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UC · Unidade de Competência · UC02968

Sebenta · Executar e monitorizar o processo de maquinação em fresadoras CNC (UC02968)

Do desenho técnico ao relatório de melhorias, preparação, programação, arranque, controlo e segurança na fresadora CNC
50h · 4.5 pontos crédito Curso: T. Programação e Maquinaçã, T. Produção e Gestão de Mo, T. Produção de Cunhos e Co, T. Projeto de Moldes e Mod ↗ Referencial oficial SNQ
Índice

Introdução

Esta sebenta ensina a executar e monitorizar o processo de maquinação numa fresadora de comando numérico computorizado (CNC), da leitura do desenho técnico até à peça controlada e ao relatório de melhorias. É a competência central de um técnico de programação e maquinação CNC, de produção e gestão de moldes, e de produção de cunhos e cortantes: qualquer componente de precisão, de um macho de molde a um punção de corte, passa por este ciclo antes de sair da oficina.

O percurso é o de um profissional real: analisar as especificações e a documentação técnica da peça, preparar a fresadora (setup externo e interno, programa, dispositivos, origens), executar o arranque e controlar a maquinação enquanto decorre, e por fim avaliar o resultado e propor melhorias ao processo. Este ciclo repete-se peça após peça, e é por baixo dele que correm três fios condutores: o rigor da leitura técnica e da metrologia, a lógica da programação CNC e dos ciclos fixos, e a segurança que permite repetir o processo sem acidentes.

Objetivos de aprendizagem (referencial): analisar as especificações e a documentação técnica da peça a maquinar; efetuar a preparação da fresadora CNC; executar o arranque e o controlo da maquinação; e avaliar a maquinação, propondo melhorias ao processo.

1. Desenho técnico e documentação de fabrico

Antes de tocar no comando da máquina, o técnico a peça. O desenho técnico normalizado transmite toda a informação sem ambiguidade, desde que se domine a sua gramática.

Normas, projeções, cortes e secções

Documentação tipo do dossier de fabrico

A produção industrial trabalha com um dossier de fabrico completo, não apenas com o desenho:

Documento Conteúdo
Ficha de fabrico operações, sequência, máquinas, tempos previstos
Ficha de ferramentas ferramentas de corte, offsets, parâmetros por operação
Carta de controlo cotas a verificar, instrumento a usar, resultado

O dossier acompanha a peça do primeiro ao último posto de trabalho. É a partir dele que se caracteriza o cenário de maquinação e se prepara o programa CNC.

Uma cota sem tolerância expressa não é uma cota exata: aplica-se sempre a tolerância geral indicada no cartucho do desenho.

2. Tipos de produção e cenários de maquinação em fresagem CNC

Peça unitária, lote e cenário de partida

O ponto de partida da peça também define o cenário:

Caracterizar corretamente o cenário, unitário ou lote, bloco ou preformada, condiciona a escolha das origens, das ferramentas e da sequência de operações desde o primeiro momento.

Exemplo resolvido: caracterizar o cenário

Uma placa de molde em aço pré-temperado, entregue já retificada nas faces principais (peça preformada), da qual se vão maquinar uma cavidade e quatro furos de fixação, numa única unidade. Cenário: peça unitária, a partir de peça preformada. Consequência prática: não é preciso facear as faces de referência (já vêm certas), a origem da peça pode assentar diretamente nessas faces, e o programa foca-se só na cavidade e nos furos.

3. Tecnologia dos materiais

A escolha de tudo o resto, ferramenta, parâmetros, sequência, depende do material da peça:

Uma placa em aço 1.2311 pré-temperado maquina-se com fresas de carboneto e velocidades de corte muito mais baixas do que um suporte em aço macio S275, mesmo com geometrias parecidas. O material manda na técnica, não a forma da peça.

4. Organização da área e do posto de trabalho

O primeiro critério de desempenho desta UC é manter o posto de trabalho organizado em função das ferramentas e instrumentos a utilizar. Não é uma formalidade: é o que evita trocas de peças, danos em instrumentos e acidentes junto de eixos em movimento.

Boas práticas:

Isto liga-se diretamente às atitudes avaliadas na UC: sentido de organização, responsabilidade e autonomia. Um posto organizado no início e arrumado no fim faz parte da tarefa, não é um extra opcional.

5. Toleranciamento dimensional e geométrico

Qualidades IT e cotas máxima, mínima e média

Nenhuma cota se fabrica exata: fabrica-se dentro de um intervalo de tolerância. A norma define qualidades de fabrico (IT), de IT01 (muito apertada) a IT18 (muito larga). Valores tabelados, em micrómetros (µm):

Intervalo de dimensão (mm) IT6 IT7 IT8 IT9
6-10 9 15 22 36
10-18 11 18 27 43
18-30 13 21 33 52
30-50 16 25 39 62

Quanto menor o número IT, mais apertada a tolerância e mais lenta e cara a maquinação. Escolher a qualidade certa, e não uma mais apertada do que a função da peça exige, é uma decisão de custo.

Exemplo resolvido: calcular cotas máxima, mínima e média

Cota nominal: Ø40 h7. Da tabela, IT7 no intervalo 30-50 mm = 0,025 mm. Para uma tolerância "h", o desvio superior é zero:

Uma peça medida a 39,980 mm está dentro do intervalo [39,975 ; 40,000] e é aprovada.

Toleranciamento geométrico

Para além da dimensão, a peça precisa de forma, orientação e posição corretas:

Numa placa de cunhos, a perpendicularidade entre a face de fixação e o eixo do furo de guiamento é frequentemente mais crítica do que a própria cota de espessura: decide se o conjunto fecha sem folga.

6. Metrologia dimensional

Instrumentos de medição e verificação

Instrumento Resolução típica Uso
Paquímetro 0,02 mm cotas gerais, medição rápida
Micrómetro 0,01 mm (0,001 mm digital) cotas de precisão
Calibre passa/não passa fixo controlo em série, rápido
Relógio comparador 0,01 mm planeza, paralelismo, alinhamento
Rugosímetro / escalas de rugosidade Ra em µm acabamento superficial

A regra de ouro da metrologia: a resolução do instrumento deve ser, no mínimo, 5 a 10 vezes menor do que a tolerância a controlar. Medir uma cota com tolerância de 0,025 mm com um paquímetro de resolução 0,02 mm não deixa margem de confiança nenhuma; é preciso um micrómetro.

Aferição

Antes de usar qualquer instrumento, confirma-se o zero (paquímetro e micrómetro fechados) e a ausência de folga (relógio comparador). Um instrumento descalibrado, sujo de apara ou danificado invalida a medição, por mais cuidadosa que seja a leitura.

7. Suportes e ferramentas de corte para fresagem

Tipos de ferramentas e materiais

Material da ferramenta Dureza aprox. Uso
HSS (aço rápido) 62-65 HRC uso geral, económica
HSS-Co 65-67 HRC aços ligados, inox
Carboneto (widia), com ou sem revestimento 90 a 93 HRA (cerca de 75 a 80 HRC eq.) aços de moldes e cunhos, alta produtividade

Suportes de ferramentas

Catálogos de ferramentas e parâmetros de corte

Os catálogos dos fabricantes indicam, por combinação de material da peça e da ferramenta, as gamas recomendadas de velocidade de corte (Vc) e avanço por dente (fz). Consultar o catálogo em vez de usar parâmetros "de cor" é uma das aptidões centrais desta UC.

Fórmulas fundamentais dos parâmetros de corte

Regra de arredondamento usada em toda esta UC: calcula-se com todas as casas decimais e arredonda-se só no resultado final, nunca a meio da conta. Velocidade de rotação (n) a uma casa decimal; avanço da mesa (Vf) e tempos a duas casas decimais; cotas em mm a três casas decimais.

Exemplo resolvido: cavidade em fresa esférica

Fresa esférica Ø10 mm, 2 dentes, aço para moldes com Vc = 40 m/min e fz = 0,04 mm/dente.

  1. n = 40 × 1000 / (π × 10) = 40000 / 31,42 = 1273,2 rpm
  2. Vf = 0,04 × 2 × 1273,2394... = 101,86 mm/min (a partir do valor exato de n, não do arredondado)

8. Dispositivos de aperto e acessórios para fresagem

A peça está sempre fixada mecanicamente, nunca segura à mão:

A escolha adequa-se à geometria da peça e à sequência de operações, minimizando reapertos: cada reaperto é uma nova origem e um novo risco de erro.

9. Programação em fresadoras CNC

Da fresadora convencional à fresadora CNC

Numa fresadora convencional, o operador desloca manualmente os eixos com manivelas. Numa fresadora CNC, servomotores com encoder deslocam os eixos com precisão repetível, seguindo um programa escrito em código numérico (linguagem tipo ISO, também chamada G-code).

Estrutura de um programa CNC

Um programa é uma sequência de blocos, cada um numerado (N10, N20, …), com funções G (movimento e modo) e M (miscelâneas):

Função Significado
G00 posicionamento rápido, sem corte
G01 interpolação linear, com avanço de corte
G02 / G03 interpolação circular, sentido horário / anti-horário
G90 / G91 coordenadas absolutas / incrementais
G54-G59 origens de trabalho (offsets)
M03 / M04 rotação do fuso, sentido horário / anti-horário
M05 paragem do fuso
M06 troca de ferramenta
M08 / M09 refrigerante ligado / desligado
M00 / M01 paragem programada / paragem opcional
M30 fim de programa

Ciclos fixos e origens de trabalho

Os ciclos fixos (canned cycles) condensam numa única linha uma sequência repetitiva, por exemplo G81 (furação simples) ou G83 (furação profunda com quebra de apara, útil em furos de razão comprimento/diâmetro elevada). Sem ciclos fixos, a mesma operação exigiria dezenas de linhas repetidas.

A origem de trabalho (G54, por exemplo) define onde está o ponto zero da peça face ao zero da máquina. Sem a origem corretamente definida, o programa move-se em relação ao ponto errado e a peça é maquinada fora de posição.

Exemplo resolvido: programa de furação simples

Furar um furo Ø8 mm a 10 mm de profundidade, na origem X20 Y20, com a face da peça em Z0:

N10 G90 G54 G00 X20 Y20
N20 M03 S1200
N30 G00 Z5
N40 G81 Z-10 R2 F80
N50 G80
N60 G00 Z50
N70 M05
N80 M30

Leitura: G90/G54 fixam o modo absoluto e a origem; posiciona-se rápido no furo; liga-se o fuso a 1200 rpm; aproxima-se a 5 mm de segurança (R2); o ciclo G81 fura até Z-10 mm com avanço de 80 mm/min; G80 cancela o ciclo; recua-se, para o fuso e termina o programa.

Software de edição, simulação e comunicação

Simular o programa não substitui a verificação em máquina no arranque real (§ 11): a simulação apanha colisões geométricas, mas não fatores como folgas, desvio térmico ou desgaste da ferramenta.

10. Setup interno e setup externo em fresadoras CNC

As duas etapas do setup

Quanto mais se transfere do setup interno para o externo, menos tempo a máquina fica parada. Reduzir o setup interno é uma das formas mais eficazes de aumentar o tempo produtivo (§ 12).

Etapas típicas e alinhamento

  1. Analisar o desenho e a ficha de fabrico: operações, sequência, ferramentas (setup externo).
  2. Preparar e medir as ferramentas fora da máquina, quando o equipamento o permite (setup externo).
  3. Montar e alinhar o dispositivo de aperto na mesa (setup interno).
  4. Fixar a peça, respeitando geometria e sequência de maquinação (setup interno).
  5. Zerar as origens X, Y, Z em relação à peça (setup interno).
  6. Introduzir os offsets de ferramenta no comando (setup interno).

Zerar as origens usa-se um apalpador de aresta (edge finder), um apalpador 3D eletrónico, ou um relógio comparador, eixo a eixo, confirmando sempre com um segundo toque antes da primeira passagem real.

Interatividade do operador

O nível de intervenção manual do operador varia conforme o equipamento e o dispositivo: uma palete de zero-point exige quase nenhuma interatividade a cada troca de peça, enquanto um torno de máquina alinhado manualmente exige alinhamento a cada montagem. Avaliar este nível de interatividade é uma das aptidões avaliadas na UC (§ 13).

Saltar um passo do setup não poupa tempo: obriga a repetir tudo quando a peça sai fora de posição ou a ferramenta colide com o dispositivo de aperto.

11. Arranque e controlo da maquinação

O programa de aquecimento da máquina

Antes da primeira peça do dia (ou após uma paragem prolongada), aciona-se o programa de aquecimento: um ciclo que move os eixos e roda o fuso em vazio, para aquecer guias, fusos de esferas e rolamentos até à temperatura de trabalho. Sem aquecimento, a dilatação térmica ao longo do turno desvia as primeiras peças fora de tolerância.

Verificação antes do corte real

  1. Simulação em vazio (dry run): percorrer o programa sem material, ou com a ferramenta afastada, para confirmar o percurso.
  2. Execução bloco a bloco (single block): correr as primeiras linhas uma a uma, com o dedo pronto no botão de emergência.
  3. Override de avanço reduzido: na primeira passagem real, reduzir a percentagem de avanço para poder parar a tempo se algo estiver errado.

Fatores críticos do controlo em curso

Durante a maquinação, o operador monitoriza:

Um técnico experiente reconhece uma maquinação a correr mal pelo som e pela apara antes de qualquer alarme disparar. É uma competência que se treina com a prática, não substituível por automatismo nenhum.

12. Tempos produtivos, improdutivos e otimização

Cenários e otimização

Otimizar não é só acelerar o corte: é reduzir o improdutivo. Estratégias:

Exemplo resolvido: comparar duas sequências de operações

Um programa com 3 furos e 1 caixa, escrito com 2 trocas de ferramenta (broca → fresa → broca → fresa), tem 4 trocas de ferramenta ao todo. Reagrupando as operações pela mesma ferramenta (broca → broca → fresa → fresa), passam a ser 2 trocas. Se cada troca demora 15 segundos, a poupança é de 2 × 15 = 30 segundos por peça, que num lote de 200 peças representa 100 minutos, ou seja, mais de 1 hora e 40 minutos só por reordenar as operações.

13. Paragens programadas na maquinação

Cenários e procedimentos

Uma paragem programada (M00 ou M01) interrompe a execução do programa num ponto planeado, para o operador intervir:

Técnicas para ajuste de tolerâncias durante a paragem

Se a medição na paragem programada mostrar a cota fora do intervalo esperado, ajusta-se o offset da ferramenta (compensação de comprimento ou de raio/diâmetro) no comando, sem reescrever o programa. Por exemplo, se um furo escareado ficar 0,05 mm acima do nominal, corrige-se o offset de raio da ferramenta de acabamento em −0,05 mm antes de continuar. É uma intervenção rápida e reversível, ao contrário de alterar o próprio código do programa.

Ajustar o offset da ferramenta corrige o resultado; se a causa for desgaste, o offset tem de ser revisto periodicamente, não é uma correção definitiva.

14. Avaliação da maquinação, melhorias e manutenção

Avaliar o resultado

No fim da maquinação, avalia-se: as dimensões e o acabamento face à tolerância (§ 5-6), o tempo total face ao previsto na ficha de fabrico, e o estado das ferramentas usadas.

Identificar e propor melhorias

O referencial da UC pede para reportar possíveis melhorias ao processo em três frentes:

Redigir o relatório de melhorias

Um relatório de melhorias segue uma estrutura simples: o que se observou (facto concreto, não opinião), porque acontece (causa provável), proposta de melhoria (o que mudar) e ganho esperado (tempo, qualidade ou segurança). É este relatório que transforma a experiência de uma peça em conhecimento reutilizável na próxima.

Manutenção diária

15. Segurança e saúde no trabalho

Enquadramento legal: Lei 102/2009 (regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho) e DL 50/2005 (prescrições mínimas de segurança e saúde na utilização de equipamentos de trabalho).

O EPI aplica-se durante toda a exposição ao risco, incluindo a limpeza da máquina e a remoção de apara no fim da operação, não só durante o corte.

Erros comuns

Glossário

Síntese

Executar e monitorizar a maquinação numa fresadora CNC é um ciclo com quatro etapas sempre pela mesma ordem: analisar as especificações (desenho, dossier de fabrico, cenário e material) → preparar a fresadora (setup externo e interno, programa validado por simulação, dispositivos alinhados, origens zeradas, offsets introduzidos) → executar o arranque e controlar a maquinação (aquecimento, verificação em vazio e bloco a bloco, atenção ao som, à apara e aos alarmes) → avaliar o resultado e propor melhorias (parâmetros, posicionamentos, sequências, registadas em relatório). Por baixo de todas as etapas correm três fios condutores: a matemática dos parâmetros de corte (Vc → n; fz·z·n → Vf; L/Vf → t) que torna a operação previsível, a lógica da programação CNC (funções G e M, origens, ciclos fixos) que a torna repetível, e a segurança que garante que se pode repetir o processo, peça após peça, sem acidentes nem desvio de qualidade.

Exercícios resolvidos

1. Calcula a velocidade de rotação e o avanço da mesa para uma fresa de topo Ø16 mm, 4 dentes, Vc = 90 m/min e fz = 0,10 mm/dente.

Resolução: n = 90 × 1000 / (π × 16) = 90000 / 50,27 = 1790,5 rpm. Vf = 0,10 × 4 × 1790,4934... = 716,20 mm/min (calculado a partir do valor exato de n, arredondado só no fim).

2. Um programa CNC troca de ferramenta 5 vezes por peça, 20 segundos cada troca. Reordenando as operações por ferramenta, as trocas passam a 2. Num lote de 150 peças, quantos minutos se poupam?

Resolução: poupança por peça = (5 − 2) × 20 = 60 segundos = 1 minuto. Em 150 peças: 150 minutos, ou seja, 2 horas e 30 minutos só por reordenar a sequência de operações.

3. Um furo escareado sai 0,04 mm abaixo da cota nominal, depois de uma paragem programada de verificação. Qual a correção mais rápida e adequada, e o que a distingue de reescrever o programa?

Resolução: corrigir o offset de raio/diâmetro da ferramenta de acabamento em +0,04 mm no comando. É uma correção rápida e reversível; reescrever o programa é uma alteração ao código, mais lenta e só se justifica se a causa for geométrica, não de desgaste ou de offset mal introduzido.

4. Explica, com um exemplo, a diferença entre setup externo e setup interno numa fresadora CNC.

Resolução: setup externo é tudo o que se prepara sem parar a máquina, por exemplo pré-montar e medir os offsets de uma ferramenta na bancada. Setup interno é o que só se pode fazer com a máquina parada, por exemplo fixar a peça na mesa e zerar as origens. Passar o máximo de tarefas do interno para o externo reduz o tempo de máquina parada.

5. Antes da primeira peça do dia, um operador salta o programa de aquecimento porque "está com pressa". Que risco corre?

Resolução: sem o ciclo de aquecimento, os fusos e as guias ainda estão frios e vão dilatar ao longo do turno; as primeiras peças maquinadas podem sair fora de tolerância por deriva térmica, mesmo com o programa e os offsets corretos.

6. Um veio Ø25 h6 (IT6 no intervalo 18-30 mm = 0,013 mm, valor tabelado) vai encaixar num furo Ø25 H6. Calcula a cota máxima e mínima do veio e a folga máxima do ajustamento.

Resolução: veio h6: máximo = 25,000 mm, mínimo = 25,000 − 0,013 = 24,987 mm. Furo H6: mínimo = 25,000 mm, máximo = 25,000 + 0,013 = 25,013 mm. Folga máxima = furo máximo − veio mínimo = 25,013 − 24,987 = 0,026 mm; folga mínima = furo mínimo − veio máximo = 25,000 − 25,000 = 0,000 mm.