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UC · Unidade de Competência · UC02881

Sebenta · Desenhos de fabrico para retificação, texturização e acabamentos de superfície (UC02881)

Da especificação da peça à simbologia normalizada, à retificação, ao polimento e à texturização de moldes
50h · 4.5 pontos crédito Curso: T. Desenho e Projeto de Mo, T. Desenho e Projeto/Desig ↗ Referencial oficial SNQ
Índice

Introdução

No projeto de um molde, uma cavidade bem modelada em 3D não chega. O desenho de fabrico é quem diz ao operador da retificadora, ao polidor e ao aplicador de textura o que fazer a cada superfície: quanto material remover, com que rigor dimensional, com que rugosidade final e com que aspeto visual. Esta sebenta ensina a analisar as especificações e a documentação técnica e funcional da peça a acabar e a preparar a conceção gráfica dos componentes a obter, que são as duas realizações centrais desta unidade curricular.

O percurso segue a lógica de um gabinete de desenho de moldes: primeiro os fundamentos do desenho técnico (projeções, cortes, cotagem), depois o toleranciamento e a rugosidade, depois a simbologia normalizada que traduz tudo isso no papel, e por fim os três processos de acabamento que esta UC cobre: retificação, polimento e texturização, terminando na sequência operatória, na verificação e na segurança.

Objetivos de aprendizagem (referencial): caraterizar os processos de acabamento de superfícies e associá-los ao processo de fabrico; executar croquis e aplicar simbologia e anotações em esboços; aplicar vistas, cortes, secções e cotagem; aplicar as normas de acabamento superficial e inserir a simbologia de rugosidade; efetuar a legendagem; executar operações simples de retificação, texturização e polimento; verificar e validar o acabamento superficial; e aplicar as normas de segurança e saúde no trabalho.

1. Acabamentos de superfície e processos de fabrico

Uma peça de molde raramente sai pronta da primeira operação. A sequência típica é: maquinação de desbaste (torneamento, fresagem, eletroerosão) que dá a forma geral, seguida de uma ou mais operações de acabamento que garantem a precisão dimensional e o aspeto final exigidos pela função da peça.

Nesta unidade, os três acabamentos de superfície em estudo são:

A escolha do acabamento depende sempre da função da superfície: uma zona de ajustamento com um casquilho pede retificação de precisão; uma cavidade que vai produzir uma peça com aspeto de couro pede texturização; uma zona de contacto visível de alta qualidade ótica pede polimento fino. Associar o processo de fabrico ao acabamento certo é a primeira decisão do desenhador, antes de desenhar um único símbolo.

2. Desenho técnico: projeções, cortes e secções

O desenho de fabrico usa a representação normalizada por projeções ortogonais (o método europeu, primeiro diedro): vista de frente, vista de cima e vista de perfil, alinhadas segundo as regras da norma. Sem isto, cada operador interpretaria a peça de forma diferente.

Duas ferramentas de leitura interna são essenciais em peças de molde, muitas vezes com furos, canais de refrigeração e nervuras escondidas:

Um corte bem escolhido substitui várias vistas escondidas cheias de linhas tracejadas, e é isso que torna um desenho de fabrico legível para quem vai maquinar ou retificar a peça.

Uma bucha de macho com um furo de refrigeração interno: sem corte, o furo aparece como linhas tracejadas cruzadas com o contorno exterior, difícil de ler. Com um corte longitudinal pelo eixo, o furo fica desenhado a cheio, com o diâmetro e a profundidade cotados sem ambiguidade.

3. Cotagem nominal e cotagem de fabrico

Cotar é indicar as dimensões que a peça deve ter. Nesta unidade distinguem-se dois usos da cotagem, com finalidades diferentes:

A relação entre as duas é sempre: cota de fabrico = cota nominal + sobre-espessura ainda por remover. Uma peça a torneada para depois retificar sai do torno maior do que a cota final, exatamente pela sobre-espessura.

Exemplo A, cavilha guia (retificação exterior). Cota nominal funcional no desenho de definição: Ø20,50 h6. Sobre-espessura de retificação, diametral: 0,30 mm. Cota de fabrico à saída do torno (antes de retificar): 20,50 + 0,30 = Ø20,80 mm. É esta última cota, e não a nominal, que vai para a folha de processo do torneador.

4. Toleranciamento geral e ajustamentos

Nenhuma cota se fabrica exata. O desenho tem de dizer quanto de desvio é aceitável. Há dois níveis de toleranciamento nesta UC:

Tolerâncias gerais (para cotas sem indicação especial)

Cotas sem tolerância explícita seguem uma tolerância geral normalizada, indicada uma única vez na legenda (por exemplo "Tolerâncias gerais conforme classe m"), poupando anotar tolerância cota a cota. Classes correntes e alguns valores de referência, para dimensões lineares:

Gama nominal f (fino) m (médio) c (grosseiro) v (muito grosseiro)
6 a 30 mm ± 0,1 mm ± 0,2 mm ± 0,5 mm ± 1,0 mm
30 a 120 mm ± 0,15 mm ± 0,3 mm ± 0,8 mm ± 1,5 mm
120 a 400 mm ± 0,2 mm ± 0,5 mm ± 1,2 mm ± 2,5 mm

Ajustamentos ISO (para cotas funcionais apertadas)

Quando duas peças têm de ajustar (um veio numa furação), usa-se o sistema ISO de tolerâncias e ajustamentos: uma letra (posição do campo de tolerância; minúscula para veios, maiúscula para furos) e um número (grau IT, quanto maior, mais larga a tolerância). Alguns valores de IT, em micrómetros, para a gama de 18 a 30 mm:

Grau IT Valor
IT6 13 µm (0,013 mm)
IT7 21 µm (0,021 mm)
IT8 33 µm (0,033 mm)

Um veio h tem o campo de tolerância todo abaixo do nominal (desvio superior 0, desvio inferior = − IT). Um furo H tem o campo todo acima (desvio inferior 0, desvio superior = + IT).

Exemplo A, continuação. A cavilha é Ø20,50 h6. Na gama 18 a 30 mm, IT6 = 0,013 mm. Como é um veio (letra minúscula), o campo fica 0 / − 0,013 mm: a cavilha é aceite entre 20,487 mm e 20,500 mm. Nenhum valor pode ultrapassar 20,500 mm.

Exemplo B, furo de casquilho (retificação interior). Cota nominal: Ø25,00 H7. Na mesma gama, IT7 = 0,021 mm. Como é um furo (letra maiúscula), o campo fica 0 / + 0,021 mm: aceita-se entre 25,000 mm e 25,021 mm. Cota de fabrico antes de retificar (mandrilado): 25,00 − 0,30 = Ø24,70 mm, com 0,30 mm de sobre-espessura diametral para a mó retirar.

5. Rugosidade: os parâmetros Ra e Rz

A rugosidade descreve as irregularidades microscópicas da superfície que a cotagem e as tolerâncias, ambas macroscópicas, não captam. Os dois parâmetros desta unidade são diferentes entre si e não convertíveis um no outro por um fator fixo: cada um mede algo distinto e tem de ser indicado e verificado separadamente.

⚠️ Erro grave a evitar: não existe um fator universal do tipo "Rz é sempre quatro vezes o Ra". A relação entre os dois depende da forma do perfil (mais ou menos picos isolados, mais ou menos regular) e do processo de fabrico. Cada superfície do desenho é medida e especificada com o parâmetro que o critério funcional exige, nunca por conversão.

Valores típicos de Ra alcançáveis por processo, como referência de gama e não como regra fixa:

Processo Ra típico
Torneamento/fresagem de desbaste 6,3 a 12,5 µm
Torneamento/fresagem de acabamento 1,6 a 3,2 µm
Retificação 0,2 a 0,8 µm
Polimento fino / lapidação 0,025 a 0,2 µm

6. Simbologia normalizada do acabamento superficial

A indicação da textura superficial num desenho seguia a ISO 1302; desde 2021, essa norma foi substituída pela série ISO 21920 (em particular a ISO 21920-1, sobre a indicação da textura superficial na documentação técnica). Os símbolos gráficos base mantiveram-se; mudou sobretudo a definição exata de alguns parâmetros e o texto normativo de referência. Em desenhos mais antigos ainda se cita a ISO 1302; em desenhos novos cita-se a ISO 21920-1. Um desenho usa sempre uma única norma de referência, escrita na legenda, e nunca mistura as duas.

O símbolo gráfico base é uma marca em forma de visto (dois traços de comprimento desigual). Existem três variantes, e nunca se troca uma pela outra:

Símbolo Significado Quando se usa
Visto simples, sem adição Textura exigida, processo de obtenção não especificado Indicação genérica
Visto com um círculo na junção dos traços Remoção de material não permitida: a superfície mantém-se tal como foi obtida por um processo anterior Superfície em bruto de fundição, forjamento, ou já texturizada, que não deve voltar a ser maquinada
Visto com uma barra no topo do traço mais comprido Remoção de material obrigatória: a superfície tem de ser obtida por um processo com arranque de material Superfícies retificadas, torneadas, fresadas

À volta do símbolo, em posições fixas, escreve-se a informação completa: o valor do parâmetro de rugosidade e o seu limite (posição a, por exemplo "Ra 0,8"), o processo de fabrico ou tratamento exigido (posição b, por exemplo "Rectificado"), o comprimento de amostragem quando difere do padrão (posição c), o símbolo de direção da estria (posição d) e a sobre-espessura de maquinação a deixar para operações seguintes (posição e).

Superfície A (cavilha guia, Exemplo A): retificada, remoção de material obrigatória → símbolo com barra, posição a: Ra 0,4, posição b: Rectificado.

Superfície B (furo do casquilho, Exemplo B): também retificada → símbolo com barra, posição a: Ra 0,8.

Superfície C (cavidade texturizada de um macho, ver capítulo 9): não pode voltar a ser maquinada depois da textura aplicada → símbolo com círculo, com a anotação da norma de textura junto ao símbolo (por exemplo "VDI 3400 · grau 24"), e sem valor de Ra, porque a rugosidade deixa de ser o critério relevante depois da textura.

7. Retificação: a máquina, as mós e as técnicas

A retificadora convencional é constituída, em traços gerais, por: uma cabeça porta-mós com o motor que faz rodar a mó a alta velocidade, uma mesa que suporta e desloca a peça (longitudinal e transversalmente), um sistema de fixação da peça (pontas, mandril magnético) e um circuito de refrigeração que arrefece a zona de corte e arrasta as aparas finas.

Tipos de mós

A é o abrasivo aglomerado que executa o corte. Caracteriza-se por um código normalizado que combina, entre outros:

Técnicas de retificação

Parâmetros de corte

Valores de referência, sempre a confirmar com a ficha da máquina e do abrasivo:

Parâmetro Gama típica
Velocidade periférica da mó 20 a 35 m/s
Velocidade da peça (retificação cilíndrica) 10 a 30 m/min
Avanço transversal, desbaste 0,01 a 0,05 mm/passagem
Avanço transversal, acabamento 0,005 a 0,01 mm/passagem

Velocidade periférica de uma mó: mó de Ø300 mm a rodar a 1800 rpm. A velocidade periférica é vc = π × D × n, com D em metros e n em rotações por segundo.

n = 1800 / 60 = 30 rotações/segundo.

vc = π × 0,300 × 30 = 28,27 m/s.

O valor cai dentro da gama de referência (20 a 35 m/s) para uma mó convencional, confirmando que a rotação escolhida é adequada.

8. Polimento

O polimento remove as marcas deixadas pela retificação através de abrasivos progressivamente mais finos, até ao acabamento pedido. Os meios usados nesta unidade:

A regra de ouro é nunca saltar mais do que um grão na sequência: passar de uma lixa grossa direto para uma pasta fina não remove as marcas anteriores, só as esconde temporariamente. Cada fase tem de eliminar por completo as marcas da fase anterior antes de avançar.

Nas cavidades de molde que vão ser texturizadas, o polimento prévio é crítico: qualquer risco ou marca deixada antes da texturização fica visível através da textura, porque o ataque químico ou o laser realçam, não escondem, os defeitos da superfície de base. Uma cavidade a texturizar exige um polimento a um Ra muito baixo, próximo do espelhado, antes de seguir para a textura.

9. Texturização: tipos, normas e transferência digital

A texturização aplica um relevo controlado à superfície da cavidade, que a peça injetada reproduz por contacto direto com o molde.

Tipos de textura

Normas de referência

Tecnologias de transferência digital

A textura aplica-se hoje sobretudo por transferência digital a partir de um ficheiro 3D, em vez de máscaras físicas de ataque químico tradicionais:

A grande vantagem da transferência digital é a repetibilidade entre cavidades e entre moldes de reposição: a mesma textura sai sempre igual, o que um ataque químico manual não garante.

10. Croquis, legendas e anotações no desenho de fabrico

Croquis à mão livre

O croqui é um desenho técnico feito à mão livre, sem instrumentos de precisão, mas respeitando as proporções, as convenções e a simbologia normalizada. Serve para registar rapidamente uma ideia, uma peça observada ou uma alteração no chão de fábrica, antes de a passar a CAD. Um bom croqui de uma peça a acabar já traz: as vistas necessárias, as cotas principais, e a simbologia de rugosidade das superfícies críticas.

Legendas

A legenda (ou cartucho) é o quadro fixo, normalmente no canto inferior direito da folha, com: designação da peça, número de desenho, escala, material, tratamento, norma de rugosidade em vigor (ISO 21920-1, por exemplo), nome de quem desenhou e verificou, e data. É a informação que identifica e valida o desenho.

Anotações

Para além das cotas e da simbologia de rugosidade, o desenho de fabrico leva anotações de texto sempre que uma informação não se representa graficamente: o tratamento térmico exigido, o revestimento, a referência à norma de textura (por exemplo "Cavidade: VDI 3400 · grau 24, ver legenda"), ou uma nota de processo ("Retificar depois de têmpera").

11. Sequência operatória, verificação e manutenção dos equipamentos

Sequência operatória

A ordem das operações não é arbitrária: normalmente desbaste → tratamento térmico (quando aplicável) → retificação → polimento → texturização, porque cada etapa corrige o que a anterior deixou em excesso e prepara a superfície para a seguinte. Inverter a ordem, por exemplo texturizar antes de retificar, obriga a repetir trabalho ou destrói a textura já aplicada.

Verificar e validar o acabamento

Depois de cada operação, verifica-se se a peça cumpre o desenho:

O acabamento só se dá por aceite depois de a peça cumprir, em simultâneo, a cota dimensional, a tolerância geométrica e a rugosidade ou textura especificadas.

Manutenção dos equipamentos

A retificadora e os equipamentos de texturização/polimento exigem manutenção regular: balanceamento e diamantação da mó (para manter o corte e a geometria), limpeza dos filtros do circuito de refrigeração, verificação de fugas e do estado dos bicos de refrigeração, e lubrificação das guias da mesa conforme o plano do fabricante. Uma mó desequilibrada ou mal diamantada produz vibração e piora a rugosidade obtida, mesmo com os parâmetros de corte corretos.

12. Segurança e saúde no trabalho

A retificação, o polimento e a texturização envolvem riscos específicos que têm de constar do desenho e do procedimento, nunca só da memória do operador:

O rigor nestas regras é uma atitude avaliada nesta unidade, tal como a autonomia, a organização e o respeito pelas regras e normas definidas.

Erros comuns

Glossário

Síntese

O desenho de fabrico desta unidade parte da análise das especificações da peça e da sua conceção gráfica, apoiada em projeções, cortes e secções. Sobre essa base entra a cotagem (nominal e de fabrico, ligadas pela sobre-espessura) e o toleranciamento (geral por ISO 2768, ou por ajustamento ISO com graus IT). A rugosidade (Ra e Rz, nunca convertíveis um no outro) entra no desenho pela simbologia normalizada da ISO 21920-1, com os três símbolos base: sem adição, com círculo (sem remoção) e com barra (com remoção obrigatória). Os três processos de acabamento estudados, retificação, polimento e texturização (com as normas VDI 3400 e Mold-Tech, hoje sobretudo por transferência digital a laser ou eletroerosão), seguem uma sequência fixa e são verificados com rugosímetro e amostras de referência. Todo o processo é enquadrado por legendas, anotações e por regras de segurança e saúde no trabalho que protegem quem opera as máquinas.

Exercícios resolvidos

1. Uma cavilha guia sai do torno com Ø20,80 mm e vai ser retificada até Ø20,50 h6. Qual a sobre-espessura de retificação, em mm e em µm?

Resolução: sobre-espessura = 20,80 − 20,50 = 0,30 mm, ou seja 300 µm.

2. Para a mesma cavilha, calcula os limites aceites da cota final, sabendo que IT6, na gama 18 a 30 mm, vale 0,013 mm e que "h" coloca o campo de tolerância abaixo do nominal.

Resolução: desvio superior 0, desvio inferior − 0,013 mm. Limites: 20,500 mm (superior) e 20,500 − 0,013 = 20,487 mm (inferior). A cavilha é aceite entre 20,487 mm e 20,500 mm.

3. Que símbolo de rugosidade se usa numa superfície de cavidade que vai ser texturizada e não pode voltar a ser maquinada depois? E numa superfície que vai ser retificada?

Resolução: a superfície texturizada usa o símbolo com círculo (remoção de material não permitida). A superfície a retificar usa o símbolo com barra (remoção de material obrigatória), porque a retificação é um processo de arranque de material.

4. Uma mó de Ø300 mm roda a 1800 rpm. Calcula a velocidade periférica em m/s e diz se está dentro da gama de referência (20 a 35 m/s).

Resolução: n = 1800/60 = 30 rotações/s. vc = π × 0,300 × 30 = 28,27 m/s. Está dentro da gama de referência, logo os parâmetros da máquina são adequados a esta mó.

5. Um operador quer aplicar uma textura VDI 3400 numa cavidade que ainda tem marcas visíveis de retificação. Porque é que isto é um erro, e o que devia ter sido feito antes?

Resolução: é um erro porque a texturização, química ou por laser, realça as marcas da superfície de base em vez de as esconder. Antes da textura, a cavidade devia ter sido polida progressivamente, com lixas de grão decrescente e depois pastas diamantadas, até um Ra muito baixo, próximo do espelhado, eliminando por completo as marcas de retificação.

6. Explica em que ordem se cota uma peça que vai ser torneada e depois retificada, e porquê.

Resolução: o desenho de definição traz a cota nominal funcional (por exemplo Ø20,50 h6). A folha de processo do torneador usa a cota de fabrico, que é a nominal mais a sobre-espessura de retificação (Ø20,80 mm neste caso). A ordem existe porque a peça tem de sair do torno maior do que a cota final, para sobrar material para a mó remover na operação seguinte.