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UC · Unidade de Competência · UC03119

Sebenta · Executar instalações elétricas simples (UC03119)

Do esquema ao teste final, quadro elétrico, iluminação, tomadas, terra, domótica e comutações, segundo as RTIEBT
50h · 4.5 pontos crédito Curso: T. Eletrónica, T. Eletrónica e Comunicaçõ ↗ Referencial oficial SNQ
Índice

Introdução

Esta sebenta ensina a executar uma instalação elétrica simples, do primeiro traço do esquema até ao relatório de testes. É o trabalho de todos os dias de um eletricista ou técnico de eletrónica: interpretar um projeto, montar um quadro elétrico, passar circuitos de iluminação e de tomadas, ligar a terra de proteção, executar comutações e domótica, e provar, com testes e instrumentos, que a instalação é segura.

O contexto de aplicação são edifícios residenciais e edifícios de comércio e serviços. Em ambos se aplicam as mesmas regras: as Regras Técnicas das Instalações Elétricas de Baixa Tensão (RTIEBT), as normas de segurança e saúde no trabalho, e a proteção do ambiente.

Objetivos de aprendizagem (referencial): elaborar a lista de recursos materiais necessários a partir de um projeto de instalação elétrica; passar e executar ligações de fios e cabos dos circuitos de iluminação e de tomadas a quadro elétrico e caixas de derivação; executar ligações da aparelhagem técnica à cablagem; efetuar testes à instalação; sempre adequando instrumentos e ferramentas às operações, segundo o desenho ou esquema, cumprindo os procedimentos, as normas e regulamentos aplicáveis a instalações elétricas de baixa tensão e as normas de proteção ambiental e de segurança e saúde no trabalho.

1. Desenho esquemático de circuitos, simbologia

Toda a instalação elétrica começa por um esquema: um desenho normalizado que mostra como os condutores e os componentes se ligam entre si, sem se preocupar com a aparência física dos objetos.

Porque se lê o esquema antes de montar

Um técnico que monta "de cabeça" acaba, cedo ou tarde, a trocar fase com neutro, ou a esquecer um retorno. O esquema é o contrato entre quem projeta e quem monta: elimina a ambiguidade.

Simbologia elétrica de instalações

Elemento Descrição do símbolo Função na instalação
Interruptor (S) tecla simples, um contacto liga/desliga um ponto de luz de um único local
Comutador / vaivém tecla com três terminais comanda um ponto de luz de dois locais
Telerruptor bobina com contacto de impulso comanda por impulso, de vários locais
Tomada círculo com dois traços e terra ligação de aparelhos elétricos
Disjuntor (Q) interruptor com quadrado protege contra sobrecarga e curto-circuito
Diferencial interruptor com losango protege pessoas contra contactos elétricos
Terra de proteção (PE) três traços decrescentes escoa correntes de defeito para a terra
Caixa de derivação círculo ou retângulo tracejado ponto de reunião e distribuição de condutores

Um esquema de um quarto simples mostra: um interruptor junto à porta, ligado por um retorno a um ponto de luz no teto, e duas tomadas na parede, todas alimentadas a partir do mesmo disjuntor parcial de iluminação ou de tomadas, consoante o circuito.

A referência de cada componente

Cada componente do esquema tem uma referência (letra e número): Q1 para o disjuntor geral, S1 para o primeiro interruptor, e assim por diante. É a "matrícula" que permite identificar sem ambiguidade cada elemento, tanto no esquema como na lista de materiais.

Antes de montar, confirma sempre que o esquema disponível é a versão mais recente do projeto. Alterações de última hora acontecem, e montar pela versão errada obriga a refazer troços inteiros.

2. Instrumentos de medida e verificação, ferramentas de eletricista

Um dos critérios de desempenho da UC é claro: adequar os instrumentos e ferramentas às operações. Isto significa escolher o instrumento certo, não apenas ter um multímetro na caixa.

Instrumentos de medida e verificação

Ferramentas de eletricista

Ferramenta Utilização
Alicate universal segurar, dobrar e cortar condutores
Alicate de corte cortar cabos e condutores
Alicate de descarnar remover isolamento sem danificar o condutor
Chave de fendas/parafusos isolada apertar terminais em segurança
Testador de tensão (chave de teste) verificação rápida de presença de tensão
Berbequim e brocas fixação de caixas, calhas e quadros
Prensa de terminais / alicate de crimpar ligações firmes em terminais
Fita métrica e nível alinhamento de aparelhagem e calhas

Toda a ferramenta usada em instalações elétricas de baixa tensão deve ser isolada e certificada. Uma chave de fendas comum, sem isolamento, é um risco de choque elétrico, mesmo em intervenções "rápidas".

Exemplo resolvido: escolher o instrumento certo

Situação: é preciso confirmar se uma tomada tem terra ligada corretamente ao quadro, sem desligar a instalação.

  1. Desligar o disjuntor do circuito, confirmar ausência de tensão com o testador de tensão.
  2. Colocar o multímetro em modo continuidade (ou resistência).
  3. Medir entre o borne de terra da tomada e o barramento de terra do quadro.
  4. Um valor próximo de 0 Ω confirma continuidade; um valor infinito (circuito aberto) indica falha na ligação.

3. Instalações elétricas simples, o quadro elétrico

Uma instalação elétrica simples, à vista ou embebida, organiza-se sempre a partir de um quadro elétrico, de onde partem o circuito de iluminação e o circuito de tomadas.

Componentes do quadro elétrico

Dimensionamento típico

Circuito Secção do condutor Disjuntor típico Diferencial
Iluminação 1,5 mm² 10 A 30 mA
Tomadas de uso geral 2,5 mm² 16 A 30 mA
Cozinha / forno 6 mm² 25 a 32 A 30 mA

Num escritório pequeno, o quadro elétrico tem um disjuntor geral de 40 A, dois diferenciais de 30 mA (um para iluminação e tomadas gerais, outro para as tomadas da copa) e cinco disjuntores parciais: iluminação, tomadas de secretárias, tomadas da copa, climatização e sinalética exterior.

Exemplo resolvido: elaborar a lista de recursos materiais

A partir de um projeto de instalação com um circuito de iluminação (4 pontos de luz, 2 comandos) e um circuito de tomadas (6 tomadas):

  1. Ler o esquema e contar componentes: 4 pontos de luz, 2 comutadores, 6 tomadas, 1 quadro com disjuntor geral, 1 diferencial, 2 disjuntores parciais.
  2. Calcular metragem de cabo: iluminação (1,5 mm²) e tomadas (2,5 mm²), com margem de 10% para folgas e ligações.
  3. Listar acessórios: caixas de derivação, calha ou tubo, bornes de ligação, parafusos de fixação.
  4. Confirmar EPI e ferramentas necessárias antes de iniciar a montagem.

A lista de materiais é o primeiro passo do referencial e evita paragens a meio da montagem por falta de um componente.

4. Circuito de iluminação

O circuito de iluminação liga o disjuntor parcial correspondente aos pontos de luz da instalação, através de cablagem, calhas, aparelhagem de comando e acessórios.

Fios, cablagem, calhas e tubos

Aparelhagem de comando

Acessórios do circuito de iluminação

Caixas de derivação, apliques, casquilhos e lâmpadas. A caixa de derivação é onde se reúnem os condutores de fase, neutro, terra e retornos, sempre com borne de ligação próprio e tampa acessível.

Ligar o neutro ao interruptor em vez da fase é um dos erros mais comuns e mais perigosos: a lâmpada fica sob tensão mesmo com o interruptor "desligado".

Exemplo resolvido: montar um ponto de luz simples

  1. Levar a fase, através do disjuntor de iluminação, até ao interruptor.
  2. Do interruptor sai um retorno até ao casquilho da lâmpada.
  3. O neutro liga diretamente ao casquilho, sem passar pelo interruptor.
  4. Testar: interruptor ligado acende a lâmpada; interruptor desligado, a lâmpada fica sem tensão em nenhum dos terminais.

5. Circuito de tomadas

O circuito de tomadas segue a mesma lógica de organização do circuito de iluminação, com secções de cabo e aparelhagem próprias.

Fios, cablagem, calhas e tubos

Aparelhagem técnica e acessórios

Boas práticas de dimensionamento

Boa prática Porquê
Ligação em derivação (paralelo), nunca em série uma tomada avariada não corta as seguintes
Distribuir cargas de maior potência por circuitos distintos evita sobrecarregar um único disjuntor
Respeitar o número máximo de tomadas por circuito secção do cabo e disjuntor dimensionados para esse limite
Testar cada tomada individualmente no final garante que fase, neutro e terra estão corretamente atribuídos

Numa cozinha, o forno e a placa de indução ficam em circuitos dedicados de 6 mm² e disjuntor próprio, separados do circuito de tomadas de uso geral, precisamente porque a potência é muito superior à das restantes tomadas.

Exemplo resolvido: verificar a atribuição de terminais numa tomada

  1. Desligar o disjuntor do circuito e confirmar ausência de tensão.
  2. Com o multímetro em modo continuidade, confirmar que o borne de terra da tomada liga ao barramento de terra do quadro.
  3. Religar e, com o testador de tensão, confirmar fase e neutro nos terminais corretos.
  4. Registar o resultado no relatório de testes da instalação.

6. Circuito de terra de proteção

A terra de proteção é o circuito que garante que uma falha de isolamento numa carcaça metálica não se torna um risco para quem lhe toca.

Como funciona

Verificação da terra de proteção

  1. Testar continuidade entre o borne de terra da tomada e o barramento de terra do quadro.
  2. Medir a resistência de terra do elétrodo com um telurómetro; o valor deve respeitar o limite exigido pelas RTIEBT.
  3. Testar o disparo do diferencial com o botão de teste (T) e, quando disponível, com testador de diferenciais dedicado.
  4. Registar os valores no relatório de ensaio da instalação.

Uma tomada com o símbolo de terra e o condutor amarelo-verde ligado, mas sem continuidade real até ao elétrodo, é uma "terra decorativa": não protege ninguém, apesar de parecer correta a olho.

7. Circuitos domóticos

A domótica introduz automação e controlo inteligente na instalação elétrica: iluminação, estores, climatização e segurança comandados por sensores e centrais, em vez de apenas por interruptores manuais.

Componentes de um circuito domótico

Exemplo resolvido: iluminação de corredor por sensor de presença

[Fase]  [Disjuntor]  [Sensor de presença]  [Relé/atuador]  [Lâmpada]  [Neutro]
  1. O sensor deteta movimento e fecha um contacto de sinal durante um tempo ajustável.
  2. O relé recebe esse sinal e assume a corrente da lâmpada, evitando sobrecarregar o próprio sensor.
  3. A temporização e a sensibilidade configuram-se no sensor ou numa central de domótica.
  4. Testar: passar em frente ao sensor acende a lâmpada; sem movimento, a lâmpada apaga-se ao fim do tempo definido.

A instalação de base, quadro, cablagem, terra, mantém-se igual; a domótica acrescenta inteligência ao comando, não substitui as regras de segurança.

8. Montagem e ligação de circuitos elétricos

Executar uma instalação elétrica simples segue sempre a mesma sequência de procedimentos e técnicas, independentemente do circuito específico.

Procedimento geral

  1. Elaborar a lista de recursos materiais necessários, a partir do projeto de instalação elétrica.
  2. Marcar no local a posição de quadro, caixas de derivação, interruptores, comutadores e tomadas.
  3. Passar calhas ou tubos e puxar os condutores (fios e cabos) dos circuitos de iluminação e de tomadas.
  4. Executar as ligações de fios e cabos ao quadro elétrico e às caixas de derivação.
  5. Executar as ligações da aparelhagem técnica (interruptores, comutadores, tomadas) à cablagem.
  6. Efetuar testes à instalação antes de a dar como concluída.

Técnicas de montagem em baixa tensão

Documentar cada ligação com o esquema à mão, e não de memória, poupa tempo em qualquer intervenção posterior, seja de manutenção, seja de ampliação da instalação.

9. Circuito de comutação de lustre

A comutação de lustre é uma montagem clássica que permite comandar dois grupos de lâmpadas do mesmo candeeiro a partir de um único ponto de comando, com combinações diferentes de intensidade luminosa.

Como funciona

Exemplo resolvido: montar a comutação de lustre

  1. Levar a fase, através do disjuntor de iluminação, ao comutador duplo.
  2. Os dois retornos do comutador alimentam cada um dos grupos de lâmpadas.
  3. O neutro liga diretamente às lâmpadas, comum aos dois grupos.
  4. Fechar as ligações na caixa de derivação do candeeiro.
  5. Testar as quatro combinações: grupo 1 aceso, grupo 2 aceso, ambos, nenhum.

Se uma combinação não corresponder ao esperado, o erro está quase sempre nos dois retornos trocados entre si.

10. Circuito de comutação de escada

O circuito de comutação de escada, ou vaivém, comanda um ponto de luz a partir de dois ou mais locais, típico de escadas, corredores compridos e quartos com duas entradas.

Componentes e princípio de funcionamento

Exemplo resolvido: montar e testar o vaivém

  1. Levar a fase, através do disjuntor de iluminação, ao primeiro comutador; o neutro segue diretamente à lâmpada.
  2. Ligar os dois terminais de retorno entre o primeiro e o segundo comutador.
  3. Do segundo comutador, o retorno selecionado segue até à lâmpada.
  4. Testar todas as combinações: acender de um lado e apagar do outro, nos dois sentidos.

Para três ou mais pontos de comando, adiciona-se um inversor a meio do percurso, com os dois pares de retorno a atravessá-lo.

11. Automático de escada e circuito intercomunicador

Dois circuitos práticos que combinam comando por impulso com funções específicas de conforto e segurança.

Automático de escada

O automático de escada é um relé temporizado que acende a iluminação comum (escadas, corredores) por um tempo fixo, apagando-a automaticamente.

Circuito intercomunicador

O circuito intercomunicador liga um posto exterior (botoneira, câmara) a um posto interior (auscultador, monitor), com abertura de fechadura elétrica.

Num prédio de habitação, o automático de escada acende a iluminação da caixa de escadas durante 90 segundos a cada botoneira premida; o intercomunicador de cada fração liga ao posto exterior junto à entrada, com abertura de porta a partir do interior.

12. Testes e verificação da instalação

Efetuar testes à instalação é uma realização explícita do referencial: nenhuma instalação está pronta enquanto não passar nos testes.

Os quatro testes obrigatórios

Teste O que verifica
Continuidade cada condutor liga fisicamente de ponta a ponta, sem interrupções
Ligação à terra continuidade até ao elétrodo e resistência de terra dentro do limite
Funcionamento dos dispositivos de proteção disparo do diferencial (botão T) e dos disjuntores
Isolamento resistência entre condutores e entre condutores e terra, acima do mínimo regulamentar

Exemplo resolvido: sequência completa de verificação

  1. Inspeção visual: ligações, apertos, identificação de condutores.
  2. Testes de continuidade, circuito a circuito.
  3. Medição de resistência de terra (telurómetro) e de isolamento (megaohmímetro).
  4. Teste funcional dos disjuntores diferenciais, com o botão T e testador dedicado.
  5. Energizar e testar cada ponto de utilização: interruptores, comutadores, tomadas.
  6. Registar todos os valores medidos num relatório de ensaio da instalação.

A instalação só se considera pronta a entregar depois de todos os testes aprovados e registados.

13. Equipamentos de proteção individual e segurança no trabalho

Trabalhar em instalações elétricas de baixa tensão implica risco de choque elétrico, arco elétrico e ferimentos mecânicos. Os equipamentos de proteção individual e as normas de segurança reduzem esse risco a um nível aceitável.

EPI do eletricista

As cinco regras de ouro do trabalho em segurança

  1. Cortar a alimentação do circuito onde se vai intervir.
  2. Bloquear o disjuntor na posição desligada, para que ninguém o religue por engano.
  3. Verificar ausência de tensão com o testador de tensão.
  4. Ligar à terra e em curto-circuito, quando a operação o exigir.
  5. Sinalizar a zona de trabalho e o quadro desligado.

Normas de proteção ambiental

Confiar num disjuntor "desligado" sem verificar ausência de tensão com o testador é o erro que está por trás da maioria dos acidentes elétricos em intervenções de manutenção.

Erros comuns

Glossário

Síntese

Executar uma instalação elétrica simples segue sempre a mesma ordem: ler o esquema e a simbologiaescolher os instrumentos e ferramentas certosmontar o quadro elétricopassar e ligar os circuitos de iluminação e de tomadasligar a terra de proteçãoacrescentar domótica e comutações (lustre, vaivém, automático de escada, intercomunicador) quando o projeto o pedetestar tudo (continuidade, terra, diferencial, isolamento)usar sempre EPI e cumprir as RTIEBT. Este é o percurso completo de um técnico competente numa instalação elétrica simples, em edifícios residenciais e de comércio e serviços.

Exercícios resolvidos

1. Um circuito de tomadas tem 6 tomadas de uso geral. Que secção de cabo e que disjuntor se usam tipicamente?

Resolução: secção de 2,5 mm² e disjuntor de 16 A, com diferencial de 30 mA. O circuito de tomadas usa sempre condutor de terra ligado.

2. Um técnico confirma que a lâmpada acende e apaga corretamente, e dá a instalação por concluída. O que falta?

Resolução: faltam os testes de terra (continuidade e resistência), de isolamento e de funcionamento do diferencial (botão T e testador dedicado). Acender e apagar corretamente confirma só o circuito de comando, não a segurança da instalação.

3. Como se distingue um interruptor de um comutador (vaivém) no esquema, e quando se usa cada um?

Resolução: o interruptor tem dois terminais e comanda um ponto de luz de um único local; o comutador tem três terminais e usa-se aos pares (ou mais, com inversores) para comandar o mesmo ponto de luz de dois ou mais locais, como numa escada.

4. Porque é que uma tomada não deve ser ligada em série com as seguintes?

Resolução: porque uma ligação em série faz com que uma tomada avariada, ou um mau contacto nela, corte a alimentação de todas as tomadas seguintes. A ligação correta é sempre em derivação (paralelo), a partir da caixa de derivação.

5. Antes de intervencionar num circuito já instalado, que sequência de segurança se segue?

Resolução: as cinco regras de ouro: cortar a alimentação, bloquear o disjuntor desligado, verificar ausência de tensão com o testador, ligar à terra e em curto-circuito quando exigido, e sinalizar a zona de trabalho.

6. Que instrumento se usa para medir a resistência de terra do elétrodo, e porque não chega confirmar a continuidade até ao quadro?

Resolução: usa-se o telurómetro. A continuidade até ao quadro confirma que o condutor de terra está ligado dentro da instalação, mas não garante que o elétrodo de terra tem, ele próprio, uma resistência suficientemente baixa para escoar uma corrente de defeito real.