circuito seguinte, o critério de desempenho central desta UC.

Medir o ripple com o osciloscópio

  1. Ligar a sonda à saída C.C. com acoplamento AC, para eliminar o nível contínuo e ampliar só a componente variável.
  2. Ajustar a escala vertical (mV/div) até a ondulação preencher bem o ecrã.
  3. Ler a amplitude pico a pico diretamente sobre a grelha do ecrã.
  4. Confirmar a frequência (100 Hz numa fonte de onda completa a 50 Hz de rede).

4. Tipos de filtro

Filtro Composição Vantagem Melhor aplicação
Capacitivo condensador em paralelo com a carga simples, barato, eficaz uso geral, correntes baixas a médias
Indutivo bobina em série com a carga opõe-se a variações bruscas de corrente correntes elevadas
LC (choke input) bobina em série + condensador em paralelo ripple muito baixo, boa regulação fontes de qualidade, correntes médias/altas
RC resistência em série + condensador em paralelo mais barato que o LC correntes baixas, dissipa mais energia

O filtro capacitivo carrega-se rapidamente ao pico da tensão retificada e descarrega lentamente sobre a carga entre picos, suavizando a ondulação; é de longe o mais usado em fontes de baixa potência. O filtro LC combina a bobina (que limita o pico de corrente na ponte retificadora) com o condensador (que achata a tensão), sendo a escolha para fontes de maior qualidade. O filtro RC troca a bobina por uma resistência, mais barato mas que desperdiça energia em calor, só sendo viável com correntes de carga pequenas.

5. Determinar o nível de filtragem

O procedimento para determinar o nível de filtragem segue sempre esta sequência, tal como definido no referencial da UC:

  1. Analisar as correntes não estabilizadas: levantar o perfil de corrente exigido pela carga.
  2. Determinar amplitude e frequência do ripple presentes à entrada do filtro.
  3. Especificar a tensão desejada e o ripple residual aceitável na saída.
  4. Escolher o tipo de filtro (capacitivo, indutivo, LC ou RC) de acordo com a corrente e o ripple alvo.
  5. Calcular a capacitância necessária e, se aplicável, a indutância.

Fórmula do filtro capacitivo

Para um filtro capacitivo com retificação de onda completa:

C = I / (f × Vripple)

onde I é a corrente da carga em ampere, f a frequência do ripple em hertz (100 Hz em onda completa a 50 Hz) e Vripple a ondulação pico a pico admitida, em volt.

Exemplo resolvido

Fonte de 12 V, corrente de carga I = 0,5 A, ripple máximo admitido 1 V pp, retificação de onda completa (f = 100 Hz):

C = I / (f × Vripple) = 0,5 / (100 × 1) = 0,005 F = 5000 µF

Como o valor calculado raramente coincide com um valor comercial, escolhe-se o valor imediatamente acima: por exemplo, 6800 µF. Nunca se escolhe um valor abaixo do calculado, porque isso deixaria o ripple residual acima do especificado.

Exemplo resolvido: filtro LC

Para a mesma corrente de 0,5 A, um técnico pretende reduzir ainda mais o ripple usando um filtro LC. Ao acrescentar uma bobina em série antes do condensador, a corrente na ponte retificadora deixa de ter picos tão elevados (a bobina opõe-se à variação brusca de corrente) e o condensador pode ser de valor mais baixo para o mesmo ripple final. Este é o principal ganho do filtro LC sobre o capacitivo puro: menos stress nos díodos e no transformador.

6. O regulador série e o díodo Zener

Um estabilizador de tensão mantém a saída praticamente constante, mesmo com variações da entrada ou da corrente da carga. A arquitetura mais comum é o regulador série: um elemento de controlo (normalmente um transístor) fica em série entre a entrada não regulada e a saída, dissipando o excedente de tensão em calor.

Três elementos compõem um regulador série completo:

O díodo Zener

O díodo Zener, polarizado inversamente na zona de avalanche, mantém aos seus terminais uma tensão praticamente constante (Vz), mesmo com variações razoáveis da corrente que o atravessa. É o elemento de referência mais simples: uma resistência limitadora fixa a corrente no Zener, e a tensão aos terminais deste serve de referência estável.

Exemplo resolvido: resistência limitadora do Zener

Fonte não regulada de 15 V, Zener de Vz = 6,2 V, corrente de teste Iz = 20 mA:

R = (Vin − Vz) / Iz = (15 − 6,2) / 0,020 = 8,8 / 0,020 = 440 Ω

Escolhe-se o valor comercial imediatamente inferior, para garantir que Iz não fica abaixo do mínimo especificado mesmo com quedas de tensão na entrada: por exemplo, 390 Ω. Deve confirmar-se sempre a potência dissipada, P = Vz × Iz = 6,2 × 0,02 = 124 mW, e escolher um Zener com margem de potência.

Características de um regulador série

7. Estabilizadores com transístores

Para correntes de carga superiores às que o Zener sozinho suporta, usa-se um transístor como elemento de controlo em série, comandado pela referência Zener.

Numa configuração simples, o transístor conduz a corrente da carga e a sua base é fixada pela tensão do Zener: Vout ≈ Vz − VBE, com a queda base-emissor a rondar 0,7 V. O Zener passa a controlar apenas a corrente de base do transístor, muito menor do que a corrente da carga, o que aumenta bastante a capacidade de corrente do estabilizador face ao Zener isolado.

Exemplo resolvido

Um estabilizador usa um Zener de 5,6 V para alimentar a base de um transístor NPN de potência. Qual a tensão de saída aproximada?

Vout ≈ Vz − VBE = 5,6 − 0,7 = 4,9 V

Um regulador série mais evoluído acrescenta um transístor de erro, que compara a saída com a referência através de um divisor resistivo e ajusta a base do transístor de potência, formando uma malha de realimentação negativa. Isto melhora significativamente a regulação de carga, sendo o princípio interno de muitos circuitos integrados reguladores.

8. Estabilizadores com amplificadores operacionais

Um amplificador operacional (AmpOp) pode substituir o transístor de erro discreto, comparando a referência com uma amostra da saída, com muito maior precisão.

O divisor resistivo na entrada inversora permite ajustar a tensão de saída apenas mudando o valor de duas resistências, o que torna este princípio muito mais flexível do que a configuração fixa com Zener e um único transístor. Este é também o princípio de funcionamento interno dos reguladores integrados ajustáveis, como o LM317.

Comparação

Critério Só transístor Com AmpOp
Precisão da regulação moderada alta
Velocidade de resposta a variações mais lenta mais rápida
Ajuste da tensão de saída mais limitado fácil, via divisor resistivo

9. Circuitos integrados reguladores de tensão

Os circuitos integrados reguladores concentram numa única pastilha o Zener de referência, o amplificador de erro e o transístor de potência, com apenas três terminais.

Reguladores fixos: a família 78xx / 79xx

Referência Saída Polaridade
7805 +5 V positiva
7812 +12 V positiva
7905 −5 V negativa
7912 −12 V negativa

Terminais: entrada, saída e massa (GND). Precisam de condensadores de desacoplamento (tipicamente 0,33 µF na entrada e 0,1 µF na saída) para estabilidade em alta frequência, e incluem proteção térmica e limitação de corrente internas.

Reguladores ajustáveis: o LM317

O LM317 é ajustável, com apenas três terminais (entrada, saída, ajuste). A tensão de saída obtém-se com duas resistências:

Vout = Vref × (1 + R2/R1), com Vref = 1,25 V (referência interna).

Exemplo resolvido

Pretende-se Vout = 9 V, escolhendo R1 = 240 Ω:

R2 = R1 × (Vout/Vref − 1) = 240 × (9/1,25 − 1) = 240 × 6,2 = 1488 Ω → usa-se o valor comercial 1,5 kΩ

A vantagem do LM317 sobre a família 78xx é que uma única referência cobre qualquer tensão de saída dentro da gama do componente, bastando ajustar R2.

10. Circuitos multiplicadores de tensão

Um circuito multiplicador de tensão usa díodos e condensadores para obter, a partir de uma entrada C.A., uma saída C.C. superior ao pico dessa entrada, sem recorrer a um transformador elevador.

Aplicações típicas: fontes de alta tensão e baixa corrente, como as usadas em alguns geradores de iões ou tubos de imagem antigos. Pela conservação de energia, a corrente disponível na saída diminui proporcionalmente ao ganho de tensão.

Segurança: os condensadores destes circuitos permanecem carregados mesmo depois de a alimentação ser desligada. Devem ser sempre descarregados com uma resistência de sangria antes de qualquer manuseamento, e todos os componentes devem ter tensão nominal com margem folgada acima da tensão de trabalho de cada andar.

11. Proteções contra sobrecargas e curto-circuitos

Dimensionar e instalar proteções é uma das realizações centrais desta UC.

Os reguladores integrados (78xx, LM317) já incluem limitação de corrente e proteção térmica internas, mas isso não substitui um fusível de entrada bem dimensionado. Testar a proteção, curto-circuitando propositadamente a saída de uma fonte limitada e confirmando o comportamento esperado, faz parte do procedimento de instalação, não é um passo opcional.

12. Osciloscópio e multímetro na fonte de alimentação

Multímetro

Regra de segurança essencial: para medir corrente o multímetro entra em série; para medir tensão entra em paralelo. Trocar os dois curto-circuita a fonte através do multímetro (ou funde o seu fusível interno).

Osciloscópio

Antes de qualquer medição, confirmar a ponta de prova (x1 ou x10), o acoplamento (AC ou DC) e a ligação da massa da sonda ao GND do circuito.

13. Software de simulação de circuitos eletrónicos

Antes de montar em bancada, simula-se o circuito da fonte para validar o dimensionamento sem gastar componentes reais.

Exemplo resolvido

Simulação de uma fonte 7805: transformador de 12 V eficazes, ponte retificadora, filtro de 2200 µF, regulador 7805. Colocam-se sondas de tensão antes e depois do regulador e corre-se uma análise transitória de cerca de 40 ms (vários ciclos de ripple a 100 Hz). Resultado esperado: ripple visível de alguns volts antes do 7805, e tensão praticamente constante de 5,0 V depois dele, desde que a entrada nunca desça abaixo do mínimo de dropout do componente.

14. Instalação e deteção de anomalias

Procedimentos de instalação

  1. Confirmar o esquema e a lista de materiais antes de soldar.
  2. Montar por blocos (transformador/retificador → filtro → estabilizador), testando cada bloco antes de avançar.
  3. Verificar polaridades (condensadores eletrolíticos, díodos, Zener) antes de ligar a alimentação.
  4. Ligar pela primeira vez com uma fonte de bancada limitada em corrente, nunca diretamente à rede sem proteção.
  5. Medir a saída em vazio e em carga, comparando com os valores calculados.

Procedimentos de deteção de anomalias

  1. Confirmar os sintomas: sem saída, saída errada, ripple excessivo, aquecimento anormal, fusível a fundir.
  2. Medir do fim para o início da cadeia de blocos: saída → estabilizador → filtro → retificador → transformador, até localizar o bloco onde o sinal deixa de fazer sentido.
  3. Isolar o bloco suspeito (desligar a carga, testar o bloco sozinho).
  4. Confirmar a hipótese com multímetro e osciloscópio antes de substituir qualquer componente.
  5. Testar de novo depois da reparação, incluindo as proteções contra sobrecarga e curto-circuito.

Exemplo resolvido

Uma fonte 7805 deixou de dar saída. Sintoma: 0 V à saída, fusível intacto. Seguindo a metodologia: mede-se a entrada do 7805, que apresenta 12 V (bloco anterior está bem); mede-se a saída, 0 V. Testa-se o 7805 em vazio (sem carga ligada) e continua sem saída. Conclusão: o regulador está avariado e deve ser substituído, sem necessidade de mexer em mais nenhum componente.

Erros comuns

Glossário

Síntese

Instalar e reparar uma fonte de alimentação segue sempre a mesma lógica: seguir a cadeia transformador → retificador → filtro → estabilizador, dimensionando cada bloco com cálculo (capacitância do filtro, resistência do Zener, resistências do LM317) e confirmando cada valor com o instrumento certo, multímetro para tensões e correntes, osciloscópio para formas de onda e ripple, software de simulação antes de soldar. As proteções contra sobrecargas e curto-circuitos não são um extra, são parte do dimensionamento. E quando algo falha, a mesma cadeia de blocos serve de mapa para diagnosticar, medindo do fim para o início até isolar a avaria.

Exercícios resolvidos

1. Uma fonte não estabilizada usa retificação de meia onda a partir da rede de 50 Hz. Qual a frequência do ripple à saída?

Resolução: na retificação de meia onda, só um semiciclo é aproveitado por período da rede, logo a frequência do ripple é igual à da rede: 50 Hz. Numa retificação de onda completa (ponto médio ou ponte), seria o dobro, 100 Hz.

2. Calcula a capacitância mínima de filtro para uma fonte de onda completa, corrente de carga de 1,2 A e ripple máximo admitido de 0,5 V pp.

Resolução: C = I / (f × Vripple) = 1,2 / (100 × 0,5) = 1,2 / 50 = 0,024 F = 24 000 µF. Escolhe-se o valor comercial imediatamente acima, por exemplo 27 000 µF.

3. Um Zener de Vz = 4,7 V deve ser polarizado a Iz = 15 mA a partir de uma fonte não regulada de 12 V. Calcula a resistência limitadora e a potência dissipada no Zener.

Resolução: R = (Vin − Vz) / Iz = (12 − 4,7) / 0,015 = 7,3 / 0,015 ≈ 487 Ω (usar 470 Ω ou 510 Ω, consoante a série). Potência no Zener: P = Vz × Iz = 4,7 × 0,015 ≈ 70,5 mW.

4. Dimensiona R2 de um LM317 para obter Vout = 15 V, com R1 = 220 Ω.

Resolução: R2 = R1 × (Vout/Vref − 1) = 220 × (15/1,25 − 1) = 220 × 11 = 2420 Ω, usa-se o valor comercial mais próximo, 2,4 kΩ.

5. Uma fonte com um 7812 aquece muito e desliga-se sozinha ao fim de alguns minutos. A entrada tem 24 V. O que está a acontecer e como reduzir o problema?

Resolução: o 7812 está a dissipar (24 − 12) × Icarga em calor; com corrente apreciável, isto ultrapassa a capacidade térmica do encapsulamento e ativa a proteção térmica interna. Solução: reduzir a tensão de entrada (aproximá-la dos 12 V, respeitando o dropout) ou instalar um dissipador maior para escoar o calor.

6. Numa fonte com proteção foldback, o técnico curto-circuita a saída para testar a proteção. Que comportamento deve observar se a proteção estiver a funcionar corretamente?

Resolução: a corrente deve ficar limitada ao valor máximo definido e a tensão de saída deve cair (foldback), reduzindo a potência dissipada no elemento de controlo. Se a corrente disparar sem limite ou a fonte não recuperar ao remover o curto, a proteção não está a funcionar e não deve ser considerada segura para uso.

7. Uma fonte deixou de dar saída, mas o fusível está intacto. Descreve os primeiros três passos do diagnóstico.

Resolução: primeiro, medir a entrada do bloco final (regulador) para confirmar que os blocos anteriores (transformador, retificador, filtro) estão a entregar tensão. Segundo, medir a saída do regulador. Terceiro, se a entrada estiver correta e a saída a zero, testar o regulador em vazio (sem carga) para confirmar se a avaria está no próprio regulador ou é induzida por uma carga em curto-circuito a jusante.